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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

L'Inter se n'è andata e non ritorna più

Quando tudo apontava para a abertura gradual do campeonato, à la mercado chinês, Zanetti pegou a sobra de fora da área e mandou no canto de Doni. Com o empate, a diferença mantém-se em nove pontos, sendo que o primeiro critério de desempate, o confronto direto, é favorável à Inter. À Roma basta vencer todos os jogos possíveis e torcer para que a Inter perca pelo menos dez pontos. Mas aí fica a pergunta: é mais difícil a Roma engatar uma série de vitórias ou a Inter uma de derrotas?

Rosetti expulsa Mexès: arbitragem confusa em mais um jogo decisivo

A emoção que resta no título é saber se a Inter conseguirá repetir o feito do Milan e conquistar seu primeiro título invicto, logo no ano do centenário. Tarefa complicada, para quem ainda tem pela frente rivais como Juventus e Milan. E pode sentir o peso da Europa. De precisar poupar o time no torneio nacional visando a próxima fase ou reconstrui-lo psicologicamente após uma queda nas oitavas. Para a Roma, que reencontrou seu bom futebol no San Siro, resta a luta pela segunda colocação. Ser vice-campeão, ao menos, rende mais dinheiro da Mediaset e da Sky Italia, que detêm a transmissão da Serie A na Itália, e ainda vaga direta na Liga dos Campeões.

No percalço da Roma está a Juventus, que contou com uma expulsão infantil de Nedved (outra!) para tropeçar no dérbi de Turim. Por pelo menos três vezes o goleiro Sereni foi fundamental - assim como a trave para salvar Buffon de uma cobrança de falta de Rosina. O camisa 10 granata, aliás, começou o jogo no banco em mais uma das intermináveis escolhas não muito perspicazes de mister Novellino. Outra escolha cheia de arrependimento fez Mazzarri, ao poupar Cassano. Se Volpi logo abriu o placar em Bérgamo, um show de Cristiano Doni garantiu o poker da Atalanta sobre a Samp.

Doni: dois gols e uma assistência na reconstrução da Atalanta

Tudo indica que a dupla de Gênova se contentará com briga pela Copa da Uefa. Torna-se meta plausível também para o Genoa, que bateu um Napoli em queda livre com mais um gol de Borriello, agora artilheiro da Serie A. Duas das três vagas para a segunda competição européia, porém, devem ficar com aqueles entre Milan, Fiorentina e Udinese que rodarem na luta pela Liga dos Campeões. Os friulani estão praticamente descartados após a derrota para o Parma, que volta a respirar na luta contra o rebaixamento.

Já a Fiorentina recuperou o quarto posto ao bater o Livorno com o primeiro gol de Papa Waigo pelo time. O Milan, que o tinha conquistado na última rodada, ficou no empate com um sempre indigesto Catania, na Sicília. Catania e Livorno, por sua vez, recobram a atenção após a combinação de resultados desta rodada. Cada um teve uma boa fase razoavelmente duradoura na competição, mas estão de volta à zona do limbo. O time de Camolese é o melhor entre os piores, o de Baldini vem logo a seguir. Quem se afasta um pouco é o Siena, após bater o Cagliari num jogo que complica ainda mais as chances de salvezza do time da Sardenha.

Bianchi exulta: antes, salvador; hoje, carrasco da Reggina

Palermo e Lazio, outros dois que saíram vitoriosos nesta quarta-feira, não têm muito o que comemorar. O protagonismo esperado no início da temporada jamais ocorreu e os dois times dificilmente conseguirão atingir alguma competição européia: o Palermo, pelo clima conturbado em seus bastidores; a Lazio, pelo elenco bastante curto. A lei do ex se fez valer em Lazio-Reggina, com Bianchi sedimentando o time calabrês na zona de rebaixamento ao marcar pela primeira vez com a camisa biancoceleste.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

No meio do caminho havia uma pedra

Mas dá para ultrapassá-la, claro.

Arsenal 0-0 Milan
Tarefa mais fácil tem o Milan. Ao menos em tese. Após o empate sem gols de Londres, os comandados de Ancelotti têm de vencer em Milão, no jogo de volta pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Pela partida de ida, os gunners até tentaram impôr seu próprio ritmo a uma partida modorrenta, mas foram impedidos por um Milan defensivamente sólido. A tranquilidade rossonera, porém, durou apenas até a saída de Nesta, lesionado. A entrada de Jankulovski acabou centralizando Maldini e gerando um caos no lado esquerdo do time, a partir daí facilmente dominado por Eboué, Hleb e Sagna.

O Arsenal deixou o gramado ovacionado por seus torcedores, que reconheceram as tentativas do time, mesmo frustradas. E, como tem sido praxe, o adversário do Milan perdeu uma chance de ouro nos acréscimos, quando Adebayor acertou o travessão de um Kalac que outra vez beirou a perfeição. Ao contrário do resto do Milan, em especial Kaká, Pato e Seedorf. Com o empate sem gols, é confortável apostar que o Milan chega às quartas. O problema é que o Milan dessa temporada tem se especializado em decepcionar os bons prognósticos.

Liverpool 2-0 Inter - Kuyt, Gerrard
Jogo perfeito para uma variedade de clichês, era só escolher o seu favorito. Liverpool imbatível em Anfield. Inter amarelona em copas européias. Liverpool é outro quando deixa o campeonato inglês. Inter só lidera o italiano porque os times locais são ridículos. Gerrard sempre decisivo. Materazzi sempre violento.

Matrix deixou a Inter com um a menos ainda no primeiro tempo. Mas seu primeiro amarelo foi discutível, enquanto o segundo não chegou após uma super-tesoura - como decerto cogitaram os perseguidores do zagueiro. A arbitragem só não foi mais desfavorável porque não viu um claro toque de Vieira na bola, usando a mão. Os reds bateram na porta de Júlio César em toda a partida, mas a defesa, intransponível no lado direito (Maicon e Córdoba) só permitiu a entrada nos minutos finais de jogo. Mais que suficiente para pôr a Inter em situação bastante desconfortável para a partida de volta. Impossível, não. Somente improvável.

Roma 2-1 Real Madrid
- Pizarro, Mancini; Raúl
A grande incógnita entre os jogos de volta. Dois times descaracterizados se encontraram no Olimpico. Quem levou a melhor foi o de Spalletti, mas nem tanto. A diferença mínima, com gol madridista em Roma, deixa o confronto completamente aberto no Santiago Bernabéu. Até porque o Real, na última quarta, entrou em campo com um time desfalcado de algumas peças habitualmente titulares como os brasileiros Robinho e Pepe.

Van Nistelrooy, voltando de lesão e sem ritmo de jogo, também foi a campo. Marcou um gol posteriormente anulado e acertou a trave de Doni. Com duas defesas perdidas, os ataques levaram a melhor na maioria dos lances. Bom para o Real, que não tomou conhecimento da torcida giallorossa e implementou uma blitz no campo adversário. Com De Rossi atuando no sacrifício, foi fácil para Guti aparecer livre para bater - Raúl desviou e abriu o placar. Pizarro, com desvio de Torres, e Mancini, após magistral passe de Totti, viraram o jogo. Que poderia ter tido mais gols, bastava... acertar entre as traves.

Fiorentina 2-1 Rosenborg
- Liverani, Cacia; Koné
Num jogo sem qualquer transmissão, sequer nas rádios de Florença, os viola bateram o Rosenberg pela segunda vez e classificaram-se para os oitavas-de-final da Copa da Uefa. A pedra no caminho dos comandados de Prandelli será o Everton, que faz ótima campanha no campeonato inglês. Mesmo já no mata-mata, os dois times devem poupar jogadores. Fiorentina e Everton estão na quarta colocação em seus campeonatos nacionais e devem priorizar a luta pela vaga na próxima Liga dos Campeões.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Review - Torneo di Viareggio

Criado inicialmente para o projeto parceiro Olheiros:

Há muito o que se falar quando termina o Torneo di Viareggio: Poderia se comentar, ou lamentar, equipes que poderiam ter ido mais longe, como a poderosa Fiorentina, parada nas quartas-de-final por um eficientíssimo Empoli. Ou, quem sabe, decepcionar-se com participações pífias, como a da Roma, que não marcou um ponto sequer. Pode-se – e deve-se - também apontar grandes jogadores para o futuro próximo, que é o que se espera desse tipo de torneio. Competições como Viareggio mostram ao grande público que os fenômenos instantâneos surgidos nas últimas semanas, como Paloschi e Balotelli, não surgiram do nada. E que nenhuma equipe sub-20 pode ser considerada totalmente confiável – a desigualdade brutal entre algumas equipes pôde ser uma armadilha, quando o Vicenza foi pisoteado pelo Anderlecht, levando seis gols: os italianos chegaram às semifinais, os belgas ficaram apenas em terceiro em seu grupo. Enfim, não é instantânea a reputação fantástica que tem Viareggio. Uma boa leitura.

As decepções

Roma
Quando caiu: Primeira fase.

Disparado, o maior fiasco. Conhecida por um forte trabalho nas categorias de base e um considerável valor aos jovens da equipe, a Roma, treinada sempre por Alberto De Rossi - pai do meia, diga-se de passagem -, só disputou as três partidas da primeira fase, contabilizando três derrotas. Na primeira, contra o Shakhtar, por 2 x 1, o gol de honra foi marcado pelo irmão de Doni, João Paulo Marangon. Para conseguir a classificação, a equipe giallorossa precisava vencer seus outros dois jogos; o que passou muito longe. Derrotas para Siena e Ascoli, por 3 x 2 e 2 x 1, respectivamente, concretizaram a precoce eliminação dos tetracampeões do torneio e que na edição passada só foram parados na final. É válido dizer que o elenco já não era tão forte, mas em se tratando de categorias de base, a Roma é um nome mais tradicional do que sua equipe principal. A expectativa fica para a próxima safra, daqueles nascidos em 1991 - os allievi -, que conseguiu uma marca de 14 vitórias em 15 jogos. Destaque positivo para Daniel Unal, meio-campista suíço que serviu como cérebro para a equipe.

Milan
Quando caiu: Oitavas-de-final.

Um grupo desequilibrado ajudou a iludir a equipe rossonera: nas duas primeiras partidas, os milanistas marcaram nada mais nada menos que 13 gols, sem sofrer um tento sequer. No primeiro jogo, o Milan venceu por 4 x 0 os macedônios do Belasica. Na partida seguinte, a segunda maior goleada do torneio: 9 x 0 em cima do Malaysian, que também tomou de seis do Cesena. O placar só não superou os estrondosos 11 x 0 da Fiorentina no New York Stars. No último confronto da fase de grupos, a equipe parou frente ao Cesena, num perigoso empate por 1 x 1, com gol de Aubameyang, que balançou as redes por duas vezes no torneio, mesmo número do ascendente Paloschi. Na partida de oitavas de final, contra os especialistas em Viareggio do Vicenza, os milanistas não saíram do zero e só conseguiram levar o jogo para os pênaltis: melhor para os biancorossi de Franco Gabrieli, que venceram por 4 cobranças a 3. Bem como ocorrido com o filho de Roberto Mancini, hoje emprestado ao Manchester City, Davide Ancelotti - filho do comandante rossonero -, disputou o torneio pelo Milan.

Juventus
Quando caiu: Oitavas-de-final.

Antes do torneio: 'Ultimamente, não dá para falar de Viareggio sem falar de Juventus. Nos últimos cinco anos, o time de Vinovo venceu três e foi vice-campeão de outro. A Juve vem em ritmo forte no campeonato Primavera, liderando seu grupo com folga. Mas os jovens da Velha Senhora decepcionaram, e, pela segunda vez consecutiva, pararam nas oitavas de final da competição. Após uma fase de grupos firme e uma classificação esperada, com direito a um placar de 8 x 0 em cima do Massesse, a Juve se deparou com uma Lazio de altos e baixos que poderia surpreender: os romanos vinham de vitória, derrota e vitória no torneio, todos os jogos terminados em 3 x 0. Infelizmente para a Juventus, o dia estava bom para os laziali: uma dominação completa em campo do time celeste, que resultou em dois gols, marcados por Capogna e Cinelli ainda antes dos vinte minutos, e a segunda eliminação precoce seguida dos bianconeri.

Os Semifinalistas

Empoli (finalista)

O Empoli, em sua terceira final, sempre em anos 'olímpicos' (campeão em 2000, vice em 2004 e 2008), vê que a geração recheada de azzurrini - o atacante Caturano, o goleiro Pelagotti, o zagueiro Iacoponi e o meia Pizza - pode ser prólogo de um bom futuro. Fato é que o time treinado por Ettore Donati fez uma campanha excelente e, por pouquíssimo, não levantou o caneco. Junto de mais quatro equipes, os biancazzurri passaram muito bem pela fase de grupos, conquistando nove pontos. Na primeira partida, venceram o River Plate em uma disputa truncada, cujo gol de Maico Caroti bastou para os italianos conquistarem os três pontos mais difíceis da primeira fase. Em seu segundo jogo, o Empoli se impôs e ganhou com certa facilidade do Camberene, por 3 x 1: o atacante Luca Hemmy marcou uma doppietta e deu tranqüilidade para o time ampliar em seguida. No final da partida, um pênalti bobo permitiria ao então apenas líder tomar o primeiro gol na competição. Outro 3 x 1 para fechar a primeira fase, desta vez contra o Cuoiocappiano, daria moral à equipe para seguir em frente no Torneo di Viareggio. Outra vez, Hemmy balançou as redes.

Já nas oitavas contra a Sampdoria, um maior sofrimento: após placar fechado no tempo regulamentar, um surpreendente 2 x 1 nas cobranças de pênalti permitiu a eliminação da Samp, que disputou os últimos 25 minutos da partida com um jogador a menos, graças à expulsão de Lanzoni. Nas quartas, um duelo complicado: os biancazzurri pegariam uma Fiorentina 100% de aproveitamento. Após um persistente empate por 1 x 1 que levaria o jogo às cobranças de pênalti, Caturano marcou faltando apenas quatro minutos para o fim do jogo e levou o Empoli às semifinais. Depois de se deparar com um batalhador Vicenza, a equipe de Donati foi mais uma vez implacável: com excelentes atuações de Pizza e Musaci, foi mais fácil criar as chances necessárias para Caturano e Caponi levarem o time à decisão. A descrição das finais pode ser lida abaixo, no subtópico direcionado a campeã Internazionale.

Atalanta

Simplesmente fazendo o necessário: foi assim que os nerazzurri passaram da primeira fase. Sem encantar ou chamar grande atenção, o time de Alessio Pala foi ríspido e, pelas beiradas, mortal. Antes do torneio, nosso preview havia dito o seguinte: com jogadores sem muita badalação, porém efetivos, esta Atalanta pode ir longe apostando em sua tradição em torneios juvenis. Ponto para nós. Na estréia do campeonato, sete minutos foram o suficiente para acabar com o jogo: Michele Marconi, de pênalti, e uma doppietta em três minutos de Nicolù Crotti deram a vitória contra um Ujpest que ainda diminuiria com Nagy, também de pênalti. Na segunda partida, contra o Midtjylland, três pontos conquistados por pouco: aos 40 minutos de segundo tempo, entrava Steven Roggeri em campo. Mal sabia ele que, quatro minutos depois, daria a vitória aos nerazzurri. No último jogo da primeira fase, outra disputa sofrida: quando aos 20minutos de segundo tempo era expulso o atacante Tavanti, da Sansovino, enquanto o placar apontava 2 x 1 para sua equipe, ele não devia imaginar que o fato de ter 10 homens em campo abalaria a equipe, e, em 13 minutos, aquele mesmo placar já marcava 3 x 2 para a Atalanta, com gols de Moussa Kone e Tobia Fusciello.

Já nas oitavas-de-final, contra o Spartark Moscow, a equipe de Pala perdia de 2 x 0 até os mesmos 27 minutos de segundo tempo, coincidentemente. Até que o zagueiro Matteo Gentili e o atacante Amath Gueye empataram a partida. Curiosamente, tanto Fusciello contra a Sansovino quanto Gueye contra o Spartak haviam entrado em campo no lugar de zagueiros. Nas penalidades, três cobranças catastróficas dos russos garantiram a vaga dos italianos nas quartas-de-final. Finalmente, um jogo menos dramático: 4 x 0 na forte Lazio, com 2 gols em cada tempo, levaram os nerazzurri às semifinais, quando pegariam a poderosíssima Inter. Outro jogo equilibrado, provando que não foi mero acaso a Atalanta ter ido tão longe. No final do primeiro tempo, Ribas abriu o placar para os interistas, que viram Gentili empatar com 9 minutos de segundo tempo. Os de Pala não resistiram ao fato de duas expulsões terem desmontado a equipe, e, no último minuto de uma fechada prorrogação, sofreram o golpe fatal de Balotelli.

Vicenza

Se pudesse definir em uma expressão a campanha biancorossa, com certeza, seria aquela de 'aos trancos e barrancos'. Uma primeira fase assustadora colocou pontos de interrogação na cabeça do torcedor do Vicenza. Logo de cara, uma goleada: os italianos venceram por 4 x 0 o Sparta Praga, com grande atuação do meio-campista Mattia Minesso, autor do terceiro gol. Em seguida, transformaram o próprio dia em um pesadelo a ser imediatamente esquecido, sofrendo bizarros 6 x 0 diante do Anderlecht – destaque para Guillaume Clinckemaille, que fez três gols na partida, sendo dois em apenas dois minutos. Já no terceiro jogo, contra o Pergocrema, mais um grande motivo para suar: com uma disputa empatada até os 47 minutos do segundo tempo, foi necessário que Matteo Codignola, que havia entrado 15 minutos antes, fizesse um salvador gol para garantir a classificação dos comandados de Franco Gabrieli.

Para continuar testando cardíacos, o Vicenza eliminaria então o Milan nos pênaltis, após boa participação do meio-campo, que fez com que Brotto fosse o melhor jogador da partida. Em seguida, contra o Ascoli, nova classificação nos pênaltis, dessa vez com ainda mais emoção: após novo empate em 0 a 0 no tempo regulamentar, o atacante letão Edgars Gauracs abriu o placar para os bianconeri com 12 minutos de prorrogação, mesmo com dez jogadores em campo, visto que Franka havia sido expulso no final da segunda etapa. Na volta do intervalo, foram necessários mais 11 minutos para o zagueirão Zentil empatar a partida e levar o jogo às penalidades máximas. O mesmo herói Zentil perdeu a primeira cobrança, mas mesmo assim todos os outros chutes foram convertidos e fizeram com que o Vicenza fosse às semifinais do torneio. A partida foi decidida ainda nos 90 minutos, e nada adiantou para evitar com que um mais incisivo Empoli chegasse à final: com gols de Caturano e Caponi, um em cada tempo, os biancorossi deram adeus à competição sabendo que poderiam tê-lo feito bem antes.

A Campeã

O quinto título interista tem nome e sobrenome: Mario Balotelli. E, ao contrário do que costuma acontecer com quem se destaca em Viareggio, já é conhecido do grande público. O palermitano de ascendência ganesa brilhou nas últimas fases da Copa da Itália, pelo time profissional da Inter, e só se juntou ao elenco que disputou Viareggio após a partida de volta com a Juventus, pelas quartas-de-final da Copa. Em Turim, marcou dois gols e ajudou a Inter a se classificar, em 30 de janeiro. Para em 4 de fevereiro marcar um dos três gols da Inter sobre o Piacenza, na última partida válida pela fase de grupos do torneio de Viareggio.

A chegada de Balotelli acabou tirando a posição de Napoli. Antes da estrela da companhia chegar, Napoli havia marcado três gols nos dois primeiros jogos (2 x 0 no Olympiacos e 2 x 1 sobre a Reggina). A partir do terceiro jogo, porém, Balotelli – sete gols, seis jogos – fez dupla com Ribas, que tem história na competição: foi dele o gol do título do Juventud de Las Piedras sobre a Juventus, há dois anos. O uruguaio marcou duas vezes em oito partidas. No 4-4-2 com meio-campo em linha, armado pelo técnico Vincenzo Esposito, Siligardi e Puccio foram os meias externos, enquanto Bolzoni e Krhin compuseram pela centro. Obi e Gerbo também foram importantes – o último, até mesmo titular na finalíssima. Mais atrás, o goleiro Belec tinha a dupla Federici-Esposito a sua frente, com Filippini pela lateral direita e Fatic pela esquerda. A defesa nerazzurra sofreu nove gols nos oito jogos da competição.

Nas oitavas-de-final, a Inter passou pela Cisco Roma, com grande exibição de Obi e dois gols de Balotelli. Já nas quartas, o time de Esposito superou um jogo fisicamente intenso, contra um Cesena que renunciou à partida para se defender. Numa das poucas chances da partida, Belec fez milagre em chute de Ambrogetti ao fim do segundo tempo, que terminou sem alteração no placar. Na prorrogação, Turbo Mario marcou um golaço de falta e Destro correu por 60 metros antes de deixar o dele. Nas semifinais, um jogo quente contra a Atalanta: Ribas abriu o placar batendo o goleiro Andreoletti após um cruzamento de Fatic, mas Gentili garantiu o empate logo que as equipes voltaram dos vestiários. A classificação só se definiu no último minuto da prorrogação, quando Balotelli, sempre ele, deixou sua marca.

Duas finais foram necessárias. Na primeira delas, dia 11, o Empoli segurou o ímpeto da Inter num 1 x 1 por 120 minutos. Como o torneio não previa cobrança de penalidades, outra decisão foi marcada. Dois dias depois, Esposito foi obrigado a improvisar. Sem o esloveno Krhin, lesionado, e Bolzoni e Puccio, suspensos, o 4-4-2 deu lugar a um 4-3-3, com o retorno de Napoli ao time titular. No primeiro tempo, o árbitro Luca Banti foi o centro das atenções: marcou dois pênaltis contestáveis, um para cara lado, convertidos por Arvia e Balotelli. No segundo tempo, a partida recuperou a beleza: Caturano voltou a pôr o Empoli à frente da Inter, que, pela primeira vez no torneio precisava de um gol a qualquer custo, mas se via de mãos atadas às grandes intervenções de Pelagotti. Balotelli tentou até de bicicleta, mas só ao cobrar falta pôde furar o bloqueio do goleiro. Sem outro gol, nem mesmo na prorrogação, os sempre cruéis pênatis decidiram o campeão: após quatorze cobranças, Belec defendeu a de Luca Hemmy – que, por ironia do destino, havia marcado o gol do Empoli na primeira das finais.

Seleção do torneio

Pelagotti (Empoli); Filippini (Inter), Barbetti (Atalanta), Iacoponi (Empoli), Ortolan (Vicenza); Krhin (Inter), Unal (Roma), Bolzoni (Inter); Caturano (Empoli), Balotelli (Inter), Gauracs (Ascoli)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Brasileiros no calcio: Adaílton

Os muitos anos no Bentegodi fizeram de Adaílton um ídolo do Verona (L'Arena)
Lembram-se de um Adaílton daquele Juventude de 1995/96? Não?! Pois é, eu também não. Mas foi esse o início da carreira do atacante Adaílton Bolzan Martins, gaúcho da cidade de Santiago.

Adaílton, nascido em 1977, começou no sul mesmo, jogando pelo citado Juventude em 1995, e, depois de duas temporadas, despertou o interesse do Guarani - SP, para onde foi transferido em 1997. Entretanto, sua passagem pelo time campineiro foi breve, uma vez que nesse mesmo ano ele disputou o mundial sub-20 pela seleção brasileira, sendo o artilheiro da competição com 10 gols - segunda maior marca da competição, ficando atrás somente de Javier Saviola, que marcou 11 tentos na edição de 2001 do evento. Assim sendo, chamou a atenção do Parma, que não demorou e levou esse jovem talento para a Itália com apenas 20 anos.

Logo em sua primeira temporada o atacante teve uma participação razoável, jogando 13 partidas e balançando a rede duas vezes. Porém, as dificuldades de um jovem habilidoso sem força física eram evidentes em um campeonato de tanto vigor como o italiano. Além disso, o Parma dessa época tinha nomes como Crespo, Chiesa e Asprilla no ataque. Juntando esses fatores, Adaílton foi cedido por empréstimo ao Paris Saint-Germain, onde também fez 2 gols, mas dessa vez em pouco menos de 20 partidas.

Após a breve passagem pela França, nosso jogador em questão voltou para a Itália, e dessa vez decidido a deixar sua presença no futebol da bota. Foi para o Hellas Verona, onde jogaria nada mais nada menos do que 7 temporadas, de 99 até 2006, somando 50 gols em 163 partidas com a camisa gialloblù, uma marca mais que suficiente para que Adaílton seja sempre lembrado pelos torcedores do Verona. Não somente pelos números, mas também pelo caráter, Adaílton continuou com o clube, mesmo quando esse caiu para a Serie B, numa campanha que não pôde contar com seu principal atacante. O gaúcho jogou apenas 3 jogos na temporada devido a lesões.

Desde então, ele não mais jogou pela Serie A italiana: foi transferido para o Genoa em 2006 e teve papel importante na temporada 06/07, que levaria o time de volta à divisão de elite, porém, antes de disputar um jogo sequer na série máxima, o atacante foi negociado, voltando para a Serie B, desta vez para o Bologna. Já bem familiarizado com a segunda divisão italiana, ele não demorou a se adaptar na sua nova equipe e já contabiliza 7 gols em 22 partidas.

Hoje, resta aguardar para concluir se Adaílton continuará a brilhar apenas como uma das figuras míticas da Serie B, ou se terá sua chance na Serie A. Ou, quem sabe, se algum dia voltará a dar suas caras pelo futebol brasileiro, onde, mesmo tendo feito suas melhores temporadas numa divisão de menor prestígio, teria espaço facilmente, inclusive em muitas equipes de ponta.

Nome completo: Adaílton Bolzan Martins
Posição: Atacante
Clube atual: Bologna
Idade: 31 anos
Altura: 1,75m
Peso: 70kg
Data de nascimento: 24/01/1977
Local de nascimento: Santiago-RS

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Quando nada dá certo

A partida contra o Livorno iria inaugurar no Milan uma nova fase. Depois das duas últimas vitórias do time rossonero (somadas com os dois tropeços da Fiorentina), o ânimo estava em alta em Milanello. Tudo turbinado com o bom início de Pato e Paloschi no time principal. Mas o Milan 2007-08 deu mais uma prova de que, ao contrário daquele que venceu a Europa no último ano, não é confiável nos momentos críticos.

Contagiado pelo ânimo da torcida e da imprensa, Ancelotti fez uma aposta arriscada: com Ronaldo e Inzaghi bem distantes do ápice físico, Paloschi foi escalado ao lado de Gilardino. E o 4-4-2 que se mostrou vulnerável em Siena deu lugar ao já testado 4-3-1-2, desta vez com Gourcuff de trequartista. O francês não decepcionou e fez o que dele já é o esperado: nada. Ilhado na armação, a dupla de ataque não recebia bolas em quantidade, muito menos em qualidade, e o jogo modorrento entregava seus espectadores ao sono de Morfeo.

Pulzetti marcou o belo gol do Livorno, que recuou demais após a vantagem e saiu "apenas" com o empate, já que Vidigal levou a mão à bola dentro da grande área e Pirlo converteu. O mesmo Pulzetti ainda perdeu uma ótima oportunidade, livre na área, quando isolou passe de Pasquale. Mas o que rodou jornais e mesas redondas foi o lance do pênalti, por outro motivo. Nele, um dos grandes campeões da atualidade caiu. Outra vez.

As críticas sempre estarão presentes. Seja pela final da Copa de 98, pela forma com que se apresentou na Copa de 2006, pela desconfiança no departamento médico do Milan. Assim como sempre estarão presentes os defensores do atacante, imprescindível na Copa de 2002, fundamental antes da final de 98 e artilheiro por onde passou.

Uma informação óbvia, mesmo para quem não tem formação em Medicina, é que em um determinado momento o corpo não suporta mais o ritmo competitivo. Parece ser a atual situação de Ronaldo, que jamais conseguiu engatar uma seqüência de quatro jogos pelo Milan. Sua indisposição para entrar em campo nas últimas partidas, aliás, era notória e divulgada até mesmo pela mídia, para a loucura da direção do clube, avessa a "comunicados" via imprensa. Em Siena, passou apenas um tempo em campo; contra o Livorno, apenas dois minutos.

A lesão desta quarta-feira, no tendão patelar do joelho esquerdo, é uma velha conhecida. Foi a que o tirou seu joelho direito dos gramados por mais de um ano, num Lazio-Inter de 2000. Ronaldo ficará de fora por pelo menos nove meses. Tempo mais que suficiente para que os profetas do apocalipse apostem que, dessa vez, é mesmo o fim da linha para o atacante.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pa... loschi!

Mario Balotelli acabou surgindo, meio que sem querer, como uma réplica a Alexandre Pato. O lado nerazurro de Milão provou que também possui seu jovem prodígio. A tréplica do Milan, ainda mais inesperada e menos planejada, apareceu em questão de dias: Alberto Paloschi. Palo já havia estreado pelo time de cima na Coppa Italia, na qual marcou em seus dois jogos contra o Catania, nas quartas-de-final. Deixou o time principal para disputar Viareggio, e, três partidas e dois gols depois, foi convocado às pressas para o jogo do último domingo, contra o Siena. Quem diria que o responsável por acertar os trilhos do Milan no trajeto da Europa que conta é um jovem que ainda pega ônibus para sair da escola e ir para os treinamentos em Milanello?

Milan 1-0 Siena - Paloschi
Kaká poupado, Gilardino suspenso, Pato lesionado, Ronaldo em "má fase física" e Inzaghi em dúvida. Foi o que precedeu a convocação de Paloschi. Em campo, Ronaldo e Inzaghi formaram (pela primeira vez) uma dupla não muito afinada à frente do 4-4-2 manco de Ancelotti. Com Ambrosini e Pirlo no meio de campo, os flancos foram cobertos, no primeiro tempo, por Serginho e Brocchi. O brasileiro foi um dos poucos destaques individuais da partida, sempre pela esquerda. Já Beretta apostava no ex-milanista Locatelli às costas de Frick e Maccarone.

Paloschi comemora gol: jovem fez dupla com seu ídolo Inzaghi

O Siena via a sorte se esvair a cada lance mais agudo. Uma trave, alguns chutes desviados, um impedimento discutível e, em última cirscunstância, Kalac. O goleiro garantiu o resultado aos 43 do segundo tempo, com bela defesa em chute do maior artilheiro da história de Liechtenstein. Pouco antes, o garoto Paloschi havia entrado no lugar de um cansado Serginho e, com apenas 18 segundo em campo, marcado o gol da vitória em seu primeiro toque na bola. Os rossoneri ficaram a apenas dois pontos da Fiorentina, que tem um jogo a mais. Já o Siena, a um ponto da zona de rebaixamento, provou outra vez que encarará sem medo a fase final do campeonato.

Atalanta 2-2 Fiorentina - Muslimovic (2); Pazzini, Semioli
Em Bérgamo, a Fiorentina sofreu um golpe nos acréscimos do segundo tempo, quando Muslimovic fechou sua dopietta e decretou o empate da equipe da casa. Foram os primeiros gols do bósnio pela Atalanta. Mesmo sem titulares como Bellini e Doni, a equipe de Del Neri investiu contra os viola, sem Mutu. Como tem sido tônica, sem o romeno o time inexistiu ofensivamente e encontrou seus gols em cruzamentos de Ujfalusi e Kuzmanovic. E Semioli finalmente desencantou.

Catania 0-2 Inter - Cambiasso, Suazo
Com uma pequena mão da arbitragem, outra vitória de uma Inter que já ligou o piloto automático e apenas aguarda por maio (abril, talvez) para garantir o scudetto do centenário. Baldini manteve seu Catania com três atacantes - desta vez Colucci, Spinesi e Mascara; Martínez recuperando-se de lesão -, enquanto Mancini optou por Jiménez pela direita na linha de meio-campo. A partida, disputada com muita grinta e pouco futebol, se despediu do chileno no início do primeiro tempo, com uma lesão muscular.

Cambiasso bate Polito: gol chorado por Catania e Roma

Stovini, até então irrepreensível, permitiu que um apagado Ibrahimovic resurgisse na ripresa. O sueco cruzou para Zanetti encontrar Cambiasso livre - porém impedido - na área. O radoppio veio poucos minutos depois: Júlio César lançou Ibra, que achou Suazo livre. O hondurenho tirou o goleiro Polito do lance com categoria e mandou para as redes. Ao fim do jogo, Baldini preferiu não crucificar Farina pelo resultado, que deixa o Catania longe das vitórias desde 15 de dezembro. Ao contrário da torcida, que apoiou o time durante os noventa minutos e acompanhou a saída do árbitro (antes do terceiro tempo, fica a nota) ao coro de "guarda la tv, Farina, guarda la tv". Pietro Lo Monaco, administrador-delegado dos etnei, reclamou em outra área: segundo ele, Materazzi não poderia estar em campo após ser vetado do jogo da seleção italiana, na última quarta-feira. Fica a expectativa sobre a decisão da Federcalcio.

Cagliari 1-1 Parma - Jeda; Reginaldo
Pela primeira vez no campeonato, o Cagliari chegou à terceira partida consecutiva sem derrota. Mas nem por isso deixou a lanterna, e está a três pontos da Reggina, penúltima colocada. O jogo se fez no fim do primeiro tempo: aos 34' o brasileiro Jeda acertou um petardo que bateu na trave de Bucci antes de entrar. Apenas dois minutos depois o também brasileiro Reginaldo aproveitou-se de seguidos erros da defesa sardenha para empatar. O time de Ballardini parece se encontrar ao jogar sem os renomados, como Fini e Foggia. Já Di Carlo encontra em Lucarelli um problema: a dificuldade que o artilheiro tem encontrado para se encaixar no jogo da equipe.

Roma 2-0 Reggina - Panucci, Mancini
Uma Roma convalescente, mas vitoriosa. Desinteressados após abrir o placar com Panucci e novamente pecando nas finalizações, os giallorossi deram campo para que os comandados de Ulivieri buscassem a reação. Seguindo com as improvisações de Giuly no centro da armação do time e de Cassetti pela esquerda da defesa, a Roma esteve instável. Dominou o primeiro tempo e não conseguiu marcar mais de uma vez; no segundo, viu as entradas de Amoruso e Makinwa complicarem uma partida até então fácil. Os calabreses marcaram um gol bem anulado e acertaram a trave de Doni num contra-ataque puxado pelo nigeriano, fazendo tremer a torcida da Curva Sud. Apenas uma proeza de Giuly, convertida em gol por Mancini, fechou a partida.

Mancini disputa com Missiroli: brasileiro voltou a marcar

Contando com um pouco de sorte, a Roma desta vez soube reagir melhor aos momentos de dificuldade. Perrotta, Pizarro e Tonetto deixaram a equipe após a goleada de Siena, dando lugar a Giuly, Aquilani e Cicinho. O brasileiro, sem a proteção de um Taddei disperso, não conseguiu ser incisivo no ataque. Já Aquilani voltou a dar o toque de classe ao lado de De Rossi. Mantém-se em oito pontos a distância para a Internazionale, ao menos até o fim de semana, de Juve-Roma e Inter-Livorno. Já a Reggina vê que a salvezza não é utopia após a chegada dos reforços, em especial Brienza.

Outros resultados:

Sampdoria 2-0 Napoli - Delvecchio, Franceschini
Cassano, pela primeira vez no campeonato jogando por 90', fez a jogada do gol de Delvecchio, que retribuiu com uma assistência para Franceschini fechar o jogo sobre um Napoli irreconhecível.

Empoli 1-0 Lazio - Vannucchi
Lenta e vulnerável, a squadra de Delio Rossi foi castigada por uma cobrança de falta perfeita de Vannucchi. O Empoli, o melhor entre os três da zona de rebaixamento, fica a quatro pontos da Lazio.

Udinese 1-2 Juventus - Dossena; Camoranesi, Iaquinta
Depois de quatro empates, a Juve reencontrou as vitórias em pleno Friuli. Dossena aproveitou cruzamento de Quagliarella para abrir o placar, mas a virada saiu no segundo tempo, muito graças a Buffon.

Livorno 1-1 Genoa - Tavano; Di Vaio
Tavano anotou seu décimo gol no campeonato após grande passe de Tristán; Di Vaio decretou o empate no fim do jogo, após mau desvio de Knezevic. O Livorno enfrentará Milan e Inter em sequência, no San Siro.

Torino 3-1 Palermo - Diana, Di Michele (2); Amauri
Após o gol de Amauri, Diana empatou e Di Michele resolveu: a lei do ex derrubou o Palermo, que recebeu a fúria do presidente Zamparini nesta terça, em conversa pessoal com todo o elenco.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Eternas promessas: Francesco Coco

Como já adiantado pelo Braitner, a seção sobre eternas promessas será mais uma fixa do blog QuattroTratti. O tema de hoje é Francesco Coco, o popstar azzurro. Para ler a anterior, sobre Nicola Ventola, clique aqui.

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Lateral foi pivô de um dos negócios mais controversos da história da Inter (Calcioweb)

Há jogadores mais conhecidos pela mídia extra-campo do que pelo potencial mostrado dentro das quatro linhas. Francesco Coco, hoje com 31 anos, com certeza é um deles. Ou melhor, era. Nascido em 8 de janeiro de 1977, o lateral esquerdo conseguiu, em uma curta carreira, vestir as camisas de Milan, Inter, Barcelona, Torino, Vicenza e Livorno. Com algumas exceções, um altíssimo nível para um jogador que mais se importava com a imagem de celebrity do que com seu desempenho em campo.

Vindo da pequena Paternò, na Sicília, o terzino ingressou no Milan ainda nas categorias primavera do clube. Presença comum nas seleções de base azzurre, o jogador disputou seis partidas com a categoria sub-18, tendo participado do torneio de mesma categoria (hoje, sub-19) organizado anualmente pela UEFA. Mais do que isso, fardou também em 20 jogos com a categoria sub-21, nos Europeus de 96, 98 e 2000, quando conseguiu ser campeão, num campeonato que teve Andrea Pirlo como maior estrela. Também jogou duas vezes com a seleção sub-23, nos Jogos Mediterrâneos de 97, ganhando a medalha de ouro com uma equipe que contava com Totti, Buffon e o então promissor Ventola.

Sem dublês, o sangue é de verdade

Coco pintava como uma alternativa para o já não tão novo Paolo Maldini. Tanto como um substituto natural para o futuro distante ou uma alternativa para o lateral-zagueiro. Para ganhar experiência e ritmo, Francesco foi emprestado ao Vicenza, quando 20 partidas na temporada, número não muito ideal para os objetivos do Milan com o jogador. De volta ao clube dono de seu passe, Coco disputou então somente seis partidas, e foi logo emprestado novamente, dessa vez para o Torino. Em Turim, fardou 21 vezes e voltou mais incisivo para, aí sim, conseguir certa freqüência em Milão, com 30 partidas e os dois únicos gols da carreira.

Atritos com o treinador Fatih Terim fizeram-no ser despachado por empréstimo para o Barcelona. Lá, não conseguiu se firmar e disputou 23 partidas. Mesmo assim, foi relacionado por Trapattoni para a Copa do Mundo de 2002, quando entrou em campo uma vez (no lugar de Panucci) e começou jogando em outra, justamente na queda ante os coreanos. Era o início do declínio. Depois do frustrante torneio, o lateral voltou para Milão, mas não para sua ex-equipe, e sim para os arqui-rivais da Internazionale, que, num negócio passível de total arrependimento, trocaram-no pelo holandês Clarence Seedorf. Nesse mesmo período, fofoqueiros de plantão garantiam a modelo Gisele Bündchen como sua acompanhante.

Durante três anos, lesões e falta de futebol fizeram com que o terzino disputasse somente 26 partidas. Em 2005, foi emprestado ao Livorno, quando conseguiu 28 jogos, um bom recomeço. Entretanto, voltou para passar mais seis meses na Inter, disputando numerosas 0 partidas, e depois ser emprestado ao Torino, conseguindo míseras três presenças. Diz-se que, antes do empréstimo aos granata, Coco havia sido rejeitado no Manchester City por fumar na concentração. Até que ele simplesmente rescindiu contrato com os nerazzurri e parou de jogar.
Quero realizar meu segundo sonho, pois o primeiro (jogar futebol), já consegui.
Francesco Coco
Pode parecer estranho, mas ele simplesmente abandonou o futebol. Propostas diferentes do mesmo país tentavam-no: New England Revolution, Red Bull New York e Hollywood. Sem pestanejar, Coco escolheu a terceira, e trocou a carreira de jogador pela de ator. O fato não mencionado até então é que ele sempre foi presença garantida em tablóides de fofoca na Itália.

Participante ativo de programas renomados, o lateral levou a carreira como um popstar, aproveitando-se das vantagens de ser um jogador bem pago. Tornou-se dono de uma marca de roupas junto do irmão, namorou várias beldades italianas, envolveu-se em confusão após ser espancado, teve fotos polêmicas que flagravam-no aparentemente nu com outros homens e até participou de um reality show. Eis Francesco Coco, que viu um outro sentido para a expressão futebol arte.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Jogos históricos: Milan 5-0 Real Madrid

O Real Madrid de Beenhakker, que dominava a liga espanhola, mas que não se firmava no cenário europeu, contra o Milan que ainda se formava a partir de um recém-chegado trio de holandeses que faria história no clube: Rijkaard, Gullit e Van Basten.

Se encontraram nas semifinais da Copa dos Campeões de 1989. O Milan buscava voltar a uma final do torneio, o que não ocorria há vinte anos. O Real queria se livrar da sina de ser eliminado nas semifinais, o que ocorrera nos últimos dois anos. A partida de ida, no Santiago Bernabéu, ficou empatada com gols de Hugo Sánchez e Van Basten.

Já o jogo de volta é até hoje considerado uma das maiores exibições individuais de uma equipe de futebol. O Real até pressionou no início, fazendo com que o goleiro Galli tivesse seu nome cantado pelos (muitos) milanistas presentes no estádio - Míchel e Schuster dominaram os primeiros quinze minutos no flanco direito. Até que Sanchís furasse uma bola na grande área, livre.

O susto fez com que o Milan passasse a pressionar e dominar a partida com um toque de bola acima da média. Aos 18 minutos, Gullit recebeu tijolo de Tassoti, dominou com categoria, limpou três e tocou para Ancelotti. Carletto driblou Schuster e encobriu Buyo da intermediária. Pouco depois, um lance criou confusão. Gordillo recebeu lançamento e ficou cara-a-cara com Galli, mas o auxiliar marcou impedimento. Nas regras de hoje, não haveria a marcação, já que Sánchez, o único impedido na jogada, não se fez ao lance.

O Real se afobava, o Milan fazia o jogo com classe. Llorente, totalmente perdido na ligação, também não recompunha o meio. Aos 24, Donadoni cobrou escanteio curto para Tassoti cruzar para Rijkaard. O holandês subiu mais alto que Gordillo e anotou o 2-0 para a formação de Sacchi. Pouco depois, Ponnet não assinalou pênalti claro de Galli em Butragueño. O que gerou protestos veementes dos madridistas e uma entrada criminosa de Martín Vázquez em Tassoti.

Aos 35, Míchel pegou de primeira um cruzamento de Gordillo e quase descontou. Mas quem levava perigo constante era a linha de meio-campo milanista e a torcida gritava olé a cada troca rápida de passes. Numa delas, pela esquerda, Donadoni tabelou com Gullit e foi à linha de fundo para cruzar para o 3-0, de Gullit. Outra vez, Gordillo perdia um cabeceio na grande área.

A previsão de Gullit estava certa: o Real deixaria o San Siro sem palavras. O trio holandês tratou de confirmar a situação no retorno do segundo tempo: Rijkaard lançou, Gullit ajeitou de cabeça e Van Basten dominou tirando de Chendo para empurrar para as redes. A torcida rossonera estava em delírio. Gritava olé, fazia ola. Ovacionava Donadoni, o nome da partida. Que cobraria escanteio curto para Tassoti, receberia de volta e marcaria o quinto gol na Quinta del Buitre, da esquina da área.

Gullit e Colombo deixaram o campo para a entrada do veterano Virdis e de Filippo Galli, irmão do goleiro Giovanni. A torcida dava show, o Real tentava seu gol de honra em um par de oportunidas mal concluídas e o Milan desfilava classe. Na hora do aperto, recuava para seu goleiro pegar com as mãos e lançar Donadoni ou Ancelotti - na época, o recuo com os pés ainda era válido.

O time de Sacchi, no mês seguinte, bateria o Steaua em Barcelona, levantando o terceiro título europeu da história do clube. O de Beenhakker, por outro lado, venceria o campeonato espanhol por duas vezes, antes de enfrentar quatro anos de jejum e ver o elipse de uma era.

Milan 5-0 Real Madrid (6-1, no agregado)
Local e data: Estádio San Siro, 19 de abril de 1989
Gols: 18'pt Ancelotti, 24'pt Rijkaard, 44'pt Gullit; 3'st Van Basten, 15'st Donadoni.
MILAN (4-4-1-1): Giovanni Galli; Tassoti, Costacurta, Baresi, Maldini; Colombo (21'st Filippo Galli), Rijkaard, Ancelotti, Donadoni; Gullit (13'st Virdis); Van Basten. Técnico: Arrigo Sacchi.
REAL MADRID (3-4-1-2): Buyo; Chendo, Gallego, Sanchís; Míchel, Schuster, Martín Vázquez, Gordillo; Paco Llorente; Butragueño, Hugo Sánchez. Técnico: Leo Beenhakker.
Árbitro: Alexis Ponnet (Bélgica).
Cartão amarelo: Hugo Sánchez.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Mercado fechado: os fatos

Algumas considerações do mercado:

- Início maravilhoso de Rolando Bianchi na Lazio, com um cartão vermelho após permanecer cinco minutos em campo.

- Sissoko, ou o novo Vieira, foi a transferência mais cara, custando 11 milhões de euros aos cofres juventinos. "Torço para a Juve porque amava Zidane", declarou o meia.

- Diana realmente não consegue se firmar: após dois anos no Palermo, o versátil esterno agora fechou com o Torino.

- Com exceção de Adriano e Pato, os brasileiros que movimentaram a janela de transferências - tanto chegando quanto saindo -, foram: Jeda, Piá, Babu, Bóvio, Guilherme, Wilson, Sidny, Artur Gusmão, Vânderson, Rodrigo e Moreno. Consideravelmente alternativos, de fato.

- Confirmando que nem só o Braitner é fã do defensor Guglielmo Stendardo, a Juve assegurou o seu empréstimo até o fim da temporada. Em compensação, os bianconeri conseguiram se livrar de Boumsong, transferido para o Lyon.

- Um bom filho à casa torna, e Dabo - o mesmo que apanhou de Barton no Manchester City -, voltou à Itália para vestir novamente a camisa da Lazio.

- Riganò, que temporada passada havia feito chover no Messina, voltou à Itália para defender o Siena até o fim da temporada. O atacante de 33 anos estava no Levante e conseguiu somente três gols em 14 partidas pelo time que está para a La Liga como o América-RN esteve para o Brasileiro de 2007.

- Christian Wilhelmsson, aquele que parece o Silas de Código da Vinci e não dá certo em nenhum time, foi emprestado ao Deportivo La Coruña após seis meses no Bolton. Na temporada passada, o sueco defendeu a Roma durante o segundo semestre.

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Copiando descaradamente da FutebolEuropeu, eis as verdadeiras negociações da Serie A na janela de inverno européia, já fechada:

Legenda:
Empréstimo
[Retorno de empréstimo]
[Transferência definitiva após empréstimo]

ATALANTA

Chegam:
15/01 - Ivan Radovanovic (m, Sérvia) - Smederevo
25/01 - Michele Paolucci (a, Itália) - Udinese
31/01 - Riccardo Fissore (d, Itália) - Vicenza

Saem:

04/01 - Riccardo Zampagna (a, Itália) - Vicenza
31/01 - Marino Defendi (a, Itália) - Chievo
31/01 - Antonino Bernardini (m, Itália) - Vicenza

CAGLIARI

Chegam:
09/01 - Jeda (a, Brasil) - Rimini
09/01 - Marco Storari (g, Itália) - Milan
24/01 - Luca Capecchi (g, Itália) - Ravenna
25/01 - Vítor Gomes (m, Portugal) - Rio Ave
29/01 - Andrea Cossù (a, Itália) - Verona

Saem:
03/01 - Alessandro Budel (m, Itália) - Empoli
22/01 - Marco Fortin (g, Itália) - rescisão de contrato
26/01 - Joe Bizera (d, Uruguai) - Maccabi Tel Aviv

CATANIA


Chegam:
23/01 - Inácio Piá (a, Brasil) - Napoli
25/01 - Pablo Alvarez (d, Argentina) - Estudiantes
29/01 - Matías Silvestre (d, Argentina) - Boca Juniors
31/01 - Generoso Rossi (g, Itália) - Triestina

Saem:

08/01 - Mauro Minelli (d, Itália) - Triestina
16/01 - Bóvio (m, Brasil) - Corinthians
25/01 - Cristian Ezequiel Llama (m, Argentina) - Newell's Old Boys
31/01 - Riccardo Nardini (d, Itália) - Avellino
31/01 - Francesco Millesi (a, Itália) - Spezia
31/01 - Mattia Biso (m, Itália) - Frosinone
31/01 - Babu (a, Brasil) - Triestina

EMPOLI

Chegam:
17/01 - Alessandro Budel (m, Itália) - Cagliari

Saem:

04/01 - Fabrizio Ficini (m, Itália) - Pistoiese

FIORENTINA

Chegam:
01/01 - [Daniele Cacia (a, Itália) - Piacenza]
18/01 - Papa Waigo (a, Senegal) - Genoa
25/01 - [Guilherme do Prado (a, Brasil) - Spezia]
29/01 - Manuel da Costa (d, Portugal) - PSV

Saem:
18/01 - Anthony Vanden Borre (d, Bélgica) - Genoa
21/01 - Arturo Lupoli (a, Itália) - Treviso
25/01 - Federico Balzaretti (d, Itália) - Palermo
26/01 - Guilherme do Prado (a, Brasil) - Mantova
28/01 - Nikola Gulan (m, Sérvia) - Sampdoria
31/01 - Michele Pazienza (m, Itália) - Napoli
31/01 - Andrea Paolucci (m, Itália) - Cesena

GENOA

Chegam:
04/01 - Domenico Criscito (d, Itália) - Juventus
05/01 - Matías Masiero (m, Uruguai) - Central Español
16/01 - Wilson (a, Brasil) - Corinthians
18/01 - Anthony Vanden Borre (d, Bélgica) - Fiorentina

Saem:

18/01 - Papa Waigo (a, Senegal) - Fiorentina
22/01 - Andrea Masiello (d, Itália) - Bari
30/01 - Francesco Bega (d, Itália) - Brescia

INTER


Chegam:
15/01 - Maniche (m, Portugal) - Atlético de Madrid

Saem:

01/01 - Adriano (a, Brasil) - São Paulo
15/01 - Ibrahim Maaroufi (m, Bélgica) - Twente
26/01 - Enrico Alfonso (g, Itália) - Venezia
30/01 - Attila Filkor (m, Hungria) - Grosseto
31/01 - Filippo Mancini (a, Itália) - Manchester City
31/01 - Goran Slavkovski (a, Suécia) - Sheffield United

JUVENTUS

Chegam:
28/01 - Guglielmo Stendardo (d, Itália) - Lazio
29/01 - Mohammed Sissoko (m, Mali) - Liverpool

Saem:
04/01 - Domenico Criscito (d, Itália) - Genoa
17/01 - Rubén Olivera (m, Uruguai) - Peñarol
24/01 - Sergio Almirón (m, Argentina) - Monaco
26/01 - Jean-Alain Boumsong (d, França) - Lyon

LAZIO

Chegam:
23/01 - Rolando Bianchi (a, Itália) - Manchester City
28/01 - Stefan Radu (d, Romênia) - Dinamo Bucareste
31/01 - Ousmane Dabo (m, França) - Manchester City
31/01 - David Rozenhal (d, Rep. Tcheca) - Newcastle United

Saem:
26/01 - Lionel Scaloni (d, Argentina) - Mallorca
28/01 - Guglielmo Stendardo (d, Itália) - Juventus
31/01 - Stephen Ayodele Makinwa (a, Nigéria) - Reggina

LIVORNO

Chegam:
04/01 - Sidny (d, Brasil) - Náutico
31/01 - Tommaso Vailatti (m, Itália) - Torino
31/01 - Matteo Melara (d, Itália) - Torino

Saem:

11/01 - Vikash Dhorasoo (m, França) - rescisão de contrato

MILAN

Chegam:
01/01 - Alexandre Pato (a, Brasil) - Internacional
04/01 - [Marco Storari (g, Itália) - Levante]
27/01 - [Leandro Grimi (d, Argentina) - Siena]
31/01 - Michelangelo Albertazzi (d, Itália) - Bologna

Saem:
09/01 - Marco Storari (g, Itália) - Cagliari
28/01 - Leandro Grimi (d, Argentina) - Sporting

NAPOLI

Chegam:
06/01 - [Cristian Bucchi (a, Itália) - Siena]
22/01 - [Inácio Piá (a, Brasil) - Treviso]
29/01 - Fabiano Santacroce (d, Itália) - Brescia
31/01 - Nicolás Navarro (g, Argentina) - Argentinos Juniors
31/01 - Michele Pazienza (m, Itália) - Fiorentina

Saem:

07/01 - Cristian Bucchi (a, Itália) - Bologna
11/01 - Fabio Gatti (m, Itália) - Modena
23/01 - Inácio Piá (a, Brasil) - Catania
28/01 - Roberto De Zerbi (m, Itália) - Brescia
31/01 - Rubén Maldonado (d, Paraguai) - Chievo

PALERMO

Chegam:
25/01 - Federico Balzaretti (d, Itália) - Fiorentina
31/01 - Edgar Çani (a, Albânia) - Pescara
31/01 - Luca Di Matteo (m, Itália) - Pescara

Saem:

16/01 - Franco Brienza (a, Itália) - Reggina
31/01 - Aimo Diana (m, Itália) - Torino
31/01 - Marco Pisano (d, Itália) - Torino
31/01 - Andrea Caracciolo (a, Itália) - Brescia
31/01 - Francesco Mirko Velardi (m, Itália) - Pescara

PARMA

Chegam:
15/01 - Cristiano Lucarelli (a, Itália) - Shakhtar Donetsk
31/01 - Luca Antonelli (d, Itália) - Bari

Saem:

08/01 - Giuseppe Cardone (d, Itália) - Cesena
08/01 - Daniele Paponi (a, Itália) - Cesena
31/01 - Davide Matteini (a, Itália) - Vicenza
31/01 - Niccolò Galli (m, Itália) - Massese

REGGINA

Chegam:
03/01 - Christian Stuani (a, Uruguai) - Danubio
09/01 - Bruno Cirillo (d, Itália) - Levante
16/01 - Franco Brienza (a, Itália) - Palermo
31/01 - Stephen Ayodele Makinwa (a, Nigéria) - Lazio
31/01 - Andrea Costa (d, Itália) - Bologna

Saem:

ROMA

Chegam:

Saem:

28/01 - Samuel Kuffour (d, Gana) - Ajax
31/01 - Ahmed Barusso (m, Gana) - Galatasaray
31/01 - Marco Andreolli (d, Itália) - Vicenza

SAMPDORIA

Chegam:
28/01 - Nikola Gulan (m, Sérvia) - Fiorentina
31/01 - Leonardo Miglionico (d, Uruguai) - Piacenza

Saem:

04/01 - Salvatore Foti (a, Itália) - Messina

SIENA

Chegam:
04/01 - Artur Gusmão (g, Brasil) - Coritiba
04/01 - Richard Porta (a, Uruguai) - River Plate-URU
16/01 - Christian Riganò (a, Itália) - Levante
31/01 - Manuel Coppola (m, Itália) - Genoa
31/01 - Houssine Kharja (m, Marrocos) - Piacenza

Saem:

06/01 - [Cristian Bucchi (a, Itália) - Napoli]
22/01 - Daniele Corvia (a, Itália) - Lecce
27/01 - [Leandro Grimi (d, Argentina) - Milan]
30/01 - Artur Gusmão (g, Brasil) - Cesena
31/01 - Gennaro Esposito (m, Itália) - Cesena
31/01 - Stefano Pezzana (d, Itália) - Olbia
31/01 - Vanderson Scardovelli (d, Brasil) - Martina
31/01 - Rodrigo De Lazzari (d, Brasil) - Martina

TORINO

Chegam:
31/01 - Aimo Diana (m, Itália) - Palermo
31/01 - Marco Pisano (d, Itália) - Palermo
31/01 - Kwadwo Asamoah (a, Gana) - Bellinzona

Saem:

31/01 - Tommaso Vailatti (m, Itália) - Livorno
31/01 - Matteo Melara (d, Itália) - Livorno

UDINESE

Chegam:
31/01 - Moreno (d, Brasil) - Botafogo
31/01 - Riccardo Colombo (d, Itália) - Albinoleffe

Saem:
02/01 - Tomas Sivok (m, Rep. Tcheca) - Sparta Praga
25/01 - Michele Paolucci (a, Itália) - Atalanta
31/01 - Viktor Boudianski (m, Rússia) - Lecce