segunda-feira, 9 de novembro de 2009

900 minutos em 9: 12ª rodada

Em noite de Camoranesi e com a ajuda da Roma, a Juventus reabre o campeonato (Getty Images)

A primeira partida desta 12ª rodada foi um tormento: Catania e Napoli empataram em um jogo muito ruim. Como disse a manchete da Gazzetta dello Sport, o time azzurro ficou em Turim. E a Juventus, derrotada pelo Napoli nesta mesma Turim, não ficou por lá: foi a Bérgamo e jogou como outro time, para vencer sem muitos dramas a Atalanta, apesar das boas partidas de Guarente e Valdés e do pequeno susto levado quando os nerazzurri encostaram no placar por duas vezes seguidas. A Velha Senhora, logo após sofrer os dois gols, logo ampliou sua vantagem, primeiro com Felipe Melo e depois com Diego. Porém, o nome da partida foi Camoranesi, que fez dois gols ainda no primeiro tempo e também participou bem de todo o jogo. Festa para o ítalo-argentino e também para Trezeguet, que com seu gol chegou a 167 gols pelo clube, atingindo a marca de estrangeiro a marcar mais gols pela Juve. Porém, quem mais comemorou foi a Juventus, que está a cinco pontos da Inter e vê o campeonato reaberto.

No Meazza, na partida que fechou a rodada, um empate ficou de bom tamanho para Inter e Roma, pelo futebol não jogado, como disse Mourinho. O técnico nerazzurro decidiu poupar Cambiasso, Sneijder e Chivu, que não estavam 100% e lançou um meio-campo formado por Muntari, Vieira e Thiago Motta. Os visitantes, por sua vez, estavam desfalcados de Doni, Burisso, Juan e Totti. A Roma começou o jogo a todo o vapor e se aproveitou da desatenção defensiva da defesa nerazzurra para levar perigo. Na primeira, Vucinic recebeu passe de Ménez e demorou o suficiente para que Lúcio se recuperasse para desarmá-lo. Na segunda, o montenegrino ganhou do zagueiro brasileiro no alto e encobriu Júlio César, inexplicavelmente adiantado. Daí para a frente, a Inter foi toda ataque contra uma Roma fechadíssima, que só ameaçava em esporádicos contra-ataques. Maicon tentou atacar o jogo inteiro, mas Riise esteve muito bem na marcação e ganhou o duelo. Ainda no primeiro tempo, Júlio Sérgio chegou a ser decisivo, em uma defesa cara a cara com Milito. De Rossi foi substituído após chocar-se com Vieira e será operado, desfalcando a seleção italiana nos amistosos da semana. No segundo tempo, após as entradas de Sneijder e Balotelli, a Inter foi ainda mais para cima e não demorou para empatar. Eto'o marcou, após um belo giro de dentro da área. Daí para frente, mesmo que a Inter continuasse pressionando, o jogo caiu de ritmo e o empate persistiu.

Logo atrás de Inter e Juventus, o Milan aparece na terceira colocação, após vencer a Lazio na capital. Após toda a contestação a Leonardo e ao elenco, os rossoneri vão surpreendendo e já estão a sete jogos sem perder (nove, contando com os duelos contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões). Enquanto Ballardini sofreu com um ineficiente Matuzalém como trequartista de seu 4-3-1-2, o tridente ofensivo montado por Leonardo deu certo mais uma vez. Pato marcou seu quinto gol na Serie A, o quarto com passe de Ronaldinho. Antes, Pirlo, em boa tarde, havia cruzado para Thiago Silva marcar o primeiro rossonero. A Lazio, muito dependente de um esforçado Zárate, pouco ameaçava e só conseguiu reduzir a distância no marcador graças a um estranho gol contra de Thiago Silva. A partir de então, com Cruz e Meghni ajudando Rocchi e Zárate, os laziale ameaçaram, mas a defesa milanista estava segura. Mesmo se defendendo muito, o Milan se aproveitou da fragilidade do adversário para atacar e forçou Muslera a fazer ótimas defesas. A crise biancoceleste é muito real e Ballardini está por um fio. Desta vez Claudio Lotito lhe deu confiança, mas quando ela acabará?

Incrível neste campeonato, até agora, são as posições de Parma e Bari, acompanhando de pertinho os postulantes às vagas europeias. Nesta rodada, as duas equipes subidas da Serie B derrotaram Chievo e Livorno, dois concorrentes diretos na luta pela salvezza, que parece cada vez mais próxima de ser garantida. No Tardini, o Parma segue com desempenho fantástico: contra o Chievo, o time de Guidolin chegou à quinta vitória em seis partidas, o que significa que 15 dos 20 pontos dos gialloblù foram conquistados em casa. Além disso, os crociati não sofrem gols em seu estádio há 302 minutos. Na partida de hoje, apesar da lesão que Paloschi sofreu na coxa, não foi difícil passar pelos veroneses. Bojinov levava perigo ao gol de Sorrentino, mas quem marcou o primeiro foi Zaccardo, com um belo toque de canhota. No segundo tempo, o Parma fez o segundo depois que Abbruscato quase empatou para o Chievo ao cabecear uma bola na trave. No mesmo lance, a bola sobrou para Dzemaili, que correu mais de setenta metros em um contra-ataque fulminante e deixou Lanzafame livre para marcar seu primeiro gol na Serie A.

O Bari, por sua vez, não teve dificuldades para vencer o Livorno, no San Nicola. Logo no início, Allegretti fez o gol solitário do jogo, que mantém o Livorno na zona de rebaixamento. Apesar da má colocação na tabela, o Livorno teve um jogador convocado para a seleção italiana. Para os amistosos desta semana, contra Holanda e Suécia, Lippi convocou Candreva, que tem feito por merecer uma chance na Azzurra. Candreva, meia habilidoso e de visão de jogo, tem jogado quase sozinho na equipe amaranta. Prova disso é que o Livorno fez apenas quatro gols em doze rodadas.

Em Údine, Udinese e Fiorentina foram a campo sem vários jogadores importantes. Os donos da casa não teriam Floro Flores e Sanchez, enquanto os viola teriam de jogar sem Zanetti, Mutu e Jovetic. Para piorar, ao longo da partida as lesões continuaram. Marino teve de mexer para compensar as saídas de Pepe e D'Agostino, enquanto Prandelli teve de substituir Santana e De Silvestri. Em um jogo atípico e sem emoções, o gol só poderia sair sem querer. Nos minutos finais, Vargas bateu falta colocando a bola na área, mas ela foi direto pras redes, após desviar levemente em Pasquale. Di Natale ainda tentou empatar, mas Frey garantiu a vitória que levou a Fiorentina à quarta posição, com 21 pontos, mesmo número da Sampdoria, que só somou um ponto em três rodadas.

Desta vez, os doriani perderam para um bravo Cagliari, na Sardenha. A quarta vitória consecutiva de Allegri e companhia não foi fácil. Cassano começou jogando bem e deixou Mannini livre, mas Marchetti se antecipou bem ao meia adversário. Fantantonio ainda sofreu pênalti de Jeda, mas o árbitro Gervasoni não marcou. A primeira chance rossoblù surgiu com Biondini, convocado pela primeira vez para a Azzurra. O ruivo chutou de longe e acertou a trave de Castellazzi, que deu mais sorte quando Dessena, ex-Samp, desperdiçou o rebote. As coisas começaram a complicar para a Sampdoria logo depois, quando Stankevicius, último homem, fez falta em Jeda e foi expulso. No entanto, a formação blucerchiata defendia bem e Castellazzi ia garantindo o resultado, ao defender dois chutes perigosos de Conti. No entanto, o mesmo Conti foi decisivo no final da partida, ao cabecear sozinho e enfim vencer o goleiro doriano. O ex-romanista ainda deu um passe de cabeça para Matri dar números finais a partida e fazer o Cagliari, 19 pontos, sonhar mais uma vez com a Europa.

Um ponto atrás se encontra o Genoa. Os rossoblù tiveram uma boa semana, embalada pela vitória na Liga Europa contra o Lille, conseguida no último minuto, e coroada com a vitória contra o Siena, por quatro a dois. Se o ataque funciona muito bem e é o terceiro melhor da competição, com 22 gols, a defesa é a pior da Itália, com 22 gols sofridos. Não importa quem jogue, o tridente rossoblù é fulminante. Desta vez, começaram jogando Crespo e Palacio, que foram fundamentais para a vitória. O centroavante fez dois gols em menos de 20 minutos e o ex-xeneize participou de três gols. Curci falhou no segundo gol de Crespo, ao largar o chute rasteiro de Palacio, e mostrou ser mesmo um goleiro de altos e baixos ao se redimir e fazer uma defesa difícil cara a cara com Palladino, convocado para a Azzurra. Porém, o ex-juventino marcaria logo depois, concluindo para as redes mais uma jogada feita por Palacio. Quem esperava por uma partida já decidida, se surpreendeu com a postura do Siena na segunda etapa. Baroni colocou o time para frente e por pouco não conseguiu o empate. A dez minutos do fim do jogo, Paolucci e Maccarone recolocaram os bianconeri no jogo, com dois gols surpresa. Rosi quase empatou, mas Floccari, já nos acréscimos, jogou um balde de água fria nos visitantes. Se serve de alento para o Siena, Paolucci foi mais ativo hoje que Calaiò em todo o campeonato e pode ser útil para as próximas partidas.

No Renato Dall'Ara, o Bologna sorriu duplamente após sua vitória contra o Palermo, por três a um: a vitória vale o dobro quando seus adversários diretos são derrotados. A vitória felsinei foi construída com dois gols de Zalayeta e um de Di Vaio, todos com falhas do ótimo zagueiro Kjaer, mas que estava em dia deplorável. O dinamarquês chegou a buscar a redenção, quando marcou o gol do momentâneo empate, mas marcar um gol não é suficiente quando você é o bidone da rodada. Fora de casa, os rosaneri continuam sem vencer enquanto, em casa, os bolonheses vão bem, com três vitórias. Será que o mando de campo contará para a próxima partida, contra a Inter?

Para resultados, escalações, classificação e estatísticas da 12ª rodada, clique aqui.

Seleção da 12ª rodada
Júlio Sérgio (Roma); Zaccardo (Parma), Chiellini (Juventus), Riise (Roma); Camoranesi (Juventus), Pirlo (Milan), Conti (Cagliari), Dzemaili (Parma); Palacio (Genoa), Crespo (Genoa), Zalayeta (Bologna).

domingo, 8 de novembro de 2009

12ª rodada, ao vivo!

Olá, amigos! Transmitiremos mais uma rodada do Campeonato Italiano, ao vivo, aqui no blog. Também nos acompanhe em nosso Twitter, @quattrotratti.

Para comentar, use o chat abaixo. Neste domingo, teremos Lazio x Milan começando às 12h e Inter x Roma, a partir das 17h30.

sábado, 7 de novembro de 2009

E tu come stai?

É fácil culpar Ranieri. Mas no ambiente romanista, o buraco é mais em cima (Getty Images)

Não vale muito a declaração de Mourinho de que o jogo entre Inter e Roma deste domingo (ao vivo a partir das 17h30 aqui no blog) é uma disputa direta pelo título. Não é a primeira e nem a última vez que o português usa a mídia para tirar o foco de seus jogadores, mas o exagero de abstrair estes 14 pontos e mais a qualidade técnica que separam os dois times foi seu ápice. Por um simples motivo: aquela Roma de Spalletti, da qual Mourinho se cansou de falar no ano passado por sua beleza (e ineficácia), já não existe mais.

O ambiente giallorosso, que nesta década só esteve em paz sob o comando de Capello e nos primeiros três anos da gestão de Spalletti, se foi de vez. A torcida se perdeu junto: jamais a Curva Sud havia vaiado o autor de um gol do time, até fazê-lo com Vucinic, que marcou seu primeiro gol da temporada na rodada passada. Claudio Ranieri seria o homem para recolocar essa boa Roma nos trilhos com a sua seriedade, mas ele já se sente só.

Ranieri já deixou bem claro que atrás das flores há quem vá contra o seu projeto, dentro da diretoria e talvez até do time. Por um simples motivo: atacar o time atinge o clube como um todo e o caos giallorosso poderia facilitar a venda da sociedade para alguns dos interessados – não por caso, o magnata farmacêutico Francesco Angelini já parece disposto a gastar 400 de seus milhões de euros pelo pacote majoritário das ações do clube.

Nos bastidores, também existe o problema do setor juvenil. O ótimo Andrea Stramaccioni, treinador dos Allievi Nazionali, no ano passado só ficou na Roma pela promessa de assumir o time Primavera ao fim da temporada, hoje comandado por Alberto De Rossi, pai do meia Daniele De Rossi. Mas nada de concreto apareceu e só se voltou a falar nisso agora que a Inter mostrou-se interessada em levar o técnico e os mais promissores jovens dessa categoria de uma só vez. A solução desesperada pode empurrar De Rossi para a supervisão técnica da base, o que definitivamente não seria um exemplo de bom planejamento.

Na parte "de cima", jogadores que somem ou que se ignoram, um departamento médico que não inspira confiança a qualquer um desses, salários caros que não dão qualquer retorno... Entre humoristas da capital, já há quem diga que Cicinho e Júlio Baptista deveriam ser pagos pela CBF. E a bagunça não para nisso: Gian Paolo Montali está no dia-a-dia de Trigoria, fala pelo clube, atende bem os jornalistas. Mas não há quem diga qual sua função societária ou explique seu cargo de "coordenador e otimizador dos recursos humanos da área esportiva".

Em campo, é uma Roma capaz de grandes viradas e incríveis quedas, e assim será enquanto não contar com il capitano Totti, comprovadamente o único capaz de transformá-la. Como havia sido com Capello, Völler, Del Neri, Conti, Spalletti. Um time com problemas no gol, laterais indefesas, zagueiros lesionados, meio-campo em construção, ataque inexistente, jogo inexplicável, comando fraco, diretoria contestada. E com uma só esperança, para variar: Fracesco Totti.

"E tu come stai?", em português algo como "E você, como vai?", é um dos maiores sucessos de Claudio Baglioni, torcedor da Inter. Mas, pelo menos neste domingo, a pergunta vale mais para a rival Roma.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lega Pro: vida abaixo da Serie B

A bola que entra em campo pela Lega Pro: essa aqui, talvez você jamais consiga ver ao vivo...


A partir de hoje, os admiradores do calcio também vão saber do que acontece nos campeonatos da Lega Pro, a nova denominação da Lega Professionisti Serie C, que organiza os torneios de 1ª Divisione e 2ª Divisione (em substituição às antigas séries C1 e C2, Terceira e Quarta Divisão, respectivamente) além da Coppa Italia Lega Pro. Tratam-se de categorias que não se destacam pelo nível técnico de seus jogos, mas que abrigam velhos vencedores do scudetto, como o Hellas Verona (atualmente na 1ª Divisione) e a Pro Vercelli (2ª Divisione) e, historicamente, contam com grande presença de equipes de pequenas cidades italianas, nas quais o futebol é um elemento de auto-afirmação de seus habitantes.

A maioria dos clubes participantes dos campeonatos da Lega Pro passam por grandes dificuldades financeiras e, até por isso, têm perspectivas limitadas, inclusive para a construção de um patrimônio de jogadores: muitos deles são formadas por meio de empréstimos, co-propriedades ou pela cessão de jogadores das equipes de base de clubes de divisões superiores.

Na 1ª Divisione, 36 times são divididos em dois grupos (gironi) de 18 equipes, cada. Já na 2ª Divisione, são três grupos de 18 equipes, totalizando 54 clubes, sempre se enfrentando em turno e returno. Os líderes de cada grupo são promovidos diretamente. Do segundo ao quinto colocados jogam
-se os play-offs de acesso, dos quais sai mais um ascensor por grupo. Na parte de baixo, entre o 14º e 17º jogam-se os play-outs, em que duas equipes por grupo se salvam da queda para a Serie D, a quinta divisão na pirâmide do futebol italiano. O lanterna de cada grupo cai diretamente. No próximo domingo, dia 11 de novembro, será disputada a 11ª rodada.

Lega Pro: 10ª rodada

1ª Divisione - Grupo A: a Cremonese lidera. Novara, Arezzo, Varese e Lumezzane estariam classificados para os play-offs. O Figline entrou na zona play-out após perder para o Sorrento, e faz companhia a Viareggio, Pro Patria e Como. A Paganese é a lanterna.

1ª Divisione - Grupo B: no saldo de gols, o Hellas Verona lidera. Pescara, Ternana (que venceu a segunda seguida), Portosummaga (que perdeu a segunda seguida) e Rimini jogariam os play-offs, hoje. A Spal venceu o Pescina, fora de casa, e empurrou o time do Abruzzo para a zona play-out, junto com Real Marcianise, Andria e Potenza. O Foggia é o último colocado.

2ª Divisione - Grupo A: o Rodengo Saiano está empatado em pontos com o Pavia, mas lidera no saldo de gols. Junto ao Pavia, na zona play-off, estão: Alghero, Carpenedolo e Mezzocorona. Na zona play-out, a Canavese sai e o Olbia entra. Junto dele, estão: Villacidrese, Valenzana e Pro Belvedere. A Pro Sesto, com a pior campanha de todo o futebol profissional italiano, é lanterna.

2ª Divisione - Grupo B: a Lucchese empatou em casa, mais ainda lidera. San Marino (que venceu a terceira seguida), Prato, Sangiovannese e Itala San Marco estão nas zona play-off. Colligiana, Nocerina, Sangiustese e Poggibonsi seguem na zona play-out. A Pro Vasto é a última.

2ª Divisione - Grupo C: Com uma boa vitória fora de casa (2 a 0 contra o Manfredonia) o Gela lidera. Catanzaro, Cisco Roma, Juve Stabia e Cassino seguem na zona play-off. Noicattaro, Vico Equense, Igea Virtus e Isola Liri integram a zona play-out, enquanto a Vibonese segura a lanterna do grupo.


Os troféus em disputa na Lega Pro: mais uma imagem rara ao público brasileiro


Coppa Italia Lega Pro

A Coppa Italia Lega Pro é uma competição baseada na Coppa Italia principal, com presença de equipes da 1ª e 2ª Divisione e algumas convidadas da Serie D (liga nacional de amadores). A competição não vale em nada para o acesso, mas premia seu vencedor com uma boa quantia em dinheiro. Atualmente, está em seu terceiro turno eliminatório, que apontará os semifinalistas.

3º turno eliminatório: Estão definidos os quatro grupos que apontarão os semi-finalistas da competição. Os grupos são formados por três equipes, que se enfrentam em turno único. Apenas o primeiro colocado de cada triangular se classifica. Os grupos: Arezzo, Cosenza e Taranto (A); Benevento, Gubbio e Perugia (B); Pergocrema, Rimini e Varese (C); e Hellas Verona, Lumezzane e Potenza (D). A primeira rodada acontece no dia 11 de novembro, com os seguintes jogos: Arezzo x Cosenza, Perugia x Gubbio, Pergocrema x Rimini e Hellas Verona x Potenza.

ArrivederC!

domingo, 1 de novembro de 2009

900 minutos em 9: 11ª rodada

Avisa lá que eu vou: Napoli, de Hamsik, vence a Juventus e confirma ascensão (AP Photo)

A rodada não começou bem para a aniversariante do fim de semana. Na véspera de completar 112 anos, a Juventus não soube se impor em nenhum momento sobre os azzurri de Nápoles e acabou sendo derrotada, em casa. Mesmo que a Velha Senhora tenha aberto uma vantagem considerável de dois a zero, com gols de Trezeguet e Giovinco, o domínio do jogo nunca foi seu. A partida era jogada com muita velocidade e, desde o início, o Napoli atacou muito, sobretudo em cruzamentos de Maggio para Denis. O argentino, escalado no lugar de Quagliarella, foi um dos melhores em campo e venceu quase todos os duelos contra Cannavaro, seu marcador. Hamsik e Lavezzi também davam trabalho aos bianconeri e a boa partida de Giovinco, coroada com um gol após erro incrível de Contini, foi em vão. Logo após o segundo gol bianconero, Dátolo entrou no lugar de um péssimo Campagnaro e mudou o jogo. A entrada do argentino, que passou de bidone a homem-chave, foi decisiva para que o Napoli não se abatesse e voltasse a crescer no jogo, até conseguir a virada. Primeiro ele cruzou para Hamsik marcar o primeiro e, depois, se aproveitou do rebote inevitável de Buffon em uma das inúmeras cabeçadas de Denis, livre de marcação. No contra-ataque, arma letal de um time que conta com o velocíssimo Lavezzi, os azzurri viraram, novamente com a participação de Dátolo e Hamsik. Ainda restou tempo para Amauri, que entrou no segundo tempo, ser expulso após agredir De Sanctis. Para o Napoli, são mais três pontos na conta de Mazzari e, para a Juventus, significa ficar a sete pontos de uma Inter que, tão cedo, já está em fuga, que se poupou e jogou para o gasto em Livorno, onde venceu por por dois a zero, com gols de Milito e Maicon.

O sábado também viu a afirmação da experiência sobre a juventude, com a vitória do Milan sobre o Parma. Em partida mais cadenciada, a torcida rossonera pode assistir a mais um episódio das (pelo menos momentâneas) recuperações de Dida e Ronaldinho. O Milan poderia ter saído em desvantagem, quando Dzemaili soltou uma bomba do meio da rua, mas Dida resvalou nela antes que explodisse no travessão. Dida ainda defendeu alguns chutes de fora da área, mas como Bojinov estava em má noite, Paloschi acabou sendo presa fácil para a marcação de Thiago Silva. Do meio pra frente, Ronaldinho fez a diferença, jogando bem e dando duas assistências para Borriello marcar uma doppietta, incluindo um belo gol de voleio. A boa participação do novo camisa 22 do Milan não é boa para Huntelaar, favorito ao "prêmio" Bidone d'Oro, mas é excelente para o Milan, novo quarto colocado.
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Já no domingo, a Roma finalmente voltou a vencer e agora consegue alguma tranquilidade para enfrentar o Fulham, pela Liga Europa, na quinta, e se preparar para o desafio ante a Inter, no domingo. No jogo em que Mexès, cuja venda é especulada, entrou com a braçadeira de capitão pela primeira vez, os gialorossi começaram mal, perdendo muitas bolas e errando muitos passes, mas os visitantes também não eram perigosos. Quando os romanos começaram a melhorar e tinham as melhores oportunidades, Adaílton abriu o placar para o Bologna, depois de boa troca de passes com Mingazzini e Di Vaio. Por sorte, os comandados de Ranieri alcançaram o empate poucos minutos depois, em jogada confusa dentro da área rossoblù, e permaneceram firmes no jogo. Na confusão, a bola chegou a resvalar na mão de Perrota, antes de sobrar para Vucinic fazer, gerando alguma reclamação, mas o juiz validou o gol, enquanto Vucinic era vaiado pela própria torcida. No segunto tempo, a Roma continuou pressionando e logo chegou ao gol. Aos 7, Ménez fez boa jogada e chutou forte. Viviano não conseguiu segurar e deu rebote para Perrota marcar. Resultado muito importante para o time da capital, que, no entanto, continua na 14ª colocação. Para o Bologna, o sinal de alerta pisca: o time ronda a zona de rebaixamento, com apenas nove pontos.

Em Gênova, um pênalti perdido, três gols anulados e o jogo terminou mesmo em 0 a 0. Na primeira partida de Cassano contra o Bari, seu ex-time, Del Neri postou uma Sampdoria diferente dos últimos jogos, com Cacciatore, Rossi, Franceschini e Palombo nos lugares de Zauri, Lucchini, Stankevicius e Tissone. Porém, os blucerchiati não jogaram bem e deixaram o time visitante comandar a partida, em muitos momentos. Com maior posse de bola, o Bari dominou boa parte do primeiro tempo, só que sem muita eficiência. O brasileiro Barreto se destacou, tendo as melhores oportunidades. Do outro lado, foi Cassano, sempre ele, que criou mais. No primeiro tempo, teve ainda um gol bem anulado de Mannini, depois de bom cruzamento de Pazzini, pela direita. Na segunda etapa, o jogo só ficou bom mesmo aos 40 minutos, quando Cassano recebeu dentro da área e marcou. O fantasista, contudo, estava impedido, decepcionando o público. Menos de cinco minutos depois, Meggiorinni entrou driblando na área e foi derrubado por Castellazzi: pênalti, que Barreto não converteu. O Bari teve ainda uma chance de tornar o placar um pouco mais justo, pela sua luta, mas o juiz Stefano Cantalupi anulou o gol de Barreto, assinalando um impedimento duvidoso. Com o resultado, a Samp alcança a Juve em número de pontos, mas continua muito distante da líder Inter. O Bari fica na 11ª colocação, mas agrada os torcedores com a garra mostrada. Depois do jogo, ainda tivemos a polêmica de Cassano com a torcida, que não gostou muito de sua atuação e o vaiou. Fantantonio saiu bravo do gramado, condenando os torcedores que o criticam só porque ele não fez uma partida espetacular, e lembra que seu time ainda ocupa a segunda colocação, junto com a Juve.

Nada mudou nas crises de Siena e Lazio, após o empate por um a um no Franchi, em uma partida em que as duas equipes estavam mais preocupadas em não perder do que vencer. Após bom cruzamento de Foggia, que foi titular no lugar de Rocchi, a Lazio saiu na frente com Mauri, mas Maccarone empatou ainda no primeiro tempo. Destaque para o árbitro Pierpaoli, que reconsiderou a expulsão de Muslera e deu-lhe somente o amarelo, que parecia mais correto. Em Verona, outro empate com o mesmo placar, entre Chievo e Udinese. Os donos da casa não vencem em casa há pouco mais de um mês e os bianconeri ainda não venceram fora de seus domínios. Di Natale, poupado, parecia que não ia fazer falta, quando Floro Flores marcou, após receber grande lançamento de Lodi, que havia entrado no lugar de Sanchez, que teve um estiramento na coxa. Um estiramento também acometeu o autor do gol friulano ao passo que o Chievo crescia no jogo, obrigando Handanovic a fazer defesas importantes. Porém, a 20 minutos do fim, Yepes subiu mais que todo mundo e não deu chances ao goleiro esloveno.

Na milésima partida do Cagliari na história da Serie A, o time da casa fez, de fato, a festa. A ótima vitória por três a zero, sobre a Atalanta, foi a terceira consecutiva da equipe sarda, que, a exemplo da última temporada, está arrancando após um mal início. A Atalanta, por sua vez, perde a segunda seguida, depois de se recuperar. A partida foi decidida no primeiro tempo, quando o Cagliari foi pra cima com Cossu, melhor em campo. O primeiro gol rossoblù saiu após uma cobrança de escanteio sua, que Nenê cabeceou para as redes aproveitando-se da falha de Consigli - segunda na semana. Três minutos depois, a dupla funcionou novamente e o brasileiro completou cruzamento do jogador cagliaritano. A conta foi fechada em 10 minutos por Matri, cobrando pênalti.

Na partida de Florença, vitória dos donos da casa sobre o Catania, por três a um. Em uma partida na qual ambos os times tinham desfalques ofensivos (Mutu e Jovetic de um lado, Morimoto do outro), aconteceram muitos gols. Logo no início, Marchionni bateu forte da entrada da área e fez um golaço. No entanto, o Catania atacava muito na primeira etapa e chegou a ter duas boas chances com Plasmati. Os rossazzurri sorriram quando Dainelli foi expulso no fim do primeiro tempo e voltaram com força para o segundo, chegando ao empate com um lindo gol de Mascara, também de fora da área. No entanto, logo depois Capuano foi merecidamente expulso e a viola pode aproveitar os espaços pelo lado esquerdo da defesa etnei. Foi assim que De Silvestri e Marchionni mataram a partida. O ex-laziale apareceu bem e cruzou para o pupilo de Prandelli bater alto, sem chances para Andújar. Depois, De Silvestri apareceu novamente e deixou Gilardino livre para dar números finais ao jogo. Com o resultado, a Fiorentina deixou pata trás o Genoa, que empatou em zero a zero com o Palermo, na Sicília. A partida teve um primeiro tempo interessante, com chances para as duas equipes, embora o Palermo atacasse mais e levasse perigo com Miccoli, que deu trabalho para Scarpi, substituto de Amelia na partida de hoje. O árbitro ainda marcou apenas falta em um lance em que o capitão rosanero foi puxado dentro da área. No segundo tempo o ritmo jogo caiu, muito porque o Genoa já se dava por satisfeito em conseguir o empate sem gols. Depois de um longo período em que sua defesa ia mal, os rossoblù sofreram apenas um gol em duas partidas complicadas.
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Texto com colaboração de Rodrigo Antonelli.


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Seleção da 11ª rodada
Handanovic (Udinese); De Silvestri (Fiorentina), Ranocchia (Bari), Moretti (Genoa); Marchionni (Fiorentina), Cossu (Cagliari), Hamsik (Napoli), Dátolo (Napoli); Ronaldinho (Milan), Borriello (Milan), Nenê (Cagliari).

11ª rodada, ao vivo!

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

900 minutos em 9: 10ª rodada

Amauri foi um dos protagonistas da belíssima noite da Juve na goleada sobre a Samp (AP)


Após a décima rodada, a Inter segue na liderança da Serie A, após vencer o Palermo por 5 a 3, em duas pasrtidas emocionantes. Duas? Exatamente, porque o que se viu no Meazza foram dois tempos muito distintos. Na primeira etapa, os nerazzurri dominaram a partida com propriedade e chegaram a abrir quatro a zero, com ótimas atuações de Cambiasso, Stankovic, Eto'o e, especialmente, de Maicon e Balotelli. O brasileiro não tomou conhecimento do romeno Melinte (lateral direito improvisado na esquerda) e, contando com a ajuda de Stankovic e Eto'o, fazia daquele setor o mais perigoso da Inter. Balotelli, por sua vez, participou dos quatro gols da Inter antes de sair lesionado, no início do segundo tempo. Além de marcar dois gols (assim como Eto'o e Miccoli), Super Mario deu uma assistência e também sofreu um pênalti. No segundo tempo, ao passo que a Inter relaxou, Zenga mudou a equipe e o jogo quando tirou Melinte para colocar o atacante Abel Hernández, de apenas 19 anos. O uruguaio se movimentou muito bem e, ao lado do experiente Miccoli, deu muito trabalho para a defesa interista, que acabou sofrendo três gols em menos de vinte minutos, em má participação de Santon e duas falhas de Cordoba - que havia ido bem na última rodada. Depois disso tudo, a Inter ainda perdeu Eto'o por lesão, mas manteve-se calma para definir o resultado quando Maicon fez grande jogada individual e cruzou para Milito, de volta ao time, concluir para as redes.

Nos calcanhares da Inter segue a Juventus que, dessa vez, convenceu. Não é qualquer um que bate esta ótima Sampdoria com cinco gols, um feito parecido com o da Inter contra o Genoa, há duas rodadas. Já são 14 jogos de Del Neri contra a Juve: 13 derrotas e um empate. Ferrara manteve o 4-2-3-1 que usou contra o Maccabi Haifa pela Liga dos Campeões e o time ganhou muito, com Diego livre e fazendo ótima partida na criação. Giovinco foi bem pela esquerda e, pela direita, Camoranesi fez um de seus melhores jogos desde sua chegada em bianconero. A opção que parecia arriscada para confrontar uma Samp muito forte com Mannini e Ziegler pelas laterais, anulou completamente a dupla doriana, que sentiu a falta de Palombo na regência. Outro que ressurge é Amauri, com quatro gols nas últimas três partidas: mesmo com febre, marcou dois gols e deu uma assistência. Na defesa, Cannavaro provou sua lealdade a Lippi ao anular Cassano. Mas, ainda que a Juve tenha sido absurdamente superior, Rocchi errou feio ao não marcar um pênalti de Buffon sobre Ziegler quando o placar ainda estava no zero.

Desta vez, o lado rossoblù de Gênova pode ficar feliz. Após algumas semanas de má fase, a boa defesa do Genoa funcionou, dando segurança para que a equipe de Gasperini jogasse bem e vencesse a Fiorentina por dois a um. A partida foi muito disputada no meio-campo, e não teve muitas chances, embora tenha havido leve vantagem para os donos da casa, que contaram com atuações consistentes de Zapater e Rossi. Do lado viola, ironicamente, Jovetic foi muito mal e, após péssima fase, Montolivo foi o melhor viola em campo, com atuação participativa sobretudo ofensivamente: com seus chutes de longa distância e em jogadas construídas por ele, a Fiorentina esbarrou em Amelia algumas vezes. Se Amelia defendia bem, Sculli e Palladino se entendiam ainda melhor na frente. O primeiro gol do jogo nasceu quando o primeiro lançou para o segundo matar no peito e deslocar Frey com um toque de calcanhar. No segundo tempo, a Fiorentina chegou a empatar com Marchionni, mas o dia era mesmo do Genoa e Mesto logo deu números finais à partida, colocando o Genoa na sexta posição, um ponto à frente dos viola.

Quem quase entrou na zona de classificação para a Liga dos Campeões foi o Milan. Um "quase" que o Napoli sentiu bem durante 90 minutos da partida: o empate só saiu nos acréscimos do segundo tempo, num fim de jogo emocionante. O iníco fulminante do Milan, com Ronaldinho e Pato muito bem abertos pelos lados, garantiu dois gols em seis minutos. E então o Milan se acomodou em campo e deu espaço para o Napoli passar mais de uma hora chutando de onde dava - e de onde não dava. Mazzarri testou sua terceira opção tática em três jogos: um 4-2-3-1 que não deu lá muito certo, com Quagliarella nulo na frente e Lavezzi pela esquerda no meio-campo. O time rendeu bem mais depois que passou ao 3-4-3, apesar da inoperância de Dátolo pela meia-esquerda no segundo tempo. Aí foi "só" esperar o fim do jogo. Com a expulsão de Abate (pior em campo), o Napoli pressionou ainda mais e fez seus dois gols: uma bela bomba de Cigarini e um cabeceio para ressuscitar Denis. Mazzarri continua invicto no comando partenopeo, com sete pontos em três jogos. E poderia continuar com os 100%, não fosse a péssima arbitragem de Rizzoli que negou três pênaltis ao Napoli, um deles claríssimo. E não tomou atitude quanto ao laser que a torcida da casa apontava para os olhos de Dida e que agora vai custar 15 mil euros aos cofres do clube.

Quem dói nos olhos é a Roma, e que o diga Floro Flores. Em jogo equilibrado, a Udinese derrubou a equipe de Ranieri com dois gols de cabeça do atacante. É a terceira derrota seguida dos giallorossi, que haviam perdido para Livorno e Milan e não passam uma partida sem sofrer gol desde o dia 3 de maio, quando empataram em 0 a 0 com o Chievo. Os bianconeri foram cruéis no Friuli, vendo seu adversário pressionar e matando qualquer chance de reação em duas bolas paradas; cruzamentos de falta e escanteio, respectivamente. Os comandados de Pasquale Marino vinham - que coincidência - de três derrotas consecutivas. A cara da partida, equilibrada e de certa forma movimentada, mudou pouco quando a Udinese abriu o placar, bem como prosseguiu com o empate de De Rossi, que, por sinal, também saiu de cobrança de escanteio. Taddei foi expulso no início do segundo tempo, enquanto Basta levou o vermelho na reta final. Artilheiro do campeonato, Di Natale não marcou, mas chegou bem perto de um gol de placa ao tentar encobrir Doni, já no fim da partida. Quem voltou aos gramados foi Cicinho, fora desde março por conta de uma lesão no joelho direito.

Falando em times da capital em má fase, a síndrome do Olimpico continua afetando a Lazio. Nas 16 partidas jogadas em casa em 2009, os biancocelesti só venceram quatro (a última, em 23 de agosto, contra a Atalanta). O time de Ballardini segue em queda livre, não vence desde a segunda rodada e agora está a apenas um ponto da zona de rebaixamento. Não é à toa que Lotito já mandou nesta quinta-feira o elenco para se concentrar em Siena para a partida de domingo. Contra o Cagliari, foi um jogo sem emoção, muito travado no meio-campo, só com Matuzalém e Lazzari se sobressaindo no primeiro tempo. Depois do intervalo, a entrada de Mauri não foi o suficiente para fazer a torcida laziale jogar com o time. Sob vaias, Muslera deixou a cobrança de falta de Conti passar por baixo de suas pernas para que Matri marcasse o único gol do jogo. A Lazio, depois do bom começo de campeonato, é uma bomba prestes a estourar. Nenhum dos sete "dissidentes" (entre eles, Pandev, Ledesma e Stendardo) viajou para Siena e já se fala de um problema sério ligado a rescisões contratuais antecipadas, reinvidicações desses excluídos.

Por outro lado, o Parma continua sua campanha surpreendente. Para quem subiu com poucas expectativas, o quarto lugar é algo muito bom já na décima rodada. Dessa vez, o time de Guidolin bateu o bom Bari, que viu sua defesa desmoronar sem Salvatore Masiello e pela primeira vez na temporada levou mais de um gol em 90 minutos. Com o lateral em campo, foram só quatro gols sofridos em sete jogos. Contra o Parma, os de Bojinov e Paloschi ficaram barato. Quem também segue em boa fase é Serse Cosmi, que venceu seu segundo jogo desde que chegou para treinar o Livorno - ao contrário de Conte, que perdeu seu primeiro desde que assumiu a Atalanta. Mesmo com a dupla Lucarelli-Tavano de volta, quem decidiu foi o zagueiro Migliónico, que acertou um bom cabeceio depois de falha do goleiro Consigli.

O Livorno chegou a nove pontos, mesmo número do Bologna que, com a vitória na estreia de Colomba, pode sair logo da zona de rebaixamento. Sem Di Vaio, suspenso, aos poucos Adaílton vai fazendo seu o time rossoblù, com o terceiro gol em cinco jogos na temporada. Osvaldo e Viviano também deixaram sua marca: o ítalo-argentino aproveitando cruzamento de Lanna para ampliar e o goleiro defendendo todas as bolas importantes até ser furado por Calaiò, tarde demais. A vitória do Bologna não para os protestos que pedem a saída da presidente Menarini e ainda pôs a torcida nos calcanhares de Osvaldo, que na comemoração saiu provocando a curva bolonhesa. Mas a derrota do Siena derrubou Giampaolo, que deixa o time na lanterna da Serie A. A vice-lanterna é do Catania, que perdeu em casa para o Chievo.

Com a colaboração de Nelson Oliveira, Rodrigo Antonelli e Mateus Ribeirete.

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Seleção da 10ª rodada
Dida (Milan); Maicon (Inter), Migliónico (Livorno), Chiellini (Juventus), Antonelli (Parma); Camoranesi (Juventus), Lazzari (Cagliari), Palladino (Genoa); Amauri (Juventus), Floro Flores (Udinese), Balotelli (Inter)

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