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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Europa!

Voltemos nosso relógio para a última semana, quando os italianos entraram em campo por Liga dos Campeões e Copa Uefa. Brevemente vamos tentar fazer nosso fuso acompanhar o do calcio.

Enquanto isso, agradecemos a paciência de você, leitor.

CSKA Moscou 1-2 Inter
Derrota incontestável o primeiro tempo, vitória da mesma forma no segundo. Assim foi a Inter no primeiro jogo envolvendo algum time italiano na terceira rodada da fase de grupos da Liga. Que fique bem entendido: um time italiano, mas sem qualquer carcamano na escalação. Entre os quatorze nerazzurri que jogaram, seis eram argentinos. No banco, apenas o jovem Puccio dava garantia uma (mínima) representatividade italiana no jogo. Vitória indiscutível, mas graças a uma infelicidade sem tamanho do goleiro Mandrykin, que substitui um Akinfeev lesionado há cinco meses e ainda sem previsão de retorno.

Mancini surpreendeu ao sacar do time titular Stankovic para pôr em campo Vieira logo do início. O francês se recuperava de lesão muscular e retornava logo numa partida no frio de Moscou. O risco não valeu a pena. Vieira deixou o campo lesionado logo com quinze minutos de partida, e perderá no mínimo mais dois meses de jogos. Do lado do CSKA, a surpresa ficou por conta de Vágner Love no banco, enquanto Daniel Carvalho formava dupla de ataque com Jô e Dudu Cearense comandava a armação do time.

Mandrykin: desilusão dentro das redes após o gol da vitória interista

Jô abriu o placar driblando Córdoba para encobrir Júlio César dentro da grande área. Sem Dudu e Aleksei Berezutski, perdidos por lesão ainda no primeiro tempo, os russos tornaram-se presa fácil. No retorno para o segundo tempo, Crespo aproveitou-se de uma bola mal rebatida pela defesa para empatar, dentro da grande área. E Samuel, no fim do jogo, cabeceou para o gol uma falta cobrada por Figo, pela direita. E contou com um frango no mínimo hilário de Mandrykin, que até então fazia uma bela apresentação e poderia ter segurado ao menos um ponto em casa para o bom CSKA.

Com a vitória, a Inter se aproxima das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Os nerazzurri possuem seis pontos, um a frente do Fenerbahçe e dois a frente do PSV. O CSKA, lanterna, possui apenas o ponto de um empate com os turcos em Moscou.

Roma 2-1 Sporting Lisboa
Uma Roma de enfermaria cheia e sofrendo com improvisos sofreu para bater os portugueses, e o resultado só se tornou realidade graças a uma jogada esplêndida de Vucinic no segundo tempo. Sem Perrotta, Taddei, Aquilani e Esposito, Cassetti foi escolhido para começar a partida como esterno, ao lado de Giuly e Mancini. Da defesa que havia levado quatro gols do Napoli na última rodada do italiano, Curci, Cicinho e Ferrari deram lugar a Doni, Panucci e Juan. Já seria confuso o suficiente para não ser necessária a lesão de Totti após uma dividida com Liédson - que poderia ter sido evitada por Norbert Haug, árbitro da partida.

O Sporting de Paulo Bento também foi a campo com uma formação inesperada. Miguel Veloso foi recuado para a zaga, o que derrubou o meio-de-campo lisboeta. Sem sua presença, Moutinho teve pouca participação ofensiva na partida, e Romagnoli - outra vez - não conseguiu fazer o papel que dele se esperava. Resultado de uma pressão inicial romanista foi uma falta cobrada por Totti onde Liédson, a menos de cinco metros do lance, conseguiu chegar à bola antes do capitano e tirá-lo de campo (e também dos clássicos contra Milan e Lazio, na seqüência).

Vucinic: lampejo dos tempos de Lecce em noite mágica no Olimpico

Em cobrança de escanteio surgiu a primeira grande oportunidade da Roma. Mexès emendou rebote do goleiro Tiago para desferir um chute a queima-roupa defendido com maestria pelo português. Em outro escanteio, Pizarro cobrou com perfeição para Juan antecipar-se ao lance e cabecear pro fundo das redes. A gioia do Olimpico durou pouco. Izmailov cruzou para Liédson empatar, aproveitando indecisão entre Mexès e Cassetti. No segundo tempo, pouco mudou. A má partida de Mancini encontrou seu expoente num pênalti defendido por Tiago. Já a de Giuly foi silenciosa, mas não menos dolorosa.

Coube a Vucinic encantar uma platéia acostumada a espetáculo. O montenegrino deixou Abel no chão antes de cortar Tonel na pequena área e mandar pro gol. Espetacular. Na comemoração, Vucinic correu, antes de tudo, para Bruno Conti, seu maior incentivador dentro da comissão técnica giallorossa. A derrota para o Manchester em Old Trafford não deve abalar a caminhada da Roma para a próxima fase. O grupo deve ser decidido no próximo dia sete, quando os italianos encontrarão o Sporting, em Lisboa.

Werder Bremen 2-1 Lazio
A Lazio larga atrás de seus concorrentes. Seu elenco é reduzido e os titulares não possuem substitutos à altura. E vários jogadores importantes iniciam a temporada no departamento médico, o que invariavelmente prejudicará seus rendimentos a médio e longo prazo. Os três grandes reforços prometidos por Lotito seriam fundamentais caso a Lazio busque não só chegar às oitavas-de-final da Liga dos Campeões, mas também tentar a classificação para a próxima temporada.

Texto válido para a situação atual da Lazio, mas escrito em 29 de agosto (veja aqui). A péssima fase do time de Delio Rossi era bastante previsível e, após dois empates, a Lazio voltou a ser derrota em âmbito europeu. Os desfalques desta vez foram tantos que Rossi teve de optar por mais outra alteração tática. Zauri fez as vezes de zagueiro, Behrami voltou a ser recuado na direita, Meghni testado de esterno sinistro e um miolo composto por Mutarelli e Mudingayi. As melhores opções no banco resumiam-se a Makinwa, Del Nero e De Silvestri. Do outro lado, um Werder ainda em fase de recuperação, mas com fôlego de sobra.

Diego: brasileiro voltou a jogar bem e deu belo passe para o gol de Sanogo

Entre os improvisados, quem mais sofreu foi Zauri na função de stopper. Ele e Ballotta estiveram perto de entregar o ouro para o Werder, mas foi Diego quem o extraiu com sutileza ao encobrir Stendardo com um passe açucarado. Sanogo só teve o trabalho de tirar as chances de defesa de Ballotta, atleta mais velho a atuar numa Liga dos Campeões - e contando. Uma Lazio destroçada fisicamente sofria com a velocidade do Werder. E o segundo tempo não poderia vir numa hora melhor.

Na prática, a teoria foi outra. A entrada de Del Nero apenas deixou a equipe mais confusa, e um cruzamento de Fritz pela direita foi o suficiente para permitir a Hugo Almeida ampliar o placar. A Lazio continuou lutando, mesmo sem muita organização, e o gol chegou a amadurecer com Pandev. Mas foi Manfredini que, no apagar das luzes, descontou a vitória após rebote de Wiese. Muito tarde, porém. Para os biancocelesti é cada vez mais difícil passar de fase. E o próximo dia seis poderá ser fatal. Até mesmo para Delio Rossi.

Villarreal 1-1 Fiorentina
No reencontro de Giuseppe Rossi com um time italiano, começa com um empate a aventura da Fiorentina na Copa Uefa. Os toscanos chegaram a abrir o placar com o interminável Vieri após jogada de Mutu, mas o submarino amarelo respondeu com uma cobrança de falta de Beppe Rossi que encontrou a cabeça de Capdevilla nos minutos finais. Ambos os times, com um ponto, estão empatados com o Elfsborg e o AEK de Atenas, que empataram no outro encontro da rodada.

Vieri: Bobbo finalmente reencontra um gol "europeu"

Poupando vários jogadores para o campeonato nacional (Gamberini, Pasqual, Montolivo, Donadel e Pazzini), a Fiorentina demorou a se encontrar e o primeiro tempo acabou modorrento, mesmo com pelo menos duas boas oportunidades do time viola. Na ripresa a Fiorentina partiu pra cima e não deu espaços para o Villarreal. Além do tento de Vieri, o árbitro Lannoy anulou de forma errônea um gol de Mutu dez minutos antes do empate espanhol. Se não foi um resultado que provou o que foi o dia, será útil para a continuidade na competição.

PS: Sobre Milan 4-1 Shakhtar uma postagem especial amanhã pela noite, traçando uma análise um pouco mais detalhada da situação rossonera.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mais que apenas meio-campistas

Alguém que joga no meio-campo, entre a defesa e o ataque, para construir seu jogo e destruir o do adversário. Seria muito simplista resumir assim aquela que é, provavelmente, a posição mais complexa do futebol – seja pelas variações táticas ou pela grande área de jogo a ser ocupada.

No calcio, a primeira posição entre os meio-campistas é a de mediano (também conhecida por interditore), com a função de bloquear as ações adversárias e reconstruir o jogo da equipe. Comparando à escola brasileira, seria o nosso primeiro volante. E não há exemplo melhor que Dunga, capitão do tetra – e, hoje, talvez o entrevistado mais difícil de se lidar no cenário nacional. A Itália tem boas gerações na posição há algumas décadas. Na de 1960, Pierluigi Cera tornou-se bandeira do Cagliari e Gianfranco Bedin foi indispensável na Grande Inter de Helenio Herrera.

Desde então, destacaram-se nomes como os de Stefano Desideri e Gabriele Oriali, o último citado pelo cantor e compositor Luciano Ligabue na letra de Una vita da mediano: "uma vida de mediano / trabalhando como Oriali / anos de cansaço e entradas duras / e se vence, às vezes, o Mundial". Hoje, os dois principais destaques do calcio na posição são Daniele De Rossi e Gennaro Gattuso, tetracampeões mundiais na Alemanha e titulares absolutos em Roma e Milan, respectivamente.

Oriali se antecipa a Falcão, em Roma-Inter da década de 1980

Já o regista é um arranjo praticamente desconhecido na realidade brasileira. Geralmente é um jogador coberto por algum mediano, que pode, assim, fazer uso de sua visão de jogo para armar com mais tranqüilidade as jogadas, através de lançamentos e passes precisos, atuando na frente dos defensores. No Brasil, um de seus raros exemplos é Paulo Roberto Falcão, que se tornou o oitavo Rei de Roma atuando pelo clube da capital. Seu reserva na Copa de 1986, Valdo, fez dupla com Dunga na Copa de 90.

Em âmbito europeu, o primeiro grande regista foi o espanhol Luis Suárez, lenda no Barcelona e na Inter nas décadas de 1950 e 60. No mesmo período Johan Cruijff se firmou como bandeira do Ajax. Na década de 1970, o grande nome da posição foi o laziale Vincenzo D'Amico, que, segundo relatos da época, pecava pela "falta de personalidade" em jogos decisivos. A década de 90 também viu o surgimento de Eugenio Corini e Sergio Volpi na posição. Andrea Pirlo, que começou a carreira no ataque do Brescia, só foi transformado em regista após Carlo Mazzone convencê-lo a treinar por quinze dias na posição.

A partir daí surgem o centrale e o interno (por vezes chamado de mezz'ala). Em tese, a diferença entre os dois se dá pelo fato de que o centrale tem mais preocupações defensivas, enquanto o interno preocupa-se mais em aparecer para o jogo com toques e movimentações em velocidade, ainda sem se descuidar da defesa. O centrale Marco Tardelli marcou um dos gols italianos na final contra a Alemanha na Copa de 1982. Outro representante de peso na posição é o holandês Ruud Gullit, peça-chave nos primeiros momentos do Milan de Silvio Berlusconi, e Bola de Ouro em 87. Neste mesmo ano surgia um jovem chamado Gennaro Rutuolo, que se tornaria o jogador com maior número de presenças na história do Genoa, tendo jogado por lá durante quatorze temporadas. Toninho Cerezo, considerado o jogador mais simpático das histórias de Roma e Sampdoria, talvez seja o brasileiro que mais se aproxime da definição de centrale.

Antognoni em ação contra o Brasil, na Copa de 1982. No chão, Zico.

Carlo Ancelotti, hoje técnico do Milan, e Giancarlo Antognoni, coordenador-geral da seleção sub-17 italiana, dividiram as atenções da posição de interior durante as décadas de 1970 e 80. Ancelotti, revelado pelo Parma, brilhou pela Roma e foi o primeiro capitão após Di Bartolomei. Também fez sucesso com o Milan, com duas Copas dos Campeões e dois scudetti, além de outros títulos. Já Antognoni, "o garoto que joga olhando para as estrelas", nas palavras de Vladimiro Caminti, passou quinze anos na Fiorentina, e só deixou o clube para buscar tranqüilidade financeira na Suíça, em sua última temporada. Mesmo com sua qualidade inquestionável, só venceu dois títulos: uma Coppa Italia, com o time viola, e uma Copa do Mundo, com a Squadra Azzurra, sempre titular. Outros mezz'ale importantes foram Giulio Schubert, Sandro Mazzola e Giancarlo De Sisti. A importância do picchio De Sisti pôde ser percebida na Copa de 1970, onde Mazzola e Rivera disputaram posição a seu lado.

O esterno, por fim, é figura surgida com o advento das defesas com quatro homens. Por muito tempo viu-se no calcio a divisão entre esterno e ala tornante. O primeiro geralmente atuava pela esquerda, enquanto o segundo era figura comum na direita. A missão dos dois, contudo, não variava: cabia a eles partir da linha do meio de campo para fazer fluir o jogo da equipe, tendo como aporte velocidade e habilidade. A posição tornou-se mais utilizada pelos treinadores com a finalidade de evitar os seguidos impedimentos dos homens de frente da equipe, lançados pelo meio - bastaria ao esterno fazer o cruzamento da linha de fundo. O barone Franco Causio fez história como ala tornante da Juventus, na década de 1970, sendo inclusive titular no Mundial de 1978. Quatro anos depois, porém, na Espanha, foi o canhoto Bruno Conti que se destacou ao ponto de ser eleito o melhor do torneio. Pelé, após o título italiano na Copa, declarou que "é Bruno Conti o verdadeiro brasileiro do Mundial; o melhor dos jogadores que vi na Espanha. Acredito que jogadores como ele não nascerão mais".

Conti, melhor jogador da Copa de 82 e eterno ídolo romanista

O primeiro ala destro de real fama foi Romeo Menti, titular do Grande Torino e falecido na tragédia de Superga. O estádio comunal de Vicenza, sua cidade natal, lhe é dedicado. Mas o fato mais curioso é que Menti também tem dedicado a si os campos de Castellamare di Stabia e Montichiari. É o único caso no mundo de três estádios dedicados a um mesmo jogador. Nas últimas duas décadas, destacaram-se nos campos italianos desde nomes do nível de Marco Simone e Attilio Lombardo até alguns de passagem efêmera, como Gianluigi Lentini e Roberto Rambaudi. Lentini foi contratado pelo Milan em 1992 por quarenta milhões de liras, enquanto Roberto Baggio custou à Juve "apenas" dezoito, dois anos antes. Gigì está hoje no Canelli, que disputa o torneio Eccelenza (equivalente à sexta divisão). Entre os exemplos mais recentes, destaca-se Pavel Nedvěd, esterno sinistro sempre indispensável à Lazio e à Juve. Ou ainda Luís Figo, nos momentos em que Mancini opta por utilizá-lo em sua posição original. Falando em Mancini, o ex-lateral-direito do Atlético Mineiro só encontrou seu melhor futebol em Roma quando Spalletti o efetivou de esterno, pela esquerda. Coisas do futebol.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Até tu, Brutus?

Reggina 0-1 Inter
Primeiro resumo silencioso em respeito ao pseudo-gol de Adriano "imperador".
Aliás, deixo aqui uma aposta: Se Adriano fizer mais do que 15 gols nesta Serie A, custo-me a postar seis meses, todo final de semana, sobre o campeonato nacional da Letônia, a gloriosa Virsliga.

Ah, e o gol foi de Luís Figo, a bola sequer raspou na cabeça do brasileiro.
Pronto, desfez-se o silêncio.

Fiorentina 3-0 Siena
Clássico toscano sem nada de muito surpreendente. O time viola consegue a vitória com três gols assinalados por três jogadores diferentes, que podem muito bem representar o futuro, o presente e o passado da equipe de Prandelli, com, respectivamente, Giampaolo Pazzini, Adrian Mutu e Christian Vieri. O primeiro, centro-avante de nova safra de talentos da bota, vai, aos poucos, conseguindo chances e, conseqüentemente, seu lugar na squadra. O segundo, experiente e rodado romeno de 28 anos, é um excelente jogador e tem ajudado muito a Fiorentina desde o ano passado. Já o terceiro é, provavelmente, o mais duvidoso dos três, afinal, com 34 anos, Vieri tem um histórico marcado por um número de gols proporcional ao número de clubes e, mais recentemente, ao número de lesões também. O Siena estaciona nos seis pontos e permanece empatado com o Parma, estando na frente da zona da degola somente por critérios de desempate, a situação não é nada boa para os bianconeri, que agora recebe a Reggina em casa. A Fiorentina, terceira colocada com 16 pontos, vai a Gênova batalhar com o perigoso Genoa.

Pazzini, 23 anos e mais um gol na carreira.

Atalanta 2-2 Torino
Grande vacilo da Atalanta, boa recuperação do Torino na partida. A equipe granata chegou a estar atrás do placar por dois a zero, após os gols de Ferreira Pinto, aos 46 minutos de partida, e Cristiano Doni, de pênalti, aos 70 minutos. Aos 79 minutos de peleja, o experiente Nicola Ventola, ex-Inter que estava no time adversário há uma temporada, diminuiu o placar contra seu ex-clube. Para completar o balde de água gélida na equipe de Del Neri, Marco Motta, outro ex-Atalanta, empatou a partida aos noventa minutos, para o delírio de Walter Novellino, cuja squadra, com este precioso e aparentemente perdido ponto, chega aos oito tentos e fica ao lado de Cagliari e Empoli, divindo a décima quarta colocação. Já a Atalanta, após essa derrapada, tem os mesmos onze pontos de Samp e Napoli, dividindo a oitava posição.

Doni, de pênalti ou não, è sempre lui!

Cagliari 1-1 Catania
Belo retorno de Terlizzi que, após cruzamento de Mascara, aproveitou e marcou de cabeça, o que não fazia há dois anos. Seria um prêmio à ousadia do Catania, que entrara em campo com o tridente Martinez-Spinesi-Mascara. Já no início do segundo tempo, os rossoblù do Cagliari voltam acordados e, em cruzamento pela esquerda de Fini, Matri aproveita de forma oportunista para colocar a bola nas redes. Após isso, a partida foi marcada por um duelo particular entre Daniele Conti, filho do histórico Bruno Conti, e Polito, arqueiro do Catania. Porém, mesmo depois de várias tentativas, o resultado terminou em 1 a 1, que consegue manter as duas equipes fora da zona da degola. O Catania, com 10 pontos, está ao lado do Milan na décima primeira colocação e agora recebe a Sampdoria em casa. Já a equipe de Giampaolo marca oito pontos, junto de Torino e Empoli, dois à frente da zona de rebaixamento. Os rossoblù vão a Turim enfrentar a squadra granata do Torino.

Terlizzi abrindo o placar para os visitantes.

Gol pouco é bobagem

Roma 4-4 Napoli

No clássico do Mezzogiorno, a preocupação com as possíveis confusões entre torcedores levou o Observatório de Manifestações Esportivas a recomendar portões fechados para a torcida do Napoli no Stadio Olimpico de Roma. Só presenciaram a quente partida os torcedores que possuem carnês de ingresso para toda a temporada.

Em campo, o jogo foi no mínimo inusitado. Oito gols, quatro de cada equipe, cada um marcado por um jogador diferente. Praticamente um terço dos jogadores que estavam em campo marcou gol. Totti, Perrotta, De Rossi e Pizarro pelos romanistas. Lavezzi, Hamsik, Gargano e Zalayeta pelos partenopei.

Ficam em destaque as falhas do goleiro Iezzo nos gols da Roma, e a bobeada da zaga giallorossa gols do Napoli, a qual tomou gol aos 2' do primeiro tempo, e aos 40 segundos do segundo tempo, em ambas ocasiões em sobra de bolas dentro da área. Os giallorossi, que tinham em mente uma vitória em casa ante os dois jogos difíceis que têm pela frente, saíram com um gosto mais amargo na boca, principalmente por terem tomado o empate no finalzinho em bela cabeçada de Zalayeta, após ter ficado à frente no marcador por três vezes durante o jogo.

Na Roma, destaque positivo para De Rossi, e negativo para Giuly. Do lado do Napoli, destaque para Lavezzi, sendo Iezzo a decepção da partida.

Juventus 1-0 Genoa
Três enormes pontos para a Juventus, que, jogando em Turim, sentiu a pressão de uma partida curta, compacta e veloz do ex-companheiro de Serie B, Genoa, mas conseguiu sair com a vitória.
Gasperini, que desde as primeiras rodadas do Calcio conseguiu mudar positivamente sua equipe, lamentou-se após a partida pelas chances desperdiçadas de empatá-la, elogiou o sistema defensivo de sua equipe que foi muito disciplinado, porém constatou que contra uma squadra como a Juventus, qualquer bobeada pode custar caro demais. Fato incontestável.

A Juventus, apesar de não ter feito uma partida coletivamente boa, segurou-se bem na defesa, diminuindo o espaço dos grifoni, e, como bem apontado por Gasperini, tem em seu elenco jogadores capazes de mudar a história do jogo em apenas um lance, exatamente o que aconteceu aos 36 minutos, quando Nedved em bom cruzamento achou Del Piero penetrando para desviar quase na pequena área, sem chances para o goleiro Rubinho.

No segundo tempo a partida caiu um pouco de qualidade, com a Juve se propondo somente a administrar o jogo, e o Genoa sem o mesmo ímpeto da primeira etapa. Como resultado, uma partida previsível e enfadonha, que terminou da mesma maneira que todos os espectadores imaginavam, com a vecchia signora segurando pragmaticamente o resultado de 1x0.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sem você, não tem graça

Livorno 0-1 Lazio
De um lado, não estava Lucarelli. Do outro, não estava Di Canio. Pela primeira vez desde 2003 Livorno e Lazio se encontraram sem que um destes estivessem em campo. Lucarelli, comunista incondicional. Di Canio, fascista incontrolável. Bom para a Lazio, que reencontrou a vitória no Armando Picchi, afundando cada vez mais o Livorno na estréia de Giancarlo Camolese no banco toscano.

Sem Di Canio, coube à torcida laziale a tarefa fazer saudações fascistas em Livorno

O nervosismo imperou no Livorno, e a mudança de treinador parece não ter surtido efeito a curto prazo. Camolese sacou Tristán, Dhorasoo e os irmãos Filippini para colocar o time num 3-5-2 com Tavano e Rossini no ataque. Já a Lazio foi a campo estreando o módulo 3-4-1-2, com o retorno de Siviglia à zaga, onde Zauri foi improvisado. O gol saiu no último minuto do primeiro tempo, com Pandev finalizando após uma tabela com Rocchi. A bola ainda desviou em Rezaei antes de enganar Amelia e entrar.

A partir da metade do segundo tempo, aproveitando-se da expulsão do laziale Firmani, o Livorno finalmente se soltou e partiu para o ataque. A coragem não foi suficiente, e a melhor chance pós-expulsão ficou a encargo de Pasquale, que cruzou fechado da esquerda e exigiu intervenção de Ballotta, retornando ao gol após catastrófica partida de Muslera contra o Milan.

Pandev: macedônio confirmou boa fase ao marcar o gol da vitória

Talvez como forma de demonstrar sua confiança à equipe, Spinelli ordenou na manhã desta terça-feira que o time já se concentrasse em Salsomaggiore, em vista da partida com o Parma, no domingo. Demitiu o preparador físico Ventrone. E ainda suspendeu o pagamento dos salários. O campeonato, após oito rodadas, conhece seu primeiro rebaixado.

Udinese 1-1 Palermo

Sentidos opostos na partida de Friuli. No primeiro tempo, dominado pelos donos da casa, Amauri abriu o placar para os rosaneri. E no segundo, com o Palermo sempre no comando, Asamoah fechou o resultado. Marino optou pelo ganês pouco antes da partida, no comando do ataque junto de Di Natale e Quagliarella. Já Colantuono - finalmente - barrou o limitadíssimo lateral Pisano, em favor de Capuano. Na frente, sem Miccoli e Jankovic, apenas Bresciano dando apoio a Amauri.

Amauri, han, "exulta-se" após abrir o placar para o Palermo

Barzagli chegou a evitar que Dossena abrisse ao placar logo aos sete minutos, após grande jogada de Di Natale. E a torcida friulana chegou a gritar pelo gol de Asamoah quando este se aproveitou de cruzamento de Mesto para mandar nas redes, mas pelo lado de fora. Apenas uma pequena decepção se comparada à bola perdida de D'Agostino que permitiu a Bresciano lançar Amauri em contra-ataque fulminante.

O Palermo voltou à ripresa com maior posse de bola, e a Udinese com mais gana individual e conseqüente afobação. Até o momento em que Asamoah passa fácil por Barzagli e supera Fontana para igualar o marcador. Os artilheiros do jogo ainda tiveram boas oportunidades nos minutos finais, mas pararam nos goleiros. No empate das duas equipes, venceu o futebol bem jogado por ambas as partes.

Sampdoria 3-0 Parma
Sem Volpi e Cassano, Mazzarri optou por fortalecer o meio blucerchiato com as presenças de Sammarco e Delvecchio. Do lado do Parma, as principais baixas eram no ataque, com as lesões de Budan e Corradi. Di Carlo optou por centralizar Reginaldo, manter Pisanu na esquerda e escalar Gasbarroni de enganche. Novamente, banco para Morfeo, destaque do terço final da última temporada.

A falta de consistência ofensiva se mostrou fatal no início do jogo, quando o Parma dominava as ações sem conseguir causar incômodo à defesa da Samp. Até o momento em que Zenoni cruzou rasteiro para Montella finalizar e aproveitar desvio de Dessena pro gol. O aeroplanino não marcava no Luigi Ferraris com a camisa da Sampdoria desde 1999. A partir daí o Parma desandou e só teve mais duas oportunidades na hora restante de jogo. Por outro lado, antes do intervalo Montella driblou três adversários e arrancou aplausos da torcida antes de Bucci tirar a bola do gol.

Palmas também para Bellucci, que anotou mais dois tentos e vem se tornando o destaque do time na temporada. Além de Mazzarri, que recupera o bom futebol da Samp, os gols, e o favoritismo para, pelo menos, uma vaga na próxima Copa Uefa. Ao contrário do Parma, que mergulha mais uma vez em outra crise. E já começa a buscar algum Giuseppe Rossi disponível no mercado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Água no refrigerante

A Itália sub-21 comandada por Casiraghi obteve um bom resultado na última semana, ao empatar por 2 a 2 com a Grécia em Atenas. Após a partida, os azzurrini mantiveram os três pontos de distância postos sobre os helênicos após apenas cinco rodadas, e devem se garantir sem grandes problemas no Europeu da categoria, na Suécia, em 2009.

O time subiu a campo confiante, após o bom resultado contra a Croácia, apenas quatro dias antes. Mas foi a Grécia que abriu o placar, aproveitando um escanteio concedido por Rubin para colocar a bola na cabeça de Petropoulos, totalmente desmarcado dentro da grande área. A Itália só virou no segundo tempo, aproveitando dois momentos mágicos de Giuseppe Rossi, apagado até então. Beppe conseguiu o empate ao arrancar do centro, cortar um zagueiro e soltar um belo disparo sem chances para o goleiro Kasmeridis. E passou pelos seus pés - e também pelos de Marchisio e Giovinco - a bola que poderia selar a vitória. Após uma jogada muito bem trabalhada, Dessena concluiu bem, virando a partida.

Com o trabalho feito, coube a De Silvestri, que havia substituído um Rubin lesionado ainda no primeiro tempo, fechar o placar: o laziale derrubou Makos na grande área e Mitroglou deu números finais à partida, já nos minutos finais. E só não jogou água no chope italiano porque o encontro foi entre seleções de base. O que não impede que o refrigerante se torne mais aguado.

Casiraghi optou por uma linha de três no meio de campo, com Rossi e Giovinco fazendo suporte ao único ponta, Acquafresca. Com pouca volúpia, os gregos dominaram o meio durante praticamente todo o jogo, enquanto Rossi não conseguia se desvencilhar da forte marcação grega, em especial Rikka e Dimoutos. Enquanto isso, Giovinco desfilava bom futebol, mesmo pecando em todas suas finalizações.

Mesmo com as escolhas discutíveis de Casiraghi, bastará à Itália manter o jogo convincente das partidas anteriores à Grécia para se qualificar facilmente para a Suécia. O problema é até onde o time pode ir com um esquema tático que tem exigido demais dos dois rifinitori, ofensiva e defensivamente. Russotto, De Ceglie e De Silvestri são nomes bastante interessantes para uma seleção que domina, mas não brilha. E que pode vencer, mas está a um passo de deixar de convencer.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mais que apenas defensores

GOLEIROS

Antes de tudo, o extremo defensor. O portiere (goleiro) é aquele que tem como função impedir que o outro time chegue ao principal objetivo do futebol: o gol. Talvez esta seja a única posição onde as culturas futebolísticas italiana e brasileira concordem plenamente. O primeiro goleiro de consagração mundial foi o espanhol Ricardo Zamora, titular de sua seleção entre as décadas de 1920 e 30. Contemporaneamente, destacava-se pela Squadra Azzurra e pela Juventus Gianpiero Combi, vencedor de cinco scudetti consecutivos pelo clube de Turim. Combi encontrou o espanhol nas quartas-de-final da Copa de 1934, quando a Itália precisou de dois jogos para bater a Espanha com um gol de Meazza. Após o embate, o caminho se abriu para a conquista do primeiro título mundial italiano, e ao fim do torneio Combi recebeu de Mussolini a taça Jules Rimet, como capitão do elenco.

Ainda no período de entre-guerras destacaram-se Carlo Ceresoli, Guido Masetti e Aldo Olivieri. Mesmo após a Segunda Guerra Mundial, a escola italiana de goleiros continuou garantindo bons nomes à seleção nacional, como Giorgio Ghezzi, Lucidio Sentimenti, Enrico Albertosi, Dino Zoff, Walter Zenga, Gianluca Pagliuca e, hoje, Gianluigi Buffon, titular no tetracampeonato italiano de 2006 e considerado por muitos o melhor goleiro do futebol atual.

Zamora e Combi cumprimentam-se em encontro na Copa de 1934

Mas nem só de defesas vivem alguns goleiros. Rogério Ceni possui 76 gols marcados em sua carreira, entre cobranças de falta e de pênaltis. O paraguaio José Luis Chilavert contabiliza 62, incluindo entre esses três gols anotados numa só partida contra o Ferro Carril Oeste, em seus tempos de Vélez. Menos conhecidos são os portieri-cannonieri na velha bota. Entre estes, o mais prolífico e talvez mais folclórico seja Lucidio Sentimenti, que marcou oito tentos em 510 partidas, todos de pênalti. Além do número, uma curiosidade particular: em duas partidas pela Juve ele atuou como atacante, na década de 40. Sentimenti também é o goleiro mais vazado da história da Serie A, com 545 gols sofridos em 443 jogos.

Antonio Rigamonti também anotou três vezes, sempre de pênalti, por Atalanta e Milan. Entre os casos mais recentes, Massimo Taibi salvou a Reggina da derrota frente à Udinese com um gol de cabeça nos últimos minutos da partida, em abril de 2001. Marco Amelia, em novembro passado, tornou-se o único goleiro italiano a marcar em uma competição internacional, aproveitando cobrança de falta de Passoni para empatar de cabeça partida contra o Partizan, em Belgrado, pela Copa UEFA. Por outro lado, Francesco Toldo, jogando pela Inter na quinta rodada da Serie A 2002-03, marcou o gol que garantiu o 1-1 aos 50' do segundo tempo, após falha de Buffon. Mas ao fim da partida os créditos ficaram para Christian Vieri.

Ainda sobre recordes, Sebastiano Rossi ficou sem levar gols por 929 minutos pela Serie A, no imbatível Milan do início da década de 1990. Contabilizando todas as séries, o recorde passa a Emmerich Tarabocchia, que passou 1791 minutos sem buscar a bola no fundo das redes, na temporada 1974-75. Um recorde mais pitoresco é de Giulio Nuciari, que só fez dezessete partidas na Serie A, por Milan e Sampdoria. Por outro lado, Nuciari sentou-se no banco de reservas por 333 vezes, sem entrar em campo.

DEFENSORES

O que conhecemos no Brasil por lateral é chamado de terzino na Itália, ou ainda difensore di fascia. A origem do nome remonta ao tempo em que eram denominados terzini os dois jogadores da "terceira linha", aqueles que formavam a primeira barreira frente ao goleiro no esquema da pirâmide de Cambridge, o 2-3-5. Nesta época, ganhou notoriedade a dupla uruguaia José Nasazzi e Ernesto Mascheroni, bicampeã olímpica. Na Itália, o terzino mais importante da época foi Eraldo Monzeglio, bandeira do Bologna. Hoje, apenas os dois defensores laterais são designados como tal.

Teoricamente, há a divisão entre o terzino marcatore, destinado mais à marcação e com raras subidas ao ataque, e o terzino fluidificante, que arma o jogo com mais freqüência e não raro deixa descoberta a defesa por seu lado. Entre aqueles que têm como principal objetivo a defesa, destacaram-se Tarcisio Burgnich, Francesco Rocca e Sebastiano Nela. Já entre os com propensão ofensiva, Giacinto Facchetti, Antonio Cabrini e Gianluca Zambrotta fizeram história, em especial o primeiro, considerado o desbravador do ataque entre os terzini italianos. Porém, com a evolução do futebol, essa separação deu lugar a uma maior objetividade no tratamento dos jogadores da posição. Alguns mais recentes, como Christian Panucci, Paolo Maldini e Giuseppe Bergomi, dividem bem as funções entre defesa e ataque, ao ponto de ser, muitas vezes, adaptados à posição de defensor central.

Facchetti, um dos maiores jogadores da história da Inter

Defensores centrais, estes, que só surgiram após a modificação da regra do impedimento, em 1925. Com esta alteração bastariam dois adversários entre o gol e o lançador, ao invés de três, como pregava a regra anterior. Herbert Chapman, com seu esquema WM, adaptou a velha pirâmide com o recuo de um dos jogadores de meio para a posição de stopper, com a função de marcar um dos atacantes adversários de forma individual. Mario Rigamonti foi o principal stopper da história italiana, tendo participado de quatro temporadas pelo Grande Torino e falecido na tragédia de Superga. Hoje, o estádio de Brescia lhe presta homenagem nominalmente. Também se destacaram Pietro Vierchowod e Claudio Gentile. No calcio atual, a denominação não é mais popular, porém continua sendo utilizada por muitos para designar algum defensor que faça marcação individual.

A partir dos anos 1950, a figura do libero também foi incluída no calcio. Assim como o líbero da forma que conhecemos no Brasil, entre suas tarefas está a de orientar a organização da defesa, posicionando-se atrás dos dois stoppers para servir como última alternativa defensiva entre os jogadores de linha. No caso de pressão ofensiva de seu time, cabe ao libero adiantar-se, participando assim das investidas e reequilibrando quantitativamente o meio de campo. O primeiro grande líbero da história do calcio foi o livornese Armando Picchi, capitão da Grande Inter, que hoje cede seu nome ao estádio de sua cidade. Gaetano Scirea e Franco Baresi também se tornaram referência da posição. Outros jogadores iniciaram a carreira como meio-campistas, mas tornaram-se liberi com o decorrer da carreira, como o alemão Lottar Matthäus e o ex-capitão romanista Agostino Di Bartolomei.

Di Bartolomei, líbero no segundo scudetto romanista, de 1983

No calcio moderno, com o advento das defesas em linha, as funções de stopper e libero se fundiram na de difensore centrale, o zagueiro na forma em que conhecemos. Fabio Cannavaro tornou-se o primeiro defensor italiano a vencer a Bola de Ouro, em 2006. Outros nomes recentes da posição são considerados destaques mundiais, como Ciro Ferrara e Alessandro Nesta. Pela proximidade de seu próprio gol, geralmente são os defensores centrais os que marcam autoreti (gols contra) com maior freqüência. Quem se notabilizou no imaginário popular foi Comunardo Niccolai, autor de alguns indefensáveis atuando pelo Cagliari. Mas o verdadeiro "recordista" da Serie A é Riccardo Ferri, autor de oito gols contra em quinze temporadas por Inter e Sampdoria. Mesmo assim, não alcançou os 25 tentos do jamaicano Frank Sinclair, que se notabilizou no Chelsea.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vitória.

Itália 2-0 Geórgia
Nada muito além de 3 pontos significou esta última partida da Itália contra a Geórgia pelas eliminatórias da Euro 08. Contra um time georgiano totalmente retrancado, os italianos tiveram pouco espaço para criar boas chances mas os tentos vieram, e a Azzurra deu mais um passo nessa caminhada rumo à Eurocopa.
No primeiro tempo a Itália ainda criou um pouco mais, e levou mais perigo à meta do goleiro Lomaia. Primeiro com um chute longo de Quagliarella, e depois com Toni, que acertou a trave com uma bela cabeçada após bom cruzamento de Di Natale. O primeiro gol azzurro saiu no finalzinho do primeiro tempo, numa cobrança de falta de Pirlo, em que o goleiro se atrapalhou, e a bola acabou entrando direto no meio do gol, mesmo tendo sida chutada de bem longe.

Com o gol, a Itália conseguiu se sentir mais segura no jogo, mas não mostrou grande futebol no segundo tempo. Geórgia continuava recuada, e tentando ameaçar em contra-ataques rápidos, porém a equipe era demasiada desorganizada na parte ofensiva, e uma boa atuação de Ambrosini deixou ainda menores as chances de gol dos visitantes. Donadoni colocou Foggia no lugar de Quagliarella aos 25 do segundo tempo, o que não mudou muita coisa até o momento do segundo gol. Esse veio aos 39' do segundo tempo, quando, em uma jogada individual e com muita visão de jogo, Luca Toni deixou Grosso na cara do gol, precisando apenas tirar do goleiro. 2-0 e placar garantido.

A Itália agora torce para um tropeço da Escócia frente à mesma Geórgia, para não depender exclusivamente da próxima partida pelas eliminatórias, contra a própria Escócia.

Assim está a classificação do grupo B:

Equipe Pontos Jogos

Escócia 24 10
Itália 23 10
França 22 10
Ucrânia 13 9
Lituânia 10 9
Geórgia 7 10
Ilhas Faroe 0 10

Spinelli nunca decepciona

Nunca mesmo.

Parabéns àqueles que - assim como este blogueiro - votaram em Fernando Orsi como o primeiro pescoço a ir ter na foca.

Com os péssimos resultados dos viúvos de Lucarelli, Orsi era nome certo entre os demitidos. Um técnico estreante no covil de Aldo Spinelli jamais pode esperar paciência de seu patrão maníaco.

Após dois pontos em sete rodadas, quem rodou foi Orsi, auxiliar técnico de Roberto Mancini por cinco anos, entre julho de 2002 e fevereiro de 2007. Falando em Mancio, era ele a grande aposta de vocês, leitores.

O que o Livorno pode esperar? Um milagre. Giancarlo Camolese assume o clube amaranto após uma campanha não mais que razoável no Vicenza. Mas foi ele o arquiteto que tirou a Reggina do rebaixamento praticamente certo em 2003-04. Fazer os milhões de euros investidos no trio Tristán, Tavano e Bogdani valer a pena será a grande meta.

Confira o resultado final da enquete:
33% Roberto Mancini (Inter)
23% Fernando Orsi (Livorno)
9% Gian Piero Gasperini (Genoa) e Massimo Ficcadenti (Reggina)
4% Andrea Mandorlini (Siena), Silvio Baldini (Catania) e Walter Novellino (Torino)
9% Outro

terça-feira, 9 de outubro de 2007

7ª rodada - finale.

Perdoem o atraso.

Lazio 1-5 Milan
Uma verdadeira reabilitação? Uma grande volta por cima? Um resultado histórico que jogará o Milan na ponta de cima da tabela? Menos, por enquanto, menos. Os milanistas foram eficientes, é claro, porém, mesmo com uma justíssima vitória, cinco gols podem soar um exagero, visto que Muslera, o novo goleiro da Lazio, colaborou significantemente para a goleada rossonera. Para começar, Ambrosini dá um chutão de distância absurda, tendo aparentemente a intenção de cruzar - a bola passa por todo mundo e encobre o arqueiro. Sete minutos depois, Mauri aproveita a grande jogada de De Silvestri e encosta para o gol, empatando a partida, que parecia tomar um outro rumo. Parecia. Aos 32 minutos, Muslera comete pênalti em Gilardino após atrapalhada disputa de bola na área e recebe cartão amarelo, Kaká não desperdiça. Na volta para o segundo tempo, mais Milan - Kaká recebe de Pirlo e, em giro, aproveita-se do espaço na pequena área para concluir entre as pernas do goleiro. Aos 71 minutos, Kaká serve Gilardino que conclui entre as pernas de Muslera (sim, isso aconteceu duas vezes). Para finalizar, aos 80 minutos uma envolvente troca de passes rossonera faz a bola chegar aos pés de Gilardino após escorada de cabeça de Ambrosini. O atacante aproveita novamente e fecha o placar, ajudando fortemente o Milan, que agora ocupa a oitava colocação, com 10 pontos. Já a Lazio segue com 7 pontos, ao lado de Cagliari e Torino, na 14ª posição.

Inter 2-1 Napoli
Julio Cruz é aquele cara que sempre faz seus gols, não tem muita fama, leva poucos créditos e raramente compromete. Um matador. Ao contrário do suposto Imperador, o argentino consegue, mesmo sem grande mídia, trazer resultados a Milão, e não são poucos. Desta vez, El Jardinero marcou os dois gols da vitória interista sobre o Napoli, que ainda diminuiu com Sosa, aos 40 minutos do segundo tempo. A consistente squadra de Roberto Mancini é líder isolada do torneio, com 17 pontos, três a mais que Juventus e Roma. A Inter pega agora a Reggina, enquanto o Napoli vai a Roma enfrentar a equipe de Luciano Spalletti.

Parma 0-3 Roma
Se há um time freguês da Roma recentemente, é o Parma. Não contente em perder, normalmente a squadra parmigiana gosta de levar goleadas romanistas. E a história se repetiu. Com dois gols do atual chuteira de ouro Francesco Totti, o time giallorosso tenta espantar os maus-resultados das últimas partidas. Além d'er capitano, o outro marcador foi o brasileiro Mancini. Os giallorossi receberão o Napoli na próxima rodada, enquanto o Parma vai a Gênova enfrentar a inconstante Sampdoria.

Festa após o segundo gol romanista.

Palermo 1-1 Reggina
Legal mesmo é deixar tudo para o final. Dando muito mais emoção à partida, Biava recebeu o segundo cartão amarelo e foi tomar banho mais cedo aos 89 minutos. Para completar a tragédia em Palermo, Amoruso, sempre ele, abriu o placar nos acréscimos, mais precisamente aos 93 minutos de partida. Acabaria por aí? Por incrível que pareça, não. Aos 95 minutos, o brasileiro Amauri decide mudar o rumo do jogo e empatar o mesmo, finalizando-o, dessa vez, de fato. Os mandantes chegam a onze pontos e, na sexta colocação, têm a mesma pontuação da Udinese, que por sinal será o confronto da próxima rodada, em Udine. Já a Reggina é vice-líder com a tabela virada para baixo e, com somente quatro pontos, receberá a Internazionale na próxima rodada. Isso que chegou a ter a vitória na mão, é mole?

Torino 1-0 Sampdoria
Corini, il genio! O experientíssimo regista do Torino deu os três pontos à equipe granata. Por sinal, os primeiros na Serie A vindos em forma de vitória. A Samp não vinha fazendo uma má partida. Disposta taticamente e com boa movimentação, a squadra de Mazzarri se desestruturou em campo após a expulsão de Volpi, aos 45 minutos de jogo. Depois disso, Cassano e Franceschini entraram em campo no lugar de Montella e Sammarco, aos 56' e 76', respectivamente. Porém, foi aos 89 minutos que a estrela de Corini brilhou e, de forma oportunista, o capitão empurrou a bola para as redes. A Samp tem agora 8 pontos, um a mais que o próprio Torino.

Corini dá os três pontos ao Torino.

Genoa 2-0 Cagliari
Borriello, quem diria! O atacante novamente marcou, dessa vez ajudou-o também o veterano Marco Di Vaio. Ambos decidiram o placar para o Genoa, que consegue sua terceira vitória consecutiva no campeonato e figura nas seis primeiras posições. Após reformulação tática, a equipe de Gasperini vem em plena ascenção e, com 12 pontos, não há grande distância para a líder Inter, com 17 pontos, e principalmente para Juventus e Roma, com 14. Claro que o principal objetivo dos rossoblù não é o scudetto, longe disso, porém, com certa regularidade a partir de agora, pode-se pensar mais alto, principalmente tratando-se de Copa Uefa. Em contrapartida, os também rossoblù do Cagliari seguem com sete pontos, aqueles mesmos de Lazio e Torino, com distância de dois da zona da degola, cujo mais bem colocado é o Empoli, com cinco.

Siena 3-0 Empoli

É absurdamente pleonástico dizer que uma vitória veio na hora certa, afinal não há hora errada para vencer. Porém, com esses três pontos, o Siena pode respirar um pouco por um tempo, visto que, graças ao gol de pênalti de Maccarone e os tardios tentos de Locatelli e Galloppa, os bianconeri conseguem, mesmo que por pouco, fugir da zona de rebaixamento, chegando aos seis pontos, um a mais que o derrotado Empoli, ''líder'' dos três inferiores. Para tentar manter-se fora do perigo, o Siena pega nada mais, nada menos que a Fiorentina em Florença. Já os comandados de Cagni vão a Milão enfrentar a squadra de Carlo Ancelotti e Kaká, a qual busca verdadeira recuperação para firmar-se no topo.

Siena e os três pontos: Ufa.

Catania 1-0 Livorno
Sardo, aos vinte minutos de peleja, definiu o placar mínimo porém necessário ao Catania. A equipe de Baldini conseguiu vencer os viúvos de Lucarelli jogando com um jogador a mais em campo, devido à expulsão de Balleri. Mesmo assim, a dupla mostragem de cartões ao defensor veio depois da abertura do marcador por parte sicilianos, desesperando mais ainda a squadra granata. E o time de Spinosi há de, realmente, preocupar-se muito. Com somente dois pontos na tabela e segurando a lanterna, o próximo confronto será em casa contra a Lazio. Promessa de sono.

domingo, 7 de outubro de 2007

7ª Rodada

Atalanta 0-0 Udinese

Zampagna nega o presente para os torcedores de Bergamo na comemoração de 100 anos da Atalanta. Em um jogo no qual a equipe de casa se mostrou mais empolgante e perigosa, o atacante perdeu a chance de levar o time à vitória após desperdiçar um pênalti a poucos minutos do término da partida. Um resultado ainda mais frustrante se consideradas todas as chances criadas pela Atalanta no primeiro tempo, méritos para Handanovic que fez belas defesas, impedindo gols de Carrozieri, numa cabeçada potente, e de Langella num potente tiro de esquerda.

O time friulano por sua vez, demonstrou sentir falta de Di Natale no ataque, o jogador não foi convocado pois sua mãe faleceu alguns dias antes da partida. Quagliarella teve uma atuação um pouco mais vivaz do que suas últimas partidas, mas não conseguiu que seu time tivesse boas oportunidades de gol. Coppola só precisou trabalhar uma única vez no primeiro tempo, defendendo uma falta cobrada por Pepe que desviou na barreira.

Apesar do placar sem gols, um jogo bem emocionante, com duas equipes bem organizadas taticamente não decepcionou tanto quem assistiu à essa partida.


Fiorentina 1-1 Juventus
A Juventus provou o amargo gosto de sofrer um empate nos minutos finais do jogo, após ter conseguido um ótimo empate contra a Roma e de ter ganho o clássico contra o Torino ambos com gols no finalzinho, a Juve finalmente provou de seu próprio veneno.
A velha senhora vinha conquistando 3 enormes pontos, contra uma equipe que está mostrando ser uma das mais perigosas da temporada, a Fiorentina. Porém, um pênalti bem batido por Mutu impediu que o time de Turim encostasse na Inter, Buffon bem que tentou, mas a penalidade acabou no fundo das redes.

Resultado justo pelo que apresentou a Fiorentina, um belo futebol, ofensivo e envolvente. No primeiro tempo a equipe viola teve muito mais a posse de bola no ataque, porém não foram muitas as chances claras de gol. Mutu quase acertou um voleio de longa distância, que seria um golaço, e Buffon fez ótima defesa num chute de Montolivo, que desviou no meio do caminho.
O gol da Juventus saiu apó um rápido contra-ataque, em que a bola alçada na área foi mal rebatida por Gamberini, e caiu nos pés de Iaquinta, que mostrou muita habilidade dominando a bola já avançando pra dentro da área, e chutando no cantinho, sem chances pra Frey. Muito se discutiu sobre o lance desse gol, pois no lance o Trezeguet em posição de impedimento atravessou na frente do goleiro, porém o lance permite divergência de opiniões.

No segundo tempo a Juventus se fechou ainda mais, com a boa característica de marcação que tem, e não deu muito espaço pro adversário jogar, e com a qualidade que tem nos contra-ataques poderia ter matado o jogo. O time de Firenze por sua vez foi paciente e continuou buscando o gol, quando quase nos acréscimos, o Vieri acertou uma boa cabeçada, que foi cortada pelo zagueiro com o braço, resultando no pênalti que traria o empate.

Resultado que deixa essas duas interessantes equipes ainda muito fortes no páreo para as primeiras colocações.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ibrahimovinter.

Internazionale 2-0 PSV
Ci pensa Ibra!
O habilidoso sueco decidiu novamente. Agora ele porta números impressionantes como terceira doppietta e nove gols em nove partidas (contabilizando a Liga dos Campeões e o Serie A). No primeiro, um pênalti sofrido e convertido pelo próprio. No segundo gol, há controvérsias: Ibrahimovic, ao receber cruzamento de Figo, cabeceou sem ângulo mas mesmo assim conseguiu encobrir o goleiro Gomes e fazer a bola entrar. Surge a dúvida se o lance teria sido intencional ou não. O que interessa são os três pontos dos nerazzurri, que agora recuperam-se da derrotta pífia ante o Fenerbahçe.

Ibrahimovic comemorando o seu primeiro tento.

Por outro lado, em meio a suspeitas declarações de amor, o romeno Cristian Chivu acabou por ser expulso após receber dois cartões amarelos. O primeiro, em uma dividida aérea, já o segundo, em uma falta totalmente imbecil sobre Culina. Além dele, o hondurenho David Suazo também recebeu o cartão vermelho, porém não precisou tomar banho mais cedo, visto que tal suspensão foi aplicada depois da partida, pelo fato do Pantera Negra ter reclamado com o árbitro. Em jogo equilibrado, o time de Roberto Mancini conseguiu cumprir com o esperado e rigorosamente necessário. Após a vitória, os milaneses chegam aos três pontos e se posicionam logo atrás do Fenerbahçe, comandado pelo brasileiro Zico, com quatro. O PSV também tem três pontos e na lanterna há o CSKA, com um.

Lazio 2-2 Real Madrid
Breve.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Mais um tropeço...

Nesta se lamenta ao fim da partida

Celtic 2-1 Milan
Celtic Park foi o cenário de mais uma bobeada do Milan nesta temporada, o time vem de uma sequência de maus resultados, e, o que preocupa ainda mais, de uma série de partidas muito fracas. Não adianta culpar apenas o ataque, mesmo que Inzaghi e Gilardino estejam anos-luz de distância de seus melhores desempenhos, nessa segunda rodada da Liga dos Campeões, nenhum jogador se salvou, nem mesmo Kaká.

A chuva torrencial na Escócia contribuiu para o baixo nível técnico da partida, que teve um primeiro tempo muito fraco, com as duas equipes criando poucas chances de gol, mas com a squadra rossonera sendo mais incisiva.

No segundo tempo, Strachan percebeu que sua equipe, jogando em casa, precisava impor uma ameaça maior aos visitantes, e apostou em um McGeady mais avançado e com mais liberdade para atacar pela ponta direita. Com o tempo, a equipe escocesa começou a se sentir mais acomodada em campo, e aos 17 minutos da etapa complementar abriu o placar com McManus, após bola cruzada de escanteio, em que Dida falhou deixando a bola atravessar a pequena área inteira, sobrando para o capitão do Celtic apenas empurrar para dentro.

A resposta italiana veio quase em seguida, seis minutos mais tarde, quando, numa bola alçada na área, o árbitro viu um controverso agarrão em cima do Ambrosini. Penalidade a qual Kaká cobrou com frieza para empatar o jogo. No final da partida, o técnico Strachan jogou todas suas fichas e foi com tudo para o ataque, e foi dos pés de Nakamura, que tinha acabado de entrar, que saiu a jogada do segundo gol do Celtic. Após boa jogada do japonês, um seu companheiro chutou livre, e Dida falhou novamente rebatendo a bola para o meio da área, onde McDonald não teve trabalho nenhum para fazer o gol da vitória aos 45 do segundo tempo.

Após o gol de McDonald, a torcida do Celtic foi à loucura, até mesmo além da conta, quando um jogador invadiu, e deu um 'pseudo-golpe' no goleiro Dida. Provavelmente o time escocês será punido.

McDonald comemora seu gol tardio

Desta vez, de cabeça erguida

Manchester United 1-0 Roma
No dia do sorteio que recolocou Roma e Manchester United frente a frente, Spalletti usou da ironia para descrever seu sentimento em relação ao confronto: "pior, não pode ser". E, de fato, não foi. Boa partida giallorossa no Old Trafford, eclipsada pelo gol de Rooney numa das poucas chances reais dos do United em campo.

Curci e Mexès: gol de Rooney na noite em que os dois voltam a jogar bem

A Roma dominou a maior parte do jogo, e um impedimento marcado erroneamente sobre Mancini, no primeiro tempo, impediu aos italianos abrir o placar. Num jogo sem tantas emoções, prevaleceu a sede de vingança romanista. Ferguson surpreendeu ao escolher Nani e Saha entre os titulares, deixando Giggs e Tevez no banco. Já o grande susto entre os romanistas veio horas antes da partida, quando Doni, com problemas intestinais, foi cortado da relação e o medonho Curci escalado em seu lugar.

Das quatro partidas sem vitórias, certamente nesta a Roma fez sua melhor apresentação. No segundo tempo, inclusive, o árbitro Mejuto González hesitou e não marcou um pênalti claro de Carrick sobre Mancini. Mas não é bom reclamar da arbitragem quando o time perde tantas chances claríssimas, como as de Perrotta e Esposito. Os quatro romanos - Curci, De Rossi, Aquilani e Totti - foram muito bem e mostaram que a Roma parece retomar os eixos, mesmo com o mau resultado.

Aquilani: suor e lágrimas de Principino no teatro dos sonhos

Restam apenas as lágrimas de Aquilani, que provavelmente ficará de fora por cerca de dois meses, por outro problema muscular. Perde a Roma, perdem os adoradores de um bom calcio.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sexta rodada, correndo!

Pra falar de Liga dos Campeões, passada rápida na sexta rodada.

Roma 1-4 Inter
Com um lance bisonho, Giuly foi expulso antes dos 30' e prejudicou bastante a Roma no duelo frente a Inter. Perrotta até conseguiu o empate no início do segundo tempo, mas os nerazurri souberam se aproveitar bem da vantagem numérica e massacraram uma Roma desorganizada. A Inter, finalmente, entra no campeonato com tudo. Já a Roma, com seguidos erros sem correção, começa a preocupar.

Livorno 0-3 Fiorentina
Mesmo poupando Mutu, seu principal jogador do início da temporada, a Fiorentina humilhou o Livorno no Armando Picchi. Os €11 milhões gastos em Tavano, Tristán e Bogdani mostram-se inúteis, e Orsi já faz hora extra. Com dois gols, o jovem estreante Osvaldo converteu-se em herói da partida. E, não fosse Amelia, o resultado teria sido ainda mais elástico.

Milan 1-1 Catania
Se jogou bem e perdeu pro Palermo, o Milan desta vez não correu riscos. Jogou muito mal e só garantiu o empate com o Catania com um pênalti cobrado por Kaká. Os etnei souberam dominar o meio de campo e não permitiram que o time de Ancelotti reagisse. A entrada de Gilardino para fazer dupla com Inzaghi no segundo tempo provou também que não há esquema que resista a tantas finalizações ruins.

Cagliari 1-0 Siena
Surpresa! No super-pacote ESPN, sobrou uma transmissão ao vivo da partida. Foggia, voltando a ser titular após problemas musculares, anotou o seu de pênalti, num jogo de poucas emoções. Já o Siena continua sem vencer, mesmo com um elenco que, em tese, não passaria por muitas dificuldades para se livrar do rebaixamento.

Empoli 3-1 Palermo
A falha ridícula de Balli, permitindo o Palermo abrir o placar, não foi suficiente. Num jogo truncado, porém com suas melhores chances favoráveis ao Empoli, venceu o melhor. Colantuono optou por poupar Bresciano, Simplício e Miccoli, e pagou por sua escolha. Após a expulsão de Caserta, a dez minutos do fim, o jogo desandou e Giovinco e Vannucchi fecharam o placar para os azzurri.

Napoli 1-2 Genoa
No segundo jogo do campeonato sem torcida (Genoa-Milan, na primeira rodada, havia sido o outro), encontro entre dois dos times que acabaram de retornar à Serie A. Desta vez, Gasperini optou por um 3-5-2 que praticamente anulou o bom jogo dos partenopei, e por conseqüência, as expectativas da partida. Cannavaro marcou contra, Domizzi empatou de pênalti e Sculli garantiu a vitória do Genoa, que vem subindo bastante de produção, no último minuto.

Reggina 1-1 Lazio
E a Lazio segue decepcionando. Com Cozza recuperando a velha forma de um lado e Baronio mantendo o nível das exibições das últimas temporadas, resultado esperado. Os biancocelesti só se salvaram de um vexame maior graças a um tirambaço do jovem lateral Kolarov. Fica mais do que provado que, sem Mauri, a Lazio é outra. E que Ficcadenti pode apelar para os céus para se livrar do rebaixamento.

Sampdoria 3-0 Atalanta
Fica a dúvida: por que Coppola subiu para o gramado? O resultado da partida foi construído nos únicos três chutes da Sampdoria em direção ao gol. Palmas para Cassano, que aproveitou confusão na área para marcar seu primeiro gol com a bela camisa blucerchiata. E para a Atalanta, que não partiu para a violência e continuou tentando. O time de Del Nero dominou a partida, mas o placar mostra que só isso não é suficiente.

Udinese 2-1 Parma
A imprevisibilidade continua imperando nos comandados de Marino. Ainda com um esquema ultra-ofensivo, a Udinese dominou a partida com facilidade e o resultado só não foi maior graças a belíssima partida de Pavarini. O gol da vitória, aliás, só saiu após o goleiro dar lugar a Bucci. Quagliarella finalmente desencantou, enquanto Corradi continua a marcar. Di Carlo, aquele mesmo que levou um chute no traseiro, foi expulso por reclamação ao fim da partida.

Torino 0-1 Juventus
Pois é, quem diria que Trezeguet seria o nome deste início de temporada bianconera? Com um gol altamente discutível, nos acréscimos da ripresa, a Juventus garantiu uma importantíssima vitória no dérbi piemontês - que, por sinal, teve poucas emoções e um nível técnico abaixo da crítica. A Juve chega à vice-liderança, e o Torino tem uma boa semana para pensar se vale a pena mergulhar na crise.

Seleção Quattro Tratti da sexta rodada
Mirante (Sampdoria), Aronica (Reggina), Zapata (Udinese), Kolarov (Lazio); Figo (Inter), Edusei (Catania), Zanetti (Juventus), Vannucchi (Empoli); Osvaldo (Fiorentina), Cruz (Inter), Borriello (Genoa).