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terça-feira, 22 de abril de 2008

Eternas Promessas: Andrea Caracciolo

Escrito originalmente para o Olheiros.net. Boa leitura.

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Caracciolo: o substituto de Luca Toni

Alto, desengonçado e desajeitado: tal descrição, que em muitas situações da vida é pejorativa, serviria para inúmeros jogadores no futebol; tanto em seu bairro quanto nas principais seleções mundiais. E, adicionando-se aí como característica um grande cabeceio, pode-se incluir com facilidade o nome de Andrea Caracciolo. O atacante, também chamado de Airone por sua comemoração aviadora, cresceu na Itália, despertou interesses de clubes da elite européia e agora luta por um recomeço no lugar em que apareceu para o país.

O início

Caracciolo cresceu em Cesano Boscone, um comune italiano (semelhante aos municípios daqui) minúsculo de 20 mil habitantes grudado em Milão, cidade em que nasceu. Enquanto adolescente, jogou pelo Sancolombano, um time obscuro da Serie D italiana. Ficou lá dos 17 aos 19 anos e depois foi para as categorias de base do Como, time que havia acabado de liberar a saída de Tommaso Rocchi. Após seis meses como primavera, o milanês deixaria o mesmo Como para assinar com a Pro Vercelli, ainda antes de completar 20 anos, em 2001. Na equipe da Serie C2 – onde o clube permanece até hoje -, L'Airone disputaria 10 partidas e não balançaria as redes. Entretanto, seu posicionamento apurado e sua esperta movimentação ofensiva despertaram o interesse do Brescia, e logo a tradicional squadra da Serie A se asseguraria do atacante.

Caracciolo estava pronto para mudar totalmente a sua vida trocando a tranqüilidade que Vercelli lhe propiciava pela pressão de um time da Serie A. Em seu primeiro ano lá, Andrea disputou 7 partidas e marcou dois gols, número considerável para um jovem de recém completados 20 anos que debutava na primeira divisão nacional. Naquele time de 2001-02, o jovem atacante se encontraria com nada mais nada menos que Luca Toni, Roberto Baggio, Josep Guardiola e seu xará Pirlo. No mesmo ano, L'Airone ainda militaria pela seleção sub-20 italiana, disputando 2 jogos e balançando as redes uma vez. O magricelo e grandalhão atacante já mostrava que era questão de tempo para se tornar útil a nível nacional. Para isso se concretizar, o Brescia decidiu emprestá-lo ao Perugia na temporada seguinte, 2002-03.

A dupla de ataque de seu novo time prometia: além do milanês, cujo nome começava a pintar como promessa; Fabrizio Miccoli, recém contratado junto à Ternana, dava as caras nos biancorossi. Curiosamente, o esterno sinistro da equipe era o nem tão promissor Fabio Grosso. Todavia, L'Airone não conseguiu o espaço necessário para mostrar seu nem tão destacável talento, e, em um ano, o atacante só disputou 22 partidas, marcando dois gols. De volta aos Rondinelli, o jogador se firmaria de vez: em 31 partidas, doze gols foram o suficiente para garantir seus status de grande promessa e titular absoluto da equipe. Nessas duas últimas temporadas, por Perugia e Brescia, Andrea ainda totalizaria 10 jogos e um gol com a seleção sub-21, aquela campeã do Europeu de mesma categoria com Amelia, Zaccardo, De Rossi, Rosina e Gilardino.

Para a temporada 2004-05, um cada vez mais desfigurado Brescia lutaria, em vão, para escapar da zona da degola: na 19ª colocação, os biancoazzurri (que já não tinham mais Baggio) sofreriam com o rebaixamento que afastaria o promissor Caracciolo da equipe. Porém, antes disso, não se pode ignorar o fato de que L'Airone havia sido chamado pela primeira vez para a seleção principal, em novembro de 2004, para um amistoso contra a Finlândia. No fim da temporada, Barcelona, Celtic, Arsenal e Palermo disputariam o passe do jogador, que optaria pelo último. Motivos econômicos, geográficos e de espaço no clube fizeram-no optar pelos rosanero: lá ele tieria tudo para estourar.

Expectativa e queda

Na metade de 2005, Caracciolo então partiria para o principal desafio de sua vida: substituir Luca Toni, que ainda nem alegrava os torcedores da Fiorentina. Em seu primeiro ano, 35 jogos muito alternados entre titular e reserva possibilitaram que Andrea marcasse somente nove gols, um número não muito empolgante. Sua segunda oportunidade na Azzurra ainda chegaria em agosto de 2006, quando Roberto Donadoni o convocaria para um amistoso contra a Croácia. A participação do centro-avante foi curta: aos 65 minutos de jogo, substituiu Cristiano Lucarelli.


Já no ano seguinte, Francesco Guidolin dava cada vez menos chances ao jogador, que não conseguia de maneira nenhuma se firmar no time siciliano. Com meros cinco gols em 27 partidas, o Palermo já se considerava insatisfeito com suas prestações e vice-versa, fatos que levariam o atacante a deixar o clube após duas temporadas inexpressivas. Incrivelmente, o Liverpool havia demonstrado interesse em Airone no dezembro anterior, e clubes como Roma e Juventus pensavam em recrutar o atleta. Entretanto, a vontade da Sampdoria foi maior e oficial, chegando a um acordo de co-propriedade para assegurar-se de Caracciolo.

Nos seis rápidos seis meses na Samp, nada deu certo: a ascensão de Cassano, o retorno de Montella e as preferências por Bellucci e Bonazzoli afastaram cada vez mais o milanês da equipe titular. Suas oportunidades eram quase nulas e uma falta de adaptação tática também o atrapalhava. Em meio ao excesso de atacantes e as raras partidas de Caracciolo, não restou outra opção aos blucerchiati senão negociar o jogador, que entrou em campo 12 vezes para marcar só um gol. A falta de seqüência e as expectativas gigantescas podem ter estragado um jogador que de craque nunca teve nada, porém sempre demonstrou utilidade em sua função principal, aquela do famoso “pirulão”, como gosta de definir José Trajano.

Após a frustração na Sampdoria, nada melhor que um recomeço sem pressa para um atleta de 26 anos que ainda pode render muito mais (basta pegar como exemplo o próprio Luca Toni, que só estourou próximo dos 30 anos). E então, no mercado de janeiro, quem decidiu acolhê-lo foi o Brescia, que teve a preferência do milanês mesmo jogando na Serie B; Torino e Rangers ficaram para trás nas negociações. Logo em sua reestréia pelo time de Serse Cosmi, Caracciolo entrou em campo aos 53 minutos para deixar o seu aos 79. Nos seus 11 jogos até o fechamento deste texto, Andrea já marcou cinco gols: número suficiente para se esperar dele uma recuperação, jamais para crer que fará chover os mesmos gols de Luca Toni.

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Ficha técnica:

Nome: Andrea Caracciolo.
Data de Nascimento: 18/09/1981.
Local de Nascimento: Milão, Itália.
Clubes que defendeu: Como, Pro Vercelli, Brescia, Perugia, Palermo e Sampdoria.
Seleções de base que defendeu: Itália sub-20 e sub-21.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fatality, Inter wins



Game Over.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rapidinhas

Ottmar Hitzfeld, treinador do Bayern München, elogiou um tanto quanto exoticamente seu matador Luca Toni: "ele é um animal de fazer gols; sempre lhe recomendo um descanso mas recebo a resposta de que quer estar em campo para continuar a marcar". Só para não fugir do assunto, o grandalhão italiano afirmou, como se fosse um grande motivo para notícias, que Inter e Roma são as equipes mais fortes da bota.

Borriello é um gato. Não, essa não é uma denúncia quanto a uma fraude etária do jogador. Entretanto, para a Gazzetta dello Sport, o atacante do Genoa tem seus dotes estéticos, visto que o mesmo foi incluído em uma seleta enquete sobre os mais belos do mundo esportivo. Interessante a reação do artilheiro do Calcio, afirmando que "se você não jogar bem e tiver fama de bonito, será mais fácil para te chamarem de mascarado, mesmo se injustamente". Para votar, clique aqui.

Sorte no jogo e, pelo jeito, no amor: eis Marco Borriello

Segundo o site da Roma, ontem, na capital, houve uma reunião com representantes de "um sujeito potencialmente interessado na aquisição do clube" e um representante da Italpetroli (para entender, clique aqui). Ainda segundo o site, não se tocou no assunto valores. Pelo jeito, é questão de tempo para bater o martelinho de venda dos giallorossi. Curiosamente, o Corriere dello Sport começou uma matéria com a seguinte sentença: "A Roma está à venda, sobre isto não se pode mais ter dúvidas."
Update: "Roma, agora os árabes." Segundo a Gazzetta, os Sensi teriam dado um tempo nas negociações para pensar, pois agora um grupo árabe teria oferecido o dobro de dinheiro oferecido por Soros.

Chelsea de olho em Marek Hamšík: segundo trucentas fontes, dentre as quais o calciomercato.com, os Blues oferecerão, em até dois dias, 20 milhões de euros pelo poderoso centro-campista do Napoli. Já na Juventus, quem surge nos nomes especulados é Amantino Mancini: o brasileiro está a cada minuto mais longe da Roma e uma troca por Iaquinta poderia ser o ideal para ambos. O atacante da vecchia signora foi treinado por Spalletti na Udinese, quando estourou. Além disso, pode atuar tanto de centravanti quanto de esterno.

"Eu, Pato e Ronaldinho" - e Kaká garantiu que o tridente em potencial não vai dar em caca. Além disso, o fuoriclasse também afirmou que as portas para o amigo Shevchenko estão abertas. O meia-atacante ainda declarou que Gattuso não deve sair nunca de Milão: "ele é um símbolo da equipe; pode acontecer de tudo, mas eu não consigo imaginar um Milan sem Champions League e sem Rino (Gattuso)".

Segundo o Corriere dello Sport e mais tantas fontes por aí, um dos possíveis alvos para reforçar o meio-campo da Inter para a próxima temporada é Deco, em caso de aposentadoria do também português Luis Figo. Ainda tomando como base o Corriere, o luso-brasileiro gostaria de uma mudança de ares e a hipótese de jogar na Itália o agradaria muito, principalmente com uma possível permanência de Rijkaard no Barça.

A richa começou aí: o treinador tentou, sem sucesso, puxar o meia para uma valsa

Entre tantas outras especulações, mais uma que surge para cumprir as numerosas promessas do bajulador Silvio Berlusconi é a da chegada de um outro atacante no Milan. Entre Drogbas e Shevchenkos, pinta "agora" também o nome de Van Nistelrooy, que segundo o diário espanhol Sport poderia firmar um contrato de três anos com os rossoneri após uma negociação de 7 milhões de euros na transferência. Ainda comentando boatos, a chave para se concretizar a passagem de Kaká para o Real seria a chegada de Ronaldinho no Milan. A fonte, claro, é o confiabilíssimo Marca.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Garotos prodígios: Alessandro Nesta

A história de Alessandro Nesta poderia ser a de qualquer jovem torcedor da Lazio com talento e vontade de jogar de futebol. Logo aos oito anos foi inscrito numa escolinha de futebol da Cinecittà, área na periferia leste da cidade eterna, onde, inicialmente como meio-campista, chamou a atenção da Roma, que ofereceu cerca de cinco mil euros pelo jovem talento, em valores atuais. Proposta logo recusada por Giuseppe, seu pai, fanático torcedor laziale.

Uma semana depois, Nesta iniciava sua carreira na base da Lazio, onde jogou até mesmo como atacante antes de ser efetivado como zagueiro por Domenico Caso, já em 1992, coincidentemente o ano da chegada de Sergio Cragnotti ao clube. A partir daí, foram três anos no time primavera, relativo aos juniores do Brasil. O título do campeonato da categoria veio em 1995, além de um vice-campeonato em 1993.

Nesse meio tempo, Nesta havia sido lançado por Dino Zoff no elenco principal. Além da estréia em novembro de 1994, o jovem já participava de treinamentos com os profissionais, a ponto de se lesionar seriamente ao dividir uma bola com Gascoigne num treinamento. Zeman chegou na temporada 1994-95, e junto dele mais oportunidades para o jovem defensor. Agregado ao time de cima, Nesta só disputou as partidas decisivas para o título da primavera. Um ano depois, a decisão era mais importante.

O futuro vem a galope

Zeman continuou apostando no garoto, que logo retribuiu, tornando-se o xodó da torcida. Num time que dava espetáculo e deixava a defesa desprotegida, um bom zagueiro ganha visibilidade: o caso de Nesta, desde cedo seguro e influente em campo. A bela campanha na Serie A garantiu sua participação no Europeu sub-21 como titular ao lado de Cannavaro, jovem napolitano que se destacava no Parma. Na épica final contra a Espanha, Nesta converteu o pênalti decisivo que deu o título aos azzurrini.

Um dos melhores da competição em maio, bastou uma semana para que fosse convocado por Sacchi para a Eurocopa, no lugar de Ferrara, lesionado. Apenas espectador do torneio continental, seguiu logo no mês seguinte para a inditosa expedição para os Jogos Olímpicos de Atlanta. Mesmo com apenas uma semana de férias, Nesta não deixou que isso interferisse em sua temporada. Após a queda de Zeman, Zoff retomou o comando do time, já com o jovem romano numa posição privilegiada em seus planos.

Na temporada 1997-98, com Eriksson desde o início, a ambição do clube estava à mostra: junto do sueco, chegaram campeões como Mancini e Almeyda. Na Serie A, o time se manteve na cola da Juventus até o confronto direto do returno, quando o trabalho desandou e apenas um ponto foi conquistado em sete jogos. Mas os olhos da torcida estavam voltados para a final da Coppa. Após perder o jogo de ida, a Lazio começou atrás também no Olimpico. Mas um inspirado Mancini marcou o seu e ainda deu duas assistências: a última delas, para Nesta marcar um dos gols mais importantes da história do clube.

Com o título, ficava clara a retomada de um projeto mais ambicioso na Lazio, no qual Nesta estava bem inserido. Eleito o melhor jovem do ano, chegaria com moral também na Copa do Mundo: titular aos 22 anos. Após duas boas atuações, no último jogo da primeira fase deixou o campo com uma ruptura nos ligamentos do joelho.

Peça-chave da Super Lazio

Enquanto Nesta iniciava um período de seis meses de recuperação, Cragnotti montava um dos mais belos times da história do futebol italiano. Para a defesa, chegaram Mihajlovic e Couto. Em dezembro, Nesta retornaria de sua lesão já com a faixa de capitão laziale. Com seu novo caudilho, a Lazio engatou uma seqüência de nove vitórias que colocaram o clube isolado na liderança da Serie A. Até que uma derrota no dérbi capitolino (na qual Nesta acabou expulso) iniciou a queda que culminou na perda de um scudetto que parecia simples. Para salvar a temporada, o título da última Recopa européia da história, sobre o Mallorca, primeiro troféu levantado pelo novo capitão.


A temporada 1999-00 coincidiu com o centenário da Lazio. Dessa vez, não bastava chegar perto: vencer era a missão. O próprio elenco respirava conquistas, a partir da vitória sobre o Manchester United na Supercopa européia. Após nove jogos de invencibilidade, outra vez o dérbi desmoronou a casa laziale, que perdeu o título simbólico de inverno para a Juve. A dupla Nesta-Mihajlovic era fundamental à Lazio. Quando algum dos dois não estava em campo, o time não conseguia segurança defensiva. Um exemplo foi a partida contra a Fiorentina, no Artemio Franchi, um empate por 3-3. Paolo Negro deixou o campo desolado após falhar nos três gols viola.

Com seu capitano em campo, a Lazio conseguiu tirar os nove pontos de vantagem que a Juventus havia adquirido ao decorrer do campeonato. Na última rodada, o time de Ancelotti ainda estava à frente e bastava vencer o Perugia para conseguir o título italiano. Mas o zagueiro Calori marcou o único gol da partida no Renato Curi, enquanto a Lazio atropelou a Reggina no Olimpico para conquistar seu segundo scudetto. E sem Nesta, suspenso por levar seu quarto amarelo na rodada anterior. Três dias depois, o zagueiro garantiu o empate sem gols com a Inter, no San Siro, e que valeu o título da Coppa.

A inevitável saída

O jogador mais representativo da Lazio agregava classe, experiência, raça e tranqüilidade. Na Eurocopa de 2000, mais experiente, foi um dos destaques da equipe vice-campeã, fazendo contra a Holanda sua melhor partida pela seleção. Ainda ficou mais dois anos na Lazio, tempo para conquistar uma Supercoppa e testemunhar o início do desmanche do time montado por Cragnotti.

Já melhor zagueiro do campeonato italiano e, provavelmente, do futebol mundial, não eram poucas as especulações que o tirava das fileiras da Lazio. O interesse da Inter era enorme, mas tudo parecia correr bem, para a torcida. A sociedade de Cragnotti, na porta da falência, iria buscar na venda de outros jogadores o seu sustento. Até que em 31 de agosto de 2002, último dia do calciomercato, a pior notícia chegou: Nesta havia fechado com o Milan.

Alessandro Nesta foi o maior defensor laziale de todos os tempos. No Milan, manteve a camisa 13 e o nível de seu futebol. Ainda em Milão conquistou outra Serie A, um Mundial de Clubes e duas Ligas dos Campeões, além de outros títulos de menor porte. Pela Seleção, o tetracampeonato mundial – mesmo se lesionando na terceira partida da competição, assim como em 1998.

Ficha técnica

Nome completo: Alessandro Nesta
Local de nascimento: Roma, Itália
Data de nascimento: 19/03/1976
Clubes que defendeu: Lazio (259 jogos, 3 gols) e Milan (229 jogos, 6 gols)
Seleção italiana: 78 jogos
Seleções de base que defendeu: Itália sub-23, sub-21 e sub-18
Prêmios individuais: Melhor jogador jovem da Serie A (1998), Melhor defensor da Serie A (2000, 01, 02 e 03) e FIFPro World XI (2005 e 07)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Jogos históricos: Fiorentina 3-1 Inter

Faltou futebol na quinta-feira à tarde? Horário propício para uma partida da Coppa Italia, então. Não a atual, mas uma das semifinais da temporada 1995-96, com narração de José Luiz Datena e comentários de Silvio Lancellotti. Com direito a convites para chamadas 0900, a apenas três reais por ligação.

A Inter havia chegado à semifinal após derrotar Venezia, Fiorenzuola e Lazio. A Fiorentina, passado por Ascoli, Lecce e Palermo. Na temporada 1995-96, a dupla Batistuta-Baiano guiava a Fiorentina por uma ótima campanha, enquanto a Inter dependia dos lampejos de Carbone. A diferença era clara: em fevereiro, semana do jogo, os viola eram os vice-líderes da Serie A; os nerazzurri não passavam da sétima colocação.

No último encontro entre as equipes, Batistuta havia atingido Roberto Carlos com uma cotovelada, o que gerara uma forte tensão pelas semanas seguintes - indignado, o lateral havia acusado que o único motivo de Batigol era sua inveja pelo futebol brasileiro. Os dois logo se reencontraram: o brasileiro entrou de forma mais forte no início do jogo e o argentino revidou no lance seguinte. Com outra cotovelada, que passou despercebida ao árbitro.

Bom para a Fiorentina. Armado no 4-4-2 típico da época, o time de Florença liberava Rui Costa quando estava com a bola, enquanto Schwarz o cobria no centro e Bigica recuava para evitar algum contra-ataque. Mesmo assim, foi do italiano o lançamento para Baiano ser puxado por Paganin de forma clara, na grande área. Na cobrança do pênalti, Batigol mandou no canto direito de Pagliuca.

Gol que derrubou a Inter, inofensiva no ataque. Sem ninguém para armar o jogo, considerando a inócua participação de Ince e Carbone, Ganz e Branca ficavam ilhados no ataque. O time só ressurgiu quando este último limpou dois na entrada da área e bateu forte para boa defesa de Toldo. Logo a seguir, Fresi cruzou na área e Amoruso falhou no corte, tirando das mãos do goleiro. A bola caiu no pé esquerdo de Roberto Carlos, que soltou um tirambaço de primeira para Ganz desviar para as redes.

O empate só tornou a partida mais truncada. Sem beleza e com várias jogadas ríspidas, Antenucci, auxiliar de Ranieri, se inconformava no banco - o técnico romano estava suspenso por ter insultado a arbitragem no último confronto contra o Palermo. Mesmo de fora, arquitetou a mudança que decidiria o jogo: Bigica deu lugar a Robbiati no intervalo e a Fiorentina passou a jogar num ousado 4-3-3, com ele aberto pela esquerda e Baiano pela direita.

A estratégia logo vingou, com Rui Costa cruzando para Batistuta nas costas de Festa. O artilheiro teve tranqüilidade para dominar no peito, por no ângulo reverso de Pagliuca e converter o lance num golaço. Mesmo com algumas jogadas mais técnicas, a partida se manteve violenta. Pairetto ficou apenas no cartão amarelo quando Cois quase tirou Zanetti de campo com um carrinho. No lance seguinte, deixou passar quando o mesmo Cois derrubou Ince na grande área.

Aos 20 minutos, Serena saiu machucado para a entrada de Sottil. E, surpresa, o zagueiro improvisado na lateral-esquerda logo levou perigo. Sottil desarmou Ganz, lançou para Baiano e correu para receber o cruzamento na área. Em um momento "agora eu si consagro!", o defensor mandou a bola para fora do Artemio Franchi. Mesmo com a Inter apática e tendo em Roberto Carlos sua única arma ofensiva, Hodgson manteve até o fim o time que entrou em campo.

No fim do jogo, Branca dominou mal na entrada da área viola e a bola sobrou justamente nos pés de Rui Costa. Outra vez, o português lançou para Batistuta, de primeira, matar Pagliuca - seu oitavo gol contra o goleiro da seleção italiana. Com a tripletta, Batigol praticamente definiu a passagem da Fiorentina para a final da competição. No jogo de volta, ele ainda deixaria sua marca outra vez. Nas finais, duas vitórias contra a Atalanta deram ao time seu sexto título na Coppa, que não vinha desde 1975, com a geração de Antognoni.

Agradecimento ao amigo Marcus Buiatti por disponibilizar a partida.

Fiorentina 3-1 Inter
Data: 15 de fevereiro de 1996
Local: Artemio Franchi, de Florença
Motivo: Partida de ida, semifinal da Coppa Italia 1995-96
Gols: 14'pt Batistuta (pen), 32'pt Ganz; 2'st Batistuta, 41'st Batistuta
FIORENTINA (4-4-2): Toldo; Carnasciali, Padalino, Amoruso, Serena (20'st Sottil); Cois, Bigica (1'st Robbiati), Rui Costa, Schwarz; Baiano, Batistuta (42'st Bettoni). Banco: Mareggini, Banchelli. Técnico: Angelo Antenucci (Ranieri suspenso).
INTER (4-4-2): Pagliuca; Bergomi, Festa, Paganin, Roberto Carlos; Zanetti, Ince, Carbone, Fresi; Branca, Ganz. Banco: Landucci, Dell'Anno, Bianchi, Cinetti, Fontolan. Técnico: Roy Hodgson.

sábado, 12 de abril de 2008

O futuro do futebol italiano?

Seu patrimônio é calculado em 8,5 bilhões de dólares: segundo a Forbes, o 80º homem mais rico do mundo. George Soros, húngaro radicado nos Estados Unidos, fez fortuna com especulação cambial. Apóia Barack Obama na corrida pela Casa Branca. Tem 78 anos, cinco filhos e duas ex-mulheres. Já doou mais de quatro bilhões de euros em filantropia. E, possivelmente, já comandará a Roma a partir da próxima temporada.

John Fisher, milionário herdeiro da GAP, havia tornado público seu interesse na aquisação da sociedade, há algumas semanas. Tom Hicks, conhecido no Brasil graças a seus investimentos em Corinthians e Cruzeiro na década de 1990, também. Assim como os magnatas do petróleo Anatoli Kolotilin e Sulemain Kerimov. Desde que a direção romanista iniciou o projeto de recapitalização do clube através de Rosella Sensi (administradora delegada), Cristina Mazzoleni (diretora financeira) e Ciro Di Martino (vice-presidente administrativo), a Roma tornou-se pauta também nos cadernos de economia.

Para entender melhor a situação do clube, vale lembrar que a Roma não é independente. O balanço do último ano da Italpetroli, holding da A.S. Roma S.p.A., indicou que a venda do braço esportivo dos negócios da família Sensi pode ser essencial para salvar a empresa petrolífera. Assim, a Italpetroli voltaria a respirar. A empresa tem pressa. Soros também. O diário La Repubblica, na edição desta sexta-feira, apontou que o investidor teria dado um prazo de oito dias para a resposta final de Franco Sensi. O que balançou o mercado de ações: a Roma é um dos três times italianos cotados na bolsa (os outros são Lazio e Juventus), e suas ações subiram mais de 20% após as primeiras especulações relativas ao interesse da aquisição.

A possível proposta é bem cotada porque, pela primeira vez, mexe de verdade com os Sensi. Além de chegar em boa hora, os 250 milhões de euros que teriam sido ofertados cobririam boa parte do rombo da empresa petrolífera, que hoje chega a 360 milhões. Franco Sensi, que havia adquirido a Roma em 1993, apostou cegamente no sonho de chegar ao scudetto. Para cobrir as despesas, teve de se desfazer de seguidas empresas, e agora só lhe sobra sua holding. O projeto do time de 2001, a longo prazo, deu mais dívidas que alegrias. Apenas Montella, Batistuta, Emerson e Samuel custaram, juntos, perto de 100 milhões de euros (dados do site Transfermarkt).

George Soros não poupou elogios a Francesco Totti, prometeu reforços de ponta para o elenco, a construção de um estádio próprio e o cargo de presidente honorário a Franco Sensi. Seus emissários já se reuniram com Gian Roberto Di Giovanni, advogado designado por Rosella Sensi, primogênita do presidente, para gerir os contatos. Apesar da identificação da família com o clube e a torcida, seria arriscado aguardar a bancarrota da Italpetroli para ver uma negociação às pressas de forma a evitar um leilão. É certo que os Sensi não têm qualquer intenções de vender "sua" Roma. Mas nem só de boa vontade pode viver o futebol.

A provável venda romanista deve alavancar uma mudança de rumos em todo o futebol italiano logo que a figura de um megainvestidor aporte em Trigoria. Faria Moratti abrir os cofres para montar uma Inter mais confiável e imbatível. Berlusconi e a família Agnelli acelerarem o processo de reconstrução de Milan e Juventus, respectivamente. Lotito avaliar os riscos de apostar alto para que a Lazio não fique para trás no cenário local. E Della Valle lutar para segurar as peças-chave de sua Fiorentina. Clubes com maior fluxo de caixa, como Sampdoria, Udinese e Napoli também seriam obrigados a reforçar seus elencos para não se verem deixados para trás.

Tal conjunto de reações aumentaria a qualidade do campeonato, voltaria os olhos da imprensa internacional para a península e, invariavelmente, ampliaria o valor da Serie A como um produto - a partir daí, os clubes poderiam retomar as conversas por melhores direitos de transmissão. Se combinado com a reestruturação institucional prometida pelos dois principais candidatos ao cargo de premiê italiano (em especial Walter Veltroni, ex-prefeito da capital), até mesmo a média de público nos estádios pode voltar a crescer. Outra medida, esta por conta da FIGC, já discutida e de boa aceitação, seria a diminuição da Serie A para apenas 18 times.

Pelo segundo ano consecutivo, a Inglaterra põe três times nas semifinais na Liga dos Campeões e conquista cada vez mais audiência - e dinheiro - ao redor do mundo. Clubes como Portsmouth possuem folhas salariais maiores que a de times tradicionais da Itália, como Lazio ou Torino. Soros, quem diria, pode ser o estopim para que a Itália mantenha seu orgulho internacional, antes de perdê-lo de vez.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O último dos moicanos

Nem Milão, nem Roma. A última cidade italiana com representante nas competições européias é Florença. Num daqueles dias onde a primavera é florida, o sol é brilhante e os melhores jogadores jogam o melhor, a Fiorentina eliminou o PSV em Eindhoven, segue para as semifinais da Copa da Uefa e finalmente mira a final do torneio. Para quem, há algumas semanas, enviava time misto para a competição...

Mutu: no pós-lesão do romeno, a Fiorentina voltou a dar as cartas

Desta vez, o melhor venceu. Sim, o PSV teve três ótimas oportunidades para marcar (um pênalti, até), mas os viola souberam dominar o adversário em seu próprio campo, assim como foram dominados em Florença no empate da última semana. Montolivo, o melhor da partida, só foi ofuscado por Mutu, autor dos dois gols. No fim do primeiro tempo, Liverani rolou e o romeno acertou um grande tiro a trinta metros de Gomes. Logo em sua primeira oportunidade, estava derrubada a vantagem dos holandeses.

Para a ripresa, uma inversão de papéis vistos como tradicionais: a Fiorentina com o 4-3-3 típico holandês, o PSV com o 4-4-2 italiano. Pouco depois do começo do segundo tempo, Gomes parou Pazzini no um-a-um, mas, de novo de fora da área, Mutu emendou de primeira para ampliar. Frey ainda fechou o caixão ao defender o pênalti mal cobrado por Timmons. Do conjunto viola, apenas Donadel destoou.

Frey: pouco acionado, sempre perfeito - no melhor estilo Frey

Nas semifinais, os viola enfrentarão o Rangers, que eliminou com dificuldades o Sporting. Até lá, as atenções retornam para a Serie A: a Fiorentina enfrentará Inter e Palermo antes de viajar à Escócia. E, para as pretensões de consolidação no cenário nacional, classificar-se para a próxima Liga dos Campeões é tão prioritário quanto disputar a final da atual Copa da Uefa.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Tão perto e tão longe

E esses clichês sempre tão oportunos.

Manchester United 1-0 Roma - Tévez
Uma grande minúscula Roma - mais que merecedora, portanto, desta antítese mais que clichê - tomou pressão, impôs-se e... perdeu. Para o mistão do Manchester United. Os giallorossi se apequenaram nos vinte minutos iniciais de pressão inglesa, que por muito pouco não decidiram o jogo logo em seu início. Por outro lado, a já surrada "sorte de time grande" permitiu que, por alguns momentos, a Roma se sentisse como tal ao não sair atrás do placar.

Com meia hora de partida, o lance crucial da partida: Mancini, no melhor estilo clichê-de-brasileiro-na-Europa, se atirou ao chão ao mínimo toque de Brown: o árbitro colaborou e assinalou o que poderia alterar todo o torneio. Poderia. Se a Roma foi altamente prejudicada na Espanha quando Raúl teve seu gol validado, sua chance de ouro, hoje, veio do apito. Mas De Rossi, outra vez com o nítido sinal da inexperiência que já o afetou tantas outras vezes, encheu o pé - e escondeu o rosto.

Daniele De Rossi: o discípulo de Roberto Baggio

Depois disso, algumas oscilações quase fizeram a equipe de Spalletti abrir o placar. Porém, havia sempre um "quase". No Old Trafford, Gary Neville voltava a campo depois de 13 meses e Wes Brown também retornava de lesão; mais alguns minutos, até mesmo Cantona colocaria o uniforme para entrar. Não antes que os mandantes abrissem o placar em cruzamento de Hargreaves para cabeçada de Carlitos Tévez. Obviamente, as chances da Roma se esgotaram enquanto a rede balançava sob o olhar de Mexès.

Os giallorossi, ao menos desta vez, não caíram humilhados e pisoteados ante um Manchester tranqüilo e incompleto. Todavia, de novo mostraram que poderiam ter ido mais longe, mesmo isso não sendo esperado: com o desperdício de um pênalti crucial (pleonasmo?), os italianos provaram que ainda precisam de muito poderio psicológico para chegar longe na Liga dos Campeões. Duas eliminações em quartas-de-final são uma evolução enorme se comparadas à queda para o Middlesbrough, nas oitavas-de-final da Copa da Uefa em 2006.

Vucinic: o artilheiro da Roma na Liga dos Campeões passou em branco

Como uma nítida squadra em ascensão, falta à Roma adquirir a mentalità vincente e se impôr aos adversários, fazê-los temer antes de um confronto. Por bem ou por mal, tal mentalidade não se compra no eBay e, se a equipe de Spalletti conseguir conquistá-la, pode levar alguns anos. Alex Ferguson, mesclando sabedoria com audácia (e até um pouco de arrogância, considerando as declarações anteriores à partida, na qual o escocês já planejava a semifinal contra o Barcelona), fez um time misto jogar sem grandes complicações.

Seria uma mentira mais cabeluda que Valderrama dizer que futebol não depende de dinheiro. E não é agora que Roma e Schalke 04, com orçamentos muito menores que os remanescentes na Liga dos Campeões, devem abaixar a cabeça. Daqui a alguns anos, quem sabe, a última italiana do torneio fará frente com os times de ponta europeus. Hoje, ainda está um patamar abaixo - como bem expressou Cassiano Gobbet, na Trivela. Enquanto isso, vale aprender com as derrotas e melhorar sua postura no futuro. E evitar que isso também vire clichê.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cinema em Casa / Sessão da Tarde

"Enchente: Quem salvará nossos filhos?" , "A Lagoa Azul" , "Os Goonies" , "Tango e Cash" , "Curtindo a Vida Adoidado" ... ?

Não, nenhum desses. Mas quase tão reprisado quanto.

Roma 3-2 Genoa - Taddei, Vucinic; Rossi, León; De Rossi
Apesar da boa campanha da Roma na competição e de uma quantia considerável de triunfos, o filme 'manjado' ao qual me refiro não é uma vitória da squadra giallorossa, mas sim sua capacidade de complicar jogos que parecem estar 'no papo'. Contra o Genoa, sábado passado, não foi diferente. Roma estava sem Totti, ainda com problemas físicos, portanto no seu lugar entrou Vucinic, teoricamente fazendo o papel do único atacante, jogando pelo centro. Teoricamente. Spalletti levou o time a campo com Tonetto fazendo as vezes de esterno sinistro, Giuly na sua ineficaz prestação como trequartista, e Taddei, como sempre, de esterno destro. Assim sendo, Vucinic (para desespero de Spalletti) cansou de pender para o lado esquerdo, quase que roubando a posição do experiente Tonetto.

Entretanto, o time da casa entrou jogando bem, se lançando ao ataque e dominando as ações no campo, e logo aos 13' De Rossi acertou um lançamento primoroso para Tonetto que, justiça seja feita, cruzou muito bem, para um desajeitado Taddei que deu de canela, Rubinho não conseguiu segurar, e o próprio Taddei ficou com a sobra, desta vez não desperdiçando. Poucos minutos depois, aos 17', viria o 2º gol romanista, graças ao talento individual de Mirko Vucinic, que, sem medo, arriscou um chute felicíssimo de esquerda de fora da área. Um golaço.

Time jogando em casa, 2-0, com um belo gol, torcida apoiando, expectativa da Inter poder tropeçar e a diferença diminuir. Tudo conspirava para um jogo tranqüilo e festa no Olímpico, certo? Claro que não, quem conhece o time da capital e acompanhou principalmente essa temporada sabe muito bem do que a equipe é capaz (tanto positivamente quanto negativamente), e dessa vez o lado negativo veio à tona muito rápido. Com alguns minutos após o segundo gol, o time recuou, parou de prender a bola no ataque e não ameaçou mais o gol de Rubinho. A equipe de Gênova, por sua vez, começou a crescer no jogo, e fazer-se mais presente no ataque. Porém, o gol não saiu, e a Roma teve a sorte de ir para o intervalo com uma bela vantagem, e a chance de Spalletti corrigir o erro na postura dos jogadores.

Se o allenatore tentou algo de fato, nunca saberemos. Pois antes que pudesse surtir algum efeito visível no time, o Genoa marcou seu primeiro gol, aos 13'. Após bela jogada em conjunto, Borriello rematou à queima roupa, Doni conseguiu defender, mas a bola caiu no pé de Rossi, que com a meta livre, chutou tranqüilo para marcar. Mal deu tempo para a Roma se recompor - nem mesmo de sentir o baque de ter levado um gol - e tomou outro logo em seguida, questão de segundos. Foi apenas dar a partida que o Genoa roubou a bola, foi para o ataque e León acertou um petardo de fora da área. 2-2. Time atordoado, pressão da torcida, medo de não conseguir vencer, a Inter poder ganhar e disparar na ponta da tabela. Eis aí o filme que todos nós já conhecemos.

Porém, desta vez, o fado pendeu para o lado romanista, uma vez que na squadra ainda estava ele, o obscuro iluminado Taddei. A Roma, depois do gol, partiu para cima, pois sabia que um tropeço nesse jogo seria dizer adeus ao (já improvável) título. E, aos 35' do segundo tempo, após bate-rebate na área, a bola sobrou para o brasileiro, que com inteligência fingiu um chute, aplicando uma finta em Borriello, o qual não tendo muita intimidade na zaga caiu seco, derrubando o brasileiro dentro da área.

Daniele De Rossi para a cobrança e a tensão tomava conta do Stadio Olimpico. Entretanto, o jovem ídolo converteu sem hesitação, chutando forte no canto direito do goleiro. Com os 3 pontos, a Roma conseguiu um desfecho inovador, para um filme que há muito vem se repetindo. O assunto já havia sido abordado aqui, e você pode conferí-lo ou relembrá-lo clicando neste link.

Outras obras do mesmo elenco, filmografia 2007/2008:
Roma 2-2 Juventus
Fiorentina 2-2 Roma
Roma 4-4 Napoli
Empoli 2-2 Roma
Inter 1-1 Roma