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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

"O presente? Espero em maio."

"Cada jogador tem o seu gênio, mas só há um Van Gogh, e só há um Totti."
Giovanni Trappatoni.
Em meio a opiniões totalmente divergentes, Francesco Totti, o maior vangloriado do futebol romano, comemora seus 31 anos de vida após lesão que o tirou do jogo de ontem contra a Fiorentina. O presente? Afirma que espera em maio, no final do campeonato.
"É muito italiano e muito romano, é um craque, tem um talento impressionante e faria sucesso para onde quer que fosse".
Demetrio Albertini.
Totti sempre se destacou por seus passes magistrais, assistências fantásticas e jogadas que uma pessoa normal não poderia realizar. Em contrapartida, teve seus destaques negativos por ataques de nervosismo, bem como pisada em Ramelow, soco na cara de Colonnese, cotovelada em Galante e, com maior repercussão, a cuspida na cara do dinamarquês Poulsen na Euro 2004.
"Falava-se muito do Zidane e do Beckham, mas eu gosto muito do Totti, porque torna simples as coisas dificeis, tal como agrada a mim.
Sabe fazer jogar bem sua aquipe e considero que se tivesse que escolher um jogador, elegería-lo".
Diego Armando Maradona.
Francesco é maior que o Coliseu para os romanistas. Tendo recusado inúmeras propostas faraônicas para sair do clube, dentre as quais feitas por times como Chelsea e Real Madrid, ele se tornou um dos maiores ícones do futebol italiano. Agora, atuando como centro-avante, er capitano provou que sabe fazer gols, ganhando o troféu chuteira de ouro da Europa.
Dias depois (de sua estréia na Serie A), toca o telefone na casa da família Totti. Fiorella atende, e do outro lado da linha está Ariedo Braida, diretor do Milan. "Senhora, Francesco seria acolhido no Milan com todas as honras. Seria acompanhado nos estudos. E a parte econômica não seria problema", disse Braida. A resposta veio sem pestanejar: "Francesco só quer a Roma".
Dossiê Totti - FutebolEuropeu.com.br
Certa vez, o zagueiro brasileiro e laziale Cribari revelou ao globoesporte.com que er bimbo d'oro via seus adversários como inimigos. Talvez por ter nascido romano e romanista, Francè sente na pele como é disputar um derby e a dor de perdê-lo. Por outro lado, são inúmeros os profissionais que afirmam ver no garoto de porta metronia uma bondade absurda. Para reforçar tal lado, Totti nunca deixou de ajudar entidades carentes e idosos, sendo inclusive embaixador da Unicef.
"Totti é o melhor futebolista da Europa. E seria justo para si que saísse para uma equipe com outras ambições, mais próxima do seu nível."
Zdenek Zeman.
Em junho de 2007, Totti, após uma indecisão irritante, confirmou que não voltaria a jogar mais pela seleção italiana, justificando que já não tem mais condição física para isso e, para completar, a imprensa o estaria perseguindo pelo fato de ser romano. Muitos afirmam que ele nunca havia feito nada demais pela azzurra, porém esses muitos esquecem, ou simplesmente não sabem, que Francesco levou a Itália à final da Euro 2000 com atuações brilhantes, roubando a vaga de Del Piero no time principal. Também esquecem que o camisa 10 participou da maioria dos gols da Itália na Copa do Mundo, mesmo estando totalmente sem ritmo de jogo por ter voltado de uma contusão que estraçalhara seu tornozelo, o qual segue com pinos até hoje.

"O herdeiro de Zidane chama-se Totti, ainda que jogue dez metros mais à frente. Seria um verdadeiro espetáculo se os pudèssemos ter visto os dois juntos".
Jorge Valdano.
Pai de um garoto de quase dois anos, Cristian, e uma garota de 5 meses, Chanel, Francesco tende a continuar na sua squadra do coração após aposentar-se das quatro linhas. Com contrato até 2010, Totti afirma que pretende seguir na Roma, talvez treinando os mais jovens, talvez como Bruno Conti, em um caminho de diretor esportivo.
Em resumo, quem é Francesco Totti? Com a palavra, o próprio: "Sou um rapaz simples, sincero e altruísta. Mas não é essa a imagem que o público tem de mim, porque não gosto de mostrar meus verdadeiros sentimentos. Não sou nem arrogante, nem indolente. É só uma maneira de me proteger contra os inconvenientes da popularidade".
Dossiê Totti - FutebolEuropeu.com.br

E no oitavo dia, Deus criou Totti.

Fonte das declaraçoes: Revista Futebolista, edição 20 - abril de 2007.

Ferrari+10

Fiorentina 2-2 Roma
Jogaço, na partida que valeu cada byte gasto da conexão em busca do streaming ideal. A nível de campeonato, o empate foi um bom resultado para as duas equipes. Tanto para a Fiorentina, que buscou o resultado com uma das favoritas ao título, quanto para a Roma, que conseguiu um ponto em Florença - onde o time viola não perde desde outubro passado. A nível de momento, o resultado foi pior para os giallorossi, já que quatro equipes estão a no máximo um ponto de distância.

Frey defende cabeceio de Vucinic: apenas Mancini conseguiu manchar sua partida

Mas pelo que foi mostrado em campo, lucro para a Roma. Mesmo tendo sido um jogo aberto e com chance real de vitória para ambos os lados, a Roma finalizou muito menos que a Fiorentina, mesmo com alguns minutos a mais de posse de bola. Entre os cinco titulares poupados, a entrada de Ferrari provou que a dupla Mexès-Juan é realmente intocável. Palmas para o pallonetto de Mancini e para Frey em todos as outras finalizações romanistas. E vaias para Ferrari, que... deu uma de Ferrari.

Genoa 3-2 Udinese
Parem as máquinas! Se só o fato de Borriello marcar já é estranho, uma tripletta do campanês somada a uma bola no travessão deve ser um prenúncio do fim do mundo. Coincidência ou não, foi só Gasperini sacar seu 3-4-3 estático a favor de um 4-4-2 baseado nos contra-ataques para a revolução ocorrer no clube rossoblù. E a Udinese mantém-se instável, sempre tornando todos os seus jogos emocionantes - ganha um doce quem pensou no espírito de Zdenek Zeman no corpo de Marino.

Entre os brasileiros, Rubinho foi expulso no início do segundo tempo por tocar na bola fora da grande área, o que rendeu o gol de Asamoah Gyan; Danilo cobrou a falta que Handanovic não segurou e permitiu a Borriello abrir o placar. Já Felipe, por motivos heterodoxos, ficou no banco de reservas. Além de el niño e de Gyan, o romano Simone Pepe marcou seu primeiro gol com a camisa da Udinese após desvio do ítalo-germânico De Rosa.

Napoli 1-0 Livorno
O interminável Roberto Sosa garantiu a vitória do Napoli sobre o Livorno com um gol daqueles que só um verdadeiro centro-avante é capaz de fazer. E colocou a corda no pescoço de Orsi, para Spinelli puxar num futuro próximo. Os partenopei massacraram o Livorno durante todo o jogo, e o gol no final brindou a melhor equipe em campo. Lavezzi não pode jogar por problemas musculares, e em seu lugar entrou o também habilidoso De Zerbi.

Sosa: presença de área do veterano garantiu o resultado para o Napoli

Amelia, recuperando a confiança da torcida, fez uma boa partida. Mas não o suficiente. Tavano e Tristán formam uma dupla inócua, mas Loviso continua destoando de seus companheiros e fazendo boas partidas. Boa partida do austríaco Garics e do Cannavaro mais jovem, Paolo. O Napoli continua surpreendendo quem não apostava no time no início do campeonato, tendo corrigido o seu grande problema da última temporada: o ataque. E tem tudo para continuar assim.

Seleção Quattro Tratti da quinta rodada:
Frey (Fiorentina), Garics (Napoli), Legrottaglie (Juventus), Paci (Parma), Maxwell (Inter); Fábio Simplício (Palermo); Kaká (Milan), Ibrahimovic (Inter), Mancini (Roma); Borriello (Genoa), Rocchi (Lazio).

Rodada de quarta-feira

Catania 1-0 Empoli
Primeira partida do Catania à noite no Massimino desde o assassinato do inspetor policial Filippo Raciti, na confusão daquele "Catania-Palermo" da última temporada. Campo em condições bem precárias dificultou um pouco para os jogadores mais técnicos (não que fossem muitos), e o jogo trancorreu num tenso clima de forte pegada, tanto que no final do jogo cada equipe teve 1 jogador expulso. O gol rossoblu foi marcado por Martinez, que se redimiu de um gol perdido no primeiro tempo. Após lançamento longo de Tedesco, o jogador uruguaio dominou a bola com auxílio do braço e fez o gol que deu ao Catania sua primeira vitória na temporada. O Empoli continua sem nenhuma vitória e está nesse momento na zona de rebaixamento.

Juventus 4-0 Reggina
Com mais um resultado elástico, a Juve vai disparando na posição de melhor ataque da competição. Com gols de Legrottaglie, Salihamidzic, Trezeguet e Palladino a vecchia signora não deu chances para a Reggina, e volta a demonstrar uma equipe perigosa, que vai brigar até o fim da stagione. Animado pelo ótimo empate fora de casa contra a Roma na rodada passada, Ranieri decide poupar alguns jogadores. Campagnolo bem que tentou, mas não conseguiu segurar o ataque bianconero, que desde o começo aproveitou os espaços deixados pela zaga adversária. Tiago teve sua chance, e mostrou boa habilidade, participando de boas jogadas no meio de campo. Ficcadenti é outro técnico que ainda não encontrou vitória nesta temporada, e fica sobre pressão por resultados. Sua equipe não somente está na zona de rebaixamento, como ocupa a última posição na tabela, e vai precisar melhorar muito se desse posto quiser sair.

Lazio 3-1 Cagliari
No estádio olímpico de Roma, um primeiro tempo fraquíssimo no qual ouvem-se vaias à uma atuação preguiçosa da Lazio. Alguns poucos chutes de Mauri são as únicas oportunidades em que o goleiro rossoblu trabalha. Porém, no segundo tempo a sorte biancoceleste iria mudar, logo no início Rocchi abre o marcador e aos 15 minutos Pandev amplia com um belo remate. Giampaolo percebe a necessidade de mudar algo, e manda ao campo o jovem Acquafresca, uma das revelações da última Serie B, que deixa sua marca logo após entrar. Cagliari esboça uma reação, crescendo em qualidade, sobretudo quando as ações eram comandadas por Foggia, que quase fez seu gol numa cobrança de falta, na qual o goleiro Muslera se complicou para defender. Mas quase no fim, Rocchi fecha a conta. Após outra bela assistência de Mauri, o atacante faz sua doppieta. Bela atuação de Mauri que dá novas esperanças ao torcedor da Lazio. Créditos também ao Delio Rossi, que abdicou de um turn-over e foi buscar sua primeira vitória em 5 jogos.

Feitos de palerma.

Palermo 2-1 Milan
Boa troca de passes, Seedorf recebe e... um a zero Milan, resultado ótimo, principalmente tendo em conta o fato de os milaneses estarem atuando fora de casa. Parecia uma recuperação milanista, até que, aos 75 minutos de jogo, Amauri recebe em posição legal, domina com o braço e cruza para Diana empurrar para dentro. Explodia o estádio e os rossoneri ficavam cada vez mais perdidos em campo. Para completar o infortúnio, aos 93 minutos, o pequenino Miccoli enche o pé em uma cobrança de falta e consegue fechar o placar. Para o desespero de Ancelotti e sua trupe, que agora amargam a nona colocação com 6 pontos, ao lado de Lazio, Parma e Genoa. "É hora de conseguir resultados" - diz Seedorf.

Miccoli; extravasando após um resultado aparentemente perdido.

Inter 3-0 Sampdoria
"Ibrahimovic marca quando quer" - Assim diz Moratti, o presidente dos nerazzurri. Nesta partida, porém, não foi muito diferente. Com Figo mostrando um ótimo futebol, a Internazionale não decepcionou e colou na Roma, em partida decisiva a ser disputada no sábado, às 13h de Brasília. O sueco, cada vez com mais moral em Milão, acabou com a partida, fazendo dois gols, dentre os quais um incrível. Pelo lado da Sampdoria, ainda um time incerto e um pouco despreparado, que tende a evoluir quando todos os jogadores estiverem à disposição e em forma física ideal.

Ibrahimovic; gol.

Parma 2-0 Torino
Insacca la palla, Reginaldo!
Caindo nas graças da torcida, o atacante brasileiro conseguiu marcar o seu e, ao lado da figura carimbada Bernardo Corradi, deu a vitória ao time do queijo. Recoba sentiu-se um pouco isolado no ataque, não tendo companheiros a seu nível para realizar as jogadas esperadas do uruguaio. O Parma ocupa a décima primeira posição, mesma pontuação citada acima com o Milan. Já o Torino de Rosina só está a dois pontos da zona da degola. Com 4 pontos, assim como o Cagliari, a squadra granata precisa se cuidar. Entre as duas equipes e a zona do rebaixamento está o Siena, com 3 pontos.

Siena 1-1 Atalanta
Primeiramente, uma consideração necessária: Vale comentar que Dimitrios Eleftheropoulos começou jogando, fato tão raro que o deixa no seleto grupo "Roger" de goleiros eternamente reservas, e não simplesmente goleiros. Sobre a partida, o Siena saiu na frente com o gol de Loria, aos 31 minutos do primeiro tempo. Resultado necessário aos bianconeri, visto que os comandados de Mandorlini precisavam da vitória para respirarem aliviados por um tempo. Infelizmente para eles, o excelente veterano Cristiano Doni converteu pênalti sofrido aos 62 minutos de jogo. A Atalanta segue surpreendendo, a squadra de Del Neri agora ocupa a sétima posição, com os mesmos nove pontos da Fiorentina.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Rapidinhas de domingo

Por n motivos dos mais variáveis, os jogos de domingo ficaram sem seus resumos. Um parágrafo para cada e a equipe da rodada, enquanto esperamos os encontros de hoje, pela quinta giornata.

Roma 2-2 Juventus
Por jogos como este que o futebol é tão amado por ser odiosol... no caso, para o torcedor romanista. Já para os juventinos, um gol no finalzinho de Iaquinta(!) foi uma bênção, um prêmio inusitado para a raça do grupo que, mesmo limitado, nunca deixou de correr. Com Del Piero e Nedved apagados, os bianconeri abriram o placar ainda no primeiro tempo na cabeça de Trezeguet, após contra-ataque fulminante e cruzamento de Iaquinta.

A Roma jogava melhor e, por méritos, chegou ao empate em um gol digno de centro-avante, marcado por Francesco Totti. Seis minutos depois, er capitano virou o jogo para os giallorossi. Jogo definido? Jamais, a squadra de Luciano Spalletti até tentou ampliar o placar mas esbarrou na falta de capacidade de finalização. Até que, aos 86 minutos, Cicinho demora dez segundos para cobrar uma lateral. O árbitro assinala reversão e, em cobrança teoricamente inofensiva, Iaquinta sobe sem dificuldades para encobrir Doni e sacramentar o empate. Um balde de água gélida. [MR]

Atalanta 2-1 Lazio
O time bergamasco manteve sua invencibilidade às custas de uma horrenda Lazio. Delio Rossi optou pelo 4-4-2 com Mauri e Manfredini pelas pontas. Dos considerados titulares, Scaloni, Mutarelli e Rocchi foram poupados. Já a Atalanta manteve seu esquema com Doni atuando por trás de um Zampagna de volta à boa forma. Seu gol nos acréscimos do segundo tempo selou a má fase laziale na temporada - após sete jogos, apenas uma vitória. Todos os méritos à Atalanta, surpresa do campeonato.

Livorno 2-2 Inter
Graças a Ibrahimovic o encontro não terminou como a primeira vitória do Livorno na competição. O time amaranto esteve por duas vezes na frente do placar, mas o sueco foi em busca do empate em ambas. Destaque negativo para Maicon, expulso de forma infantil e suspenso nos próximos três jogos. E para a finalização de Bogdani já nos acréscimos, que garantiria a vitória do Livorno. Bom jogo para os brasileiros: Adriano chegou a acertar na trave uma finalização, enquanto César se destacou mais uma vez atuando pela esquerda.

Sampdoria 0-0 Genoa
Altíssima a expectativa para um derby não disputado há doze anos. Infelizmente, porém, tal TPM - tensão pré-match, foi inversamente proporcional à pífia qualidade do jogo. Lembrando a sofrível partida entre Lazio e Sampdoria, ambos os times não conseguiam criar situações perigosas. Finalmente, dizem que houve a estréia do Peter Pan Antonio Cassano, afinal o barês não pegou na bola.
O jogo ajudou a alimentar a tese de que a tática adotada por Gasperini, o 3-4-3, não funciona com os recém-promovidos à Serie A. No clássico, pouco se pôde levar perigo, tendo em vista que Borriello estava altamente isolado no ataque, Coppola não dava conta de ser um elo de ligação entre a defesa e o ataque, possuindo uma saída de jogo apenas razoável. Para completar, seus esternos não tentavam ganhar o meio e a defesa estava terrivelmente mal-posicionada. [MR]

Torino 1-1 Siena
Em Turim, mais um empate na rodada. Resultado justo. Siena mais incisivo e ameaçando mais a equipe granata, porém com um pênalti disperdiçado por Maccarone e com a torcida empurrando o time local, ficou difícil para a equipe de Mandorlini, que agora acumula 9 empates e 9 derrotas no comando do Siena. O toro, por sua vez, chegou ao quarto empate nesta temporada. Mais um sinal de uma stagione equilibrada. [DB]

Cagliari 0-1 Palermo
O Cagliari iniciou bem a partida, mas o gol durante o primeiro tempo derrubou a confiação da boa equipe de Giampaolo. O gol de Zaccardo, improvisado na lateral esquerda, saiu após passe de Migliaccio, que finalmente conseguiu seu merecido lugar na equipe rosanera. Já o jovem Canini fez sua estréia na temporada, entrando no lugar do uruguaio López, que ficará de fora por pelo menos um mês por lesão. Fini também ficou de fora, o que não diminuiu o ímpeto do Cagliari. Mas seus atacantes pararam nas boas defesas de Fontana.

Catania 0-1 Fiorentina
Mais uma vez o combo Frey-Mutu foi o suficiente para garantir a vitória viola. Mesmo poupando Pasqual e Liverani, logo aos quatro minutos Mutu aproveitou escanteio para marcar de cabeça o único gol da partida. A partir daí, show particular de Frey, que fez pelo menos três milagres no péssimo gramado do estádio Angelo Massimino. Nem mesmo a expulsão de Baiocco serviu para fazer o Catania desistir, e os etnei não venderam barato a derrota em campo.

Empoli 0-0 Napoli
Num zero a zero de boas emoções, o Empoli continua sua péssima largada na Serie A. Pelo lado do Napoli, estréia do goleiro Gianello (31 anos) na série máxima. E Lavezzi sendo acompanhado por ninguém menos que Diego Maradona. No fim do primeiro tempo, Vanigli fez pênalti claro no argentino, mas o árbitro Rizzoli deu vantagem e só aplicou o cartão amarelo no zagueiro - num lance nítido de expulsão. Mesmo com má partida de Vannucchi, o Empoli foi bem principalmente com Giovinco e Buscè. Aos 43' da etapa final, Saudati ainda teve a oportunidade de marcar. Mas parou na trave.

Seleção Quattro Tratti da quarta rodada:
Frey (Fiorentina), Zaccardo (Palermo), Talamonti (Atalanta), Domizzi (Napoli); Migliaccio (Palermo), D'Agostino (Udinese), Morrone (Parma); Di Natale (Udinese), Ibrahimovic (Inter), Totti (Roma) e Iaquinta (Juventus).

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Sábado de sol...

...nada melhor que ligar a ESPN, a RAI ou mesmo o streaming de seu computador para acompanhar o calcio. Todas as expectativas de um campeonato equilibrado estão se confirmando. Apenas aquelas que apontavam uma Serie A de alto nível técnico não conseguem se impor. As partidas do sábado apontavam para vitórias fáceis de seu mandantes, mas, repetindo: as expectativas de um campeonato equilibrado estão se confirmando.

Milan 1-1 Parma
Por dois ou três dias que antecederam a partida, muito se comentou em Milanello a respeito do posicionamento da torcida. Maldini e Ancelotti foram à imprensa pedir aos ultrà que estes cessassem as vaias a Gilardino a Dida a cada partida. Ao menos isso deu certo. Dentro de campo, o Milan versão campeonato voltou a decepcionar. Frente a um Parma que se mostrou mais consistente que o Benfica, os rossoneri não conseguiram dominar a partida, mesmo em casa. Os comandados de Di Carlo mostraram boa movimentação e velocidade, causando problemas a uma defesa veterana.

Kaká: a transpiração não foi suficiente para sobrepôr a desinspiração

Tentando imitar o sucesso continental, Ancelotti armou o mesmo esquema contra o Parma. Apenas Gattuso, lesionado, deu lugar a Brocchi no meio de campo. Mas graças ao 4-3-2-1 milanista que exige dos dois meias uma maior presença de espírito, o que apareceu foi a forte marcação do time gialloblù. O jovem Dessena mais uma vez foi fundamental no bom resultado do Parma, bem como Pisanu, atuando pela esquerda no esquema com três atacantes. Fica cada vez mais aguda a dependência do Milan ao futebol de Pirlo e Kaká. E a torcida pode, novamente, respirar desesperada. Por mais que o favoritismo na Liga dos Campeões seja bastante real, na Serie A não se deve esperar muito mais desse elenco. Repito que esta será uma temporada de transição para o clube. E caberá a Ancelotti decidir se esta será ou não forçada por maus resultados.

Udinese 2-0 Reggina
Ci pensa Di Natale! A matemática com ele é outra: em seu centésimo jogo com a camisa da Udinese, duas pérolas e três pontos. Se nos últimos jogos Totò abusou de sua boa fase para decidir os jogos contra Juventus e Ucrânia, desta vez só coube a ele manter o traçado. No Friuli, desta vez, a Udinese fez o que dela se espera: jogo bonito, fluido e objetivo, características dos times de Pasquale Marino. A surpresa fica por conta do fuoriclasse do plantel. Quando o gol de Di Natale que abriu o placar já era tido por muitos como o mais belo da temporada, ele próprio resolveu ampliar sua conta plástica.

Os friulani ascenderam num 3-4-3 com Inler e D'Agostino centralizados, com direito a apresentação de gala do último. Já no ataque, a fantástica apresentação de Di Natale serviu para desviar a atenção de mais uma má partida de Quagliarella. A Reggina mostrou evolução com as entradas de Cozza e Joélson no segundo tempo. O time amaranto, mesmo com toda sua fragilidade, possui algumas boas perspectivas de evolução - desde que trabalhe com urgência a ligação entre defesa e ataque, pois o meio-campo é setor inexistente. Resta à Udinese manter o pique e trabalhar forte para evitar que Marino assuma a posição de herdeiro de Zdeněk Zeman. Para quem assiste, é um bom espetáculo. Para quem torce, não é um estilo nada prolífico. Nem sempre pode-se esperar que o artilheiro com um toque de limão decida tudo sozinho.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ma... Tu sei tu?!

Mas... Você é você?! Irreconhecível a supremacia pavorosa do Fenerbahçe sobre a Internazionale de Milão. Em Istambul, o time comandado por Zico poderia ter feito muito mais, mas esbarrou em um condicionamento longe do ideal, praticamente parando de jogar aos setenta minutos de jogo. Já pelo time milanês, pode-se dizer que Júlio César e o colombiano Rivas entraram em campo. Resultado péssimo não só pelo placar, e sim pelo desempenho pífio da squadra de Roberto Mancini.

Gol de Deivid: Resultado inesperado antes da bola rolar, porque depois...

L'allenatore Mancini tentou e conseguiu; a Internazionale mal chegou ao gol de um desaquecido Volkan. Em contrapartida, Júlio César teve que trabalhar arduamente, evitando por várias vezes finalizações perigosas da equipe turca. Na pressão fortíssima de Istambul, o craque incógnita Alex decidiu comer a bola, lembrando seus tempos áureos de Palmeiras e Cruzeiro. Jogando sempre de cabeça erguida, o renegado da CBF mostrou classe e potencial para ter condições totais de estar do outro lado do campo, servindo uma equipe maior e com mais visibilidade - seria covardia comparar sua atuação com a do opaco Solari, por exemplo.

O time dos brasileiros Roberto Carlos, Edu Dracena (quase marcou o seu), Alex e Deivid, além dos naturalizados turcos Mehmet Aurélio e Wederson, conseguiu dominar por completo o jogo e, se tivesse agüentado até o final da partida com o futebol fulminante apresentado até a metade do segundo tempo, poderia ter ampliado o marcador, como quase o fez diversas vezes. A esperança do Fenerbahçe aumenta ainda mais no grupo com a moral da vitória. Já na Inter, o clima ainda não deve ser considerado preocupante, porém é bom, e até necessário, abrir os olhos e se cuidar - CSKA e principalmente PSV estão longe de serem medíocres e podem complicar a qualquer momento.

Serviço da partida:

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Joga bonito, joga fácil

"Uma surpresa na disputa da Liga dos Campeões? Pode ser a Roma. Eles foram muito desapontantes no último ano contra o Manchester United, mas foram bastante surpreendentes contra o Lyon. Em seu primeiro ano na competição, eles aprenderam bastante. Têm uma qualidade técnica para fazer o melhor." Vindas de qualquer um, essas palavras provavelmente não seriam levadas em consideração. Mas saíram da boca de Arsène Wenger, um dos nomes que fundaram a geração "joga bonito" e o principal responsável por alterar a histórica forma de jogar do Arsenal.

Joga bonito, joga fácil. Essa é a Roma de Spalletti. E joga eficiente. Este último upgrade aparece na última versão do time, lançada nesta temporada. Não é qualquer time que marca dez gols e não sofre nenhum em cinco partidas consecutivas. E a tarefa fica mais complicada quando essas cinco partidas são as primeiras da temporada, logo na fase onde, habitualmente, os jogadores ainda estão fora de forma e o time ainda luta por um padrão tático. Bem, ainda vale lembrar que os times de Spalletti, em geral, melhoram sua produção no terço final da temporada...

Alegria giallorossa: mais que Totti, agora é o conjunto que desequilibra a cada dia

Roma 2-0 Dinamo Kyiv

Com Panucci recuperando-se de uma leve contratura muscular, Spalletti optou por Cassetti. E ainda surpreendeu ao sacar Giuly da equipe titular para fazer Mancini estrear na temporada. Já Demyanenko usou todas as entrevistas da semana para anunciar defesa total no Stadio Olimpico. Para armar seu Dinamo num módulo veloz e compacto, barrou Milevskiy, Kléber e Rebrov do time tilular. Em seu 4-4-1-1, Gusev e Michael foram escalados para atacar pelos flancos, enquanto Bangoura foi escolhido para servir de suporte ao uzbeque Shatskikh.

O problema de se escalar uma equipe altamente defensiva aparece quando o time que a escolhe sofre um gol no início da partida. Caso do Dinamo, que não suportou a pressão inicial da Roma e logo aos nove minutos já sucumbia a uma bela troca de passes da equipe giallorossa. Aquilani abriu bem na esquerda, para Tonetto, livre, cruzar na cabeça de Perrotta. Os donos da casa ainda tiveram a oportunidade de ampliar, mas Juan acertou na trave um cruzamento da direita. Durante todo o primeiro tempo, o Dinamo não teve nenhuma boa oportunidade de fazer Doni trabalhar.

Na ripresa, o Dinamo voltou melhor, mas quando a Roma se encontrou não sobrou espaço para os ucranianos. Ao substituir Giuly por Mancini, Spalletti aumentou a velocidade dos contra-ataques romanistas, mas o problema de finalizações do francesino permanece latente. Ele teve a oportunidade de ampliar, mas parou nas mãos de Shovkovskiy quando se encontraram frente a frente. E foi de Perrotta, melhor jogador em campo, o passe para Totti matar o jogo. Destaque também para o incansável Aquilani, cada vez mais titular ao lado de De Rossi.

Rebrov de joelhos: saudades do tempo do Dinamo comandado por Lobanovsky

A Roma vence e convence, a cada partida. Meio-de-campo infernal, defesa imbatível. Acertando de vez as jogadas ofensivas, dá para provar um pouco de que caldo o time nos servirá. Já ao Dinamo, que em 2004 levou a Roma ao inferno, caberá a honra de fiel da balança. Dificilmente se classificará para a próxima fase quem não bater a equipe ucraniana as duas vezes.

Super Pirlo

Kaká e mais dez. Já virou lugar comum resumir a isto as seguidas vitórias do Milan - principalmente em âmbito continental. Esta visão simplista sugere que um dia ruim de Kaká derrubaria o time rossonero. Mas quem não tem Ricky, caça com Andrea. Um Andrea, aliás, em estado de graça. O regista humilhou o Benfica na estréia dos dois clubes pela Liga dos Campeões, no San Siro.

Na noite de seu quinto eurogol, outra atuação fenomenal de Pirlo

Milan 2-1 Benfica

O jogo marcou o retorno de Rui Costa a Milão, onde o maestro atuou por cinco temporadas. Ainda no Benfica, José Antonio Camacho precisou recorrer a Edcarlos e Miguel Vítor (22 e 18 anos, respectivamente) para formar a dupla de zaga. De uma só vez, os encarnados perderam Luisão, Zoro e David Luiz. Na ligação da equipe, mais juventude. Di María (18) e Cristian Rodríguez (21) estrearam no torneio europeu. Do lado do Milan, como tem sido praxe, o titular mais novo foi Kaká, no auge de seus 25 anos. Mas quem deu as caras desta vez foi o mais experiente Pirlo, que com a idade de Di María era apenas mais um atacantezinho do Brescia.

Jogando com volúpia, o Milan logo abriu o placar com uma belíssima cobrança de falta de Pirlo. Ainda na frente, os rossoneri quase foram surpreendidos com um cabeceio de Cardozo que foi parar na trave. Aproveitando-se do mau momento do Benfica, Kaká puxou contra-ataque e tocou para Pirlo na direita. Mesmo podendo concluir, o campanellino optou por cruzar para um tiro perfeito de Pippo Inzaghi, dentro da área. O Milan que abriu o 2-0 ainda no primeiro tempo foi praticamente o mesmo que alinhou num 4-3-2-1 na última final - apenas Maldini, lesionado, deu lugar a Kaladze. Já o Benfica ainda não acha seu rumo a pelo menos duas temporadas.

Mais um gol de Pippo: na Europa, Inzaghi è sempre lui.

Com menos movimento no segundo tempo, o destaque ficou para o gol de Nuno Gomes aproveitando lance de Katsouranis, nos minutos finais. Kaká e Emerson tiveram chances para construir um resultado mais elástico. O que fará Ancelotti quando Ronaldo estiver em condições é uma incógnita. Maior técnica, o brasileiro tem. O poder de decisão de Inzaghi, também. Sacar Seedorf e tentar um esquema mais ofensivo? Ou tirar o bomber decisivo nos momentos mais importantes?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Estréia morna...

Estreando as análises da fase de grupos da Liga dos Campeões da Uefa, o empate arrancado pela Lazio frente ao Olympiacos no estádio Geórgios Karaïskákis.

Olympiacos 1-1 Lazio
Partida sem torcedores, Olympiacos punido por mau comportamento de seus adeptos na última partida pela Liga dos Campeões do ano passado. Fazendo um jogo muito apático, os comandados de Delio Rossi saíram da Grécia com um enorme ponto, se comparado ao seu futebol. Até o momento do gol, a equipe da Lazio se mostrou muito defensiva e sem criatividade no ataque, contentando-se apenas em esperar na retaguarda a equipe grega trabalhar a bola, na espreita de um bom contra-ataque. O Olympiacos, por sua vez, ditou o ritmo de jogo, fazendo a bola circular de um lado para o outro pacientemente, e buscando uma brecha na retranca biancoceleste. A volta de Mauri deu à equipe laziale uma boa referência de criação de jogadas no meio-de-campo, porém em algumas jogadas pôde-se notar o visível despreparo do atleta e falta de ritmo de jogo. Contratempo esse devido ao atraso na preparação, enquanto o jogador se recuperava de uma lesão.

O argentino Galletti ultrapassa Ballotta: Lazio em apuros logo na estréia

Aos seis minutos do primeiro tempo, Patsatzoglou fez boa jogada pela ponta direita, dando um drible da vaca no defensor laziale, e cruzou para Đorđević, que desviou assustando o goleiro Ballotta. Logo em seguida, porém, Patsatzoglou deu uma entrada violenta em Mauri, e foi advertido com o cartão amarelo. Ledesma (o da Lazio) cobrou a falta com perigo, fazendo Nikopolidis se esticar todo para alcançar a bola no seu canto inferior direito. Mauri teve algumas oportunidades com a bola na área do adversário, porém desperdiçou todas, ora por falta de ritmo e agilidade para definir a jogada, ora por competência da zaga. A melhor oportunidade do primeiro tempo foi dos erythrolefki, após belo lançamento cruzado de Ledesma (o do Olympiakos) Galletti teve a chance de finalizar sozinho, bateu muito forte, mas não tão distante do arqueiro da Lazio, que com bom reflexo conseguiu colocar para escanteio.

No segundo tempo, a Lazio voltou tomando pressão. Ballotta fez outra boa defesa numa cabeçada de Antzas após escanteio. Minutos depois porém Ballotta nada pôde fazer quando numa bela jogada Đorđević serviu Galletti com uma bola açucarada, deixando-o livre na cara do gol. O argentino só precisou driblar o goleiro e rolar a bola abrindo o marcador para deleite da multidão de torcedores, que se aglomeravam do lado de fora do estádio, e faziam o máximo de barulho possível para apoiar o time.

Zauri empata: desde novembro de 2003 a Lazio não marcava gol na competição

Delio Rossi abriu substituiu Mauri por Mutarelli, deixando o time ainda menos criativo no ataque. Somente quando Del Nero entrou no lugar de Manfredini é que a equipe do Lácio conseguiu alguma projeção no ataque. Aos 77 minutos, esforço individual de Pandev que se esgueirou no meio da zaga grega, para fazer o passe pra Zauri, que em posição duvidosa apareceu para fuzilar o gol de Nikopolidis empatando a partida. Feito o gol, a Lazio pareceu ficar mais calma, e começou a dominar as investidas ofensivas, criando ainda antes da partida duas boas oportunidades, primeiro com Pandev perdeu uma chance incrível sozinho frente o goleiro grego, e depois com Rocchi, que num de seus poucos lapsos de qualidade, acertou um bom chute no ângulo, bem defendido por Nikopolidis.

Fim de jogo. E como bem escreveu a Gazzetta dello Sport, para a Lazio um empate de ouro em Atenas. Os aquilotti vão precisar de um desempenho muito melhor que esse de hoje para sonhar em conseguir uma chance na próxima fase da Liga. Após a derrota do Werder Bremen para o Real Madrid por 2 a 1, com uma hipotética vitória sobre os alemães na terceira rodada e Mauri em melhor condição de jogo, a equipe biancoleste pode pegar no tranco e embalar. Depende somente dela fazer isso acontecer.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Roma no comando, a Inter persegue

No complemento da rodada, a Roma se isolou na liderança da Serie A após três rodadas com 100% de aproveitamento. A Juve decepcionou, sendo derrotada em casa para a Udinese de um Di Natale em estado de graça. E a Inter aproveitou-se de um frágil Catania para vencer sem colocar a segunda marcha.

Destaque para a vitória do Napoli sobre a Sampdoria. Os partenopei se recuperaram com louvor da derrota para o Cagliari na estréia do campeonato e têm tudo para confirmar a aposta deste blogueiro como equipe que lutará por alguma qualificação européia.

Ci pensa Juan! Belo tacco do brasileiro abriu caminho para a vitória romanista

Reggina 0-2 Roma
Spalletti manteve sua tradição e abdicou de um turn-over pensando na partida contra o Dinamo Kyiv, na próxima quarta-feira, pela Liga dos Campeões. Do time titular nas primeiras rodadas, apenas Panucci foi poupado por dores nas costas. Com o retorno de Perrotta ao time titular, a Roma foi a campo com Giuly pela esquerda e Taddei pela direita. Os três se mostraram inócuos e não deram seguimento a nenhuma jogada armada por Totti ou Aquilani, cérebros ofensivos da equipe. Na defesa, quem deu as cartas foi Juan. Em sua primeira partida como titular, o brasileiro fez um partida de gala, cortando as melhores jogadas do time amaranto. E, como não poderia deixar de ser, a entrada de Curci no segundo tempo quase deu o empate à Reggina. O péssimo reserva de Doni só foi cobrado duas vezes - e falhou em ambas.

Já Ficcadenti optou por manter no banco o ídolo Francesco Cozza, ainda fora de forma. Mesmo com três atacantes, a Reggina não conseguiu fazer valer o fator campo. Apesar de um bom primeiro tempo superior, o time da Calábria não converteu suas chances em gols. Na ripresa, uma Roma cínica marcou seus dois gols e garantiu a vitória - sete gols marcados e nenhum sofrido, no campeonato. Destaque negativo para a torcida, que lançou vários objetos em campo e ainda tapou a câmera da RAI, para evitar flagrantes. Ruim para o clube, que, após uma linda temporada, deve ser prejudicado pela indocilidade de sua torcida.

Inter 2-0 Catania
A Inter encontrou relativas dificuldades ao enfrentar um Catania bem postado. Os nerazzurri, com vários jogadores poupados, entraram em campo com Adriano. De forma surpreendente, o brasileiro fez um bom primeiro campo. César também se destacou na partida, tendo marcado inclusive o segundo gol após passe de Ibrahimovic. Mancini manteve o 4-4-2 em linhas, enquanto Atzori comandou o Catania interinamente num 4-2-3-1 bastante defensivo - mesmo Martinez e Izco retornaram bastante para auxiliar na marcação. Mas não foi o suficiente para parar a força da Inter.

Juventus 0-1 Udinese
Após a humilhação de levar cinco gols do Napoli em Friuli, a Udinese aprontou pra cima da até então líder Juventus. Os bianconeri levaram dois baldes de água fria de uma só vez: no mesmo minuto em que Di Natale aproveitava cruzamento de Dossena após falha de marcação de Nocerino, a Roma marcava seu primeiro gol com Juan. As entradas de Tiago e Iaquinta não foram suficientes para fazer a Juve valer o mando de campo. Marino torna-se candidato a sucessor do revolucionário Zdenek Zeman. E a Juve não consegue homenagear Luciano Pavarotti, torcedor ilustre falecido na última semana.

Herói azzurro em Kyiv, Di Natale confirma boa fase na vitória contra a Juve

Napoli 2-0 Sampdoria
Os partenopei repetiram o time que bateu os comandados de Marino em Údine e conseguiram belo resultado contra a Samp. E Hamsík, melhor em campo, confirma a condição de uma das grandes promessas do campeonato. Na Sampdoria de Mazzarri, continua a espera por Cassano. E Montella, desta vez, passou em branco, mesmo começando a partida. Desde maio de 2001 o Napoli não vencia em casa pela Serie A. Festa dos mais de 50 mil torcedores presentes no San Paolo.

Palermo 1-1 Torino
Rosina e Recoba confirmam a dupla promissora contra o Palermo. Os rosaneri obtiveram seu segundo mau resultado jogando em casa, e mais uma vez Colantuono barrou Bresciano em favor de Diana, mas manteve o trio Cavani, Amauri e Miccoli. Já Recoba anotou seu primeiro gol na temporada. Em um jogo não muito movimentado, o mais aplaudido foi o ex-capitão Corini. E esperemos que il chino Recoba passe menos tempo no departamento médico - pelo bem do emprego de Novellino.

Fiorentina 2-2 Atalanta
Sim, ele voltou. Bobo Vieri marcou o segundo gol da Fiorentina, que, apesar de ficar duas vezes em vantagem, não conseguiu segurar o resultado. Mutu e Frey, destaques do time na última temporada, decepcionaram contra la Dea. Zampagna marcou um belo gol nos minutos finais e garantiu um belo resultado contra uma dos melhores elencos da Serie A. Já está na hora de Semioli, a grande contratação viola da temporada, mostrar a que veio.

Vieri ressurge outra vez, agora na Fiorentina: por quanto tempo?

Genoa 1-1 Livorno
Se o 3-4-3 da Udinese é uma caixinha de surpresas, o que Gasperini comanda no Genoa tem resultado garantido: jogo chato, previsível e inócuo. No encontro do pior ataque do campeonato com a pior defesa, venceu o marasmo. Tavano marcou de pênalti seu primeiro gol pelo Livorno, e Borriello (sim, aquele Borriello) fez o mesmo pelo Genoa. Milanetto, cobrador oficial de pênaltis dos grifoni, perdeu cobrança nos primeiros minutos de partida. E a expulsão de Fernando Orsi, técnico do Livorno, no fim da partida, deve acelerar seu processo de fritura.

Parma 1-1 Cagliari
Giampaolo continua calando a boca deste blogueiro com mais um resultado digno de nota. Seu meio de campo consistente dominou o Parma no Ennio Tardini, mesmo com o desfalque de Foggia, que havia voltado da seleção azzurra com problemas leves no músculo da coxa. Di Carlo manteve Morfeo no banco durante todo o primeiro tempo, mostrando que, definitivamente, nesta temporada o jogo cadenciado do trequartista não tem tanto espaço.

Confira a seleção Quattro Tratti da terceira rodada:
Balli (Empoli), Zapata (Udinese), Nesta (Milan), Juan (Roma), Modesto (Reggina); Dessena (Parma), Hamsík (Napoli), César (Inter); Di Natale (Udinese), Totti (Roma) e De Ceglie (Siena).

sábado, 15 de setembro de 2007

Já começou!

Sim, a Serie A já começou. Mas a fase de grupos da Liga dos Campeões terá início nesta terça-feira. E apenas uma vaga nas oitavas-de-final da competição européia já garante ao clube valor próximo ao que ganha o vencedor do torneio nacional. Isso pra ficarmos apenas no âmbito financeiro e deixar de lado todo o charme presente na LC. Até que ponto vale a pena poupar jogadores para o outro torneio? Ou como trabalhar a psicologia da equipe para fazê-la pensar em um jogo de cada vez? Durante a semana irei discorrer sobre isso, hoje vamos nos ater ao serviço das duas anticipi da rodada.

Inzaghi tenta finalizar na grande área: nem o talismã foi suficiente para o Milan

Siena 1-1 Milan
Na primeira partida de Emerson como titular, o Milan não passou de um empate contra o Siena. Ancelotti optou por poupar jogadores, visando o encontro com o Benfica pela LC, na próxima terça. Oddo, Jankulovski, Pirlo, Ambrosini e Kaká deram lugar a Cafu, Favalli, Emerson, Brocchi e Gourcuff. A queda de rendimento, esperada, foi bem mais acentuada que o previsto. Entre os postulantes à vaga de titular, apenas il Puma foi bem. Mesmo longe de sua forma ideal, Emerson aliou poucos passes errados a desarmes essenciais. Entre os destaques negativos, mais uma vez Gilardino se faz presente. Gourcuff e Seedorf também decepcionaram.

Mandorlini levou a campo o goleiro Eleftheropoulos, que não decepcionou em sua estréia com a camisa bianconera. Mesmo assim, fica a pergunta: que diabos fazia Manninger no banco? Na linha, o jovem padovano Rossettini fez seu primeiro jogo como titular na Serie A, com a missão de anular as (poucas) investidas do Milan pela esquerda. O técnico também sacou Frick da equipe titular e optou pela entrada de Bucchi na ala direita. Entre os destaques da equipe, palmas para a ótima partida de Jarolím no comando do meio de campo e pela vitalidade de De Ceglie nos contra-ataques puxados pela esquerda.

De todo modo, o gol de Maccarone só foi possível graças a uma falha tripla: Dida, Kaladze, e o assistente Niccolai. O brasileiro rebateu, o georgiano furou e o bandeirinha não marcou impedimento claro do atacante do Siena. Numa partida maçante, o clichê que pede ataque pelas laterais não foi obedecido: o Milan insistiu na centralização das jogadas e, mesmo com o dobro da posse de bola, só chegou ao gol quando Nesta aproveitou confusão na grande área para finalizar, completando cobrança lateral de falta originada por Grimi - terzino sinistro emprestado pelo Milan ao clube robur. No quinto minuto de acréscimo, Seedorf ainda acertou o travessão. Mas Ancelotti foi claro: "se Seedorf tivesse marcado, seria um prêmio excessivo, porque não fizemos uma boa partida".

Perfeição na defesa e gol salvador: outra vez, é Nesta o melhor em campo

Lazio 0-0 Empoli
Delio Rossi não poupou nenhum jogador - fisicamente. Porém os laziali parecem ter entrado com a cabeça na partida contra o Olympiacos, no Geórgios Karaïskákis. O uruguaio Muslera finalmente estreou na meta da equipe, enquanto o centrale Stendardo finalmente fez uma partida com 100% de suas condições físicas. A Lazio entrou no tradicional 4-3-1-2, com o inoperante Del Nero tentando fazer o papel de rifinitore do time. Destaque para um lançamento de 50 metros que caiu no pé de... Saudati, atacante do Empoli.

O Empoli, duas derrotas em dois jogos, sofreu um baque com a lesão de Adani durante o aquecimento. Com isso, Cagni alterou o esquema da equipe, entrando com três zagueiros. Tosto, melhor opção ofensiva durante o jogo, acabou adiantado para o papel de esterno. Com boa movimentação, poderia ter sido melhor acionado pelos meias, em especial pelo apagado Giacomazzi. Moro fez uma partida brilhante do ponto de vista tático, mas não ajudou na composição ofensiva do time.

Mesmo com um pênalti não marcado pela arbitragem de Cribari sobre Saudati, o empate foi extremamente justo. Não pelo que as equipes fizeram, mas pelo que deixaram de fazer. As vaias ao fim da partida no Olimpico só comprovam este fato. Allenatori, a temporada já começou!


Behrami versus Tosto: no duelo individual, o veterano azzurro levou a melhor

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Rapidinhas: ponte Roma-Milão

Mancini pode voltar contra Reggina

Alessandro Amantino "Mancini" poderá fazer sua primeira apresentação nesta temporada este domingo, em Reggio Calabria. De fora do jogo pela Supercoppa e das primeiras rodadas do campeonato, Mancini está ansioso para voltar a vestir a maglia da Roma, conforme entrevista dada à rede Sky. Amantino também elogiou o elenco da Roma, que em sua opinião está mais forte e mais completo em comparação ao da temporada passada, algo que trará uma saudável briga por titularidade. Alega por fim que irá melhorar muito após alguns jogos, e afirma ter muito ainda para dar à Roma.

Milan com a cabeça na Champions League
Carlo Ancelotti anuncia time titular sem Kaka, Pirlo e Oddo para o compromisso desse final de semana pela Serie A. Segundo ele os dois primeiros jogadores precisam descansar e o último sente dores na panturrilha. O treinador afirma que o time não pode arriscar ficar sem eles para a primeira rodada da fase de grupos da UEFA Champions league contra o Benfica. Além disso, Ancelotti afirma que outros jogadores do elenco precisam de mais jogos para entrarem em forma, e estão à disposição. Os problemas no ataque foram diminuidos pelo técnico, dizendo não estar em dificuldade. No entanto espera a volta de contusão de Ronaldo o quanto antes.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Azzurrini (ou a falta deles)

Toni Kroos, melhor jogador do Mundial sub-17. Por que a Itália não chega lá?

29 de março. A equipe sub-17 italiana não conseguiu bater a Ucrânia e ficou de fora da fase final do Campeonato Europeu da categoria, que garantia vagas ao Campeonato Mundial. Estranho? Nem tanto. Os azzurrini não têm qualquer história na competição, tendo disputado apenas quatro das doze edições (uma delas em casa), e chegado, em sua melhor participação, em quarto lugar.

Sob o comando de Luca Gotti - técnico jovem, porém com trabalho interessante nas categorias de base do Milan no fim da década de 90 - os azzurrini caíram para a Ucrânia no último jogo do grupo. Por ironia do destino, o único gol da partida foi do artilheiro Korkishko, após falha de Alessandro Tuia. O zagueiro, produto das divisões laziali, é tido como o sucessor de Alessandro Nesta, e ainda o nome mais conhecido do grupo. Outros destaques do time decepcionaram na partida, como o trequartista ítalo-argentino Forestieri (Genoa) e o veloz atacante Caturano (Empoli).

Nem todos já ouviram falar destes jovens, ou ainda de outros nomes importantes dessa geração, como Fiorillo (Sampdoria), Albertazzi (Bologna) e Romizi (Fiorentina). Por outro lado, outras seleções européias levaram a campo jogadores mais conhecidos do grande público, como Moses (Inglaterra), Kroos (Alemanha), Mérida e Bojan (Espanha). Jogadores, inclusive, com mais experiência, seja em jogos oficiais ou mesmo em concentrações e treinamentos com profissionais. A questão é: por que os azzurrini não conseguem repetir as boas participações da seleção principal?

Caturano não conseguiu ultrapassar a incansável dupla Bilyy-Bazilevych.

Compensa voltar um pouco no tempo, dois anos, no mundial de 2005. Entre os jogadores da campanha italiana (caíram nas quartas-de-final), apenas Foti (Sampdoria) e De Silvestri (Lazio) tiveram oportunidades reais em seus clubes. Pouco, se comparado aos outros dois representantes europeus da competição: na Holanda, pelo menos quatro jogadores já fizeram cinco ou mais partidas na Eredivisie, sendo que Pieters (Utrecht) e Emnes (Sparta Rotterdam) já se estabilizaram como titulares. Entre os turcos, Nuri Şahin fez mais de quarenta partidas pelo Borussia Dortmund, e foi negociado com o Fenerbahçe. O armador Caner Erkin se firmou como titular do CSKA Moscou e Anıl Taşdemir é opção frequente no Ankaraspor.

Não existem coincidências. Há fatores que retardam o surgimento de novas estrelas na Itália. Um deles, o imediatismo da torcida. O melhor exemplo é Alessio Cerci, revelado pela Roma e atualmente emprestado ao Pisa. Após quatro partidas irregulares em um mal momento da equipe, de luta contra o rebaixamento, se queimou. De nada adiantou o fato de Bruno Conti ir à mídia pedir paciência com aquele que seria a maior revelação romanista desde Totti. Outro problema crônico são os jovens jogadores sem apoio psicológico que chegam com panca em seu novo clube e acabam tornando-se sonoras decepções. Como a lamentável passagem de Bruno Cirillo na Internazionale, após destacar-se na Reggina.

Em fase difícil, a Roma apostou todas as fichas em Cerci. E o resultado foi trágico.

O calcio exige muita força física, velocidade e aceleração de seus atletas, e já virou clichê dizer isso. Jogadores franzinos não conseguem se adaptar bem ao nível do campeonato, mesmo aqueles com boa técnica. Wilhelmsson é um exemplo recente. Jogadores sub-20, quando ofensivos, páram na forte marcação rival. Quando defensivos, não conseguem parar os adversários. Rolando Bianchi era artilheiro de incontáveis torneios primavera, mas só conseguiu se firmar na Reggina, seis anos após sua estréia pela Atalanta.

E o alto contingente de estrangeiros também estraga a fornada de todos os clubes. Lançar um jovem exige paciência, espera de resultados, e ainda é uma loteria - na maioria das vezes, não dará certo. Assim, na ânsia de resultados em curto prazo, é mais prático contratar alguém com mais "cancha". Como na Inter da última temporada, por exemplo. Como escalar Andreolli de titular quando se tem Samuel, Materazzi, Córdoba e Burdisso para a posição? Não importa a fase dos mais experientes, há inclusive a questão de recursos humanos: não é confortável para Mancini deixar no banco algum jogador que ganha mais de €100 mil por mês para promover a entrada de outro que leva um ano para conseguir isso. No fim, Andreolli partiu para Trigoria. Mesmo caso para o promettente Slavkovski - fica difícil entrar num time que já tem Ibrahimovic, Crespo, Suazo, Julio Cruz e, vá lá, Adriano.

Torneios que envolvem seleções tão jovens são imprevisíveis. Resultados atípicos, convocações que parecerão estranhas daqui a cinco anos ou mesmo belas exibições de algum jogador que não sairá da terceira divisão. O espaço cada vez mais restrito aos jovens na Serie A pode estar interferindo de forma importante no selecionado azzurrino. Talvez a experiência que alguns deles poderiam adquirir nos clubes de ponta nem seja o fator-chave desse mau rendimento. Por outro lado, a desconfiança e o baixo investimento nos jovens são sim questões muito preocupantes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Fiore

Jogo rápido, três acepções para o título.

Stefano Fiore, cada volta é um recomeço
Fiore, dos poucos destaques da Lazio pós-scudetto, é um mezz'ala dotado de ótima visão de jogo, boa condição física e passes velozes com capacidade de desmontar as defesas adversárias. Antes de seguir para a capital, destacou-se na Udinese. E depois, graças à crise decorrente da inconsequente gestão Cragnotti, foi negociado a peso de ouro com o Valencia.

De lá pra cá, nunca mais convenceu. Foi uma decepção na liga espanhola, até voltar à Fiorentina na campanha de retorno à Serie A que quase culminou em outro rebaixamento. Temporada passada, passou um semestre no Torino e outro no Livorno. Seus poucos lampejos de criatividade não foram suficientes para convencer alguma equpe da primeira divisão a apostar em seu futebol. Até que o Mantova decidiu abrir as portas do clube ao antigo jogador azzurro.

Para a atual Serie B, Fiore é fuoriclasse. E será um dos pilares do time de Attilio Tesser, que terá a missão de continuar com o ótimo trabalho de Domenico Di Carlo. Nesse sábado, cobrou o escanteio que culminou num dos gols de Godeas e mostrou muita vontade. Aos 32 anos, é uma boa chance para provar que ainda sabe jogar bola. Manter seu Mantova na zona de promoção para a Serie A é um bom começo.

Puzza Fiore, outro mau cheiro no calcio
Tradução: flor fedorenta. Se o português é a bela flor do Lácio, o futebol do norte da comuna anda estranho. Na semana passada, o zagueiro Cribari revelou que um exorcista visitou o vestiário laziale antes do encontro contra o Dinamo Bucuresti. Certamente não é a coisa mais comum a se fazer antes de uma partida decisiva, mas, se este é o credo do allenatore Delio Rossi, deve ser respeitado.

Digna de investigação, por outro lado, a acusação da revista romena Fanatik. Segundo os repórteres Cristi Coste e George Filip (link aqui), o zagueiro Valentin Năstase teria recebido €500 mil para "facilitar" a vitória da Lazio no retorno da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões. Neste jogo, Năstase cometeu um pênalti infantil em Rocchi no início do segundo tempo e o jogo terminou com a vitória italiana.

Após a derrota, Năstase rescindiu seu contrato com o Dinamo e mudou-se para a Itália. Ele já abriu processo contra a publicação e mostrou-se indignado com a acusação. O tempo vai dizer quem está certo. Ou, pelo menos, espera-se que sim.

Pazza Fiore, transmissão... interessante
Unindo o útil ao agradável, - mas não cabe a mim decidir a ordem das coisas - a Conto TV fechou contrato para a transmissão exclusiva dos jogos da Fiorentina pela Copa da Uefa. O canal é a mais nova opção de entrenimento adulto na Itália, e conta com "atrizes" do calibre de Jessica Fiorentino, Sylvia Saint e Aria Giovanni.

Por ser exclusividade, é a única maneira de se assistir ao encontro entre Groningen e Fiorentina na próxima semana. Para os homens, a chance de convencer a esposa a assinar um canal pornô. Para as mulheres, a chance de conferir Mutu, Ujfaluši ou Krøldrup (dependendo do gosto de cada uma, aliás) numa emissora nem tão convencional.

sábado, 8 de setembro de 2007

Mas que papelão...

Gattuso e Vieira: dois gladiadores em campo.
Jogo ótimo para eles, muitas divididas, raça e suor.


Imprensa toda inflamada durante a semana, San Siro lotado, tifosi fazendo a festa antes da partida, equipes entrando em campo acompanhado de cranças com o uniforme do time adversário, homenagem ao falecido tenor Pavarotti, Fratelli d'italia e La Marseillaise... peraí, La Marseillaise?!?!?!
Mal pode se dizer que houve a execução do hino francês, uma vez que o barulho das vaias italianas deturpiu completamente essa tradicional exibição das pátrias e culturas no pré-partida. De pouco adiantou o apelo do capitão Cannavaro antes da partida, para que os torcedores italianos respeitassem a execução do hino francês. Um começo decepcionante, de uma partida que não viria a ser muito diferente. Muita vontade, muita tensão, muita rivalidade, pouco futebol.

Donadoni levou a Azzurra a campo desta maneira: Buffon no gol, Oddo pela direita, Cannavaro e Barzagli formando a zaga central, e Zambrotta pela lateral esquerda; De Rossi logo a frente da zaga, junto com Gattuso e Pirlo; um pouco mais avançados estavam Camoranesi (pela direita) e Del Piero (esquerda); Inzaghi como centroavante fixo.
Um time sem criatividade, incapaz de armar jogadas envolventes foi o que se pode observar desta formação italiana. Pippo e Del Piero juntos no ataque, mostravam idade demais e agilidade de menos. As notáveis jogadas (se é que podem ser chamadas de jogadas) da Itália foram: Camoranesi tentando carregar a bola sozinho e driblar, o que em nenhum momento deu resultado; Pirlo tentando a ligação direta com Inzaghi, que em muitas tentativas apenas algumas raríssimas vezes deu certo.

A França por sua vez, também não demonstrou grande coisa, Henry e Anelka no ataque não se entenderam em nenhum momento, nenhuma jogada, nenhuma tabela, nada. Ribery em uma ocasião ou outra conseguiu achar espaço, e usou sua velocidade, sem conseguir finalizar com precisão.

No segundo tempo, logo aos 5 minutos, Camoranesi fez sua primeira jogada efetiva. Após pressão italiana na saída de bola francesa, o zagueiro francês se atrapalhou e a bola roubada caiu nos pés do juventino, que dessa vez fez o simples e finalizou de longa distância, para boa defesa de Landreau. Última oportunidade para Camoranesi, que momentos depois foi substituído por Perrotta.
Donadoni fez ao longo do segundo tempo as outras duas substituições esperadas e previsíveis, Lucarelli por Inzaghi e Di Natale por Del Piero. Nada que pudesse mudar o jogo.

Buffon ainda fez duas boas defesas, em raros lapsos da França no ataque. Primeiro num bom remate de Malouda, e depois num lance cara-a-cara com Anelka.

Talvez a Itália tenha merecido um pouco mais a vitória, visto que mostraram mais vontade em campo. Gattuso, De Rossi e Cannavaro esbanjaram raça, como de costume. Destaque para o jogador do barcelona Zambrotta defensivamente muito bem. Oddo também se esforçou pela lateral direita, subindo para tentar ajudar Camoranesi, mas sempre esbarrando no lado esquerdo da defesa francesa, por onde Abidal e Malouda estiveram muito bem. Porém resultado justo se levarmos em conta a apatia dos técnicos com suas formações pouco criativas, e falta de ousadia.

Itália tem a difícil obrigação de vencer a Ucrânia em Kiev, tarefa ainda mais difícil com o importante Gattuso suspenso, após levar mais um cartão amarelo no jogo deste sábado. Donadoni precisará mudar algo nesse previsível time se quiser assegurar seu lugar na Euro 08.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um reencontro e outras histórias

Finalizando o serviço da segunda rodada, o balanço das seis partidas restantes. Nestas, o reencontro do Palermo com um futebol convincente merece destaque - mesmo que contra um insosso Livorno. Também de se considerar a vitória da Juventus contra o Cagliari, fora de casa, com direito a mais pixotadas de Zebina. Alguns bons jogos se destacam nesse início de temporada, e as expectativas acerca de um ano emocionante devem se confirmar.


Livorno 2-4 Palermo
Uma das equipes de melhor futebol na última temporada, o Palermo voltou a jogar bem após a decepção na última rodada. Destaque para o novo esquema de Colantuono, que escalou três atacantes desde o início da partida - Cavani e Miccoli pelos lados, e Amauri pelo centro. O meia Migliaccio, como previsto, começou a partida no lugar do limitado Tedesco e deu mais consistência ao jogo da equipe. Bresciano, ainda recuperando-se de lesão, só entrou no segundo tempo. Do lado do Livorno, bagunça total. Orsi, vaiado pela torcida durante todo o jogo, não levou a campo o goleiro Amelia. Também não escalou Bogdani, que tinha até treinado como titular durante a semana - em seu lugar, optou por um Tristán fora de forma. Em campo, o Palermo abriu quatro gols de diferença antes mesmo do intervalo, e depois só administrou o resultado. Fora dele, a situação do Livorno pós-Lucarelli é bastante delicada. E o ex-assistente de Mancini já balança em sua primeira experiência como técnico.

Atalanta 2-0 Parma
Sem o lesionado Doni, mas com o estreante Costinha, Del Neri preferiu armar a Atalanta em seu tão querido 4-4-2 com duas linhas. Do outro lado, Mimmo Di Carlo não tomou conhecimento do risco do jogo e partiu pra cima mantendo o esquema com três atacantes - mesmo com a lesão de Budan. Com um meio pegador, mas com criatividade nula, o esquema não funcionou e o Parma não conseguiu chegar ao ataque com perigo no primeiro tempo (à exceção de bom lance de Pisanu após passe de Reginaldo). Por outro lado, o esterno Langella sofreu pênalti infantil do experiente Coly para Zampagna converter. Com o promettente Dessena no lugar de Parravicini, o Parma teve chances de empatar até sofrer o gol do zagueiro Carrozzieri, que desviou de cabeça escanteio de Tissone.

Torino 2-2 Reggina
Na estréia de Recoba, quem roubou a cena foi o trequartista Cozza. Decepcionante o público no velho Comunale, com menos de 3.000 pessoas nas arquibancadas para acompanhar a equipe granata. Média digna de São Caetano. No banco, Novellino completava sua 500ª partida como técnico. Em campo, um time armado por Recoba e Rosina na intermediária, além do experientíssimo Corini fazendo o papel de regista. Num belo jogo, quem abriu o placar foi Amoruso, da Reggina. Ao fim do primeiro tempo, Rosina completou ótima triangulação com Recoba e Ventola, empatando a partida. O mesmo Ventola virou o jogo, para Cozza, no último minuto, empatar a jornada logo em seu primeiro toque na bola. Mais um empate com sabor de derrota para o Torino, que mostrou um bom potencial de crescimento.

Cagliari 2-3 Juventus
Chorado e sofrido. Jogo para confirmar as péssimas expectativas que permeiam a defesa da Juventus, com destaque para o já folclórico Zebina e o jovem Criscito, não correspondendo às expectativas. E para servir de padrão para as ações da arbitragem em lances duvidosos. Tagliavento não hesitou em marcar dois pênaltis a favor do Cagliari, algo impensável na era Moggi. Desencargo de consciência? É de se pensar. Giampaolo conseguiu, outra vez, pôr em campo um time compacto tendo como base o meio de campo já testado e aprovado em seu velho Ascoli. Primeiro tempo emocionante, mas sem gols. Destaque para a chance perdida de Del Piero, que errou a finalização após encobrir o goleiro Fortin. No segundo tempo, Camoranesi entrou no lugar do lesionado Salihamidzic e logo em seu primeiro lance tocou de costas para Trezeguet abrir o placar. Um minuto depois, Tagliavento marcou pênalti discutível de Legrottaglie sobre Matri, que Foggia definiu. As chances não diminuíram, e Buffon não deixou de trabalhar muito bem. Novamente, a seqüência: assistência inesperada de Camoranesi, desta vez gol de Del Piero. E zebinatta na grande área, com outro pênalti a favor dos isolani convertido por Foggia. Sorte da Juve o gol decisivo ter saído no último minuto, com a terceira assistência de Camoranesi, desta vez para gol de cabeça de Chiellini.



Catania 0-0 Genoa
A pergunta é simples: quando os dois times conseguirão deixar o mau futebol de lado? Voltando a jogar no Angelo Massimino, e com a viúva do inspetor Ratici nas tribunas, é outro fantasma que parece rondar os frágeis elefantes da Sicília. Já um estático 3-4-3 do Genoa parece ser o principal fator restringente a um plano de jogo mais fluido. No péssimo gramado do Cibali, não se podia esperar muito. O jovem esterno brasileiro Danilo Sacramento ainda marcou um gol anulado nos últimos minutos, a favor do Genoa. Mas nada que fizesse os torcedores acordarem.

Milan 1-1 Fiorentina
Na segunda-feira, o posticipo da rondada ficou por conta do Milan. Os rossoneri haviam entrado em campo na última sexta-feira, na decisão da Supercopa Européia contra o Sevilla. Prandelli manteve a Fiorentina no 4-3-3, desta vez com Santana aberto pelo lado direito. Dentro de campo, os viole começaram melhor, mas logo o Milan passou a dominar o jogo até abrir o placar com Kaká. O brasileiro, sumido, converteu um pênalti de Dainelli sobre o onipresente, onipotente e onímodo Ambrosini. Com boa movimentação, Santana encontrou Mutu no segundo tempo para alcançar o empate. Após alguns minutos de emoção, o jogo ficou morno até o fim. O cansaço da maratona rossonera minou as oportunidades do Milan, enquanto as vaias contra Vieri abateram a volúpia da Fiorentina. No final, aliás, Kuzmanovic ainda errou um gol embaixo das traves. Mas o empate fez justiça.

Confira a seleção Quattro Tratti da segunda rodada:
Buffon (Juventus), De Rosa (Genoa), Panucci (Roma), Chiellini (Juventus); Camoranesi (Juventus), Aquilani (Roma), Pirlo (Milan), Foggia (Cagliari); Ibrahimovic (Inter), Mutu (Fiorentina) e Lavezzi (Napoli).

Show, sono e surpresa

Roma 3-0 Siena
A Roma conseguiu fazer o que há muito não fazia - ganhar sem demonstrar um futebol atraente. Com alguns desfalques e uma condição física limitadíssima, os giallorossi venceram o Siena por três tentos a zero, os quais foram marcados por Alberto Aquilani (de novo), Ludovic Giuly e o chuteira de ouro Francesco Totti.

Aquilani, abraçado após primeiro gol do jogo.

Com sua famosa tática 4-2-3-Totti, Spalletti lançou um time ofensivo (na prática) que se retraiu após fazer 1 a 0 em outro pombo-sem-asa de Aquilani, e, por pouco, não sofreu o empate. Justiça seja feita, Doni cooperou muito para isso, realizando ótimas defesas. Depois, por sorte ou competência, Giuly teve a oportunidade de aumentar o placar e o fez. Para sacramentar, Francesco Totti, como um exímio centro-avante, partiu para cima da defesa e, sempre em direção ao gol de forma objetiva, finalizou sem dar chances a Manninger. A Roma conseguiu romper a barreira do 'encantar e ganhar' ou 'não entrar em campo e perder' - restando somente o ganhar, e, querendo ou não, isso dá confiança ao grupo.

Sampdoria 0-0 Lazio

Se já estava com sono, este só aumentou durante a pCassano no banco, a Samp não conseguiu criar e contava com uma atuação inspirada de Retoartida que prometia muito. Com Montella e Ziegler, que acabou por ser justamente expulso no segundo tempo. A Lazio pouco apareceu, como se o resultado fosse satisfatório para ambas as equipes.

Ziegler x Mudingayi

Para substituir o essencial Mauri, Delio Rossi avançou Manfredini ao invés de lançar Del Nero em campo. Sem sucesso, o jogo foi um misto de falta de criação, gerando uma tremenda apatia - para completar, tanto Antonio Cassano quanto Vincenzo Montella ficaram no banco. O segundo entrou na etapa final, já o primeiro, ainda em forma (de bola), esperou sentado o final da partida.

Udinese 0-5 Napoli
Acredito que nem os mais confiantes tifosi do time napolitano confiavam em uma vitória com um placar tão elástico. Após abrir o placar aos 16 minutos de jogo com Zalayeta, a equipe de Reja não parou mais e, com uma atuação inspiradíssima do argentino Lavezzi, conseguiu marcar mais quatro gols - feitos respectivamente por Domizzi, Lavezzi, Zalayeta e Sosa.

Ezequiel Lavezzi - terceiro gol da partida.

O jogo soa como alívio para o Napoli, que havia decepcionado em casa na primeira rodada, perdendo para o não mais que modesto Cagliari por um a zero. Já em Udine as coisas podem se complicar, visto que não há nada de normal em levar uma surra dentro do próprio estádio de um time que, teoricamente, luta para não cair (e detalhe: ambas as equipes atuaram com 11 jogadores o tempo todo, não havendo cartões vermelhos).

domingo, 2 de setembro de 2007

Interexperimental

As seguidas críticas ao plantel da Inter não vão me convencer: o mercado nerazzurro foi trabalhado conscientemente e rendeu os frutos esperados. É claro que a permanência de Dacourt ou César será apontada como falha por muitos torcedores, assim como o ressentimento pela não-contratação de outro zagueiro. No papel, faltava à rosa um atacante e um zagueiro, para maior rodízio e estabilidade dos setores. Chegaram Suazo e Chivu, jogadores de eficiência comprovada na Serie A.

Mas está empiricamente comprovado que erros crassos de técnicos derrubam o aproveitamento de jogadores, mesmo os melhores. E Roberto Mancini parece buscar a excelência neste nível. Ao invés de manter o 4-3-1-2 que garantiu o scudetto da última temporada e dezenas de boas apresentações, optou por colocar em campo um 4-4-2 em linha, com Zanetti e César pelos flancos, Cambiasso e Stankovic pelo centro. Ao invés de avançar o sérvio para a posição de trequartista na qual Figo tem jogado improvisado, Mancini preferiu mantê-lo ao lado de Cambiasso, em mais um clássico caso de desperdício técnico.

Hoje, é praticamente utópico esperar um bom rendimento coletivo quando a equipe entrar com estas duas linhas de quatro jogadores contra rivais de maior nível competitivo. Por mais que César tenha feito uma bela partida como esterno sinistro, é bastante improvável sua manutenção como titular. Já Figo e Stankovic, em tese as melhores opções técnicas para as laterais, tem sido escalados no meio por Mancini. E a falta de fôlego do português em jogos mais disputados também poderia ser um problema em jogos mais disputados.

Contra o Empoli, neste sábado, o resultado foi bom. A forma com que o time chegou até ele, nem tanto. Após a bela jogada de Maicon que culminou no gol de Ibrahimovic, o Empoli teve diversas oportunidades de empate, mas esbarrou nas boas atuações de Samuel e Toldo. Saudati, por sua vez, parou na arbitragem de Ayroldi, que não viu pênalti claro de Córdoba sobre o atacante azzurro. Enquanto Giovinco e Vannucchi criavam dificuldades ao time nerazurro, Ibrahimovic decidia a partida.

A Inter está atrás de seus rivais na questão da preparação técnica e física, mas mesmo assim já há evolução, se comparado às duas últimas partidas. Longe de ser a Inter que deveria, porém uma Inter que já começa a alcançar seus objetivos.