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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

9ª rodada: O primeiro tropeço

Antonini, desafeto de Allegri, derrubou a Juventus e alçou o Genoa à parte alta da tabela (Ansa)
Não há mais times invictos na Serie A. Juventus e Sampdoria, os únicos que sobravam imaculados nesta temporada, sofreram gols nos acréscimos e praticamente ao mesmo tempo perderam a invencibilidade. Com isso, Juve e Roma dividem a liderança, com 22 pontos, enquanto um grupo de sete times se engalfinha, um pequeno abismo atrás. Juventinos e romanistas tem seis pontos de vantagem sobre Lazio, Milan, Sampdoria e Udinese, e sete acima de Napoli, Inter e Genoa. Fato é que, na 9ª rodada, o campeonato está bastante embolado, até mais do que o previsto.

Genoa 1-0 Juventus
A primeira derrota da Juve no campeonato veio quando se menos esperava. A equipe dominava a partida e criava as chances mais perigosa, contra o Genoa, até os minutos finais da partida, mas viu trapalhada da defesa deixar a bola livre para Antonini fazer 1 x 0 para os donos da casa já nos acréscimos do jogo. O erro custou caro, no dia em que Buffon completou 500 jogos com a camisa da Velha Senhora, e agora a Roma enconstou de novo na liderança da Serie A (os times estão empatados em todos os critérios), mostrando que essa deve mesmo ser uma luta dente a dente até o fim da temporada.

A Juve de Allegri perdeu a intensidade que tinha com Antonio Conte até temporada passada e muitas vezes parece mais burocrática do que o necessário, trocando passes em excesso e sem a verticalidade que marcou a equipe nos últimos anos. Ainda assim, o time atacou muito e teve chances claras de abrir o placar em Gênova. A trave (duas vezes) e boas defesas de Perín, porém, impediram. Méritos também para Gasperini que propôs o jogo defensivo e acertou na escolha do jovem Mandragora para o meio campo. O garoto de 17 anos apareceu para bloquear Tévez e Pogba em duas boas ocasiões. A vitória deixa o Genoa na 9ª colocação, com 15 pontos. (Rodrigo Antonelli)

Roma 2-0 Cesena
Mais uma partida à Garcia. Sem sustos, com calma e o mais importante: com os três pontos. Ao invés dos pontos desperdiçados com as famosas “romadas”, a Roma de Garcia conta com um elenco extenso e de qualidade, um sistema bem definido com uma defesa difícil de ser vazada – o time que mais partidas sem sofrer gols (sete em nove rodadas) e um ataque que consegue decidir em momentos importantes. Desta vez, importante mesmo, porque a Roma voltou a empatar com a Juve na liderança do campeonato.

Como fez aos 8 minutos contra o Cesena, com Destro, o atacante com a melhor taxa de conversão e gols/minuto da Serie A. O gol chegou após jogada típica de Pjanic e Gervinho, com enfiada do bósnio para a corrida do marfinense cruzar para o centro da área, onde Destro estava para completar para as rede. A partir de então, ritmo lento e controle dos giallorossi, batendo o recorde de passes numa partida, considerando o total e apenas um jogador, Pjanic. Depois de acelerar no fim, a vantagem foi ampliada com De Rossi após escanteio fechado de Pjanic, que teve cabeceio de Yanga-Mbwia antes de o volante completar. (Arthur Barcelos)
Cagliari 1-1 Milan
Pouco a pouco o Milan vai progredindo no seu objetivo na temporada: ficar entre os três primeiros. Porém, os resultados ainda não agradam e o avanço se dá mais por tropeços dos concorrentes que mérito próprio. Ante o Cagliari, a equipe não saiu de um empate (o quarto em nove rodadas), mas contou com as derrotas de Sampdoria e Udinese para assumir o último posto que dá vaga na Liga dos Campeões, mesmo com a distância para os líderes chegue a seis pontos.

O melhor ataque da competição, ainda sente a falta de Torres como referência. Sem produzir na frente, o Milan sofreu a pressão inicial dos sardos. Ibarbo chegou a desperdiçar uma chance já com o goleiro batido, mas Rami salvou. Na sequência, o colombiano antecipou Abbiati e, de cabeça, abriu o placar. Os rossoblù tiveram a chance de ampliar, mas Sau desperdiçou. Na sequência, o Milan chegou ao empate. Bonaventura foi cruzar, acabou chutando, e acertou o ângulo de Cragno. O gol não mudou o patamar do jogo e o Cagliari seguiu melhor e chegou até a acertar a trave numa cobrança de falta de Conti. Inzaghi mudou o time, mas mesmo sem Torres e com Ménez, o time pouco produziu. O empate foi bom para o time da casa, treinado por Zeman, que vem subindo de produção. (Caio Dellagiustina)
Inter 1-0 Sampdoria
Mais uma vez, um pênalti salva a Inter. Contra o Cesena, no final de semana, a penalidade veio mais cedo, mas desta vez Icardi precisou convertê-la nos acréscimos do segundo tempo para dar uma vitória que recolocou a Beneamata na parte alta da tabela e fez com que a Samp não igualasse a sequência de nove jogos consecutivos pontuando – algo que só aconteceu na campanha do único scudetto doriano, em 1990-91. Somente Sampdoria e Juventus estavam invictas na Serie A, mas com gols simultâneos, seus maiores rivais, Genoa e Inter, fizeram um favor ao outro e sorriram na rodada, com um motivo a mais além das vitórias.

À Inter o bom retrospecto de Palacio e Icardi contra a Sampdoria não foi suficiente. Os dois jogaram muito mal, se movimentaram pouco e mal viram a cor da bola, mesmo com as boas partidas de Kovacic e Hernanes (substituído por problema muscular no decorrer do jogo). A Sampdoria, por sua vez, era bem perigosa, e obrigou Handanovic e a trabalhar e ser um dos melhores em campo, com quatro boas defesas. Quando não conseguiu defender, viu a bomba de Duncan (volante de posse da Inter, emprestado aos genoveses), explodir na trave. Do outro lado, o goleiro Romero também apareceu bem quando solicitado, e só não conseguiu defender a boa cobrança de pênalti de Icardi. (Nelson Oliveira)

Atalanta 1-1 Napoli
Depois da grande vitória por 6 x 2 sobre o Verona, no fim de semana, o Napoli parece ter perdido a intensidade e fez partida morna com a Atalanta na maior parte do tempo. Só nos minutos finais, após expulsão de Cigarini, o time melhorou o ritmo, mas dessa vez não teve tanta sorte. Higuaín perdeu pênalti nos acréscimos do segundo tempo e jogou pra longe a chance de colocar os azzurri na zona de classificação para a Liga dos Campeões pela primeira vez na temporada. Antes disso, o argentino já havia feito o gol de empate dos visitantes.

O empate acabou sendo o resultado mais justo. A Atalanda soube se defender bem e não deixou o Napoli criar chances claras de gol quase nenhuma vez. A exceção foi o gol de Higuaín e uma chance inacreditavelmente desperdiçada por Callejón (veja aqui). Os donos da casa conseguiram fazer seu jogo sem levar sustos e abriram o placar em uma investida ao ataque com Denis, que marcou pela primeira vez na temporada. A expulsão - justa - de Cigarini mudou a partida e deu ao Napoli a chance de virar o jogo, o que não se concretizou. Assim, os napolitanos permanecem na 7ª posição, com 15 pontos e a Atalanta fica na 16ª, com oito. (RA)

Fiorentina 3-0 Udinese
A Viola conseguiu uma ótima vitória contra uma Udinese que luta na parte de cima da tabela. Depois do empate contra o Milan, a Fiorentina bateu o time bianconero por 3 a 0, no Artemio Franchi. Ilicic, autor do gol contra o rossonero, teve a chance de fazer o primeiro gol do jogo após um erro de Allan, mas chutou mal e Karnezis conseguiu mandar para escanteio. A Udinese, por sua vez, parou em Neto: Di Natale teve uma falta defendida e, aos 23, o artilheiro não acertou o gol com um cabeceio. Antes do intervalo, Babacar, no rebote da finalização de letra de Borja Valero, deu a vantagem à Viola.

No segundo tempo, o artilheiro do jogo aproveitou a chance mais uma vez: Cuadrado cruzou bem, Babacar dominou com classe e empurrou para a rede. O placar foi definido em uma jogada individual de Cuadrado, que passou, na sequência, para Valero bater de fora da área e definir o placar. Com o resultado, o time do Friuli perdeu a oportunidade de alcançar o 3º lugar do campeonato. Na próxima rodada, a Udinese encara o Genoa. A Fiorentina, que subiu para a 10ª colocação, vai enfrentar a Sampdoria. (Murillo Moret)

Verona 1-1 Lazio
Veroneses e romanos entraram em campo para fechar a 9ª rodada, nesta quinta, com um tabu que os envolvia. Desde 1991, a Lazio não batia o Verona no estádio Marc'Antonio Bentegodi, e por pouco não quebrou a escrita. O time da capital, comandado pelo técnico Pioli, vinha de quatro vitórias seguidas, e novamente foi superior ao seu adversário, mas esbarrou no tabu no final da partida, quando cedeu o empate. E, assim, a Lazio deixou escapar a chance de ficar solitária na 3ª posição, com 18 pontos – agora, tem 16, ao lado de Milan, Sampdoria e Udinese. O Verona ocupa a 11ª posição, com 12 pontos.

A partida não teve grandes emoções em Verona. Longe disso, aliás. A Lazio dominou territorialmente o jogo e manteve a posse de bola quase sempre no ataque, enquanto os butei se defendiam e esperavam um contra-ataque. A tática ia dando certo, mas após um cruzamento de Candreva, Moras falhou e Lulic abriu o placar, no final do primeiro tempo. No segundo tempo, Toni e Nico López tentaram o empate, que só chegou aos 25, quando Cavanda derrubou Juanito na área, cometeu pênalti e foi expulso. Toni bateu bem e marcou seu nono gol contra os laziali na carreira. Dali para frente, os romanos se fecharam e seguraram o empate. (NO)

Torino 1-0 Parma

O tormento do Parma não tem fim. O gol de Matteo Darmian, aos 10 minutos do primeiro, deu a vitória ao Toro no Olímpico. Os crociati chegaram à sexta derrota consecutiva e amargam a lanterna da Serie A, com apenas três pontos. O técnico Roberto Donadoni está cada vez mais sob pressão e balança no cargo, apesar de ter um dos mais longos trabalhos (o quarto) na Serie A – com um ótimo desempenho até a temporada passada, por sinal.

No jogo, a maioria das ações ofensivas foram realizadas pelos donos da casa. A primeira vez que o Parma chegou ao ataque foi aos 67 minutos, quando Acquah obrigou Gillet a fazer boa defesa. Coda até balançou a rede, porém, colocou a mão na bola antes da finalização. O goleiro reserva crociato, Cordaz, protestou tanto que foi expulso pelo árbitro Gianluca Rocchi. (MM)

Sassuolo 3-1 Empoli
O sorteio da Serie A reservou um começo complicadíssimo para o Sassuolo, talvez o mais difícil para um time pequeno no campeonato. Os neroverdi enfrentariam Inter, Fiorentina, Napoli, Lazio e Juventus, além de Cagliari, Sampdoria e Parma. E apesar de ter se saído bem contra os grandes, exceto a goleada sofrida em Milão, perdeu pontos em casa pra Cagliari e Sampdoria. Mas agora o time de Di Francesco dá importante sinal de recuperação e, depois de muita luta e chances criadas, chegou à segunda vitória consecutiva.

Desde o início o time mais incisivo, o Sassuolo acabou relaxando em jogada organizada do Empoli pela direita, que terminou em cruzamento para a área completado por Croce do outro lado. Nada que afetasse o time da casa, mais ofensivo, porém ainda relaxado na defesa, quando graças a Consigli e a trave não levou o 2 a 0 em quatro oportunidades dos visitantes no final da primeira etapa. A partida era aberta e bem jogada, algo até surpreendente para quem não conhecia as pequenas equipes provincianas. No segundo tempo, enfim os neroverdi foram às redes e em cinco minutos viraram o placar: primeiro com Missiroli, após cruzamento de Taïder, e depois com Floccari, em passe de Berardi. O jovem atacante havia perdido pênalti nesse meio tempo, porém se redimiu ampliando, de cabeça, após cruzamento de Sansone – que não fez gol, mas foi o melhor em campo, chamando a atenção de Antonio Conte. (AB)

Palermo 1-0 Chievo
Palermo e Chievo começaram a rodada na zona de rebaixamento, mas o momento de ambos era distinto. Os sicilianos vinham de derrota para a Juventus, mas complicaram o jogo durante boa parte do tempo e, antes disso, vinha de vitória contra o Cesena, sua primeira na competição. Já o Chievo somava cinco jogos sem vitória e caindo tabela abaixo. No fim das contas, se fez valer, mais uma vez, a famosa “Lei do Ex”. Com um gol de Rigoni, já no final da partida, o rosanero deixou a zona de rebaixamento, pulando para a 15ª colocação, enquanto os veroneses permaneceram na penúltima colocação.

Em campo, o Chievo até foi melhor, mas parou nas defesas de Sorrentino, outro que já defendera a camisa gialloblù. O goleiro parou as chances criadas por Maxi López e Birsa, e viu de longe seu sucessor no gol do Chievo, Bardi, segurar as ofensivas de Belotti e Barreto. As chances se multiplicavam, mas nada de o gol sair. O ritmo diminuiu na segunda etapa, mas foi aí que a bola estufou as redes. O primeiro, de Dybala, foi anulado, mas no minuto 81, Rigoni aproveitou rebote, acertou belo chute da entrada da área e definiu o jogo. (CD)
Seleção da rodada
Sportiello (Atalanta); Bruno Peres (Torino), Burdisso (Genoa), Acerbi (Sassuolo), Basanta (Fiorentina); Kovacic (Inter), Conti (Cagliari), Keita (Roma); Cuadrado (Fiorentina), Babacar (Fiorentina), Sansone (Sassuolo). Técnico: Eusebio Di Francesco (Sassuolo).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

8ª rodada: Pelotão das surpresas

Jogadores da Sampdoria comemoram empate contra a Roma
Se Juventus e Roma seguem ocupando as duas primeiras posições na tabela, um pouco mais atrás, muitas equipes disputam as vagas restantes para competições europeias. Neste ano, uma parte da tabela em que se esperava que se abrigassem Inter, Napoli, Fiorentina e Milan só tem os rossoneri como ocupantes, na sexta posição. Udinese e Sampdoria dividem a terceira posição seguidas por uma Lazio que se reforçou bem e, após incertezas, mostra que pode brigar pela Europa novamente. Acompanhe o resumo da rodada.
 
Juventus 2-0 PalermoDe uniforme azul e após duas partidas sem vitórias, a Juve derrotou o Palermo por 2 a 0, em Turim, e abriu vantagem na liderança do campeonato por conta do empate da Roma. A partida também serviu para calar os críticos - ao menos para um jogador. Arturo Vidal foi à rede no minuto 32 do primeiro tempo, depois de jogada de Tévez. O meio-campista, ao fim da partida, dedicou o gol aos que "falaram demais".

Com resultados decepcionantes contra Sassuolo, no Italiano, e Olympiacos, na Liga dos Campeões, o time bianconero saiu da Arena Juventus com Llorente definindo o resultado. Ele desviou o escanteio cobrado por Pirlo e marcou o primeiro gol no campeonato. O 3 a 0 só não saiu porque Marchisio errou o alvo. Pelo Palermo, Dybala teve uma chance de gol solitária, com um remate do meio de campo, porém, Buffon defendeu. (Murillo Moret)
 
Sampdoria 0-0 Roma
No jogo entre terceira colocada e vice-líder, a Sampdoria deu uma prova de força e mostrou que pode não ser fogo de palha em 2014-15. A equipe treinada por Mihajlovic teve atuação sólida defensivamente e contou com ótima partida do goleiro Romero para segurar o zero no placar. A Roma, por sua vez, mostrou que não sentiu a surra de 7 a 1 sofrida em casa diante do Bayern Munique, e partiu para cima. Para azar dos giallorossi, Romero estava inspirado.

Goleiro titular e um dos protagonistas da Argentina na Copa do Mundo, Romero ficou em Gênova para ser reserva do bom goleiro Viviano, mas com a lesão do italiano, foi para campo. E não decepcionou: fez quatro defesas importantes, a mais bonita delas com muito reflexo em cabeçada fulminante de Florenzi, já na segunda etapa. Quando ele não conseguiu defender, a trave ajudou. Foi quando Gervinho chegou cara a cara com o gol, mas foi travado por Regini. Na sobra, a bola escapou demais e o marfinense tentou, em vão, marcar o gol, mas a pelota tocou na trave e saiu. A Samp também teve suas chances, mas Gabbiadini teve gol bem anulado por impedimento e Okaka, sozinho na área, desperdiçou ótima jogada. (Nelson Oliveira)
 
Lazio 2-1 Torino
A Lazio de Pioli chegou à quarta vitória seguida no campeonato, domingo, contra o Torino, e já mostra força para competir na parte de cima da tabela, com time cada vez mais organizado e competitivo. A volta às redes do atacante Miroslav Klose, que marcou o gol da vitória dos albiceleste após quase sete meses sem balançar as redes pela Serie A, deve melhorar ainda mais a equipe romana nas próximas rodadas. Do meio para frente, o time produz muito (foram 11 gols nas últimas quatro rodadas). O desafio é ajeitar a defesa, que ainda sofre com a desatenção em alguns momentos.

No Olímpico de Roma, os mandantes fizeram um bom primeiro tempo, propondo o jogo e criando as principais chances. Biglia abriu o placar em boa cobrança de falta. No segundo tempo, o Torino encontrou um gol logo aos 8 minutos, com Farnerud, e até sonhou com o empate. Mas a Lazio não titubeou e logo fez 2 a 1, com Klose, depois de erro do goleiro Gillet. O Torino atacou em busca do empate no fim, mas não conseguiu. Assim, a equipe de Ventura estaciona na 12ª colocação, com apenas oito pontos. A Lazio, por sua vez, chega aos 15 pontos, na 5ª posição. (Rodrigo Antonelli)

Napoli 6-2 Verona
O competitivo Napoli da temporada passada ainda não tinha dado as caras nesse campeonato. O futebol objetivo e vertical da equipe parece que tinha ficado para trás, mas os comandados de Rafa Benítez deram uma prova que ainda podem reencontrar os trilhos neste ano. Mesmo com alguns deslizes, o jogo contra o Verona foi o melhor dos azzurri na temporada, incluindo Serie A e Liga Europa. Bom toque de bola, subidas rápidas e muito perigo para chegar ao ataque. E a melhora significativa tem clara relação com a volta à boa forma de dois jogadores: Hamsík e Higuaín.

As principais estrelas do time voltaram a brilhar, finalmente, depois de início de temporada desanimador. Hamsík fez os dois gols da virada, depois que Hallfredsson abriu o placar para o Verona logo no primeiro minuto de partida, além de ter participado ativamente da construção de jogadas napolitanas. Higuaín, por sua vez, marcou pela primeira vez no campeonato e foram três de uma vez. A tripletta começou logo depois que Nico López empatou momentaneamente para o Verona e deu tranquilidade para os donos da casa. O argentino marcou mais duas vezes. Callejón fez o outro. Assim, o Napoli vai a 14 pontos, na 7ª posição na tabela. Com a segunda derrota seguida, o Verona cai da 8ª para a 10ª posição, com 11 pontos. (RA)

Milan 1-1 Fiorentina
Após já ter deixado pontos para trás contra Empoli e Cesena, o Milan agora tropeçou frente à Fiorentina, em pelo San Siro, e perdeu uma grande oportunidade – devido ao momento do adversário – de assumir a terceira colocação e de quebrar o tabu contra a viola, em casa, que já dura quatro anos. Para piorar, a equipe ainda viu a ultrapassagem de Udinese e Lazio, e ocupa agora a sexta colocação.

Com Torres no banco – após a semana conturbada envolvendo uma possível transferência para o Schalke 04, da Alemanha – e Ménez no comando de ataque, o time ganhou em movimentação, mas pouco finalizou. El Shaarawy arriscou e obrigou Neto a uma bela defesa. Na sequência, após cobrança de escanteio, Zapata escorou para o meio e De Jong completou para o gol. A vantagem, porém, fez com que o Milan abdicasse do ataque. A Fiorentina pouco pressionou e quase não deu trabalho à Abbiati. Montela então colocou Ilicic em campo e o esloveno, em poucos minutos, igualou o marcador num belo chute da entrada da área. Torres foi a campo, mas, assim como toda equipe rossonera, mostrou-se pouco criativo e impotente. E ainda protagonizou este lance bizarro. (Caio Dellagiustina)

Udinese 2-0 Atalanta

A Udinese jogou muito bem para bater a Atalanta por 2 a 0, no Friuli. Os dois gols foram marcados no primeiro tempo. Di Natale, com um lindo chute de fora da área, e Théréau, no meio de três marcadores, ficaram com os nomes assinados na súmula. O capitão da Udinese teve outras duas chances de gol, porém, não conseguiu mexer no resultado.

O time visitante melhorou bastante no segundo tempo com as entradas de Denis e Boakye. O atacante argentino teve oportunidade de marcar e Baselli teve uma finalização bloqueada no último instante por Heurtaux. Ademais, a defesa da Udinese se portou muito bem para proteger a meta defendida por Karnezis. (MM)


Cesena 0-1 Inter
Mais uma rodada, mais um jogo ruim da Inter. Mesmo contra um adversário de nível muito inferior e com um a menos por 60 minutos, o time de Mazzarri jamais teve o controle de uma partida que poderia ter sido bem mais tranquila para os nerazzurri, com chances até de ter goleado no Manuzzi. Mas por uma série de fatores, viu a defesa ter muito trabalho e Handanovic suar a camisa para não ser vazado.

Sem um jogo definido, a Inter depende exclusivamente que seus meias, Kovacic e Hernanes, criem chances de gol, que por outro lado dependem que os alas e atacantes criem condições pra isso, e que zagueiros e volante suportem tudo isso e entreguem a bola na frente. Os meias até criaram, mas Palacio e Icardi foram incapazes de fazer gols, enquanto os alas tiveram má performance. No fim das contas, o único gol da partida saiu numa penalidade inexistente de Leali sobre Palacio, com o goleiro expulso, e que Icardi converteu. Leali ainda desfalcará os romanholos por três jogos, graças ao vermelho direto. (Arthur Barcelos)

Empoli 0-4 Cagliari
Enfim, Zemanlandia. Vitória com autoridade do time de Zeman na Toscana, dominando por completo um Empoli incapaz de fazer o seu jogo, com posse de bola, movimentação na frente e alto número de oportunidades de gol. Por seu lado, o Cagliari foi eficaz sem a bola, não permitindo ao time da casa ter o primeiro passe limpo e destruindo as jogadas antes de a bola chegar na sua intermediária. Com a bola, a agressividade de sempre, e uma vitória definida em apenas sete minutos.

Depois de minutos de marasmo, o Empoli acertou o gol de Cragno com chute de fora da área, obrigando o goleiro a defender bem. Logo em seguida os visitantes responderam, e abriram o marcador em bela jogada de Sau, que marcou seu quarto gol no campeonato. Cinco minutos depois, falta na intermediária para o Cagliari, e cobrança perfeita de Danilo Avelar. Não bastasse, no ataque seguinte Ekdal foi derrubado por Valdifiori, e Avelar converteu o pênalti, chegando a três gols nos últimos dois jogos. Já nos acréscimos do primeiro tempo, após boa trabalhada dos sardos, Ekdal tabelou com Sau e definiu o placar final. (AB)


Parma 1-3 Sassuolo
Por onde anda o competitivo Parma das últimas temporadas? Com três desfalques importantes desde o início da temporada, a equipe caiu demais de produção e, com sete derrotas em oito jogos – cinco das quais, consecutivas – é a lanterna isolada da Serie A, com três pontos, o que faz o técnico Donadoni balançar no cargo. E o pior é que os defensores Paletta e Cassani, além do atacante Biabiany só devem voltar a jogar perto da virada do ano. O pequeno e bravo Sassuolo, que nada tem a ver com isso, não quis nem saber e aplicou uma surra no duelo emiliano.

Já no primeiro tempo, os comandados de Di Francesco abriram 2 a 0, e demoraram pouco para fazer o terceiro, no início da segunda etapa. Todos os gols foram marcados por jogadores "renascidos". O primeiro, de Floccari, que substituiu um machucado Zaza: o atacante não balançava as redes desde as últimas rodadas do campeonato passado. Depois, também em bola levantada na área, foi a vez de Acerbi, de volta aos campos após vencer um câncer testicular e uma suspensão por doping. Após o intervalo, Taïder, que dominava o meio-campo e já havia dado uma assistência, mandou um foguete no ângulo de Mirante, marcando um golaço e fazendo a Inter pensar que talvez não tenha sido uma boa emprestá-lo. Cassano ainda descontou, mas não deu alegria nem aos parmenses nem parou a euforia dos neroverdi. (NO)

Chievo 1-2 Genoa
No Marc’Antonnio Bentegodi, o Chievo até saiu na frente, mas com gols de Matri e Pinilla, o Genoa virou e manteve a boa campanha fora de casa, somando oito pontos. Em campo, o Chievo estreava o técnico Rolando Maran, ex-Catania, foi melhor na primeira etapa e conseguiu o gol com Zukanovic.

Com outra postura, o Genoa melhorou no segundo tempo e em dois minutos tudo mudou para o time veronês. Primeiro, Matri igualou o placar e no lance seguinte, Radovanovic cometeu pênalti sobre o mesmo Matri, levando o segundo amarelo, deixando o campo mais cedo. Pinilla foi para cobrança, mas Bardi defendeu. O chileno se redimiu dez minutos depois, quando, de cabeça, fez o segundo gol e deu a vitória para os genoveses. Sem vencer desde maio em casa, o Chievo dá mostras de que, por mais um ano, brigará contra o rebaixamento. Com apenas um ponto nos últimos seis jogos, os gialloblù ocupam a penúltima colocação com míseros quatro pontos. O Genoa por sua vez, chegou à 9ª colocação com 12 pontos. (CD)

Relembre a 7ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.


Seleção da rodada
Romero (Sampdoria); Vrsaljko (Sassuolo), Albiol (Napoli), De Vrij (Lazio), Danilo Avelar (Cagliari); Taïder (Sassuolo), Biglia (Lazio), Hamsík (Napoli); Sau (Cagliari), Di Natale (Udinese), Higuaín (Napoli). Técnico: Zdenek Zeman (Cagliari).



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Rodada agridoce

Futebol da Inter tem sumido dia a dia (Ansa)
Após rodadas de ótimos resultados na Liga Europa, os times italianos tiveram uma rodada abaixo do esperado. Inter e Napoli, com os elencos mais fortes, voltaram a patinar na temporada e mostraram que o ano será longo para seus torcedores. Fiorentina e Torino, por sua vez, venceram novamente e encaminharam classificação para a fase de mata-mata da competição. Acompanhe o resumo da rodada.

Inter 0-0 Saint-Étienne
Tudo o que a Inter precisava era de uma vitória. E foi tudo o que a Inter não fez. Não adianta, qualquer seja o contexto, o time de Mazzarri não engrena. Deixa boas impressões, quando apresenta um futebol minimamente aceitável, apresentando alguma organização ofensiva, mas ainda dependendo de talentos individuais, e uma marcação mais agressiva, não dependendo tanto de goleiros e defensores para ter segurança. Mas parecem ser apenas espasmos. Na realidade, a Inter é um "time" - nem sempre o é na concepção da palavra - que não tem um jogo definido. Com um ano e meio, Mazzarri não é capaz de adequar os jogadores à sua ideia de jogo, mesmo com um mercado, o deste verão, focando em suas necessidades.

Assim, com um futebol chato e estéril, novamente tropeçou, dessa vez pela Liga Europa, onde vinha de quatro vitórias, 100% de aproveitamento na fase de grupos e liderança isolada. A liderança ainda existe, e dificilmente será perdida, mas a garantia de estar na próxima fase foi adiada, o que dá ainda mais dor de cabeça para o próximo mês, com mais uma data Fifa e o departamento médico lotado - dessa vez, M'Vila foi o "premiado" e deve ficar fora por um mês. Sobre o que aconteceu em San Siro, pouco a se destacar.

No 3-4-2-1 interista, o capitão Guarín foi a única peça capaz de produzir algo, com três chances criadas, mas nenhuma aproveitada por Icardi, Kuzmanovic e por ele próprio. O Saint-Étienne espelhou o time de Mazzarri, num 3-5-1-1, e basicamente se preparou para anular Kovacic, que aceitou a marcação adversária e pouco fez além de alguns dribles. Os alas Théophile e Tabanou superaram Mbaye e Dodô, enquanto Hamouma criou alguns espaços entre linhas, mas o time francês também pouco fez, bloqueado por boa atuação do trio Andreolli, Vidic e Juan Jesus, levando perigo apenas na cobrança de falta de Tabanou defendida por Carrizo. (Arthur Barcelos)

Young Boys 2-0 Napoli
Rafa Benítez decidiu fazer rodízio na equipe napolitana e pagou caro por isso em plena Suíça. Contra o Young Boys, em Berna, os azzurri jogaram sua pior partida na temporada, e viram a equipe aurinegra dominar as ações do jogo do início ao fim. O resultado, além de ruim, fez com que os ultrà napolitanos atacassem o ônibus do time ao final da partida, causando momentos de terror à delegação. Sorte de Higuaín e Albiol, que tiveram de ficar no estádio realizando exame antidoping e não passaram por isso.

Dentro de campo, a opção do técnico espanhol por Zapata e Michu no comando de ataque não deu certo, e apenas Mertens levou perigo ao gol adversário. Por outro lado, a defesa azzurra sofreu com Hoarau, constantemente procurado pelos armadores. No segundo tempo, o francês aproveitou liberdade demasiada concedida pela defesa italiana e abriu o placar. Com o 1 a 0, Benítez inseriu Hamsík, Callejón e Higuaín, mas a fase do primeiro e do último são péssimas e o Napoli só chegou ao gol (bem anulado) via Callejón. Já no final do jogo, em um contra-ataque, Bertone definiu a vitória dos donos da casa. Agora, as equipes dividem a liderança do grupo, com 6 pontos. (Nelson Oliveira)

PAOK 0-1 Fiorentina
Contra o adversário mais complicado do grupo, o PAOK, a Fiorentina mostrou mais uma vez que está “sobrando” na Liga Europa. Enquanto patina na Serie A, a Viola conseguiu sua terceira vitória na fase de grupos da competição europeia e encaminhou a vaga à fase final, que pode vir já na próxima rodada, quando enfrenta o mesmo time grego, dessa vez, no Artemio Franchi. Em Tessalônica, sem muito esforço, um gol de Vargas ainda na primeira etapa, definiu a vitória italiana.

O duelo teve amplo domínio da Fiorentina que logo aos seis minutos teve a chance de abrir o placar, mas Bernardeschi perdeu, sozinho na entrada da pequena área. Aos 38, Ilicic cruzou para Vargas, que precisou chutar duas vezes para vazar o goleiro Glykos. As chances se multiplicavam, mas a Viola não aproveitava. No final do jogo, levou certo sufoco, mas sem nem incomodar o goleiro Tatarusanu. (Caio Dellagiustina)
Torino 2-0 HJK Helsinki
Contra o adversário mais fácil da chave, o Torino não encontro dificuldades. Os finlandeses não foram páreo para a equipe italiana, que assumiu a liderança do grupo, com 7 pontos – Brugge e Kobenhavn tem 4, e o HJK, nenhum.

No primeiro tempo, só deu Torino. Molinaro, Vives e Amauri tiveram chances; Martínez sofreu pênalti não marcado e Amauri, novamente, teve gol regular invalidado. Porém, com um belo voleio, foi Molinaro que abriu o placar, já quando o jogo se encaminhava para o intervalo. Na volta para o segundo tempo, Amauri finalmente marcou um gol com a camisa granata, depois de um chute rasteiro indefensável. A se destacar, ainda, a boa atuação do goleiro Padelli, que estava afastado por questões técnicas. (NO)

Os 10 maiores ibéricos do futebol italiano

Espanhóis e portugueses quase sempre tiveram a sina de decepcionar quando chegavam à Velha Bota. Poucos jogadores oriundos da Península Ibérica conseguiram obter grandes resultados no futebol italiano, talvez por causa do estilo de jogo, talvez por problemas de adaptação – por isso, unimos as duas escolas em uma única lista. No total, 54 espanhóis e 48 portugueses jogaram na Serie A, e a maioria deles nem de longe convenceu. Boa parte foi contratada apenas para compor elenco, mas alguns que poderiam ser estrelas foram mal.

A lista de decepções é grande. O maior flop de todos é, sem dúvida, o meia espanhol Gaizka Mendieta, que chegou à Lazio por 48 milhões de euros – contratado ao Valencia, foi o sexto mais caro jogador do mundo, à época. O basco não jogou nada bem e fez apenas 20 partidas com a camisa celeste. Outros jogadores que foram mal, entre os espanhóis, são Iván Helguera (Roma), Iván De la Peña (Lazio), Javier Farinós (Inter), Javi Moreno (Milan), José Mari (Milan) e Bojan Krkic (Roma e Milan). Por outro lado, o meia Víctor Múñoz (Sampdoria) e o goleiro Pepe Reina (Napoli) foram bem quistos em seus anos italianos.

Já entre os portugueses, nenhum jogador decepcionou mais do que o meia-atacante Ricardo Quaresma, que também foi contratado a peso de ouro pela Inter, mas não rendeu nem um terço do esperado pela equipe de José Mourinho. Outros jogadores que passaram por fases negativas na Itália foram o atacante Paulo Futre (Reggiana e Milan), o defensor Abel Xavier (Bari e Roma), o zagueiro Jorge Andrade (Juventus) e o volante Costinha (Atalanta), que mal jogaram por seus clubes. O atacante Nuno Gomes (Fiorentina), o volante Maniche (Inter) e o lateral Dimas (Juventus), tiveram passagens regulares.

Alguns deles, porém, quebraram esse estigma e se tornaram ídolos na Serie A, como é o caso dos craques que o Quatro Tratti lista logo abaixo.

Critérios 
Para montar as listas, o Quattro Tratti levou em consideração a importância de determinado jogador na história dos clubes que defendeu, qualidade técnica do atleta versus expectativa, identificação com as torcidas e o dia a dia do clube (mesmo após o fim da carreira), grau de participação nas conquistas, respaldo atingido através da equipe, desempenho por seleções nacionais e prêmios individuais. Listas são sempre discutíveis, é claro, e você pode deixar a sua nos comentários!
 
Observação: Hoje, 16 espanhois e cinco portugueses atuam por clubes italianos. Nenhum foi considerado neste ranking, pelo curto período defendendo seus clubes. Os maiores destaques falam castelhano e jogam em Nápoles, Turim, Milão e Florença: os meias Borja Valero e Joaquín (Fiorentina), os atacantes Fernando Llorente e Álvaro Morata (Juventus), o goleiro Diego López (Milan) e o atacante José Callejón (Napoli). Os espanhois de origem africana Keita Baldé (Lazio) e Pedro Obiang (Sampdoria) pedem passagem, assim como o português Bruno Fernandes (Udinese).

Tops 10 Ibéricos na Itália

10º - Josep Guardiola


Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Brescia (2001-02 e 2003) e Roma (2002-03)
Títulos conquistados: nenhum
Prêmios individuais: nenhum

Depois de vencer praticamente tudo com o Barcelona, Pep decidiu rumar para a Itália em busca de uma nova aventura com o Brescia, treinado pelo folclórico Carlo Mazzone. O meio-campista, considerado um dos melhores de sua geração, continuou fazendo boas partidas e sendo sempre o dono da meia-cancha, graças a seu posicionamento e sua visão de jogo única. A boa temporada, entretanto, foi interrompida por uma punição de uma substância proibida, a nandrolona, detectada em um exame antidoping, que o afastou dos gramados por quatro meses. Anos depois, mesmo após ter cumprido a suspensão, Guardiola foi declarado inocente.

Após a experiência com o clube lombardo, Guardiola foi contratado pela Roma, mas não obteve sucesso na capital, jogando muito pouco. Retornou, então, ao Brescia, onde voltou a ser companheiro de Roberto Baggio, com quem dividiu a liderança do time e até a faixa de capitão em alguns momentos. Nos dois anos em que Baggio e Guardiola jogaram juntos, o time rodinelle conseguiu a segunda melhor classificação na história: um nono lugar em 2003.

9º - Rui Barros

 
Posição: meio-campista
Clube em que atuou: Juventus (1988-90)
Títulos conquistados: Coppa Italia (1989-90) e Copa UEFA (1989-90)
Prêmios individuais: Jogador português do ano (1988)

O baixinho de 1,59m surgiu nas categorias de base do Porto e, após um ou outro empréstimo, conseguiu se firmar no time profissional, sendo elemento determinante para a conquista da dobradinha Campeonato-Copa na temporada de 1987-88, além de vencer também o Mundial Interclubes e a Supercopa Europeia. Foi aí que ele despertou o interesse da Juventus que, à época, contratou-o por 7,5 bilhões de liras.

Na Juve treinada por Dino Zoff, continuou a boa fase e marcou quinze gols em seu primeiro ano como bianconero. Inteligente e velocíssimo, Rui Barros sempre encontrava espaço para penetrar na área adversária e raramente desperdiçava chances na cara do gol, tendo um comportamento de centroavante frente aos goleiros. Na temporada seguinte, conquistou mais uma dobradinha -- a Coppa Italia e a Copa UEFA -- mas despediu-se da Velha Senhora ao final da época, vítima de uma reformulação no clube. Passou ainda por Monaco e Olympique de Marselha antes de retornar ao Porto, onde foi pentacampeão nacional e encerrou a carreira.

8º - Sérgio Conceição


Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Lazio (1998-2000 e 2004), Parma (2000-01) e Inter (2001-03)
Títulos conquistados: Serie A (1999-2000), Coppa Italia (1999-2000 e 2003-04), Supercoppa Italiana (1998), Recopa UEFA (1998-99) e Supercopa UEFA (1999)
Prêmios individuais: nenhum

Após se destacar também no Porto e ser eleito melhor jogador do Campeonato Português em 1998, Conceição desembarcou na Itália, contratado pela Lazio milionária do seu xará Cragnotti, Em sua primeira partida oficial pelo novo clube, marcou, nos acréscimos do segundo tempo, o gol que deu aos romanos o título da Supercoppa contra a Juventus em Turim. Daí para o português cair nas graças da torcida foi um passo. O treinador Sven-Göran Eriksson lhe confiou a faixa direita do meio-campo, onde ele viveu duas temporadas fantásticas, conquistando, ao todo, cinco títulos.

Em 2000, porém, o camisa 7 foi envolvido na negociação que levou o artilheiro Hernán Crespo para a Lazio e rumou para o Parma. Em solo emiliano, disputou uma temporada discreta, partindo para a Inter ao final do campeonato. Permaneceu por dois anos em Milão, onde não conseguiu muito espaço, também devido a uma lesão. Em 2003, retornou à Lazio, mas deixou novamente o clube cinco meses depois, quando foi cedido ao Porto.

7º - Paulo Sousa



Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Juventus (1994-96), Inter (1998-99) e Parma (2000)
Títulos conquistados: Serie A (1994-95), Coppa Italia (1994-95), Supercoppa Italiana (1995) e Liga dos Campeões (1995-96)
Prêmios individuais: nenhum

Paulo Sousa jogou no Benfica e no Sporting, dois dos maiores clubes de Portugal, antes de chegar à Juventus, em 1994. Viveu dois anos gloriosos na equipe bianconera, fazendo parte do time que venceu Campeonato, Copa e Supercopa em 1995. Titular e peça importante do meio-campo na formação de Marcello Lippi, o camisa 6 formava um trio de qualidade com Antonio Conte e Didier Deschamps.

Mas o ápice de Sousa na Juve viria em sua segunda temporada, com a conquista da Liga dos Campeões sobre o Ajax. Repetiu o feito com o Borussia Dortmund no ano seguinte e retornou para a Itália em 1998, agora para defender as cores da Inter. O jogador, porém, não repetiu o sucesso de sua primeira passagem pela Velha Bota, pois já vinha sofrendo com muitas lesões e não se firmou em Milão, sendo cedido ao Parma após um ano, mas permanecendo apenas meia temporada com os gialloblù.

6º - Joaquín Peiró


Posição: atacante
Clubes em que atuou: Torino (1962-64), Inter (1964-66) e Roma (1966-70)
Títulos conquistados: Serie A (1964-65 e 1965-66), Coppa Italia (1968-69), Copa dos Campeões (1964-65), Copa Intercontinental (1964 e 1965)
Prêmios individuais: artilheiro da Coppa Italia (1963-64)

Nascido na capital espanhola, Joaquín Peiró (à direita, na imagem) se destacou ainda muito jovem no Atlético de Madrid, onde conquistou a Recopa Europeia de 1962, contra a Fiorentina, marcando inclusive um gol em cada partida da final. Quase imparável devido à sua grande velocidade, o ponta-esquerda despertou o interesse do Torino. Com a equipe granata, Peiró fez uma primeira temporada fraca, mas em seguida recuperou o bom futebol, tanto que foi cedido à Inter de Helenio Herrera, em 1964. Em Milão, encontrou seu compatriota Luis Suárez (à esquerda na foto) e fez parte da Grande Inter que venceu uma Copa dos Campeões duas Copas Intercontinentais e duas Serie A.

Na semifinal do torneio europeu, o espanhol foi personagem de um lance curioso: enquanto o goleiro do Liverpool quicava a bola no chão para ganhar tempo, o camisa 9, espertamente, roubou-a com o pé esquerdo e só teve o trabalho e empurrá-la para as redes vazias. Apesar de muita reclamação, o gol foi validado. O lance foi decisivo para a classificação da Beneamata à final, já que os ingleses haviam vencido o jogo de ida e a Inter conseguiu a virada. Apesar das boas atuações, a concorrência no elenco interista era forte. Na época, ainda não se realizavam substituições durante as partidas, e havia uma regra em que as equipes italianas só podiam utilizar dois estrangeiros por jogo – na Inter, o espanhol Suárez e o brasileiro Jair da Costa eram titulares. Assim, o hispânico decidiu rumar para a Roma em 1966. Com a camisa giallorossa, Peiró voltou a ter grandes momentos, como a Coppa Italia de 1969, que venceu praticamente sozinho. Chegou a ser capitão da equipe da capital, onde permaneceu por quatro anos até encerrar a carreira.



Posição: zagueiro
Clubes em que atuou: Parma (1994-96 e 2005-08) e Lazio (1998-2005)
Títulos conquistados: Serie A (1999-2000), Coppa Italia (1999-2000 e 2003-04), Supercoppa Italiana (1998 e 2000), Copa UEFA (1994-95), Recopa UEFA (1998-99) e Supercopa UEFA (1999)
Prêmios individuais: nenhum

Fernando Couto já era um colosso da defesa do Porto quando, em 1994, foi contratado pelo Parma, equipe que à época batia de frente com os grandes da Itália. O defensor de cabelos fartos e boa estatura tinha também um ótimo senso de posicionamento, o que fazia dele uma grande arma no jogo aéreo, tanto defensiva como ofensivamente. Logo em seu primeiro ano com os emilianos, conquistou a Copa UEFA, mas na temporada seguinte não conseguiu manter o nível e, em 1996, foi cedido ao Barcelona.

Após duas temporadas na Espanha, Couto retornou à Velha Bota, agora para defender a Lazio, que o contratou junto com Iván De La Peña – que se tornaria um dos inúmeros flops espanhóis no futebol italiano. No clube biancoceleste, o português fez parte de uma das melhores defesas da Europa, tendo como companheiros atletas do calibre de Nesta e Mihajlovic. Em sete temporadas com a águia sobre o peito, o beque conquistou sete títulos, incluindo um scudetto. Apesar de ter ficado marcado por alguns momentos de descontrole, foi capitão no final de sua passagem. Retornou ao Parma em 2005 e se aposentou após três temporadas.

4º - Luis del Sol


Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Juventus (1962-70) e Roma (1970-72)
Títulos conquistados: Serie A (1966-67), Coppa Italia (1964-65) e Eurocopa (1964)
Prêmios individuais: nenhum

Revelado pelo Betis e com ótimos momentos no Real Madrid (pelos Merengues, venceu a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental), Del Sol passou na Juventus a maior parte da sua carreira. Cobrindo todos os espaços do meio-campo com muito fôlego, o espanhol era o grande "motor" da Vecchia Signora e o principal responsável pela distribuição do jogo. Uma espécie de regista à moda antiga. Em oito temporadas no Piemonte, foi bastante regular, jogando sempre em alto nível. Apesar de tudo, venceu apenas um scudetto e uma Coppa Italia, pois o período da Juve não era dos melhores. Ademais, a Serie A tinha, à época, o domínio da Inter, com algumas inserções do Milan.

Aos 35 anos, passou a defender as cores da Roma, onde jogou por duas temporadas. Ainda que a sua idade fosse avançada, Del Sol manteve uma boa condição física e não decepcionou na capital, conquistando os torcedores da Maggica e a braçadeira de capitão.

3º - Rui Costa


Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Fiorentina (1994-2001) e Milan (2001-06)
Títulos conquistados: Serie A (2003-04), Coppa Italia (1995-96, 2000-01 e 2002-03), Supercoppa Italiana (1996 e 2004), Liga dos Campeões (2002-03) e Supercopa UEFA (2003)
Prêmios individuais: nenhum

Descoberto ainda criança por Eusébio, Rui Costa passou por todas as etapas das categorias de base do Benfica, onde jogou até 1994, até ser comprado pela Fiorentina. Dotado de uma técnica finíssima, era o principal responsável por municiar o artilheiro Batistuta. Com a Viola, o Maestro conquistou duas Coppa Italia e uma Supercoppa, além de levar o time à Liga dos Campeões. Depois da saída de Batigol, em 2000, jogou sua última temporada com a braçadeira de capitão, conquistado a sua segunda copa nacional. Foi vendido para tentar salvar (sem sucesso) a Fiorentina da falência. Até hoje, é um dos 20 maiores artilheiros da história do clube.

No Milan, porém, foi onde Rui Costa conquistou seus maiores títulos, jogando tão bem quanto em Florença. Apesar de marcar poucos gols, o lisboeta compensava com suas assistências sempre na medida para os atacantes. Ao todo, foram impressionantes 65 passes para gol em sua passagem pelo rossonero, com o qual chegou ao topo da Itália e da Europa. Na conquista da Liga dos Campeões, em 2003, se destacou por ter dado todas as assistências na goleada por 4 a 0 sobre o Deportivo La Coruña, em plena Espanha, e por ter efetuado lindo lançamento, de 60 metros, para Shevchenko violar as redes do Real Madrid. O craque foi ofuscado por Kaká em seus últimos dias de Milan, mas é lembrado até hoje como um dos grandes camisas 10 que passaram pelo Diavolo.

2º - Luís Figo


Posição: meio-campista
Clube em que atuou: Inter (2005-09)
Títulos conquistados: Serie A (2005-06, 2006-07, 2007-08 e 2008-09), Coppa Italia (2005-06) e Supercoppa Italiana (2005, 2006 e 2008)
Prêmios individuais: inserido na seleção da Copa do Mundo de 2006 e na lista Fifa 100

Figo chegou à Inter em 2005 após cinco temporadas no Real Madrid e sob muita expectativa. Afinal, quem era Figo? Um multicampeão, que conquistou quase todos os títulos que disputou, e com uma Bola de Ouro e o prêmio de melhor do mundo pela Fifa. Um dos maiores craques dos tempos recentes do futebol, que chegava na Itália para um desafio no final de sua carreira – quando chegou a Milão, tinha 32 anos. No entanto, a trajetória italiana de Figo poderia ter começado bem antes. Em 1995, quando atuava pelo Sporting, ele assinou contrato com Juventus e Parma, o que gerou uma disputa judicial e o impedimento de que ele firmasse por qualquer clube italiano em dois anos. O português fechou com o Barcelona, fez história na Catalunha, passou ao Real Madrid e o resto é história.

Em Milão, o português começou com a corda toda. Venceu na primeira temporada, a Supercopa, a Coppa Italia e, após as sentenças do Calciopoli, viu a Inter ficar também com o scudetto. Na temporada seguinte, a Inter perdia a Supercopa para a Roma por 3 a 0. Na prorrogação, depois que a Beneamata havia conseguido milagroso empate, um gol do português, de falta, definiu o título. No entanto, Figo dividia a titularidade com Vieira e Stankovic, e quase deixou a equipe rumo à Arábia Saudita, o que fez a torcida, no último jogo de 2006-07, demonstrar todo o carinho pelo jogador, pedindo que ele batesse um pênalti contra o Torino e a sua permanência. Figo teve seus desentendimentos com o técnico Roberto Mancini, que, junto a algumas lesões (a mais grave, em falta violenta de Nedved, em tenso dérbi contra a Juventus), atrapalharam seu rendimento. Um dos episódios mais famosos foi quando ele se recusou a entrar em campo em uma partida contra o Liverpool. A chegada de José Mourinho, em 2008, foi um dos motivos da permanência do camisa 7, que, apesar de tudo, ainda tinha seus momentos brilhantes. Sua técnica refinada e visão de jogo acima da média, aliada a uma grande precisão nos passes e chutes, ajudaram a Inter a conquistar quatro de seus cinco scudetti consecutivos. Hoje, Figo permanece ligado aos nerazzurri, como dirigente.




Posição: meio-campista
Clubes em que atuou: Inter (1961-70) e Sampdoria (1970-73)
Títulos conquistados: Serie A (1962-63, 1964-65 e 1965-66), Copa dos Campeões (1963-64 e 1964-65) Copa Intercontinental (1964 e 1965) e Eurocopa (1964)
Prêmios individuais: nenhum

Contratado pela Inter após vencer o prêmio Bola de Ouro no Barcelona, Suárez reencontrou na Itália seu ex-treinador Helenio Herrera. Chegando com a pompa de ser o jogador mais caro do mundo, à época, ele foi protagonista da Grande Inter que conquistou a Europa e o mundo duas vezes. Em nerazzurro, o espanhol foi reinventado pelo "Mago" Herrera, que o colocou para jogar mais recuado, como regista. Seu futebol não perdeu a qualidade e, na verdade, Suárez mostrou grande inteligência e habilidade para se adaptar em um momento já avançado na carreira – tinha 26 anos. Seus lançamentos longos eram uma grande arma para os contra-ataques quando se tinha na frente jogadores como Jair da Costa, Sandro Mazzola e Mario Corso.

Até hoje considerado um dos melhores da sua posição, Luis Suárez defendeu a Inter por nove temporadas e totalizou mais de 300 presenças com a camisa da Beneamata, marcando 58 gols. Ao todo, conquistou sete títulos com a equipe de Milão, e bateu na trave na Serie A de 1964, quando a Inter perdeu o scudetto na partida de desempate, contra o Bologna de Bulgarelli, Nielsen e Haller. Passou à Sampdoria em 1970 e por lá permaneceu por três anos, mas, já aos 35 anos, não mais tinha o brilho de outrora. Após encerrar a carreira, chegou a ser técnico da Inter por três ocasiões, e também treinou os juvenis do Genoa e os profissionais de outros times italianos, como Cagliari, Spal e Como, antes de dirigir a seleção espanhola. Suárez ainda foi dirigente da Inter nos anos 1990, nos primeiros anos da gestão de Massimo Moratti.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Regras não escritas

Sem chance: Buffon apenas observa o chute de Kasami que deu a vitória ao Olympiacos (Foto: Pegaso)
Talvez você não saiba, mas existem algumas regras não escritas no Manual de Futebol da Juventus em Competições Europeias. Fase de grupos ou eliminatória, não importa: a Juve vai fazer um péssimo primeiro tempo, vai jogar a vida no segundo e os goleiros adversários serão os melhores atletas da partida. Na Grécia, o time bianconero deu 18 chutes, Roberto pegou tudo e o Olympiacos venceu por 1 a 0.

Em 13 minutos de jogo, Buffon fez quatro defesas. Ele nada pode fazer na finalização de Kasami, ex-Palermo. Morata, Pogba, Vidal, Marchisio, Tévez. Todos tentaram na etapa final. Todos pararam em Roberto, que fazia intervenções atrás de intervenções para salvar uma vitória do Olympiacos. A partida no Georgios Karaiskakis marcou a quinta derrota em seis partidas da Juve longe da sua arena em competições continentais. 

O que ficou evidente no confronto diante os gregos foram duas coisas: o funcionamento dos jogadores alas e Pirlo. Lichtsteiner e Asamoah fizeram partida bem aquém das expectativas - exceto no primeiro tempo, quando todos os jogadores estavam tomando um café ou fazendo outra atividade além de jogar futebol. Independentemente da tática escolhida por Max Allegri, seja 3-5-2, 4-3-1-2 ou 4-3-3, os bianconeri são inteiramente dependentes das alas. A eficiência ofensiva passa pelos pés de Lichtsteiner e Asamoah (ou Evra).

Pirlo, por sua vez, não fez uma boa partida desde que retornou de lesão. Contra o Olympiacos, errou mais passes que de costume, falhou no lance que decretou o resultado final do jogo e saiu no segundo tempo após errar bizarramente a enésima cobrança de falta no jogo. Parte da mídia italiana começou a especular que o regista tem jogado mal como uma forma de punir o técnico que o dispensou do Milan.

A mesma perda de momento atingiu, também, Arturo Vidal. Ele continua correndo uma barbaridade, porém, está longe de ser aquele meio-campista sensação do futebol europeu na temporada passada - Llorente é outro que procura, mas não acha o bom futebol. Por outro lado, apesar de tudo, Morata ganhou moral com Allegri e pode começar o jogo de domingo contra o Palermo.

A situação da Juventus na Liga dos Campeões ainda não é preocupante. Na 3ª colocação do Grupo A, com três pontos, a equipe volta a encarar o Olympiacos e Atlético de Madrid, vice-líder, em Turim; único jogo fora da Itália será contra o Malmö (último colocado, porém, com a mesma quantidade de pontos) 

O ex-técnico Arrigo Sacchi, comentarista da emissora Mediaset Premium, afirmou após o jogo que as equipes italianas ainda jogam como há 40, 50 anos. Além disso, ele declarou que o que importa para a maioria dos italianos é vencer rivais históricos ou vê-los perder; melhorar o futebol nacional é deixado de lado. Duras, as críticas?

Liga dos Campeões, 3ª rodada
Olympiacos 1-0 Juventus

Olympiacos: Roberto, Elabdellaoui, Botía, Abidal e Masuaku; Mariatis, Ndinga, Milivojevic e Kasami (90' Giannoulis); Domínguez (85' Fuster); Mitroglou (69' Afellay). T: Míchel

Juventus: Buffon, Ogbonna (77' Pereyra), Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner, Vidal, Pirlo (57' Marchisio), Pogba (87' Giovinco) e Asamoah; Tévez e Morata. T: Massimiliano Alegri

Gol: 35' Kasami

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Aula alemã, parte 2

Pela segunda vez na temporada, alemães aplicam 7 x 1 em tradicional escola do futebol mundial. Vítima desta terça-feira foi a Roma, em casa, pela Liga dos Campeões; pelo menos equipe ainda depende só de si para classificar

Que Brasil e Itália têm muito em comum todo mundo sabe. Povo extravagante, desigualdade social, corrupção... e um futebol que vive do passado. Mas quem poderia imaginar que um 7 x 1 humilhante, também contra alemães, entraria para a lista de semelhanças entre as duas nações? Pois aconteceu. Em casa (!), para 70.544 torcedores verem, a Roma sucumbiu diante do Bayern de Munique, nessa terça-feira, e repetiu o vexame sofrido pelo Brasil na Copa do Mundo. Uma derrota que, certamente, não é só dos romanistas. Quando o time de melhor futebol do país na temporada leva uma goleada dessas, o buraco é mais embaixo. O 7 x 1 é um resultado que abre uma ferida e coloca em xeque (mais uma vez) todo o futebol italiano, que se apequenou em nível continental nos últimos anos.

Os problemas são muito parecidos com os do Brasil: política conturbada nos clubes e na Federação, falta de renovação técnica, má formação e uso da base, gestões atrapalhadas, entre outros. E, para piorar, a reabertura da discussão não deve acontecer, como foi com os brasileiros. A mesma Roma já tomou de 7 x 1 na Liga dos Campeões, em 2007, contra o Manchester United, e preferiu empurrar o vexame para baixo do tapete. O técnico Rudi Garcia, pelo menos, começou bem - melhor que Felipão - o pós-desastre. Em coltiva, ele admitiu que errou ao montar o time. Não falou em apagão e disse que deveria ter entrado com o time muito mais fechado para enfrentar o poderoso Bayern. 

Garcia também errou ao não mudar o time logo. Aos 30 minutos, o placar já marcava 4 a 0 para os alemães e a Roma continuava a mesma em campo. Qualquer mudança nesses momentos é bem vinda, para tentar reanimar a equipe. Ashley Cole não poderia continuar em campo de jeito nenhum. Arjen Robben deitou e rolou em cima do veterano lateral-esquerdo. O holandês fez dois gols, deu 100 toques na bola - sem ser desarmado quase nunca -, completou 65 dos 69 passes que tentou, cruzou duas vezes e criou seis chances claras de gol. 

Xabi Alonso (que partida!), Lahm e Gotze faziam a bola rodar com velocidade. Totti apenas assistiu ao massacre, de longe, e pouco tocou na redonda. A primeira etapa terminou com um castigante 5 x 0 no placar. Na volta do intervalo, claro, os visitantes diminuíram o ritmo e a Roma até alcançou seu gol de honra, com Gervinho, completando cruzamento de cabeça. Mas Ribery e Shaqiri ainda fizeram mais dois antes do fim para dar números finais (e impressionantes) ao jogo. 

Hora certa
Como os brasileiros já perceberam, uma derrota dessas - apesar de dolorosa - não é apocalíptica. A Seleção Brasileira não deixou de existir, nenhum torcedor morreu de desgosto e o escrete nacional já até conseguiu vencer a Argentina de Messi, depois daquele histórico 7 x 1. Para a Roma, os prejuízos devem ser ainda menores. Os giallorossi perderam na hora que podiam. Uma derrota contra o Bayern já era esperada e não deve afetar muito o objetivo da equipe de passar às oitavas de final. 

Isso porque o Manchester City - que acumula mais romadas do que a própria Roma na Champions - tropeçou de novo e a segunda colocação continua na mão dos italianos. Ou seja, os giallorossi dependem apenas de si para se classificar à próxima fase. Apesar da goleada desta terça, a equipe tem apresentado o segundo melhor futebol do grupo e tem sim condições de se classificar. Basta não deixar o psicológico afetar tanto. A notícia ruim é que o próximo jogo já é contra o Bayern de novo, dessa vez na Alemanha, no dia 5 de novembro. Esse duelo promete.

FICHA DO JOGO
Roma
De Sanctis; Torosidis, Manolas, Yanga-Mbiwa, Cole (Holebas); Nainggolan, De Rossi, Pjanic; Gervinho, Totti (Florenzi), Iturbe.
Técnico: Rudi Garcia

Bayern de Munique
Neuer; Bernat, Jerome Boateng, Benatia, Alaba; Lahm, Xabi Alonso; Robben, Muller (Rafinha), Goetze (Shaqiri); Lewandowski (Ribery).
Técnico: Pep Guardiola

Gols: Robben, aos 9 do 1º tempo; Goetze, aos 23; Lewandowski, aos 25; Robben, aos 30; Müller, de pênalti, aos 35 do 1º tempo; Gervinho, aos 20 do 2º tempo; Ribery, aos 34; e Shaqiri, aos 35 do 2º tempo.
Amarelos: Iturbe, Torosidis e Nainggolan; e Bernat.
Árbitro: Erikssen (Suécia)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

7ª rodada: Corrida a dois

Sassuolo segurou a Juventus e fez a festa da Roma, que volta a encostar na líder (Repubblica)
A temporada mal começou, mas apenas Juventus e Roma parecem credenciadas à disputa do scudetto. Nesta rodada, a Juventus tropeçou e permitiu que a Roma se reaproximasse, mas a distânca para o restante das equipes aumentou. Afinal, as demais concorrentes da Velha Senhora e da Loba capitolina oscilam demais. Vejam, por exemplo, Fiorentina e Inter sofrendo para ficar no meio da tabela, ou o Napoli, que não dá garantias à sua torcida. A Lazio, após início ruim, vem melhorando, mas ainda patina em momentos importantes das partidas. Sampdoria e Udinese, de bom início de temporada, têm suas limitações, e obviamente não pensam em scudetto. O Milan, de Inzaghi, até o momento, é a equipe mais credenciada ao terceiro posto, pois propõe futebol ofensivo – marca e gols na mesma proporção, o que pode ser problemático a longo prazo. Tudo isso reforça que esta edição da Serie A deve viver a mesma dicotomia do ano anterior. Acompanhe o resumo da 7ª rodada.

Sassuolo 1-1 Juventus
No duelo da líder contra o lanterna, a zebra - quem diria - cruzou o caminho da Juventus. Foram seis rodadas sem um tropeço sequer da Velha Senhora (18 pontos disputados e 18 conquistados), antes que o pequeno Sassuolo aparecesse para atrapalhar, pela primeira vez no campeonato, a caminhada determinada da Juve rumo ao tetracampeonato. Em casa, o time de Di Francesco conseguiu segurar um empate heróico e somou mais um ponto na classificação (agora são quatro), deixando a última posição na tabela. A Juve, por sua vez, perdeu os 100% de aproveitamento e permitiu reaproximação da vice-líder Roma, que venceu o Chievo – o time romano já chegou aos 18 pontos, apenas um abaixo da equipe de Turim.

O atacante Zaza foi quem abriu o placar, logo aos 13 minutos de jogo: primeiro, ele chutou forte em bola tocada dentro da área, mas viu Bonucci tirar em cima da linha. Na sequência do lance, teve outra chance e não desperdiçou, chutando forte no ângulo de Buffon. A Juve não demorou para empatar. Aos 19, Pogba acertou belo chute cruzado da entrada da área e fez 1 a 1. Nos outros 70 minutos de jogo, a Juve pressionou pela virada, mas, em tarde muito pouco criativa, esbarrou nas boas defesas de Consigli. Agora, a Velha Senhora se prepara para encarar o Olympiacos, quarta-feira, pela Liga dos Campeões. (Rodrigo Antonelli)

Roma 3-0 Chievo
O técnico Rudi Garcia deu folga para Gervinho e Florenzi por conta da partida diante o Bayern de Munique, pela Liga dos Campeões. Dificuldade para a Roma? De forma nenhuma: os giallorossi definiram o resultado final em 30 minutos, com o primeiro gol aos 4. Pjanic chutou cruzado e Destro deu um peixinho para completar à rede. Depois do próprio Destro falhar na conclusão, em lance posterior, o Chievo entrou no jogo. A equipe da casa pressionou e... sofreu contra-ataque mortal. Totti achou Ljajic atrás da defesa, e o atacante bateu no ângulo, sem chances para Bardi.

A partida foi definida com gol de pênalti de Totti. Dainelli puxou o capitão da Roma pelo pescoço, dentro da área, e o atacante converteu com categoria. Foi o 64º tento da marca da cal de Totti. Durante o segundo tempo, a equipe da casa permaneceu melhor e só não marcou mais gols porque Bardi fechou a baliza em duas boas oportunidades de Destro. A derrota manteve o Chievo na zona de rebaixamento e confirmou a queda do técnico Eugenio Corini. Rolando Maran, ex-Catania, assumiu o time. (Murillo Moret)

Verona 1-3 Milan
Mesmo a realidade sendo a Liga dos Campeões, se o Milan sonha com o scudetto, vencer em Verona era fundamental, uma vez que a Juventus tropeçou no lanterna Sassuolo. O adversário não seria moleza. Com os mesmos 11 pontos, Verona e Milan ocupavam sexta e quarta colocações, colados na Sampdoria, primeira equipe com a vaga na principal competição europeia. A histórica rivalidade entre as duas torcidas deixava a partida ainda mais tensa. Em campo, porém, o equilíbrio ficou de lado e a equipe milanista foi amplamente superior e dominante, além de contar com uma grande atuação de Honda, autor de dois gols e, agora, referência dessa equipe em reconstrução.

No primeiro gol, o japonês apenas observou a pixotada do zagueiro brasileiro Rafael Marques, que “espanou” o cruzamento de Abate e colocou contra as próprias redes. Minutos depois, Honda recebeu belo passe de El Shaarawy e tocou no canto alto do goleiro Rafael para ampliar. Toni e Jankovic até tentaram diminuir, mas pararam nas boas defesas de Abbiati. No segundo tempo, o camisa 10 recebeu outro grande passe em profundidade e tocou na saída do arqueiro dos butei. O Verona ainda diminuiu com Nico López, mas uma reação já era impossível. (Caio Dellagiustina)

Inter 2-2 Napoli
No último jogo do domingo, milaneses e napolitanos fizeram um confronto marcado pelo equilíbrio e pelas poucas chances criadas ao longo de toda a partida, com exceção dos minutos finais – todos os quatro gols do jogo aconteceram nos últimos 15 minutos de bola rolando. A partida, sem grandes destaques, reforçou que Inter e Napoli não devem lutar pelo título, que novamente deve ser uma disputa reservada apenas a Juventus e Roma.

O primeiro tempo no Giuseppe Meazza foi bastante equilibrado, com ferrenha disputa no meio-campo. Porém, foi a Inter que teve as melhores chances: Icardi bateu por cima do gol e Hernanes acertou a trave. Os nerazzurri, porém, não voltaram tão bem do intervalo e viram Insigne acertar a trave logo aos 4 da segunda etapa. Menos criativa, a Inter viu o Napoli crescer, e até pode comemorar as más atuações de Hamsík e Higuaín – em outras condições, os azzurri poderiam ter sorrido. Porém, amargaram o empate por duas vezes. Saíram na frente com Callejón, que contou com erro de um decadente Vidic para abrir o marcador. A Beneamata chegou ao empate três minutos depois, com um recém-entrado Guarín. Nos acréscimos, a zaga da Inter parou e Callejón completou, de primeira, bom lançamento de David López. Mas, na sequência, em outra jogada aérea, Hernanes se inseriu bem para aproveitar cruzamento de Dodô e impedir a terceira derrota consecutiva do time da casa. (Nelson Oliveira)

Fiorentina 0-2 Lazio
Até o primeiro gol da partida, a Lazio criou três chances; a Fiorentina, uma. Apesar do melhor jogo laziale, Neto teve de trabalhar em apenas uma oportunidade. Aos 35 minutos, Biglia recebeu de Candreva e assistiu Djordjevic para marcar. O sérvio marcou o 5º gol em três jogos, mas mais importante foi que a Viola sofreu o primeiro tento em casa na temporada. O goleiro da Fiorentina parou Lulic, na sequência, e Candreva quando a defesa falhou.

Aquilani quase marcou um dos gols mais bonitos da temporada italiana. Uma finalização de bicicleta, após falta cobrada por Pizarro, que parou na trave. Ao contrário do primeiro tempo, a Viola foi melhor na etapa final, mas nem Bernardeschi, nem Cuadrado conseguiram empatar. Se Mati Fernández conseguiu travar a finalização de Candreva em um contra-ataque da Lazio com vantagem numérica, o time visitante definiu o resultado também em contra-golpe, com Lulic, após nova assistência do meia da seleção italiana. Enquanto Candreva e Djordjevic são decisivos para a subida de produção da Lazio na temporada, a Fiorentina sofre com as ausências de Rossi e Gómez e não ajusta seu futebol. É a decepção da temporada. (MM)

Cagliari 2-2 Sampdoria
Na Sardenha, Cagliari e Sampdoria fariam um jogo da concórdia. Para começar, a partida seria dedicada às vítimas de uma enchente em Gênova, e também seria o encontro de Zeman com seu discípulo Mihajlovic – o checo treinou o ex-zagueiro sérvio na Lazio, nos anos 90. O grande número de amarelados e uma expulsão deu a entender que a partida foi uma guerra, mas passou longe disso. Era apenas muita vontade de vencer, de ambos os lados. No final, nem o Cagliari conquistou sua primeira vitória em casa nem a Samp aproveitou a chance de ficar apenas dois pontos atrás da Juve. Hoje, os dorianos ocupam a 3ª posição, com 15 pontos, e os sardos a 17ª, com 5.

O primeiro tempo foi dos visitantes. Os blucerchiati jogaram melhor e abriram logo 2 a 0. O primeiro veio após lançamento de Palombo, que Gabbiadini, espertamente, desviou com leveza para as redes, enganando o goleiro Cragno. O segundo, mais belo, foi uma bomba de Obiang de fora da área. Na volta para a segunda etapa, o Cagliari melhorou com as entradas dos jovens Donsah e Caio Rangel. Porém, foram decisivos para a virada o pênalti de Cacciatore em Ibarbo e a consequente expulsão do defensor. O lateral Danilo Avelar converteu a cobrança e, minutos depois, deu a assistência para Sau deixar tudo igual. Empate com gosto de derrota para Mihajlovic, segundo o próprio, que prometeu pagar um jantar a seu tutor, Zeman. (NO)

Torino 1-0 Udinese
Depois de começo ruim, o Torino dá sinais de recuperação. Além de apresentação consistente contra a Udinese, o time de Ventura chegou à segunda vitória e à parte intermediária da tabela. Uma resposta que vem em bom momento, considerando que os granata também estão na Liga Europa e têm boas condições de avançar. Para a Udinese, um tropeço que viria mais cedo ou mais tarde. Stramaccioni tem um bom time e condições de incomodar, e não deve se abater por uma partida ruim.

Contando com boas exibições de Vives, Quagliarella, Molinaro e Bruno Peres, além de seu sistema defensivo quase sempre seguro, o Torino dominou a partida, mesmo sem a posse de bola e território, criando mais que o dobro de chances da Udinese e fazendo Karnezis trabalhar duro. Depois de duas boas oportunidades suas, Vives, volante e capitão, desviou para Quagliarella mais uma vez executar a lei do ex, como contra Fiorentina e Napoli. Foi o quarto gol do atacante nos últimos quatro jogos – apenas um dos gols do Torino no campeonato não foi marcado por ele. (Arthur Barcelos)

Atalanta 1-0 Parma
Não foi fácil, mas a Atalanta finalmente conseguiu acabar com a sequência negativa que já durava quatro jogos (foram quatro derrotas nas últimas rodadas). Com gol de Boakye, aos 44 minutos do segundo tempo, os nerazzurri somaram três pontos e se livraram de afundar para a zona de rebaixamento, graças a um erro defensivo do Parma, que agora segura a lanterna da competição. A equipe de Donadoni perdeu a sexta no torneio (quarta seguida) e tem só três pontos. Ainda assim, o técnico permanece no cargo e diz confiar em sua equipe: "Temos que arregaçar as mangas", disse, após a partida, lamentando o erro defensivo e reclamando dos desfalques de seu time.

O resultado foi merecido para a Atalanta, que buscou mais o jogo e, mesmo sem muita qualidade, agrediu o adversário mais vezes. Apático em campo, o Parma fez um primeiro tempo apenas razoável e não mostrou nada de bom na segunda etapa, só esperando o tempo passar, com o objetivo de levar um ponto para casa. Do outro lado, Colantuono ousou nas substituições - colocou Baselli, Boakye e Bianchi no segundo tempo - e colheu os frutos por deixar o time mais ofensivo. O gol no final teve participação direta de Bianchi e Boakye e deixou a equipe de Bérgamo mais tranquila na tabela, na 14ª posição, com sete pontos, três à frente da zona da degola. (RA)

Palermo 2-1 Cesena
Mais um confronto entre times que vieram da Serie B, e enfim o Palermo venceu sua primeira no campeonato. Muito inconsistente, o time de Iachini chegou a mostrar algumas boas coisas, mas os três pontos jamais haviam sido conquistados até esse final de semana. Mas também vieram com muito drama e emoção, com gol da vitória aos 91 minutos de jogo.

Sempre com Vázquez e Dybala, o Palermo foi superior desde a primeira etapa. Mas os gols só vieram mesmo através da bola parada – inclusive o de empate do Cesena. O primeiro veio aos 33, quando Dybala trocou passes com Vázquez após escanteio curto, recebeu de volta e acertou belo chute da entrada da área. O empate, aos 61, veio em cobrança de pênalti convertida por Rodríguez. A virada, já nos acréscimos da segunda etapa, veio em escanteio cobrado por Dybala e cabeceio preciso do estreante González, destaque da Costa Rica na Copa do Mundo. (AB)

Genoa 1-1 Empoli
A polêmica da rodada ficou para o jogo da segunda-feira. O Genoa vencia até os 33 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro artilheiro Tonelli usou a mão para empatar o jogo, num daqueles típicos lances que geram discussões infinitas de mão na bola ou bola na mão. Apesar da raiva pós-jogo, sobretudo de Gasperini, nem mesmo os jogadores rossoblù reclamaram acintosamente, pois não notaram o que havia acontecido no lance – Maccarone desviou de cabeça e Tonelli usou o braço para anotar o gol. O resultado manteve as duas equipes no meio da tabela e evitou com que os genoveses se aproximassem dos times mais bem colocados.

O Empoli começou melhor o jogo, dando trabalho à defesa rossoblù. As ações ofensivas mudaram de lado quando Gasperini alterou o esquema, deixando Perotti e Falqué mais perto de Matri, e Rincón com mais liberdade. E o gol não demorou a sair. Após cruzamento de Edenílson, Matri escorou e Bertolacci acertou belo chute de fora da área. A equipe genovesa dominou o confronto, mas não conseguiu ampliar. Numa das poucas chances, o Empoli chegou ao gol irregular. (CD)

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Seleção da rodada
Consgili (Sassuolo); Benalouane (Atalanta), Yanga-Mbiwa (Roma), Alex (Milan); Callejón (Napoli), Candreva (Lazio), Danilo Avelar (Cagliari), Honda (Milan); Quagliarella (Torino), Totti (Roma), Dybala (Palermo). Técnico: Stefano Pioli (Lazio).