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domingo, 26 de outubro de 2008

Quem tem boca vaia Roma

O último ponto conquistado por uma equipe romana na Serie A veio de um empate da Lazio com o Lecce, no último dia 4, com um gol sofrido de Simone Inzaghi no último minuto. De lá pra cá, dois jogos e duas derrotas para cada lado. Se quando a bola rolou para o início da Serie A a Roma prometia bastante, não demorou para que a Lazio colocasse em si os refletores. Os celestes seguraram a ponta do campeonato até a sexta rodada. A atual forma do time, há três jogos sem vencer, empurrou a Lazio para a 7ª colocação, muito pouco para quem era apontada por muitos a possível surpresa do campeonato.

Outubro parece ser o mês do inferno astral laziale. Neste mês, Zárate ainda não marcou gols e de quebra viu o time conquistar apenas um dos nove pontos disputados. Ainda em outubro, mas na temporada passada, foram três derrotas em quatro jogos, inclusive no dérbi. Mesmo há dois anos, quando o time conseguiu a classificação para a Liga dos Campeões, foram apenas dois pontos também em quatro partidas.

A lesão de Tommaso Rocchi, sofrida durante os Jogos Olímpicos, parece ser mais séria que o previsto. Seu retorno aos campos acabou sendo forçado na pré-temporada e a cura total de uma lesão que agora parece crônica está cada vez mais distante. Matuzalém, grande contratação do clube para a temporada, só fez dois jogos, também por problemas físicos. Mesmo problema para Cribari, Meghni, Foggia e Radu. Mas vale lembrar que estes desfalques não atrapalharam a boa largada do time na temporada: Delio Rossi já fez jogar o que tem em mãos, resta saber como fazê-lo retomar o caminho na luta pela Europa. Uma vitória em Verona, nesta quarta, é essencial. Antes que seja muito tarde.

No lado giallorosso da capital, é difícil explicar o buraco negro em que se meteu a Roma. Os motivos são tantos, tão diversos e por vezes tão etéreos, que elencá-los é um risco. Não um risco de erro, mas o risco de esquecer algum outro mais importante. A Roma apresenta algumas falhas crônicas, notadas há vários meses e jamais resolvidas. O excesso de confiança virou excesso de debilidade, mas o time se mantém com os sete reis da Roma Antiga na barriga, sem luta alguma em campo.

A Roma pós-ressurreição com Bruno Conti tem se baseado num grupo forte e unido, que se conhece bem e distribui seus passes por previsão. Mas o quinteto de meio já não é mais De Rossi, Pizarro, Taddei, Perrotta e Mancini em grande fase, e já faz um bom tempo. E, quem diria, a falta do último é bastante notada, mesmo com a chegada de Ménez e Júlio Baptista. Pelo simples motivo de Spalletti não ter alguma carta na manga, um plano B. Tudo indica que o técnico toscano, cedo ou tarde, vai morrer abraçado com seu 4-2-3-1 que já dava sinais de exaustão na última temporada e já deveria ter sido enterrado nesta.

Contratações como Riise, Júlio Baptista e Ménez tinham muito a contribuir para o time logo em suas chegadas. Mas é praticamente impossível encaixá-los nas funções previstas pelo imutável esquema de Spalletti. Na prática, Ménez não irá existir enquanto Vucinic for titular. Júlio Baptista continuará como náufrago onde quer que atue. E Riise vai se manter à deriva atuando de forma tão recuada num time de natureza tão ofensiva. Por outro lado, Loria conseguiu superar qualquer crítica do início da temporada e atingir o impossível: fazer a torcida sentir a falta de Ferrari.

A única pressão que caiu é a de ser o melhor futebol na Itália. Já é claro para todos que o ciclo de Spalletti se encerrou. Desta vez, sem volta. O vestiário romanista parece sempre mais rachado, o time não mostra vontade em campo e as escolhas técnicas são cada vez mais discutíveis. Para quem começou o campeonato desafiando o trio de ferro italiano, estar a um ponto da zona de rebaixamento é um pesadelo bem incômodo. Para acordar o time, talvez não reste outra alternativa que não sacrificar o arquiteto de um time que encantou a Itália. Mas que tem desencantado não só seus torcedores, mas também seus inúmeros admiradores. Queira ou não, é o fim da linha para Spalletti.

Futebol de primeira na segundona

O meia Francesco Lodi foi o principal destaque da boa campanha do Frosinone na última Serie B italiana. Ao negociá-lo com o Empoli na última janela de transferências, os canários receberam por completo o passe de um coadjuvante que se converteria, de forma inesperada, no grande destaque da equipe na atual temporada: o brasileiro Éder, 21 anos.

Éder havia terminado a última temporada muito bem, com grandes jogos contra Cesena, Treviso e Piacenza. Mas Silvio Baldini não quis aproveitá-lo na reconstrução do Empoli recém-rebaixado, preferindo apostar em Daniele Corvia, uma das maiores enganações da história recente do futebol italiano.

Depois de um surgimento relâmpago no Criciúma, por muito pouco não foi parar no Cruzeiro, graças às boas relações entre os presidentes dos dois times. Éder estreou no profissional do time catarinense na última rodada do Brasileirão de 2004, contra o Coritiba, quando seu time já estava rebaixado. No ano seguinte, foi lançado no Catarinense e ia bem até fraturar o ombro direito. Na volta, fez três gols que ajudaram o clube a garantir o título estadual. Na Série B, segurou a titularidade e marcou mais seis vezes, até ser negociado com o Empoli.

Com apenas 18 anos, foi inserido no time primavera do Empoli, mas ainda assim fez algumas partidas entre os profissionais – estreou contra a Lazio, em pleno Olímpico de Roma. Sem chances concretas para demonstrar seu valor, Éder acabou cedido ao Frosinone como contrapartida na negociação de Lodi. E a melhor forma de alegrar os torcedores ao herdar a posição de um artilheiro é simples: marcar gols.

Chutes potentes, precisos, cabeceios, jogadas de velocidade. Éder surpreendeu o público brasileiro ao ser incluído por Dunga na lista dos 35 pré-convocados para os últimos Jogos Olímpicos. E surpreendeu o público italiano após retornar ao Frosinone após as férias. Depois de dez rodadas, já são seis gols, todos marcados de formas diferentes. O brasileiro forma uma ótima dupla de ataque com Dedic e tem crescido do ponto de vista físico e tático, algo fundamental para quem tem uma técnica tão refinada e tanto altruísmo no futebol italiano.

Se mantiver esse rendimento até o fim da temporada, o brasileiro definitivamente se tornará a grande estrela da equipe e o número dez que leva nas costas deve colocá-lo na agenda de vários clubes da Serie A. Ou mesmo na do Empoli, que já pôde perceber o que é que perdeu.

Ainda na Serie B...
- Sem chance em Inter e Roma, o zagueiro Marco Andreolli, 22, finalmente encontrou seu porto seguro: o Sassuolo, líder da Serie B com 19 pontos em dez rodadas. Apontado como uma das grandes promessas da posição no país, o camisa 28 jamais havia engatado uma seqüência de partidas. Logo em sua primeira temporada como titular, suas atuações têm sido elogiadas pela imprensa italiana e um retorno para uma Roma com emergências defensivas, já em janeiro, não seria absurdo.

- Outro zagueiro que tem se destacado é Nicholas Giani, 22, pedra fundamental na zaga do Vicenza, vice-líder e melhor defesa do torneio. Após algumas temporadas girando por empréstimo em clubes menores como Cremonese e Pro Patria, o zagueiro da Inter finalmente se encontrou e vem mostrando os motivos de ser apontado uma das grandes promessas da base nerazzurra, alguns anos atrás.

- Na outra ponta da tabela, têm decepcionado o atacante francês Jonathan Bibiany, 20, e o meia-direita romano Massimiliano Marsili, 21, ambos titulares do lanterna Modena. Esperava-se bastante do primeiro, que há dois anos era cotado para reforçar o Arsenal de Wenger. Já o segundo, mais um dos bons meias da geração primavera-05 da Roma, está apenas cumprindo tabela na Serie B enquanto espera por alguma chance no time giallorosso.

domingo, 19 de outubro de 2008

Tudo (quase) do mesmo jeito

Daiane dos Santos agita a galera no show do intervalo

Até o final da tarde de hoje o Napoli era líder da Serie A depois de 16 anos. Não é mais porque uma Inter avassaladora atropelou, por 4x0, o esboço de time montado por Luciano Spalletti, num jogo que deve ter trazido más lambranças ao torcedor giallorosso. O resultado e o jogo foram muito parecidos com a última partida realizada entre os dois times no Olímpico, pela Serie A, em que a Inter aplicou outra sonora goleada, com gol marcado no início. Daquela vez, por 4x1.

O brilho

Se daquela vez houve muita discussão sobre se a supremacia da Inter em campo não foi conseqüência da expulsão precoce (e correta) de Giuly, dessa vez não houve dúvidas: foi um verdadeiro massacre, do início ao fim. Com Ibrahimovic, Maicon e Cambiasso em excelente noite, os raros esforços de Vucinic e Totti foram pouco - principalmente quando Júlio César estava muito bem colocado e com reflexos apurados. As duas melhores chances da Roma no jogo esbarraram no goleiro brasileiro.

Pelo lado nerazzurro, o setor criativo esteve muito bem. Maicon foi bastante acionado, e pôde dialogar com Ibrahimovic, Quaresma e Obinna. Riise não conseguiu combater e foi muito prejudicado pela falta de mobilidade do esquema de Spalletti. Não aparecia ninguém para ajudar. Resultado: por aquele setor saíram três dos quatro gols interistas.

Obinna, estreando como titular pela Inter, desempenhou seu papel com muita personalidade: até marcou gol. Prestigiado por Mourinho, sua escalação foi uma grande surpresa. O gol marcado e a seqüência de jogos deve transformar Crespo em sexta opção de ataque. Mourinho já tinha avisado: "quero trabalhar com 21 homens de linha e mais três goleiros". O elenco da Inter excede este número em cinco.

Ibrahimovic deitou e rolou hoje. Marcou sua primeira doppietta na temporada, deu belos passes e ainda poderia ter saído de campo com mais gols, se a Inter não tivesse pecado na conclusão de algumas jogadas. O sueco já havia declarado que em três meses com Mourinho aprendeu mais futebol do que com todos os outros técnicos que já o haviam treinado antes. De fato, parece ser verdade: ele vive a melhor fase da carreira, de longe. Cada vez mais fuoriclasse. Se não dá para ser Bola de Ouro este ano, se mantiver o ritmo, é fortíssimo candidato.

A apatia

Juan e Loria foram pífios. Se o brasileiro tinha problemas físicos e foi escalado no sacrifício, o problema do zagueiro ex-Siena é técnico. Loria não pode ser reserva imediato de um time que briga (ou brigava, dada a má fase) por Liga dos Campeões. A calamidade da defesa romanista é obra de uma péssima estratégia de mercado. Há apenas quatro zagueiros no elenco. Spalletti e a diretoria da Roma comeram mosca - pela segunda temporada consecutiva.

Totti, escalado no sacrifício, nada pôde fazer. Talvez tivesse sido mais inteligente ter entrado com Ménez e ter lançado o capitano na segunda metade do jogo. Aquilani e De Rossi, as outras crias da base de Trigoria, foram nulos. Stankovic, Muntari e - especialmente - Cambiasso engoliram o meio-campo capitolino.

O que se espera é a queda de Spalletti. Mas quando? A paciência da família Sensi é grande, mas talvez o jogo contra o Chelsea, em Stamford Bridge, na quarta-feira, possa ser a última chance do carequinha. Os blues são favoritos, mas caso a Roma apronte, Spalletti pode ter mais uma sobrevida no cargo.

Roma-Inter 0-4

Gols: 5, 47 Ibrahimovic, 54 Stankovic, 56 Obinna.

Roma: Doni; Cicinho, Loria, Juan, Riise; De Rossi, Aquilani; Taddei (75 Okaka), Perrotta (77 Brighi), Vucinic; Totti (67' Menez).
Substitutos: Arthur, Pizarro, Tonetto, Montella, Menez, Brighi, Okaka.
Treinador: Luciano Spalletti.

Inter: Julio Cesar; Maicon, Cordoba, Chivu, Zanetti; Stankovic (78 Dacourt), Cambiasso, Muntari; Obinna, Ibrahimovic (82 Cruz), Quaresma (69 Mancini).
Substitutos: Toldo, Cruz, Adriano, Dacourt, Samuel, Mancini, Balotelli.
Treinador: José Mourinho.

Cartões Amarelos: Vucinic, Chivu.

Árbitro: Nicola Rizzoli (Bologna).

Novo líder, muita gente nova

Para variar, neste sábado a Juventus se apresentou de forma desastrada, conduzida por um técnico confuso com poucos atletas (e idéias) à sua disposição. E como tem sido padrão nas últimas semanas, não foi o suficiente. Desta vez, a Juve caiu para um Napoli em alta rotação, finalmente líder da Serie A após 16 anos longe do primeiro lugar.

A versão 2008-09 do Napoli de Edoardo Reja tem voado baixo e passa por três pilares: o capitão e zagueiro Paolo Cannavaro, o atacante argentino Ezequiel Lavezzi e o meia eslovaco Marek Hamsík. Se o ditado inglês diz que a tabela de uma competição jamais mente, o fato de os partenopei virarem o primeiro dia da sétima rodada na liderança isolada é algo notável.

Falar de Lavezzi é chover no molhado. O campeão olímpico se lesionou no início da temporada, mas voltou com grandes apresentações e hoje disputa com Amauri e Gilardino o posto de melhor atacante da Serie A. Contra o Benfica, pela Copa da Uefa, sua falta foi bastante sentida pelo Napoli, que acabou caindo na competição continental. Por uma ótica otimista, o time pelo menos terá folga de rodadas infra-semanais, enquanto os rivais por vaga na Liga dos Campeões se desgastarão nestas datas. Porque, sim, este Napoli lutará por uma das quatro vagas na CL.

Para isso, a chave é Marek Hamsík. Se Lavezzi brilha, Hamsík faz o trabalho sujo de forma surpreendente plástica. Como interno pela esquerda no 3-5-2 napolitano, tem ganhado cada vez mais liberdade no plano de jogo de Reja, mas não deixa de compor o meio e dar combate, mostrando uma maturidade inesperada para alguém de 21 anos recém-completados. Quando chega à frente, é decisivo: é o artilheiro do time na temporada, com seis gols, quatro na Serie A.

Hamsík se tornou a jóia rara que todo mundo quer comprar. Em entrevista à ESPN em agosto, Walter Novellino, ex-técnico do Torino, disse que preferiria o eslovaco em seu time a Ronaldinho. Se os granata não puderam garantir o sonho de Novellino, os rivais locais da Juve tentarão levá-lo a todo custo: Hamsík deverá ser a grande disputa nas próximas janelas de transferência, até porque o Napoli não precisa de dinheiro em curto prazo, graças aos altos investimentos da família proprietária do clube.

Se o time se mantiver embalado até janeiro, especula-se que Aurelio Di Laurentiis investirá muito para buscar uma vaga na Liga dos Campeões. O presidente napolitano nunca escondeu seu interesse por investimento em promessas e deve manter esta política. Daniele Galloppa, destaque do Siena e titular da seleção na última Olimpíada, é especulado como sucessor em médio prazo de Hamsík. Para o ataque, fala-se do artilheiro uruguaio Abel Hernández, apenas 17 anos, do Peñarol. E o primeiro candidato a "novo Lavezzi" tende a ser Diego Buonanotte, 20 anos, do River Plate.

Lavezzi e Hamsík foram as grandes apostas que vingaram na última temporada. Para os próximos meses, o Napoli deve colocar mais dois outros nomes na agenda dos gigantes europeus: o zagueiro ítalo-brasileiro Fabiano Santacroce e o esterno Luigi Vitale. Santacroce chegou ao clube em janeiro e logo se firmou como titular. Nessa temporada, vem bem, mas peca pelo excesso de cartões: já são duas expulsões em apenas sete jogos. Crescido na Lombardia, esteve presente na última convocação de Lippi e deve ter oportunidades reais nos próximos meses.

Já Vitale é a grande surpresa da temporada partenopea. O clube tentou vários jogadores da posição para seu elenco e chegou a fechar com a Fiorentina a contratação de Pasqual, mas o jogador rompeu a negociação sem maiores explicações. Gente experiente como Dragutinovic, Magnin, Tonetto, e até Birindelli foi especulada. Mas o Napoli não fechou com ninguém, afastou o até então titular Savini e Reja topou fazer a aposta arriscada: não improvisar na ala-esquerda e dar a posição ao garoto de 20 anos.

Em Nápoles desde 2005, fez apenas uma partida pela Serie B na campanha que levou o time de volta à primeira divisão. Na última temporada, foi emprestado ao Lanciano e jogou como titular a péssima campanha que rebaixou o time na Serie C1. Foi confirmado no Napoli por declarada falta de opção, mas fez bons jogos internacionais contra Panionios e Vllaznia e ganhou a confiança do técnico, que lhe permitiu estrear na Serie A contra a Roma, em pleno Olímpico. Se rarearam as especulações sobre um lateral-esquerdo, o responsável é o próprio Vitale. Casiraghi tem o observado nas últimas rodadas e uma convocação para a Itália sub-21 é mais do que esperada.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Giallorossi que encantam!(?)

Não desmerecendo os outros jogadores envolvidos na partida, porém é evidente que aqueles da Roma que desta participaram, Itália - Montenegro, roubaram os holofotes. Ok, tudo bem, exceto por Perrotta, que, se roubou alguma coisa, foi um monte de docinhos na concentração. O meio-campista ex-Chievo já esteve mais em forma...

Italia 2-1 Montenegro - Aquilani 8', 29' ; Vucinic 19'

O jogo em si começou a todo o vapor, e a Itália desperdiçou boas chances nos primeiros 5 minutos, porém aos 8' Di Natale aproveitou a falha de um zagueiro montenegrino para invadir a área e chutar/cruzar; o goleiro não conseguiu defender/cortar o cruzamento, e a bola sobrou na 'meiuca' para Aquilani marcar de scivolata.

Montenegro, apesar de frágil na defesa, não se intimidou, e poucos minutos depois, chegou ao empate em jogada de contra-ataque em grande velocidade. Jovetic tocou para Mirko Vucinic, que deu um 'carreirão' da metade do campo até a área adversária, deixando Chiellini para trás, antes de chutar por baixo de Amelia. Este não pode ser culpado, mesmo tendo tomado um gol que, creio eu, Buffon não tomaria. Vucinic voltou a balançar as redes em Lecce, cidade que o projetou no futebol italiano, após boa visão do seu compatriota Jovetic, que procura agora também conseguir seu espaço no calcio pela Fiorentina.

No que veio a ser a sua melhor partida pela seleção, AA (Alberto Aquilani e não Alcóolatras Anônimos, muito menos Army Ant*) ainda marcou outro gol. Quem vier a ver apenas os gols da partida, pode não achar que sua atuação foi esplêndida, uma vez que estes não foram as pinturas que já vimos ele fazer. Não obstante, sua partida foi muito boa. Jogando de trequartista num 4-2-3-1, Alberto teve uma boa movimentação e conseguiu trazer a criatividade ofensiva que há tempos não se via na Azzurra. Teve sua partida indicada como uma das melhores de sua carreira pelos críticos italianos, sendo comparada à sua atuação em Madri, contra o Real pela última Champions League.

A noite só não foi mais giallorossa por caprichos. Aos 18' do segundo tempo, numa jogada toda capitolina, Aquilani cruzou e De Rossi cabeceou, mas a bola foi na trave. Minutos depois, Vucinic cobrou falta que passou a centímetros do gol de Amelia. A dúvida que fica agora é: será que os figurões conseguirão manter o nível no próximo domingo, contra a Inter, dando alguma esperança de reação para a Roma?

Ah, e vale relembrar que, apesar do pouco futebol apresentado ultimamente, Lippi chega ao 30º jogo consecutivo sem derrota pela seleção.

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* Assistir a episódio 13, da 1ª temporada de 'The Big Bang Theory' caso não tenha entendido a piada.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Itália que dá sono

Se o campeonato italiano voltou aos holofotes do mundo esportivo e só perde em audiência para a Premier League, a seleção de Marcelo Lippi está bem longe de empolgar. Jogando em Sofia, na Bulgária, a ‘jovem azzurra’ não saiu do empate em 0 a 0 com os donos da casa.
O jogo foi chato. Chato não, chatíssimo. E nem a volta de Gilardino e as chances para Montolivo, Dossena e Pepe movimentaram a partida.
Pode até ser ruim para quem espera um belo jogo de futebol, mas Lippi não deve estar dando muita importância, já que a seleção lidera o grupo com 7 pontos. Então deixo a pergunta para o leitor.

Qual a última bela partida que você assistiu da seleção italiana?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Garotos prodígios: Júlio César

Originalmente para o Olheiros.

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Cobrindo melhor que qualquer toldo

Aproveitar oportunidades na vida pode ser considerado como um dom. No futebol, lógico, não é diferente. Hoje, Júlio César, com seus quase 30 anos – apesar de parecer mais novo – poderia facilmente ser definido como um desses atletas que souberam agarrar as chances obtidas. E desde cedo, muito cedo, o arqueiro já demonstrava seu potencial embaixo das traves. Ainda com 16 anos, Júlio César foi titularíssimo da seleção brasileira sub-17 na Copa do Mundo de mesma categoria no Equador, terminada com um vice campeonato.

Nascido em Duque de Caxias e flamenguista desde criança, o goleiro começou a jogar pelo seu clube do coração ainda com 12 anos. Sempre causando boas impressões na base, não demorou muito para que Júlio César subisse à categoria profissional da equipe para fazer sombra ao já experiente Clemer. A sorte do jovem arqueiro era o azar, ou incompetência, do titular do rubro-negro: enquanto o reserva crescia, Clemer dava claros sinais de inconstância e criava desconfiança em muitos dos mais otimistas torcedores. Júlio César festejou, ainda que do banco de suplentes, uma Copa Mercosul (1999) e dois Estaduais (1999 e 2000).

Conforme as chances surgiam, Júlio as agarrava com muita segurança. Prata da casa, xodó da torcida, jovem e muito promissor, não foi difícil conseguir apoio dos mais distintos lados. Durante a Copa João Havelange, em 2000, o flamenguista chegava aos poucos à titularidade. Em 2001, ainda antes de completar 22 anos, já era titular absoluto do clube da Gávea. No mesmo ano, conquistou um Campeonato Carioca e a extinta Copa dos Campeões. Depois de ser o camisa 1 do time que o revelou e ídolo da torcida, o próximo passo era, inevitavelmente, chegar à seleção principal.

Enquanto o Flamengo já não empolgava tanto, seu arqueiro, por sua vez, continuava a brilhar. Em 2002, quatro meses antes da Copa do Mundo, Júlio César foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Como um terceiro goleiro de Luiz Felipe Scolari, o flamenguista faria sombra então a Marcos e Dida. Esperançoso de disputar o mundial de Coréia e Japão, o segundo reserva de Marcos no elenco penta-campeão foi, entretanto, Rogério Ceni. Entrevistado pela Placar em fevereiro de 2002, Júlio foi claro e certeiro: “vou comendo pelas beiradas, ainda sou muito novo”.

Copa América

Após um 2003 sem glórias, no qual o rubro-negro terminou na oitava colocação do Campeonato Brasileiro, o nome do camisa 1 continuava firme e forte como um dos principais da equipe, apesar de algumas falhas. O ano de 2004, porém, mudaria para sempre a trajetória futebolística do jogador. Em julho, o flamenguista recebeu a convocação mais determinante de sua história, aquela para disputar a Copa América como titular do grupo de Carlos Alberto Parreira.

Nas semifinais da competição, atuando contra o Uruguai, Júlio César pegou o último pênalti dos celestes, batido por Vicente Sánchez, e deu a vaga à final ao Brasil. Contra os rivais argentinos, no último jogo do torneio, o arqueiro flamenguista parou a primeira penalidade dos adversários, cobrada por Andrés D’Alessandro. Grande mérito da conquista, então, seria inevitavelmente seu. Já não era possível para o rubro-negro da Gávea segurar seu prata da casa até mais do que o fim daquele ano, quando o atleta se transferiu para o Chievo, da Itália, no que correspondia à metade da temporada 2004/05 neste país.

A Inter

Após passar seis meses sem entrar em campo no Chievo, a Internazionale adquiriu o passe do jogador. Muito se fala que o acordo, na verdade, já estaria feito, e os nerazzurri só não o haviam comprado antes devido ao limite de extra-comunitários no elenco. Independentemente, Júlio César desembarcava em Milão com um objetivo muito complicado: barrar o experiente, consagrado, titular e cheio de credibilidade Francesco Toldo. Trazido na confiança do então treinador Roberto Mancini, o brasileiro não decepcionou.

Os números não mentem, e basta analisá-los para compreender o quão rápida foi a ascensão de Júlio César na Itália. Toldo, na temporada 2004/05, disputou 30 partidas de Serie A com a Inter. Após a chegada de Júlio, o italiano entrou em campo apenas 8 vezes na mesma competição, durante a temporada seguinte. As oportunidades do brasileiro vieram com uma excelente preparação de pré-temporada para 2005/06, aliada à já citada confiança de Roberto Mancini e os excelentes resultados obtidos em campo. Em pouquíssimo tempo, o homem que havia barrado o experiente Clemer deixava para trás outro respeitado – e bem melhor – goleiro. Vale lembrar que Toldo ainda estava no grupo da Seleção Italiana que disputou a Euro 2004.

Bastou essa mesma temporada para que Júlio César se confirmasse como um dos arqueiros da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2006, sem entrar em campo na competição. Depois do campeonato, continuaria como titular absoluto da Inter, e aumentaria de 29 para 32 o seu número de presenças na Serie A. Só não entrou em campo na Coppa Italia devido ao tradicional rodízio de goleiros do país. O mesmo se sucederia na temporada seguinte: em 2007/2008, Júlio aumentou em mais três o número de presenças e, de novo, não participou do vice-campeonato da Coppa graças ao revezamento embaixo das traves causado pela cada vez mais baixa importância dessa competição.

É incrível pensar que, no tapetão ou não, o brasileiro simplesmente não conhece outra sensação senão a de vencer o campeonato italiano. Desde 2005/06 na equipe, a Inter faturou – por coincidência ou não – todos os scudetti com o brasileiro defendendo sua meta. E mais: os nerazzurri venceram a única Coppa em que ele entrou em campo. Indiscutivelmente como titular absoluto, já começa a se consagrar na Itália, e de lá não deve sair tão facilmente. Firme e forte como, quem diria, o principal goleiro da poderosíssima Internazionale, Júlio César comeu pelas beiradas e - já não tão novo, mas com tempo de sobra - ninguém duvida de seu posto com a camisa 1 do Brasil na África do Sul, em 2010.

Ficha técnica:

Nome completo: Júlio César Soares Espíndola.
Data de nascimento: 03/09/1979.
Local de nascimento: Duque de Caxias (RJ), Brasil.
Clubes que defendeu: Flamengo, Chievo-ITA, Inter-ITA.
Seleções de base que defendeu: Brasil sub-17, sub-20.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Garotos prodígios: Juan Manuel Vargas

Com 25 anos completados nesta última semana, o lateral-esquerdo Juan Manuel Vargas superou o preconceito da posição e é considerado o melhor jogador peruano da atualidade. O valor pago pela Fiorentina ao Catania por seu passe, estipulado na casa dos 12 milhões de euros, o tornou o jogador peruano de transferência mais cara da história, superando atacantes do calibre de Pizarro e Farfán.

Alto e forte, Vargas atua por qualquer função pelo lado esquerdo: na defesa ou no meio, tanto em posições ofensivas quanto defensivas. Mesmo geralmente escalado como terzino, como o lateral da forma que conhecemos é chamado dentro da terminologia italiana, El Loco se destaca pelos bons dribles, cruzamentos e chutes a gol. Seus lances em bola parada também são perigosos. Com personalidade, suas subidas pelo lado esquerdo tendem a causar estrago a defesas mais desavisadas. Porém, até pela facilidade no campo ofensivo, não é raro que Vargas deixe suas costas desprotegidas e expostas ao contra-ataque adversário.

Abandono prematuro
Vargas chegou às categorias de base do Universitario (um dos três grandes clubes do cenário peruano) em 1995, aos 12 anos, já se lançando como um dos mais destacados meias dos cremas. Ainda na base, alguns anos depois, ganhou uma oportunidade "real" ao ser negociado com o Unión Minas. A chance, porém, logo se transformou em uma decepção: o jovem nunca viajou para a província, sempre treinando entre os juvenis do time no interior de Cerro de Pasco. Com a má situação econômica e esportiva do clube, decidiu se afastar do time e acabou atrasando sua estréia na Primera División.

Decepcionado com a falta de apoio dos dois times, Vargas decidiu deixar o futebol e se voltar apenas aos estudos. Até conhecer, em 2001, César Gonzáles, conhecido técnico da base peruana, que pretendia contar com o jogador para a seleção nacional sub-20 que jogaria em 2003 o Sul-Americano da categoria no Uruguai. A única condição imposta por Gonzáles era que ele voltasse a jogar por algum clube para assim ter alguma continuidade e poder demonstrar suas reais condições.

Dessa forma, decidiu retornar ao Universitario. Se o primeiro semestre de 2002 não foi promissor para o lateral, após passar treinando despercebido no meio da constelação do clube merengue, a chegada do técnico Oswaldo Piazza acabou sendo um divisor de águas em sua carreira. Com uma crise financeira agravada pela falta de resultados, os jogadores do time entraram em greve e os dirigentes optaram por lançar logo a geração, na qual estava Juan Vargas.

Começando a carreira de vez
Sua estréia seria no Estádio Monumental, contra o Cienciano. Mesmo com a derrota de La U para o adversário, Vargas deixou sua marca ao atuar com personalidade e raça, além de anotar um dos gols de honra de seu time, que ao fim do ano seria considerado por muitos torcedores como o mais belo gol da temporada. Ao mais novo queridinho da torcida, nem a saída de Piazza abalou sua moral dentro do clube.

O próximo treinador, o uruguaio Ricardo Ortíz, apostou em Vargas como titular para a Libertadores de 2003. O time decepcionou e caiu ainda na primeira fase, mas o lateral se tornou o único porto seguro de um time descontrolado emocionalmente e tecnicamente fraco. Mesmo na ressaca da queda continental, César Gonzáles cumpriu a promessa e levou Vargas para o Sul-Americano Sub-20. Mesmo com bons jogadores como Guevara, Farfán e Rodríguez, a seleção peruana passou despercebida e voltou logo para casa.

O ano de 2004 foi o melhor de sua carreira. Sempre regular, cavou tanto uma transferência como um lugar na seleção, mesmo com apenas 21 anos. Paulo Autuori tentava com Hidalgo e Vílchez, mas o bom momento de Vargas fez com que o técnico brasileiro apostasse nele para as partidas contra Bolívia e Paraguai. Mesmo sem repetir o ótimo futebol do Universitario, seus jogos regulares o mantiveram nas convocatórias até o fim das Eliminatórias, tanto no comando de Autuori como no de Ternero.

Finalmente no exterior
No ano de seu centenário, o Colón de Santa Fe buscou reforços em toda a América Latina e acabou fechando com Vargas, que não tardou a convencer a torcida sabalera com suas projeções e bombas de fora da área. Logo em seu primeiro ano, marcou quatro gols, um deles antológico, ao driblar seis jogadores nunca vitória em Almagro. Outro tento importante foi marcado de falta, empatando o jogo com o Boca Juniors em plena Bombonera - e o menino mostrava personalidade e técnica.

Vargas também marcou presença no Clausura de 2006, mas uma proposta irrecusável vinda da Inglaterra não auxiliou em sua continuidade no futebol argentino. No fim das contas, o lateral disse não ao Portsmouth e seguiu para o Catania, recém-promovido à Serie A italiana, preferindo o desafio de atuar no futebol que havia acabado de vencer o título mundial.

Não demorou a alcançar a titularidade logo nas primeiras rodadas, mas em sua temporada seguinte atingiu um de seus melhores momentos como profissional. Principal válvula de escape de um time de poucos recursos, foi peça-chave do Catania que chegou às semifinais da Coppa Italia e se salvou do rebaixamento na última rodada marcando golaços como o que veio depois de um lindo chute de primeira contra o Milan.

Os gols marcados nas Eliminatórias para a Copa de 2010 contribuíram também para sua valorização – em especial aquele que garantiu ao Peru um empate contra o Brasil. Na mira de Real Madrid, Juventus, Roma e Milan, acabou optando pela Fiorentina, onde teria um papel mais importante. Se o mau início de campeonato viola pode atrapalhar sua adaptação, por outro lado Vargas já provou que não precisa de muito tempo para conseguir seu espaço. Pelo bem da Fiorentina e da seleção peruana, onde é o maior ídolo e referência nos últimos tempos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nunca na história desse país

Nem só de uma noite memorável de Ibrahimovic, do retorno de Adriano aos gols, da virada de um promissor Genoa sobre o Napoli ou dos tropeços de Juventus, Roma e Milan viveu a sexta rodada da Serie A, neste fim de semana. Para o espectador brasileiro, ficou marcado o fim de semana mais, digamos, calcistico de sempre. Não acho que exista um banco de dados sobre o tema, mas sete das dez partidas da rodada puderam ser acompanhadas - e de forma oficial - do Brasil, seis delas ao vivo. Um número praticamente insuperável, se considerarmos um campeonato estrangeiro num fim de semana eleitoral.

Os dois jogos de sábado, os anticipi, foram transmitidos ao vivo por pelo menos quatro opções. O posticipo de domingo deu cinco opções aos espectadores. Na hora "cheia" do almoço dominical, quatro das sete partidas puderam ser acompanhadas sem que o torcedor brasileiro recorresse a alguma transmissão de baixa qualidade em polonês ou russo, nos fóruns e sites especializados nesse tipo de "serviço".

Com a entrada da Sportv na jogada após a liberação para os canais ESPN da Copa do Brasil no próximo triênio, agora a Serie A pode ser vista em seis meios diferentes (veja abaixo). A questão é o material humano, que muitas vezes se mostra claramente incompetente na cobertura de um campeonato estrangeiro. Ou mesmo na de futebol por si só.

Se no canal da Globosat todos os times são masculinos (vide "o Roma", "o Fiorentina") por cartilha antiga, na TV Esporte Interativo o excesso de marketing torna evidente a falta de profissionalismo de grande parte das "pessoas públicas" da emissora, aquelas que aparecem para os telespectadores. Um bom exemplo foi a transmissão de Fiorentina x Genoa, em 27 de setembro, um jogo sem tanto apelo comercial e mesmo assim a todo momento interrompido por alguma inserção paga. Sem contar a faixa horizontal onipresente que pede o envio de mensagens SMS. Ou ainda a entrada ao vivo, em vários momentos, da garota-propaganda de uma das marcas que anunciam no canal dando seus pitacos sobre a partida.

Há mais opção, porém a qualidade tem deixado a desejar. Nas transmissões de hoje, graças às informações (muitas vezes erradas) passadas adiante sem qualquer cuidado, a omissão tornou-se uma bênção. Confira suas opções para acompanhar a Serie A:

Band
Onde assistir: rede aberta, parabólica.
O que é: a TV Bandeirantes surgiu no final dos anos 60, com o projeto de expansão do Grupo de João Saad. Hoje, chega a 86% da população brasileira. Tendo se consagrado entre os anos 80 e 90 como o "Canal do Esporte", a Band tem história no segmento. Foi a pioneira na transmissão do campeonato italiano no país e hoje tem no torneio seu único produto de futebol internacional.
O que, como e quanto pode transmitir: recebe um jogo por fim de semana, geralmente aos domingos, graças à parceria com a Topsports, que comprou a faixa entre as 12h e as 14h do dia, o que faz com que raramente alguma partida seja transmitida ao vivo. Mas, por conta do bom relacionamento entre as duas empresas, podem haver excessões, como neste fim de semana: o jogo na Sardenha foi transmitido enquanto ocorria.
Neste fim de semana: Cagliari x Milan.

Bet365
Onde assistir: internet (acima de 750kbps, preferencialmente).
O que é: o Bet365 é uma das maiores empresas britânica de apostas e pertence a Peter Coates, presidente do Stoke City. Possui os direitos de transmissão online de alguns campeonatos: o italiano e a Copa da Uefa são suas grandes bandeiras. Os jogos são narrados em inglês.
O que, como e quanto pode transmitir: tem os direitos de exibição por streaming de cinco jogos por rodada, exclusivamente ao vivo. Em rodadas infrasemanais, geralmente transmite três partidas.
Neste fim de semana: Lazio x Lecce, Inter x Bologna, Chievo x Fiorentina, Juventus x Palermo e Cagliari x Milan.

ESPN
Onde assistir: Sky, NET, DirecTV, TVA, Telefónica, MaisTV.
O que é: lançada em 1995, a ESPN Brasil foi a primeira emissora da ESPN criada fora dos Estados Unidos e se destaca no jornalismo esportivo nacional. A ESPN Internacional pertence à Disney e está presente em 34 redes internacionais e em 190 países fora dos EUA.
O que, como e quanto pode transmitir: tem os direitos de exibição de até cinco jogos por rodada, seja ao vivo ou em VT. Além disso, pode escolher a exclusividade de uma destas partidas, impedindo que Esporte Interativo e Sportv transmitam dérbis, por exemplo. Tal cláusula não é válida para Rai e Bet365.
Neste fim de semana: Lazio x Lecce, Genoa x Napoli e Juventus x Palermo (Internacional); Inter x Bologna e Cagliari x Milan (Brasil).

Rai International
Onde assistir: Sky, NET, DirecTV, TVA.
O que é: também lançada em 1995, o braço internacional da Rai transmite mundialmente uma seleção dos programas das emissoras da Itália, além de produções originais para estrangeiros ou italianos que vivem fora do país. Através de três satélites, alcança os cinco continentes.
O que, como e quanto pode transmitir: geralmente, exibe quatro partidas por rodada da Serie A, sempre ao vivo: duas no sábado e duas no domingo, além de uma partida da Serie B. No caso de rodadas infrasemanais, por este motivo, só pode transmitir um dos jogos.
Neste fim de semana: Lazio x Lecce, Inter x Bologna, Juventus x Palermo, Cagliari x Milan.

Sportv
Onde assistir: Sky, NET, TVA, Telefónica.
O que é: lançado como Top Sport, os canais SporTV têm se dedicado a cobertura de eventos nacionais - mesmo muitas vezes de forma monopolística. Com 17 anos de estrada, lideram a audiência da categoria. Transmitem a Serie A pela primeira vez nesta temporada, ao receber o campeonato como contrapeso à perda da exclusividade nos direitos da Copa do Brasil no triênio 2009-11.
O que, como e quanto pode transmitir: duas partidas por rodada, seja ao vivo ou em VT. Transmite a segunda e a quarta opções de jogos feitas pela ESPN. Na prática, a ESPN veta a exibição de uma de suas cinco partidas na Sportv, que tem direito à escolha de uma outra. O processo se repete mais uma vez, para que o canal "escolha" seus dois jogos.
Neste fim de semana: Lazio x Lecce e Inter x Bologna.

TV Esporte Interativo
Onde assistir: parabólicas, redes e cabos nas principais cidades, NET, TVA.
O que é: o Esporte Interativo é a plataforma de transmissão esportiva criada em 2004 pela TopSports. Em pouco tempo, contruiu a maior programação ao vivo de esportes da TV aberta brasileira e, por bem ou mal, a maior rede SMS-TV do segmento no país. Em 2007, foi criada a TV Esporte Interativo, de distribuição gratuita nacional.
O que, como e quanto pode transmitir: três partidas por rodada, seja ao vivo ou em VT. O primeiro veto da ESPN também vale aqui, funcionando como aquele da Sky sobre algumas das partidas do campeonato espanhol. Uma destas três partidas é repassada para a Band, mas também exibida no canal.
Neste fim de semana: Inter-Bologna, Siena-Roma, Cagliari-Milan.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Álbum de Figurinhas dos 'Xarás'

Fiquei um bom tempo ausente do blog pois estava fazendo uma extensa e dificílima pesquisa etmológica (mentira), para trazer para vocês uma trivialidade nem tão interessante assim (espero que não seja tão verdade).

Há algum tempo já, eu vinha reparando na quantidade de nomes de jogadores bizarros que vemos no Calcio, e de nomes comuns, que se repetem com frequência, e são principalmente destes que tratarei, pois não sei vocês, mas eu as vezes me confundo com tanto nome parecido: é Rossi pra cá, De Rossi sendo expulso, Rossetti apitando, Delio Rossi reclamando...

Começo então a esmiuçar essas peculiaridades, e aos poucos vou colocando aqui para vocês irem 'colecionando'.

Zanetti

Paolo, Cristiano ou Javier, escolha seu preferido.

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Paolo Zanetti

Equipe: Torino
Posição: Meio-Campo
Idade: 25 anos (16/12/1982)
Altura: 1,84 m
Peso: 76 kg
Local de nascimento: Valdagno, Itália
Equipes que já defendeu: Vicenza, Empoli e Ascoli

Curiosidade: Tem histórico de lesões freqüentes, e já passou por rebaixamento em todas as equipes em que jogou, será que esse ano ele vai trazer a zica pro Toro também?



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Cristiano Zanetti

Equipe: Juventus
Posição: Meio-Campo
Idade: 31 anos (14/04/1977)
Altura: 1,80 m
Peso: 75 kg
Local de nascimento: Carrara, Itália
Equipes que já defendeu: Fiorentina, Venezia, Reggiana, Inter, Cagliari e Roma

Curiosidade: Jogador de características defensivas, contabiliza apenas 5 gols, em 324 partidas por clubes profissionais.


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Javier Zanetti

Equipe: Inter
Posição: Meio-Campo e terzino
Idade: 35 anos (10/08/1973)
Altura: 1,78 m
Peso: 75 kg
Local de nascimento: Buenos Aires, Argentina
Equipes que já defendeu: Talleres e Banfield

Curiosidade: É o 26º jogador com maior numero de presenças no campeonato italiano, o 3º entre jogadores ainda em atividade, atrás apenas do Favalli, e do inesgotável Maldini.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Poucas linhas pelo pouco futebol

Iaquinta participa da campanha 'Free Hugs' na Bielorússia


BATE Borisov 2-2 JuventusKryvets e Stasevich; Iaquinta duas vezes
No rodízio doido de Cláudio Ranieri para agradar gregos e Del Pieros, quem sobrou foi Amauri. Mas não dá para dizer que a substituição tenha sido responsável pelo empate (com o time mais fraco do grupo, diga-se de passagem), muito pelo contrário.
Iaquinta foi o autor dos dois tentos da equipe de Turim, que deve mesmo ser a segunda força do grupo atrás do Real Madrid.

Fiorentina 0-0 Steua Bucareste
O adversário da Fiore até era mais complicado que o da Juventus, mas jogando em casa, num dos grupos mais difíceis, o empate foi péssimo. Adrian Mutu ainda parece longe daquele craque decisivo que foi na última temporada e que quase foi parar na Roma (alguma relação?). E os ‘viola’ terão que torcer para que mais zebras aconteçam no grupo.