sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O clichê Cavani
O segundo tempo, porém, era do Napoli. Mais do que isso, era de Cavani. Em uma jogada toda errada de Thiago Motta, que recuou a bola nos pés do uruguaio, os napolitanos obtiveram pênalti cobrado com perfeição por seu matador, que no final de semana havia desperdiçado uma penalidade. Com a vantagem no placar, os azzurri recuaram ainda mais e passaram a ser atacados com frequência pela Inter. Em lance polêmico na sequência, Diego Milito reclamou bastante de suposto pênalti cometido por Maggio. Reclamações sequer ouvidas pelo árbitro do duelo.
Mesmo atrás, a Inter continuou melhor e forçando a defesa adversária com ataques constantes. Tática que, no entanto, só permitiu ao Napoli explorar a velocidade de seus atacantes para jogar no contra-ataque. Pandev, que entrou no lugar de Lavezzi e fazia seu primeiro jogo contra a Inter desde sua saída do clube de Milão, era o responsável por levar os partenopei ao ataque por meio de contra-golpes. E foi justamente em uma jogada destas que o Napoli, após ser pressionado durante toda a segunda etapa, ampliou com Cavani já nos descontos. Gol de misericórdia e que selou a classificação napolitana, apesar da superioridade da Inter em todo o jogo.
Para a Inter, que perdeu sua invencibilidade de oito partidas em todas as competições, resta concentrar suas forças em seu processo de retomada na Serie A e, principalmente, nos duelos que se aproximam pela Liga dos Campeões – competição na qual o Napoli também passa a se focar cada vez mais. Os partenopei, agora, se preparam para encarar uma maratona de três competições. Pelas semifinais, enfrentará o Siena, e é favorito para chegar à final da Coppa Italia. Coisas de quem tem um dos maiores matadores da atualidade inspirado em praticamente todos os jogos. E é dos pés de Cavani que pode sair o primeiro título do Napoli desde o scudetto de 1990.
Por Leonardo Sacco às 20:39 0 comentários
Marcadores: Coppa Italia, Edinson Cavani, Inter, Napoli
Classificação sem problemas
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| Del Piero marcou seu primeiro gol no novo estádio e ajudou a Juventus a se classificar para as semifinais da Coppa Italia (Getty Images) |
Por Rodrigo Antonelli às 20:34 0 comentários
Marcadores: Alessandro Del Piero, Coppa Italia, Juventus, Roma
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
19ª rodada: Começar de novo
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| O Príncipe voltou: depois de marcar cinco gols em quatro partidas, um Milito recuperado é o principal reforço da Inter para a segunda parte da Serie A (Getty Images) |
Novara 0x3 Milan
Olhando o placar, parece que a vitória do Milan contra o Novara foi fácil. Quem viu o jogo, porém, sabe que não foi. Montado em um 5-3-2, o Novara de Tesser formou uma muralha humana na frente da área e dificultou (e muito) o jogo do Milan. Na primeira etapa, os atuais campeões italianos tentaram inúmeras vezes, mas esbarraram em defesas do goleiro Ujkani ou de outro jogador que permanecia em cima da linha para não deixar a bola entrar. Caraciollo salvou duas vezes nessas condições: uma de Thiago Silva e outra de Mexes. O jogo começou a mudar quando Allegri tirou Antonini e recuou Emanuelson para o lado esquerdo da defesa, e colocou El Shaarawy de trequartista, para armar o jogo. O jovem deu novo gás ao time. Ibrahimovic, claro, também fez a diferença. Aproveitando bom passe de Ambrosini, ele abriu o placar e o jogo. Tesser modificou sua equipe para avançar mais e o Milan não perdeu a chance de ampliar, com mais espaço para tocar a bola. El Shaarawy fez boa partida e deu passes para Robinho fazer 2 a 0, aos 30 minutos do segundo tempo, e Ibra dar números finais ao jogo, aos 44. Assim, o Milan mostrou que não se abateu com a derrota no clássico da semana passada e o Novara chegou à sua 11ª derrota na temporada, continuando na lanterna da Serie A.
Udinese 2x1 Catania
A Udinese continua insuperável em seu estádio. Contra o Catania, o time de Di Natale e companhia chegou à nona vitória nas dez últimas partidas no Friuli e conquistou três pontos importantes para não deixar Juventus e Milan escaparem nas primeiras posições. As duas equipes entraram em campo bem organizadas e com a mesma estratégia: defender com segurança e partir em velocidade. Melhor para a Udinese, que consegue ser mais eficiente perto da área adversária. Armero, muito bem na partida, contou com a ajuda de Izco para abrir o placar, depois de 20 minutos de jogo. Sem Maxi López no ataque, por opção de Montella, que não quis escalar jogador que está em negociação, o poder ofensivo do Catania ficou prejudicado e o time pouco incomodou Handanovic. Na volta do intervalo, a Udinese quis terminar logo com a partida e partiu para cima. Logo aos oito, então, Armero fez outroa boa jogada e deu passe para Di Natale fazer o que sabe, gol. Foi o seu 14º no campeonato, mesmo número de Ibrahimovic, com quem está empatado na artilharia. Com o placar construído, o time de Guidolin se defendeu com cautela e esperou o tempo passar. Lodi ainda marcou nos acréscimos, de pênalti, mas já era tarde demais.
Palermo 5x3 Genoa
No jogo com mais gols da rodada, Miccoli foi o grande astro. Com um gol e três assistências, o baixinho colocou o Palermo de volta ao caminho das vitórias, após dois meses de seca. E com categoria. O time de Mutti jogou bem e convenceu os pouco mais de 18 mil torcedores presentes no Renzo Barbera. Quando Palacio marcou primeiro, aos 13 minutos de jogo, parecia que o mau momento rosanero iria continuar e os torcedores veriam mais um resultado negativo de seu time. Não foi o que aconteceu: o Genoa se perdeu depois dos primeiros minutos de jogo e deu espaço para Miccoli e Budan jogarem. Assim, o Palermo aproveitou duas chances e conseguiu reverter a situação ainda no primeiro tempo, que acabou 3 a 1, com gols de Budan, Silvestre e Mantovani. Na segunda etapa, Palacio diminuiu, de pênalti, mas Miccoli fez 4 a 2, acabando com as esperanças rossoblù. Migiaccio fez 5 a 2, aos 39, e Jankovic ainda diminuiu, no último minuto. Preocupa o número de gols que a equipe de Gênova tomou nos últimos três jogos: dez. O técnico Marino tem que começar a se preocupar. Mutti, do outro lado, deve fazer com que sua equipe jogue sempre assim.
Siena 1x1 Napoli
O Napoli demorou para acordar e teve que se contentar com um empate, em Siena, resultado que o deixa cada vez mais longe de repetir a vaga para a Liga dos Campeões conquistada na última temporada. O time da casa foi melhor na maior parte do jogo e não à toa tinha construído as melhores oportunidades do jogo até a primeira metade da segunda etapa. Calaiò tinha acertado o travessão no primeiro tempo e abriu o placar aos 22 minutos do segundo tempo. A partir daí, porém, o Napoli partiu para cima e tomou conta do jogo. Hamsik, Pandev e Cavani comandaram a reação napolitana e tiveram a chance de empatar a pouco mais de dez minutos do fim, quando Lavezzi foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. Cavani foi para a cobrança, mas Pegolo pegou. O time de Mazzari não desistiu e aos 44 marcou o gol de empate, com Pandev. Do lado do Siena, fica a frustração de ter tido o jogo na mão e não ter conseguido segurar o placar. Em Nápoles, o sentimento é de que o time poderia ter vencido se tivesse acordado mais cedo. Acordar, aliás, é algo que o time azzurro deveria fazer logo nesta Serie A. Com 29 pontos, a equipe ocupa apenas a 7ª posição e decepciona. Quando o sonho da Liga dos Campeões acabar e a equipe for eliminada, o que vai restar?
Lecce 2x2 Chievo
Jogando em casa, o Lecce só conseguiu garantir um pontinho a mais na briga pela salvezza nos acréscimos do jogo. Os visitantes começaram o jogo com muita velocidade e objetividade e não demoraram quase nada para abrir o placar: Sardo deu passe, a zaga falhou e Paloschi colocou para dentro, logo aos dois minutos de partida. E o ex-milanista continuou fazendo boa partida e ampliou ainda no primeiro tempo, depois de mais uma falha da defesa. Com o 2 a 0 no placar, a equipe visitante baixou o ritmo e deu chances para o Chievo chegar. Esposito diminuiu aos 30', então, e sua equipe foi para o intervalo com um pouco mais de tranquilidade. Na segunda etapa, os comandados de Cosmi jogaram com organização em busca do gol de empate, mas sem muito sucesso. Apenas nos acréscimos, quando a zaga visitante deu mole, é que o gol saiu. Di Michele recebeu bom passe de Pasquato e igualou tudo. Com o resultado, o Lecce permanece na vice-lanterna.
Bologna 0x0 Parma
No jogo mais chato do fim de semana, Bologna e Parma empataram sem gols no dérbi emiliano e decepcionaram. Os dois times vinham de bons resultados e todos esperavam mais do clássico. Com pouca organização tática e quase nenhum chute a gol, o jogo deu sono nos torcedores que foram ao estádio Renato Dall'Ara. Destaque para o goleiro Pavarini, do Parma, que salvou duas das poucas oportunidades criadas no jogo, em tentativas de Marco Di Vaio e Mudingayi. Gillet, do outro lado, também foi bem no único chute do Parma que acertou o alvo. Assim, o Bologna perdeu oportunidade de se afastar um pouco mais da zona de rebaixamento, mas os pontos não devem fazer falta. O Parma, que ocupa a 12ª posição, também não deve lamentar o resultado. O destino das duas equipes parece mesmo ficar no meio da tabela
Cagliari 0x0 Fiorentina
Na Sardenha, o jogo começou com 30 minutos de atraso porque, a caminho do estádio, o ônibus da Fiorentina passou por uma área bloqueada por operários que faziam protesto nas ruas. O atraso parece ter feito mal ao time de Florença, que não conseguiu criar sequer uma chance de gol durante toda a partida. Jovetic não jogou e, claro, fez muita falta. Delio Rossi escalou Lazzari e Ljajic no ataque e não teve sucesso. Os donos da casa foram melhores e dominaram todo o jogo, mas sem conseguir marcar gols. Mas a verdade é que ninguém esperava uma grande partida mesmo. Os dois times ocupam posições intermediárias na tabela e não empolgam nem seus próprios torcedores. Os poucos seis mil torcedores que foram ao Sant'Elia comprovam o fato. Em Florença, ao menos há uma esperança: a chegada de Amauri, que teve sua contratação confirmada hoje.
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Por Nelson Oliveira às 15:00 0 comentários
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domingo, 22 de janeiro de 2012
19ª rodada: Dia de fazer história
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| Contra o Cesena, Totti marcou dois gols, chegou aos 211 na Serie A e se tornou o maior artilheiro da competição por um único time (Getty Images) |
Roma 5x1 Cesena
Os comandados de Luis Enrique não tiveram muita dificuldade para vencer o Cesena, em casa. Aos nove minutos do primeiro tempo, o placar já marcava 3 a 0 para os donos da casa e o jogo estava praticamente decidido. Totti aproveitou passes de Lamela aos 2' e aos 8' para fazer os dois primeiros. No segundo, ele partiu de posição de impedimento, não marcado. Aos 9', Comotto perdeu a bola infantilmente no meio de campo e viu Greco cruzar para Borini ampliar. No início da segunda etapa, Eder conseguiu diminuir para o Cesena, mas o jogo não mudou de figura. A Roma continuou muito superior e não demorou para mostrar isso com mais gols: Juan, aos 17 minutos, e Pjanic, aos 25, fecharam o caixão do Cesena, que vinha de boa atuação na última rodada.
Atalanta 0x2 Juventus
Em Bérgamo, a Juventus conseguiu superar a Atalanta de boa campanha em seus territórios e garantiu o título do primeiro turno do campeonato. Em jogo movimentado, os bianconeri dominaram a partida quase inteira, sempre tomando a iniciativa. No primeiro tempo, faltou um pouco de pontaria e as melhores chances pararam nas traves do goleiro Consigli, primeiro com Barzagli e depois com Vidal. Apesar do bom futebol apresentado, a equipe foi para intervalo mesmo com o 0 a 0 no placar. Na segunda etapa, então, o gol veio logo cedo: Pirlo fez grande lançamento, aos nove minutos, e Lichtsteiner colocou no fundo do gol, de cabeça.
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Por Rodrigo Antonelli às 12:45 2 comentários
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Jogadores: Gunnar Nordahl
Em uma época na qual o trabalho das categorias de base era inexistente, Nordahl entrou no mundo do futebol com uma idade incomum para a época. Pelo Hörnefors, pequeno clube da região em que nascera, disputava futebol de maneira quase amadora, fator que o ajudou a conquistar logo de cara uma vaga na equipe titular, aos 16 anos. Impressionou logo de cara, mostrando uma capacidade de anotar gols fora do comum. Aproveitou a passagem pelo pequeno time para desenvolver totalmente seu físico - que seria importantíssimo ao longo de sua carreira - e por lá ficou até os 19 anos, anotando nada menos do que 66 gols nas três temporadas disputadas.
Logo seu futebol interessou a clubes maiores e uma transferência para o Degerfors o projetou nacionalmente. Lá, continuou anotando gols sem parar, sagrando-se artilheiro do campeonato sueco em 1943. Os tentos anotados, porém, pareciam não surtir efeito em um time que não chegava nunca às disputas de títulos, fato que ofuscava a carreira de um jovem que prometia muito. Foi nesse contexto que, aos 23 anos, se tornou jogador do Norrköpping, um dos maiores times suecos da época. Continuou sendo artilheiro e passou a colecionar títulos. Ficou no clube entre 1944 e 1949, sendo campeão sueco em nada menos do que em quatro oportunidades - ainda foi o grande artilheiro da competição em três.
Todo o talento do artilheiro ainda seria essencial para a seleção sueca, que venceu os Jogos Olímpicos de 1948, em Londres. Ao lado de Gunnar Gren e Nils Liedholm - este seu companheiro no Norrköpping - o atacante fez história ao formar o ataque sueco que ficou conhecido como Gre-No-Li, em referência às primeiras letras dos nomes dos jogadores.
A medalha de ouro conquistada graças ao desempenho do trio, além do ótimo desempenho no futebol da Suécia, despertou o interesse de toda a Europa sobre os jogadores. Logo após a Olimpíada, a Atalanta contratou Bertil Nordahl, irmão de Gunnar, que embarcaria para o Belpaese no ano seguinte. O Milan, que desde 1907 não conquistava um scudetto, foi a equipe responsável por adquirir, em 1949, os três atletas de uma só vez. Começaria, então, uma nova era para os rossoneri.
Logo ao desembarcar em Milão ao lado dos companheiros Gren e Liedholm, o atacante mostrou que não perderia o faro de gols e, já na primeira temporada, apesar de atuar em apenas 15 partidas, balançou as redes 16 vezes. Mas seria apenas no seu segundo ano que Nordahl começaria a fazer história: em um campeonato que foi marcado por seu equilíbrio e que terminou nas mãos da Juventus, em 1949-50, o Milan obteve o segundo lugar com um ataque destruidor, que anotou nada menos do que 118 gols em 38 duelos, média de 3,1 por partida. O atacante sueco foio grande responsável por conduzir essa máquina ofensiva, anotando nada menos do que 35 tentos ao longo do torneio - marca que lhe rendeu a artilharia daquele ano e um recorde até hoje ainda não superado. Seu desempenho levou a Roma a contratar outro irmão seu, o meio-campista Knut Nordahl.
No ápice de sua forma física e técnica, faltava ao sueco ser decisivo no encerramento do jejum rossonero. Isso aconteceria no ano seguinte, em 1951, quando o atacante, já apelidado de Pompiere D'Oro - referência ao fato de ter sido bombeiro na Suécia antes de se profissionalizar - chegou perto de seu recorde e marcou impactantes 34 gols na campanha que rendeu o primeiro scudetto ao Milan desde 1907. O sueco foi responsável por nada menos que um terço dos gols marcados pelo time na Serie A conquistada, entrando de vez para a galeria de ídolos rossoneri - isso tudo com apenas três temporadas na Itália. O atacante, de 90 quilos distribuídos em 1,80m e de muita velocidade, ainda continuaria marcando gols sem parar, obtendo as artilharias consecutivas de 1952 a 1955.
Já consagrado como um dos grandes jogadores que haviam vestido a camisa do Milan em toda a história do clube e artilheiro da Serie A em seis oportunidades, Nordahl conciliaria ainda, em 1955, a dobradinha que o consagrara em 1951, conquistando seu segundo scudetto. O novo título seria suficiente para imortalizá-lo em vermelho e preto, cores com as quais chegou ao posto de segundo maior artilheiro da história do campeonato italiano, ficando atrás apenas de Silvio Piola e superando lendas como Amedeo Amadei e Giuseppe Meazza - embora, entre os jogadores que marcaram mais de 100 gols na Serie A, seja o que tem a maior média de gols, de 0,77 por partida. A idolatria da torcida não diminuiu nem mesmo ao final da passagem do sueco pelo Milan, em 1956, quando o atacante deixou os rossoneri para atuar na Roma. Até hoje, é o maior artilheiro da história do clube de Via Turati.
No final de carreira e sem o mesmo vigor físico que o consagrara nos áureos tempos de Suécia e Milan, Nordahl desembarcou em Roma para fazer do clube capitolino o último de sua carreira. Como esperado, não repetiu lá o sucesso de outrora, mas nem por isso deixou de fazer gols. Jogando com muito menos frequência, balançou as redes 15 vezes pela equipe na qual atuou em apenas 34 partidas ao longo de duas temporadas.
Em 1958, deixou de ser jogador e se arriscou na carreira de treinador, assumindo, neste mesmo ano, o posto de treinador dos giallorossi - durante algumas partidas chegou a entrar em campo, ocupando, assim, os cargos de jogador e treinador ao mesmo tempo. A carreira fora das quatro linhas, porém, não foi promissora e Nordahl se afastou da função de técnico após passagens sem sucesso em clubes da Suécia. Desde então, ficou longe do futebol e viu apenas seu filho Thomas atuar pela seleção sueca na Copa de 1970, última vez que o sobrenome Nordahl ter destaque internacional antes de seu falecimento, em 1995.
Atualização: até o dia 21 de janeiro de 2012, Nordahl era o jogador com mais gols por um mesmo clube na história da Serie A, com seus 210 tentos com a camisa rossonera. Francesco Totti o superou, na goleada da Roma por 5 a 1 sobre o Cesena.
Gunnar Nordahl
Nascimento: 19 de outubro de 1921, em Hörnefors, Suécia
Falecimento: 15 de setembro de 1995, em Alghero, Itália
Posição: atacante
Clubes: Hörnefors (1937-1940), Degerfors (1940-1944), Norrköpping (1944-1949), Milan (1949-1956) e Roma (1956-1958)
Títulos: 4 Campeonatos Suecos (1944-45, 1945-46, 1496-47 e 1947-48), 1 medalha de ouro nos Jogos Olímpicos (1948), 2 Copas Latinas (1951 e 1956) e 2 Serie A (1950-51 e 1954-55)
Por Leonardo Sacco às 20:58 0 comentários
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
18ª rodada: De volta à briga
| Com gol de Milito, que renasceu após chegada de Ranieri, Inter venceu clássico contra o Milan e voltou à briga pelo scudetto (Reuters) |
Milan 0x1 Inter
No jogo mais importante do fim de semana, a Inter chegou à sua sexta vitória consecutiva e tirou o Milan da liderança da competição. Com o empate, a Juventus é a nova líder, com 38 pontos, um a mais do que o Milan. Além da liderança, o Milan perde uma invencibilidade de 11 meses dentro de casa. O que o jogo mostrou foi que organização tática e efetividade vencem a maior posse de bola. Com 67% de domínio ao longo do jogo, os donos da casa não conseguiram converter isso em gol e viram uma falha individual de Abate complicar a situação. Méritos, claro, de Diego Milito, que conseguiu aproveitar bem uma das únicas boas oportunidades da Inter no jogo, mostrando que ainda tem futebol para gastar. Lúcio e Samuel, no miolo da zaga, também merecem destaque. No 4-4-2 de Ranieri, os dois reencontraram o bom futebol e inspiram muita segurança ao setor. Do lado milanista, o técnico Allegri pecou ao escalar Alexandre Pato ao invés de Robinho e ao deixar Boateng fora da posição que rende mais. Braitner Moreira explica melhor em seu blog. Com a vitória, a Inter fica a apenas seis pontos da liderança e volta a sonhar com o título, enquanto o Milan acorda e percebe que não vai ser tão fácil quanto pensavam.
Juventus 1x1 Cagliari
Quem se deu bem com a derrota do Milan foi a Juventus. Mais cedo, o time tinha apenas empatado com o Cagliari, em casa, e o tropeço parecia que ia custar o distanciamento dos rossoneri na tabela. Com a derrota milanista, porém, a Velha Senhora assumiu a liderança isolada do campeonato e teve motivos para comemorar. O time de Conte não apresentou grande futebol e deixou claro que o ataque não funciona tão bem quanto devia, para um time que aspira o título nacional. O gol saiu em bela troca de passes finalizada por Vucinic, logo no início. O Cagliari empatou com Cossu, no começo da etapa final. Cossu que, ao lado de Astori, foi o melhor da partida. Com o empate, a Juve chega ao oitavo empate no campeonato e também a um novo recorde: 18 partidas sem perder na Serie A. O jogo marcou também a estreia de Borriello pelo time. O atacante entrou nos minutos finais e não teve muitas oportunidades.
Genoa 3x2 Udinese
Caso tivesse vencido, a Udinese estaria com 38 pontos e dividiria a liderança do campeonato com a Juventus neste momento. Mas o time de Guidolin não soube aproveitar os tropeços de Milan e Juve e, além de permanecer na terceira colocação, amarga uma aproximação perigosa de Lazio e Inter, que venceram. O jogo contra o Genoa, no domingo, foi um dos mais movimentados da rodada e poderia ter terminado com qualquer placar. Os 20 chutes a gol ao longo do jogo evidenciam isso. A Udinese saiu na frente e manteve o placar até o fim da primeira etapa. O início de segundo tempo para o Genoa, porém, foi avassalador e o time virou a partida em seis minutos, com gols de Granqvist e Jankovic. Mais tarde, Palacio faria 3 a 1, antes de Di Natale diminuir, de pênalti. Destaque para os goleiros Handanovic e Frey, que fizeram defesas muito importantes para ambos os times. O resultado mostra que o time da Udinese perdeu um pouco de fôlego e que o Genoa ao menos ganhou novo fôlego com a chegada de Pasquale Marino, que substituiu Alberto Malesani.
Lazio 2x0 Atalanta
Com pouco brilho, mas muita concentração, a Lazio superou a goleada da última rodada e voltou a vencer na Serie A. O resultado aproxima o time da capital dos três primeiros colocados, que tropeçaram, e dá moral para a equipe. Os gols saíram dos pés de Hernanes (de pênalti), aos 20 minutos do primeiro tempo, e de Klose, já no final do jogo. Do outro lado, a Atalanta não mostrou muita resistência e nem incomodou o goleiro Marchetti, que poucas vezes tocou na bola. A expulsão de Lucchini, no início do segundo tempo, atrapalhou os planos dos nerazzurri, que estacionaram nos 20 pontos e podem começar a se preocupar com os times que vem atrás. Ponto negativo para as lesões de André Dias e Hernanes, do lado da Lazio.
Napoli 1x1 Bologna
No San Paolo, o Napoli apenas empatou com o Bologna e também perdeu a chance de encostar nos líderes. A mágica do estádio parece ter ficado para trás e a campanha do time de Mazzarri em seus territórios não é tão boa quanto já foi. Nos 10 jogos disputados em Nápoles, a equipe venceu apenas quatro, perdeu duas e empatou quatro. Neste domingo, quase que Acquafresca colocou outra derrota na conta dos azzurri. Aproveitando erro de Campagnaro, ele abriu o placar, logo no início, e viu o seu time se defender bem e segurar o ímpeto napolitano, que, na verdade, não era tão forte assim. O time só foi conseguir o empate no meio da segunda etapa, quando Cavani (sempre ele), converteu pênalti e empatou. No final do jogo, contudo, foi o Bologna que partiu para cima e teve até chances de vencer. Ramírez causou complicações a Zúñiga e De Sanctis. O gol não saiu, mas o resultado foi muito comemorado pelo Bologna, que somou importante ponto contra o rebaixamento.
Cesena 3x1 Novara
Em confronto direto pela salvezza, o Cesena se deu melhor e conquistou três pontos importantes, em casa. Mutu foi o homem do jogo e deixou uma certeza: se jogasse sempre assim, o Cesena não correria riscos de voltar à Serie B. O romeno marcou os dois primeiros gols da equipe, antes de sair lesionado, e chegou ao seu tento número 101 na Serie A. Rinaudo, que acabara de chegar em Novara emprestado pelo Napoli, fez gol contra em sua estreia nesta Serie A com a camisa azzurra e praticamente liquidou a fatura ainda no primeiro tempo. Morimoto descontou para os visitantes no final, mas não foi suficiente. Assim, o Cesena chegou aos 15 pontos, três atrás do Siena, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e o Novara caiu para a lanterna, uma vez que o Lecce venceu a Fiorentina e chegou aos 13 pontos, um a mais que o Novara.
Fiorentina 0x1 Lecce
Jogando em casa, a Fiorentina voltou a decepcionar e perdeu para o então lanterna da competição, Lecce. Em jogo pouco atraente, os times não mostraram bom futebol e a Fiorentina chegou a ser vaiada por seus torcedores, que não pouparam jogadores, dirigentes e nem o presidente Della Valle. O jogo foi decidido em um lance polêmico, em que o árbitro deu pênalti duvidoso de Natali em cima de Muriel. O artilheiro Di Michele, que marcou seu quarto gol nos últimos quatro jogos do time, não perdoou e fez o único gol do jogo, já na segunda etapa. Foi a primeira vitória do Lecce depois de sete rodadas e um mau resultado para a Fiorentina, após três bons jogos sem perder. De um lado, o placar acende a esperança dos torcedores. Do outro, a desilusão é cada vez maior. A Fiorentina não consegue engrenar boa sequência e o time, cheio de jogadores desmotivados, há muito tempo não faz seus torcedores sorrirem.
Parma 3x1 Siena
O Parma vinha de uma derrota desastrosa para a Inter, na semana passada (5 a 0), e o Siena vinha de uma grande vitória contra a Lazio, também na última rodada (4 a 0). A moral que poderia ter ajudado o Siena a manter boa distância da zona de rebaixamento, no entanto, desapareceu e o Parma dominou toda a partida, sem dar a menor chance para uma recuperação do Siena. O time de Sannino não se ajudou e errou muito, dando chances para um Parma com vontade e organização, na estreia de Roberto Donadoni. Dois dos gols do time da casa, aliás, saíram em erros adversários. O primeiro tempo terminou 1 a 0, com gol de Biabiany. Valiani aumentou aos 21 minutos da etapa final e Grossi descontou, aos 34. Giovinco definiu a partida nos minutos finais. Com 22 pontos, o Parma ocupa a 11ª posição, tirando um pouco da preocupação dos torcedores, após a goleada sofrida contra a Inter e a troca de Franco Colomba por Donadoni.
Chievo 1x0 Palermo
O mau momento do Palermo não passa. O time está sem vencer desde o dia 5 de novembro, chegou à quarta derrota seguida e agora ocupa a 13ª posição, apenas seis pontos à frente da zona de rebaixamento. O algoz da vez foi o Chievo, que conquistou três importantes pontos, com gol de Sammarco. Com 23 pontos, na 9ª posição, o risco de rebaixamento está se afastando. O meio-campista Bradley foi o grande destaque do jogo, com boa atuação defensiva e ofensiva. O americano foi o principal roubador de bolas do time e homem que mais puxou contra-ataques também. O 4-3-1-2 de Di Carlo vem funcionando bem e a torcida está feliz com a equipe. Do outro lado, Mutti pode começar a pensar na Sampdoria do ano passado, que teve um segundo turno péssimo e acabou rebaixada para a Serie B. Está na hora de o Palermo abrir o olho.
*Catania 1x1 Roma
O jogo entre Catania e Roma foi interrompido aos 19 minutos do segundo tempo por conta da chuva, que prejudicou muito o gramado. O placar estava em 1 a 1, com gols de Legrottaglie, pelo Catania, e De Rossi, para a Roma. O resto da partida deve acontecer no dia 8 ou no dia 15 de fevereiro, dependendo da classificação ou não da Roma para as semifinais da Coppa Italia.
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Seleção da 18ª rodada
Frey (Genoa); Lichtsteiner (Juventus), Antonsson (Bologna), Samuel (Inter), Nagatomo (Inter); Zanetti (Inter), Bradley (Chievo), Cossu (Cagliari); Palacio (Genoa), Milito (Inter), Mutu (Cesena). Técnico: Claudio Ranieri (Inter).
Por Rodrigo Antonelli às 21:03 1 comentários
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