Subscribe Twitter Facebook

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Jogadores: Andrea Carnevale

Ritmo de festa: Carnevale foi peça importante do Napoli bicampeão italiano com Maradona (Tumblr)
Carnaval é um misto de alegria e tristeza – é o que cantam os poetas de nossa música. A vida de Andrea Carnevale, atacante famoso dos anos 1980 e 1990, incorporou o espírito dúbio do seu sobrenome e deu ao jogador muitos festejos mas também muita desilusão. Ele foi importante nos dois títulos italianos conquistados pelo Napoli, mas ao mesmo tempo teve uma duríssima história de vida.

De família pobre, o pequeno Andrea nasceu em Monte San Biagio, cidadezinha da província de Latina, distante cerca de 100 quilômetros da capital, Roma. Na infância e no início da adolescência, Carnevale se dividia entre os estudos, o futebol e pequenos serviços como aprendiz de carpinteiro, garçom e mecânico. O pai, chefe da família, emigrou para a Alemanha, em busca de uma vida melhor para sua esposa e seus sete filhos. Quando voltou, Andrea tinha 13 anos, mas não aproveitou muito o retorno do seu progenitor: Gaetano, seu pai, teve um ataque e assassinou a esposa, Filomena, quando ela lavava roupas em um rio. Ele se entregou e foi colocado em um manicômio judiciário, onde cometeu suicídio, cinco anos depois. 

Carnevale preferiu falar pouco sobre a tragédia e se dedicou a dar certo no futebol, embora a falta de estrutura familiar e os traumas causados por isso lhe fizeram um tipo de difícil trato. Durante toda a carreira, o atacante teve problemas de comportamento que comprometeram o seu desenvolvimento no esporte.

Ele começou nas categorias de base do Fondi, time da região, e logo passou a defender o Latina, na Serie C1. Apesar do rebaixamento dos nerazzurri, Carnevale acabou indo jogar a Serie A, em 1979: fechou com o Avellino, treinado por Rino Marchesi. Ele só entrou em campo uma vez no primeiro ano pelos biancoverdi – estreou pelo clube contra a Roma, equipe da qual é torcedor, na última rodada do campeonato –, mas com a troca no comando da equipe, foi mais utilizado. O brasileiro Luís Vinício, ídolo do Napoli, começou a escalá-lo pelos lados do campo, onde dividia espaço com Juary.

No entanto, ele não permaneceu nos irpini em 1981-82. Foi ganhar experiência na Serie B, onde rodou por Reggiana e Cagliari, sem nunca ter visto suas equipes concluírem a temporada acima da 10ª posição – inclusive, viu a primeira delas ser rebaixada. Em 1984, Carnevale voltou à primeira divisão, mas não conseguiu salvar o Catania do rebaixamento em sua passagem de menos de seis meses pela Sicília.

Primeiro destaque nacional do atacante foi pela Udinese;
depois ele também atuou pela Roma, clube do coração (Tumblr)
Embora os resultados em campo não fossem os melhores, Carnevale havia ganhado destaque individual, principalmente pela boa passagem pela Reggiana, clube pelo qual anotou 16 gols. Aos 23 anos, o atacante reencontrou Luís Vinício, que havia lhe dado as primeiras chances reais na elite. O latino fechou com a Udinese e foi ser colega de Edinho e Zico, sendo destaque da equipe: abastecido pelo Galinho de Quintino, Carnevale marcou sete gols na Serie A e foi o artilheiro dos friulanos naquele ano. No ano seguinte, já sem Zico, Carnevale voltou a ser o goleador da Udinese no Campeonato Italiano, com nove gols, e ainda guardou outros quatro na Coppa Italia.

O sucesso em equipes menores finalmente lhe haviam proporcionado a chance de voos maiores. Aos 25 anos, depois de vestir a camisa de seis equipes pequenas e medianas, por quatro milhões de liras, Carnevale se juntou ao Napoli – foi contratado juntamente com o meia Fernando De Napoli. Dois anos antes, o presidente Corrado Ferlaino havia iniciado a era Diego Maradona, abrindo o caixa para novas contratações. Os azzurri, treinados por Ottavio Bianchi, acrescentaram duas peças importantes a um elenco que já tinha outros jogadores importantes no elenco, como os zagueiros Giuseppe Bruscolotti, Moreno Ferrario e Ciro Ferrara, o volante Salvatore Bagni e o atacante Bruno Giordano. Com a chegada de Carnevale, aliás, estava formada a primeira versão o trio Ma-Gi-Ca (Maradona, Giordano e Carnevale, depois substituído por Careca).

Carnevale, atacante oportunista e bom no jogo aéreo se aproveitou muito das assistências do camisa dez argentino para viver o seu melhor momento no futebol. Além da ótima capacidade de balançar as redes, ele também tinha habilidade para criar espaço para os próprios arremates e combinar com os outros integrantes do setor ofensivo napolitano. Jogar com Maradona o fez acumular títulos. Em 1986-87, venceu a Serie A e a Coppa Italia, marcando 13 vezes e colaborando bastante para o sucesso partenopeu – inclusive, foi dele o gol que garantiu o scudetto, em empate com a Fiorentina. 

No ano seguinte, Carnevale perdeu a titularidade para Careca e participou pouco da campanha do vice-campeonato azzurro – o Milan conseguiu reverter desvantagem do primeiro turno –, o que o fez brigar com o técnico e a diretoria, quase ocasionando sua saída para a Roma. Em 1988-89, depois de Giordano partir para o Ascoli, Carnevale foi reintegrado ao elenco e voltou a ser titular, jogando na faixa esquerda do campo, enquanto Maradona jogava centralizado e mais recuado e Careca entrava na área vindo pelo lado direito. O tridente, depois de dominar a Itália, também fez sucesso na Europa, através da vitória na Copa Uefa. Dois gols de Carnevale foram fundamentais: um contra a Juventus, na quartas de final, e, outro, contra o Bayern de Munique, nas semifinais. O atacante ainda marcou 13 vezes na Serie A, em novo vice azzurro.

A quarta taça conquistada por Carnevale em seus quatro anos de Nápoles foi o segundo scudetto partenopeu, em temporada na qual marcou oito vezes, já sob o comando do técnico Alberto Bigon – dois destes gols foram sobre o Milan, um dos grandes concorrentes ao scudetto. A consagração com a camisa napolitana fez com que Carnevale merecesse convocações para a seleção italiana a partir de 1988. O azzurro atuou na Olimpíada de Seul, em 1988, e ajudou a Itália a ficar com o quarto lugar, e também foi convocado por Azeglio Vicini para a Copa do Mundo de 1990. Após começar os dois primeiros jogos como titular e ser substituído em ambos por Salvatore Schillaci, ele xingou o treinador e nunca mais vestiu a camisa da Nazionale – nem no Mundial nem depois.

Vicini (esq.) foi ofendido por Carnevale durante a Copa de 1990, o que originou a exclusão do jogador (TMW)
Depois do segundo título na Serie A e a fracassada trajetória pela Itália na Copa, Carnevale mudou de ares: o atacante deixou o San Paolo para assinar com a Roma, clube pelo qual sempre sonhou jogar. A temporada começou a todo vapor e o jogar marcou quatro gols em cinco partidas. Até que, juntamente com o colega Angelo Peruzzi, foi pego no exame antidoping por uso de fentermina, substância que auxilia no emagrecimento. Depois de passar um ano suspenso, Carnevale voltou a atuar em 1991-92 e jogou pela Roma até o ano seguinte, encerrando sua passagem pelos giallorossi com 51 partidas e 15 gols.

Já no final da carreira, Carnevale teve duas passagens pela Udinese (uma delas na elite, em que não marcou nenhum gol) e duas pelo Pescara, ambas na segundona – pelos golfinhos, marcou 24 gols em 52 partidas. Aos 35 anos, decidiu pendurar as chuteiras, em 1996.

Depois de largar o futebol, começou a ter sérios problemas com drogas. Em 2002, ele chegou a ser preso por tráfico de cocaína, mas acabou sendo liberado depois. Depois disso, tentou entrar na política, sem sucesso, mas foi a Udinese que lhe deu uma chance real de começar de novo: desde 2004 ele é olheiro da equipe e tem ajudado os friulanos a construírem um modelo sustentável de futebol a partir da formação de jovens talentos de todo o mundo.

Andrea Alessandro Carnevale
Nascimento: 12 de janeiro de 1961, em Monte San Biagio, Itália
Posição: atacante
Clubes: Fondi (1977-78), Latina (1978-79), Avellino (1979-81), Reggiana (1981-83), Cagliari (1983), Catania (1984), Udinese (1984-86, 1993 e 1994-95), Napoli (1986-90), Roma (1990-93) e Pescara (1993-94 e 1995-96)
Títulos: Serie A (1987 e 1990), Copa Uefa (1989) e Coppa Italia (1987)
Seleção italiana: 10 jogos e 2 gols

24ª rodada: A caça

Higuaín continua marcando gols e busca entrar para a história da Serie A (Getty)
Rodada de Carnaval e véspera de dois grandes jogos: Juventus-Napoli e Fiorentina-Inter. No topo da tabela, napolitanos e juventinos seguem separados por uma distância de dois pontos, e ampliaram sua vantagem sobre o pelotão que vem logo abaixo, graças aos empates de Fiorentina e Inter. Agora, gigliatti e nerazzurri ganharam a companhia da Roma, que encostou. Acompanhe o resumo da rodada.

Napoli 1-0 Carpi
Higuaín (pênalti)

Tops: Koulibaly (N) e Belec (C) | Flops: Insigne (N) e Mancosu (C)

24 em 24. A marca de Higuaín é tão impressionante que seis equipes do campeonato marcaram a mesma quantidade de gols ou menos que o argentino, que coleciona recordes e parece destinado a ir atrás de Nordahl, maior artilheiro de uma temporada da Serie A. O Pipita chegou a seis partidas consecutivas balançando as redes e marcou contra a única equipe contra a qual não havia feito gols. E foi o camisa 9 quem garantiu os três pontos para o Napoli que não teve Hamsík e Insigne em boa dia. Sem qualquer vergonha de não ter a bola e fazer seu típico catenaccio, o Carpi de Castori jamais levou perigo e só criou dificuldades para o time de Sarri pelas faltas e ótima atuação de Belec. Vale salientar a péssima arbitragem de Doveri, que roubou a cena: o árbitro negou ao Napoli um pênalti e um gol em impedimento inexistente, além de ter expulsado Bianco injustamente.

Frosinone 0-2 Juventus
Cuadrado (Alex Sandro) e Dybala (Morata)

Tops: Leali (F) e Cuadrado (J) | Flop: Dionisi (F)

17 vitórias em 24 partidas. Nada anormal em se tratando de Juventus, mas o que surpreende é que 14 delas vieram nas últimas 14 vezes em que o time de Allegri entrou em campo – depois de apenas três nas primeiras dez. É realmente algo histórico que a Velha Senhora está fazendo e, na véspera do duelo contra o Napoli, uma atuação à sua maneira contra o Frosinone, sem realmente brilhar – e até sofrer para abrir o placar. A Velha Senhora fez isso, sempre no controle do jogo com seu sistema sólido e os italianos que fazem o time ser tão consistente e também desequilibrante com seus talentos estrangeiros. Os anfitriões nada fizeram, mal tocando na bola e segurando o placar até os 73 minutos, graças a ótima e rara atuação de Leali, que fez sete defesas justamente contra a equipe que o emprestou aos frusinati.

Bologna 1-1 Fiorentina
Giaccherini (Donsah) | Bernardeschi (Tello)

Tops: Donsah (B) e Bernardeschi (F) | Flop: Mati Fernández (F)

Empate no Derby dell'Appennino, mas apresentação bem aquém da Fiorentina, que contou com tropeço da Inter, mas vê a Roma mais próxima. Desde as lesões de Badelj e Alonso, o time de Sousa parece ter perdido o equilíbrio e o funcionamento do seu sistema. Além disso, o treinador se mostrou insatisfeito com a diretoria pelo mercado de inverno – pediu um zagueiro e não o teve. Contra o Bologna, o português apostou em Tello e Bernardeschi, que foram o único motivo de o time competir, inclusive criando o gol, mas sem muito apoio e ritmo depois da expulsão de Mati Fernández. Organizado e mais objetivo, o time de Donadoni chegou mais ao gol, mas não contou com um Destro muito inspirado. O time foi às redes com Giaccherini, em jogada de Mbaye e Donsah, e o meia ainda exigiu bastante de Tatarusanu e da defesa viola.

Verona 3-3 Inter
Helander (Marrone), Pisano (Marrone) e Ionita (Marrone) | Murillo (Brozovic), Icardi (Perisic) e Perisic (Palacio)

Tops: Marrone (V) e Perisic (I) | Flops: Pazzini (V) e Éder (I)

Pazza Inter, falha Inter. Difícil entender o que se passa com o time de Mancini, que vem colecionando tropeço atrás de tropeço em 2016, e falhas coletivas que não aconteciam na boa fase – como na bola parada e aérea. Marcando por zona, o time sempre foi superior assim, mas sofreu quatro gols por má execução da estratégia contra Milan e Verona, especialmente no Bentegodi. A defesa interista acabou consagrando Marrone e seus companheiros, com direito a três assistências do meio-campista da Juventus e três gols de cabeça dos veroneses. Superior no segundo tempo, a Inter teve na mudança de esquema tático e entrada de Perisic a recuperação, mas não o suficiente para a virada. Outro tropeço e agora a Roma está a apenas um ponto atrás. Na próxima rodada, o confronto direto com a Fiorentina pode ser bom para os romanos.

Roma 2-1 Sampdoria
Florenzi e Perotti (El Shaarawy) | Pjanic (contra)

Tops: Perotti (R) e Cassano (S) | Flops: Salah (R) e Muriel (S)

A terceira. Depois do início irregular, a Roma de Spalletti encontra o caminho das vitórias, mesmo que o desempenho em campo não seja bom, e coloca os giallorossi próximos das vacilantes Fiorentina e Inter. Diferentemente da Sampdoria, que às vezes até é superior nas partidas, mas não consegue vencer: a equipe doriana já está há seis jogos sem vencer e tem cinco derrotas desde então. No Olímpico, o time de Montella fez os anfitriões sofrerem no segundo tempo, com um grande Cassano e bola na trave de Cassani no último lance, mas a romada não veio, sobretudo porque novamente Perotti e El Shaarawy fizeram boas partidas e deram a vitória ao time da casa. Do ítalo-egípcio vieram os dois gols, com Florenzi aproveitando sobra depois de chute bloqueado, e também a assistência para o argentino marcar o gol da vitória, com pancada de fora da área.

Milan 1-1 Udinese
Niang (Bacca) | Armero

Tops: Donnarumma (M) e Karnezis (U) | Flops: Kucka (M) e Zapata (U)

Fiorentina e Inter voltaram a tropeçar, mas a Roma venceu a terceira. Uma boa oportunidade perdida pelo Milan para encostar no terceiro posto para a Liga dos Campeões, principalmente porque agora o Diavolo perdeu um pouco de contato com o grupo, pois os giallorossi ficaram três pontos à frente. Apesar do entendimento entre Bacca e Niang, a dupla não é tão autossuficiente, mesmo produzindo o gol de empate, e sentiu falta de Bonaventura, que teve Kucka e Boateng como seus substitutos. Mesmo com domínio da partida, os anfitriões não conseguiram transformar a superioridade na virada, parando no bom desempenho defensivo da Udinese e na trave. Os visitantes, por sua vez, começaram bem, com bom ritmo, chegando ao gol com Armero, após cochilo rossonero. No entano, a equipe friulana perdeu a intensidade com o passar do jogo.

Atalanta 0-0 Empoli

Tops: Conti (A) e Skorupski (E) | Flops: Gómez (A) e Pucciarelli (E)

Apesar do alto ritmo, Atalanta e Empoli acabaram devendo tecnicamente. Por parte dos anfitriões, o trio veterano Diamanti, Pinilla e Gómez esbarrou nas próprias limitações e em Skorupski, enquanto os visitantes, com Saponara, Pucciarelli e Maccarone, não romperam a boa defesa de Reja e, quando conseguiram, pecaram na pontaria. Não surpreende que, no final das contas, a partida tenha mesmo acabado zerada.

Sassuolo 2-2 Palermo
Defrel (Falcinelli) e Missiroli (Antei) | Vázquez (Trajkovski) e Djurdjevic (Vázquez)

Tops: Missiroli (S) e Vázquez (P) | Flops: Consigli (S) e Lazaar (P)

O Sassuolo até tentou, mas a falta de pontaria e Vázquez impediram o time de vencer. Já são seis jogos em branco, quando venceu a Inter em Milão. Desde então, foram três empates e três derrotas, além do desempenho decepcionante das suas estrelas, Berardi e Sansone, protagonistas na última vitória em janeiro. O Palermo, tão decepcionante quanto, com jogadores talentosos, mas sem muita organização e dependente de Vázquez, segue confiando no ítalo-argentino, que muitas vezes corresponde e garante pontos para o time.

Genoa 0-0 Lazio

Tops: Hoedt (L) e Muñoz (G) | Flops: Cerci (G) e Felipe Anderson (L)

Decepção define a partida entre Genoa e Lazio. O time da capital é irregular e jamais se sabe quando joga futebol, mas ainda tem talentos individuais com capacidade de criar algo, enquanto o Genoa é sempre agressivo e ofensivo. Mas a agressividade ficou mesmo na marcação, com muitas faltas, e a criatividade não existiu, com muitas bolas perdidas e passes errados. Não à toa, pouco chutaram ao gol e o placar não se alterou.

Torino 1-2 Chievo
Benassi (Immobile) | Bruno Peres (contra) e Birsa (pênalti)

Tops: Benassi (T) e Inglese (C) | Flop: Danilo Avelar (T)

Segue o drama do Torino. Mesmo com ótimo mercado no verão e resgatando Immobile no inverno, o time de Ventura não consegue encontrar o caminho para as vitórias. Apesar disso, o camisa 10 granata e artilheiro na temporada 2013-14 tem feito boas atuações, juntamente com os jovens Maksimovic, Benassi e Belotti. Dos pés do atacante, inclusive, saiu o primeiro gol: ele arrancou pela esquerda e passou para Benassi abrir o placar ainda aos 19 minutos. Vantagem que não se manteve por erros defensivos do time de Turim, o que vem acontecendo com alguma regularidade há algumas rodadas. Bruno Peres interceptou mal o passe de Inglese e fez contra aos 34, enquanto Danilo Avelar fez pênalti em Castro, convertido por Birsa aos 72. E o Chievo, que pouco atacou, acabou voltando a vencer depois de três derrotas seguidas.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 23ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.




Seleção da rodada
Donnarumma (Milan); Barzagli (Juventus), Cesar (Chievo), Koulibaly (Napoli); Cuadrado (Juventus), Marrone (Verona), Marchisio (Juventus), Perisic (Inter); Perotti (Roma), Vázquez (Palermo); Higuaín (Napoli). Técnico: Massimiliano Allegri (Juventus).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

23ª rodada: Máquinas de recordes

Higuaín já superou marcas de artilheiros das últimas três temporadas e seu Napoli igualou sequência recorde de vitórias; Juventus também atingiu seu maior número de vitórias consecutivas (LaPresse)
Napoli e Juventus vão conduzindo a briga pelo scudetto como duas máquinas de recordes. Ambas as equipes alcançaram marcas importantes em suas histórias após as vitórias na rodada do meio de semana e nem dão chance para que as quatro equipes abaixo possam sonhar, mesmo que elas também tenham conquistado três pontos – há tempos que as seis primeiras colocadas não venciam seus jogos simultaneamente. Confira o resumo da 23ª rodada.

Lazio 0-2 Napoli
Higuaín, Callejón (Insigne)

Tops: Callejón e Koulibaly (N) | Flops: Klose e Basta (L)

Sem muitas dificuldades, o Napoli definiu a partida contra a Lazio já no primeiro tempo, em pleno Olímpico de Rom. Aos 24, Higuaín deu sorte, e sua finalização, defendida por Marchetti, ricocheteou em sua barriga antes de entrar. Três minutos depois, Callejón recebeu lançamento de Insigne e encobriu o goleiro, fazendo o 2 a 0 final, que mantém a liderança em Nápoles. Já são sete vitórias consecutivas do Napoli, feito que iguala o da temporada 1987-88, em que a equipe foi vice-campeã, mas que pode ser superado: o próximo jogo é em casa, contra o Carpi. E com um Higuaín impossível não dá para não imaginar que a sequência possa crescer ainda mais: em 23 rodadas, o Pipita fez 23 gols; os artilheiros das duas últimas temporadas fizeram 22 em 38. As notas negativas foram os atos discriminatórios contra os napolitanos e especificamente o zagueiro Koulibaly, que fizeram o árbitro Irrati interromper o jogo por alguns minutos.

Juventus 1-0 Genoa
De Maio (contra)

Top: Cuadrado (J) | Flops: Zaza (J) e Izzo (G)

Não foi uma grande exibição, mas a Juventus chegou à 13ª vitória consecutiva, alcançando a maior sequência de triunfos de sua história e a segunda maior em todas as edições da Serie A – só atrás da Inter de 2006-07, com 17. Contra o Genoa, a Velha Senhora foi preguiçosa e não contou com um Dybala esplendoroso, mas com a sorte. Cuadrado, que venceu os duelos com Gabriel Silva e Izzo em seu setor, tentou cruzamento rasteiro para a área, e De Maio desviou contra o próprio patrimônio. No final do jogo, Zaza foi expulso por agressão.

Inter 1-0 Chievo
Icardi (Miranda)

Tops: Icardi (I) e Seculin (C) | Flops: Medel (I) e Frey (C)

A Inter voltou a vencer após quatro jogos de jejum. Novamente por 1 a 0, mas desta vez o placar não refletiu o que foi o jogo: os nerazzurri dominaram a partida, criaram muitas chances (principalmente pelos flancos, já que o Chievo interditou a entrada da área) e esbarraram no goleiro Seculin. O arqueiro estreou na Serie A e fez quase dez defesas importantíssimas, negando os gols ao time da casa, especialmente ao centroavante Icardi. No entanto, Seculin deixou passar só uma, quando Maurito aproveitou sobra na área e enfiou o pé na pelota, não dando chances ao goleiro gialloblù. A Beneamata só sofreu um pouco nos minutos finais, quando o fantasma de deixar mais pontos escaparem pelos dedos reapareceu. O desfecho, no entanto, foi diferente.

Palermo 0-2 Milan
Bacca (Abate), Niang (pênalti)

Tops: Kucka e Niang (M) | Flops: Struna e Goldaniga (P)

O domínio no meio-campo foi a chave para o Milan despachar o Palermo com facilidade e definir o resultado ainda no primeiro tempo. As partidas regulares de Montolivo, Bonaventura e Kucka deram ao Diavolo o controle do jogo sem muitas cerimônias em La Favorita. O primeiro gol, no entanto, veio pelos flancos: Abate cruzou rasteiro e Bacca aproveitou para empurrar para as redes, chegando aos 12 gols no campeonato. O segundo aconteceu depois de Goldaniga tocar com o braço na bola e cometer um pênalti, convertido por Niang. O Milan ocupa a 6ª posição, com 39 pontos, e o Palermo a 15ª, com 25.

Sassuolo 0-2 Roma
Salah, El Shaarawy (Perotti)

Tops: Sansone (S) e Pjanic (R) | Flops: Berardi (S) e Nainggolan (R)

A segunda vitória de Spalletti à frente da Roma foi conquistada com emoção e com sabor egípcio. Os gols de Salah e El Shaarawy, um em cada tempo, deram esperança aos romanos, que voltam a sonhar com uma vaga na Liga dos Campeões. Neste sentido, os reforços da janela de janeiro (Zukanovic, Perotti e El Shaarawy) já estão ocupando funções importantes no time e serão peças-chave na busca pela terceira posição. A Roma saiu na frente com um bonito gol de Salah, que chutou com curva e não deu chances para Consigli. O mesmo Salah e El Shaarawy ainda perderam chances de ampliar, e no segundo tempo o Sassuolo cresceu, principalmente com a boa partida de Sansone. Nos minutos finais, Nainggolan cometeu pênalti bobo e foi expulso, mas Berardi cobrou por cima do gol, desperdiçando a chance do empate. No último minuto do jogo, El Shaarawy deu a vitória para a Roma no contra-ataque. Com o resultado, a Roma se mantém na 5ª posição, com 41 pontos, e o Sassuolo, que somou apenas dois pontos nos últimos cinco jogos, é o 7º, com 33.

Fiorentina 2-1 Carpi
Borja Valero (Ilicic), Zárate | Lasagna (Di Gaudio)

Tops: Zárate (F) e Lasagna (C) | Flops: Tatarusanu e Blaszczykowski (F)

Quase que o Carpi fez a Fiorentina tropeçar outra vez nesta temporada. A equipe emiliana, que eliminou a viola na Coppa Italia, saiu em desvantagem logo no primeiro minuto, quando Borja Valero bateu no contrapé de Belec, mas empatou já na reta final do jogo, com Lasagna. A igualdade tiraria da Fiorentina a terceira posição, mas Zárate, nos acréscimos, viu o goleiro Belec mal colocado e, de fora da área, fez o gol que deu os três pontos para os gigliatti. O técnico Paulo Sousa foi expulso pelo segundo jogo seguido e não comandará a equipe no Dérbi dos Apeninos, contra o Bologna.

Verona 2-1 Atalanta
Siligardi, Pazzini (Wszolek) | Conti

Tops: Wszolek e Pazzini (V) | Flops: Moras (V) e Dramé (A)

O Verona coroou a boa fase conquistando a primeira vitória no campeonato. Demorou, é verdade, mas a equipe gialloblù conquistou pontos nos últimos quatro jogos e já estava ensaiando vencer. Jogando em casa, o Hellas precisou virar o jogo: Moras tentou cortar de carrinho, mas deu a bola de graça para o lateral Conti abrir o placar para a Atalanta. Ainda no primeiro tempo, Siligardi fez jogada individual e empatou. Já nos minutos finais, Wszolek fez jogada pela direita e cruzou rasteiro para Pazzini fulminar o goleiro Sportiello. Com a vitória, o time de Delneri chega aos 14 pontos, e ainda sonha com a permanência na elite – seu próximo adversário é a Inter, quarta colocada. A Atalanta continua no meio da tabela.

Sampdoria 2-2 Torino
Muriel (Dodô), Soriano | Belotti, Belotti (Immobile)

Tops: Soriano (S) e Belotti (T) | Flops: Ranocchia (S) e Martínez (T)

Apesar dos quatro gols, Samp e Torino só jogaram mesmo no segundo tempo. Após uma primeira etapa de pouca movimentação, com muitos passes errados e marcação cerrada, a Sampdoria abriu o placar aos 21 do segundo tempo, com Muriel. Belotti logo empatou, aproveitando cruzamento de Immobile e erro de Ranocchia. O Toro quase virou, quando Immobile ganhou de Ranocchia, mas acabou parando em Viviano. Aos 39, Soriano, de fora da área, fez o segundo doriano, mas em jogada fotocopiada (sem o erro do defensor blucerchiato, porém), Belotti empatou, já nos acréscimos. O resultado deixa a Samp ainda próxima da zona de descenso e o Torino um pouco acima.

Frosinone 1-0 Bologna
Dionisi (pênalti)

Top: Dionisi (F) | Flop: Oikonomou (B)

Com uma vitória surpreendente, o Frosinone segue vivo na briga contra o rebaixamento. Os frusinati enfrentaram um Bologna que foi a campo com time misto – Donadoni poupou jogadores para a partida contra a Fiorentina – e aproveitaram. A pressão dos ciociari já começou no primeiro tempo, mas foi após a entrada de Dionisi, no segundo tempo, que saiu o gol. Oikonomou cometeu um pênalti bobo e foi expulso, possibilitando a Dionisi marcar o gol da vitória. Com o resultado, o Frosinone chegou aos 19 pontos, ficando cinco pontos atrás de Genoa e Sampdoria, primeiros times fora da zona de rebaixamento, e terá pela frente a Juventus, em um enorme desafio – lembrando que, no primeiro turno, a equipe empatou contra a Velha Senhora nos últimos minutos. O Bologna continua na 10ª posição, com 29 pontos.

Empoli 1-1 Udinese
Pucciarelli (Maccarone) | Zapata (Ryder Matos)

Tops: Pucciarelli (E) e Bruno Fernandes (U) | Flops: Saponara (E) e Adnan (U)

Melhor no primeiro tempo, a Udinese até merecia a vitória em Empoli. A equipe visitante teve em Bruno Fernandes e no reforço Ryder Matos os seus grandes nomes na primeira etapa, mas a saída dos dois – um por cartão amarelo e outro por cansaço – acabou com os planos de Colantuono. Zapata abriu o placar no primeiro tempo, depois de arrancada do brasileiro ex-Bahia e Palmeiras, e a Udinese ia controlando o jogo. Na chance que o Empoli teve, Karnezis defendeu a penalidade cobrada por Saponara. No segundo tempo, Maccarone achou Pucciarelli, que empatou. O resultado mantém o Empoli na 7ª posição e a Udinese na 14ª.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 22ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.



Seleção da rodada
Seculin (Chievo); Wszolek (Verona), Koulibaly (Napoli), Barzagli (Juventus), Nagatomo (Inter); Pjanic (Roma), Kucka (Milan), Bruno Fernandes (Udinese); Callejón (Napoli); Belotti (Torino), Icardi (Inter). Técnico: Maurizio Sarri (Napoli).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

22ª rodada: A volta do diabo

Milan passou por cima da rival Inter e voltou a sonhar com a Champions (EFE)
A rodada deu um grande indicativo do que teremos no restante da Serie A. Napoli e Juventus golearam seus adversários e viram Fiorentina e Inter tropeçarem, o que deixa a briga pelo scudetto concentrada na dupla. Mais abaixo, Roma e Milan venceram seus compromissos, o que sugere que quatro equipes disputarão a vaga restante na Liga dos Campeões. Teremos surpresas daqui para frente?

Milan 3-0 Inter
Alex (Honda), Bacca (Niang) e Niang

Tops: Honda e Niang (Milan) | Flops: Santon e Jovetic (Inter)

Semana desastrosa para a Inter, que levou duas goleadas das maiores rivais, a Juventus e o Milan. As duas derrotas encerram um janeiro horrível da equipe (algo habitual) e colocam o time em momento muito ruim na época mais decisiva da temporada. Em contrapartida, o Milan cresce em 2016 e volta a vencer o Derby dela Madonnina depois de três confrontos. Se o time de Mancini estranhamente caiu de rendimento depois da derrota para a Lazio, com postura apática e sem organização, o time de Mihajlovic, depois de tropeços, colhe o fruto do trabalho do treinador sérvio, que jamais mudou suas convicções e hoje apresenta uma equipe, apesar das deficiências técnicas e defensivas, bem estruturada e que agora tem tido os resultados que faltavam.

Os milanistas também contaram com duas surpresas, Honda e Niang, os melhores em campo, vencendo a irregularidade e a falta de atitude que às vezes apresentam com assistências e gols decisivos. A defesa interista percorre o caminho contrário, cometendo novos erros, levando o primeiro gol de cabeça na temporada – marcado por Alex –, ou com Bacca superando Miranda na pequena área. Sem falar na trapalhada conjunta, que culminou em Niang aproveitando erro clamoroso de Santon, escorregão de Murillo, mau posicionamento de Juan Jesus e rebote de Handanovic. Não bastasse isso tudo, Icardi, reserva novamente, ainda perdeu pênalti. Agora, a distância entre Inter e Milan é de apenas cinco pontos.

Napoli 5-1 Empoli
Higuaín (Insigne), Insigne, Camporese (contra), Callejón (Mertens) e Callejón (Mertens) | Paredes (Mário Rui)

Tops: Allan e Callejón (Napoli) | Flops: Camporese e Mário Rui (Empoli)

Mais uma goleada para a conta do Napoli, que pela terceira vez marcou cinco gols em uma partida no campeonato, chegando à sexta vitória consecutiva. Só mesmo nesse ritmo para o time de Sarri manter distância para a Juventus, ainda de dois pontos. Mas o mais curioso é que os partenopei não jogaram mesmo para marcar os cinco gols, sem imprimir grande ritmo e domínio, mas com bom controle após sair perdendo, em gol de falta de Paredes aos 28 minutos.

O empate veio quatro minutos depois, com a dupla Insigne-Higuaín, terminando no 22º gol do argentino, e a virada com golaço de falta do baixinho napolitano. Para não dar chances de reação, no início do segundo tempo, Callejón cruzou e Camporese marcou contra. E quando o jogo se encaminhava para o final e parecia que o placar não seria alterado, Callejón voltou à ação com a ajuda de Mertens e marcou doppietta, aproveitando dois cruzamentos do belga no segundo pau sem qualquer marcação.

Chievo 0-4 Juventus
Morata (Lichtsteiner), Morata (Khedira), Alex Sandro (Pogba) e Pogba

Tops: Pogba e Morata (Juventus) | Flops: Frey e M'Poku (Chievo)

Não perca a conta: o time de Allegri já soma doze vitórias consecutivas na Serie A. Na cidade de Romeu e Julieta, a Juventus não teve piedade contra o Chievo e massacrou o time de Maran, com grandes atuações de Pogba, Morata, Dybala e Alex Sandro. O destaque fica para a juventude do quarteto contra a veteraníssima defesa do Chievo, que por muito tempo garantiu o time no meio da tabela, mas ultimamente tem fracassado.

Em outro ritmo, a Juventus chutou 30 vezes e acertou dez no gol de Bizzarri, indo às redes aos seis minutos, com Morata completando cruzamento de Lichtsteiner e o espanhol anotando pela segunda vez, após jogada de Dybala e Khedira – para quem vivia jejum desde outubro, os quatro gols em quatro dias são um belo renascimento. No segundo tempo, em cinco minutos, os gols que definiram a goleada vieram com Pogba: depois de ataque puxado por Lichtsteiner, o francês passou para Alex Sandro marcar o terceiro, e depois completou o placar com bonita jogada individual.

Roma 3-1 Frosinone
Nainggolan, El Shaarawy (Zukanovic) e Pjanic (Totti) | D. Ciofani (Chibsah)

Tops: Nainggolan e El Shaarawy (Roma) | Flops: Salah (Roma) e Leali (Frosinone)

Depois de um empate e uma derrota, a primeira vitória de Spalletti na volta para a Roma. E enquanto o time se acostuma ao novo treinador, mesmo jogando mal, é importante para os giallorossi voltarem a vencer e se manterem próximos de Inter e Fiorentina, que tropeçaram na rodada. Como contra a Juventus, os romanistas mantiveram a defesa a três, e com uma surpresa: o zagueiro Rüdiger na ala direita e o estreante El Shaarawy na ala esquerda. Essa foi a disposição geral do time, que também apresentou em alguns momentos defesa a quatro, com o estreante Zukanovic na lateral esquerda. Não teve grande efeito prático, mas os anfitriões tiveram o domínio do jogo, com muitos chutes, ainda que poucos no alvo, e alta posse de bola.

Quem regozija com o novo treinador é Nainggolan, que tem jogado mais adiantado e contra o Frosinone não foi diferente. O belga, inclusive, abriu o placar aos 18 minutos, mas os visitantes empataram rápido, aos 23, com Ciofani. Melhor ajustada, somente no segundo tempo a Roma voltou a liderar, justamente com seus estreantes, quando Zukanovic cruzou e El Shaarawy, à Ibrahimovic, tocou de calcanhar com a bola no ar e contou com a ajuda de Leali. O goleiro emprestado pela Juventus, aliás, acumula seguidos erros e pode perder a posição para o interista Bardi, recém-contratado. Para liquidar a partida, aos 83 minutos, contra-ataque romano e passe de Totti para Pjanic ampliar.

Bologna 3-2 Sampdoria
Mounier (Donsah), Donsah e Destro (pênalti) | Muriel (Soriano) e Correa

Tops: Donsah (Bologna) e Muriel (Sampdoria) | Flops: Gastaldello (Bologna) e Ranocchia (Sampdoria)

Apesar dos empates e placares zerados da rodada, também houve partidas movimentadas, como a realizada no Renato Dall'Ara. Bologna e Sampdoria, aliás, mantiveram o ritmo desde que Donadoni e Montella assumiram o comandos dos respectivos times, com jogos movimentados e emocionantes. No domingo acabou pior para a Sampdoria, que perdeu pela quarta vez consecutiva e segue próxima da zona de rebaixamento. Mais objetivo e sortudo, o Bologna chegou a mais uma vitória e já está na 10ª posição, depois de meses na mesma situação dos visitantes.

No ritmo de Donsah, os anfitriões já estavam com dois de vantagem com 24 minutos, com assistência do ganês para Mounier e gol do ex-meia do Cagliari após erro do estreante Ranocchia. Os genoveses, porém, buscaram a recuperação e tiveram o domínio do jogo, chegando ao empate aos 80 minutos, com Correa, tendo descontado aos 54 com Muriel. Mas, aos 87, o árbitro Fabbri marcou pênalti de Álvarez, quando a bola bateu no braço do meia-atacante, e Destro, que já tinha acertado a trave no início, foi decisivo e marcou o gol da vitória.

Genoa 0-0 Fiorentina

Top: Ansaldi (Genoa) | Flop: Babacar (Fiorentina)

Havia certa expectativa de bom jogo no Marassi, mas Genoa e Fiorentina não entregaram muito para quem esperava por isso. Os anfitriões não estiveram tão agressivos como de costume e perderam muitas bolas, enquanto os visitantes parecerem se poupar para uma sequência exaustiva, com muitas partidas e pouco descanso. Não foi exatamente um resultado ruim para os viola, que contaram com o tropeço da Inter, mas ficaram mais distantes de Napoli e Juventus, o que já se esperava que aconteceria. Para os grifoni, não deixa de ser um tropeço em casa, que mantém a decepcionante posição na tabela.

Udinese 0-0 Lazio

Top: Cataldi (Lazio) | Flop: Danilo (Udinese)

Pode-se dizer que a Lazio perdeu uma chance de vencer fora de casa, mas o time de Pioli não tirou vantagem de ter um a mais em campo no segundo tempo. A equipe romana chegou muito pouco ao gol de Karnezis, que só fez uma defesa na abundância de chutes dos visitantes. Bem no início do jogo, a Udinese foi perdendo o ritmo e a gota d'água, mais uma vez, foi mais a expulsão de Danilo no final do primeiro tempo, em fase terrível, e uma metáfora do time desorganizado de Colantuono. A partida foi tão chata que o diretor geral da Lazio, Igli Tare, cochilou nas tribunas e foi flagrado pelas câmeras.
Torino 0-0 Verona

Top: Gollini (Verona) | Flop: Immobile (Torino)

Não foi por falta de tentativa que o Torino passou zerado e tropeçou mais uma vez, colecionando fracassos e justificando a decepcionante posição na tabela. Mesmo sem muita criatividade, o time de Ventura levou perigo e exigiu bastante do jovem Gollini, mais uma vez se destacando no péssimo Verona – foi o melhor em campo. Os visitantes quase nunca pisaram no campo adversário, criando pouco através de contra-ataques. A posição das equipes na tabela continua a mesma: o Toro na metade e o Hellas na lanterna.

Atalanta 1-1 Sassuolo
Denis | Berardi

Tops: Consigli e Magnanelli (Sassuolo) | Flop: Cherubin (Atalanta)

De saída para o Independiente, onde jogou antes de retornar para a Itália e permanecer por oito anos - cinco deles na Atalanta -, Denis teve uma despedida emocionante no Atleti Azzurri d'Italia, com festa da torcida nerazzurra. O centroavante retribuiu com um gol, após marcar no rebote do pênalti defendido por um ótimo Consigli, empatando a partida minutos depois do gol de vantagem dos visitantes. Depois de ótimo passe de Magnanelli, Vrsaljko foi lançado em ótima condição e seu cruzamento, mal desviado por Cherubin, foi completado por Berardi no segundo pau. Mas a partida acabou se resumindo nisso, com poucas chances de gol e muitas faltas.

Carpi 1-1 Palermo
Mancosu (pênalti) | Gilardino (Hiljemark)

Top: Jajalo (Palermo) | Flop: González (Palermo)

Na segunda partida do Palermo sob o comando de Schelotto (oficialmente o treinador é Giovanni Tedesco, por falta da Licença Uefa do argentino), o time rosanero vacilou fora de casa. Com gol de Gilardino aos 24 minutos, o time mantinha a vitória, mesmo sem fazer boa partida, até um pênalti bobo de González, convertido por Mancosu aos 74. O Carpi, que pressionou após o gol, mas sem jamais levar perigo real, agradece, pontuando mais uma vez, pelo quinto jogo seguido. O empate também não é garantia de uma vida mais confortável para os comandados de Castori, que estão quatro pontos atrás da Sampdoria, a primeira equipe acima da zona de rebaixamento.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 21ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.



Seleção da rodada
Gollini (Verona); Lichtsteiner (Juventus), Rüdiger (Roma), Romagnoli (Milan), Ansaldi (Genoa); Jorginho (Napoli), Pogba (Juventus), Nainggolan (Roma); Callejón (Napoli), Morata (Juventus), Niang (Milan). Técnico: Sinisa Mihajlovic (Milan).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Decisão quase garantida

Morata voltou a marcar e colocou a Juve bem perto da final, provavelmente diante do Milan (ESPN FC)
Pra quem esperava boas partidas nas semifinais da Coppa Italia, muita decepção. Tanto na terça-feira, entre Alessandria e Milan, quanto na quarta, no Derby d'Italia, jogos fracos tecnicamente, sem grandes lances e oportunidades de gol, e nos quais as defesas se consagraram. Igualmente, através de pênaltis abriram o placar com dois jogadores que precisavam marcar para recuperar a confiança.

No Olímpico de Turim, o contexto esperado: Alessandria recuado, evitando, e muitas vezes com sucesso, dar espaço no seu campo, às vezes marcando um pouco mais alto para tirar vantagem da superioridade numérica e através de desarmes e interceptações encaixar um contra-ataque, o que pouco aconteceu. O time da casa, que embora estivesse a 100 km de distância da sua sede, ainda contou com o apoio de pouco mais de 20 mil torcedores, cerca de 20% da população da cidade homônima dos grigi.

O Milan, por sua vez, cheio de reservas no meio-campo e no ataque, teve as dificuldades de sempre contra adversários retrancados, gerindo mal a posse de bola e com dificuldade para girar o jogo, se movimentar no último terço e chegar ao gol. Ainda assim, Balotelli e Luiz Adriano perderam ótimas chances antes de Antonelli sofrer pênalti no final do primeiro tempo, convertido pelo camisa 45. Na segunda etapa, mais do mesmo e vitória garantida para o time de Mihajlovic, que tem a classificação para a final encaminhada e só jogará a volta em Milão no dia 1º de março.

No Juventus Stadium, o Derby d'Italia, entre Juve e Inter, também contou com os rivais com times modificados, dando espaço para alguns reservas. Em partida entre duas boas defesas, pesou a confiança e vontade de vencer da Velha Senhora, que mesmo sem jamais ter dominado a partida, a controlou muito bem e teve em Cuadrado seu ponto de desequilíbrio para sair vitoriosa e praticamente garantir a vaga na final.

Medíocre, sem ritmo e objetividade com a bola, que a teve em boa parte da partida, a Inter foi tão bem defensivamente quanto a Juventus, mas não conseguiu ativar Ljajic e Jovetic. E, também ao contrário da rival, sofreu com erros individuais, sempre por desatenção, criando oportunidades que os bianconeri muito bem aproveitaram. Além de reforçar o mau momento e o jogo ruim do time de Mancini, a derrota por 3 a 0 tira dos nerazzurri quase todas as chances de se recuperarem em março, já que além dos três gols a recuperar, não terá seus dois zagueiros titulares, suspensos.

Se Tagliavento não marcou erroneamente a penalidade de Medel, que interceptou a bola com o braço na própria área, foi preciso em marcar a falta de Murillo no compatriota Cuadrado, que arrancou com a bola após desatenção da defesa interista e e só foi parado na área. Sem marcar desde outubro, Morata converteu a penalidade com belo chute. O gol veio em momento importante, quando os donos da casa tinham diminuído o ritmo e deixaram de ter a posse da bola.

Com o mesmo contexto no segundo tempo, de ambas as equipes se sobressaindo defensivamente e criando pouco perigo ofensivamente, mais uma vez Cuadrado arrancou uma jogada individual que gerou gol pra Juventus. Depois de bate-rebate, Felipe Melo afastou mal e praticamente deu uma assistência para Morata aproveitar para marcar uma revigorante doppietta. Pouco depois, o golpe decisivo: contra-ataque novamente puxado por Cuadrado, de novo parado com falta pelo compatriota Murillo, amarelado pela segunda vez e expulso.

Mancini mexeu, mas de pouco adiantou, uma vez que seu time seguiu inofensivo com a bola e, agora com um a menos, deu mais espaços para o adversário contra-atacar. Nesse período, Dybala também entrou em campo, e o contexto lhe favoreceu bastante. Muito inteligente para ler o jogo, sempre encontra espaço para desequilibrar e criar gols. E, após cruzamento de Asamoah, se antecipou a D'Ambrosio e contou com rara falha de Handanovic, que sofreu o terceiro gol da noite. Muitas chances de termos um Juventus e Milan na final da copa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

21ª rodada: Deixaram chegar?

Embalada por Dybala, Juventus chegou à 11ª vitória seguida diante da Roma: deixaram chegar? (Goal)
Na segunda rodada do returno da Serie A, uma coisa ficou mais clara: parece que a briga pelo scudetto começa a se afunilar. Napoli e Juventus se mostram mais fortes do que os rivais e aparentam ter mais forças para brigar pelo título. As vitórias da dupla, inclusive, são um indício disso. Um pouco mais atrás, Fiorentina e Inter duelam por uma das vagas na Liga dos Campeões, mas aguardando por tropeços de napolitanos e juventinos para entrarem na briga pela taça de novo. Acompanhe o resumo a rodada.

Juventus 1-0 Roma
Dybala (Pogba)

Tops: Dybala e Pogba (J) | Flops: De Rossi e Salah (R)

No jogo mais esperado da rodada, a Juventus dominou a Roma e ficou com a 11ª vitória consecutiva. Sob o signo de Dybala, a Velha Senhora não fez um jogo exuberante, até porque os comandados de Spalletti fizeram de tudo para dificultar a vida da adversária. Assim mesmo, a Juve mostrou sua força, e com um gol de La Joya, no final do confronto, garantiu os três pontos. Agora, a equipe está com 45 pontos, quatro acima de Fiorentina e Inter, e segue na cola do Napoli, que tem dois pontos a mais. A Roma continua na quinta posição, com 35 pontos.

O primeiro tempo foi muito equilibrado em Turim. As poucas chances reais criadas pelas duas equipes resultaram em um jogo muito parelho e estudado: Spalletti escalou a Roma com três zagueiros, visando espelhar o 3-5-2 juventino, mas não deu muito certo. Primeiro, porque De Rossi sofreu com Mandzukic – perdeu a linha e usou palavras discriminatórias contra o croata – e porque Salah e Dzeko estiveram apagadíssimos. O segundo tempo continuou com poucas ocasiões, mas quando Pogba achou Dybala na área, o argentino não perdoou: caixa. 12º gol dele (mais sete assistências), e participação em metade dos 38 gols da Juve em 2015-16.

Sampdoria 2-4 Napoli
Correa (Carbonero), Éder (Álvarez) | Higuaín, Insigne (pênalti), Hamsík, Mertens

Tops: Carbonero (S) e Allan (N) | Flops: Barreto (S) e Reina (N)

Jogaço no Marassi. Em dia de baixa de Higuaín, o Napoli mostrou que não conta só com grandes atuações do artilheiro para seguir na liderança da Serie A. É verdade que o volante Barreto deu uma baita ajuda: primeiro, errou recuo, aproveitado pelo Pipita, e depois cometeu pênalti, convertido por Insigne. A Samp deu emoção ao jogo, diminuindo ainda antes do intervalo, mas a expulsão de Cassani, no início do segundo tempo, atrapalhou os planos. Logo depois, uma jogadaça de Hamsík acabou no 3 a 1: o eslovaco passou no meio de dois, justo no setor antes ocupado por Cassani, e finalizou de bico. Éder esboçou nova reação doriana, mas Mertens deu números finais ao placar, mantendo a Samp próxima da zona de rebaixamento. Apesar de ter feito seu 21º gol em 21 jogos, Higuaín desperdiçou duas chances claríssimas e esteve apagado.

Inter 1-1 Carpi
Palacio | Lasagna (Bianco)

Tops: Romagnoli e Lasagna (C) | Flops: Icardi e Juan Jesus (I)

A crise chegou na parte azul e preta de Milão. Nem mesmo a vitória contra o Napoli e a classificação para as semifinais da Coppa Italia apagam o período negativo que a Inter vive desde os últimos momentos de dezembro. Os nerazzurri somam apenas uma vitória nos cinco últimos jogos da Serie A e desperdiçaram quatro pontos nos últimos minutos em três destas partidas. Contra o Carpi, a Inter jogou mal mais uma vez, e chegou ao gol no final do primeiro tempo, quando Palacio aproveitou rebote de Belec. Sem criatividade, a Beneamata esbarrou na marcação dos visitantes e viu um Icardi preguiçoso, incapaz de chutar uma bola sequer ao gol – quando teve a chance, demorou demais e foi travado. O castigo chegou nos acréscimos, após erro de marcação de Juan e gol de Lasagna. Com o resultado, a Inter caiu para a terceira posição, seis pontos atrás do Napoli, e o Carpi segue na zona de rebaixamento.

Fiorentina 2-0 Torino
Ilicic, Rodríguez (Pasqual)

Tops: Rodríguez e Borja Valero (F) | Flops: Moretti e Belotti (T)

Sem atuação exuberante, a Fiorentina venceu o Torino e voltou a vencer, após as derrotas contra Lazio e Milan. Com o resultado, a equipe de Paulo Sousa chegou à terceira posição, empatada com a Inter, com 41 pontos, deixando o Torino no meio da tabela. A construção da vitória de uma Fiorentina super ofensiva (Babacar, Kalinic, Ilicic e Bernardeschi saíram jogando) começou na primeira etapa. O esloveno Ilicic acertou bela cobrança de falta e chegou ao décimo gol na temporada. Apesar de o esquema ofensivo viola não ter surtido muito efeito, por causa do defensivismo do Torino, o time da casa ainda fez o segundo. No final, Gonzalo Rodríguez, de cabeça, deu números finais à partida.

Empoli 2-2 Milan
Zielinski (Saponara), Maccarone | Bacca (Antonelli), Bonaventura

Tops: Saponara (E) e Bacca (M) | Flops: Barba (E) e Honda (M)

O Empoli ratificou (outra vez) a sua ótima fase e foi buscar o empate duas vezes diante do Milan. Logo no início, Bacca recebeu, em impedimento, e fez seu décimo gol no campeonato. Os toscanos empataram, mas Maccarone estava em posição irregular e a arbitragem, desta vez, agiu corretamente. Pouco depois, Saponara (o melhor em campo) criou boa jogada e rolou para Zielinski empatar. Após o intervalo, o Milan contou com a sorte e Bonaventura fez o segundo, depois de bate-rebate. Os azzurri não se abateram e, depois de rebote de Donnarumma, Maccarone deixou tudo igual novamente. Depois do segundo empate, pouca coisa aconteceu. Com o resultado, o Milan perdeu a chance de se igualar à Roma e ficou na sexta posição, com 33 pontos. O Empoli vem logo atrás, com 32.

Lazio 4-1 Chievo
Candreva (pênalti), Cataldi, Candreva (Felipe Anderson), Keita (Candreva) | Cesar (Birsa)

Tops: Candreva e Cataldi (L) | Flops: Djordjevic (L) e Cesar (C)

O placar foi elástico, mas a Lazio precisou virar sobre o Chievo para transformar as vaias do Olímpico em aplausos no final da partida. Logo aos cinco minutos, os visitantes saíram na frente, após jogada eslovena: Birsa cruzou na área e Cesar, de cabeça, fez 1 a 0. O primeiro tempo continuou com a Lazio buscando o empate, mas sem alcançar a profundidade, por meio de seus atacantes e laterais. No segundo tempo, Cesar foi expulso após um choque com Keita, e a Lazio chegou ao empate depois. Pênalti discutível, convertido por Candreva. Depois da igualdade, os aquilotti aproveitaram a vantagem numérica e deram um baile. Paloschi ainda perdeu um pênalti quando a partida estava 3 a 1, parando em Berisha.

Sassuolo 0-2 Bologna
Giaccherini, Floccari

Tops: Gastaldello e Giaccherini (B) | Flops: Laribi e Gazzola (S)

No clássico emiliano, o Bologna aproveitou o momento de estagnação do Sassuolo para conseguir uma boa vitória, que afastou a equipe da zona de rebaixamento e a colocou no meio da tabela. Contra o sétimo colocado – que empatou no meio da semana contra o Torino, em jogo adiado –, os bolonheses foram dominantes. Meio dispersos e sem vontade, os jogadores do Sassuolo foram presas fáceis para os rossoblù. O goleiro Consigli fez boas defesas na primeira etapa, mas não conseguiu alcançar o chutaço de Giaccherini. Nos acréscimos, após o Sassuolo buscar o empate, com Berardi e Sansone, Floccari anotou o 2 a 0, fazendo valer a lei do ex.

Palermo 4-1 Udinese
Quaison (Hiljemark), Hiljemark, Lazaar, Trajkovski | Théréau (Bruno Fernandes)

Tops: Hiljemark e Sorrentino (P) | Flops: Widmer e Piris (U)

Na estreia do argentino Barros Schelotto no comando do Palermo, festa. Os rosanero foram impiedosos contra a Udinese no Renzo Barbera e aplicaram uma sonora goleada, que valeu à equipe friulana a terceira derrota consecutiva e uma punição em forma de concentração. O Palermo foi a campo no 4-3-3, com Vázquez atuando aberto pelos lados – algo a ser corrigido pelo técnico depois. Mesmo assim, quando o argentino centralizava, criava perigo. Os dois primeiros gols foram marcados após boas jogadas criadas pelos suecos do time, e o terceiro, que decidiu o jogo, veio em chute desviado de Lazaar. Sorrentino, que fez três defesaças ao longo do jogo, não conseguiu parar Théréau, mas nem precisou. Trajkovski fez o 4 a 1 nos minutos finais. Com o resultado, Palermo e Udinese dividem a 14ª posição, com 24 pontos.

Verona 1-1 Genoa
Pazzini (Ionita) | Coppola (contra)

Tops: Ionita (V) e Perin (G) | Flops: Rebic (V) e De Maio (G)

Um pouco melhor do que em outros jogos, o Verona até tentou, mas não conseguiu a primeira vitória no campeonato. No primeiro tempo, a estratégia de marcação de Gasperini funcionou e foi o Genoa quem mandou nos minutos iniciais, chegando ao gol: Suso cobrou falta, e a bola bateu na trave e nas costas do estreante goleiro Coppola antes de entrar. O Hellas reagiu ainda antes do intervalo, depois que Pazzini conseguiu belo desmarque e fez seu primeiro gol com bola em movimento – os outros dois haviam sido de pênalti. No segundo tempo, o Genoa espelhou o 4-4-2 veronês para segurar o empate e conseguiu. Cerci estreou bem pelos visitantes.

Frosinone 0-0 Atalanta

Tops: Gómez (A) | Flops: Soddimo (F)

Em um dos jogos mais fracos de todo o campeonato, o 0 a 0 não foi nenhuma surpresa. Frosinone e Atalanta fizeram um jogo em que as duas equipes queriam mais não perder do que vencer. Mais ativos, os visitantes até chegaram a levar perigo, com Gómez e Conti, embora a melhor chance tenha sido perdida por Dionisi, dos mandantes. O empate não mudou nada na tabela: os ciociari ficam na zona de rebaixamento, enquanto os atalantinos seguem no meio da tabela.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols


Relembre a 20ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.


Seleção da rodada
Sorrentino (Palermo); Gastaldello (Bologna), Rodríguez (Fiorentina), Romagnoli (Carpi); Candreva (Lazio), Saponara (Empoli), Cataldi (Lazio), Allan (Napoli), Hiljemark (Palermo); Hamsík (Napoli); Dybala (Juventus). Técnico: Paulo Sousa (Fiorentina).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Coppa Italia: ficou entre gigantes e um azarão

Jovetic fez golaço e ajudou a Inter a quebrar tabu de quase 20 anos contra o Napoli (Gazzetta.it)
Depois de três jogos nesta semana e outra na passada, chegamos nas semifinais da Coppa Italia. Ao contrário do roteiro dos últimos anos, com uma grande surpresa e um grande clássico do futebol italiano. Serão, também dois duelos que colocam de frente equipes da Lombardia e do Piemonte, regiões ricas e vizinhas do norte do país.

De um lado da chave, o lombardo Milan enfrentará o Alessandria, clube piemontês da Lega Pro, que vem jogando na competição desde a primeira fase, e que eliminou seis equipes, incluindo Palermo e Genoa. Nas quartas, superou outra surpresa, o Spezia, da Serie B, que passara por Frosinone e Roma. Atualmente vice-líder do Grupo A da terceira divisão e nas oitavas da copa da sua liga - que, inclusive, teve partida adiada por causa dos inesperados avanços -, os grigi, por causa do característico uniforme cinza, são a primeira equipe da terceirona em mais de três décadas a chegar nas semifinais. Agora, a equipe da qual contamos a história nesta semana, será um pequeno diante dos três gigantes do futebol italiano.

Treinado por Angelo Gregucci, ex-Lazio e auxiliar de Roberto Mancini no Manchester City, o Alessandria conta com experientes jogadores, como o capitão e zagueiro Santiago Morero e o atacante Antimo Iunco, ex-Chievo, além do volante brasileiro Adriano Mezavilla, ex-Noroeste e Juve Stabia. Também conta com jogadores criados em grandes clubes, a exemplo do faz-tudo pela direita Ferdinando Vitofrancesco, da base do Milan, o meio-campista Gianluca Nicco e os atacantes Filippo Boniperti, neto do mítico Giampiero Boniperti, e Manuel Fischnaller, da base da Juventus.

A grande estrela do time, porém, é um ex-Inter, que até pouco tempo atrás ainda detinha seus direitos esportivos, cedidos ao próprio Alessandria por 270 mil euros, em julho de 2015: Riccardo Bocalon, Artilheiro do time na liga, foi decisivo nas últimas classificações na copa, em especial contra o Spezia. Com gol de pênalti do veterano Calaiò no primeiro tempo, os rivais venciam até os 83 minutos, quando o camisa 9 empatou e depois virou aos 91, já nos acréscimos.

Por sua vez, o Milan, que, 10º colocado na última Serie A, teve que jogar desde a terceira fase, superando sem dificuldades o Perugia, mas sofrendo para passar pelo Crotone, ambos da Serie B, e batendo a Sampdoria nas oitavas. Nas quartas, em San Siro, recebeu o Carpi, dominando o primeiro tempo e construindo a vitória com belo gol de letra de  Bacca, aos 14 minutos, e Niang, novamente com Bacca, protagonista com cruzamento de trivela antes da finalização do francês. Com arrancada de Lasagna e gol de Mancosu aos 50, os visitantes esboçaram reação, mas o time de Mihajlovic manteve o placar. Contra o Alessandria, os rossoneri têm uma boa oportunidade de chegar à final e de poder ganhar um título, que não chega desde o scudetto de 2010-11. A equipe, caso vença, dará fim ao jejum de treze anos sem vencer a Coppa Italia, conquistada na última vez que chegou ao jogo decisivo, em 2004.

Festa alessandrina foi grande, e agora equipe disputa títulos com gigantes (Radio Gold)
Do outro lado da chave, nada mais, nada menos que o Derby d'Italia. Juventus e Inter não se enfrentam na copa há seis anos, desde as quartas de 2009-10, quando os nerazzurri venceram em casa com gol decisivo de Balotelli, aos 44 do segundo tempo. O reencontro acontecerá graças às vitórias sobre Lazio e Napoli, respectivamente, e deve inflamar a rivalidade, porque, além da proximidade na tabela da Serie A, o jogo de volta será quatro dias antes da 27ª rodada, justamente o Derby d'Italia do returno da liga, em Turim.

Para chegar nas semifinais pela primeira vez desde 2012-13, a Inter passou sem dificuldades pelo Cagliari nas oitavas, mas com muito suor pelo Napoli nas quartas. Há quase vinte anos a Inter não vencia no San Paolo nos 90 minutos, sem esquecer da vitória nos pênaltis em 2010-11, quando justamente ganhou seu último título, desde então acumulando seguidas eliminações para os anfitriões na competição. Vitória real, mesmo, acontecera pela última vez na Serie A, em 1997.

Em partida muito disputada, com o Napoli mais perigoso no ataque e a Inter alternando a posse de bola e tentativas de contra-ataques, prevaleceram as defesas, ambas muito bem. Até que Medel recuperou a bola no campo de ataque e Jovetic teve campo aberto para avançar e contar com o desmarque de Palacio, que puxou a marcação para abrir espaço. Assim, o montenegrino chutou colocado no canto de Reina. A reação napolitana poderia vir com Higuaín, que entrou somente no segundo tempo, mas o argentino esbarrou na defesa interista. O golpe final veio nos acréscimos, quando Jovetic lançou Ljajic em contra-ataque desde o próprio campo. O sérvio correu com a bola mais de 50 metros antes de ampliar para a Inter-ic.

Nota infeliz para o episódio protagonizado por Mancini e Sarri, que resultou em punição de dois jogos para o treinador do Napoli, a ser cumprida na Coppa Italia, e em multa de 5 mil euros para o da Inter. O napolitano ofendeu o nerazzurro com palavras homofóbicas, e esse reclamou publicamente dos xingamentos, apesar das desculpas do outro.

Já a Juventus jogou outro dérbi nas oitavas, quando goleou o Torino por 4 a 0, durante a sequência de vitórias bianconera que parece não ter fim. Nas quartas, foi até o Olímpico de Roma enfrentar a Lazio. Jogo morno no primeiro tempo, sem chances de gol, mas segundo tempo dominado pelo time de Allegri. A Velha Senhora viu Zaza perder gol incrível e depois Lichtsteiner aproveitar rebote de outro chute do próprio Zaza e, com muito preciosismo, marcar o único gol da partida. O jogo ainda teve uma Lazio super ofensiva no final, mas estéril contra a defesa juventina.

As datas para as partidas já estão marcadas, mas poderão sofrer mudança por um empecilho. Da maneira pré-definida, Alessandria e Milan jogam a ida no Olímpico de Turim - o modesto Giuseppe Moccagatta dos grigi é muito pequeno - na terça-feira 26, enquanto Juventus e Inter jogam novamente em Turim, no Juventus Stadium, na quarta-feira 27. Na volta, nos dias 1º e 2 de março, dois jogos em 48 horas no gramado de San Siro, o que não é recomendado, especialmente no inverno. Sem falar na questão logística de ter dois jogos seguidos em Turim. Aguardaremos novidades.