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terça-feira, 15 de abril de 2014

33ª rodada: Fogo dentro e fora de campo

Em uma rodada cheia de gols, o destaque ficou para os litígios entre Icardi, Maxi López e Samp (Getty Images)
40 gols em 10 jogos, média de quatro por partida. Sem dúvidas, esta foi uma das rodadas mais agradáveis de toda a Serie A. Na manhã de domingo, quem assistia o jogo entre Napoli e Lazio pela RAI, na famosa Giostra del Gol, ouviu por mais vezes que o normal o barulho da tétrica cornetinha que toca na transmissão no momento de cada gol que acontece nos outros jogos, que acontecem simultaneamente – ao todo, a sonoplastia acionou o artifício 21 vezes.

Se a maior parte dos vereditos do campeonato está quase definida há um tempo, ao menos os times tem mostrado hombridade nas partidas e não tem decepcionado no quesito entretenimento. Até mesmo no extracampo, como no caso envolvendo Icardi, da Inter, Maxi López, da Sampdoria, e a modelo Wanda Nara (namorada do primeiro e ex-esposa do segundo), as coisas tem esquentado. Acompanhe o resumo desta fogosa rodada.

Sampdoria 0-4 Inter
O espírito “Pazza Inter” parece não ter fim. Entre tantos tropeços, dúvidas e contestações, o time de Mazzarri não jogou bem, mas fez até mais que o bastante para garantir três pontos fundamentais e seguir em posição mais confortável na zona de classificação para a Liga Europa, já que Parma, Lazio, Verona e Atalanta tropeçaram. A Sampdoria, por sua vez, já fez até mais que o previsto e com Mihajlovic no comando pode comemorar (goleada à parte) uma temporada sem sustos no final. Mas ‘pazzo’ mesmo foi o primeiro tempo, recheado de cartões, faltas, empurrões, discussões e emoção. Icardi, bastante vaiado desde o primeiro toque na bola - por motivos óbvios: ex-jogador da Samp e a confusão com Maxi López, que o ignorou antes do jogo -, Icardi abriu o marcador após jogada de Palacio e não perdeu a oportunidade de provocar a torcida, o que lhe rendeu um amarelo. O jogo, aliás, foi marcado pelos cartões: ao todo Valeri distribuiu dez amarelos e um vermelho, além de ter marcado 39 faltas.
A Sampdoria, por sua vez, não se abateu e manteve o ritmo de início, criando muitas chances contra uma Inter apática, mesmo com um a menos - Éder foi expulso após simulação e confusão com Samuel. Ranocchia cometeu pênalti bobo e Maxi López teve a chance de se redimir. Porém havia um Handanovic no caminho, o que se tornou a máxima do jogo. O goleiro esloveno foi o grande protagonista numa partida marcada pelo extracampo, salvando os chutes de Maxi (outras duas vezes), Sansone, Soriano e Regini. Devagar na primeira etapa, a Inter dessa vez evitou dar chances ao azar e imprimiu bom ritmo na volta do intervalo. Os nerazzurri pressionaram até abrirem vantagem, em três minutos, com Samuel, em escanteio perfeito de Hernanes, e Icardi, em jogada de Kovacic e nova assistência de Palacio – Maurito chegou ao oitavo gol no campeonato. E como só os argentinos marcam gols pelos nerazzurri (quase dois terços, em verdade), Palacio tabelou com Álvarez e guardou o seu 15º na Serie A, decretando o placar final. (Arthur Barcelos)

Udinese 0-2 Juventus
A Roma até sonhou com um tropeço da Juventus, após ter passado pela Atalanta, mas mesmo sem contar com Barzagli, Tévez e Vidal, a Velha Senhora não deu a menor chance à Udinese, no Friuli. Com o resultado, a Juve galopa não só rumo ao título, mas ainda sonha em superar a marca dos 100 pontos no campeonato, algo possível com quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos do certame. Em campo, a partida foi decidida ainda no primeiro tempo, graças a um bonito gol de Giovinco, o melhor em campo, com muita movimentação e um chute na trave, e outro marcado pelo bomber Llorente, que chegou aos 14 gols na Serie A.

A Udinese, por sua vez, foi apática novamente – foram sintomáticas a permissividade da defesa em permitir a entrada de Chiellini na área, em um lance no qual o zagueiro correu por 20 metros sem ser perturbado, e a quase nulidade de chutes a gol. A equipe vive seu mais fraco ano desde a temporada 2009-10, quando Guidolin ainda não treinava a equipe – chegou logo após a má campanha –, segue em 14º. O treinador, que levou a equipe a duas Ligas dos Campeões, costumava dizer que a meta inicial dos bianconeri era escapar do rebaixamento, com 40 pontos, algo que aconteceu com facilidade em três temporadas. Desta vez, em 33 rodadas, a meta ainda não foi batida (a Udinese tem 38). Melhor termômetro para avaliar a má campanha não há. (Nelson Oliveira)

Roma 3-1 Atalanta
Depois do recorde de vitórias consecutivas em toda sua história na Serie A, a Atalanta que parecia tão perto de lutar por uma vaga na Liga Europa, sucumbiu. Após ter sido derrotada na última rodada, a equipe bergamasca foi até a capital, mas foi presa fácil para a Roma, que não teve dificuldade em vencer os nerazzurri. O resultado deixou a Roma a três pontos da Champions League (já está garantindo ao menos na fase preliminar) e ainda sonhando com o título, apesar da vitória juventina.

O domínio giallorosso se deu desde os primeiros minutos. Gervinho, inspirado, deu trabalho ao goleiro Consigli. A pressão deu resultado aos 12 minutos quando Taddei acertou um belo chute de fora da área para abrir o placar. O jogo estava a bel-prazer para Roma, que atacava como e quando queria e não levava sufoco algum da Atalanta. O segundo gol veio já no final da primeira etapa. Após linha de passe na área, De Rossi deixou Ljajic livre e sem goleiro para ampliar o placar. Com o mesmo ímpeto, a Roma chegou ao terceiro gol, com Gervinho, e a Atalanta, numa das poucas vezes que foi ao ataque, chegou ao gol com Migliaccio, definindo o placar em 3 a 1. (Caio Dellagiustina)

Napoli 4-2 Lazio
Em jogo que valia muito para as duas equipes - o Napoli tenta manter a Fiorentina a uma distância segura, enquanto a Lazio ainda buscava vaga na Liga Europa -, o time da casa se deu melhor e venceu com três gols de Higuaín e ótima partida de Mertens. O primeiro tempo foi muito equilibrado, com chances para os dois lados, mas foi a Lazio quem marcou primeiro: Lulic fez finta bonita sobre Albiol, dentro da área e chutou cruzado para abrir o placar. A equipe romana ainda teve chances de ampliar, mas não conseguiu. Do outro lado, o goleiro Berisha fazia boas defesas para evitar o empate. Ele parou Higuaín três vezes, mas não conseguiu desviar o chute perfeito de Mertens, que acertou o ângulo e fez 1 a 1.

No segundo tempo, o equilíbrio desapareceu logo no início, depois que Cana derrubou Mertens dentro da área. Higuaín converteu o pênalti e começou seu show particular. Aos 22 minutos, ele recebeu lançamento longo, venceu disputa contra o desastroso Novaretti e chutou para fazer 3 a 1 para o Napoli. Pouco depois, a Lazio achou um gol com Onazi e voltou a dar emoção ao jogo. A equipe da casa, porém, se fechou bem e não sofreu grandes ameaças. Para fechar o placar, Higuaín marcou mais um nos acréscimos. A tripletta do argentino encerrou um jejum de quatro jogos sem marcar e o colocou com 17 gols no campeonato, apenas dois atrás de Immobile, o artilheiro. Com a derrota, a Lazio fica cinco pontos distante da zona-LE. (Rodrigo Antonelli)

Verona 3-5 Fiorentina

Verona e Fiorentina protagonizaram mais um belo espetáculo na Serie A, com um gol a mais que o jogo do primeiro turno. O time da casa saiu na frente, com Sala. Ele aproveitou a bola espalmada de Neto, em finalização de Iturbe, para balançar a rede. Após perder a primeira, Cuadrado fez: tabela com Borja Valero e emendou um chute potente no espaço mínimo entre a trave e Rafael. O goleiro do Verona ainda fez boas defesas antes de ser vazado novamente. Pasqual cruzou da esquerda, a zaga não afastou e Aquilani aproveitou sozinho, na pequena área.

No segundo tempo, Rafael parou a cabeçada de Aquilani, mas nada pode fazer no rebote de Borja Valero. O Verona ainda perdeu Donadel, expulso cometer fala em Cuadrado, que ia livre em direção à baliza. Dois dos gols seguintes foram de pênalti: o primeiro, de Toni, foi concedido em cima de Iturbe; pela Viola, Matri converteu a punição. Logo na sequência, Aquilani guardou mais um, seu segundo na tarde. Por último, Iturbe ainda deixou a sua marca - depois de Toni ter um gol invalidado por impedimento. Por conta dos outros resultados, o Verona caiu para a 10ª colocação. A Fiorentina permanece em 4º.  (Murillo Moret)

Milan 1-0 Catania

Um tiro de longa distância, de Montolivo, deu a vitória ao Milan ante o Catania, no San Siro. O meio-campista rossonero marcou seu 3º gol na competição - dois deles foram marcados exatamente contra os elefantini. Em suma, o Milan conseguiu a quarta vitória consecutiva - esta sem Honda, Essien, Muntari, El Shaarawy e De Sciglio - e segue buscando uma vaga em competições europeias. Ao derrotar a Sampdoria, a Inter continua com cinco pontos de vantagem para o Milan. Vantagem esta que é possível tirar nas rodadas restantes da liga.

Por outro lado, o Catania segue na lanterna e praticamente está certo na Serie B da próxima temporada. Oito pontos separam os elefantini do Bologna, primeiro time fora da zona do rebaixamento. Não somente a equipe não melhorou em campo com o técnico Maurizio Pellegrino; o time da Sicília ainda enfrenta Roma, Verona, Atalanta e o próprio Bologna. (MM)

Torino 2-1 Genoa
Foi um jogo sem muitas emoções até os 41 minutos do segundo tempo. Torino e Genoa faziam partida ruim, com muitos passes errados e pegada forte no meio de campo. Quando todos pensavam que o 0 a 0 já estava definido, porém, as equipes parecem ter acordado. Gilardino, que tinha acabado de entrar, aproveitou um dos únicos passes certos da partida para fazer 1 a 0 para os visitantes. Desesperado, o Torino se lançou ao ataque e, já nos acréscimos, conseguiu empatar, com bonito chute de Immobile de fora da área. Com 19 gols, ele se isola na artilharia da Serie A.

No minuto seguinte, os cerca de 17 mil presentes no estádio Olímpico de Turim foram ao delírio em um lance muito parecido com o de Immobile: Cerci carregou a bola e, do mesmo lugar de onde saiu o primeiro gol, arriscou novo chute. A bola entrou no mesmo canto que Immobile tinha acertado, mas foi um balaço no ângulo. Um gol que levou a torcida e o banco granata à loucura, pois deu a vitória ao Torino, que agora sonha em jogar a Liga Europa no ano que vem. A equipe de Ventura chegou a 48 pontos na tabela, cinco atrás da Inter, quinta colocada. O Genoa, por sua vez, continua com campanha mediana e ocupa a 13ª posição na tabela, sem mais objetivos no campeonato, uma vez que a salvezza está garantida. (RA)

Bologna 1-1 Parma
O dérbi emiliano já decidiu até vaga na Serie B, em partidas-desempate, que existiam na Serie A até a década passada. Porém, o jogo que abriu o domingo não foi um "spareggio". Bologna e Parma, maiores times da Emília-Romanha, estão em situações bastante diferentes nesta temporada: enquanto os rossoblù brigam para não caírem, os parmenses tentam voltar a disputar competições continentais. Neste contexto, o empate não serviu a nenhuma das duas equipes, e nem pode ser muito comemorado pelo Bologna, que até poderia ficar satisfeito com o pontinho, mas vencia até os minutos finais da partida. Com o resultado, o Parma, 6º colocado com 51 pontos, viu a Inter abrir dois pontos de vantagem e também viu Torino e Milan, com 48 pontos, ficarem a apenas uma vitória para alcançá-lo. O Bologna, por sua vez, é o 17º, com 28 pontos, e está três pontos acima da zona de rebaixamento.

Em campo, depois de um primeiro tempo morno, o Bologna chegou ao gol após uma bola levantada na área, aos 43 minutos. O zagueiro Cherubin ganhou de Paletta, dominou e bateu forte para vencer Mirante – na comemoração, homenagem a Della Rocca, bom meia da equipe, afastado desde janeiro por lesão no joelho. Sem Cassano, vetado por problemas físicos, o Parma sofreu para empatar e só conseguiu a 11 minutos do fim do tempo regulamentar, frustrando os rivais. Biabiany levantou bola na área e Palladino pegou de primeira e não deu chances a Curci. Apesar do empate, o técnico do Parma, Donadoni, elogiou o resultado. Ao menos a equipe entrará em campo diante da Inter, no Tardini, no próximo domingo, podendo ultrapassar a equipe de Milão no confronto direto. (NO)

Livorno 2-4 Chievo
Jogo maluco na Toscana. Livorno e Chievo não são equipes exuberantes, que marcam muitos gols e criam várias oportunidades, mas o peso de fugir da zona de rebaixamento pesou dessa vez. Foram mais de 30 chutes, a metade no alvo, seis gols, e boas defesas dos bons Bardi e Agazzi. Mas a estrela do jogo foi Paloschi, que marcou sua primeira tripletta na temporada e participou de todos os gols da fundamental vitória gialloblù, que deixa o Chievo em posição mais confortável, a cinco pontos do próprio Livorno, que já esboçou reação, mas não poderia ter perdido um jogo de seis pontos como esse. Situação complicada.

Como o placar indica, o jogo foi movimentado, e com menos de dez minutos a rede já tinha balançado duas vezes. Siligardi abriu o placar de cabeça aos 6, mas três minutos depois Paloschi empatou. Em jogada do bomber revelado pelo Milan, com quem ainda tem vínculo (co-propriedade), Théréau virou para o time do Vêneto aos 23. Vantagem que pouco durou, já que dez minutos mais tarde uma penalidade inexistente foi marcada e Paulinho empatou a peleja. Quando tudo se encaminhava para o empate antes do intervalo, Paloschi voltou a aparecer e marcou, de letra, o terceiro do seu time, que seguiu em ritmo alto no segundo tempo até marcar pela última vez, sempre com ele, Paloschi, anotando seu 13º gol nesta Serie A, o 10º em 2014. (AB)

Sassuolo 1-1 Cagliari
Abrindo a rodada, o Sassuolo recebeu o Cagliari no Mapei Stadium. Precisando desesperadamente da vitória na luta contra o rebaixamento, o time emiliano demonstrou muita vontade na primeira etapa, e só. Mesmo com o gol de Zaza, aos 35 minutos, o time neroverde demonstrava pouca intimidade com a bola, próximo do gol. Berardi, empolgado pela convocação de Prandelli para testes físicos, era o mais voluntarioso, mas ainda está longe do jogador que brigou pela artilharia na metade do campeonato.

Mesmo ainda correndo riscos, o Cagliari em poucos momentos se mostrou com gana de vencer, tanto que em toda primeira etapa não incomodou Pegolo. A ilusão de uma vitória salvadora acabou para o Sassuolo no começo da segunda etapa, quando Antei cometeu pênalti em Ibarbo, que Ibraimi converteu Sem forças, o Sassuolo se entregou à marcação rossoblù e com o empate, manteve-se na vice-lanterna, agora há três pontos do Bologna, primeiro time livre do rebaixamento. (CD)

Relembre a 32ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.
 

Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Cuadrado (Fiorentina), Samuel (Inter), Mexès (Milan), Dodô (Roma); Aquilani (Fiorentina), De Rossi (Roma); Higuaín (Napoli), Icardi (Inter), Paloschi (Chievo), Cerci (Torino). Técnico: Rudi Garcia (Roma).

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Considerações sobre os testes de Prandelli

Prandelli ainda tem dúvidas sobre quais jogadores virão ao Brasil (Getty Images)

Nesta sexta-feira, 11, o treinador da seleção principal italiana Cesare Prandelli convocou 42 jogadores para avaliação física. Os testes serão realizados nos dias 14 e 15, segunda e terça-feira da próxima semana, no centro de treinamento da Federação Italiana de Futebol (FIGC), em Coverciano, Toscana.

Por causa do calendário, os jogadores foram divididos em dois grupos, nos quais os de Juventus, Udinese e Milan, que entrarão em campo pela 33ª rodada da Serie A nas noites de domingo (13) e segunda (14), treinarão no dia 15. Jogadores que não joguem na Itália não foram convocados, por não se tratar de data Fifa.

A lista não tem a pretensão de definir os convocados para a Copa do Mundo, mas apenas avaliar a condição física de jogadores e observá-los para a sequência do trabalho. São os casos, por exemplo, de Baselli, Bernadeschi, Bertolacci, Bonaventura, Rômulo, Berardi, Gabbiadini e Zaza. Estes não têm a menor chance de ir para o Brasil. Salvo em caso de lesões ou se Prandelli resolver inovar demais.

Também há muitos presentes que estão quase certos no Mundial, casos de Buffon, Barzagli, Bonucci, Chiellini, De Sciglio, Paletta, Aquilani, Candreva, De Rossi, Marchisio, Montolivo, Pirlo, Balotelli, Cerci, Gilardino, Osvaldo e Insigne. Sirigu, Criscito, Motta, Verratti e Giaccherini, os "estrangeiros", também deverão estar em terras brasileiras. Maggio, fora da temporada por uma pneumotórax, não foi chamado e sua condição está sob avaliação.

Algumas considerações: Bardi, Mirante, Perin e Scuffet disputam a última vaga de goleiro. Astori e Ranocchia brigam por um lugar na zaga, enquanto Abate, Darmian, De Silvestri e Pasqual na lateral. Entre os meias, Florenzi, Parolo e Poli são concorrentes. No ataque, Cassano, Destro (que treinará separado em Roma sob observação; porque agrediu Astori e foi vetado da convocação, segundo o código ético da Nazionale) e Immobile esperam por um "milagre": a(s) ausência(s) de Gilardino e/ou Osvaldo, presenças constantes nas convocações desde 2011, mas ambos em má fase nesta temporada e sem grandes desempenhos pela Nazionale. 

Prandelli não comenta nada, mas informações de bastidores dão conta de que Gilardino tem perdido espaço nos planos do treinador e tanto Destro quanto Immobile podem ganhar vagas. Na Serie A, quem tem os melhores números é Destro (18 jogos e 13 gols; com média de um gol a cada 85 minutos – só Messi e Agüero tem mais, no futebol europeu), mas Immobile (28 jogos e 18 gols) é o artilheiro do campeonato. Gilardino (29 jogos e 13 gols) é homem de confiança do treinador, mas a grande fase dos jovens pode fazer Prandelli descartá-lo.

Rossi e El Shaarawy, que voltaram a treinar normalmente neste mês, são nomes que agradam Prandelli - o primeiro sempre foi convocado quando esteve 100%, em 2010, 2011 e 2013; o segundo fez parte do grupo da Copa das Confederações - e suas condições físicas deverão ser melhor avaliadas. Podem estar presentes na Copa, especialmente 'Pepito' Rossi, em tese o parceiro de ataque de Balotelli. El Shaarawy precisará de uma reta final de campeonato espetacular para ter seu espaço de volta. Parece improvável, visto que ele vinha jogando mal antes de se lesionar.

O fato de Prandelli ter convocado Cassano, mas não Totti ou Toni ainda não exclui a presença dos dois últimos, veteranos e remanescentes do time que foi tetracampeão mundial em 2006 – se juntariam, assim, a Buffon, Barzagli, De Rossi, Pirlo e, quem sabe, Gilardino entre os heróis de Berlim. A não-convocação de Toni e o chamado de Rômulo, ambos do Verona, chamou atenção por uma questão: se esperava que, caso Prandelli convocasse um jogador do Hellas, Toni seria o primeiro jogador dos butei a vestir azzurro desde Gigi De Agostini, em 1987. Porém, Rômulo é quem conseguiu o feito.

Confira os convocados no site da FIGC.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Silêncio: Pirlo joga

O primeiro gol contra o Lyon foi de Pirlo. Um golaço incrível de falta (Foto: Reuters)

Foi difícil. Foi complicado. O grito de gol ficou preso na garganta dos torcedores que lotaram a Arena Juventus na tarde desta quinta-feira por bastante tempo. Até que Marchisio tirou um coelho da cartola, acertando um tirambaço em Koné, que enganou Anthony Lopes. O tento da vitória da Juve por 2 a 1 para avançar à semifinal da Liga Europa. O Lyon parou por aí.

Antes, a torcida já havia gritado gol. Bem cedo, aliás. Em cinco minutos de jogo, a Senhora já tinha criado duas chances. A primeira, com Tévez, não entrou; na segunda tentativa, Pirlo, em cobrança de falta, jogou a bola para dentro da meta defendida por Lopes. O goleiro nem se mexeu. O tento do veterano, no entanto, recuou a Juventus. Com a vantagem de dois gols, a equipe mandante deixou o Lyon comandar a partida. Mvuemba e Malbranque, ajudados por Tolisso, pela direita, pensavam o ataque para que Briand ou Lacazette tivesse condições de finalização. 

O empate veio com Briand. O time francês cobrou escanteio curto, Mvuemba deu um balão para a área e o atacante marcou de cabeça. Marchisio, que estava na marcação, deu bastante espaço ao adversário. Ainda na primeira etapa, uma boa jogada trabalhada pela esquerda acabou nos pés de Gonalons. O capitão do Lyon soltou uma pancada de fora da área que Buffon espalmou. 

Na etapa complementar, os comandados de Antonio Conte voltaram a dominar o jogo assim como nos primeiros 15 minutos disputados em Turim. Enquanto os jogadores bianconeros teimavam em cair na área (ou perto) do Lyon, Lacazette foi derrubado por Chiellini no Setor Pirlo, aquele em que o meio-campista adora bater falta. Mvuemba bateu forte, no canto de Buffon. O goleiro, meio que no susto, jogou a bola pela linha de fundo. Na sequência, Tévez foi flagrado em posição irregular ao cabecear o cruzamento de Pirlo e marcar gol. Minutos depois, a defesa do Lyon deu espaço e Marchisio finalizou da intermediária. A bola bateu em Umtiti e parou apenas na rede. 

Com a classificação à fase semifinal, a Juve espera por Sevilla, Benfica ou Valencia. Independentemente do rival, existem alguns pontos que necessitam ser trabalhados pela comissão técnica nos próximos dias. 

Pirlo foi o melhor jogador de Juventus-Lyon. Entretanto, novamente a equipe penou para se armar ofensivamente quando Malbranque o marcou de perto. Bastou para Bonucci iniciar as jogadas. Só com lançamentos longos - e geralmente errados. Nem Marchisio, nem Vidal foram capazes de recuar para ajudar o regista. Quando no primeiro tempo o Lyon tinha o controle do confronto, a única boa jogada tramada pela Juve foi exatamente quando Marchisio voltou para construir o ataque. Malbranque se descuidou com dois adversários para marcar e Pirlo achou Marchisio, que rapidamente ligou para Asamoah. 

Está definido que Lichtsteiner joga a Serie A enquanto Isla é titular na Liga Europa. Só que o chileno precisa entrar no jogo um pouco mais cedo. Seu primeiro avanço à linha de fundo aconteceu aos 30 minutos do primeiro tempo. Bedimo, neste meio tempo, nem passou tanto da linha do meio de campo, visto que as principais ações do Lyon eram feitas pelo meio, com Mvuemba e Gonalons, e pela direita, com Tolisso e Ferri.

Por último, a questão Vucinic. Llorente, autor dos dois gols ante o Livorno, na última rodada da liga, ficou no banco de reservas. O montenegrino iniciou a partida entre os 11 contra os franceses e errou tudo o que tentou: domínios, passes... A única explicação plausível é que os alienígenas de Space Jam roubaram sua qualidade neste primeiro semestre de 2014.

Juventus 2-1 Lyon
Quartas de final da Liga Europa
Arena Juventus, em Turim, na Itália

Juventus (3-5-2): Buffon, Cáceres, Bonucci e Chiellini; Isla, Vidal (75' Pogba), Pirlo, Marchisio e Asamoah; Tévez (77' Giovinco) e Vucinic (59' Llorente). T: Antonio Conte

Lyon (4-1-2-1-2): Lopes, Tolisso, Koné, Umtiti e Bedimo; Gonalons, Ferri, Mvuemba e Malbranque (75' Danic); Lacazette (69' Gomis) e Briand (70' N'Jie). T: Rémi Garde

Gols: Pirlo (4'), Briand (18'), Umtiti (68', contra)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Serie B: soberano, Palermo voltará à elite

Artilheiro do Palermo, Abel Hernández é um dos destaques do elenco "de Serie A" rosanero (Getty Images)
Restando apenas nove rodadas e pouco menos de dois meses para o final da campanha regular, a Serie B chega na reta final e as disputas estão cada vez mais acirradas com tanta irregularidade e surpresas. Na ponta da tabela, contudo, o Palermo segue soberano e cada vez mais próximo não apenas da volta pra elite do futebol italiano, mas também do tetracampeonato da segunda divisão.

Palermo
Finalmente vingando as expectativas do início da temporada, o Palermo cresceu sob o comando de Iachini, substituto de Gattuso, e agora justifica as largas diferenças de orçamento com os outros clubes. Os rosanero estão invictos há mais de três meses, somando nove vitórias e cinco empates nos últimos 14 jogos. Com 32 pontos conquistados de 42 possíveis, e um aproveitamento de 76,1%, o time siciliano alavancou ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato. Hoje estão 13 pontos na frente do Empoli.

Empoli
Sempre entre os três primeiros colocados desde o início da Serie B, e líder até a 19ª rodada, o Empoli tem tropeçado muito em 2014 e seu retrospecto preocupa para uma volta à Serie A. Os azzurri estão fora da principal divisão do futebol há seis anos e, depois de bater na porta em 2012-13, o retorno parecia quase certo até pouco tempo atrás. Neste ano, o time de Sarri e dos veteranos Tavano (16 gols) e Maccarone (12), responsáveis por 66,6% dos gols marcados, soma apenas três vitórias em 12 partidas. São cinco empates e quatro derrotas. Números parecidos que tinham até a 21ª rodada, com seis empates e quatro derrotas, mas 11 vitórias.

Cesena, Crotone e Latina
Na cola do vacilante Empoli, os times de três regiões diferentes (Cesena da Emília-Romanha, centro-norte; Crotone da Calábria, sul; Latina do Lácio, centro) têm feito boas campanhas nesta temporada, até acima das expectativas. O clube emiliano, inclusive, só não tem a mesma pontuação do Empoli (53) por punição (-1, 52) e com Bisoli no comando, o mesmo que levou os “cavalos marinhos” pra Serie A em 2009-10, são 13 vitórias, 14 empates e seis derrotas, com 38 gols marcados e 25 sofridos (a segunda defesa menos vazada).

Como já falado aqui, o Crotone é uma das equipes mais interessantes de se assistir. Ofensivo, o time treinado por Drago ainda é uma boa oportunidade de seguir alguns jovens talentos. Até mesmo pela baixa idade dos jogadores - tem a segunda menor média do campeonato, 23,7 anos -, o clube calabrês é instável, com 14 vitórias, nove empates, 10 derrotas, 46 gols marcados e 40 sofridos. Mas depois de algum tempo ficando no meio da tabela, os “tubarões” ou “pitagóricos” parecem prontos para dar um salto e a vaga no playoff, e consequente sonho por uma inédita Serie A, está próxima.

O novato do campeonato, o Latina, é uma grata surpresa nesta temporada. Os “leões nerazzurri” se renovaram para a primeira temporada na Serie B e, apesar de quase todo o elenco ter sido montado em 2013 (um ou outro jogador relevante no elenco está desde 2012), o time comandado por Breda é um dos mais organizados taticamente. Pragmático, tem a terceira defesa menos vazada e não costuma brilhar no ataque, dependendo dos gols do brasileiro Jonathas, ex-Cruzeiro, Brescia e Torino. Também é um grupo homogêneo, a se destacar os veteranos Cottafava (36 anos, dos melhores zagueiros da temporada), Morrone (35) e Bruno (30) e os jovens Iacobucci (22, entre os melhores goleiros), Brosco (23), Ristovski (22), Alhassan (21), Crimi (24, entre os melhores meias), Viviani (22) e Jonathas (24, entre os artilheiros).

Siena
Um dos rebaixados da Serie A 2012-13, o Siena tem a segunda melhor campanha desta temporada, mas por várias punições o time toscano ocupa apenas a sétima colocação. São 14 vitórias, 14 empates e cinco derrotas, o que lhe deixaria com 56 pontos, mas com -8 por problemas financeiros e disciplinares, tem 48 e está a cinco do segundo colocado. Apesar disso, a campanha mostra que o time de Beretta tem feito sua parte, com destaque para os veteranos Rosina e Pulzetti, e os jovens Rossetti, Spinazzola e Lamannna. Com o crescimento nos últimos jogos, ao menos os bianconeri deverão brigar no play-off pela volta à Serie A.

Modena e Bari
Com uma das melhores campanhas da Serie B em 2014, o Modena superou a irregularidade da primeira parte do campeonato e hoje objetiva o play-off. Três pontos atrás do Avellino, o último colocado na zona de play-off, e dentro da multidão que ainda sonha com a última vaga pra Serie A (são mais de dez), o clube emiliano tem feito boa campanha sob o comando de Novellino, importante jogador no Milan de Liedholm do scudetto de 79, inclusive substituindo Rivera no seu último ano como jogador. Depois de anos na Sampdoria e alguns péssimos trabalhos na sequência, o técnico caiu no ostracismo e, apenas agora vai realizando novo bom trabalho.

O ex-meia tem filosofia semelhante a de outro ídolo rossonero, Sacchi, e monta seus times no 4-4-2 com marcação por zona. Neste ano são seis vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, o que impulsionou o time para a posição de hoje. Tem ainda o terceiro ataque mais goleador, muito por causa de Babacar, sim, ele mesmo, autor de 16 gols e sete assistências. E como não poderia deixar de ser diferente, tem como destaques veteranos (Garofalo, vice-líder de assistências, Zoboli e Granoche) e jovens (Molina e Mangni da Atalanta, Babacar e Salifu da Fiorentina, Rizzo e Signori da Sampdoria, Bianchi do Sassuolo, e Mazzarani da Udinese).

Outro que tem tido bons meses em 2014 é o Bari. Pelo menos em campo, melhor dizendo. Fora, o clube foi à falência no mês passado depois de anos de gestão da família Matarrese, e hoje, provavelmente com o nome Football Club Bari 1908 (atualmente Associazione Sportiva Bari) espera um investidor (com no mínimo 10 milhões de euros) para manter o tradicional clube da Apúlia - confira aqui a matéria da Gazzetta dello Sport de hoje.

Por outro lado, os torcedores entenderam o mau momento e tem ido ao San Nicola apoiar o time. Dos quatro maiores públicos desta Serie B, três são do Bari, todos nos últimos jogos em casa. E o resultado em campo não poderia ser diferente: nos últimos seis jogos (desde fevereiro), foram cinco vitórias e um empate. Os comandados de Alberti estão invictos há um mês no campeonato e, mesmo com três pontos a menos por punição, estão próximos do play-off e almejam um lugar entre os oito melhores, o que ajudaria significativamente o clube e sua reestruturação.

Trapani e Avellino
Como o Latina, Trapani e Avellino vieram da terceira divisão e tiveram momentos de destaques na Serie B (aqui e aqui). Hoje, ambos estão na zona de play-off, mas os últimos resultados tendem a crer que sicilianos e campanos dificilmente estarão em boas condições de brigar por uma vaga na elite italiana. O Trapani, que teve período de invencibilidade entre novembro e março - ao todo 14 jogos, oito vitórias e seis empates, a maior série de jogos sem perder do campeonato, agora prestes a ser superado pelo Palermo -, tem tropeçado desde o mês passado, e desde então tem três derrotas, dois empates e duas vitórias, o que fez ser ultrapassado por Cesena, Crotone e Latina e encostado com o Siena. A equipe, no entanto, continua confiando em Mancosu, artilheiro da competição, com 20 gols.

Já o time da cidade dos Sopranos, Avellino, fazia ótima campanha até a 24ª rodada, muito acima das expectativas, mas bastou uma série de seis jogos sem vencer (quatro empates e duas derrotas) para perder espaço entre os melhores. Agora na oitava colocação, ocupa a tão disputada última vaga para o play-off e é ameaçado por Lanciano, Modena, Pescara, Spezia, Bari, Brescia, Varese, Carpi e Ternana, que fazem o meio da tabela em um campeonato tradicionalmente embolado. Desde março, a equipe fez sete jogos, perdeu três, empatou dois e venceu apenas dois. Com tantos tropeços, é bom abrir o olho.

Novara, Padova e Reggina
Uma das melhores equipes em 2013 na última temporada, o Novara quase voltou para a Serie A, mas nesta tem decepcionado. Com um dos melhores elencos do campeonato, o fracasso é enorme e pode ficar ainda pior. Com a Ternana a cinco pontos e sonhando com vaga no play-off, o clube piemontês é o primeiro na zona de play-out e precisa ficar atento para não evitar uma vergonha. Com uma tabela complicada pela frente, o time treinado por Aglietti poderia evitar o play-out abrindo cinco pontos para o 19º colocado, hoje o Cittadella, e desde que o treinador voltou (foi demitido em novembro e retornou em fevereiro) os azzurri tem tido um retrospecto melhor, com três vitórias, três empates e duas derrotas. 

Time com vários jovens interessantes, como Kelic, Benedetti, Pasa, Vinícius, Almici, Jelenic, Moretti, Improta e Pasquato (apenas os últimos três têm tido algum destaque, especialmente Pasquato, depois de vários flops), além de velhos conhecidos como Santacroce, Modesto e Rocchi, o Padova não tem tido bom ano e desde a primeira rodada está entre os piores cinco times do campeonato. O que é uma grande decepção, já que nas últimas três temporadas o clube do Vêneto teve boas campanhas (5º em 2010-11, 7º em 2011-12 e 11º em 2012-13), mas nesta é seríssimo candidato para a nova Serie C (as Lega Pro Prima e Seconda Divisione acabarão, criando uma terceira divisão com 69 clubes).

Depois de flertar com o rebaixamento na última temporada, a Reggina, que frequentou a Serie A na última década, está a um passo de seguir a Juve Stabia para a Serie C. O time do calabrês Gagliardi (se quiser dar algumas risadas, veja aqui, aqui e aqui) não tem dado boa resposta e só venceu uma partida das últimas oito. Não é por falta de elenco, também, já que os amaranto tem jovens bons como Dumitru, Fischnaller, Maicon (da base do Grêmio), Strasser, Sbaffo, Barillà, Frascatore e Adejo, além do veteraníssimo Di Michele, camisa 10 e principal destaque com sete gols e seis assistências, mas ainda não o bastante para evitar um fracasso. Afinal, com elenco e estrutura para ousar um retorno à elite, galopar rumo à terceirona é um grandíssimo vexame, tanto para padovanos quanto para calabreses.

Seleção da Serie B (até a rodada 33)
Iacobucci (Latina)
Laurini (Empoli), Muñoz (Palermo), Rugani (Empoli), Garofalo (Modena)
Galano (Bari), Barreto (Palermo), Crisetig (Crotone), Nizzetto (Trapani)
Babacar (Modena), Mancosu (Trapani)
Treinador: Iachini (Palermo)

Perfil tático da Serie B
3-5-2 (5) - Palermo, Latina, Avellino, Brescia, Cittadella
4-2-3-1 (5) - Cesena, Spezia, Bari, Varese, Juve Stabia
4-3-3 (5) - Crotone, Siena, Lanciano, Carpi, Ternana
4-4-2 (3) - Trapani, Modena, Padova
4-3-1-2 (2) - Empoli, Novara
3-4-2-1 (1) - Pescara
4-1-4-1 (1) - Reggina

Classificação da Serie B aqui.
Principais estatísticas da Serie B aqui.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

32ª rodada: A volta à "Europa de verdade"

Implacável, Destro se candidata a uma vaga no grupo italiano para a Copa (Getty Images)

A Roma de Rudi Garcia tem 76 pontos em 32 jogos. O time campeão com Fabio Capello, em 2001, fez 75 em 34. Luciano Spalletti levou a sua Roma a 82 em 38, mas não foi campeão, em 2008, porque a Inter virou uma partida contra o Parma, nos minutos finais, e garantiu o título. Estes números mostram como, em situações normais, a Roma deste ano poderia ser campeã, mas tem os feitos reduzidos porque a Juventus de Antonio Conte é fenomenal em solo italiano. Ao menos, como um alento, os romanos praticamente garantiram a volta à Liga dos Campeões, competição que não disputa há três temporadas. Acompanhe o resumo da rodada.

Cagliari 1-3 Roma
18 partidas, 12 como titular, substituído em 10, e 13 gols. Ninguém marca como Destro, na Serie A, em tão pouco tempo: um gol a cada 85 minutos – na Europa, somente Messi e Agüero tem médias melhores. Vítima de lesões e desconfiança, o garoto formado na base da Inter tem superado os problemas em alto estilo e mostrado seu potencial, como já mostrara no seu primeiro ano na capital italiana. Sonhando com um vaga para a Copa de 2014, o atacante deu boa amostra para Prandelli e marcou os três da fundamental vitória giallorossa na Sardenha. Agora os romanos estão 12 pontos à frente do Napoli, praticamente confirmando a vaga para a fase de grupos da Liga dos Campeões, competição que a Roma não disputa desde 2010-11. 

O time de Garcia não foi brilhante, muito menos foi superior, mas mostrou objetividade e soube aproveitar bem o bom posicionamento e faro de gol de Destro. Todos os gols saíram ou em contra-ataques ou triangulações rápidas. O primeiro veio aos 32, quando o próprio Destro puxou contragolpe, abriu para Gervinho e este devolveu para o italiano abrir o placar. O seguindo saiu pouco depois da volta do intervalo, quando após bola parada adversária, Nainggolan recuperou e lançou Destro com um campo inteiro para correr, ajeitar e fuzilar Avramov. E enquanto o Cagliari perdia suas oportunidades, Gervinho fez novo ataque contra a defesa sarda desmontada, abrindo para Florenzi na esquerda e este centrando para Destro fazer sua tripletta. Os donos da casa só foram mexer nas redes de De Sanctis aos 89, após pênalti contestável de Benatia em Pinilla. O próprio chileno descontou para os sardos, em posição mais tranquila que os adversários na briga contra o rebaixamento. Ainda assim, o bastante para Cellino demitir López e chamar Pulga novamente, treinador do time em 2012-13 e vice-treinador nesta temporada – ele havia se demitido dois meses atrás. (Arthur Barcelos)

Juventus 2-0 Livorno
Fácil como tirar um doce da boca de uma criança. Jogando em casa, a líder do campeonato dominou a partida contra o Livorno e, com dois gols de Llorente no primeiro tempo, definiu a parada. O resultado mantém a Juve na ponta, com 84 pontos, oito sobre a Roma, mas segundo o técnico Antonio Conte, o campeonato ainda está aberto. Após o jogo, o treinador reconheceu a grande campanha da equipe romana, que só não lidera porque a Juventus tem números extraterrestres e ainda sonha em superar os 100 pontos. O Livorno, muito mais modesto, segue na 18ª posição, com 25 pontos, dois abaixo de Chievo e Bologna, que estão fora da zona do descenso.

No Juventus Stadium, a equipe bianconera deu as cartas desde os primeiros minutos, buscando muito as jogadas pelos flancos, acionadas por um Pirlo novamente sólido, após prestações opacas. Porém, foi em uma chance criada por Tévez que Llorente recebeu e girou para o gol, abrindo o placar, aos 32 minutos. Três minutos depois, após cobrança de escanteio de Pirlo, o espanhol cabeceou para baixo e contou com uma falha de Bardi para ampliar e chegar ao seu 13º gol na temporada. No restante do jogo, a Juventus manteve a bola quase o tempo inteiro no campo de ataque e Buffon só trabalhou após chute de Duncan, quando fez a única (e grande) defesa nesta segunda. (Nelson Oliveira)

Parma 1-0 Napoli
O Parma conseguiu voltar a vencer após três derrotas consecutivas na Serie A. Os crociati bateram o Napoli por 1 a 0, no Ennio Tardini. A partida não foi lá muito corrida; as duas equipes não tiveram tantas chances de gol. O time visitante começou o jogo melhor e, aos 10 minutos, teve um gol corretamente invalidado. Insigne bateu falta e Fernández, impedido, tocou por debaixo de Mirante. O único tento anotado na disputa foi de Parolo, num chute violento da entrada da área após cruzamento rasteiro de Cassani. A bola entrou no ângulo esquerdo.

Zapata entrou no lugar de Higuaín na etapa final (foi a terceira vez que o argentino foi substituído nos últimos quatro jogos), e foi o protagonista de um lance polêmico. O jogador driblou Mirante e caiu dentro da área. O árbitro Mauro Bergonzi não marcou pênalti e ainda mostrou cartão amarelo ao atacante – de forma acertada, o que é quase um milagre, para um dos piores apitadores do campeonato. Para o Parma, a rodada foi ótima, uma vez que a Inter não venceu e os crociati pularam para a 5ª colocação pelo número de vitórias. O Napoli permanece em 3º lugar, 12 pontos atrás da Roma. Nada deve mudar para os azzurri até o final desta temporada. (Murillo Moret)

Fiorentina 2-1 Udinese
A Udinese não é a mesma sem Di Natale. E isso ficou ainda mais claro logo no início do jogo contra a Fiorentina. A equipe de Guidolin começou bem o jogo no Artemio Franchi e teve duas chances de abrir o placar contra os donos da casa. Mas quem estava no ataque era Muriel, não Di Natale: em dois bons contra-ataques, o colombiano não soube aproveitar as chances e o placar continuou zerado. Quem comemorou primeiro foi outro colombiano. Melhor homem em campo mais uma vez, Cuadrado chutou de longe, aos 25 minutos, para abrir o placar.

Depois, já na metade do segundo tempo, ele apareceu decisivamente de novo, sofrendo o pênalti que Rodríguez converteu para consolidar a Fiorentina na quarta colocação do campeonato. A marcação do árbitro Celi indignou os friulanos, que ainda diminuíram no final da segunda etapa, em chute malicioso de Bruno Fernandes. Assim, a Udinese permance na 14ª posição, com 38 pontos e sem objetivos na competição, enquanto a Fiorentina vai a 55 e abre cinco de vantagem sobre a Inter, quinta colocada. A vaga na Liga Europa está praticamente garantida, mas o sonho pela Liga dos Campeões ainda não foi deixado de lado. Pelo menos é isso que afirma Montella, mesmo com o Napoli nove pontos à frente: "O futebol reserva surpresas". (Rodrigo Antonelli)

Inter 2-2 Bologna
 A Inter não desaponta na arte desapontar. Após a derrota para a Juventus, o time de Mazzarri emplacou sequência de seis jogos de invencibilidade, mas a partir da 29ª rodada, o time voltou a falhar. A equipe conquistou míseros três pontos em quatro partidas, sendo três confrontos em casa – e o jogo fora de casa, contra o freguês Livorno. Nesse sábado, pela décima vez no campeonato os nerazzurri cederam o empate e perderam outra oportunidade de confirmar a vaga na Liga Europa, hoje ameaçada por Lazio, Verona, Atalanta, Torino e Milan. São mais de 20 pontos perdidos, que poderiam colocar a equipe na terceira colocação. Para o Bologna, apesar de seguir a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, um ponto inesperado, e, portanto, importante – especialmente para o psicológico do time.
 
Com a bola rolando, apesar da superioridade e favoritismo, a Inter não foi mais perigosa que o Bologna, que pela terceira vez consecutiva arrancou pontos em Milão – duas vitórias e este empate. O 3-4-3 de Mazzarri, com Hernanes regendo para o trio Álvarez-Icardi-Palacio foi pouco criativo e produtivo, e novamente as principais chances saíram dos pés dos alas, inclusive o primeiro gol, em cruzamento de Nagatomo completado por Icardi. O time bolonhês, por sua vez, era perigoso nos contra-ataques puxados pelos gregos Lazaros e Kone. Mas foi numa bela jogada de Garics, concluída com dois chutes fortes ao gol de Handanovic que Cristaldo desviou o segundo petardo, de Pazienza, que o empate chegou. Na volta pra segunda etapa, com mais jogo entre linhas e controle da posse, após a entrada de Kovacic no lugar de D’Ambrosio, reposicionando o time no 3-5-2, as chances foram criadas pelos meias. Assim saiu o segundo gol de Icardi (na verdade, um golaço, em chute colocado e forte de fora da área) e o lance que originou o primeiro pênalti a favor do time milanês nesta Serie A, em erro do árbitro Mazzoleni. Milito perdeu a oportunidade de garantir três pontos, já que naquela altura o adversário tinha chegado a novo empate, com Kone, em falhas individuais de Cambiasso e Rolando. Vale registrar que Juan Jesus rompeu o ligamento colateral de um dos joelhos e só volta em 2014-15. (Arthur Barcelos)

Lazio 2-0 Sampdoria
As esperanças de voltar à Liga Europa permanecem vivas para a Lazio. Com a confiança de Reja, a equipe laziale bateu a Sampdoria, no estádio Olímpico e se aproximou da Inter, última equipe classificada para o torneio europeu. Sem Klose e com Postiga, a Lazio teve dificuldades para criar e finalizar, até que Candreva conseguiu o gol de alívio para a equipe. Keita, um dos melhores jovens do campeonato, fez bela jogada na lateral da área e cruzou para o meia italiano que deu um leve toque, para tirar de Da Costa.

A expulsão de Biglia na segunda etapa quase complicou a equipe romana, mas Lulic tratou de definir o resultado com um belo chute de direita, aproveitando cruzamento de Mauri e consolidar a vitória. A Samp ainda reclamou de um pênalti não marcado em cima de Éder e lamentou a bola tirada em cima da linha por Biava, mas pelo pouco que criou, o resultado foi merecido. O destaque no final do jogo ficou pela estreia de Joseph Minala, que ficou muito conhecido pela polêmica envolvendo sua verdadeira idade. O jogador entrou em campo com a camisa 58 e não faltaram piadinhas daqueles que diziam que aquela era sua verdadeira idade – seus documentos dizem que ele tem 17, mas uma polêmica surgida em Camarões levantou suspeitas de que ele tem, na verdade, 41. (Caio Dellagiustina)
 
Atalanta 0-2 Sassuolo
Depois de receber, no treino de sábado, mais de mil torcedores entusiasmados com a possibilidade de ingressar na zona de classificação para a Liga Europa, a Atalanta decepcionou jogando em casa e perdeu para o penúltimo colocado Sassuolo. A derrota encerrou uma sequência de seis vitórias seguidas dos nerazzurri e deixou o sonho europeu um pouco mais distante. Sexta colocada no início da rodada, a equipe caiu para a oitava posição e agora está quatro pontos atrás da zona-LE. O Sassuolo, por sua vez, volta a somar pontos após três derrotas seguidas e já pode sonhar de novo com a salvezza. Agora, apenas três pontos o separam de Bologna e Chievo, logo acima da zona da degola.

A equipe visitante soube se portar muito bem defensivamente e deu poucas chances para a Atalanta, que criou só duas oportunidades de gol, ainda no início do primeiro tempo. Aos 32 minutos, Sansone fez boa jogada individual e invadiu a área pela direita para chutar cruzado e abrir o placar. Já no segundo tempo, aos 25, o jogador apareceu bem de novo e marcou 2 a 0 em cobrança de falta, chegando ao seu quinto gol no campeonato. Apesar da derrota, o técnico Colantuono não jogou a toalha e afirmou, em coletiva após o jogo, que a Atalanta continuará lutando por vaga na Liga Europa até a última rodada. O próximo desafio é contra a Roma. (RA)

Chievo 0-1 Verona
No primeiro turno, o Chievo venceu o Verona no dérbi exatamente na estreia do técnico Eugenio Corini. No último sábado, o Hellas devolveu: 1 a 0, no Marc'Antonio Bentegodi. A velocidade do ataque do Ceo foi o destaque da primeira parte de jogo. Obinna e Paloschi deram muito trabalho a Moras e Maietta. O nigeriano finalizou duas vezes pra fora, sendo uma delas no um-a-um contra Maietta. Se a pontaria do Chievo estava péssima, a do Verona... Hallfredsson, antes do intervalo, quase marcou um golaço do meio de campo. A bola explodiu na forquilha.

O Verona voltou mais incisivo para a etapa final. Agazzi fechou o gol em oportunidades de Iturbe (duas vezes) e Rômulo. Porém, o goleiro não foi capaz de negar o tento a Toni, aos 15 minutos. Cacciatore cruzou da direita, o centroavante dominou e chutou rapidamente no canto direito. Luca Toni, de 36 anos, entrou para a história do Hellas como o primeiro jogador a marcar 16 gols numa temporada. Ele é o 3º maior goleador do campeonato e até mandou um recado para Cesare Prandelli: ele quer jogar a Copa! Além de não somar pontos, o Chievo ainda viu Bologna e Sassuolo conseguirem bons resultados na parte de baixo da tabela. (MM)

Genoa 1-2 Milan
Na partida que fechou a rodada, o Milan contou com uma boa atuação do marroquino Taarabt para chegar à terceira vitória consecutiva e ao quarto jogo sem derrotas. Agora, os rossoneri tem 45 pontos e estão apenas cinco pontos atrás de Inter e Parma, respectivamente na 5ª e 6ª posições, atualmente classificadas para a Liga Europa. Nas próximas rodadas, a equipe treinada por Seedorf enfrenta Catania e Livorno, na zona de rebaixamento, além de Atalanta e Inter, concorrentes diretos a uma vaga na competição. Há boas chances de a equipe dar a volta por cima e conseguir a classificação ao torneio. Para o Genoa, o campeonato será para cumprir tabela, uma vez que, com 39 pontos, o time não tem mais objetivos em 2013-14.

No gramado do Marassi, o Milan teve a primeira grande chance com Pazzini, aos 10 minutos, mas o atacante cabeceou para fora – ele substituía Balotelli, que ficou no banco devido a uma gripe e só entrou nos minutos finais. O gol saiu aos 20, depois que Kaká deu passe de calcanhar e Taarabt avançou para marcar o primeiro. Após o gol, apesar do leve domínio rossonero, o Genoa mostrava agressividade, mas não aproveitava as imprecisões de Abbiati – e também não contou com a sorte, depois que Mexès errou corte de cabeça. Na segunda etapa, um Honda apagadíssimo recebeu passe de Taarabt e, com cavadinha, ampliou o placar, marcando seu primeiro gol na Itália. Com a desvantagem, o Genoa se lançou ao ataque e diminuiu depois que, em voleio, Motta contou com um toque na trave e em Abbiati para marcar. Na sequência, o Milan se salvou do empate depois que o goleiro e Mexès afastaram o perigo, em belas jogadas. (NO)

Catania 1-2 Torino
Era o jogo para reavivar o Catania na luta pela salvezza. Era. Isso porque a vitória escapou em três minutos de desatenção, já no final da partida e, se não puseram fim às esperanças de permanecer na primeira divisão, deixaram-nas bem próximas. Logo aos dois minutos de partida, Bergessio trouxe a alegria à torcida elefantini, mas a falta de qualidade na equipe fizeram com que a equipe de Maran não soubesse aproveitar o ritmo lento de um Torino que parecia conformado com o meio de tabela.

Mas na segunda etapa, o jogo foi outro. O Toro voltou diferente e até achou o gol com Maksimovic, que foi bem anulado. Mas, quando tudo indicava uma surpreendente derrota,  a superioridade granati se fez valer nos minutos final e, com El Kaddouri e Immobile (que chegou ao 18º na competição, igualando a Tevez na artilharia da Serie A), o time de Ventura reagiu e virou a partida, sacramentando a quinta derrota consecutiva do time rossoblù que o coloca bem perto da Serie B, de onde seu arquirrival, Palermo, está saindo para assumir o posto de siciliano na elite do futebol italiano. (CD)

Relembre a 31ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.


Seleção da rodada
Curci (Bologna); Cacciatore (Verona), Paletta (Parma), Biava (Lazio); Cuadrado (Fiorentina), Biondini (Sassuolo), De Rossi (Roma), Taarabt (Milan), Sansone (Sassuolo); Destro (Roma), Llorente (Juventus). Técnico: Rudi Garcia (Roma).

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Um minuto para Bonucci

Bonucci deu a vitória ao time italiano contra o Lyon; classificação ficou mais próxima (Foto: Squawka)

Tévez, aos 10 minutos do segundo tempo, sentiu lesão na virilha e pediu para ser substituído imediatamente. Em seu retorno ao time - o argentino não atuou contra o Napoli, suspenso -, ele foi o jogador que mais ofereceu perigo ao ágil goleiro Anthony Lopes. Na primeira oportunidade, Tévez cabeceou pra fora um domínio perdido por Osvaldo dentro da área. Na segunda, esticou demais a bola lançada por Pirlo; Lopes saiu bem.

Vucinic entrou no lugar do argentino durante a etapa final. O intuito, claro, era melhorar a equipe que mais tinha sofrido que oferecido perigo. Malbranque parou em Buffon e, na sequência, no primeiro tempo, Briand se aproveitou da falha de marcação de Bonucci, mas jogou a bola por cima do alvo. Em 15 minutos, Vucinic já tinha feito mais que Osvaldo durante toda a partida. Ajeitou a parte ofensiva do time e distribuiu melhor a bola para as chegadas constantes de Pogba e Asamoah. 

Corta para os dez minutos finais da partida. 

Giovinco, que substituiu Osvaldo no decorrer da segunda etapa, fez uma excelente jogada para servir Vucinic, que saiu da marcação e chutou por cima da meta. Ele estava dentro da pequena área. Quase debaixo do gol. Um lance inacreditável. No minuto seguinte, o montenegrino abafou a saída de bola de Koné. O zagueiro cedeu escanteio para a Juventus. Pirlo corre para a faixa esquerda do Gerland. O volante cobra rasteiro, curto. Marchisio cruza rapidamente, Koné não afasta e Pogba chuta com força. A bola explode em Tolisso e Bonucci, todo torto, bate Lopes com uma finalização alta. 

Durante os acréscimos, Briand ainda tentou. Infelizmente para sua equipe, Cáceres recompôs bem e o passe para Gomis ficou nos pés de Chiellini. Os franceses bem que tentaram abusar da defesa juventina a partida inteira com os avanços em velocidade de Briand, Lacazette e Mvuemba, talvez lembrando que foi assim que a Juventus sofreu com o Napoli, na última rodada disputada da Serie A. Não foi o bastante.

No aniversário do técnico do Lyon, Rémi Garde, a Juventus venceu por 1 a 0 e ficou mais próxima da vaga na semifinal da Liga Europa. Ficou difícil demais tirar a classificação dos bianconeri, que definem se ficam com a vaga na Arena Juventus, em Turim.

Lyon 0-1 Juventus
Quartas de final da Liga Europa
Estádio Gerland, em Lyon, França

Lyon (4-1-2-1-2): Lopes, Tolisso, B. Koné, Umtiti e Bedimo; Gonalons, Ferri, Mvuemba e Malbranque (86' Fekir); Lacazette (75' Gomis) e Briand (89' Njié). T: Rémi Garde

Juventus (3-5-2): Buffon, Cáceres, Bonucci e Chiellini; Isla (78' Lichtsteiner), Pogba, Pirlo, Marchisio e Asamoah; Tévez (56' Vucinic) e Osvaldo (62' Giovinco). T: Antonio Conte

Gol: Bonucci (85')

terça-feira, 1 de abril de 2014

31ª rodada: Quase lá

Em noite de gala, o Napoli derrubou a futura campeã e ficou perto de carimbar vaga na LCA
Na 31ª rodada, a Serie A praticamente definiu os vereditos da parte de cima da tabela. A vitória do Napoli sobre a Juventus deve selar a ida dos azzurri à Liga dos Campeões, não só pela diferença de pontos sobre a Fiorentina, 4ª colocada – são 12 –, mas por ter sido a prova de força que os partenopei precisavam para avisar: não perderão pontos suficientes para dar sopa ao azar. A tabela até o final do campeonato é complicada, mas ao vencer o time mais complicado da sequência, o Napoli deu um passo enorme para ficar com a vaga, até porque Fiorentina e Inter, que o perseguem (perseguiam?) tropeçam demais.

Apesar da derrota da Juve, o campeonato não deve ser reaberto: hoje a Roma está 11 pontos atrás da Velha Senhora e pode diminuir a diferença para oito, caso bata o Parma, em jogo atrasado da 22ª rodada, que acontece nesta quarta. Apesar do confronto direto contra a Juve, que acontece no Olímpico de Roma na antepenúltima rodada, dificilmente os bianconeri darão margem a uma nova briga pelo título. Rudi Garcia e seus comandados sonham, porque, afinal, não custa nada.

As duas derrotas do Parma nas últimas rodadas reabriram a briga pela última vaga na Liga Europa, uma vez que a Atalanta está em franco crescimento. Uma irregular Lazio também sonha, assim como Verona, Torino, Milan e Sampdoria, que observam de longe. Na parte baixa da tabela, a briga de Chievo, Bologna, Livorno, Sassuolo e Catania contra o descenso deve durar até a última rodada.

Napoli 2-0 Juventus
O Napoli venceu a Juventus por 2 a 0 e praticamente garantiu a vaga na próxima edição da Liga dos Campeões. O primeiro tempo foi todo napolitano. Henrique atrapalhou Asamoah, subindo demais pelo corredor direito nos 15 minutos iniciais. Ainda mais com Callejón aprofundando exatamente na mesma posição e Higuaín segurando Bonucci dentro da área. O gol do espanhol saiu após lançamento de Insigne, da intermediária. Em posição irregular, ele ganhou de Asamoah e venceu Buffon. O goleiro da Juventus, até aquele momento, havia realizado três excelentes defesas. A Velha Senhora não conseguia sair para o jogo principalmente porque Hamsík não desgrudou de Pirlo. Tanto é que, ao deixar o volante livre por cinco segundos, Pirlo iniciou a jogada que terminou em um cruzamento perigoso de Lichtsteiner. No restante da partida, porém, com as grandes atuações de Insigne e Callejón pelos flancos, segurando os alas juventinos, só deu azul.

A etapa final foi um pouco mais aberta. Só que um pouco mais aberta não significou tantas chances para a equipe visitante, que abusava do lançamento longo para finalizações de Lichtsteiner. A bola mais perigosa saiu dos pés de Vucinic, substituindo Osvaldo, que passou à esquerda da meta de Reina. Rafa Benítez mexeu bem no Napoli. O técnico promoveu as entradas de Pandev e Mertens nos lugares de Higuaín e Hamsík. O macedônio fez ótimo lançamento para Mertens, que girou, saiu de Marchisio e bateu no contrapé de Buffon para decretar o fim da série de 22 partidas sem derrota da Juve na Serie A. (Murillo Moret)

Sassuolo 0-2 Roma
Em tarde de muito calor e jogo fraco em Reggio Emilia, quem mais chamou a atenção foi árbitro Nicola Rizzoli, o italiano selecionado para apitar na Copa do Mundo. Aos 34 minutos do primeiro tempo, quando a Roma já vencia por 1 a 0 os donos da casa, o juizão se mostrou mais perdido que cego em tiroteio e demorou mais de cinco minutos para decidir se marcava pênalti ou não, em simulação clara de Sansone. Primeiro, ele ignorou a jogada. Depois, voltou atrás e marcou a penalidade. Por último, não resistiu à pressão dos jogadores e, após muita conversa, desistiu da marcação. Rudi Garcia, o técnico romanista, riu: "Nunca tinha visto isso".

Com a bola rolando, os dois times não proporcionaram grandes emoções aos torcedores. Sob o sol intenso que clareou a região da Emília-Romanha neste fim de semana, o jogo foi disputado em ritmo baixo e essencialmente no meio de campo. A marcação por pressão da Roma não demorou a funcionar e ainda aos 16 minutos de jogo, Destro se mostrou decisivo de novo, marcando após bom passe de Nainggolan, que roubou a bola de um desatento Missiroli e serviu o companheiro. Foi o décimo gol do atacante no campeonato e quarto nos últimos quatro jogos. Depois de sofrer um pouco, a equipe da capital sacramentou a vitória com gol de Michel Bastos, depois de mais uma roubada de bola na zaga adversária, desta vez de Taddei. (Rodrigo Antonelli)

Livorno 2-2 Inter
A Inter teve um primeiro tempo ruim em Livorno, mas saiu de campo com dois gols. A equipe, que chegou a ter quase 70% de posse de bola, mostrou os mesmos problemas de sempre: tem a bola, mas dificilmente consegue penetrar as linhas defensivas adversárias e fica tocando a pelota de lado, até arriscar cruzamentos. Com isso, Icardi fica muito fora do jogo – não que ele faça muito para aparecer. Mesmo assim, uma Inter que poupava alguns jogadores (Ranocchia, Cambiasso, Nagatomo e Guarín) conseguiu marcar duas vezes, com Hernanes (primeiro gol vestindo azul e preto) e Palacio, após dois levantamentos na área.

No segundo tempo, porém, a história foi outra e os labronici, que ainda estão na zona de rebaixamento, diminuíram, depois que, em uma jogada ensaiada de escanteio, Paulinho deixou Samuel na saudade e fuzilou para as redes. Depois do gol, só deu Inter de novo. Guarín perdeu duas chances nítidas, por preciosimo, e uma Inter preguiçosa e imprecisa dava a sensação de que cederia mais um empate. Foi o que aconteceu, depois que Guarín resolveu recuar a terceira bola do meio-campo para Handanovic, mas errou no passe e deu um gol de presente para Emeghara, fazendo Mazzarri morder os próprios dedos. Ao todo, a Inter cedeu nove empates e perdeu três jogos nos últimos 10 minutos neste campeonato, deixando de somar 21 pontos. Caso houvesse conquistado, a equipe seria terceira colocada, com um ponto a menos do que a Roma. Não há time mais esbanjão nesta Serie A. Ao fim da partida, Mazzarri definiu bem a situação interista: "a diferença entre o campeão feito e aquele em construção é a cabeça". Esta Inter tem uma cabeça fraca e, por isso, a Beneamata amarga a 5ª posição, com apenas 49 pontos. Já o Livorno, 18º, com 25, ganha sobrevida. (Nelson Oliveira)

Sampdoria 0-0 Fiorentina
O empate na tarde do domingo deixou a Fiorentina em situação complicada. A equipe violeta, que não vinha aproveitando suas chances, pecou novamente ao ir ao Marassi e ficar no 0 a 0 com a Sampdoria, dona da casa. Com isso, Montella e companhia teriam de torcer para que a rival Juventus passasse pelo Napoli para continuar sonhando com uma vaga na Liga dos Campeões – o que não aconteceu. Desta forma, com 52 pontos, 12 a menos que os azzurri de Nápoles, a Fiorentina deve mesmo se contentar com uma vaga na Liga Europa – e tentar se vingar dos partenopei na final da Coppa Italia. Já a boa Sampdoria de Mihajlovic está confortável no meio da tabela, com 41 pontos, e já pode começar a pensar na próxima temporada – com alguns reforços, o time pode sonhar mais alto em 2014-15.

No gramado do Luigi Ferraris, o cinza do uniforme alternativo da Fiorentina se refletiu no seu futebol. Com alguns desfalques, a equipe florentina jogou com Ilicic e Wolski dando suporte a Matri, mas produziu pouco, em uma tarde de futebol apenas regular. O equilíbrio foi a tônica do jogo, e enquanto Éder perdeu chance do lado blucerchiato, a Fiorentina só teve chances claras de verdade no segundo tempo, primeiro quando Vargas mandou um canudo de fora da área, que explodiu no travessão, e já nos acréscimos, quando Matri jogou para fora uma boa oportunidade criada por Borja Valero. No final do jogo, uma cena curiosa: o técnico Mihajlovic foi expulso (ficará de fora dos jogos contra Lazio e Inter, suas ex-equipes) e deu duras enormes no quarto árbitro e em Carmine Russo, que dirigia a partida. Como a saída para os vestiários fica do lado inverso aos bancos de reserva, no estádio genovês, Mihajlovic precisou atravessar o campo para ir embora e, no caminho, gritou muito ao pé do ouvido do apitador, dando-lhe até um empurrão. (NO)

Lazio 3-2 Parma
Durante os dias que antecederam o duelo direto contra o Parma, Edy Reja, técnico laziale, definiu o jogo como a "última lágrima de esperança" para sua equipe tentar uma vaga na Liga Europa da temporada que vem. Nem a dramaticidade de suas declarações, porém, preparou os torcedores para os 10 minutos finais de jogo no Olímpico. Vencendo por 2 a 1, aos 36 minutos do segundo tempo, a equipe biancoceleste viu uma bola desviada por Ciani entrar na própria meta por entre as pernas de Marchetti, quase que em câmera lenta, e empatar o jogo para o Parma. Para piorar, o Parma ainda teve duas chances claras de virar a partida aos 43' e 44', mas Palladino desperdiçou.

E foi aí que apareceu um Candreva decisivo. O meia desviou um cruzamento na área já nos acréscimos e fez o gol que mantém a Lazio sonhando com uma vaga na Liga Europa 2014-15. Apenas quatro pontos a separam da Inter de Milão, quarta colocada. O Parma continua em sexto, com 47 pontos. Apesar do sofrimento, a vitória foi merecida. A equipe de Reja jogou melhor no primeiro tempo e em boa parte do segundo tempo, contra um Parma perdido em campo. Lulic marcou primeiro, Biabiany empatou para os visitantes e Klose, após passe do lateral bósnio, fez o 2 a 1, antes de a partida ganhar contornos dramáticos. (RA) 

Milan 3-0 Chievo
Na 300ª partida de Kaká com a camisa rossonera a festa foi completa em San Siro. Com dois gols, o brasileiro foi o dono da partida, comandando o Milan em sua segunda vitória consecutivas (pela terceira vez na temporada, a segunda com Seedorf) e amenizando um pouco a pressão sobre o clube. Mas o adversário também colaborou. Beirando a zona de rebaixamento, o Chievo não deu o menor trabalho ao Diavolo, salvou raras estocadas. Dono da partida o Milan foi desde o início imponente, tanto que o primeiro gol não tardou a sair. Logo aos três minutos Balotelli recebeu cruzamento de Rami e deu um leve toque para desviar do goleiro Agazzi e abrir o placar.

O Milan seguiu pressionando e o segundo gol chegou aos 26 minutos. Honda cruzou e encontrou Kaká livre na entrada da pequena. O brasileiro dominou no peito e deslocou o goleiro para marcar o segundo. Ainda na primeira etapa, o time milanista poderia ter ampliado, mas Honda desperdiçou chance incrível, quase embaixo das traves. Nada que atrapalhasse os planos do rossonero, que marcou novamente no início da segunda etapa. Kaká cobrou falta, a zaga afastou e na sobra, o camisa 22 acertou um chute como nos bons tempos para fazer seu segundo gol na partida. E quando a fase ajuda, nem pênalti entra. O Chievo teve a chance de diminuir, mas Théréau carimbou o travessão de Abbiati, em cobrança de uma penalidade esdrúxula, cometida pelo fraco Zaccardo. O resultado deixou o Milan vivo por uma vaga na Liga Europa, agora 7 pontos atrás da rival Inter. (Caio Dellagiustina)

Bologna 0-2 Atalanta
A Atalanta fez história. Pela primeira vez a equipe bergamasca conquistou seis vitórias consecutivas em suas 53 temporadas de Serie A. Um marco e tanto para quem começou a temporada desacreditada e na 31ª rodada, ainda sonha em disputar uma competição europeia. Mérito total de Stefano Colantuono que chegou a balançar no cargo anos atrás, mas hoje entra para o hall dos lendários treinadores nerazzurri, com quatro temporadas de clube – ninguém está há mais tempo no comando de um time no futebol italiano. Para chegar ao recorde, o time foi até o Renato Dall’Ara e com dois gols em cinco minutos, definiu a partida.

Há quase 700 minutos sem fazer um gol, o Bologna até começou melhor, mas não teve competência para passar a bem organizada defesa da Atalanta. Já o time de Colantuono aproveitou bem suas chances. Aos 21, De Luca acertou belo chute da entrada da área e aos 26, Estigarribia disparou um petardo, a 105 km/h e mandou no ângulo de Curci. Com a vitória, a Atalanta agora soma 46 pontos, já o Bologna vê mais um fim de temporada dramático. Com Ballardini balançando no comando e a torcida reclamando com o presidente Guaraldi nas arquibancadas, o Bologna só não entrou na zona de rebaixamento graças aos tropeços de seus adversários. (CD)

Verona 3-0 Genoa
Após quatro derrotas seguidas, o Hellas voltou a encontrar o triunfo após bater o Genoa mesmo com um jogador a menos por mais da metade da partida. Jogando em casa, os butei contaram com uma atuação dedicada do brasileiro Marquinho e o oportunismo de Toni, que chegou aos 15 gols na temporada, para definir a vitória sobre os grifoni, que tiveram tarde de futebol para se esquecer. O resultado mantém vivas as chances de o Verona chegar à Liga Europa: a equipe tem 43 pontos, seis a menos que a Inter, 5ª colocada. O Genoa fica na 13ª posição, com 39 pontos, e não almeja nada além de um fim de temporada tranquilo.

Desde os primeiros minutos, o Verona pressionou muito, graças à atividade de Iturbe e Marquinho, que acionavam Toni, um perigo constante para a defesa adversária. Após um gol bem anulado de Cacciatore, o Hellas abriu o placar graças a um chutaço de fora da área do volante Donadel, que completou jogada de Marquinho e marcou seu primeiro gol na Serie A após quatro anos de seca. No final do primeiro tempo, o lateral direito Albertazzi foi expulso, mas o Genoa não aproveitou a superioridade numérica, mesmo com as entradas de Konaté e Calaiò. No final do jogo, Marquinho participou novamente das jogadas dos gols de Toni, que deixou o placar elástico a favor dos veroneses. (NO)

Torino 2-1 Cagliari
Mesmo sem o artilheiro Immobile, suspenso, o Torino não teve dificuldades para bater o Cagliari, em casa. O Toro venceu por 2 a 1 e voltou a sonhar com uma vaga na próxima edição da Liga Europa. Seis pontos separam a equipe do Piemonte da Inter, primeira integrante da zona de classificação ao campeonato europeu. Os sardos começaram melhor, com Nenê finalizando por cima do gol aos 13 minutos. O brasileiro voltou a participar de uma boa jogada, com Eriksson, que também não resultou em tento. Meggiorini, substituto de Immobile, reclamou de pênalti de Avramov; Cerci, na sequência, ficou na bronca após uma dura entrada de Astori dentro da área. O time da casa saiu na frente com El Kaddouri, desviando um bom cruzamento de Cerci.

No segundo tempo, aos 15 minutos, El Kaddouri não conseguiu ampliar após bola alçada por Darmian. A bola passou bem próxima à baliza. O Torino decidiu o jogo com um contra-ataque mortal no qual Vives deu mais um longo lançamento primoroso, como o que resultou no golaço de Immobile diante da Roma, e viu Cerci receber e apenas tocar na saída de Avramov. Nenê ainda descontou para o Cagliari. Giampiero Ventura, contudo, pode fazer com que sua equipe faça um treino específico de finalizações. Das 23 realizadas no domingo, apenas cinco atingiram o gol. O Cagliari estacionou nos 32 pontos e pega a Roma na próxima rodada; o Torino visita o ameaçado Catania. (MM)


Udinese 1-0 Catania
Em uma partida que reunia duas equipes localizadas na parte de baixo da tabela, quem jogou melhor foi o lanterna, Catania, mas quem levou a melhor foi a Udinese, graças a um gol de Di Natale, em sua oitava temporada consecutiva ultrapassando os dez gols no campeonato. Quem também garantiu a vitória friulana foi o jovem goleiro Scuffet, responsável por uma série de defesas no segundo tempo. Com o resultado, a equipe de Údine chegou aos 38 pontos e praticamente selou a permanência na elite por mais um ano. Já os sicilianos amargam a última posição, com 20 pontos.

No Friuli, o Catania foi a campo num 4-3-3 muito propositivo, que teve em Lodi e Plasil duas ótimas saídas para o ataque. A Udinese se limitava a esperar, buscando contra-ataques, e foi pressionada em quase toda a partida. O azar etneo, porém, reflete a má fase: o time conquistou apenas dois pontos fora de casa e não vence desde 16 de fevereiro. Apesar de o elenco ser interessante, a equipe não tem dado liga e não conta com a sorte – ter enfrentado, neste momento, um Scuffet cheio de confiança, comparado até a Buffon e com possibilidade de ir à Copa, acabou com os planos. Num contra-ataque, Di Natale marcou o gol da vitória, na terceira e última chance bianconera no jogo. O restante da partida viu o assédio rossoazzurro e um Scuffet pronto a evitar o gol. Para a Udinese, problemas após o jogo: o capitão Di Natale acusou uma distorsão no joelho e pode não jogar mais nesta temporada. Como Totò anunciou a aposentadoria ao final do campeonato, pode ter sido sua última partida oficial na carreira. (NO)

Relembre a 30ª rodada aqui.
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Seleção da rodada
Scuffet (Udinese); Henrique (Napoli), Benatia (Roma), Lucchini (Atalanta), Lulic (Lazio); Marquinho (Verona), Vives (Torino); De Luca (Atalanta), Kaká (Milan), Insigne (Napoli); Toni (Verona). Técnico: Rafa Benítez (Napoli).