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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

3ª rodada: O mesmo filme

O de sempre: Tévez resolve para a Juventus (AFP)
Temos apenas três rodadas de Serie A, mas a impressão passada pelas equipes até o momento é de que é bem provável que o mesmo filme de 2013-14 seja exibido nas telinhas italianas em 2014-15. Pelos desempenhos e resultados, Juventus e Roma vão confirmando a pecha de favoritas a brigarem pelo scudetto, com um mar de coadjuvantes que não apresentam a mesma regularidade, como Napoli, Inter, Fiorentina e Milan. Após três partidas, somente juventinos e romanistas tem 100% de aproveitamento. A surpresa deste início de temporada é o Verona, que aparece na terceira posição, com 7 pontos. Acompanhe o resumo da rodada.

Milan 0-1 Juventus
Pela primeira vez desde que deixou o Milan, Allegri retornava a San Siro como adversário. Desprezado pelos torcedores rossoneri, o treinador ganhou o duelo tático com Inzaghi e viu a sua Juventus dominar a partida em Milão, em um duelo entre duas equipes que tinham duas vitórias na Serie A até o momento. Do início ao fim, os bianconeri tiveram o controle da partida e viram o Milan se lançarem apenas em contra-ataques. Pouco para incomodarem Buffon que fez poucas defesas durante a partida. Com o resultado, a Juve se mantém na ponta da tabela, ao lado da Roma, como as duas únicas equipes que tem 100% de aproveitamento.

No primeiro tempo, o Milan assustou apenas em uma cabeçada de Honda, defendida por Buffon. O início do jogo, morno, também teve chances da Juventus, com Llorente e Marchisio, que carimbou a trave. No meio-campo da Juve, Pereyra voltou a fazer um bom jogo e foi bom coadjuvante a Pogba, dono do setor. Após o intervalo, o francês fez linda tabela com Tévez e o argentino marcou novamente no Giuseppe Meazza contra o Milan, que quase o contratou cerca de três anos. Dali para frente, a Juventus seguiu com o domínio da bola e as tentativas de Inzaghi para buscar o empate nem assustaram Buffon. (Nelson Oliveira)

Roma 2-0 Cagliari
Outro reencontro no fim de semana foi o de Zeman com a Roma. Porém, ao contrário de Allegri, que dominou a sua antiga equipe, o checo ainda não conseguiu aplicar o seu jogo ultraofensivo de forma eficiente e viu o Cagliari pouco ameaçar a Roma ao longo do jogo. O jogo foi marcado, ainda, por uma coisa bonita e outra horrorosa. De bela, a comemoração de Florenzi, que marcou um gol e escalou as tribunas do Olímpico para abraçar e beijar a sua avó, de 82 anos – ganhou até amarelo e multa, mas não ligou.. De horroroso, o visual de Gervinho, que perdeu a faixa que cobre sua cabeça e revelou algo que ele certamente gostaria de manter escondido.

Dominante, a Roma resolveu a partida ainda no primeiro tempo. O primeiro gol surgiu do lado direito, quando Florenzi avançou em velocidade e cruzou rasteiro para Destro rebater para as redes. Pouco depois, Gervinho recebeu sozinho, quase se embolou, mas a bola sobrou para Florenzi encher o pé e partir como um louco para as arquibancadas. Com o resultado já em mãos, a Roma apenas administrou, mas impressionou a marcação muito aguerrida mesmo com tal vantagem. Impressionou, ainda, a rápida adaptação do grego Manolas ao time. Benatia não tem feito falta. E, assim, a Roma vai acompanhando a Juventus no topo da tabela, como em 2013-14. O encontro das duas equipes já está marcado: acontece no dia 5 de outubro, dia das eleições brasileiras. Em quem você vota? (NO)
Palermo 1-1 Inter
Temporada nova, velha Inter. Seja o que for, o time de Milão jamais consegue emendar uma sequência de bons resultados. Depois da goleada sobre o Sassuolo e a vitória segura sobre o Dnipro na Ucrânia, se esperava uma Inter que mantivesse a ascensão, mas a instabilidade de jogar fora de casa voltou. Mazzarri, tão conhecido por seu lado motivador, não consegue motivar o time nesses momentos, e a preparação para o jogo também não parece ter ido bem.

Na Sicília, nem mesmo faltou perna, que poderia ser uma das justificativas por ter jogado na quinta, mas sim atitude, concentração e um plano de jogo. O guerreiro e agressivo Palermo de Iachini entrou pilhado no jogo, conseguiu o gol em erro individual de Vidic com o destaque Vázquez. Mesmo com a posse de bola, os nerazzurri foram incapazes de dominar e controlar o jogo, com muito nervosismo no primeiro tempo e complacência no segundo, mesmo com as mudanças táticas. O gol de empate saiu em jogada de Kovacic, que aproveitou um drible mal feito de Osvaldo, e acertou chute de fora da área. Por outro lado, o árbitro Valeri cometeu três erros fatais para o placar final. Acertou ao anular um gol da Inter e outro do Palermo, mas anulou um legal dos visitantes. No final, Sorrentino ainda fez defesaça para garantir o empate. (Arthur Barcelos)

Udinese 1-0 Napoli

O técnico Rafa Benítez optou por rodar o elenco por conta da participação na Liga Europa. O mistão do Napoli não deu conta da Udinese e sofreu a segunda derrota consecutiva, por 1 a 0, no Friuli. No primeiro tempo, poucas chances. A etapa inicial foi extremamente fraca. Nas duas oportunidades criadas pelo Napoli, Michu praticamente recuou para Karnezis e David Lopez finalizou pra longe. A entrada de Callejón na etapa final, no lugar de Zúñiga, deu ânimo aos partenopei. Higuaín e o próprio espanhol pararam no goleiro da Udinese.

A Udinese, basicamente, criou três oportunidades de gol. Na primeira, Albiol travou a finalização de Bruno Fernandes. Na segunda, Koulibaly afastou mal a falta cobrada por Di Natale e deu a bola de presente para Danilo, que venceu Rafael. Théréau quase marcou nos acréscimos, porém, faltou dominar melhor a bola. O Napoli deixa o Friuli sem conseguir vencer o adversário desde 2007 - quando goleou por 5 a 0 -; desde então, três empates e uma derrota. (Murillo Moret)

Atalanta 0-1 Fiorentina

Depois de vencer pela Liga Europa, a Fiorentina desencantou também na Serie A. Fora de casa, em Bérgamo, a viola sofreu mas venceu a Atalanta, por contagem mínima e, mesmo sem convencer, somou os primeiros pontos. Em campo, os nerazzurri começaram melhor, aproveitando os espaços dados pela zaga visitante. Na melhor chance Boakye acertou a trave de Neto.

Organizada, mas com o ataque – entenda Mario Gómez – ainda improdutivo, a Fiorentina deu trabalho à Sportiello e, depois de tentar, Kurtic balançou as redes. Após receber na intermediária, o meio-campista avançou e chutou cruzado no canto do goleiro bergamasco. A viola recuou e a Atalanta tentou ser ofensiva, mas sem a mesma lucidez do primeiro tempo. Boakye ainda acertou a trave já nos minutos finais, mas não impediu a primeira derrota da equipe lombarda. (Caio Dellagiustina)

Torino 0-1 Hellas Verona
Uma das principais surpresas do último campeonato, o Hellas Verona começou a atual temporada mostrando que pretende brigar na parte de cima de novo. Em três jogos, duas vitórias e um empate. Os bons resultados rendem a terceira colocação na tabela para o time veronês. A vítima da vez foi o Torino, no Olímpico de Turim. A equipe visitante nem foi melhor no jogo, mas soube aproveitar a oportunidade que teve. Ionita marcou o único gol da partida.

Do outro lado, o Torino viu mais uma cobrança de pênalti errada decidir o resultado. El Kaddouri teve a chance de empatar, mas errou a cobrança faltando menos de dois minutos para o apito final. O ataque, aliás, vem sendo o principal problema da equipe granata no Italiano. Com Amauri e Quagliarella fora de ritmo e desentrosados, a dupla Cerci e Immobile parece, cada vez mais, insubstituível. A derrota coloca a equipe de Ventura na última posição, com só um ponto marcado em três partidas e nenhum gol marcado. (Rodrigo Antonelli)

Genoa 1-0 Lazio
Após uma derrota e um empate na arrancada da Serie A, o Genoa finalmente venceu. Os três pontos vieram na partida mais difícil dos rossoblù até agora, contra uma Lazio melhor em campo na maior parte do tempo e que até mereceu a vitória. Os cerca de 18 mil torcedores que foram ao estádio viram um primeiro tempo ótimo, com muita movimentação do início ao fim. O goleiro Perin foi o melhor do Genoa em campo, com grandes defesas que seguraram o empate.

Lulic fez grande partida e foi o principal responsável pela boa partida da Lazio, que agrediu menos na segunda etapa, mas ainda assim esteve melhor em campo. Só na metada do tempo final que os donos da casa conseguiram equilibrar o jogo, principalmente por causa da entrada de Pinilla. O chileno melhorou muito o time e teve duas chances para marcar. Na primeira, não aproveitou passe de Bertolacci. Depois, porém, cabeceou bem e superou o goleiro Berisha para garantir a primeira vitória do Genoa na temporada, que o leva para a 9ª colocação. A Lazio amarga a segunda derrota e cai para a 14ª posição. (RA)

Chievo 2-3 Parma

Com show da dupla Massimo Coda e Cassano, além de uma homenagem à Biabiany (que deu uma pausa na carreira devido a problemas cardíacos), o Parma conquistou sua primeira vitória na atual temporada. Mas os crociati tiveram trabalho contra o Chievo, e precisaram reverter a desvantagem e ainda se segurar no final da partida, após o gol de Paloschi. Os veroneses começaram melhor o jogo e logo aos 4 minutos, Lazarevic fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Izco abrir o marcador. O Chievo prontamente se retraiu e chamou o Parma para o ataque.

Apesar das chances criadas, o gol de empate só veio na segunda etapa, com Cassano, que aproveitou contra-ataque puxado por Coda e acertou o ângulo de Bardi. A virada veio dez minutos depois, com Coda, completando belo lançamento de Galloppa. O atacante também participou do terceiro gol, novamente deixando a bola na medida para a finalização de voleio de Cassano. O Chievo ainda descontou com Paloschi, e alimentou o sonho do empate mas, mesmo com os quatro atacantes, terminou derrotado. (CD)

Cesena 2-2 Empoli

Primeiro confronto entre times que subiram para a Serie A neste campeonato, e um jogo com alguns traços interessantes, mas que deixou a evidente falta de qualidade e ambição de ambas as equipes nesse retorno para a elite. Depois de 20 minutos sem nenhuma chance clara, o time da casa acelerou o ritmo e passou a criar perigos, até que chegou ao gol. Ou melhor, gols. Em dois minutos, dupla vantagem para os Cavalos Marinhos, com gols de Marilungo e Defrel, aproveitando falhas de posicionamento da defesa azzurrra.

Mas o Cesena se acomodou, e o Empoli acordou. Com muita posse de bola - terminou em 63% e mais que o dobro de passes trocados pelo adversário -, as chances passaram a surgir com mais frequência no segundo tempo. Dez minutos após o intervalo, veio o primeiro, após Verdi trombar em Lucchini dentro da área e o árbitro assinalar a penalidade, convertida por Tavano. Depois disso, muita pressão dos visitantes e o empate veio 17 minutos depois. Após escanteio fechado, o jovem Rugani aproveitou rebote dentro da área e igualou o marcador. Com 30 minutos de jogo faltando, o Empoli poderia continuar pressionando e o Cesena deveria reagir, porém ambos aceitaram o empate e o placar assim seguiu até o apito final. (AB)

Sassuolo 0-0 Sampdoria
Os torcedores presentes no Città del Tricolore presenciaram o único 0 a 0 da rodada. A partida, no entanto, foi recheada de lances perigosos e chances de gol - sobretudo do Sassuolo. Após os donos da casa afastarem o perigo em cima da linha do gol, o goleiro Viviano, da Sampdoria, fez boa defesa em remate de longa distância realizado por Magnanelli. Floro Flores também testou o arqueiro adversário e Taïder jogou sua chance pra fora. Gabbiadini e Brighi também tiveram oportunidades de balançar a rede, mas não foram efetivos.

A principal nota da partida foi o retorno de Francesco Acerbi aos gramados de forma integral. Ele atuou o jogo inteiro pelo Sassuolo após vencer duas vezes um câncer nos testículos. O zagueiro já tinha atuado em parte do confronto diante a Inter, pela segunda rodada. Na próxima jornada, o Sassuolo pega a Fiorentina em Florença; a Sampdoria, por sua vez, recebe o Chievo. (MM)

Relembre a 2ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Rafael (Verona); Allan (Udinese), Danilo (Udinese), Manolas (Roma), Terzi (Palermo); Florenzi (Roma), Pogba (Juventus), Mati Fernández (Fiorentina); Cassano (Parma), Coda (Parma), Vázquez (Palermo). Técnico: Massimiliano Allegri (Juventus).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Com o pé direito

 Higuaín e Mertens se abraçam: a dupla comandou a virada napolitana (Tuttosport)
Com quatro times na Liga Europa, a Itália pode voltar a ver um time do país voltar a levantar uma taça internacional – desde que a Inter venceu a Tríplice Coroa e o Mundial Interclubes, em 2010, isso não acontece. Fiorentina, Inter e Napoli tem times capacitados para vencer a segunda mais importante competição do futebol europeu e mostraram um pouco disso em suas estreias na fase de grupos do torneio. O Torino, que estava ausente do palco continental há anos, deve ser coadjuvante, mas também teve uma estreia que agradou. Confira o resumo dos jogos.

Napoli 3-1 Sparta Praga
O San Paolo foi o símbolo da decepção napolitana com a desclassificação na última fase preliminar da Liga dos Campeões. Porém, se o estádio teve uma lotação abaixo da média na estreia na liga Europa, dentro de campo os partenopei jogaram com muita vontade. Rafa Benítez optou por uma escalação praticamente titular e o resultado se viu em campo, com um domínio bem claro dos azzurri, mas sem criar chances tão claras de gol. Em uma das raras chegadas ao ataque, o Sparta Praga aproveitou para surpreender e, com Husbauer aproveitando uma rebatida na entrada da área, abriu o placar. Ter o 1 a 0 contra impulsionou o Napoli para o ataque e, com boas participações de Hamsík e Higuaín, o time conseguiu criar oportunidades mais claras. Uma boa jogada da dupla resultou em bola na trave e, na sobra, Nhamoinesu cometeu pênalti. O Pipita bateu bem e converteu, se redimindo após a penalidade perdida no final de semana pela Serie A. Apesar da melhora, os napolitanos não conseguiram a virada já no primeiro tempo, a trave impediu um segundo gol.

Higuaín seguiu sendo protagonista e, como de costume, deixou muito a área para criar jogadas para as finalizações de companheiros de time. A virada saiu em uma dessas ocasiões. O argentino foi para a ponta-direita, limpou marcadores com extrema facilidade e cruzou rasteiro. Mertens, que ocupava o espaço deixado pelo Pipita, ganhou da zaga e marcou. Com mais uma boa exibição, o belga ganha espaço no time titular de Benítez, deixando o inconstante Insigne relegado à reserva. No final do jogo, quando o ritmo napolitano já havia caído muito, o camisa 14 ainda fez o terceiro, após deixar dois defensores para trás com um drible só. Após o 3 a 1, o Napoli tratou apenas de não correr risco, controlou a posse de bola e garantiu a boa vitória. No outro jogo do Grupo I, o Young Boys, da Suíça, enfiou 5 a 0 nos eslovacos do Slovan Bratislava. (Pedro Spiacci)

Dnipro 0-1 Inter
Em Kiev, capital ucraniana, a Inter correu poucos riscos e jogou para o gasto para bater o mais forte adversário do seu grupo. O Dnipro, de Dnipropetrovsk, está mandando seus jogos no Olímpico da capital enquanto o país vive momentos de tensão e conflito, e a equipe italiana se aproveitou da quase neutralidade do campo para atuar com pouca pressão. O resultado disso foi um jogo de poucas emoções em ambas as etapas, com leve vantagem nerazzurra em toda a partida. Apesar de ter a bola, o time azul ucraniano mal assustou Handanovic, que pouco fez em campo. A Inter ainda não sofreu nenhum gol na temporada, após cinco jogos oficiais.

Após uma primeira etapa com pouquíssimos chutes a gol, Walter Mazzarri achou que dava para arriscar e trocou Kuzmanovic por Osvaldo, e mantendo Guarín (capitão do time pela primeira vez), encostado na dupla. No entanto, a Inter só se soltou mesmo quando Rotan foi expulso depois de uma falta sobre o meia colombiano. Na jogada seguinte, Guarín ajeitou de cabeça, D'Ambrosio driblou um adversário e colocou entre as pernas do goleiro Boyko. Pouco antes disso, o goleiro já havia feito duas boas defesas, contra Icardi e o próprio D'Ambrosio. Guarín também havia perdido boa chance, cabeceando por cima do gol. No fim das contas, bom resultado para os italianos, principalmente porque Qarabag, do Azerbaijão, e o Saint-Étienne, da França, ficaram no empate, na outra partida do Grupo F. (Nelson Oliveira)

Fiorentina 3-0 Guingamp
Com gols de Vargas, Cuadrado e do jovem Bernardeschi, a Fiorentina estreou sem maiores dificuldades na Liga Europa. Mesmo contra o modesto time francês, Montella colocou força quase máxima em campo, com as exceções de Neto e Gonzalo Rodríguez. Afinal, precisava dar uma resposta à torcida, que esperava mais do time no início da temporada. Foi a primeira vitória na temporada e não só: contra o Guingamp, a Fiorentina fez seus primeiros gols em 2014-15, depois de perder por 2 a 0 para a Roma e ficar no 0 a 0 com o Genoa, pelo Italiano.

O triunfo começou a ser construído aos 34 minutos, quando Pizarro cruzou certeiro na cabeça de Vargas, que abriu o placar. Se a Fiorentina já controlava o jogo e não era atacada, as coisas ficaram mais tranquilas quando Diallo foi expulso, ainda na primeira etapa. Dominante, a equipe italiana só levou um susto, mas Tatarusanu foi bem e parou o chute de Beauveau. Mas, na sequência, Cuadrado ampliou a vantagem e, já no final da partida, a promessa Bernardeschi fechou o marcador. Na outra partida do Grupo K, o grego PAOK fez 6 a 1 no Dínamo Minsk, da Bielorússia. (Caio Dellagiustina)

Club Brugge 0-0 Torino
A mais modesta das equipes italianas empenhadas nesta Liga Europa estreou pelo Grupo B sem vitória, mas com um bom resultado. Contra a boa equipe belga do Brugge, foi justamente um belga que fez a diferença para o Torino. O goleiro Gillet voltou aos gramados depois de um ano de suspensão por envolvimento em um escândalo de manipulação de resultados e fez três defesas fundamentais para manter o zero no placar. O resultado deixa a equipe atrás do Kobenhavn, que venceu na Dinamarca os finlandeses do HJK Helsinki por 2 a 0, em duelo escandinavo.

De volta a uma competição europeia após 20 anos de ausência, o Torino teve recepção calorosa fora de casa: mais de dois mil torcedores viajaram para acompanhar o time, que entrou em campo com um time com reservas – fora o experiente Gillet, os alas Darmian e Molinaro e os atacantes Amauri e Quagliarella. Os substitutos eram bons, mas em sua maioria, novatos no time, como Gastón Silva e Sánchez Miño. Por isso, os granata sofreram um pouco com as boas partidas do brasileiro Felipe Gedoz, da seleção sub-21, e dos latinos Duarte, Izquierdo, Francisco Silva e Castillo. O time treinado por Preud'Homme deu trabalho, mas no final Sánchez Miño quase fez um gol a surpresa. Vale salientar que o Torino só marcou um gol em cinco jogos oficiais em toda a temporada. Cerci e Immobile fazem falta. (NO)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fora o baile

Roma atropela o CSKA no Olímpico, apresenta melhor futebol da Europa na 1ª rodada da Liga, ao lado do Real Madrid, e manda recado para Bayern e City

Nem os torcedores mais otimistas imaginariam uma vitória tão maiúscula no retorno da Roma à Liga dos Campeões. Após três anos ausente da principal competição continental do mundo, a equipe giallorossa apresentou futebol bonito e eficiente, e com um sonoro 5 x 1 sobre o CSKA Moscou, mostrou a Bayern de Munique e Manchester City que quer - e pode - beliscar uma vaga nas oitavas de final. Gervinho e Iturbe deram combustível para uma Roma de velocidade alucinante nos primeiros minutos, Totti e Pjanic acrescentaram o toque de classe e Keita e Nainggolan minaram qualquer esperança dos russos no Estádio Olímpico

O duelo começou antes mesmo do apito inicial, com as escalações de Rudi Garcia e Slutski. Se o treinador da Roma foi muito feliz nas escolhas, com a entrada de Torosidis no lugar de Cole na lateral esquerda e a aposta na dupla Gervinho-Iturbe, o mesmo não aconteceu com o russo Slutski, que optou por um 4-4-1-1 para se proteger melhor, mas viu seu time sucumbir ainda no início. Ignashevich e Vasilij Berezutski falharam na marcação de todas as maneiras imagináveis e o goleiro Akinfeev não ajudou muito debaixo das metas (na verdade, atrapalhou, entregando pelo menos um gol).

Com 2 x 0 no placar (Iturbe e Gervinho) ainda aos 10 minutos do primeiro tempo, ficou fácil para a Roma. Nocauteado, o CSKA não mostrava nem sinal de reação e os giallorossi aproveitavam para tocar a bola como queriam, ganhar território e massacrar. Aos 20, Maicon - que fez grande partida - fez 3 x 0 e 10 minutos depois Gervinho abriu 4 x 0, para a loucura dos 40.888 torcedores presentes. 

O 5 x 0 veio logo no início da etapa final, em cabeçada de Florenzi, desviada por Ignashevich, e, só no fim, Musa descontou para os russos. Os únicos pontos negativos foram as lesões de Iturbe e Astori e a briga entre torcedores russos, que acabaram expulsos do estádio. Além do fato de Totti não ter marcado: Il capitano está a um gol de ser tornar o mais velho a balançar as redes na história da Liga.

Foram 743 passes da Roma (91% corretos) contra 353 do CSKA. O domínio absoluto, que resultou numa posse de bola superior a 67% ao fim do jogo e futebol comparável ao do Real Madrid nessa primeira rodada da Champions, empolgou a todos. Garcia classificou como "bela" a atuação, Maicon disse que a Roma será uma das mais difíceis de bater e Pjanic sentenciou: "esse é o tipo de torneio feito para nós". Conter o entusiasmo e tentar repetir a grande atuação contra o Manchester City no próximo dia 30 deve ser a prioridade. 

Roma 5-1 CSKA Moscou
Gols: Iturbe (6'), Gervinho (10, 31), Maicon (20), Ignashevich (contra, 50) / Musa (82)

Roma: De Sanctis; Maicon, Manolas (Yanga-Mbiwa), Astori, Torosidis; Pjanic, Keita, Nainggolan; Iturbe (Florenzi), Totti, Gervinho (Ljajic)

CSKA Moscou: Akinfeev; Mário Fernandes, V. Berezutski, Ignashevich, Nababkin (Schennikov); Z. Tosic (Efremov), Natcho, Eremenko (Panchenko), G. Milanov; Doumbia, Musa.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pouco menos de dois mil

Tévez vence Olsen com um chute baixo na Arena Juventus (Foto: Ansa)

A Juventus fez um segundo tempo muito bom e bateu o Malmö na estreia da Liga dos Campeões 2014-15 por 2 a 0. Os dois gols saíram dos pés de Tévez. Cinco anos. 1988 dias. Ou 1003 minutos, para ser mais exato. O argentino não marcava na competição desde 2009, nas quartas de final contra o Porto, em Old Trafford. 

A Vecchia Signora não pode contar com a presença de Vidal, Pirlo e Barzagli, machucados. As diferenças do jogo contra a Udinese foram Asamoah no lugar de Pereyra (suspenso) e Chiellini voltando ao time na vaga de Ogbonna. O ganês atuou no meio de campo e foi, provavelmente, o segundo melhor atleta da Juventus em campo. A vontade de retornar à equipe titular fez com que Asamoah se aproximasse muito da área - fosse tabelando com Tévez ou Llorente - e finalizasse com frequência. Ele liderou a equipe em remates contra o Malmö, com seis, e ainda criou duas chances de gol, de acordo com as estatísticas da Squawka

Asamoah e Tévez, de apresentações impecáveis contra o time sueco, combinaram para o primeiro gol. A Juventus trabalhou muito pelas laterais, mas Evra acertou apenas um cruzamento e Lichtsteiner errou as duas assistências quando entrou livre na grande área. Pelo meio, os bianconeri arriscaram somente de longa distância. Tévez começou a tramar a jogada na intermediária, com uma arrancada. Ele acionou o ganês, que devolveu de calcanhar. O argentino bateu na saída de Olsen. Llorente, que batalhou individualmente com a marcação de Helander, só não deixou a sua marca porque 1) Lichtsteiner foi flagrado em impedimento antes do espanhol balançar a rede e 2) o goleiro do Malmö fez ótima defesa no cabeceio do Rei Leão.

A Juve volta a jogar pela competição europeia no primeiro dia de outubro, contra o Atlético de Madrid, na Espanha. Até lá, a equipe tem três partidas para solucionar possíveis problemas que podem afetar a atuação no Vicente Calderón. Evra vai continuar na lateral? Asamoah voltará ao banco? Pereyra recupera a posição? Vidal e Pirlo vão se recuperar a tempo? 

Juventus 2-0 Malmö

Juventus: Buffon, Cáceres, Bonucci e Chiellini; Lichtsteiner (Rômulo 90'), Pogba, Marchisio, Asamoah e Evra; Tévez (Giovinco 90') e Llorente (Morata 86'). T: Massimiliano Allegri

Malmö: Olsen, Tinnerholm, Johansson, Halsti, Helander e Konate; Eriksson (Rakip 81'), Adu e Forsberg; Rosenberg (Mehmeti 53') e Thelin (Kroon 73'). T: Age Hareide

Gols: Tévez (59' e 89') - assista os melhores momentos aqui

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

2ª rodada: Resposta imediata

Ménez tem sido o principal nome do Milan no início da temporada (Mai Dire Calcio)
No nosso resumo da primeira rodada da Serie A, reclamamos da falta de gols e dos jogos mornos que abriram o campeonato. Pois a resposta a nossa crítica foi bem rápida: neste fim de semana, apenas um jogo terminou sem gols e duas partidas agraciaram os amantes do esporte com um total de 16 bolas na rede. Inter e Milan, que juntos marcaram 12 vezes, não faziam tantos gols num mesmo dia desde fevereiro de 1951. Foi, também, a primeira vez que o Milan marcou oito gols nas duas primeiras rodadas desde 1963. A equipe rossonera, que lidera o campeonato ao lado de Juventus e Roma, foi o destaque desta rodada, seguida por Inter e Lazio. Acompanhe o resumo dos jogos deste fim de semana.

Parma 4-5 Milan
No jogo com o maior número de gols - e mais emocionante - da rodada , o Milan venceu o Parma em duelo que mostrou bem a cara do time nessa temporada: instável atrás e eficiente no ataque. Mesmo sem Fernando Torres, que sentiu lesão no tornozelo e teve que adiar sua estreia pelo Diavolo, o setor ofensivo foi bem, em grande noite de Bonaventura e Honda (um gol cada) e com um Ménez inspiradíssimo como falso 9 – marcou dois gols, um deles uma pintura. A equipe de Inzaghi agora tem o melhor ataque e a segunda pior defesa da competição e permanece na primeira posição, com duas vitórias em dois jogos.

Do lado do Parma, o tridente formado por Ghezzal, Belfodil e Cassano não foi muito bem, mas Fantantonio, auxiliado por Jorquera, comandou o time e aproveitou as falhas da zaga milanista para dar emoção ao jogo e esperança aos seus torcedores até o final da partida. De Sciglio contribuiu com gol contra aos 44 minutos do 2º tempo, em lance de pouca sorte e falha de Diego López, que sentiu a coxa e desfalca a equipe rossonera diante da Juventus, na próxima rodada. O Parma acumulou a segunda derrota em dois jogos e já vê o técnico Donadoni apelar para a arbitragem para justificar os resultados negativos. (Rodrigo Antonelli)

Juventus 2-0 Udinese
Já é possível ver uma Juventus diferente sob comando de Allegri. Mesmo com o esquema com três zagueiros, a Velha Senhora não cedeu a bola a Udinese nem recuou após o gol marcado por Tévez, aos 8 minutos. Pogba, Pereyra e Lichtsteiner fizeram ótima partida atuando no setor do meio de campo. Marchisio, atuando como Pirlo, também foi grande. Durante a etapa final, a equipe adversária foi a dona da bola, mas não testou Buffon. Marchisio, aliás, definiu o resultado da partida com um chute de fora da área. 

A Juventus precisa trabalhar para que os apagões não aconteçam com tanta frequência - afinal, foram quase 25 minutos de domínio da Udinese, dentro de casa. O técnico Andrea Stramaccioni, por sua vez, necessita repensar a titularidade de Guilherme. O volante contribuiu pouquíssimo a Udinese e foi substituído apenas no segundo tempo. Allan, com isso, foi reposicionado como primeiro volante e caiu imensamente de produção - o ex-vascaíno foi o melhor jogador do time. Na próxima rodada, a Udinese recebe o Napoli no Friuli; a Juve enfrenta o Milan em San Siro. (Murillo Moret)

Inter 7-0 Sassuolo
Mais uma vez a Inter enfrentou o Sassuolo no início do campeonato. E, mais uma vez, aplicou 7 a 0 no pequeno time emiliano, que sofreu quatro gols na primeira etapa e três na segunda. Após a partida, Mazzarri elogiou o Sassuolo e também declarou que a sua equipe teve muitos méritos, porque praticou o que ele considera o futebol ideal. Mesmo atuando um um 3-5-2 criticável, a equipe cresceu muito graças ao talento de Kovacic, que parece se sentir cada vez mais à vontade no time. A parceria com Icardi promete ser letal.

O massacre nerazzurro teve várias nuances e ótimas atuações de quase todo o time – o único que não trabalhou foi Handanovic. Na defesa, Ranocchia e Juan fizeram ótimas apresentações – o brasileiro anulou Berardi, que acabou expulso por cotovelada e deve desfalcar os neroverdi em outras rodadas. Na volância, Medel já começa a virar ídolo em San Siro, e ganha espaço, assim como Dodô, uma flecha pela ala esquerda azul e preta. No setor de criação e definição, tudo correu de vento em popa: Kovacic participou de metade dos gols (jogada do primeiro, autor do segundo e assistência para o quinto); Icardi marcou uma tripleta, misturando oportunismo, poder de definição e categoria; e Osvaldo fez dois e deu dois passes para gol. A se destacar ainda a utilização de Guarín, que entrou no segundo tempo com vontade e além de ceder uma assistência, marcou belo gol – pode ser uma arma a mais da equipe. A curiosidade da partida ficou por conta do meia Taïder, que provocou um gol contra no embate anterior entre as equipes, e desta vez estava do lado goleado. (Nelson Oliveira)

Empoli 0-1 Roma 
Uma vitória simples, mas que diz muito sobre a Roma de Rudi Garcia. Um time consistente e competitivo, que não tem nada espetacular. Porém, tem um elenco completo e de qualidade, capaz de conquistar pontos importantes sem muito esforço. Fora de casa, foi até a Toscana bater o Empoli com quatro ou cinco jogadores considerados reservas. Dois deles tiveram destaque especial: Florenzi e Nainggolan. 

O primeiro é como um 12º jogador para Garcia, um coringa; o segundo é o substituto de Strootman, mas que tem mostrado mais do que isso, e rendido comparações com Vidal. Foi dele o chute que originou no único gol da partida, validado para Sepe como gol contra – a bola explodiu na trave e rebateu nas costas do goleiro antes de entrar. O belga foi o destaque de uma Roma que não precisou criar muitas chances e contou com seu bom sistema defensivo e bom momento do veterano De Sanctis para garantir mais três pontos. Para o time da casa, duas derrotas em dois jogos, mas algo já esperado. A chance do modesto Empoli em evitar o rebaixamento é mesmo contra times menores. (Arthur Barcelos)

Napoli 0-1 Chievo
A temporada 2014-15 definitivamente não começou bem para o Napoli. Eliminado ainda na fase preliminar da Liga dos Campeões, o time napolitano viu seu primeiro grande tropeço na Serie A ainda na segunda rodada do torneio. O Chievo esteve longe de ser o melhor em campo, foi pressionado durante toda a partida, mas viu (mais uma) belíssima atuação do goleiro Francesco Bardi - que defendeu até pênalti de Higuaín - e contou com a eficiência de Maxi López para marcar na única ocasião que criou no jogo. Dessa forma, o time confirma a pecha de asa negra recente para o time azzurro.

O Napoli jogou com o pé no acelerador toda a primeira etapa e criou chances com Hamsík, Insigne, Callejón e Higuaín, todas paradas por Bardi. Do outro lado, um Chievo perdido em campo assistia à pressão napolitana e torcia para o goleiro continuar salvando a meta. Maxi López, um dos poucos lúcidos do time de Corini, foi quem fez o único gol do jogo, aos quatro minutos da etapa final. Assim, a equipe marca seus primeiros pontos no campeonato e deixa a crise continuar rondando o Napoli de Benítez. (RA) 

Lazio 3-0 Cesena
Vitória segura para reagir a dura derrota na primeira rodada. A Lazio de Stefano Pioli não fez grandes coisas no Olimpico, mas o bastante para não levar sustos e conquistar três pontos ideais para mostrar sua força em casa. Entre outros destaques, o bom entendimento entre os defensores, participação dos meias e atacantes, a surpresa Braafheid e o protagonista Candreva, melhor em campo, com um gol e uma assistência. 

No primeiro gol, aos 19, jogada de Keita, cruzamento de Braafheid e conclusão precisa de Candreva. No segundo, aos 56, boa movimentação, passe de Braafheid para o cruzamento de Candreva e o gol de Parolo contra seu ex-time. O terceiro, já aos 90, jogada entre os “velhinhos” Klose e Mauri, com assistência do alemão para o italiano. Ao Cesena, que venceu na primeira rodada, um resultado que não é desastroso e nem deve abater o time de Bisoli na sua volta para a Serie A. (AB)
 

Sampdoria 2-0 Torino
Na abertura da rodada dominical, a Sampdoria conseguiu sua primeira vitória na temporada ao bater o ainda instável Torino. Controlando o jogo desde o início e mostrando grande superioridade, os blucerchiati foram dominantes, mas só conseguiram furar a boa defesa turinense na bola parada. Gabbiadini cobrou falta na entrada da área, no canto baixo de Padelli e abriu o marcador. Já sem contar mais com os pilares da última temporada, o Toro apresentou-se apático e totalmente improdutivo.

As trocas na segunda etapa não surtiram efeitos e o Torino não conseguiu sequer ameaçar a defesa genovesa, que não teve dificuldades na segunda etapa e chegou ao gol com Okaka. Em bela jogada individual, o ex-romanista brigou pela bola no meio campo e arrancou, disputando com Darmian, e concluiu com precisão para confirmar a vitória. Com quatro pontos, a Samp de Mihajlovic se mostra muito melhor e espera consegui mais do que na última temporada. O início, pelo menos, gera alguma expectativa. Por outro lado, o Toro, que divide atenções com a Liga Europa, ainda mantém a solidez defensiva, mas perdeu muito da qualidade ofensiva, o que pode ser crucial para outra boa temporada. (Caio Dellagiustina)


Verona 2-1 Palermo
No jogo que fechou a rodada, o Verona precisou virar para cima do Palermo para garantir a primeira vitória nesta temporada. Em um jogo equilibrado, os butei contaram com uma penalidade e uma falha incrível do zagueiro Pisano para sorrirem no Bentegodi.

Na primeira etapa, os palermitanos saíram na frente quando Vázquez aproveitou rebote de Rafael e empurrou para as redes. Com um meio-campo bastante vigoroso, os rosanero tentaram segurar o resultado, mas quem segurou mesmo foi o zagueiro Andjelkovic, que puxou Toni na área de forma ingênua. O atacante cobrou bem e marcou seu primeiro gol na Serie A contra o time que o projetou para o futebol. Na segunda etapa, o empate não melhorou muito a qualidade do jogo, mas foi o Verona quem deu as cartas e perdeu chances com Nico López e Juanito. Pisano, todo atrapalhado, tirou a bola de Sorrentino e ainda caiu por cima da redonda antes de marcar um bizarro gol contra, nos minutos finais, definindo a partida. No Palermo, Iachini já vê as sombras de Ferrara, Atzori e Reja. (NO)

Cagliari 1-2 Atalanta
A temporada no Sant’Elia começa difícil para os torcedores sardos. Com um empate e uma derrota nos dois primeiros jogos, a equipe de Zeman apresenta-se bastante ofensiva, criando inúmeras chances de gols, mas peca nas finalizações e sofre gols cruciais. E, frente à Atalanta, não foi diferente. Logo no princípio da partida, uma bobeira da zaga fez com que Estigarríbia abrisse o placar, aproveitando cruzamento de Dramé.

A equipe rossoblù pressionou e criou boas oportunidades. Na melhor delas, Sau tirou do goleiro Sportiello, mas Biava salvou quase em cima da linha. De tanto criar e não marcar, o Cagliari levou o castigo e minutos depois da grande chance, viu Boakye aproveitar a bola roubada na saída cagliaritana e ampliar o marcador. Ainda assim, os donos da casa diminuíram com Cossu, de pênalti, mas era tarde demais para buscar a reação. O Cagliari ao menos pode reclamar de um gol mal anulado, quando o jogo ainda estava com vantagem mínima para a Atalanta, mas precisa aproveitar as chances de gol para não ter de olhar apenas para baixo na tabela. (CD)


Fiorentina 0-0 Genoa
O Genoa conseguiu segurar a Fiorentina com um jogador a menos graças a performance do goleiro Mattia Perin. A partida foi amplamente dominada pela equipe da casa, que finalizou em 21 oportunidades - sete delas corretas. As duas primeiras intervenções de Perin aconteceram em lances com Aquilani: numa saída rápida do gol para tirar a chance de remate e numa boa defesa após assistência de Babacar. Nos acréscimos, Bernardeschi parou em uma ótima defesa do goleiro.  

Para o próximo jogo, o Genoa não terá Roncaglia, expulso após ver o segundo cartão amarelo num lance com Cuadrado – o colombiano, inclusive, foi o melhor viola em campo, e com jogadas insinuantes obrigou os adversários a pararem-no com faltas o tempo todo. No próximo domingo, o Genoa recebe a Lazio no Marassi. A Viola viaja a Bérgamo para enfrentar a Atalanta. Existe a chance de Marko Marin, recém-contratado, ser relacionado para o confronto. (MM)

Relembre a 1ª rodada aqui.

Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.


Seleção da rodada
Bardi (Chievo); Lichtsteiner (Juventus), Biava (Atalanta), Medel (Inter), Braafheid (Lazio); Candreva (Lazio), De Jong (Milan), Kovacic (Inter); Osvaldo (Inter), Icardi (Inter), Ménez (Milan). Técnico: Walter Mazzarri (Inter).

Entrevista: Jonathan

Jonathan conquistou espaço na Inter e agora busca chance na seleção: brasileira ou italiana? (AP)
O ano era 2011, o mês era junho. Naquele momento, Jonathan chegava à Inter de Milão que, dois anos antes, havia conquistado a Tríplice Coroa sob o comando de José Mourinho. Com Rafa Benítez, veio o título mundial, e com Leonardo, um vice-campeonato italiano e uma Coppa Italia. O brasileiro chegava a uma equipe que já havia chegado ao topo de todas as competições e iniciaria, a partir dali, um severo período de entressafra. 

Quando Jonathan foi contratado, a Inter tinha Gian Piero Gasperini como treinador. O curto período do agora treinador do Genoa no clube fez com que o brasileiro, pouco aproveitado por Ranieri, fosse emprestado ao Parma, onde teve bons momentos. De volta ao clube, foi mantido por Andrea Stramaccioni no elenco, mas fez jogos ruins e foi muito criticado. Virou até motivo de piada. Surpreendentemente, Walter Mazzarri pediu para que Jonathan ficasse no elenco para ser avaliado. Com WM, o lateral virou titular e uma das principais peças da equipe, além de um dos melhores em sua posição no último Campeonato Italiano. "O período por empréstimo no Parma me ajudou muito a conseguir o meu espaço aqui na Inter. Mas eu considero o Mazzarri o grande responsável pela minha evolução aqui. Quando ele acertou com o clube, os caminhos clarearam e eu passei a receber oportunidades de jogo, que era tudo que eu queria", diz Jonathan.

Hoje, Jonathan está renovado. Com boas atuações, foi cogitada até mesmo uma possível convocação sua para a seleção italiana – ele possui o passaporte europeu. A Seleção brasileira, agora com Dunga no comando, também tem vagas em aberto na lateral direita, uma vez que Daniel Alves e Maicon podem não ser mais utilizados pelo treinador. E o jogador da Inter, substituto de Maicon no clube, não esconde: quer uma oportunidade de ser também o herdeiro do romanista com a camisa verde e amarela. "Maicon é um jogador excepcional, respeitado e admirado em qualquer lugar. Seria ótimo se eu tivesse também uma chance na seleção, para completar esse ciclo. Acho que eu poderia ser lembrado, sim. No momento que isso acontecer eu vou agarrar a minha chance com unhas e dentes", afirma.

Confira abaixo a íntegra da entrevista exclusiva que o Quattro Tratti fez com Jonathan, via e-mail.

1 - Você teve um período muito complicado na Inter, entre 2011 e 2013, e voltou a ganhar espaço ainda com Stramaccioni, se firmando de vez com Mazzarri. O que mudou para você ter se firmado na equipe?
O Mazzarri joga mais no 3-5-2, que é um esquema que dá mais liberdade aos laterais. Isso facilitou com certeza. Posso citar também a adaptação ao país e ao estilo de jogo um pouco mais duro do que o futebol brasileiro. O período por empréstimo no Parma me ajudou muito a conseguir o meu espaço aqui na Inter. Mas eu considero o Mazzarri o grande responsável pela minha evolução aqui. Ele é um cara de fácil acesso e que sabe a hora de cobrar os jogadores. Ele me cobra sempre porque tem confiança em mim e eu procuro retribuir dando o meu melhor.

2 - Sua boa fase fez com que você fosse cogitado na seleção brasileira e até na italiana. Hoje, a seleção brasileira tem uma vaga em aberto na lateral direita, e o Maicon, que tinha voltado a ser chamado, não deve estar mais nos planos do Dunga. Ele ou algum integrante da comissão técnica já procurou você ou te informou que você tem sido observado?
Não, ninguém me procurou até o momento. Eu continuo fazendo meu trabalho aqui na Inter e estou focado nos campeonatos que vamos disputar agora. Tenho que continuar a fazer um bom trabalho pra ser lembrado pelo Dunga e no momento que isso acontecer eu vou agarrar a minha chance com unhas e dentes. Tenho confiança total na minha capacidade para ocupar essa camisa 2 da Seleção e mesmo respeitando muito os concorrentes, acho que mereço uma oportunidade pelo bom futebol que estou conseguindo desempenhar no meu clube.

3 - Você guarda alguma mágoa por não ter sido nem mesmo cogitado pelo Felipão?
Não, não. Respeito muito o Felipão. No período que estavam ocorrendo os “testes” das posições eu não tinha me firmado ainda na Inter. Depois, quando eu comecei a me destacar, ele já tinha escolhido os jogadores de confiança. A maioria desde a Copa das Confederações. Na minha posição, Daniel Alves e o Maicon foram os escolhidos, que são dois jogadores excepcionais. Mas, agora, eu poderia ser lembrado, sim. Até porque sempre joguei em time grande no Brasil, já ganhei títulos importantes, já fui para seleção de base e hoje estou bem aqui em um dos maiores clubes da Europa.

4- Prandelli gostava de você, mas deixou a seleção italiana. Conte utiliza o 3-5-2 e alas bastante ofensivos, assim como Mazzarri. Acha que com ele pode ter chances na Azzurra?
Como disse, o 3-5-2 facilita o trabalho de qualquer lateral, o que não é uma exclusividade minha. Pode ser que, caso eu tenha uma oportunidade na Seleção Italiana, isso facilite as coisas lá dentro, pelo meu estilo de jogo. Mas não é garantia nenhuma de que eu seja convocado. O Conte é um treinador excepcional e o trabalho dele nas últimas temporadas de Juventus não deixa dúvidas disso. Ser campeão várias temporadas consecutivas em uma liga tão competitiva é algo muito difícil. Ele provou sua capacidade e a Itália está muito bem servida no comando técnico.

5 - A Inter teve muitos grandes laterais direitos na sua história. Um deles é o Maicon, que também te antecedeu no Cruzeiro, e o outro (talvez o maior) é Zanetti, que dividiu vestiário com você e hoje é vice-presidente do clube. Como é conviver com essa pressão?
Graças a Deus eu tive o prazer de jogar em vários times grandes. Ou seja, a pressão é enorme de qualquer maneira, tendo um grande ídolo antes de mim ou não. Claro que se a gente chega depois de um cara fora de série, como é o caso do Maicon, vai haver sempre a comparação. No Cruzeiro, por exemplo, foi difícil assumir a camisa depois de Maicon e Maurinho, quer saíram como ídolos do clube. Mas eu consegui achar o meu espaço e convencer a todos da minha competência. Fico tranquilo, sem pensar demais nesse assunto e trabalhando cada vez melhor. Sempre lidei bem com a pressão e aqui na Inter não tem sido diferente.

6 - Especificamente, como é ter a pressão da sombra do Maicon, no Cruzeiro e na Inter?
Como disse, eu lido bem com a pressão e nem acho que exista tanto por causa do Maicon. Mas há sempre aquele tipo de comparação nesses casos. É inevitável. Tanto por parte da imprensa, quanto da torcida. Quando um jogador faz muito sucesso em um clube e joga por tanto tempo, como é o caso do Maicon, as pessoas se acostumam a ela. E aqui na Inter era impossível não relacionar os dois jogadores que foram revelados no Cruzeiro e vieram para a Europa. Ele passou pelo futebol francês, eu joguei e fui campeão no Santos. Maicon é um jogador excepcional, respeitado e admirado em qualquer lugar. Seria ótimo se eu tivesse também uma chance na seleção, para completar esse ciclo (risos).

7 - Zanetti, como ex-capitão do time e da sua mesma posição de origem, lhe orientou como funcionam as coisas no clube e em campo? Taticamente e fisicamente também buscou dar conselhos?
Com certeza. Zanetti é um dos maiores ídolos da história da Inter e sempre é alguém que merece ser ouvido. A idolatria que ele recebe aqui não é à toa. Eu procurava sempre ouvir o que ele tinha a dizer, porque é necessário ter a humildade de aprender com um cara tão experiente e vencedor. Na partida de despedida dele, eu tive o prazer de dar espaço para o Zanetti entrar e se despedir da torcida, o que foi um momento muito emocionante.

8 - Qual a importância de Mazzarri na sua boa fase e recuperação na carreira?
Uma importância enorme. Ele é um treinador que sabe motivar os jogadores e passa confiança para todos nós. Lembro que na última temporada dele no Napoli, houve uma especulação de que ele queria me levar pra lá, mesmo eu ainda tendo jogado muito pouco aqui na Inter. Quando ele acertou com o clube, os caminhos clarearam e eu passei a receber oportunidades de jogo, que era tudo que eu queria. Graças a Deus consegui me firmar. Tenho a sorte de ter convivido com grandes treinadores em minha carreira, tanto na base como no profissional, mas, taticamente falando, ele é o melhor com quem já trabalhei.

9 - Como tem sido trabalhar com Walter Mazzarri? É realmente muito exigente e motivador? Em termos táticos, ele e sua equipe de colaboradores trouxeram muita coisa nova para você? Como funcionam as orientações para os jogadores executarem suas funções em campo?
Trabalhar com Mazzarri é sempre muito bom, ele realmente cobra bastante dos jogadores, porque sabe que podemos render sempre mais. Ele exige porque sabe do potencial do grupo. Estamos sempre fazendo muito trabalho tático para trazer algum elemento novo na partida e com isso surpreender os adversários. Vejo o grande segredo dele no trabalho duro e diário, buscando sempre aprimorar as qualidades individuais e de grupo. Ninguém entra em campo sem saber exatamente o que ele quer e quando conseguimos executar bem as tarefas, raramente a vitória não vem. Ele conhece muito do futebol como um todo.

10 - Quando você chegou, havia sete brasileiros no elenco, contando contigo. Hoje, são apenas quatro. Isso dificulta alguma coisa pra você?
Geralmente tem brasileiro em qualquer time do mundo. E, por questões óbvias, é normal que eles se juntem e façam alguns grupos. Da época que eu cheguei, só eu sobrei de brasileiro aqui. Tive o prazer de acompanhar o Maicon, Julio Cesar, Lúcio, entre outros. Mas é normal isso, as negociações acontecem sempre no Futebol. Hoje tem uma turma boa aqui. O Hernanes, o Dodô e o Juan. Todos são muito gente boa e acho que a saída dos outros brasileiros fez parte do processo de renovação da equipe. Não me atrapalhou de forma alguma.

11 - Fala-se muito que os argentinos da Inter tinham muita influência nas decisões, sobretudo Zanetti e Cambiasso. Hoje, a Inter ainda tem argentinos, mas muito menos do que antes. Eles tinham mesmo tanta influência nos bastidores?
Isso é mito. É verdade que eles aqui tinham muita moral e estavam aqui há muito tempo. Mas todo o respeito que eles tinham foi conquistado em campo, com bom futebol e títulos. E acredito que com isso as pessoas de fora começaram a inventar essas coisas, mas eu nunca notei nada disso. Todos sempre foram muito de grupo e lutavam pelo bem da equipe.

12 - A Inter ganhou o triplete em 2010, mas a conquista não veio acompanhada de dinheiro para o clube manter o padrão. Pelo contrário, o time vendeu a maior parte dos seus craques para sanar dívidas e agora, com Thohir, busca economizar. Você acha que a maior conquista do clube, contrastada com esse período de renovação, atrapalha o desenvolvimento dos atletas?
Acho que não. Os títulos de 2010 foram importantíssimos para o clube e o ponto máximo de toda uma geração de jogadores. Aquele time da Inter que venceu era uma equipe madura e que estava no auge de sua forma. Depois que passa, é normal um período de instabilidade até que se consiga uma renovação no grupo e que os jogadores que chegam possam render o seu melhor. É quase impossível manter-se no topo por tanto tempo como foi o caso da Inter, que foi campeã italiana cinco vezes consecutivas. O elenco foi muito modificado, o que era necessário, e o time está no caminho certo. Acredito que, em breve, daremos alegrias ao torcedor novamente.

13 -  Queria que você comentasse sobre o trabalho do Donadoni, também. Ele foi muito criticado quando treinou a Itália e o Napoli, mas fez excelentes trabalhos em equipes menores, como Livorno, Cagliari e agora, no Parma. O Milan chegou a pensar nele como técnico. Me fala um pouco como foi trabalhar com ele no Parma. De que forma ele conduz o grupo?
Donadoni é um excelente treinador. Tem experiência e sabe motivar seus jogadores. Ele já conquistou muitos títulos quando era jogador, então conhece muito desse universo da bola, a cabeça dos atletas. Além disso, é uma pessoa muito boa. O Parma fez com que a minha alegria de jogar futebol voltasse naquele momento que eu cheguei lá. Foi importantíssimo a minha passagem no Parma. Sou muito grato ao clube, aos companheiros e em especial ao treinador Donadoni.

14 - Falam muito que o Cassano é desagregador, mas ele parecia ter uma relação muito boa com alguns jogadores, especialmente Zanetti. O que tem de mito e o que tem de verdade sobre o temperamento dele? Ele é um cara tranquilo ou explosivo com os colegas?
O Cassano é um jogador que tem muita qualidade técnica e que já passou por grandes clubes na carreira. Aqui na Inter ele se dava bem com quase todos os jogadores, apesar de ter temperamento difícil. Mas é um cara verdadeiro que quer sempre quer ajudar o time e não mede esforços para isso. Nunca tivemos problemas no período que atuamos juntos e acho que a maturidade fez bem a ele, que se tornou um cara mais tranquilo, apesar de seguir falando o que pensa.

15 - Para finalizar, onde essa Inter renovada pode chegar?
Vamos brigar pelos títulos em todas as competições. Queremos muito voltar a ganhar o Campeonato Italiano. Além disso, nós conseguimos a classificação para a Liga Europa. Eu gosto muito desse tipo de competição. Já fui campeão da Libertadores com o Santos e sempre fiz boas campanhas com o Cruzeiro. Vamos tentar fazer grandes jogos e conseguir emplacar uma boa sequência de vitórias, para ocupar as primeiras posições desde o início. Se conseguirmos essa regularidade, temos tudo para comemorar com o nosso torcedor ao fim da temporada.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Por favor, um adversário mais difícil

Zaza comemora o primeiro gol da Nazionale contra a Noruega (Foto: AP)
A Noruega não foi um adversário perigoso e a Itália também não precisou de muito para vencer o adversário em Oslo, no estádio Ullevaal. A Nazionale bateu o país escandinavo por 2 a 0, com gols de Zaza e Bonucci, pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2016. Desde o longínquo ano de 1937 a Squadra Azzurra não batia os nórdicos em seu país.

Na última segunda-feira, um dia antes do jogo, o técnico Antonio Conte afirmou que a Noruega era um time "esperto". Para o treinador, Hogmo tinha planejado a Noruega com uma força defensiva extrema e somente a intensa movimentação e gana pela vitória daria chances à Itália.

Papo furado. A Squadra Azzurra não teve problemas para superar o adversário. O primeiro tempo foi todo italiano. Em 15 minutos, Giaccherini e Florenzi ofereceram perigo ao gol defendido por Nyland. O ex-jogador da Juventus, aliás, participou ativamente do jogo e combinou para a boa apresentação de De Sciglio na ala esquerda - rolou até um cruzamento rasteiro para Giak, que só não foi gol devido à péssima pontaria do meia.

Durante a etapa final, a Itália cedeu a posse de bola ao rival, que conseguiu criar inúmeras zero chances de gol. Aliás, a Noruega saiu de campo com nenhuma finalização correta. Buffon mal trabalhou.

Foi possível ver a Juventus de 2011-12 na segunda apresentação da Itália de Conte. Assim como contra a Holanda, os italianos marcaram em cima. Bonucci iniciava as jogadas atrás com a ajuda de De Rossi, enquanto Florenzi e Giaccherini contribuíam para carregar a bola ao ataque juntamente com De Sciglio e Darmian. Os dois gols saíram pelo lado esquerdo: o primeiro, ainda na etapa inicial, com Zaza chutando com força, de dentro da área, e o segundo já nos momentos finais da partida, depois que Bonucci apareceu desviando o cruzamento de Pasqual.

Apesar da vitória tranquila - e assim como o que aconteceu com os bianconeri -, falta, às vezes, certa criatividade ao meio-campo. Talvez com Marchisio e Pirlo (ou Verratti) a situação mude um pouco. Talvez Giaccherini e Florenzi, este último apenas atualmente, sejam os melhores para as posições na equipe titular. 

Porém, nesta terça, as principais jogadas de ataque foram manipuladas por Zaza, que fez excelente partida. Ele teria de sair aos 20 minutos, mas deu pane na placa de substituição. O atacante voltou ao jogo e sentiu uma lesão. Foi atendido. Retornou logo na sequência, driblou Nordtveit e tocou na saída do goleiro. Forren salvou em cima da linha. Pouco antes, já tinha mandado um balaço no travessão. 

A ótima atuação do jogador do Sassuolo, que ofereceu movimentação e gols, ameaça profundamente o futuro de Balotelli na seleção, uma vez que o novo jogador do Liverpool é extremamente desligado da partida quando a bola não está nos seus pés. Conte foi bem claro em sua declaração após o jogo: "precisamos de gente que tem fome, não fama". Recado dado.

O próximo compromisso da Itália na competição é no dia 10 de outubro, contra o Azerbaijão, no Renzo Barbera, em Palermo.

NORUEGA 0-2 ITÁLIA
Gols: Zaza 16', Bonucci 62'.

Noruega: Nyland, Elabdellaoui, Nordtveit, Forren e Flo; King, Skjelbred (75' Gamst Pedersen), Johansen, Jenssen (70' Tettey) e Daehli; Nielsen (50' Elyounossi). T: Per-Mathias Hogmo

Itália: Buffon, Ranocchia, Bonucci e Astori; Darmian (61' Pasqual), Florenzi (86' Poli), De Rossi, Giaccherini e De Sciglio; Immobile e Zaza (84' Destro). T: Antonio Conte