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sábado, 29 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Torino

Nossa parada de inverno hoje discute o Torino, no dia em que Messi foi apontado como possível reforço de um Super-Napoli a se confirmar pelo presidente De Laurentiis, Abbiati voltou a ser prioridade na Lazio, Pazzini tornou-se opção no Milan numa troca com Gilardino, Ujfalusi recusou o Liverpool e o Chelsea começou a sorrir para Maicon.

TORINO

Matteo Sereni comemora: mas nem só de defesa vive o futebol

A campanha
15ª colocação. 17 partidas, 17 pontos. 2 vitórias, 11 empates, 4 derrotas. 15 gols marcados, 20 sofridos.

O time-base
Sereni, Comotto, Motta, Dellafiore, Lanna; Zanetti, Corini, Barone (Grella); Di Michele, Rosina; Ventola (Bjelanovic).

O comandante
Walter Novellino. Revelado pela base do Toro no início da década de 70, Novellino havia passado as últimas cinco temporadas na Sampdoria, que optou por uma reformulação guiada pelo técnico-sensação da última temporada, Mazzarri. Mas o técnico veio para um "algo mais": com novos jogadores, um novo ciclo deveria ser aberto, visando a Europa. Mesmo assim o time continua buscando a salvezza, para o desespero do presidente Urbano Cairo.

O herói
Matteo Sereni, goleiro. Se alguém merece os créditos por resultados como os empates com Milan e Lazio e a vitória simples sobre a Sampdoria, este alguém é Sereni. Na Lazio, a condição de reserva de Peruzzi jamais possibilitou sua afirmação como titular, mesmo com suas reconhecidas boas prestações na Sampdoria pela Serie B. Com excelentes reflexos e espírito de liderança, conquistou uma torcida que necessitava de um goleiro decente há anos.

O vilão
Sasa Bjelanovic, atacante. O croata proveniente do Ascoli chegou à marca de doze partidas pela Serie A, todas em branco. Nem sua tradicional vontade, demonstrada com uma correria sem fim atrás dos zagueiros adversários, tem sido o suficiente. O ataque do Toro, onde Bjelanovic se reveza com Ventola e a revelação Malonga, é o terceiro pior do campeonato. E deve receber um bom reforço em janeiro - fala-se, inclusive, de um retorno de Lucarelli.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Parar de empatar é um bom começo - onze vezes em dezessete jogos é uma quantidade razoável, e já é mais que clichê que segurar empate em campeonato de pontos corridos não leva a lugar algum. Se em casa foi apenas uma derrota, fora do Olimpico os granata não venceram ainda. O maior problema é justamente pôr a bola pro gol: o time cria e não finaliza. Ao contrário do que diz certo técnico brasileiro, o gol não é apenas detalhe. O que pode derrubar Novellino ainda nas próximas rodadas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Livorno

Carlos Villanueva, armador do Audax Italiano, tornou-se hoje mais um talento pescado pela Udinese no Chile. O primeiro golpe de mercado da Udinese no inverno europeu chega a Friuli apenas para a próxima temporada, onde deve encontrar outros dois chilenos no plantel: Mauricio Isla, atualmente na primavera, e Alexis Sánchez, em empréstimo ao River Plate.

No dia em que estagiários sonolentos mantém-se na difícil luta pelo prêmio de melhor erro do ano, fechamos o primeiro quarto dos resumos do primeiro semestre do calcio com o Livorno, que nos próximos dias deve oficializar lateral-direito brasileiro Sidny, destaque do Náutico no último Brasileirão.

LIVORNO

Francisco Tavano marca: era improvável, mas Ciccio ressurgiu

A campanha
16ª colocação. 16 jogos, 15 pontos. 3 vitórias, 6 empates, 7 derrotas. 19 gols marcados, 27 sofridos. Partida com o Milan, no San Siro, adiada para 13 de fevereiro.

O time-base
Amelia, Grandoni, Knezevic, Galante; Balleri, Pulzetti, De Vezze, Bergvold (E. Filippini), Pasquale; Tavano, Tristán.

O comandante
Giancarlo Camolese. Ele substituiu o estreante Fernando Orsi no início de outubro, após uma goleada para a Fiorentina. O ex-auxiliar de Mancini assumiu um rojão: montar um time recheado de medalhões e fazê-lo agradar a ninguém menos que o folclórico presidente Aldo Spinelli. Devidamente demitido após segurar a lanterna em cinco de seis jogos, deu lugar a mais uma aposta de risco - e as vozes mais maldosas apontaram que Camolese seria apenas uma marionete de Spinelli. Seja ou não, o fato é que tem dado certo.

O herói
Francisco Tavano, atacante. Ciccio chegou a preço de ouro, após uma breve passagem decepcionante pela Roma. Após manter a péssima fase durante a gestão de Orsi, na qual o maior destaque - ou menor decepção - era Loviso, o ex-ídolo do Empoli reencontrou seu futebol quando Camolese armou o time em torno de sua figura. Se batendo contra zagueiros e com a responsabilidade de carregar um time nas costas, Tavano voltou a brilhar.

O vilão
Erjon Bogdani, atacante. Um albanês de trinta anos que decepcionou num time recém-rebaixado. Que custou €4 milhões aos cofres amaranto. E que, depois de quatorze jogos, não marcou sequer um gol. Mas vale citar que a escolha se deve apenas ao montante investido, afinal a disputa para entrar aqui foi concorridíssima: que o diga os irmãos Filippini, e, surpresa, o selecionável Amelia.

A perspectiva

Tranqüilidade na zona do agrião. O que parecia impossível após a saída do capitão Lucarelli já é bastante plausível. Depois de passar as doze primeiras rodadas na zona de rebaixamento, oito delas segurando a lanterna, o Livorno finalmente parece ter se estabilizado emocionalmente e alcançado seu auge físico. Em números secos, os amaranto estão há sete jogos sem perder, tendo inclusive segurado empates com Udinese e Roma, na zona de classificação para a LC. A salvezza não parece mais tão distante.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Empoli

Trezeguet aposta no scudetto e no ressurgir de Tiago. Lotito promete reforços para a Lazio, mas não cita nomes. Milan busca um substituto para Dida e Frey surge como principal postulante. Di Natale desmente sua saída da Udinese em janeiro. Moratti refuta Maresca e Ménez e fala de trazer outro estrangeiro.

De oficial, a queda de Sonetti. Após pedir demissão, tê-la aceita e depois tê-la negada, Sonetti foi demitido. Em seu lugar, assume Davide Ballardini, mais um ex-técnico do Cagliari: comandou o time por oito partidas em 2005-06, antes de ser, é claro, demitido. Para a posterior contratação de Sonetti.

EMPOLI

Alberto Malesani: se no Panathinaikos a vida já não era fácil...

A campanha
17ª colocação. 17 jogos, 15 pontos. 3 vitórias, 6 empates, 8 derrotas. 14 gols marcados, 24 sofridos.

O time-base
Balli, Raggi, Marzoratti, Vanigli (Adani), Tosto; Buscè, Moro, Giacomazzi (Giovinco), Marianini; Vannucchi; Pozzi.

O comandante
Alberto Malesani. É esse mesmo em que você pensou, cazzo! Após uma ótima passagem pelo Parma, o veronese jamais voltou a fazer outro trabalho considerável. Nos últimos cinco anos, só se destacou na mídia depois de uma coletiva enquanto técnico do Panathinaikos, na qual repetiu o palavrão cazzo vinte vezes em apenas quatro minutos. Malesani está no time há um mês, após a queda de Luigi Cagni.

O herói
Ighli Vannucchi, meio-campista. Il brasiliano di Empoli - alcunha ligada à sua técnica apurada, não a um possível parente distante que sabe que é necessário mudar, reformular ou mudar de vez - já esteve próximo da Lazio, mas apostou num projeto ambicioso do Vicenza... e foi parar no Empoli. O experiente trequartista continua, mesmo sem a mesma objetividade, desfilando sua classe, desta vez sem o apoio de Matteini e Almirón.

O vilão
Guillermo Giacomazzi, meio-campista. O uruguaio chegou com uma tarefa ingrata: substituir Almirón, negociado com a Juventus, numa posição crucial para um time de defesa sólida e de criatividade centralizada em apenas um jogador. Caberia a Giacomazzi aliar uma boa dose de combatividade a rapidez e efetividade na transição entre defesa e ataque. Caberia.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Para um clube sediado numa cidade com pouco mais de 45 mil habitantes, a classificação para a última Copa da Uefa foi uma dádiva. Porém, o planejamento conjunto entre a diretoria e Cagni foi insuficiente até para manter o plantel no mesmo nível daquele da última temporada, o que culminou na queda do técnico. Passar doze das dezessete rodadas na zona de rebaixamento, definitivamente, não é um feito para se orgulhar.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Siena

No dia em que Ronaldo teria sido liberado para negociar com o Flamengo e na semana em que Dida se empanturrou com perus, frangos e todas as aves possíveis, fechamos a zona de rebaixamento.

SIENA

Portanova e Galloppa: para dois Danieles, duas realidades

A campanha
18ª colocação. 17 jogos, 13 pontos. 2 vitórias, 8 empates, 7 derrotas. 17 gols marcados, 25 sofridos.

O time-base
Manninger, Bertotto, Portanova, Loria, Grimi; Vergassola, Codrea, Galloppa; Maccarone, Frick, De Ceglie.

O comandante
Mario Beretta. Andrea Mandorlini caiu após uma derrota para o Livorno na 12ª rodada, e Beretta foi reconduzido ao cargo - algo que tem virado moda na Itália. No seu currículo, uma classificação para a Copa Uefa com o Parma, em 2006, após o time lutar contra o rebaixamento no primeiro turno. E a salvezza do próprio Siena num empate "estranho" com a Lazio, na rodada final do último campeonato.

O herói
Daniele Galloppa, meio-campista. O romano foi vice-campeão com os allievi nazionali no ano do último scudetto da Roma - e o mais jovem daquele elenco. Se Galloppa nunca teve chances em seu time, foi emprestado à Triestina como substituto de Aquilani, onde se destacou e garantiu a convocação para o Mundial sub-20 de 2005. Mas só se firmou como profissional nessa temporada, eclipsando Vergassola no meio-de-campo bianconero.

O vilão
Daniele Portanova, defensor. O Bottafuori, nunca muito delicado em seus desarmes, conseguiu se destacar na última temporada, mesmo alternando boas exibições com uma boa dose de suspensões. Já nesta, as falhas em seqüência podem lhe custar, no returno, a titularidade inamovível até então: Beretta parece apenas aguardar uma maior maturação de Rossettini para firmá-lo na direita e, quem sabe, centralizar Bertotto.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. A Robur terá uma seqüência dificílima nas próximas cinco rodadas: encara Inter e Roma em casa e Palermo, Sampdoria e Milan fora. Só a partir daí recomeçará o campeonato para o time, e espera-se que Beretta continue no comando após cinco prováveis resultados ruins. A esperança do time deposita-se no meio, onde quatro bons nomes dividem três posições. E na sorte, que tem falhado - para que os adversários não disparem neste início de returno.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Reggina

Na véspera de natal, somente especulações animaram as ceias italianas. Laudisa, homem-mercado da Gazzetta dello Sport, outra vez não se fez de rogado ao disparar sua primeira leva de especulações numa Inter que tem funcionado emergencialmente após uma seqüência de lesões. De uma vez, pôs Barone, Paolo Zanetti, Volpi e Maresca na mira nerazzurra, como postado pelo Mateus logo abaixo.

O Milan se contentaria com menos: Ronaldinho e Drogba. Stendardo também seria uma tentativa do mercado de inverno, possível troca com um insatisfeito Simic. A imprensa italiana, no dia que antecede à folga natalina, também pôs Palacio na Juventus. De reforços concretos, apenas a Roma: o retorno de Aquilani e Taddei de suas lesões.

REGGINA

Francesco Modesto com Luca Vigiani: a Reggina que dá certo

A campanha

19ª colocação. 16 jogos, 13 pontos. 2 vitórias, 7 empates, 7 derrotas. 12 gols marcados, 25 sofridos. Adiada para 30 de janeiro a partida em casa contra o Milan.

O time-base
Campagnolo, Lanzaro, Valdez, Aronica; Vigiani, Barreto, Cozza (Hallfredsson), Missiroli, Modesto; Amoruso; Ceravolo.

O comandante
Renzo Ulivieri. Massimo Ficcadenti, uma aposta estranha após a saída de Mazzarri para a Sampdoria, durou até a décima rodada, após uma derrota para o Livorno que legou ao time a lanterna da Serie A. Um relacionamento algo instável com Cozza também teria ajudado em sua queda. A Reggina contará com a experiência e o trabalho defensivo de Ulivieri para buscar a salvezza.

O herói
Luca Vigiani, meio-campista. Atuando como esterno destro num meio de campo a cinco, se desdobra entre a defesa e o ataque pelo seu lado. Na última partida do ano, marcou uma tripletta decisiva frente ao Catania, deixando o Cagliari solitário na lanterna da competição. Vigiani chegou com a missão ingrata de substituir Mesto, destaque do time da última temporada, negociado com a Udinese. Aposta que deu certo.

O vilão
Fabio Ceravolo, atacante. Mesto era importante, mas a estrela da Reggina heróica da última temporada era Rolando Bianchi. Para substituí-lo, a principal aposta do clube ficou em Ceravolo, revelação das categorias de base do clube e autor de três gols nos playoffs da última Serie C1, atuando emprestado ao Pisa. Por mais que não dê para culpar um atacante de vinte anos pela seca de gols da equipe, a marca de 14 jogos sem marcar é digna de nota. Menção honrosa para Joélson e Tullberg, os dois outros centravanti do plantel.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Apesar da vice-lanterna, há perspectiva concreta de uma salvezza. Ao contrário do que se vê em concorrentes diretos, como Livorno e Cagliari, a situação interna na Reggina é mais tranqüila - mesmo que menos transparente. Com Ulivieri no comando, o aproveitamento é perto dos 45%, mais que suficiente para se ver livre do rebaixamento. Ceravolo, apesar do semestre decepcionante, continua com a confiança da comissão técnica e parece cada vez mais próximo de seu primeiro gol no campeonato. E Stuani, homem-gol do Danubio, parece próximo de um acerto.

Rapidinhas

Derby de Milão em Miami - Turbulência para os que partirão em férias na cidade estadunidense - Materazzi, Ibrahimovic, Maldini, Nesta e até Vieri viajarão no mesmo avião. Além deles, Mauri e Cardone tomarão o mesmo rumo. Já em direção das Maldívias pode acontecer um derby capitolino, visto que Totti, Panucci e Rocchi estarão juntos.

A Inter, disposta a não sofrer mais com lesões, demonstra interesse em Maresca, do Sevilla, Volpi, da Samp, Barone e Paolo Zanetti, do Torino. O fato é que são todos italianos e, caso o time nerazzurro firme com o primeiro, ele não poderá atuar na Liga dos Campeões, por já ter jogado pelo Sevilla, algo que pode comprometer a negociação.

Maresca: um dos 'candidatos'

Agora vai? Ronaldinho, em meio a problemas, e o sempre interessado Milan. Essa especulação simplesmente já cansou.

Beckham elogia Fabio Capello - Sinceridade por já terem trabalhado juntos ou simplesmente oportunismo? Independentemente disso, o Spice Boy disse: "É o treinador que todos os jogadores gostariam de ter. Fará muito pela Inglaterra. E obviamente espero fazer parte dos seus planos".

"Bela e Fera" juntas no Real Madrid

O ex-árbitro Pierluigi Collina tem recebido uma especial proteção da polícia devido às freqüentes ameaças de morte que tem recebido, desde que se tornou o responsável pelas escolhas dos árbitros na Itália. Além dele, recebem esse tipo de escolta Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, e Claudio Lotito, presidente laziale.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Parada de inverno: Cagliari

Com o início das festas de fim de ano, o calcio encontra, finalmente, um bom intervalo. Se bem utilizado, pode ser o diferencial de alguma equipe na busca de um sprint no returno. Ou ainda pela manutenção da campanha atual.

Em pílulas, o Quattro Tratti trará para os leitores um pequeno raio-x das campanhas dos vinte times da Serie A até o momento, diariamente, a começar do lanterna Cagliari. Você também poderá conferir os textos no Futebol Europeu. E antecipamos o desejo de boas festas neste fim de ano, somado ao agradecimento a nossos fiéis visitantes. Feliz natal e um ótimo 2008!

CAGLIARI

Alessandro Matri comemora gol, na primeira rodada: cena rara no Cagliari

A campanha

20ª colocação. 17 jogos, 10 pontos. 2 vitórias, 4 empates, 11 derrotas. 13 gols marcados, 33 sofridos.

O time-base
Marruocco, Ferri, López, Bianco, Agostini; Fini, Parola, Conti, Budel, Foggia; Acquafresca (Matri).

O comandante
Nedo Sonetti. Marco Giampaolo caiu na 11ª rodada e esteve para voltar antes da 17ª, quando rechaçou a intimação do presidente Cellino após o pedido de demissão (posteriormente recusado) de Sonetti. Mas nenhum sucessor poderia ser melhor que o traghettatore, em sua terceira passagem pelo clube. Afinal, ostentar seis rebaixamentos no currículo é feito para poucos.

O herói
Daniele Conti, meio-campista. Jogue mal o time ou pior ainda, Conti mantém-se como ponto de referência no meio de campo, organizando a defesa e municiando o ataque - ou ao menos tentando fazê-lo. Em sua nona temporada no clube, o agora capitano é o jogador mais regular de um time perdido. Mas com certeza sente falta dos tempos em que era somente um coadjuvante de um adversário encardido.

O vilão
Massimo Cellino, presidente. As saídas de Esposito e Suazo renderam cerca de €15 milhões aos cofres sardenhos. Com estes euros convertidos em contratações, como queria a torcida, talvez a situação do clube no campeonato fosse outra. Porém o terreno das suposições é etéreo e Cellino optou por investir a bagatela de €25 milhões na recuperação do Sant'Elia. Saber o que priorizar é uma bênção.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Era difícil esperar algo que não o rebaixamento do Cagliari após a perda de Esposito, Langella e Suazo, mas a contratação de Giampaolo e alguns de seus homens de confiança no Ascoli sensação de duas temporadas atrás fez ressurgir a esperança no Sant'Elia. Mas o ambiente do clube comandado por um presidente que é o primeiro a insurgir nas crises tem provado que nessa temporada o Cagliari faz hora extra na divisão principal. Os rossoblù entraram na zona de rebaixamento há seis rodadas, e pegaram a lanterna há três. Com todos os méritos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Mais que apenas atacantes

Atacante. Substantivo masculino derivado do verbo atacar. Futebol. Jogador da linha de ataque; avante; dianteiro. Para o Michaelis, a isto se resume aqueles que têm a função de agredir o adversário para marcar os gols de seu time. A tradição brasileira manda dividir a categoria entre ponta e vários ordinais: primeiro, segundo e até terceiro atacante. Ou centroavante, ponta de lança, atacante de velocidade...

O meia ofensivo, típico camisa dez da forma em que vemos aqui, no calcio é chamado por trequartista, mezzapunta ou rifinitore. A primeira nomenclatura devendo-se ao fato deste jogador, algo atacante, algo meio-campista, atuar na altura dos três quartos do campo, alternando finalizações com a construção do jogo. Pela qualidade técnica, muitas vezes é conhecido por fantasista. Gianni Rivera, atualmente um dos 78 deputados italianos no Parlamento Europeu, fez 527 jogos pela Serie A, venceu a Bola de Ouro em 1969 e se tornou um dos grandes exemplos da posição. Bem como Zidane, que venceu o prêmio em 1998, ano em que foi campeão mundial pela França e italiano pela Juventus.

Roberto Baggio, único jogador italiano a marcar em três Copas do Mundo diferentes, tornou-se um capítulo à parte. Nas palavras de Platini, "um nove e meio". Não um atacante puro, pela fantasia em seus pés. Não um trequartista puro, pela facilidade nas finalizações. Já Kaká, consagrando-se no calcio, é talvez o mais efetivo intérprete da posição, hoje. O brasileiro tem colecionado todos os prêmios de melhor jogador do mundo em 2007, após uma Liga dos Campeões fantástica. Reflexo da dificuldade de lapidar talentos na posição, os rifinitori mais prolíficos, como Maradona, Cruijff e Di Stéfano, se eternizam com relativa facilidade.

Pela vasta técnica manifestada pelos jogadores da posição, não é difícil vê-los como cada vez mais avançados graças ao natural desgaste físico. Gianfranco Zola, em seus últimos anos de Chelsea e no Cagliari é um bom exemplo. Caminho inverso percorreu Roberto Mancini, que começou a carreira no ataque e tornou-se trequartista com o passar dos anos. Na primeira condição, o caso mais recente é Francesco Totti, ídolo máximo da torcida romanista e jogador em atividade com mais gols na Serie A. Já capitano no título italiano de 2001, quando sua função principal no tridente de Capello era servir a dupla de ataque, foi ainda como trequartista que Totti venceu a última Copa pela seleção. Mas os problemas no tornozelo, principalmente, fizeram Spalletti efetivá-lo como centravanti. E o sucesso da experiência se deu logo na primeira temporada, com a conquista da Chuteira de Ouro.

A "doutrina" do calcio tende a dividir os atacantes em duas classes. O centravanti, ou prima punta, que costuma liderar as tabelas de artilharia, e o seconda punta, que tende a trabalhar no suporte a esse. Um exemplo desde último é o lendário Giuseppe Meazza, maior artilheiro da história da Inter, que cedeu seu nome ao estádio de Milão após sua morte, em 1979. Meazza foi eternizado por uma grande técnica percebida na facilidade nos dribles e nas cobranças de falta desviando da barreira, à folha seca. A mesma que consagraria Didi alguns anos mais tarde.

Alessandro Del Piero é, certamente, o seconda punta de melhor passado recente na Itália. Crescido na base do Padova, em 1993 foi negociado com a Juventus e apenas dois anos depois herdaria a camisa dez de Baggio. Pela Juve, venceu doze títulos nacionais, tornando-se o jogador com mais gols e partidas pelo time. Outro nome que despontou para a fama foi Antonio Cassano, mas o que o talento de Bari Vecchia tinha nos pés faltava em maturidade. Após três anos de alto nível na Roma, suas seguidas intempestividades ganharam até substantivo próprio: cassanate. Hoje, ressurgindo na Sampdoria em meio a polêmicas, Cassano pede para retornar à squadra Azzurra.

Sem tanta fantasia, geralmente é o centravanti que entra nos anais do futebol. Pela função exclusiva de marcar gols, alguns se destacam por fazê-los em boa dose. Igor Protti, que eternizou a camisa número dez do Livorno, é o único a Europa a conseguir a artilharia das três primeiras divisões nacionais. Vincenzo Iaquinta, logo em sua estréia na Liga dos Campeões, defendendo a Udinese contra o Panathinaikos, marcou três gols. Paolo Rossi também se consagrou com uma tripletta, sepultando o Brasil de Falcão e Zico na Copa de 1982. Na inauguração do novo Wembley, outro italiano deixou sua marca por três vezes: Giampaolo Pazzini.

Mas o poker, quando o jogador marca quatro vezes numa só partida, é ainda mais especial. Que o diga Vincenzo Montella, autor de um enquanto defendia a Roma, num dérbi com a Lazio, em fevereiro de 2002. Em terras européias, um laziale já deixou sua marca: Simone Inzaghi anotou quatro gols contra o Olympique Marseille, em 1999. Mas o verdadeiro Inzaghi, em âmbito europeu, é o irmão mais velho. Filippo deixou sua marca em todas as competições que disputou, desde a Serie C1, com a extinta Leffe, até a Copa do Mundo, com a seleção italiana. Nas competições de clubes da Uefa, se consagrou na última temporada. Além do título da Liga dos Campeões, a marca individual de maior artilheiro da história, com 63 gols por Parma, Juventus e Milan.

Christian Vieri também se notabilizou por um número de gols inversamente proporcional à sua técnica. Entre seus feitos alheios às polêmicas extracampo, o milésimo gol da história da Nazionale e o fato de ser o único a se sagrar artilheiro das primeiras divisões espanhola e italiana, por Atlético de Madrid - em sua única temporada no clube - e Inter. Entre os antigos, destacam-se Gunnar Nordahl e Silvio Piola. O sueco tem a melhor média de gols (0,77) da história da Serie A, enquanto o italiano é o melhor marcador da história do certame. Outro estrangeiro de sucesso no calcio foi Gabriel Batistuta. Imortalizado pela torcida da Fiorentina como Batigol, passou nove temporadas no clube toscano, mas seu único scudetto da carreira veio pela Roma. Em seu primeiro reencontro com os viola, marcou o gol da vitória romanista nos minutos finais e saiu às lágrimas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Questionamentos em giallorosso

Valeria a pena trazer Cassano de volta?
Um oportunista. Quando tinha tudo em Roma, quis ser tratado como Totti, coisa que (ainda) não merecia. Saiu pela porta dos fundos, não se despedindo de ninguém (exceto Mancini e Dacourt) e já não cumprimentava Bruno Conti, um dos componentes do staff e ídolo giallorosso. Hoje, com a carreira em nítido declínio, declarou ter feito a maior besteira em sair de Roma e que faria de tudo para voltar. Disse também que Totti é uma pessoa fantástica e que deseja tudo de bom a ele, que queria vê-lo agora no confronto contra a Roma no Stadio Olimpico e falar com o Capitano.

Por que quando acabara de chegar no Real Madrid, Totti lesionou o tornozelo e o barês não deu a mínima? Até Di Canio e Berlusconi desejaram melhoras ao camisa dez, mas Cassano nada fez. Agora, precisando recuperar tudo que perdeu, Antonio anda fazendo de tudo para voltar. E, por mais que tenha tido atitudes ridículas atrás de atitudes ridículas, realmente creio, parecendo absurdo ou não, que il Peter Pan se transformaria em outro retornando à capital. Não porque é um grande homem, arrependido, puro e comovido com tudo o que fez no passado, e sim porque sua carreira, seu futuro e toda sua imagem dependeriam disso.

Ou faria sentido Totò reconquistar um lugar na squadra de Spalletti para ser, digamos, imbecil novamente? A Euro-2008 de Cassano estaria ali, a Copa-2010 estaria ali, a Azzurra, de um modo geral, estaria ali. Sua imagem para sempre estaria ali. Seria o divisor definitivo de águas da carreira dele, ou entraria para a história como um fantástico jogador que estourou e saiu do buraco que havia cavado, ou simplesmente ficaria lembrado eternamente, igual hoje, como uma eterna promessa sem cérebro. Eu arriscaria.

Totti e Cassano: bons tempos em campo e fora dele.

Por que Cicinho joga de cinco a dez minutos, mesmo atuando bem e com muita vontade?
Por que Antunes só foi testado uma vez, mesmo tendo sido ótimo na mesma?
Segundo Spalletti, ambos ainda precisam amadurecer bastante no setor defensivo. O brasileiro chegou em Roma a peso de ouro por um preço consideravelmente alto, levando-se em consideração que o time romano está longe de viver maravilhas financeiras. Desembarcou com humildade, sempre com pés no chão, dando declarações inteligentes e pensando alto, porém, com humildade.

Começou sem demonstrar grande futebol, mas sem ter grandes chances. Foi muito bem na partida contra o Milan, em Milão, na qual jogou de lateral direito, começou em campo e foi o nome da partida. Depois disso, só teve uma oportunidade de titular, e foi na partida contra o Empoli, fora de casa, em que o pequeno Cícero teve uma prestação regular, cujo momento principal foi ter deixado Vucinic simplesmente frente-a-frente com o goleiro no final do jogo.

Já o português chegou do Paços Ferreira após quase ter sido acertado com a Juventus, tem contrato por empréstimo (com direito à compra) e entrou em campo pela primeira vez contra o Manchester, sendo um dos melhores do jogo e provando o porquê de ser nome certo na seleção sub-21 portuguesa.

Apresentação e futebol aguardados. Até agora, sem retorno.

E o jogo bonito? A tática está desgastada?
[Braitner Moreira]
O 4-2-3-1 de Spalletti, que já dava mostras de cansaço no fim de última temporada, finalmente encontrou sua morte crônica nas últimas semanas. Pelas últimas entrevistas do técnico de Certaldo, uma "revolução tática" na intertemporada é considerada ato de risco. Mas talvez não haja outra alternativa.

Por mais que resolver os problemas romanistas não seja uma receita de bolo e envolva muitas questões extra-campo, a Roma que no ano passado jogava objetivamente e com fantasia é a mesma que vê sua organização desaparecer quando suas contratações entram em campo. O plano de jogo de Spalletti dá claros indícios de defasagem, mesmo com todos os méritos ao mister por ter construído um sistema que se adaptou perfeitamente à improvisação de seus jogadores - por mais estranho que isso possa soar.

Quando o que soa estranho torna-se assim também nas quatro linhas, chega-se à Roma de hoje. Os novos jogadores, contratados para reforçar um plantel em frangalhos, têm de se adaptar a um sistema criado para outros que se dividem em categorias que vão de lesões intermináveis a implicâncias dentro do elenco.

Por mais que uma substancial mudança seja arriscada, é complicado ganhar um título importante sem ousadia, ainda mais quando se fala de um time que ainda está bem abaixo dos grandes europeus. A chance de ouro para um teste maior já foi perdida, junto da partida com o Torino, nesta quarta, pela Coppa Italia. Alterações estruturais, claro, nem sempre dão certo. Mas nunca deixará de ser difícil optar por elas.

Visão de quem venceu

Colaboração de Victor Fonseca, milanista de coração que prefere cálculos econômicos a textos jornalísticos.

Rei de copas
Boca x Milan. Eles sem Riquelme, nós sem Ronaldo. Dois grandes jogadores que em boa forma podem e fazem a diferença. Felizmente, o argentino faz mais falta para eles.

Promessa de um jogo que não sairia do 0x0, algo que até se cumpriria se Milan não fosse Milan e Boca não fosse Boca, fato que proporcionou uma boa partida.

Inzaghi: da Serie D à Copa do Mundo, Pippo deixou sua marca em todas as competições

A disputa
O Milan começa dominando, valorizando a posse de bola e atacando com a paciência de sempre. Depois de um lance perigoso de Inzaghi e outro de González, Kaká arranca sem encontrar oposição, tenta arrematar mas a bola pára na zaga xeneize, no rebote, o próprio 22 tenta novamente o gol e pega mal na bola, sorte de Pippo, que, sempre oportunista e no lugar certo, só tem o trabalho de encostar para o gol.

A torcida rossonera ainda comemorava quando Palácio subiu livre para cabecear e empatar a partida. Falha de zaga milanista, que se preocupava demais com Palermo e esquecia do Padawan. Depois do empate, o Boca tomou coragem e foi para cima do Milan, que sentiu o gol e já não era mais o mesmo.

Kaká encontra Pippo na grande área: dupla prolífica faz a diferença na final

Intervalo (ufa!)
Segundo tempo começa, e, logo aos 4 minutos, Nesta vê a bola pingando na sua frente, não titubeia e enche o pé, 1x2. Aos 13 minutos, Ibarra acerta chute de longe distância na trave. Mal sabiam os argentinos que aquela seria a bola do jogo para eles. Logo depois, Kaká arranca pela esquerda, levanta a cabeça e vê Inzaghi marcado, então o craque resolve sozinho e com uma ajudinha de Caranta faz o gol do três a um.

Jogo já definido, ainda teve tempo para o segundo gol de Pippo depois de um passe generoso de Kaká. A torcida do Boca não parava de cantar mesmo com o resultado e viu ainda uma rede de Ambrosini em sua própria meta, após linda defesa de Dida.

Milan comemora: título que pode salvar a tenebrosa temporada rossonera

Final de jogo: Boca 2 x 4 Milan
Com esse titulo, nós nos tornamos tetracampeões mundiais, vitória não só importante para o Milan mas também para Ancelotti, que (infelizmente) garante mais algum tempo no comando rossonero.

16ª Giornata

Concluindo a 16ª rodada do campeonato italiano, tivemos:

Empoli 1-1 Genoa - Giovinco; Masiello
Empoli deixou escapar 3 pontos importantes, e a chance de ganhar a segunda partida consecutiva em casa. Genoa que vem meio mal, tanto nos resultados quanto no futebol apresentado, conseguiu arrancar um pontinho no final com o defensor Masiello, que se redimiu do erro no gol de Giovinco.

Atalanta 1-3 Palermo - Tissone; Cavani, Langella (c), Amauri
Guidolin leva uma equipe rosanera com o espírito certo para Bergamo, e colhe os frutos. A Equipe palermitana esteve melhor o tempo todo, e abriu o placar logo aos 13' com Cavani desviando após um escanteio. Depois então que Langella marcou contra, a equipe bergamasca se perdeu em campo, sentindo muito a falta do capitão e estrela do time Cristiano Doni.

Sampdoria 2-2 Fiorentina - Gastaldello, Cassano; Mutu, Donadel
Jogo marcado pelo show. Show no futebol, com duas equipes jogando ofensivamente, com um jogo disputado desde o primeiro minuto, e show do barês Cassano. Esse quis aparecer não somente com a bola nos pês mas com uma cena dígna de um drama shakesperiano, chorando (sim, chorando de cair lágrimas) após ter levado um cartão amarelo. Apesar do chilique, Cassano foi novamente o melhor em campo, criando um gol e marcando outro, enquanto pelo lado viola Adrian Mutu reencontrou as redes após um mês de jejum de gols.

Parma 3-0 Reggina - Corradi, Pisanu, Paci
Contra uma frágil Reggina, o Parma consegue uma boa vitória mesmo sem Morfeo em jogo, (afastado da equipe por ter brigado com Di Carlo). A equipe parmegiana dá um belo passo se distanciando da zona de rebaixamento, enquanto o time calabrês se afunda nesta cada vez mais. Com o pior ataque da competição, e sem ganhar nenhum dos últimos 10 jogos fora de casa, está difícil do time amaranto se salvar essa temporada.

Siena 1-1 Napoli - Frick; Bogliacino
Partida bem equilibrada no Ennio Tardini, Siena começou melhor no jogo, mas aos poucos o Napoli foi se encontrando em campo, se ajustando à nova formação imposta por Reja, uma vez que Lavezzi não estava disponível para o jogo. Após quase sair um golaço para cada lado, Galloppa de calcanhar para o Siena, e Hamsik de bicicleta pra o Napoli, o time da casa abriu o placar. Antes da torcida parar de comemorar, o Napoli empatou a partida, e ficou por isso mesmo. Um empate ruim, numa fase muito irregular para um Napoli que começou surpreendendo.

Torino 0-0 Roma
Uma demonstração de falta de sorte, e de falta de competência da equipe de Turim, que não conseguiu ganhar o jogo, apesar da péssima atuação romanista. Di Michele e Barone comandaram a maioria das ações ofensivas do time da casa, porém o primeiro junto com Rosina (que não estava num dia inspirado) protagonizou o lance mais bizarro da partida, quando os dois se enroscaram perdendo um gol clamoroso, com Doni já batido. Atuações pífias de Giuly e Pizarro para o time da Roma. Mancini também esteve muito mal, com a pouca movimentação do ataque romanista, sua saída foi tentar lances individuais sempre que pegava a bola, não foi feliz em nenhum deles. O time da capital ve agora a Inter a 7 pontos de distância, e o Scudetto cada vez mais longe...

Cagliari 0-2 Inter - Cruz, Suazo
A Inter se mostra imponente e soberana sobre os demais times, abrindo 7 pontos de vantagem sobre a Roma que está em segundo colocado. Parte do segredo da Inter está no colossal elenco, e na qualidade deste, isso todos nós já sabemos, a partida contra o cagliari foi mais uma demonstração disso. Mesmo sem seu principal jogador na temporada, Ibrahimovic, a Inter venceu o jogo, com um não tão coadjuvante Cruz abrindo o caminho para a vitória após um primeiro tempo tenso, onde o Cagliari disperdiçou boas chances de abrir o placar. Oportunidades que não podem ser perdidas para um time que está no fim da tabela, muito menos jogando contra a Inter, que pode resolver o jogo em poucos minutos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Rapidinhas

Em breve, texto sobre o Mundial milanista e complemento da rodada do fim-de-semana. Vamos às rapidinhas:

Voa, Pato! - É quase isso que espera Berlusconi, que afirmou esperar trinta gols do jovem atacante em um período de seis meses. Claro, alternando entre Champions League, Coppa Italia e a Serie A.

Não precisa chegar ninguém - Afirma o confiante Galliani, crente de que os jogadores do Milan sofrem da síndrome de Dercy Gonçalves e nunca envelheceram.

Há um problema de mentalidade - Luciano Spalletti, praticamente descobrindo o mundo ao ver que a Roma não está se comportando decentemente em campo.

Ainda falta muito para o Scudetto - Claro que não dá para se esperar uma declaração do tipo 'já estamos com a mão na taça', mas não sei se falta tanto assim.

O mundial? Torneio da amizade, muito melhor quando era só uma partida - Outra de Mancini. Mas você queria estar lá, lógico.

Perderei a partida da minha vida - Afirma o polêmico Cassano, referindo-se ao cartão amarelo que o tirará do jogo contra a Roma, na capital.

Sim, o ritmo foi fraco hoje.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Velha senhora, velho cinismo

No sábado que ficará marcado pela escolha de um italiano para o comando técnico da seleção inglesa (sim, também pela comemoração do banco em que don Fabio guarda seus vencimentos), os anticipi da 16ª rodada da Serie A não reservaram grandes surpresas. O fato mais marcante talvez tenha sido a confirmação do "repouso" de Foggia. O esterno ficará de fora da partida deste domingo frente à Internazionale e será renegociado em janeiro, muito graças aos incidentes que levaram à dispensa, nesta semana, de Marchini. Com muito futebol em pouca cabeça, Foggia não aproveitou sua provável última chance na Serie A. E entra, de vez, na extensa lista das decepções do calcio.

Catania 2-0 Udinese - Mascara [2]
Na abertura da rodada, o retorno de Pasquale Marino ao estádio no qual comandou o Catania pelas duas últimas temporadas. Em suas mãos, os etnei passaram de coadjuvantes da Serie B a sensação da Serie A. Mas desta vez, num elenco substancialmente mais caro - e ambicioso - não basta jogar pra frente. A mesma Udinese que bate a Juventus em Turim consegue ser goleada em casa pelo Napoli e derrotada pelo Catania apresentando um futebol irreconhecível. E a irregularidade geralmente é um preço caro para quem quer retornar à Liga dos Campeões.

Mascara (d) passa por Dossena: partida coletiva do Catania refletida em seus gols

Com uma marcação bem postada no meio-campo, travando o fluxo de jogo da Udinese a partir de Inler e D'Agostino, o Catania encontrou no reserva do suspenso Spinesi os dois gols para decidir a partida. Mascara abriu o placar aproveitando-se de lance do peruano Vargas e o fechou após passe de Izco. Outra vez surpreendendo a Itália, agora sob a regência de Silvio Baldini, resta saber até onde vai este Catania, que termina o sábado na oitava colocação. Se, ano passado, o incidente que culminou na morte do inspetor Raciti acabou tornando-se um entrave no fim do campeonato dos sicilianos, neste ano o grande problema pode ser a abertura do mercado de inverno: os sul-americanos Vargas e Martínez, destaques do início da temporada, já são especulados em Milan, Roma e Juventus.


Lazio 2-3 Juventus - Pandev [2]; Trezeguet, Del Piero [2]
Após ameaçar um futebol vistoso no início da temporada, pouco a pouco a Juventus vem conseguindo se firmar como antes: se não de todo a velha senhora da década de 90, pelo menos os resultados cínicos voltam a aparecer. Contra uma Lazio guerreira até o fim e dona das melhores oportunidades, porém perdida em nervosismo, Del Piero acabou decidindo com dois gols após lançamentos de Cristiano Zanetti.

Alessandro Del Piero finaliza: dois gols gêmeos do capitão bianconero

Com um meio de campo perdido, desde o início a Juventus viu-se obrigada a apostar nos lances de bola parada e nas verticalizações para Nedved e Salihamidzic. A estratégia forçada deu resultado aos trinta minutos de jogo, quando Del Piero cobrou escanteio e o bósnio finalizou dentro da grande área, contando com a ajuda de Trezeguet para desviar a bola para o fundo das redes. A Lazio, com apenas um desfalque, se considerado o time titular, manteve sua insistência na troca de passes curtos e chegou ao gol com Pandev. Em bela jogada pelo lado esquerdo, Rocchi escorou de peito para Mutarelli cruzar de primeira, na cabeça do macedônio. Ao fim do primeiro tempo, porém, os laziali já deixavam clara sua insatisfação com o árbitro Brighi, que não apitou um pênalti claro de Chiellini sobre Mauri.

Scaloni, mais uma vez de volta à lateral direita, dividiu com Nedved uma bola que custou ao tcheco alguns pontos sobre a testa, além de uma substituição no intervalo. No segundo tempo, chegou atrasado nos dois esplêndidos lançamentos de Zanetti para o capitano Del Piero, que não tomou conhecimento de Ballotta em nenhum deles. Se na frente havia garantia de sucesso, atrás a defesa tentava comprometer de todas as formas. Tiago, como tem sido tônica, entrou mal na partida, perdido entre armação e marcação. Zanetti e Nocerino, por outro lado, formaram uma dupla bastante efetiva na guarnição de Chiellini, Leggrottaglie e Zebina, em noite abaixo das expectativas.

Goran Pandev desconta duas vezes: ponto de desequilíbrio no ataque romano

Já a Lazio, sem Zauri na linha defensiva e com Mauri e Ledesma abaixo do condicionamento físico ideal, encontrou bastante dificuldade para desferir seus golpes finais. Quando não era o último passe o que falhava, era Buffon que se transformava numa parede intransponível. Por pelo menos três vezes o goleiro salvou a Juventus de um gol de Rocchi, duas vezes por cima e outra por baixo. Só foi antecipado por Pandev nos acréscimos, quando Darko garantiu sua inútil doppietta após cruzamento de Rocchi. A Juve, com a vitória, mantém o passo buscando Inter e Roma. Do lado laziale, mesmo se não tem opções para trabalhar o elenco, está clara a vontade do grupo em manter Delio Rossi no cargo. Assim, sua ameaça de demissão dificilmente se concretizará - mesmo que uma combinação desastrosa de resultados possa fazer os biancocelesti terminarem a rodada numa desconfortável 15ª posição. Até porque é trabalho árduo fazer limonada sem limões.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Rapidinhas

"Meu sonho é voltar" - Por incrível que pareça, são exatamente essas as palavras de Antonio Cassano sobre a Roma, em entrevista para a Sky - "Ter ido embora foi um erro gravíssimo" - completa o barês, que, porém, teve sua resposta abaixo:

''Oportunidade em Roma ele já teve'' - Assim afirma Rosella Sensi, administradora e delegada da Roma, sobre o possível retorno de Cassano - "Agora, nós temos os nossos grandes jogadores porque sabem o quão importante é jogar na Roma e lá estão. Prefiro contar com eles."

Cassano; colhendo os frutos de todas as besteiras do passado.

O excelente goleiro da Fiorentina, Sebastien Frey, teve problemas no menisco do joelho esquerdo e ficará de molho por tempo indefinido. Enquanto isso, quem assume o gol dos viola é Lupatelli.

Cristiano Doni levou três jogos de gancho por ter socado a porta do vestiário dos árbitros na partida contra a Juventus, em Turim. MaraDoni perderá as disputas contra Palermo, Livorno e Roma. E a Atalanta sentirá falta.

Doni; o cara que já chamou atenção de Juventus, Chelsea, Liverpool, Roma... mas ainda está na Atalanta.

"Estamos prontos para o Boca" - Kaká, que não deve temer a final do Mundial Interclubes. Em contrapartida, o técnico dos argentinos, Miguel Ángel Russo, declarou: "Sei como bater o Milan."

Pipo Inzaghi assustou nos treinamentos de hoje: Ao chocar-se com Fiori, ficou no chão por alguns minutos e depois voltou a jogar. Resultado? Dois gols.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Uma grande decepção

Seria tão interessante ver uma Roma mordida em campo, com sede de vingança e tentando jogar o que sabe contra um Manchester igualmente completo, mais capacitado (como é, de fato) e tão raçudo quanto. Mas, infelizmente, passou longe, muito longe disso. Ambos os times estavam desfigurados e não lutavam por mais nada, visto que as posições do grupo já estavam definidas. Grande culpa por tal ocasião tem o Sporting, que não conseguiu segurar um empate em Old Trafford contra os donos da casa e sofreu um gol aos 90 minutos, com Cristiano Ronaldo batendo falta e culminando a virada do time de Alex Ferguson. Caso isso não tivesse acontecido, a squadra italiana e os red devils teriam brigado pela primeira posição do grupo F.

A partida começa morna, com as duas equipes sem grande capacidade de criação. O Manchester United até começa pressionando, mantendo um bom ritmo mas sem ser fatal. Até que, aos trinta e quatro minutos, em rebosteio da zaga romanista, o jovem zagueiro Piqué aproveita-se de cobrança de escanteio e cabeceia para o gol. Um tento que faz com que os red devils relaxem e sejam ameaçados na partida. Ainda no primeiro tempo, Mancini chuta na trave e Esposito perde boa chance de gol ao tentar aproveitar-se de um rebote com a cabeça.

Mancini: finalmente, um bom jogo do brasileiro, próximo da despedida

Já no segundo período, a Roma esboça alguma reação e aperta mais os visitantes, que ainda permaneciam acomodados com a temporária vitória. Aos poucos, a squadra de Luciano Spalletti chegava mais perto do gol. Com boas atuações dos laterais Cicinho e Antunes, os mandantes chegam ao empate com Mancini, aos vinte e seis minutos de segundo tempo. Em rápida jogada pela direita, o brasileiro recebe e, logo após cortar para o meio, chuta no canto esquerdo do goleiro Kuszczak. A Roma começa a gostar da partida e se empolga em campo. Entram De Rossi e Vucinic em um time disposto a virar o jogo. Algum chute perigoso daqui, outra jogada ali, um lance duvidoso de pênalti sobre Saha... mas o placar não muda. O mais próximo disso foi o excelente - e inesperado - chute de Mirko Vucinic, que carimbou a trave pouco antes do fim da partida. Os romanistas podem agora enfrentar Chelsea, Barcelona, Real Madrid, Sevilla ou Porto nas oitavas-de-final do torneio.

PSV 0-1 Internazionale
Mesmo com um time misto, um jogo sem importância, uma disputa apenas para cumprir tabela e ainda por cima na Holanda, a Internazionale venceu mais uma. Com gol do sempre matador Julio Cruz, a squadra de Roberto Mancini conseguiu mais três pontos e somou, no total, 15, na liderança isolada, tendo perdido somente uma partida em campanha composta por um aproveitamento excelente. Os holandeses precisavam da vitória e ainda de um tropeço do Fenerbahçe, entretanto, nenhum dos dois aconteceu e o time de Jan Wouters irá somente à Copa UEFA. Um fator que ajudou a construir o resultado nerazzurro foi, sem dúvidas, a expulsão de Méndez, após carrinho criminoso em David Suazo. Os interistas podem agora pegar Lyon, Arsenal, Liverpool, Celtic ou Olympiacos nas oitavas-de-final.

Julio Cruz: gol.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Rapidinhas

Não será desta vez, amigão - Foi mais ou menos assim que Ancelotti avisou a Ronaldo de que o fenômeno não terá condições de jogo para o Mundial de Clubes. Houve uma modificação na lista dos nomes milanistas na competição, mas que provavelmente nem sentirá falta do brasileiro, visto que seu substituto tem o mesmo nível, classe e potencial que ele. Quem? Ah sim, o Favalli.

Ronaldo; quem diria, fazendo inveja capilar em Emerson.

"Penso que veremos exemplos de racismo na quarta-feira (hoje). Vamos à Itália, e lá parece que são habituais os comportamentos racistas. Não combatem estas coisas como, ao contrário, fazem na Inglaterra". Assim pensa Louis Saha, atacante do Manchester United. O que deve 'ajudá-lo' é o fato de haver um manifesto dos ultras romanistas, que não comparecem ao estádio desde as proibições de bandeirões e fumógenos.

E Mauro Camoranesi retorna em janeiro. Ao menos é o que diz o staff médico bianconero, esperançoso no retorno do Ítalo-Nipônico-Argentino-Mexicano até o final do primeiro mês de 2008.

"Professora, o cachorro comeu minha tarefa" - Em clima de recuperações escolares, é o Fenerbahçe quem apela para as desculpas pífias. Segundo um advogado turco, a camisa interista que celebra o centenário do clube é uma ofensa aos muçulmanos devido à referência aos cavaleiros templários e por isso a vitória da Inter sobre os turcos há de ser cancelada. Fosse por uniforme, todos os jogos do Catania seriam anulados por abuso de feiura.

A camisa acusada.

Deve sair dentro de pouco tempo o acordo entre a Federação Inglesa e o carrancudo Fabio Capello. "Com ele, esqueçam espetáculo" - afirma Gullit, com colossais chances de estar certo. "Capello tem um único objetivo, a vitória, e não interessa como ele chega lá. Simplesmente não existe futebol bonito ao seu lado" - completa o ex-craque holandês. Já Dino Zoff defende o treinador - “Capello será uma grande aquisição e representa o melhor momento para a Inglaterra conquistar novamente algum troféu".

"Erros dos árbitros sim, complôs não". Quem o diz é o sensato treinador Luciano Spaletti, evitando qualquer tipo de polêmica sobre os supostos favorecimentos à Internazionale. "São coisas aceitáveis" - completa o careca.

"A Lazio não foi italiana jogando aqui". Segundo o treinador do Real Madrid, Bernd Schuster, a squadra romana teve uma postura ofensiva, e por isso facilitou os trabalhos dos madridistas, ao invés de ter se posicionado com muitos jogadores próximos da própria área.

E o Bidone d'oro? Não o comentamos no blog. Queria expressar minha tristeza pela escolha do Adriano, dizer que foi uma grande injustiça para com o Imperador e que os italianos nunca entenderam nada de futebol mesmo. Sério? Não. Escolha justíssima. Bi-campeão com facilidade e, se continuar assim, que venham mais.

Adriano e o video-game: Lá ele joga demais e nunca cria problemas.

De volta ao mundo real

Após uma qualificação para a Liga dos Campeões, torneio mais visado do mundo, não há como pedir que um time a deixe de lado para priorizar o bom e velho campeonato nacional. Mesmo quando a tragédia já está anunciada, como no caso da Lazio desta temporada. Desde a vitória frente ao Dinamo Bucuresti, na terceira preliminar européia, as previsões eram negras: elenco reduzido, titulares sem substitutos à altura, lesões de jogadores-chave na pré-temporada e expectativa inútil sobre o presidente Lotito: enquanto se esperava três grandes reforços, quem chegou foi o goleiro uruguaio Muslera, promissor até levar dois gols debaixo das pernas frente ao Milan.

Goran Pandev: de nada adiantou o gol do melhor laziale da competição

Se cair para o Dinamo poderia ser um trauma a ser carregado por toda a temporada, a classificação para a fase de grupos da Liga tornou-se o principal catalisador das desgraças do time. O jogo de estréia, contra o Olympiacos, marcou um dos grandes erros de planejamento do plantel: Mauri jogou a partida no sacrifício, e a partir daí nunca mais foi o mesmo, sempre voltando antes do previsto para o campo. E antes do desejado para o departamento médico. Stendardo, Zauri e Mutarelli também se dividiram entre lesões e sacrifícios, enquanto a Siviglia, esteio da zaga do time, restou somente a primeira opção.

O adeus laziale à competição se consumou com as improvisações. Jogando sempre in memorian, herança do belo futebol praticado na última temporada, Delio Rossi não deu sorte ao apostar em Kolarov como zagueiro e Manfredini como meia-esquerda, na derrota por 2-1 frente o Werder. E muito menos ao se apoiar na dupla Stendardo-Siviglia na zaga, contra o Olympiacos, em Roma. Enquanto o veterano voltava de lesão, o argentino já vinha dando provas de que não era o mesmo das últimas temporadas - o que, só por isso, já seria insuficiente para uma titularidade em âmbito europeu.

Se na Liga dos Campeões jogava o que havia de melhor, os restos destes embates entravam em campo pela Serie A. Muslera e Ballotta se revezando no gol, Zauri e Scaloni fora de posição na zaga, Mutarelli improvisado na armação. Baronio, Manfredini e Tare ainda com chances no time titular, apesar de já terem provado incapacidade suficiente para isso. Além de Meghni e Del Nero convertendo-se em decepções retumbantes após não conseguirem substituir um alquebrado Mauri.

Contra o Real, apesar de esperar um milagre, aos trinta minutos a queda européia estava consumada. A Lazio até tentou abrir o placar com Scaloni, mas no primeiro quarto Júlio Baptista e Raúl já haviam dizimado uma defesa completamente perdida e muitas vezes violenta em excesso. A Robinho coube apenas o serviço de concluir com propriedade jogada de van Nistelrooy nas proximidades da pequena área. Com Ballotta impedindo o poker madridista, logo o Real arrefeceu e Pandev marcou o gol para deixar a Lazio sair do Bernabéu de cabeça erguida. Rocchi ainda perdeu pênalti nos acréscimos, mas a situação já era irreversível.

Lionel Scaloni: argentino, duro na marcação, fez Marcelo voar por duas vezes

Fora até mesmo da Copa da Uefa, a Lazio finalmente se revê apenas nacionalmente. A metade de dezembro é tarde demais para alçar vôos mais altos. Mas a Copa da Uefa, com o calcio tão equilibrado, é meta alcançável. Também a Coppa Italia, que não é vencida desde 2004, tempos de Stam, Mihajlovic, Fiore e Corradi. Voltar à Europa, mesmo que sem tapete vermelho, será motivo de comemoração em uma temporada remendada, após uma classificação a duras penas para a Liga que acaba de se encerrar para a Curva Nord. E, a não ser que a sorte laziale no departamento médico se vire, um bom mercado de inverno será essencial. E o bom, nesse caso, também dá preferência à quantidade.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Líder e ponto

Inter 4-0 Torino - Ibrahimovic (p), Cruz, Jiménez, Córdoba.
Saio de casa para acompanhar o Braitner ao vestibular e o placar aponta 0 a 0, final de primeiro tempo, jogo equilibrado, com o Torino criando boas chances de gol e uma Inter sem inspiração. Ventola conseguia receber boas oportunidades e Comotto, por pouquíssimo, não fez um gol da linha de fundo, encobrindo Júlio César. Volto para casa e me deparo com um 3 a 0, e, impressionante, o mesmo futebol. Com um pênalti meio mandraque sofrido e convertido por Ibrahimovic, os nerazzurri abriram o placar e seguiram em frente. Jogando em casa, a squadra de Roberto Mancini amplia com o sempre matador Julio El Jardinero Cruz.

Ibra, de novo ele.

O Torino se vê forçado a atacar mas não consegue nada mais que sofrer outro tento, desta vez do iluminado Jiménez, incluso na lista dos 10 bidoni d'oro do ano. Para completar, Córdoba sobe ao ataque e, em jogada de escanteio, cabeceia para o gol, igualando seu recorde pessoal de gols em uma temporada (4, como em 2005/06). Já com 4 a 0 no placar, Natali quase deixa o gol de honra dos visitantes, cabeceando no travessão. Fica no quase e a Internazionale, mais líder do que nunca nesta temporada, toma 5 pontos de vantagem sobre a Roma, diferença que na temporada passada era de 7 pontos. Já o Toro se localiza a 3 pontos da zona de rebaixamento, na 13ª colocação.

Palermo 2-0 Fiorentina - Miccoli, Fábio Simplício
Fim-de-semana iluminado para o Palermo, que esquece das turbulências atuais e fatura uma excelente vitória sobre a decandente Fiorentina, porém sempre viva no jogo. O time rosanero sae na frente aos 17 minutos, quando o pequenino Miccoli recebe fantástica assistência do brasileiro Amauri e explode o estádio. Os viola seguem tentando fortemente, com o Palermo explorando os contra-ataques, sempre em direção de Amauri. A Fiorentina depende de Montolivo, que força Fontana a fazer um milagre ainda no primeiro tempo. Mudanças no segundo tempo não conseguem levar os visitantes ao empate.

Miccoli: grazie Amauri!

Para o segundo tempo, Prandelli saca Liverani e dá lugar a Semioli. Antes disso, o treinador já havia trocado Potenza por Santana. O Palermo tenta fortalecer-se mais na retaguarda e Guidolin tira Miccoli de campo para fazer jogar Bresciano. Aos sessenta e seis minutos, a última tentativa dos viola: Entra Gobbi no lugar de Pasqual. Uma tentativa infeliz, visto que pouco tempo depois Gamberini se lesionou e forçou os visitantes ao jogo com 10 homens em campo e Donadel improvisado de zagueiro. O imprevisto desgasta a Fiorentina tanto física quanto taticamente. E, para fechar o caixão, o brasileiro Fábio Simplício amplia o marcador aos 87 minutos e consegue três pontos preciosos para os mandantes, que de cabeça erguida vão à oitava colocação, com 21 pontos, os mesmos do Napoli. Já os viola ficam na quinta posição, com 24 pontos, atrás da Udinese, que agora soma 28.

Pazzi per il Pozzi-poker

Ou "Loucos pelo poker de Pozzi".

Empoli 4-1 Cagliari - Pozzi (4); Conti
No jogo dos desesperados, tudo fácil para o Empoli, que o humilha o Cagliari para reencontrar uma vitória que não vinha desde 21 de outubro, dia do confronto com o Milan, no San Siro. Após a aposta frustrada da última rodada, Malesani comanda o Empoli no mesmo 4-3-2-1 de Cagni, com Giovinco e Vannucchi no apoio a Pozzi, barrando Saudati. Sonetti, porém, com um ponto em quinze disputados, já corre riscos no Cagliari. Ao ponto de que não seria surpreendente o retorno (outra vez!) de Giampaolo. Os toscanos, ainda na zona de rebaixamento, põem a lanterna nas mãos do Cagliari.


Nicola Pozzi: na Serie A, de um a cinco gols em setenta minutos

Napoli 1-0 Parma - Zalayeta
O Parma de Mimmo Di Carlo parece jamais reagir. Mantendo Morfeo no banco para seguraro jogo da equipe com um toque de bola mais rápido, é clara a falta de recursos ofensivos do time, mesmo com três atacantes - Reginaldo, Corradi e Pisanu. Já o Napoli, cada vez mais sul-americano, encontra o gol após tabelinha de Lavezzi e Bogliacino, que cruzou para Zalayeta mandar certeiro. Lavezzi ainda podia ter ampliado, mas, após Zalayeta driblar o goleiro Bucci na ponta-direita, o argentino acerta sua finalização na cabeça de Falcone. Os partenopei voltam a sonhar com a Europa, ao Parma resta a esperança de dias melhores.

Livorno 1-1 Roma - Tristán; De Rossi
A maldição da Toscana continua firme. Após os empates com Fiorentina e Empoli, chega a vez de um Livorno regenerado após a chegada de Camolese (doze pontos em seis jogos) servir como trava à continuidade romanista. Se De Rossi abre o placar com clara falta em Balleri, logo Tristán marca seu primeiro gol com a camisa do Livorno, chamando Ferrari para dançar. A arbitragem lamentável ainda era gravemente pelo menos outras duas vezes, além do gol giallorosso: um pênalti sobre Ferrari, por Balleri; e, do outro lado, um sobre Tristán, por Juan. Ao fim do segundo tempo, um gol de De Rossi invalidado soma-se a uma bola no travessão de Juan. A Roma, com 72% de posse de bola no jogo, paga por um gol que talvez tenha chegado cedo demais, e agora vê a Inter a cinco pontos de distância por um scudetto possível, porém cada vez mais improvável. Já o Livorno deixa a zona-salvezza pela primeira vez na temporada.

Daniele De Rossi: única falha de Amelia em jogo dominado pelos goleiros

Lazio 2-0 Catania - Rocchi, Pandev
Contra o Catania, finalmente a Lazio reencontra o sorriso numa partida que se tornara prova de orgulho após o empate com o Siena e a derrota para Inter. E, sobretudo, para a vigília do encontro com o Real Madrid, nesta terça-feira, pela Liga dos Campeões. Scaloni finalmente se reconstrói como zagueiro, enquanto Meghni volta a se tornar decepção. Um gol por tempo para a dupla Rocchi-Pandev garante os 17 pontos, onde é possível respirar melhor. O Catania continua uma posição acima. No pós-jogo, os etnei anunciam a renovação do contrato de Silvio Baldini. Além da contratação do brasileiro Ricardo Bóvio, a ser confirmada nas próximas horas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

15ª giornata

Juventus 1-0 Atalanta
Nedved resolveu a vida da Juventus, relembrando seus bons tempos no time, com uma bela jogada individual, chutando de fora da área sem chances para o goleiro Coppola. O jogo foi equilibrado, com a Juventus criando mais chances de gol, mas não aproveitando bem, enquanto a Atalanta se mostrou organizada e bem postada tanto no meio campo quanto na defesa. Com seu primeiro gol nesta temporada, e no seu 300º jogo na Serie A, o tcheco deixou a vecchia signora viva na luta pelo título, e apenas três pontos atrás da Roma.

Udinese 3-2 Sampdoria
Jogo com muitos gols e muita emoção no Friuli. Di Natale e Quagliarella justificaram a fé neles depositada por Donadoni, e marcaram, respectivamente, um gol e uma doppietta. Pelo lado dos blucerchiati, Cassano foi novamente destaque, sofrendo a falta que resultou numa penalidade máxima convertida por Bellucci e criando a jogada do gol de Maggio. No entanto, o esforço de Cassano não foi suficiente, e a Udinese é outra que retoma forças na briga pelas altas posições da tabela, apimentando as perspectivas de luta pela UCL no final da temporada.

Bellucci e gol: Ficaram no quase

Genoa 1-3 Siena
Provavelmente a melhor partida do time toscano na temporada e a pior partida do Genoa. Tal combinação fez com que o jogo fosse decidido rapidamente. Aos 24 minutos do primeiro tempo o marcador já mostrava uma vantagem de 3 a 0 para os visitantes, doppietta de Frick e gol de Loria. Os grifoni descontaram nos acréscimos com um belo gol de Figueroa. Placar justo, levando em consideração que a equipe bianconera se mostrou dominante em todas as partes do campo, comandada em especial por uma boa atuação de Codrea no meio campo, que foi a cabeça pensante encarregada de distribuir o jogo.

Frick: Ah, se fosse sempre assim

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Rapidinhas

O Milan treinou, Ronaldo não, acompanharam-no também Seedorf, Dida, Simic e Serginho. O clube treinou com bola em torno de uma hora e meia, enquanto o artilheiro brasileiro ficou na piscina e fazendo leves exercícios musculares na academia. Inzaghi foi aplaudidíssimo após um gol no coletivo.

"Mais dois ou três anos" - Christian Panucci, o lateral-artilheiro, fala sobre seu futuro à Sky Sports. "É muito difícil que eu chegue até o Mundial da África. Porém, poderia fazer parte do staff azzurro, quem sabe". Além disso, Panucci também disse que a Roma pode vencer o scudetto, mas deve manter o rendimento sempre.

Panucci: O inesgotável.

Ronaldinho no Milan, já para janeiro? A suposta crise do brasileiro poderia abrir caminho para novas negociações entre o clube blaugrana e o milanista. O que poderia ajudar o possível acordo é que, segundo o irmão e procurador do jogador, Roberto Assis, nunca houve contato com o Chelsea. Segundo a Gazzetta dello Sport, Galliani já enviou o consulente Ernesto Bronzetti para sondar o clube catalão.

"Com ele, nunca houve clima" - Dr. Álvaro Recoba, em véspera do duelo contra sua ex-equipe, a Inter, ataca o treinador Roberto Mancini. "Nunca estivemos de acordo" - completa o jogador uruguaio. Il Chino afirmou que cada um tem seu modo de ver as coisas.

Recoba: Mancini também é o culpado pelas suas lesões?

"Torcerei pelo Milan, sou italiano" - afirma Massimo Moratti, referindo-se ao Mundial de Clubes, a ser jogado pelo arqui-rival do clube nerazzurro. Em relação ao mercado, Moratti foi direto: "Penso que não traremos ninguém". E os numerosos desfalques do seu time, capo?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

E a quinta do Iaquinta

Em meio a um trocadilho tão aguardado e manjado, o lanterninha do Calcio, Empoli, conseguiu vencer a poderosa Juventus no seu estádio Carlo Castellani e agora acumula pequena vantagem para o confronto de volta da Coppa Italia, a ser disputado em Turim, no dia 16 de janeiro de 2008.

Os donos da casa, guiados pelo jovem Giovinco, saíram na frente com gol de Pozzi, que recebeu cruzamento de Antonini e completou de cabeça, aos dezenove minutos do primeiro tempo. A bola escorou no travessão e na linha do gol, gerando a dúvida de que tenha entrado totalmente. A Juve, praticamente com o time reserva, apesar das palavras de Ranieri dizerem o contrário, não conseguiu reagir no primeiro tempo. Entre os poupados e indisponíveis havia nomes como Buffon, Trezeguet e Nedved, que assistiram ao jogo em casa. Entretanto, lá estava o capitão Del Piero, ao lado do promissor Palladino.

Logo na volta do segundo período, mais precisamente aos cinco minutos, Abate recebe de Vannucchi e faz boa jogada pela direita para ampliar o placar pelos mandantes. O que seria um bom resultado para o Empoli transforma-se em provável eliminação aos trinta e seis minutos, quando Iaquinta (que havia entrado no lugar de Palladino), após lançamento vindo de falta cobrada por Del Piero, fica cara-a-cara com o goleiro e completa para as redes. A não ser que vacile monstruosamente, assim como fez a Roma, a vecchia signora não deve tomar conhecimento dos toscanos para se classificar às quartas-de-final da Coppa Italia.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Fora, Donadoni!

Muita bondade dizer que Donadoni comandou a Itália na classificação para a Euro '08. Mais correto dizer que ele esteve no banco do time que se classificou para o torneio do próximo ano. Radical demais, pedir a cabeça do técnico pouco antes da Eurocopa? Talvez... Mas será tarde pedir pela sua queda após algum desastre - como foi com McClaren na Inglaterra.

Entre os visitantes do blog, a opinião parece ser a mesma. 80% dos votantes na enquete recém-finalizada disseram que a Itália se classificou para o torneio apesar de Donadoni. E apenas 13% apontaram que, graças ao técnico, os azzurri estarão na Áustria e na Suíça no próximo verão. Os outros 7% mostraram-se indiferentes ao trabalho do ct.

A chegada de Donadoni ao comando da nazionale foi apenas um dos reflexos pós-calciocaos. Sua contratação se deu através de Demetrio Albertini, ex-companheiro milanista, nome forte dentro da FIGC. Entre seus problemas na seleção, destacam-se as "deserções" de Nesta e Totti.


Por mais que o ídolo romanista já tivesse anunciado seu abandono antes da escolha do novo ct azzurro, sua decisão de fazer-se disponível nos jogos decisivos do selecionado seria vista com bons olhos por técnicos de melhor gerenciamento de grupo. Até porque não abundam na Itália jogadores que combinem técnica elevada com experiência internacional. Renegado e alfinetado pelo técnico bergamasco, Totti preferiu deixar de lado - e de vez - a squadra azzurra. Já Nesta, que disse ter pedido dispensa por problemas físicos, jamais fez a desculpa convencer.

Além de insistir em convocações estranhas, como as de Grosso e Bonera, falta a Donadoni apostar no rejuvenescimento do plantel de forma consciente: o fato dos meias Rosina, Aquilani, Montolivo e Dessena não integrarem o grupo é totalmente discutível. Para não entrar no mérito da escalação, onde De Rossi, um dos três indicados para melhor jogador italiano do ano, não tem a chance de se firmar como titular.

Em tempo: apesar do título da postagem, Donadoni só cai antes da Euro se uma hecatombe assolar a Itália. Pode ser que vingue e cale muitos, eu inclusive. Assim como foi com Domenech e Klinsmann antes da Copa de 2006. Mas, com Capello e Lippi desempregados, talvez o risco seja grande demais. E desnecessário.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ponto com esclarecimentos

Temos a felicidade de comunicar que, a partir de hoje, o Quattro Tratti pode ser acessado através de um novo, mais fácil e mais prático endereço: http://www.quattrotratti.com

Entretanto, o http://quattrotratti.blogspot.com ainda poderá ser usado sem nenhum problema.

Neste fim de ano, todos os colaboradores de blog passam por problema, sempre por apertos acadêmicos. Em torno de um mês, no máximo, a situação deve se estabilizar, e aí sim voltaremos com todos os resumos na Itália e na Europa.

Nossas novidades não acabarão por aí, em breve, devemos ter nova cara e novos conteúdos.

Saluto!