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domingo, 25 de maio de 2008

"Cortar? Eu quero acrescentar!"

Assim disse (ou pensou) Donadoni.

Quagliarella provou, Chiellini aprovou e Camoranesi nem olhou

Enquanto isso, surgem notícias menos importantes como o "se eu te achar na rua, te quebro todo"¹ de Inzaghi para o treinador azzurro. Além do "não olhem torto pro Cassaninho, ele só tem a pele feia"² de Donadoni para os jornalistas.

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QuattroTratti + Olheiros:

O Braitner, líder-cabeça-chefe-unaiense do blog, estreou como colunista no site. Para conferir o seu início, clique aqui. Enquanto isso, o humilde Mateus Ribeirete escreveu aqui sobre Renan Oliveira.

Tem a cereja, falta o bolo

A vitória de 2-1 da Roma sobre a Inter coroa o fim da temporada giallorossa com um troféu da mesma forma que começou e contra o mesmo adversário. Atuando de forma muito empenhada, os donos da casa conquistaram duas das três competições nacionais: a Supercoppa e a Coppa. Mas e daí? Ambos, juntos, não significam 5% do que fá-lo-ia o scudetto levado pelos interistas. O único gosto bom é aquele de fim de temporada fechado com chave de ouro. Só que vencer a liga nacional seria como receber - ao invés da chave -, uma Telesena com casa e carro de ouro, além de um beijo de Silvio Santos.

De qualquer jeito, é inegável o progresso da equipe romanista nos últimos anos. Basta pegar como exemplo as escalações da squadra nos dois jogos contra o Middlesbrough pelas oitavas-de-final da Copa da Uefa, na temporada 2005/06, que culminaram na eliminação romanista:

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Roma (4-2-3-1): Curci; Bovo, Kuffour, Mexès, Chivu (Panucci, 86'); De Rossi, Dacourt (Okaka, 63'); Álvarez (Aquilani, 71'), Perrotta, Mancini; Taddei.
Roma (4-2-3-1): Curci; Panucci, Kuffour, Mexès, Cufré; Tommasi (Álvarez, 73'), Dacourt (Aquilani, 84'); Kharja, Perrotta, Mancini; Taddei (Okaka, 61').
Técnico: Luciano Spalletti.
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Nada coincidentemente, esta equipe - que teve que escalar Taddei de centro-avante e contar com Kuffour e Cufré fazendo duplinha na defesa -, foi derrubada pela Inter na final da Coppa. Aliás, no ano anterior, o mesmo já havia acontecido, quando Adriano fez Curci ter pesadelos ao levar o desvalorizado troféu para Milão. Sem (ainda) ser vendida, a Roma tem conseguido progredir graças a diversos fatores: o Calciocaos na temporada passada (isso inclui a queda da Juve e a perda de pontos de Milan e Fiorentina), o trabalho sério de Spalletti, o afastamento de frutas podres e o enriquecimento com tudo isso.

Se a previsão não é dos romanistas serem campeões de tudo - e talvez nem de algo expressivo - é mais que justo dar uma breve olhada para o igualmente breve passado e enxergar a ordem e progresso dos comandados de Spalletti. Há dois anos, levar a Coppa Italia seria motivo de agradecimento a todos os santos - até San Siro. Hoje, se ela já não satisfaz, significa claramente que o padrão mudou para melhor, muito melhor.

Brinquedinho de rico das Telesenas Sensi

sábado, 24 de maio de 2008

Missões cumpridas

Balanço da temporada: Siena, Cagliari, Torino, Reggina e Catania.
Parte 2 de 7.

Matteo Sereni: o Toro contratou dezesseis jogadores, mas o goleiro roubou a cena

13º. Siena
Com nove pontos nas doze primeiras rodadas, desta vez parecia que o Siena estava fadado ao descenso. Até que Beretta fosse chamado para o lugar do qual não deveria ter saído ao fim da temporada anterior, transformando o que seria um campeonato desastroso. Na quinta temporada consecutiva do Siena na Serie A, nunca a salvezza havia chegado tão cedo. Muito menos com a satisfação de derrotar Roma, Juventus e Fiorentina durante o campeonato, além de adiar o scudetto da Inter com um empate num San Siro lotado. Beretta chegou em novembro com carta branca para mudar o que quisesse. Devolveu a titularidade a Manninger, apostou na afirmação de Rossettini, recuou De Ceglie e sacou o sempre inócuo Jarolím. No mercado de inverno, recebeu três reforços importantíssimos: Kharja, Coppola e Riganò. E assim, com um returno muito bom baseado nas ótimas atuações de Galloppa e nos gols de Maccarone, o Siena se salvou.

Duas temporadas seguidas salvando o Siena da Serie B. Garantia de renovação contratual? Errado. O diretor esportivo Manuel Gerolin anunciou logo após a última rodada que o técnico não continua para a próxima temporada e logo soltou o nome que comandará o time nos próximos dois anos: Marco Giampaolo. Não por coincidência, as primeiras especulações já põem Del Grosso no time toscano. Mas a primeira contratação deve ser a de Budel, em fim de contrato com o Empoli. Pesce, do Ascoli, também estaria na mira. A principal meta será a de resolver as co-propriedades de vários jogadores importantes. Rossi e De Ceglie têm metade do passe ligado à Juve, assim como Galloppa à Roma, Forestieri ao Genoa e Rossettini ao Padova. Todos possuem mercado na Itália, o que pode ser um complicador. O Siena também trabalha para estender os empréstimos de Kharja e Coppola. Mas não seria de se estranhar se pouca coisa restasse do time atual. Chiesa e Bertotto já são carta fora do baralho e não seria de todo surpreendente se Foggia, Fini e Parola fardassem em bianconero a partir de agosto.

14º. Cagliari
Ao contrário do Siena, o Cagliari parecia sem qualquer perspectiva na parada para o Natal. Tanto que conseguiu engatilhar uma seqüência de doze jogos seguidos na lanterna da competição, claramente sentindo a saída do tridente Esposito, Suazo e Langella. Para quem estava com os dois pés na Serie B, a salvação tomou ares de um verdadeiro milagre. Depois de um vacilante Giampaolo e de um medonho Sonetti, Ballardini retornava ao clube apenas para cumprir os rituais fúnebres. Três caras novas chegaram em janeiro e assumiram a titularidade automaticamente: Storari, Cossu e Jeda. Ballardini também fez renascer o capitano Conti e abriu espaço para Acquafresca marcar impressionantes dez gols em sua estréia na A. No Sant'Elia, sempre lotado, a equipe bateu adversários como Napoli, Lazio e Fiorentina.

O fim da temporada apoteótica escreveu outra página inesquecível da história dos rossoblù, ao lado do scudetto com Riva, as duas promoções seguidas com Ranieri e as semifinais da Uefa com Oliveira. Apostar no futuro do Cagliari é mais complicado. O presidente Massimo Cellino prometeu deixar o clube, mas parece tentado a ficar. A permanência de Ballardini está diretamente relacionada à de Cellino, bem como a de todo o trabalho de mercado, ainda inerte. Del Grosso e Fini podem acompanhar Giampaolo no Siena, Foggia e Acquafresca devem retornar a seus clubes e Conti é especulado no Palermo. Se a festa na Sardenha parece interminável, já é uma boa hora para começar a planejar o futuro. Afinal, a reforma do Sant'Elia continua a todo vapor. E o caixa do clube sente isso.


15º. Torino
Com o material que tinha, o Toro deveria ter feito muito mais. É fácil culpar técnicos, mas dessa vez Novellino realmente tem para si uma grande parcela de responsabilidade por jamais ter conseguido achar uma forma consistente de jogo para sua equipe, que teve em Sereni um de seus poucos match-winners. Rosina, mesmo ilhado num time confuso e lutando contra problemas físicos através dos meses, ainda foi o artilheiro do time pela terceira temporada seguida. O lateral Comotto foi do céu ao inferno: partiu como capitão e parecia próximo de ser convocado por Donadoni; no fim das contas, admitiu publicamente que queria sair, perdeu a faixa, viu cair o nível de suas exibições e ainda rompeu os ligamentos do joelho direito em março. Ao contrário da última temporada, desta vez Di Loreto foi o líder da boa defesa do time. O ataque, por outro lado, foi um desastre: Ventola, Bjelanovic e Stellone se revezaram na função de flops, enquanto Recoba jamais conseguiu acompanhar o nível de Rosina.

Para a próxima temporada, De Biasi continua. O primeiro a sair deve ser o tetracampeão Barone, que após duas temporadas em granata viu seu futebol desaparecer de forma mágica. O Torino de Urbano Cairo, desta vez, precisa fazer escolhas mais corajosas para dar um salto de qualidade que permita ao clube mirar competições européias de forma mais realista. Afinal, o grupo de jogador é bom, mas ainda não rende o que poderia. A prioridade é a de um atacante que faça a diferença com gols. Entre os emergentes, fala-se de Acquafresca e Cacia. Dos experientes, as especulações caem sobre Bonazzoli, Budan e até mesmo Vieri, que poderia voltar ao time que o lançou na Serie A para encerrar sua carreira. Para a já forte defesa, podem aparecer Tonetto, Pratali e Mantovani. Ou ainda Kadlec, ótimo jovem do Sparta Praga. Entre as promessas do elenco, olho em Bottone e Malonga.

16º. Reggina
A Reggina partiu para a temporada com Ficcadenti. Com um número muito grande de jovens e estrangeiros novatos na Serie A (Tullberg, Pettinari, Stadsgaard, Alvarez), o técnico teve problemas na montagem de um time consistente e acabou gerando mais polêmicas que resultados, como quando barrou o capitão Cozza. Com cinco pontos em dez rodadas, Ficcadenti acabou demitido, passando o cargo para Ulivieri. Uma decisão que desagradou ainda mais a torcida, que não havia se esquecido da posição do técnico contra o clube calabrês durante o Calciopoli. Dezesseis rodadas - e dezessete pontos - mais tarde, era a vez de Ulivieri cair. Desiludido, Lillo Foti apostou numa solução interna e Nevio Orlandi, então chefe da prospecção do clube, foi convocado a assumir o comando de uma equipe desmoralizada e já tida como rebaixada. Nas últimas dez rodadas, foram cinco vitórias, dois empates e um milagre: a Reggina, outra vez, se manteve na Serie A, mesmo com tudo apontando para o contrário.

Logo depois da salvezza, a loteria dos técnicos recomeçou. É improvável que Orlandi continue no comando do time, mesmo após o trabalho hercúleo. O favorito para o banco é Luigi De Canio, que esteve no QPR de Briatore e Ecclestone nesta temporada. Dos principais destaques do time, apenas o islandês Hallfredsson deve permanecer. Amoruso, herói há três anos, deve rescindir seu contrato nos próximos dias e partir para a Espanha. Brienza, que chegou em janeiro e tornou-se peça fundamental, pertence ao Palermo e tem seu passe fixado em €2,5 milhões, além de pelo menos duas equipes em seu percalço. Modesto pode seguir para o campeonato alemão, enquanto Campagnolo deve ser envolvido na contratação do zagueiro Costa em definitivo, com o Bologna. Stuani, Ceravolo e Novakovic, já no clube, são as grandes apostas para 2008-09.

17º. Catania
Durante todo o campeonato, o Catania só esteve na zona de rebaixamento por alguns minutos, na última rodada. Ainda assim, foi o último colocado entre os não-rebaixados após, outra vez, começar bem e perder o gás com o decorrer do campeonato. Para balancear a desilução, a boa campanha na Coppa Italia, na qual o time caiu apenas nas semifinais, para a Roma, após eliminar Milan e Udinese. Na primeira parte do campeonato, na qual o Catania causou problemas às grandes equipes e se manteve na intermediária da tabela, destacaram-se principalmente Vargas e Martínez. Os meias Baiocco e Izco também confirmaram as boas atuações dos anos anteriores.

Mais atrás, Terlizzi e Stovini formaram uma ótima dupla de zaga. O que foi exceção, não a regra. As outras opções defensivas do time se revezaram em atuações esquecíveis, como Sabato, Silvestri e Sottil. No gol, Polito foi muito bem, assumindo o lugar de Bizzarri, que teve de passar mais de seis meses na Argentina por alegados problemas particulares. O Catania para a próxima temporada ainda vai contar com Zenga no comando, mas inevitavelmente perderá o peruano Vargas. Martínez, que era saída dada como certa em janeiro, tem contrato até 2010 e talvez tenha ganhado uma sobrevida na Sicília, por sua grande quebra de forma no returno. O grande desafio será segurar Morimoto, "o Ronaldo do Sol Poente", destaque da seleção olímpica japonesa. Spinesi, em queda livre, deve ser negociado. Para seu lugar, a primeira opção é Cacia, ex-Piacenza e subaproveitado na Fiorentina. Granoche, artilheiro uruguaio da Triestina, também pode pintar. Os rebaixados Gasbarroni, Morrone e Diamanti também são vistos com bons olhos. E o Catania pode voltar a preocupar os grandes, na próxima temporada. Pelo menos no primeiro turno.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Levanta e sacode a poeira

Balanço da temporada: Empoli, Parma e Livorno.
Parte 1 de 7.

Cristiano Lucarelli: após deixar a torcida do Livorno viúva, a queda com o Parma

18º. Empoli
Da Copa da Uefa à Serie B, sem escalas. Daquele Empoli que surpreendeu no fim da temporada anterior, apenas dois jogadores importantes deixaram o clube: Almirón e Matteini. Se outra grande campanha não era esperada, tampouco se imaginava que o rebaixamento estava por vir. Mas, das 38 rodadas, em apenas onze o Empoli ficou fora da zona de rebaixamento. Com Pozzi e Saudati lesionados por uma boa parte do campeonato, jamais houve uma opção confiável para o ataque, ao ponto de apenas Giovinco e Vannucchi atuarem na frente, em certas partidas. A organização, antes por conta de Almirón, jamais deu certo com Giacomazzi. A defesa, ponto alto da temporada anterior, nesta foi o calcanhar de Aquiles: Vanigli e Raggi fizeram uma Serie A bastante abaixo da média e jamais algum dos goleiros se firmou como titular. Além da dupla de armadores, Moro e Buscé também mantiveram o bom nível da temporada anterior, mas não foi o suficiente.

Luigi Cagni, que foi demitido e recontratado durante a temporada, não teve seu contrato renovado. Para seu lugar, chega Silvio Baldini, que já subiu com o Empoli para a Serie A uma vez, em 2002. Na cadetta, o clube se redimensionará para não extrapolar o já baixo orçamento, apostando na valorização dos jovens do próprio clube. Se a bandeira Vannucchi já disse que quer ficar, por outro lado a barca de saída deve ser grande: Tosto deve seguir Cagni em seu próximo clube, Marianini e Moro têm mercado fora da Toscana e Raggi já é venda dada como certa, por cerca de € 7 milhões. Falando no zagueiro, a defesa será completamente reformulada. Pratali deve seguir para o Siena, Balli estuda se aposentar, Ascoli e Vanigli não terão seus contratos renovados e Adani pode conseguir um voto de confiança de Baldini, que o comandou no Brescia, no fim da década de 90. Entre os jovens, devem ter oportunidades o meia Musacci e os atacantes Mchedlidze e Éder, este último ex-Criciúma. E se Giovinco voltará para a Juventus, também é de lá que deve chegar o maior reforço para a Serie B: Alessandro Birindelli, que deixou o Empoli há doze anos e pretende voltar.

19º. Parma
A coletiva do presidente Tommaso Ghirardi ao fim da temporada foi direto ao ponto: "o rebaixamento é fruto de vários erros, dentre os quais o fato de termos sobrevalorizado o elenco que tínhamos à disposição." Há um ano, o Parma comemorava a salvezza com Ranieri no comando do tridente Morfeo, Budan e Giuseppe Rossi. Com a chegada de Domenico Di Carlo, que implantaria um plano de jogo menos cadenciado, o aproveitamento de Morfeo tornou-se um grande entrave. O jogador não se encaixava nos planos do técnico, mas ainda assim não aceitava o banco com tranqüilidade. Com vários problemas físicos, o croata Budan também não conseguiu engatar uma seqüência de jogos. No returno, Di Carlo caiu e Cúper foi chamado para seu lugar. De bombeiro a incendiário, o argentino foi demitido antes da última rodada.

Se esta seria uma temporada para a afirmação dos jovens, Cigarini foi um dos poucos a se salvar no naufrágio emiliano - e já é fortemente ligado a Villarreal e Juventus. Por outro lado, Dessena, a maior promessa do clube há doze meses atrás, fez um campeonato abaixo do esperado e deve deixar o clube desvalorizado. Parravicini e Corradi devem ser os primeiros a sair do clube, rumo a Torino e Siena. Fernando Couto e Bucci também não ficam. Para o cargo de técnico, Manzo não deve ser efetivado - Ghirardi deve apostar em algum técnico mais experiente e Novellino surge como primeira opção. O jovem presidente do Parma foi enérgico e deixou claro o novo plano do clube: "ficarão aqui apenas os que se ligarem ao nosso projeto. Os outros não irão embora, eu mesmo os caçarei."

20º. Livorno
Pela primeira vez em cinco anos sem o bomber Lucarelli, o resultado foi desastroso para o Livorno, primeiro clube a confirmar o rebaixamento, com uma rodada de antecipação. Para seu lugar, o presidente Aldo Spinelli abriu a carteira para fazer apostas. Algo irônico o fato de ter sido a mais barata a render os melhores frutos: Tristán foi um dos maiores flops da temporada, Rossini não foi sombra nem do jogador mediano que já era no Catania, Tavano ficou longe daquele dos tempos de Empoli e Bogdani custou mais de três milhões de euros por gol. Diamanti, vindo praticamente de graça da Serie C2, foi um dos poucos destaques individuais do time na temporada e está na mira da Inter. Os meias Loviso e De Vezze também foram surpresas e devem continuar no elenco para a disputa da Serie B.

Após um ridículo começo com Orsi, com nove jogos sem vitória, Camolese assumiu o elenco e tudo parecia caminhar para um destino mais tranqüilo, com o ápice de doze rodadas consecutivas de fora da zona de rebaixamento. Mas logo o mau futebol se aliou à má sorte. Para a próxima temporada, Luigi Cagni deve assumir o comando do clube, que já começou a se reestruturar. Nelso Ricci retomou a função de team manager que havia deixado há dois anos. Por outro lado, quem deve continuar no clube é o folclórico Spinelli, que adiou para o fim de maio sua decisão de deixar ou não a presidência. A saída de Amelia já foi confirmada por Ricci, assim como as de Galante, Grandoni, Knezevic, Pasquale, Rossini, dos gêmeos Filippini e de Tristán. O brasileiro Sidny também deve sair. Assim como Tavano, na mira de Napoli e Genoa. O reforço mais especulado, o retorno de Lucarelli, é algo utópico. O Parma gastou bastante na aquisição do atacante e é improvável que o libere por um preço baixo para algum concorrente da cadetta.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Quem disse que acabou?

Neste sábado, a final da Coppa Italia. Depois, fim de temporada, férias, sombra e água fresca no Mediterrâneo. Certo? Errado. Pois faltam exatos vinte dias para o início da participação italiana na Eurocopa, dia 9 de junho, contra a Holanda.

A data limite para a convocação oficial é 28 de maio, mas Roberto Donadoni se antecipou para anunciar seu escolhidos. 23 estarão na Áustria e na Suíça, e o ct italiano pré-convocou 24 jogadores - um deles será cortado até o último dia. Na lista, tanto Del Piero quanto Cassano, motivos de comoção nacional nos últimos dias. Real surpresa, só a convocação de Morgan De Sanctis, apenas sete partidas como titular durante a temporada.

Roberto Donadoni: a hora da verdade para o técnico bergamasco

Delpi não joga sob o comando de Donadoni desde o último mês de setembro, na partida contra a França, pelas eliminatórias para a Euro. Com uma atuação ruim, causou polêmica ao dizer depois do jogo que só aceitaria futuras convocações se atuasse em sua posição original. Mas a artilharia na Serie A fez com que a convocação do quarto maior artilheiro da história da seleção italiana (27 gols em 85 partidas) se tornasse obrigatória.

Já Cassano, por outro lado, traçou um caminho mais tortuoso. Foi o grande nome de uma sensacional Sampdoria, mas, como sempre, protagonizou algumas cassanate que puseram em risco a sua participação na Euro. Quem ficou de fora foi o amuleto Inzaghi, que conseguiu uma ótima média de 0,57 gol por jogo na temporada e afiou a língua para agradecer o esquecimento por parte de Donadoni: "estou desiludido, sobretudo a nível humano".

Mas a grande surpresa do dia foi a renovação de Donadoni. Que, na prática, não muda a translação da Terra. Apesar do novo contrato se estender até 2010, ele poderá ser rescindido sem multa por qualquer das partes, no caso de uma eliminação precoce na Euro. Em caso de decepção, portanto, Donadoni cairia antes e ainda cairá. E, em caso de título, ficaria antes e ainda ficará.

O grande nome da convocação de Donadoni: à direita, Giorgio Chiellini.

A seleção olímpica também foi convocada por Casiraghi, para a disputa do torneio de Toulon. Os azzurrini fazem sua estréia nesta quarta, contra a Costa do Marfim. Entre os desfalques da possível equipe que vai para Pequim, estão Montolivo, Canini, Acquafresca e Giuseppe Rossi. Toulon servirá como laboratório para teste de alguns nomes que ainda não se garantiram entre os dezoito que serão convocados para os Jogos Olímpicos. Ruim para Russotto. O promissor atacante perdeu a titularidade no Treviso após desentender-se com Giuseppe Pillon e, de quebra, vê seu espaço na seleção olímpica minguar: o clube ainda corre riscos de rebaixamento e não quis liberá-lo para o torneio. Confira as duas convocações:

Seleção principal
Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Marco Amelia (Livorno) e Morgan De Sanctis (Sevilla-ESP).

Defensores: Andrea Barzagli (Palermo), Christian Panucci (Roma), Fabio Cannavaro (Real Madrid-ESP), Fabio Grosso (Lyon-FRA), Gianluca Zambrotta (Barcelona-ESP), Giorgio Chiellini (Juventus) e Marco Materazzi (Inter).

Meias: Alberto Aquilani (Roma), Andrea Pirlo (Milan), Daniele De Rossi (Roma), Gennaro Gattuso (Milan), Massimo Ambrosini (Milan), Mauro Camoranesi (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina) e Simone Perrotta (Roma).

Atacantes: Alessandro Del Piero (Juventus), Antonio Cassano (Sampdoria), Antonio Di Natale (Udinese), Fabio Quagliarella (Udinese), Marco Borriello (Genoa) e Luca Toni (Bayern-ALE).

Seleção olímpica
Goleiros: Davide Bassi (Empoli) e Enrico Alfonso (Venezia).

Defensores: Andrea Coda (Udinese), Hernán Dellafiore (Torino), Lino Marzoratti (Empoli), Lorenzo De Silvestri (Lazio), Marco Motta (Torino), Paolo De Ceglie (Siena) e Salvatore Bocchetti (Frosinone).

Meias: Antonio Nocerino (Juventus), Claudio Marchisio (Empoli), Daniele Dessena (Parma), Daniele Galloppa (Siena), Luca Cigarini (Parma), Sebastian Giovinco (Empoli) e Tiberio Guarente (Atalanta).

Atacantes: Antonio Candreva (Udinese), Davide Lanzafame (Bari), Graziano Pellè (AZ Alkmaar-HOL), Ignazio Abate (Empoli) e Pablo Osvaldo (Fiorentina).

domingo, 18 de maio de 2008

Ibrahimovic!


sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Itália contra a Inter

É interessante acompanhar o fluxo da opinião pública através dos anos. E talvez seja no futebol que ela encontre sua maior instabilidade: a Juventus do século XXI atende pelo nome de Internazionale. Fabio Cannavaro, capitão do tetracampeonato italiano, foi sucinto: "quem vence é antipático, agora é a vez deles". Antipatia, esta, que se confirma em várias enquetes pela internet.

Cinco dos principais sites italianos com boa cobertura esportiva pediram a opinião do público e em todos eles a maioria dos votantes aposta no quarto scudetto romanista: nos romanos Repubblica e Corriere dello Sport, a Roma bateu a Inter por 51 e 53,8%, respectivamente. No milanês Corriere della Sera, 54,5% de preferência pelos giallorossi. A Roma chegou a alcançar os 60% no piemontês La Stampa e, na Gazzetta dello Sport, a maior vantagem: 63,9% dos votantes apostam num título romanista.

Quando Roberto Mancini cunhou a definição do "scudetto dos honestos", logo se tornou ainda mais antipático para o lado anti-Inter da Itália. O que logo fez com que boa parte do universo do futebol se esquecesse de que Mancio foi o primeiro a confrontar o sistema Moggi de forma pública, antes mesmo do engajamento de Sensi, Cellino, Capello e Zeman. Os erros de arbitragem, que teriam favorecido a Inter nesta temporada, entraram na mira da imprensa italiana. E a rota da antipatia esportiva foi alterada, deixando Turim, pelo menos por enquanto.


A relação entre opinião pública e Massimo Moratti, presidente interista, também traçou um caminho curioso. De símbolo da honestidade e da simpatia, tudo passou a ser motivo para criticar o capo - da sua estima por sua coleção de estrangeiros à infindável confiança em Mancini e Materazzi. O zagueiro também se transformou. Deixou a condição de herói de Berlim para se tornar um alvo no Meazza.

Mesmo com Totti, Panucci e Zeman liderando o coro pró-Inter, não são poucas as figuras públicas que colocaram suas fichas na Roma. John Elkann, presidente da IFIL, holding da família Agnelli: "nesta temporada, ficarei contente se o título for para a Roma". Arrigo Sacchi, ex-técnico do Milan e da seleção italiana: "a Inter sofre da síndrome do insucesso". Luciano Ligabue, cantor, torcedor da Inter: "estou muito pouco otimista, agora entra muito da psicologia que está contra nós. A Inter está fazendo pouco, tem medo de vencer."

A Inter lidera a Serie A de forma isolada desde a 6ª rodada, possui um ponto de vantagem e, em caso de empate por número de pontos, fica na frente graças ao poker imposto no Olimpico sobre a rival direta. Na última rodada, irá encarar um Parma em frangalhos. Sem Héctor Cúper, demitido nesta terça-feira, o técnico das categorias de base Andrea Manzo comandará os crociati. Sem Dessena, Rossi e Mariga, suspensos, e Falcone, lesionado, tudo conspira a favor da Inter. Apenas a escolha do árbitro pode causar calafrios. Gianluca Rocchi apitou quatro jogos da Inter nesta temporada e todos terminaram empatados.

Uma das semanas mais longas do futebol italiano chega ao fim neste domingo, mas a tensão entre Roma e Milão durará até a final da Coppa Italia, a se disputar no fim de semana a seguir. Qualquer das equipes que se sagre campeã deverá olhar para trás com uma atenção especial. Afinal, há algo bastante errado quando a capolista abre 11 pontos de vantagem, há exatamente três meses atrás, mas não consegue decidir o campeonato antes da última rodada, após dois match-games.

Independentemente do resultado final do campeonato, a questão para a torcida anti-Inter é simples: era melhor com Luciano Moggi?

domingo, 11 de maio de 2008

Udinese: o segredo do sucesso

(Originalmente para o Olheiros.net)

Para uma temporada que não se desenhava muito promissora para a Udinese, os resultados, aos poucos, foram superando as expectativas. Muito disso graças aos jovens que se firmaram durante o ano, suprindo a ausência de quatro jogadores: De Sanctis, Natali, Muntari e Iaquinta. O quarteto formava a espinha dorsal de um time indigesto e esperava-se que algum tempo fosse necessário para que o time friulano se adaptasse à vida sem seus principais nomes. Mas não foi difícil para o torcedor decorar a formação titular do time.

Handanovic; Zapata, Felipe e Lukovic; Mesto, Inler, D'Agostino e Dossena; Pepe, Quagliarella e Di Natale. Do onze habitual da Udinese, quatro jogadores têm idade olímpica. E, mesmo considerando todo o plantel à disposição de Pasquale Marino, apenas três atletas já ultrapassaram os 26 anos. O segredo para a boa forma da Udinese no decorrer do campeonato foi a aposta em jovens desconhecidos ou desacreditados pela grande mídia.

O atacante Simone Pepe, refugo de Roma e Palermo nos últimos anos, foi eleito pelo Corriere dello Sport o melhor custo-benefício da temporada. Outra aposta de risco, o meia Gökhan Inler, foi sucesso imediato. O suíço havia sido vetado por Christoph Daum no Fenerbahçe, há quatro anos, por deficiência técnica; na Udinese, segurou a bronca da venda de Muntari e das lesões de Pinzi e Obodo. No ofensivo 3-4-3 adotado por Marino, passou a formar dupla com Gaetano D’Agostino, outro ex-romanista. Titular de várias seleções de base e destaque em todas as categorias da Roma, D’Agostino finalmente mostrou seu futebol em alto nível.

Mesmo muito jovens, os três chegaram no Friuli já como profissionais, assim como Handanovic e Zapata. E por um baixo custo. O único dos onze habituais titulares profissionalizado em Údine é o brasileiro Felipe. Algo que tende a mudar, num futuro próximo.

Aprendendo a caminhar sozinha

Assim que retornou à Serie A, em 1995, a meta da Udinese era ambiciosa: se firmar entre os grandes clubes do país, numa época em que o abismo entre os metropolitanos e os provinciais era menos absurdo que hoje. Para isso, o clube apostou em alguns nomes consagrados. No fim da década de 90, jogadores como o meia belga Johan Walem e os atacantes Oliver Bierhoff e Amoroso atuaram com sucesso pelo clube friulano. Apesar do sucesso dentro de campo, com seu ápice na terceira colocação do campeonato 1997-98, a estrutura de então era deficitária para um time sem grandes aportes financeiros.

Logo a Udinese alterou seu projeto. Já conhecido nacionalmente graças à sua prolífica categoria de base, o clube passou, também, a monitorar o mercado. As divisões inferiores da Itália, países periféricos da Europa e mercados menos valorizados da América Latina tornaram-se prioridade na agenda do clube alvinegro. Antes mesmo da virada da década, o plano vingou. O dinamarquês Martin Jorgensen, o chileno David Pizarro e o atacante Vincenzo Iaquinta, entre outros, chegaram à Údine por preços módicos e converteram-se em sucesso de público – e caixa. Aposta bem-sucedida, a teia de olheiros pôs-se a espalhar, alcançando também o futebol africano.

Enquanto Morten Bisgaard e Carsten Jancker, apostas de alto custo, faziam temporadas tortuosas, Sulley Muntari e Morgan De Sanctis, contratados praticamente a parâmetro zero, convertiam-se em ídolos da torcida. Sob a batuta de Luciano Spalletti, o time chegou à Copa da Uefa por duas vezes e atingiu seu topo com a classificação para a Liga dos Campeões. Se Néstor Sensini e David Belleri eram fundamentais, os jovens Felipe e Giampiero Pinzi tornavam-se a sensação da Itália.

Contratações de baixo custo, vendas com alto lucro. Ótimos resultados no campo esportivo e também no econômico. O segredo estaria “no tempo para que os jovens amadureçam por completo, já que neste clube não há pressa, por resultados ou por dinheiro”. São as palavras de Antonello Preiti, diretor técnico da Udinese, em entrevista concedida ao Olheiros.

Estrada para o sucesso

O sistema de captação da Udinese se vale não só de uma extensa rede de olheiros e colaboradores, mas também de uma infra-estrutura televisiva com uma sala especial utilizada para o acompanhamento de vários campeonatos. Em todos os países observados, há operadores para marcar os principais talentos.

Outro método é o de relacionamento oficial: a Udinese possui, por exemplo, parceria com o Liberty Professionals, clube de melhor estrutura em Gana. De lá, chegaram Muntari e Asamoah Gyan. O sucesso dos dois garantiu chance para mais três compatriotas na Itália: Aziz Tetteh, Alhassan e Asamoahm foram contratados no decorrer da temporada. Sobre as iniciativas de mercado, Preiti explicou ao Olheiros que a Udinese “não tem uma prioridade, mas a busca por talentos, obrigatoriamente, passa por um bom custo-benefício. Para nosso clube, os balanços são fundamentais. Em nossa busca, ficamos atentos não só à idade, mas também ao término do contrato. São algumas formas de observar investimentos a serem feitos.”

Para Andrea Carnevale, ex-atacante da seleção italiana e atualmente diretor responsável pelo sistema de observação da Udinese, o fato do investimento em jovens fazer parte da tradição do clube é fundamental no sucesso encontrado atualmente. “Os garotos vêm de boa vontade para Údine porque sabem que aqui progredirão e terão a atenção justa. O presidente Pozzo não estabelece limites”, disse Carnevale.

O clube deve se concentrar em alguns mercados em particular, a partir da próxima temporada. Hungria e Romênia terão atenção especial dos olheiros do clube friulano, que tem evitado os mercados brasileiro e argentino por conta da supervalorização de seus jovens. A Udinese esteve interessada em Alexandre Pato, há dois anos, mas não conseguiu tirar o jogador do Inter, que posteriormente o negociaria com o Milan numa transação milionária.

Tal estratégia seria inédita para o clube. Nos últimos anos, o campo de observação da Udinese jamais foi linear. De Guaratinguetá a Zurique, de Cáli a Roma, nenhum trabalho muito direcionado foi realizado. Além dos atuais jogadores no elenco, citados no início da matéria, há bons nomes em empréstimo que podem retornar para a próxima temporada, como os atacantes brasileiros Barreto e Schumacher. Para o bom funcionamento do método, o trabalho dos agentes foi estimulado pelo clube, que deu a eles livre trânsito no Dino Bruseschi, local de treinamento para as categorias amadoras da Udinese.

A hora é agora

A Udinese possui uma das melhores estruturas para categorias de base em toda a Itália. No centro esportivo Dino Bruseschi, os jogadores que ambicionam seu lugar no elenco principal têm apoio nas frentes logística, escolar e técnica, como forma de adaptação a uma nova realidade. Ainda assim, a preferência do clube tem sido por “importar” jogadores mais próximos da profissionalização. Atualmente, não há no plantel principal qualquer jogador com passagem por todas as camadas jovens da Udinese.

Quem foi formado por completo no clube e postula um espaço no próximo ano é o volante Andrea Migliorini, capitão do time primavera. O armador Alessandro Osso e o atacante Giovanni Langella também têm se destacado. Sobre o desenvolvimento de seus jovens, Antonello Preiti afirma que “eles possuem todo o mundo para amadurecer tranqüilamente, pois neste clube não há pressa, seja por resultados ou por retorno financeiro”. O diretor técnico da Udinese também defende que o clube venda apenas jogadores já completamente formados do ponto de vista técnico.

Mesmo com contratações pouco dispendiosas – os 7,3 milhões pela co-propriedade de Fabio Quagliarella foram a grande exceção da década, – a Udinese tem mantido campanhas acima da média. O estável processo de revelação de jogadores pôs o clube na agenda dos grandes compradores de toda a Europa. E, classificada para a próxima Copa da Uefa, a expectativa é que o clube perca pelo menos dois de seus titulares na próxima janela de transferências. Por outro lado, um bom dinheiro deve entrar em caixa para a reposição.

Com um bom mercado de verão, aliado a fatores como maior experiência na disputa da complicada Serie A e melhor adaptação ao agressivo plano de jogo de Pasquale Marino, a Udinese 2008-09 deve alcançar uma maior estabilidade. Também vale ficar de olho em algumas promessas que podem estourar a qualquer momento da próxima temporada: a dupla chilena Alexis Sánchez e Mauricio Isla, respectivamente armador e volante, destaques no último Mundial Sub-20; Antonio Candreva, meia inteligente e técnico, contratado há três anos junto à Ternana e freqüentemente comparado a Francesco Totti; e Federico Laurito, centroavante argentino, classe 90, principal aposta de Carnevale para a próxima temporada. Olho neles, olho na Udinese.

Inacreditável

Sério, e muito.

Bastava uma vitória à Internazionale. Uma vitória contra um Siena que já não almejava nada na competição. E assim acontecia - aos 11 minutos, com Vieira, e aos 45, com Balotelli - após um susto de Maccarone aos 30. O segundo tempo voltaria para concretizar a festa de uma implacável Inter. Enquanto isso, a Roma vencia em casa por placar mínimo, o Milan mantinha sua vaga na Liga dos Campeões graças a outro vacilo da Fiorentina, que empatava com um Parma quase rebaixado, visto que o Catania derrubava a Juventus em Turim. O Torino, livrando-se de riscos, vencia um matematicamente derrubado Livorno. Na mesma briga, Reggina e Empoli, Cagliari e Udinese empatavam seus confrontos confrontos, esquentando a luta para fugir da Serie B e a da Copa Uefa, pois a Samp também não saia do zero.

Dessa maneira, como seria a última rodada?

Pois é. Mudou.

domingo, 4 de maio de 2008

Degolados

Uma turminha da pesada vai ter que driblar altas confusões para não se meter com aquele rebaixamento chato pra cachorro!

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Cagliari (38 pontos):

Confrontos:
Udinese (fora); Reggina (casa).
Indisponíveis:
Marchini, Pisano, Parola, Magliocchetti, Acquafresca.
Suspensos:
Conti.
Pendurados:
Agostini, Biondini, Acquafresca, Larrivey, Jeda.

Torino (37 pontos):

Confrontos:
Livorno (fora); Fiorentina (casa).
Indisponíveis:
Comotto, Natali.
Suspensos:
-
Pendurados:
Rosina, Motta.

Reggina (36 pontos):

Confrontos:
Empoli (casa); Cagliari (fora).
Indisponíveis:
Valdéz.
Suspensos:
Aronica (1).
Pendurados:
Campagnolo, Modesto, Vigiani, Costa, Valdez,Cirillo, Lanzaro e Cozza.

Catania (35 pontos):

Confrontos:
Juventus (fora); Roma (casa).
Indisponíveis:
Spinesi.
Suspensos:
-
Pendurados:
Baiocco, Martinez, Biagianti, Vargas, Edusei, Izco, Sottil, Sardo, Sabato, Stovini.

Parma (34 pontos):

Confrontos:
Fiorentina (fora); Inter (casa).
Indisponíveis:
Pisanu, Corradi, Budan, Morfeo.
Suspensos:
Couto (1) .
Pendurados:
Morfeo, Coly, Pisanu, Rossi, Gasbarroni, Pavarini, Cigarini, Zenoni, Dessena .

Empoli (33 pontos):

Confrontos:
Reggina (fora); Livorno (casa).
Indisponíveis:
Pozzi, Musacci, Mchedlidze.
Suspensos:
Budel (1).
Pendurados:
Balli, Pozzi, Budel.

Livorno (30 pontos):

Confrontos:
Torino (casa); Empoli (fora).
Indisponíveis:
Vidigal, Volpe, Bogdani.
Suspensos:
Grandoni (5), E. Filippini (3), Pasquale (2), A. Filippini (1), Balleri (1), Pavan (1).
Pendurados:
Knezevic, Pasquale, Vidigal, A. Filippini, Pulzetti, Grandoni, Balleri.

sábado, 3 de maio de 2008

Os Power Rangers azuis...

Parecia tudo encaminhado: os viola, após um placar fechado como visitantes, receberiam os nem tão temíveis Rangers, de Glasglow. O vencedor da peleja no Artemio Franchi pegaria a surpresa geral Zenit, que havia acabado de destroçar o Bayern München. Uma vaga na final e um título europeu de bom nível como é a Copa Uefa só premiariam um trabalho concreto e interessante que faz o time de Florença. Com um elenco composto por jogadores jovens e eficientes, aumentariam-se as chances de manter tais pérolas que despertam cada vez mais o interesse alheio. É... Parecia tão difícil que os ascendentes viola pudessem cair em casa.

Frey: ele, como sempre, fez o possível

Uma derrota nos pênaltis com um gosto simplesmente terrível poderão culminar em um fim de época desastroso para a Fiorentina: o que poderia ser um título de Copa da Uefa e uma vaga tranqüila na Liga dos Campeões poderá agora se transformar em amargas semifinais e nada além de outra Copa da Uefa. Com a segunda opção, as chances de manter jogadores fantásticos como Frey, Montolivo e Mutu reduzem demais, e as chances de chegar longe a nível europeu com as mesmas probabilidades de vencer também. Ao ter visto o PSV ser eliminado em casa, o Bayern despencar e Ferguson desperdiçar o primeiro pênalti, parecia que tudo estava a favor da squadra que não conseguiu nada além de pressionar inutilmente seu adversário.

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Vieri, por sua vez, acabou com um chute grotesco a sua passagem pela Fiorentina, e, quem sabe, até com a carreira. Seu contrato, que a propósito não será renovado, expira em Junho, e um erro crasso um tanto quanto inoportuno (não que haja uma hora para errar) conseguiu não só desclassificar a sua equipe como também causar uma lesão muscular que o perseguirá até o fim desta temporada. Com uma finalização decisivamente bizonha, o cada vez menos matador encerrou da pior maneira possível a sua temporada como viola. No total, Il Bobo Vieri marcou 6 gols na Serie A e 3 na Copa da Uefa.

Chute medonho, idade elevada, lesão e fim de contrato: que fase!