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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Futebol e arte

As italianas, tradicionalmente, estão entre as mais belas mulheres do mundo. Muito acima da média internacional. E o fato de o calcio ser bem disseminado entre as saudáveis carcamanas só aumenta a qualidade extra-campo do esporte.

Outro ótimo ponto é que as brasileiras, outra classe acima da média, freqüentemente entram no clima quando chegam ao exterior. A autodenominada modelo e showgirl brasileira Renata Teixeira, 22 anos, provou que Milan e Brasil realmente têm um relacionamento exemplar. Ela trabalha nas coberturas esportivas da Telelombardia, a tevê regional de maior audiência na Itália, com sede em Milão.

Renata, ou Texy, como preferir, prometeu a Fabio Ravezzani, diretor esportivo do canal, que faria um strip ao vivo caso o Milan levasse a Liga dos Campeões. E cumpriu, na noite de ontem. Para ver o vídeo completo no Gazzetta Media Centar, é só clicar aqui.

Nas próximas semanas, aliás, devo disponibilizar o vídeo congênere. Sophia Loren mantém a promessa de tirar a roupa caso seu Napoli suba. Faltando apenas duas rodadas para o fim da Serie B, basta aos partenopei ficar dez pontos a frente do quarto colocado. Atualmente a diferença é de onze pontos. A atriz de 73 anos gera uma dúvida na Itália: por que raios ela não prometeu isso na época de Maradona? E uma no Brasil: para qual time torceria Dercy Gonçalves?

Efeito comparativo

Listadas as sete equipes da Serie A que garantiram vagas nas competições continentais e as três que subiriam se terminasse hoje a Serie B. Cada uma delas com seu "onze titular", caso ninguém estivesse lesionado e os allenatori mantivessem as táticas usadas no decorrer do campeonato - especialmente no returno.

Como o mercado estival estará aberto de forma oficial a partir de amanhã, é uma boa guardar isso para comparar o que eram e o que viraram as melhores equipes italianas da temporada. E vale lembrar que, desses daí de baixo, não são poucos os que já confirmaram a despedida.

Internazionale

Júlio César, Maicon, Córdoba, Materazzi e Maxwell; Zanetti, Cambiasso e Stankovic; Figo; Ibrahimovic e Crespo. T: Mancini.

Roma
Doni, Panucci, Mexès, Chivu e Tonetto; De Rossi e Pizarro; Taddei, Perrotta e Mancini; Totti. T: Spalletti.

Lazio
Peruzzi, Behrami, Siviglia, Cribari e Zauri; Mundigayi, Mutarelli e Ledesma; Mauri; Rocchi e Pandev. T: Rossi.

Milan
Dida, Oddo, Nesta, Maldini e Jankulovski; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Gilardino e Ronaldo. T: Ancelotti.

Fiorentina
Frey, Ujfalusi, Gamberini, Dainelli e Pasqual; Jorgensen, Blasi, Liverani e Montolivo; Mutu e Toni. T: Prandelli.

Palermo
Fontana, Cassani, Zaccardo, Barzagli e Pisano; Corini, Guana e Simplício; Bresciano e Di Michele; Amauri. T: Guidolin.

Empoli
Balli, Raggi, Vanigli, Lucchini e Tosto; Buscé, Almirón e Moro; Vannucchi; Pozzi e Saudati. T: Cagni.

Juventus
Buffon, Birindelli, Boumsong, Chiellini e Balzaretti; Camoranesi, Marchisio, Zanetti e Nedved; Del Piero; Trezeguet. T: Deschamps.

Genoa
Rubinho, Bega, De Rosa, Criscito; Rossi, Milanetto, Coppola, Fabiano; León, Gasparetto e Di Vaio. T: Gasperini.

Napoli
Iezzo, Maldonado, Cannavaro, Domizzi e Grava; Trotta, Amodio, Gatti e Bogliacino; Sosa e Calaiò. T: Reja.

Mercado estival

A Inter queria a Serie A no campo, conseguiu. O Milan queria se vingar do Liverpool na Liga dos Campeões, conseguiu. A Roma queria algum título para abrir a galeria de Spalletti, conseguiu. E a Juventus queria o título da Serie B, conseguiu.

Após uma temporada onde as quatro maiores torcidas italianas ficaram felizes - mesmo se considerarmos um campeonato que jamais conseguiu engrenar - o mercado do verão italiano é um dos mais promissores dos últimos anos. Ele se abre amanhã, primeiro de junho, e deve nos garantir algumas boas surpresas. Até porque, ao contário dos últimos anos, praticamente todas as grandes equipes querem (e podem) fazer investimentos. Nessa lista, se incluem pelo menos as duplas de Milão, Roma e Turim, além de Fiorentina, Palermo, Udinese, e os prováveis promovidos Genoa e Napoli.

Pelo menos de início, os bancos é que devem passar por uma boa movimentação. Walter Mazzarri, que conseguiu ótimos resultados em três anos de apostas na base da Reggina, fechou com a Sampdoria. O emergente Stefano Colantuono, que fez a Atalanta jogar bem, subir pra Serie A, e lutar firme por vaga na Copa Uefa, já segue para o Palermo. Marco Giampaolo, demitido e recontratado no meio da temporada pelo Cagliari, que era um dos mais cotados para sair de seu clube, supreendeu ao renovar contrato.

E a dança só começa. O desempregado Novellini tem boas chances de aportar no Livorno. Por outro lado, o velho Zaccheroni é o provável substituto de Malesani no comando de uma Udinese que deve ir às compras. E o Parma provavelmente vai perder Ranieri. Juventus e Manchester City são duas opções razoáveis. No Ennio Tardini pode chegar exatamente Guidolin. Isso se ele não for para Turim.

Enfim, no etéreo terreno das especulações, o mercado dos treinadores da velha bota também tem tudo pra pegar fogo nessa semana. Muito porque serão eles as vozes que mandarão prender e soltar nos próximos meses.

A nova cara do calcio

Após a temporada mais sem sal dos últimos tempos na Serie A, o mais provável seria que todos estivessem lamentando o enfraquecimento do futebol italiano e o domínio de um único clube que foi campeão com muitas rodadas de antecedência e batendo o recorde histórico de pontos em uma só edição do "italianão". Mas o que se vê é bem diferente e é fácil entender o porquê.

A Inter, que há quase 20 anos só naufragava em campanhas irregulares, contratações bizarras e vendo o sucesso do rival, finalmente saiu da fila, mas dessa vez no campo. Contratou como nunca, montou um time muito forte e, mesmo com um técnico que não está à altura do elenco, dominou a Serie A de ponta a ponta, e promete vir ainda mais forte em 2007/08.

A Roma, quase falida em 2004, ressurgiu com a contratação de Spalletti, que revolucionou o esquema de jogo da equipe, conseguiu tirar o máximo de cada jogador de que dispunha e alcançou o vice-campeonato, além da inesperada quarta-de-final na UCL e o título da Coppa Italia. Totti, fantástico somo sempre, fez as honras de artilheiro da competição. Pra próxima temporada, caso não saia ninguém, só podemos esperar um elenco ainda mais forte e unido, para quem sabe alçar vôos mais altos.

O Milan, com seu time geriátrico, seu técnico relativamente maluco e tudo mais, fez um péssimo primeiro semestre. Mas com a força que lhe é característica, chegou na zona de classificação à UCL mesmo com os pontos negativos, e claro, conquistou o troféu máximo da Europa, se vingando do Liverpool e afastando de vez o fantasma do Ataturk. Se souberem entender que está na hora de renovar alguns pontos de seu elenco, entram na briga pelo bi da UCL e pelo seu 18º scudetto.

Fiorentina e Lazio, dois times que também estiveram mal das pernas há pouco tempo e quase foram à bancarrota, acharam seus rumos. Com elencos sem estrelas mas com bons jogadores e bons treinadores, fizeram campanhas fantásticas na Serie A. O primeiro conseguiu a vaga na Copa da Uefa mesmo começando com 15 pontos negativo, que se fossem recuperados pelo clube de Florença, acabaria em terceiro lugar. Já o time romano chegou onde nem eles mesmo imaginavam: o terceiro posto, garantindo mais uma vaga italiana na UCL. Os dois times, começando do zero na próxima temporada, podem dar trabalho também.

E o principal ponto: a Serie B. De lá, tendem a voltar à elite do calcio Juventus, Genoa e Napoli. Três times tradicionais da Itália, que acrescentariam e muito para a emoção e a graça do campeonato. Ainda mais vindo em troca aos insípidos Chievo, Messina e Ascoli, que faziam hora extra no andar de cima.

Enfim, só nos resta esperar pra ver se a temporada será mesmo tudo o que promete.

O retorno

Retorna o blog, das cinzas. Fazendo coro à torcida da Roma: "agora vai!"