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domingo, 18 de março de 2012

28ª rodada: Sem mudanças

Meio de campo juventino brilhou na goleada sobre a Fiorentina e não deixou nada mudar na ponta da tabela (Espn.com.br)

No sábado, os dois times que disputam o título entraram em campo. O Milan jogou primeiro e, com a vitória por 2 a 0 sobre o Parma, colocou pressão na Juventus, que enfrentaria a Fiorentina mais tarde e teria que vencer para não deixar a equipe milanesa escapar na liderança. Pois a Velha Senhora parece nem ter sentido a pressão e não teve problemas para vencer. Jogando no campo do adversário, o time de Conte aplicou sua maior goleada da temporada e manteve o Milan a uma distância palpável na luta pelo scudetto (4 pontos). Leia mais sobre os jogos:

Fiorentina 0x5 Juventus

Após quatro empates seguidos, a Juventus finalmente voltou a vencer. Mais que isso: voltou a apresentar futebol convincente e viu grandes atuações de Marchisio e Vucinic, que estavam em débito já há algum tempo. Comandado por um Pirlo também em grande noite, o time de Turim pressionou a Fiorentina no Artemio Franchi durante todo o jogo e conquistou sua maior vitória da temporada e também sua maior vitória sobre o time viola em Florença. A expulsão de Cerci, ainda aos 20 minutos do primeiro tempo, foi decisiva para que a Juve goleasse. Os cinco gols valeram três importantes pontos na luta pelo título. Enquanto isso, a Fiorentina permanece com 32 pontos e agora está apenas cinco à frente da zona de rebaixamento.

Sem Jovetic, a Fiorentina continua acumulando apresentações bem abaixo da média e raramente entra em um jogo como favorita. Contra a Juve, o time deu espaço para Vucinic (sumido na temporada até aqui) se recuperar e fazer sua melhor partida no campeonato. Deu espaço também para um de meio-campo criticado por não marcar gols balançar as redes quatro vezes, com Vidal, Marchisio, Pirlo e Padoin. Vucinic fez o outro gol. O resultado dá moral para a Juve, que tem dois jogos importantes na semana: terça-feira, enfrenta o Milan no jogo de volta da semifinal da Coppa Italia (jogo de ida foi 2 a 1 para a Juve); e domingo que vem pega a Inter pela Serie A.

Clique aqui para ver os gols do jogo.

Parma 0x2 Milan

No jogo que abriu a rodada, o Milan chegou a sua décima vitória fora de casa no campeonato e sétima partida seguida sem perder. Muito preso no meio de campo, o jogo não fluiu com velocidade e deve ter entediado boa parte do público na primeira etapa. O primeiro gol, de Ibrahimovic, saiu aos 17 minutos de jogo, em cobrança de pênalti. Apesar disso, a postura do Parma só mudou no segundo tempo, quando Giovinco e Biabiany abusaram da velocidade para tentar incomodar a zaga milanista.

Quem fez o gol, porém, foi o Milan: Emanuelson partiu com a bola ainda em seu campo e driblou dois marcadores e o goleiro Mirante para fazer um golaço e definir o placar. A partir daí, o Parma se abriu e deu chances até para o Milan ampliar. Mas os rossoneri estavam preocupados apenas em controlar o jogo. Destaque também para a presença de Berlusconi nas tribunas, após 18 anos sem ver o time jogar fora de Milão, e para o retorno de Gattuso aos campos, que substituiu Muntari já nos acréscimos. O resultado mantém o Milan quatro pontos distante da Juve e deixa o Parma com 31 pontos, na perigosa 17ª colocação.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Friuli assombrado

Nem mesmo a doppietta de Di Natale pôs a Udinese nas quartas da Liga Europa (La Presse)

16 de abril de 2009: Udinese e Werder Bremen entram em campo para definir um dos semifinalistas da então Copa da Uefa (atual Liga Europa). Naquela oportunidade, após derrota na Alemanha por 3 a 1, Inler e Quagliarella (duas vezes) enlouqueceram os torcedores no Friuli fazendo os mesmos 3 a 1 apenas no primeiro tempo. O fim da história, porém, foi triste para o clube italiano: Diego e Pizzarro fizeram mais dois e garantiram a classificação germânica. 


24 de agosto de 2011: em um Friuli lotado, a Udinese entra em campo para enfrentar o todo poderoso Arsenal. Após derrota por apenas 1 a 0 na Inglaterra, o time chegava com certo favoritismo para o duelo que definiria o classificado para a fase de grupos da maior competição europeia. Apesar da pressão durante todo o jogo, porém, os italianos perderam por 2 a 1 e, mais uma vez, foram eliminados de uma competição europeia dentro de casa.

Poucos meses depois, a história se repete. Jogando contra o AZ, da Holanda, a equipe não conseguiu a classificação dentro do Friuli. Dessa vez, o jogo valia vaga nas quartas-de-final da Liga Europa. "É a segunda vez que somos eliminados no Friuli. É embaraçoso. Nos entregamos de alma e coração, mas pagamos caro por apenas um erro", disse Antonio Di Natale, maior bandeira do time. O atacante foi à rede em duas oportunidades ainda antes dos 14 minutos da etapa inicial e os bianconeri estavam em vantagem numérica, pois o zagueiro Viergever foi expulso com apenas dois minutos de jogo, após fazer pênalti em Floro Flores.

No entanto, a equipe treinada por Guidolin não conseguiu se manter ativa no campo ofensivo e, em uma boa jogada tramada pelo AZ, sofreu o gol de Falkenburg, que drblou Pasquale (substituto de Benatia, lesionado) antes de marcar. Armero, Floro Flores e Di Natale bem que tentaram ajudar na reação da Udinese, mas não conseguiram. O time errava muitos passes e não conseguia furar o bloqueio holandês. A baixa de Isla, machucado, foi determinante para a falta de sucesso no Friuli. Ferronetti, seu substituto, fez outra péssima partida.

Após o resultado agregado em 3 a 2 para o AZ, Guidolin culpou a distração pela eliminação. Disse, entre outras coisas, que o erro defensivo foi determinante para que o time holandês fizesse um gol. Ironicamente, a zaga da Udinese, que outrora foi essencial para levar o clube às oitavas, acabou com as chances do título europeu e levou o time à segunda eliminação em competição europeia nesta mesma temporada.


A chance de voltar a disputar uma competição continental, portanto, depende do desempenho na Serie A. O desgaste físico neste fim de temporada é notável no Friuli e as peças de reposição não seguram a bronca. Neuton, Battochio, Fabbrini, Marsura. Todos são boas promessas, mas não têm a experiência necessária para uma reta final de campeonato tão disputada. A derrota para o Novara por 1 a 0 na última rodada afastou a Udinese do terceiro posto - por ora ocupado pela Lazio.

Mas apenas dois pontos separam a equipe de Di Natale da vaga no play-off da Liga dos Campeões e sonho ainda está vivo. Para isso, Guidolin deve fazer com que seus comandados superem os tropeços recentes (empates contra Atalanta e Cagliari, em casa, e derrota para uma instável Fiorentina, fora) e voltem a jogar em bom nível, para fazer frente aos rivais diretos pela vaga: Lazio e Napoli, principalmente, e Roma e Inter, que correm por fora. O Napoli não perde há sete jogos, vem em curva ascedente e talvez seja o melhor candidato à vaga; mais atrás, Roma e Inter oscilam, mas ainda têm tempo de chegar. 


A próxima rodada já terá um duelo direto: Udinese-Napoli. Os dois times acabam de ser eliminados de suas competições europeias e vão colocar todas as forças na Serie A, criando grande expectativa em torno do jogo. E uma coisa está clara: a classificação da Udinese para a Liga dos Campeões passa muito pelos pés do capitão Totò Di Natale. Aos 34 anos, ele ainda é "o cara" deste time.

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Jogadores: Roberto Di Matteo

Di Matteo (direita) ficou pouco tempo na Serie A e teve seu auge pelo Chelsea,
 juntamente a outros italianos, como Zola (Chelsea Brasil)
Antes de estar no comando do Chelsea que protagonizou uma grande virada sobre o Napoli, nesta edição da Liga dos Campeões, Roberto Di Matteo já havia tido glórias no clube londrino. Foi pelos Blues que o jogador de carreira curta e passagem rápida em território italiano teve reconhecimento internacional, se firmando na Squadra Azzurra. Filho de italianos e nascido na Suíça, Di Matteo iniciou sua caminhada dentro do futebol, aos 18 anos no Schaffhausen, de sua cidade natal.

Neste início no pequeno clube, foi companheiro de um já veterano Joachim Löw, que estava prestes a pendurar suas chuteiras. Jovem meio-campista de futuro promissor, passou três anos no Schaffhausen antes de ter seu debute na divisão principal pelo Zürich. Uma simples temporada com 33 aparições e seis gols serviram para que o Aarau quisesse contar com os serviços do jovem para 1992-93. 

Planos ambiciosos da diretoria culminaram no título nacional daquela época, o último conseguido pela agremiação alvinegra que hoje se encontra na segunda divisão. Grande nome daquele elenco vitorioso, Di Matteo agora ganhava prestígio em países vizinhos, como a Itália. Chegava a hora de dar um passo maior, assinando com a Lazio, numa época em que os aquilotti fizeram campanhas notáveis, treinados primeiro por Dino Zoff e depois por Zdenek Zeman. Durante os três anos em que o meia jogou pelos biancocelesti, foi o pilar central de um meio-campo que auxiliava muito o ataque, ditando o ritmo de jogo, e ajudou o time a chegar a colocações sempre acima do quarto lugar - com destaque para 1994-95, quando a Lazio surpreendeu e foi vice-campeã, com 10 pontos a menos que a campeã Juventus.

Di Matteo chegou a ser pré-convocado para a Copa de 1994, mas fraturou o cotovelo e acabou não indo para os Estados Unidos. Ainda com Arrigo Sacchi, foi presença constante nas convocações seguintes e integrou o grupo que disputou a Eurocopa de 1996, na Inglaterra. A Squadra Azzurra acabou não desempenhando um papel tão digno e caiu ainda na primeira fase. Entretanto, isso não minou as esperanças de Di Matteo de permanecer no quadro principal de atletas para os anos que viriam. De saída da Lazio (após desentendimento com Zeman, que o deixou de fora de algumas partidas) logo após a competição continental, permaneceu na terra da rainha para jogar no Chelsea, que voltava gradualmente a figurar entre os grandes do país, com uma pequena colônia italiana - Gianfranco Zola e Gianluca Vialli também atuavam pelo clube.

Logo em sua estreia pelos Blues, marcou um gol contra o Middlesbrough, adversário que ainda seria torturado uma vez mais pela potente perna direita. Conseguiu cativar a torcida de forma quase que instantânea, e o mais importante, a confiança de Ruud Gullit, técnico do Chelsea na ocasião. Em 1997, na final da FA Cup contra o mesmo Boro citado ao início deste parágrafo, foi decisivo para castigar o pobre arqueiro Ben Roberts. Aos trinta segundos de jogo, uma arrancada e a conclusão fatal que explodiu no travessão e foi para o gol de forma indefensável. O gol madrugador foi o primeiro lampejo do 2-0 que deu a taça aos londrinos.

Convocado por Cesare Maldini para o Mundial de 1998, na França, Di Matteo já desfrutava do reconhecimento, apesar da pouca participação (dois jogos somando 87 minutos). Pelo Chelsea, ainda venceria uma League Cup antes naquele ano, além de uma Recopa Europeias e a Supercopa da Uefa. A fase vitoriosa só foi se encerrar em 2000, com mais uma FA Cup, em cima do Aston Villa. Como por obra do destino, mais uma vez seria Di Matteo a marcar o gol decisivo (e único) daquela final. 

A temporada de 2000-01 estava apenas começando, quando numa partida da Copa UEFA frente o St. Gallen, o meia italiano sofreu uma grave lesão, em choque com Daniel Imhof, fraturando sua perna em três lugares e perdendo mais de um ano em recuperação. Imprescindível dizer que isso alterou o curso da sua vida como jogador, o impedindo de retomar o alto nível nos anos seguintes. 

Decidindo se aposentar em fevereiro de 2002, teve a última oportunidade de entrar em campo com os seus companheiros na final da FA Cup frente o Arsenal, em maio daquele ano. Sem poder contar com a mística de Di Matteo naquele certame como em outras oportunidades, o Chelsea foi derrotado por 2-0 e o meia ficou com a amarga sensação de não ter dado o adeus merecido ao clube onde se consagrou.

Di Matteo voltou ao Chelsea em 2011, para ser auxiliar do português André Villas-Boas, com o crédito de ter feito um ótimo trabalho no pequeno Milton Keynes Dons na terceira divisão inglesa e de uma promoção com o West Bromwich Albion para a primeira divisão. Substituindo o pupilo de José Mourinho, o ex-jogador tem agora a chance de fazer sucesso em Londres também como técnico. Eliminar o Napoli e colocar os Blues nas quartas de final de maneira improvável e mantendo sua invencibilidade no comando do time foi o primeiro passo.

Roberto Di Matteo
Nascimento: 29 de maio de 1970, Schaffhausen
Posição: meio-campista
Clubes: Schaffhausen (1988-91), Zürich (1991-92), Aarau (1992-93), Lazio (1993-96), Chelsea (1996-2002)
Títulos: Campeonato suíço (1992-93), 2 FA Cup (1997 e 2000), League Cup (1998), Recopa europeia (1998), Supercopa da Uefa (1998) e Charity Shield (2000)
Seleção italiana: 34 jogos, dois gols

quarta-feira, 14 de março de 2012

Revolução, ainda que tardia

Stankovic e Samuel se lamentam: fim da linha da Inter na Liga dos Campeões e talvez fim da linha deles no clube (Reuters)
Com a eliminação na Liga dos Campeões frente ao Marseille está, definitivamente, acabado um dos ciclos mais vitoriosos da Inter. A queda na competição veio de forma traumática, com dois gols nos acréscimos nas duas partidas contra o Olympique de Marseille, mas não foi a grande responsável pelo encerramento do ciclo. Foi, no entanto, seu marco. A Inter vive momento muito parecido com o intervalo entre as temporadas 1967-68 e 1968-69, quando o presidente Angelo Moratti e o técnico Helenio Herrera deixaram o clube juntamente a vários jogadores-chave, após um período de vitórias e o time estagnou por duas temporadas.

Desta vez, a Inter atravessa este momento com o filho de Angelo Moratti, Massimo. Pela primeira vez na temporada, o atual presidente falou abertamente em renovação do elenco. "Seria sábio reconstruir o elenco pensando em não conseguir resultados imediatos. Alguns [dos mais velhos] irão permanecer, alguns jogadores novos serão contratados", disse o mandatário nerazzurro. Moratti acredita que ficar fora da próxima Liga dos Campeões pode acabar acelerando o processo. Atualmente, a Inter está oito pontos atrás da zona de classificação para a LC e seis atrás da zona de Liga Europa. 

Claudio Ranieri, mantido no cargo, terá agora o difícil objetivo de levar a Inter novamente à Europa, sem a garantia de que será o treinador na próxima temporada. O romano não tem preservado a titularidade de alguns dos senadores do elenco (Cambiasso, Sneijder e Forlán não são inquestionáveis em sua opinião), tem agora a chance de dar mais espaço aos novos jogadores do elenco, sem tanta responsabilidade, já que a diretoria já está ciente do redimensionamento de objetivos. Poli ganhou a vaga de Cambiasso nos últimos jogos e Obi tem sido o décimo-segundo jogador do elenco. Guarín deve retornar de lesão nos próximos jogos e estrear pela Inter. Castaignos, que esteve suspenso, já está disponível. 

No entanto, Ranieri ainda parece meio perdido com o elenco que tem em mãos: se, em um jogo, Faraoni é titular e joga bem, não é nem relacionado para três jogos restantes. Palombo, contratado em janeiro, fez apenas três partidas com a camisa nerazzurra. Talvez seja a hora de reduzir, de vez, o espaço de alguns jogadores mais experientes do elenco e trabalhar com os mais novos, preparando-os para o futuro em Appiano Gentile. Quando trabalhou com menos pressão de resultados, como no Parma em 2006-07, Ranieri fez um dos melhores trabalhos de sua carreira - deu espaço, por exemplo, a Giuseppe Rossi. Falta, agora, ter peito de fazer o mesmo na Inter e, pelo menos, salvar parte do seu trabalho ajudando a Inter a ter um futuro mais sólido. Com ou sem ele.

O jogo
Na partida realizada no estádio Giuseppe Meazza, a Inter foi melhor do que o Marseille. Precisava ir para cima e, desde o início, buscou o gol. No primeiro tempo, após duas jogadas pelo lado direito, teve chances com Sneijder e Milito, mas Mandanda fez duas grandes defesas. Se a Inter tivesse marcado no primeiro tempo, a história poderia ter sido outra, já que o gol forçaria o Marseille a se defender menos e a retardar menos o jogo, já que um eventual 1 a 0 levaria o jogo para a prorrogação.

No segundo tempo, Ranieri optou por tirar Sneijder e Forlán e colocar Obi e Pazzini. O time melhorou, muito porque Obi conseguiu dar mais força física ao meio-campo,que vinha perdendo em combatividade para os franceses, que tinham os fortes Mbia e Diarra na volância, auxiliados por Amalfitano. Sneijder não vinha bem, mas poderia ter sido importante em dois momentos decisivos, quando a Inter já vencia por 1 a 0 e teve duas faltas perigosas na entrada da área.

A entrada fundamental, mesmo, foi a de Cambiasso. O argentino substituiu Poli e deu experiência de Champions a um meio-campo que apesar de combater, parecia perdido na criação de jogadas. Foi em uma jogada do Cuchu que surgiu o escanteio que originou o gol de Milito, aos 30 minutos. Cambiasso ainda teve uma chance de cabeça, mas não deu sorte. 

Não dá sorte também a Inter de ter Ranocchia lesionado em um momento em que Lucio parece estar entrando de vez na fase descendente da carreira. No gol de empate de Brandão, o zagueiro brasileiro errou o tempo de bola no chutão que veio de Mandanda - ele cometeu erro semelhante no empate por 4 a 4 contra o Palermo - e permitiu que o atacante saísse na cara de Júlio César para eliminar a Inter. Pazzini sofreu e converteu pênalti no último lance do jogo, apenas ampliando a melancolia que tomou conta do Meazza na noite desta terça.

terça-feira, 13 de março de 2012

27ª rodada: Que venha a Champions!

Lavezzi aponta o caminho do Napoli. Com goleada sobre o Cagliari, time se aproxima das primeiras colocações e chega com moral para o jogo decisivo contra o Chelsea (AP)

Por conta dos jogos de Inter e Napoli pela Liga dos Campeões, a 27ª rodada da Serie A começou ainda na sexta-feira. O Napoli fez bonito em casa, venceu o Cagliari por 6 a 3 e deixou sua torcida confiante de que a classificação para as quartas da competição europeia, ante o Chelsea, pode se tornar real. Contra o Chievo, a Inter voltou a vencer depois de sete jogos de jejum, mas nem esse ganho de moral momentâneo foi suficiente para ajudar o time a superar o Olympique de Marselha, nesta terça. Enquanto isso, o Milan abriu mais pontos de vantagem sobre a Juventus, uma vez que a Velha Senhora apenas empatou com o Genoa. Destaque também a vitória do Bologna sobre a Lazio, em Roma. Os resumos dos jogos:

Napoli 6x3 Cagliari
Às vésperas do jogo mais importante para a equipe nos últimos 20 anos, o Napoli fez uma bela apresentação contra o Cagliari e presenteou sua torcida com a partida que teve o maior número de gols da Serie 2011-12 até o momento. Sem dar espaço para os visitantes, os comandados de Mazzari chegaram à quinta vitória consecutiva no campeonato, sequência que já coloca o time na quarta colocação, acima de Udinese, Roma e Inter e apenas dois pontos atrás da Lazio, que ocupa a última vaga que dá classificação para a Liga dos Campeões. Mesmo poupando o artilheiro Cavani, o time não teve problemas para atacar e antes dos 30 minutos do primeiro tempo já ilustrava o placar com um ótimo 3x0. Nem os três gols de Larrivey (um no final do primeiro tempo e outros dois na segunda etapa) foram capazes de deter o time da casa, que sempre teve o jogo em suas mãos e ainda fez mais três gols antes da etapa final. Para o jogo contra o Chelsea, a preocupação de Mazzari deve ser com a defesa, que tomou três gols por falta de atanção. Do lado cagliaritano, a derrota culminou na demissão do fraco Davide Ballardini em sua terceira passagem pelo clube. Esta foi a terceira derrota consecutiva da equipe, que agora ocupa a 17ª posição, apenas uma acima da zona de rebaixamento.

Milan 2x0 Lecce
Outro que terminou a rodada sorrindo foi o Milan. Depois do susto contra o Arsenal no meio da semana, nada melhor do que enfrentar um frágil Lecce e ver sua rival pelo título tropeçar. Enquanto a Juve tinha dificuldades no jogo contra o Genoa, o Milan conseguiu controlar a partida contra o Lecce e abriu o placar logo aos sete minutos de jogo, com Nocerino, que marcou seu nono gol na competição. Ibrahimovic, para não variar, foi o grande destaque do jogo, com uma assistência e um golaço, de voleio. O sueco é artilheiro isolado do campeonato, com 19 gols. Quem também fez boa partida foi Van Bommel, importante na função de contenção, no meio de campo. Para o Lecce, o resultado só não foi pior porque Cagliari, Parma e Fiorentina, adversários diretos na luta contra o rebaixamento, também não conseguiram vencer.

Genoa 0x0 Juventus
No fim do campeonato, este jogo contra o Genoa poderá ser considerado um marco para a Juventus. Foi nesta partida que o time de Turim deixou o Milan escapar na liderança, abrindo quatro pontos de vantagem, e viu os onho do tútulo ficar mais distante. Ironicamente, esse jogo também foi um dos únicos da temporada no qual a equipe não se mostrou satisfeita com um empate e correu atrás da vitória do início ao fim. No 400o jogo de Pirlo pela Serie A, o time de Conte pressionou a partida inteira, mas não conseguiu o gol. Vucinic, Matri e Pepe tentaram diversas vezes, mas não conseguiram superar Frey, em tarde inspiradíssima. Quando Pepe conseguiu balançar as redes, o juiz anulou (erroneamente) o gol, assinalando impedimento. Assim, a Juve chegou a 14 empates no campeonato e evidenciou mais uma vez o principal problema do time: falta um artilheiro em boa forma. Defensivamente, Cáceres e Vidal se viraram bem no miolo e contaram com um Buffon atento para evitar as chances de Palacio e Gilardino.

Chievo 0x2 Inter
A vitória sofrida da Inter, apenas nos últimos minutos do jogo, fez Ranieri chorar à beira do campo. Após dez jogos sem vitória, o técnico comemorou muito a pressão que saía de suas costas e um pouco mais de tranquilidade para trabalhar nos próximos dias, que antecediam o jogo decisivo das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Em momento algum o time exibiu jogo bonito, mas na primeira etapa, pelo menos, conseguiu criar algumas chances de gol. Milito, inclusive, teve chance de abrir o placar, mas errou um pênalti. Na segunda etapa, a produção nerazzurra caiu e parecia impossível furar o bloqueio do Lecce, muito bem postado durante todo o jogo e apostando nos contra-ataques. Os gols só saíram quando parecia que não tinha mais tempo. Em cobrança de escanteio de Sneijder, Samuel, que fez ótima partida defensivamente, parando Pellissier quando necessário, marcou o gol do alívio interista. Minutos mais tarde, Milito faria mais um para garantir os três pontos. Assim, a equipe chega a 40 pontos, seis atrás da Udinese, última classificada para a Liga Europa.

Palermo 0x1 Roma
Depois da goleada sofrida contra o Milan, na rodada passada, Mutti recompôs sua zaga, com os retornos de Balzaretti e Pisano, e viu um Palermo bem menos vulnerável em campo. Mas não foi suficiente: logo aos três minutos de jogo Munoz errou na saída de jogo e deixou a bola nos pés de Lamela, que deu bom passe para Borini (sempre ele) marcar seu nono gol no campeonato. Sete deles foram nos últimos oito jogos, confirmando a boa fase vivida pelo jovem. No resto da partida, a Roma mostrou aquele futebol que todos querem ver de um time de Luis Enrique, com muito domínio, velocidade e que cede poucos espaços ao adversário. No meio de campo, Heinze fez uma de suas melhores partidas com a camisa gialorossa, ajudando o time defensivamente. Com o resultado, a Roma chega aos 41 pontos e fica cinco atrás da última vaga para a Liga Europa. Já o Palermo, continua estagnado com 34 pontos, no meio da tabela.

Lazio 1x3 Bologna
Este talvez tenha sido o resultado mais surpreendente da rodada. A Lazio vinha de uma vitória contra a Roma, no dérbi, e jogava em casa, mas não conseguiu bater um Bologna eficientíssimo. E olha que o time de Reja não fez uma partida ruim. Os méritos são todos dos rossoblù, comandados por um Diamanti muito participativo. O time de Pioli foi impecável taticamente na primeira etapa e foi para o intervalo com 2 a 0 no placar, com gols de Portanova e Diamanti. A Lazio até que tentava, mas, quando superava a proteção de Garics e Rubin, no meio de campo, não conseguia bater o goleiro Gillet. Para piorar, Matuzalém foi expulso no final da primeira etapa. No segundo tempo, Rubin fez contra e deu esperanças à Lazio, aos 10 minutos. Dois minutos depois, porém, o time visitante encaixou ótimo contra-ataque que resultou na expulsão de González. Na conbrança da falta, Khrin deu números finais ao jogo. Com dois a mais e um placar confortável, só restou esperar o tempo passar. Menos mal para a Lazio que a Udinese também não venceu.

Novara 1x0 Udinese
Contra o fraco Novara, a Udinese tinha a chance de se recuperar na competição e voltar a ocupar a terceira colocação, que dá vaga à Liga dos Campeões. Mas não foi o que aconteceu. Penúltimo colocado e virtualmente rebaixado, o Novara contou com um reforço importante no banco: a volta do técnico Attilio Tesser, que comandou a equipe na campanha de acesso à Serie A e tinha sido demitido no último mês de janeiro. O esquema era o mesmo (5-3-2), mas a disposição era outra. Com muito mais concentração e vontade, o time deu trabalho à Udinese. Destaque para Rigoni, muito eficiente no meio de campo, tanto defensiva quanto ofensivamente. O gol saiu ainda na primeira etapa, com Jeda. A Udinese reclama de um gol mal anulado de Danilo. A salvezza ainda é quase impossível, mas jogando dessa maneira o time vai conseguir, ao menos, fazer sua torcida voltar a sorrir. Para a Udinese, o resultado foi muito ruim, uma vez que permitiu a aproximação do perigoso Napoli. Neste momento, a luta pela vaga na Liga dos Campeões está muito mais entre Lazio e Napoli.

Cesena 0x2 Siena
Ainda na parte de baixo da tabela, Cesena e Siena fizeram importante jogo pela salvezza. Apesar de ter jogado melhor durante a maior parte do jogo, o time da casa não conseguiu vencer e já pode dar como certa sua participação na Serie B da temporada que vem. O Siena soube aproveitar as chances que teve e marcou com Brienza e Bogdani, no segundo tempo. A vitória coloca o Siena com 32 pontos, seis atrás da zona da degola, e dá certa tranquilidade ao time de Sannino. O Cesena permanece com 17 pontos, na última colocação, e 14 atrás do Cagliari, primeiro fora da zona de rebaixamento.

Atalanta 1x1 Parma
Em partida muito intensa, o empate foi útil para os dois times. A Atalanta marcou primeiro, com Manfredini, mas não soube controlar o resultado, dando espaços demais ao Parma. Os visitantes aproveitaram na segunda etapa, com Paletta. Dessa forma, o time de Donadoni pôde comemorar o ponto conquistado e o ligeiro afastamento da zona de rebaixamento, e o de Colantuono, mesmo jogando abaixo do que pode, comemorou o empate em casa, uma vez que continua invicto desde o início de fevereiro. Manfredini foi o destaque do jogo, mostrando bom posicionamento defensivo e chegando ao ataque com perigo. A Atalanta tem 33 pontos (dois a mais que o Parma) e ocupa uma confortável 12a colocação.

Catania 1x0 Fiorentina
Quem tem que abrir o olho o mais rápido possível é a Fiorentina. Com a derrota para o bom Catania, mesmo jogando melhor, o time viola permanece com 32 pontos e vê a zona da degola cada vez mais perto. Agora, apenas seis pontos separam a equipe dos três últimos lugares. O Catania, por sua vez, continua em fase ascendente e já chega aos 36 pontos, na oitava posição da tabela. O gol saiu dos pés do melhor homem em campo, Lodi, que marcou seu oitavo gol na competição, convertendo pênalti cometido por Gamberini em Bergessio.

Clique para ver todos os gols da rodada.
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Seleção da 27ª rodada
Frey (Genoa); Manfredini (Atalanta), Portanova (Bologna), Samuel (Inter), Heinze (Roma); Zanetti (Inter), Lodi (Catania), Rigoni (Novara); Diamanti (Bologna), Lavezzi (Napoli); Ibrahimovic (Milan). Técnico: Stefano Pioli (Bologna)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Liga Europa: Complicou

Udinese perdeu por 2 a 0 na Holanda e classificação para as quartas da competição ficou mais difícil (Proshots)

O forte jogo em grupo do AZ Alkmaar foi suficiente para superar uma Udinese teoricamente mais preparada, mas muito confusa, na partida de ida das oitavas-de-final da Liga Europa. Jogando em casa, os holandeses controlaram o jogo e mostraram um meio de campo muito entrosado para levar perigo ao gol de Handanovic. Destaques para o sueco Rasmus Elm, que já mostra ótima visão de jogo com apenas 23 anos de idade, e para o americano Jozy Altidore, que fez grande partida, usando sua velocidade e força física para abrir espaço na defesa friulana.

A ideia de Guidolin era dar campo aos holandeses e partir no contra-ataque, como de costume. Porém, com Armero jogando em outra posição e Basta fora, por lesão, o plano do técnico bianconero foi por água abaixo. Ferronetti e Pasquale não conseguiam sair jogando com velocidade pelas alas do 3-5-1-1 e comprometeram todo o jogo do time, que sofreu muito durante todo o primeiro tempo. A equipe só não foi para o intervalo atrás no placar porque Handanovic esteve sempre muito atento e contou com uma zaga difícil de penetrar, permitindo apenas chutes de longa distância.

Na segunda etapa, a Udinese conseguiu se abrir um pouco mais e parou de ser pressionada. Quando o time italiano era melhor em campo, contudo, o AZ fez a equipe bianconera provar do próprio veneno: no contra-ataque, Maertens tabelou bonito com Altidore para abrir o placar, aos 17 minutos. Depois do gol, os comandados de Guidolin não voltaram a jogar bem e o técnico demorou para perceber que tinha que mudar o time. Apenas a dez minutos do fim ele tirou Pasquale e colocou Di Natale, devolvendo Armero à sua posição de origem e dando mais opções para o time.

Antes de terminar, ainda deu tempo para Altidore fazer mais uma boa jogada e tocar para Falnkenburg fazer 2 a 0 para os holandeses. Com a desvantagem no placar, a classificação para as quartas-de-final fica complicada para a Udinese, que ainda luta na Serie A para conseguir vaga na Liga dos Campeões e está em momento que o desgaste físico castiga o time. O jogo de volta é na sexta-feira que vem e a equipe precisará jogar bem melhor do que ontem, se quiser se manter viva na competição.

Veja os gols do jogo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Jogos adiados: Empates inúteis

Como usual, Di Vaio foi carrasco da Juve e impediu vitória do time, que agora soma 13 empates na Serie A e vê Milan ficar mais próximo do título (Getty Images)

Nesta quarta-feira, os três jogos que tinham sido adiados por conta da neve, no início de fevereiro, foram recuperados e agora todos os times têm o mesmo número de partidas jogadas. A Juventus, que tinha a chance de alcançar o Milan na liderança da Serie A, não conseguiu superer o Bologna, fora de casa, e não depende mais apenas de suas forças para ser campeã. Com dois pontos na frente, o Milan vive fase melhor e parece bem mais próximo do título do que a vantagem indica. Os outros dois jogos também terminaram com igualdade no placar. Em jogo movimentado, o Parma empatou com a Fiorentina e não alterou muito a classificação. Já o Cesena, que jogava em casa e precisava vencer para tentar voltar à luta contra o rebaixamento, não saiu do zero contra o Catania e continua em situação muito difícil: ocupa a penúltima colocação, com apenas 17 pontos marcados, 12 atrás do primeiro time fora da zona da degola. Vamos aos resumos:

Bologna 1x1 Juventus (23ª rodada)
A Juve precisava da vitória para se igualar ao Milan no número de pontos e assumir a liderança pelos critérios de desempate. Mas, para variar, empatou. Em 26 jogos, o time de Conte alcançou 13 vitórias (três a menos que o Milan) e 13 empates (mais do que qualquer outro time da Serie A). A invencibilidade já não significa muito e o time pode ser vice-campeão invicto do campeonato. No jogo de ontem, Conte mais uma vez entrou com Borriello no ataque, ao lado de Pepe e Vucinic, deixando Matri na reserva. Como bem pontuou Riccardo Pratesi, jornalista da Gazzetta dello Sport, "dói ver Matri, artilheiro do time na temporada, e Del Piero, maior artilheiro da história do clube, no banco, enquanto Borriello joga." Assim como contra o Milan, a aposta no ex-romanista não deu certo e Borriello pouco ajudou o time. Para piorar, a zaga teve que ser formada por Cáceres e Bonucci, uma vez que Chiellini e Barzagli estão lesionados.

E, como não podia deixar de ser, isso foi decisivo para o resultado do jogo. No lance do gol do Bologna, a zaga, nada entrosada, tentou fazer uma linha de impedimento e deixou Marco Di Vaio sozinho para marcar. Mais tarde, Bonucci ainda seria expulso por falta dura em Ramírez, para coroar a pior sequência de atuações de sua carreira. Lá na frente, o gol de Vucinic não esconde o fato de o jogador ser uma das decepções juventinas na temporada. Muito abaixo da média até aqui, o montenegrino não consegue emplacar sequência de boas partidas e marcou apenas quatro gols no campeonato. Bem organizado, o Bologna não teve problemas para segurar a Juve na primeira etapa, principalmente por causa da boa movimentação de Ramírez. No segundo tempo, a Velha Senhora voltou melhor e incomodou, mas não o suficiente. Conte foi expulso e não poderá comandar o time no fim de semana, contra o Genoa. Até lá, tem que pensar em uma maneira de ajeitar a defesa juventina, que não poderá contar com Chiellini, Barzagli e Bonucci. Vidal deve jogar improvisado ao lado de Cáceres no miolo da zaga, deixando o time muito exposto.

Parma 2x2 Fiorentina (23ª rodada)
A Fiorentina continua com dificuldades para vencer fora de casa. Em 12 jogos disputados longe de Florença até aqui, o time viola só venceu um, contra o Novara. Nos mesmos 12 jogos, marcou apenas quatro gols. Contra o Parma, no Tardini, não foi diferente e a equipe de Delio Rossi apenas empatou. O Parma, bem mais ligado na primeira etapa, abriu placar com gol de Okaka, seu primeiro com a camisa crociata. Aproveitando a má atuação do jovem Camporese na zaga, os donos da casa foram para cima e incomodaram o goleiro Boruc mais algumas vezes, mas não alcabçaram o gol.

No segundo tempo, a entrada de Cerci no lugar de Camporese surtiu efeito e a Fiorentina melhorou. Nastasic, que impressiona cada vez mais pelo bom posicionamento na defesa e chegadas perigosas no ataque, fez o gol de empate aos 15 minutos do segundo tempo, quando a Fiorentina começava a controlar o jogo. Mais tarde, o próprio Cerci virou para os visitantes. Mas ainda tinha muito para acontecer: Cassani rasgou a camisa de Giovinco dentro da área e fez pênalti no baixinho, que não desperdiçou e empatou. Pouco depois, o árbitro achou que Behrami tinha feito falta em Giovinco, expulsou o jogador (segundo amarelo), mas voltou atrás. Fim de jogo, um ponto para cada e resultado justo, pelo que as equipes jogaram.

Cesena 0x0 Catania (22ª rodada)
Em casa, o Cesena conquistou um empate inútil para suas ambições. Com apenas 17 pontos e na penúltima colocação, o time já está praticamente rebaixado à Serie B da temporada que vem. Contra o Cesena, a equipe entrou em campo muito nervosa e não à toa viu Pudil ser expulso logo aos 20 minutos do primeiro tempo, após falta e reclamação com o juiz. No mesmo lance, o técnico Beretta aplaudiu ironicamente o juiz e também foi excluído da partida. A partir daí, o Catania controlou o jogo e foi mais perigoso, principalmente com Barrientos. Antonioli, no entanto, fez boas defesas e manteve o 0 a 0 no placar. No final, ainda teve tempo para Almirón ser expulso.

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