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terça-feira, 30 de junho de 2009

Notícia nenhuma é boa notícia

Maicon e Ibra: chaves para que o mercado de Moratti continue tranquilo

É com esse pensamento que os torcedores da Internazionale encaram seu mercado até agora. As confirmações para a próxima temporada vieram no início das férias: saídas de Crespo (Genoa), Figo (fim de carreira), Jiménez (West Ham), Dacourt e Cruz (fim de contrato, ambos) e chegadas dos destaques do Genoa, a dupla sul-americana Diego Milito e Thiago Motta. O brasileiro chega tarde: em 2002, o Barcelona de Van Gaal o ofereceu junto de alguma compensação por Seedorf, mas Moratti recusou para pouco depois entregá-lo ao Milan por Francesco Coco. Sete anos e várias lesões depois, a Inter paga caro por ele.

O que importa é que desde o início do mercado não se passou um dia sem que se especulasse a saída de Maicon ou Ibrahimovic. Para Chelsea, Barcelona, Real Madrid, Manchester United, Manchester City, tanto faz. O que importa é que a maioria das declarações desse possível vai-ou-fica ganhou um espaço mais importante do que realmente merecia, muito porque costumaram sair de empresários, às vezes nem ligados com o jogador, mas com algum interesse escuso.

Tudo bem que é inegável o declínio da Serie A, já muito atrás da Premier League inglesa e agora perdendo espaço considerável para a plástica Liga espanhola. Entre os anos 80 e 90, jogavam na Itália os melhores jogadores do mundo à época, exceção feita a Romário. O Bari tinha o capitão da seleção inglesa e o melhor croata da história, Platt e Boban. O Pisa tinha Dunga, capitão do Brasil tetracampeão em 1994. Hoje, luta para buscar de volta na Roma o horrível romeno Adrian Pit, que deixou o clube em janeiro.

É também fato que Ibrahimovic deu fortes declarações de uma possível falta de motivação há alguns meses. E que Maicon disse que não confirmava seu futuro, depois de ser colocado numa suposta lista de reforços de Chamartín. Mas daí para muitos dos jornais e endereços que ganham com um mercado movimentado tratarem de aquecê-lo por conta própria... Nenhum dos dois saiu ainda. Nem devem fazê-lo, especialmente Ibra. Enquanto isso, a Inter se move aos poucos para que Deco e Ricardo Carvalho façam seu terceiro trabalho com Mourinho. E o mercado continua aberto para possíveis chegadas promissoras, como Arnautovic (Twente) e Diamanti (Livorno). Por outro lado, não é de se esperar alguma perda mais importante que as de Mancini, Quaresma, Obinna, Vieira, Materazzi, Burdisso e Rivas, só a toque de caixa.

Então que a torcida da Inter não aguarde demais, pois nenhum verdadeiro fuoriclasse vai chegar. Mas a soma dos dois ex-jogadores do Genoa pode bastar. Porque uma contratação-bomba, ainda que Moratti tenha condições financeiras para (e nenhuma vontade ou sustentabilidade de) fazê-la, poderia valorizar o mercado italiano para então quebrá-lo de um jeito que tornaria impossível a missão europeia da Inter. Nesse cenário, notícia nenhuma é, realmente, uma boa notícia.

Renovar!
Se a ordem é renovar, melhor buscar técnicos de fora. José Mourinho lançou Santon e Balotelli em apenas um ano como treinador. Uns podem dizer que é pouco, comparado aos talentos disponíveis na base nerazzurra. Outros podem defender que o português não fez mais do que sua obrigação. Mas bancar um lateral-direito primavera improvisado na esquerda não é nada comum na Itália, nem lançar dois jovens com tantas oportunidades em uma só temporada. Comum é desperdiçar Andreolli ou Acquafresca, ainda que ambos tenham passado mais pela seleção de Marco Branca que pela do treinador.

Numa temporada de estreia convicente, Santou marcou - e bem - Cristiano Ronaldo

Talvez o problema não esteja na Serie A em si, mas sim no comando técnico dos times. Antes o único estrangeiro do campeonato, agora Mourinho terá a companhia do brasileiro Leonardo, que também prevê uma renovação para construir um Milan mais low-profile que o dos últimos anos. Muito treinador italiano já teve chances para lançar bons jogadores nessa década - quantos talentos (discutíveis ou não) foram desperdiçados, por exemplo, com as contratações de Amoruso, que já trocou de clube italiano dez vezes? Não apenas gênios como Maldini, Totti e Baggio devem ter sua chance aos 17 anos. Para a Serie A respirar, os Stovini, Delvecchio e Brienza também precisam subir mais cedo e ter chances.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Com a cabeça em 2006

Lippi lamenta o vexame na África: é hora de reformulação?

O vexame pelo qual a seleção italiana passou nesta Copa das Confederações pode ser considerado o maior dos indícios de que parte da geração que deu o tetracampeonato mundial ao país, há três anos, não tem mais condições de atuar pela Azzurra. Se, desde a Euro 2008, quando a seleção italiana ainda era comandada por Roberto Donadoni, alguns heróis da conquista de 2006 davam sinais de que não tinham mais físico para atuar em alto nível por partidas inteiras, agora a situação está agravada, embora Marcello Lippi ainda demonstre confiança em seu grupo de jogadores.

A imprensa italiana bombardeou o técnico de Viareggio após a eliminação na África do Sul, questionando-o sobre o processo de renovação. Lippi surpreendeu ao convocar o jovem garoto Santon, mas decepcionou ao deixá-lo no banco durante toda a Copa das Confederações. Durante toda a coletiva, Lippi buscou se defender, mostrando uma postura resistente e irônica com os repórteres. No entanto, não é só a mídia que pressiona o treinador pela renovação do elenco: enquetes dos maiores sites esportivos do país apontam que o povo também quer renovação e não é de se estranhar que setores dentro da federação italiana clamem por renovação. Por isso, o treinador da Azzurra deve mudar gradativamente sua lista de convocados.

Lippi pode dar início a uma transição já deveria estar sendo feita desde depois da Euro, com a inserção de nomes mais experientes da Serie A, que tem mostrado qualidade suficiente para desbancar gente como Zambrotta, Grosso, Legrottaglie, Camoranesi, Toni e Pepe - este não por idade avançada, mas por não ser suficientemente bom para a Azzurra. Gente como D'Agostino e Maggio, Montolivo, Pazzini e Rossi, que já foram convocados após a Euro, têm capacidade para ganhar ainda mais espaço na seleção.

Além disso, Lippi tem o dever de mostrar que está a par do que a Itália tem produzido de melhor. os jovens mais promissores do país, que têm quebrado a antiga tradição italiana, que diz que os jovens explodem mais tarde. No Genoa, Criscito e Bocchetti foram titulares durante toda a temporada e se mostraram extremamente competentes. Palladino, por sua vez, cresceu durante a temporada e ganhou a titularidade. Outros nomes interessantes são fáceis de apontar: Giovinco, Marchisio, Balotelli, (o já convocado) Santon, Acquafresca, Matri e Cossu. Por fim, há ainda a possibilidade de apostar em algumas agradáveis surpresas desta Serie A, como o experiente Matteo Ferrari - que fez uma temporada brilhante pelo Genoa e já tem passagens pela seleção.

Fantantonio
Durante a Copa das Confederações ficou nítido um problema de criatividade por parte do time italiano. Pirlo vive um dos piores momentos na carreira e o 4-3-3, sobretudo quando os pontas são Camoranesi e Iaquinta, não tem dado frutos. Daí se entende o fato de que cada vez mais se fala em Antonio Cassano, ou Fantantonio, como é conhecido. O que tem faltado para a Itália é um jogador capaz de dar um toque de fantasia ao time, e, atualmente, apenas Cassano parece ser o homem indicado para estar tarefa. Está na hora de Marcello Lippi chamar o Peter Pan para uma conversa franca, porque , em momentos de crise, não se pode prescindir dos mais talentosos. Não se pode também esquecer: a África do Sul é logo ali.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dança das cadeiras

Com o fim da temporada, o mercado volta à ativa e não é só dentro das quatro linhas que os clubes buscam reforços. Muitas foram as mudanças no comando das equipes. Sete dos vinte participantes da Serie A terão técnicos novos na temporada 2009-10. São eles: Juventus, Milan, Palermo, Lazio, Atalanta, Sampdoria e Catania.

A vice-campeã Juventus confirmou o ex-técnico das categorias de base, Ciro Ferrara, para comandar a equipe nas duas próximas temporadas. O ex-jogador do clube e da seleção azzurra comandou os bianconeri nas últimas duas partidas do campeonato, substituindo o demitido Ranieri, e conseguiu duas vitórias, garantindo a segunda colocação para o time de Turim. Com isso, obteve a confiança da diretoria, foi efetivado no cargo e agora faz sua estréia como treinador principal. Ferrara tem a difícil missão de bater a rival Inter na luta pelo scudetto. Para isso, conta com a volta de Cannavaro e a contratação de Diego, além dos remanescentes da temporada passada.

Junto com a vecchia signora nessa onda de apostas, vem o Milan. Depois da saída de Carlo Ancelotti para o Chelsea, Leonardo assumiu o comando rossonero e tornou-se o maior ponto de interrogação da Serie A. O brasileiro atuou bem nos bastidores da equipe enquanto esteve por lá, mas não passou por nenhuma experiência no banco de suplentes antes de assumir o comando do time. O máximo que fez foi participar de um curso para técnicos. E a missão de Leonardo é ainda mais difícil que a de Ferrara: fazer com que o envelhecido time do Milan, agora sem Kaká, alcance posições mais altas não só na Serie A, como também na Liga dos Campeões, que volta a disputar essa temporada.

Do lado oposto da península, na Sicília, quem troca de comando é o Palermo, que mesmo tendo feito uma boa campanha, conquistando a 8ª colocação, não conseguiu superar as desavenças entre técnico e presidente. Mais um desentendimento com Maurizio Zamparini, culminou na demissão de Davide Ballardini, que agora muda de ares e vai à Roma treinar a Lazio. Para seu lugar, chega o ex-técnico do rival Catania, Walter Zenga. Desde a derrota no dérbi siciliano o presidente rosanero já mostrava sua admiração pelo técnico: “O Zenga ganhou do Ballardini de 4 a 0. O primeiro é um treinador experiente, o outro é só um aspirante, que virá a ser bom, mas cuja diferença é notável”. Agora Zenga tem que fazer jus à preferência e, com praticamente o mesmo time, tentar superar a 8ª colocação da temporada passada.

Já Ballardini, chega à Lazio com a responsabilidade de substituir o campeão da Coppa Italia, Delio Rossi, que, após quatro temporadas comandando o time, preferiu sair, julgando não estar mais no centro do projeto laziale, já que o presidente Cláudio Lolito sempre desconversava quando perguntado sobre sua renovação. Ballardini chega com um bom elenco em mãos e tem a chance de mostrar porque é considerado um dos técnicos mais promissores da Itália.

No Catania, Gianluca Atzori é quem chega para substituir Zenga. Na verdade, volta. Na temporada 2007-08, Atzori foi auxiliar de Zenga e saiu do time no início da temporada passada para treinar o Ravenna, onde fez uma boa temporada e ficou na 3ª colocação da Serie C1. Atzori ainda é um técnico novo e vai ter sua primeira experiência como técnico na Serie A. A troca do certo pelo duvidoso pode fazer com que a temporada rossoblù seja mais complicada que a última.

Outro nome quase desconhecido na Serie A é o de Angelo Gregucci, substituto de Del Neri na Atalanta. O técnico que treinou o Vicenza na última Serie B, começou a Serie A de 2005 à frente do Lecce, mas foi demitido antes mesmo da 6ª rodada. A aposta nerazurra foi uma surpresa e agora Gregucci vai ter que trabalhar forte para extrair o melhor dos jogadores atalantinos e fazer uma boa campanha.

Luigi Del Neri, por sua vez, tem a chance de assumir uma equipe superior tecnicamente e tentar uma colocação melhor que a 11ª, conquistada com a Atalanta, temporada passada. À frente da Sampdoria, Del Neri vai ter a chance de comandar a badalada dupla Pazzini e Cassano e, assim espera a diretoria, levar os blucerchiati a mais do que uma 13ª colocação na Serie A e um vice-campeonato da Coppa Italia.

sábado, 13 de junho de 2009

Guia: Copa das Confederações

A Copa das Confederações nunca foi lá muito levada a sério. E nunca faltou motivo para isso. O fato é que, ainda que tenha sua importância esportiva bastante questionável, é uma competição que é tratada como algo sério desde que lançada pela Fifa. Lançada em 1992 como Copa Rei Fahd e oficializada pela Fifa em 1997, só em 2001 é que a Copa das Confederações ganhou alguma "finalidade": viraria uma espécie de teste, um ano antes da Copa do Mundo, para quem a sediasse.

Ainda que não seja muito importante, a edição deste ano é a que mais chama atenção em sua história, sem dúvidas. Três das melhores seleções nacionais (Espanha, Brasil e Itália) entram na disputa com o que têm de melhor, o que dá uma boa legitimidade ao público - ainda que, a quatro dias da estreia, menos de 70% dos ingressos tenham sido vendidos, o que a Fifa considerou vergonhoso. O torneio deste mês vai distribuir 14 milhões de euros em prêmios a seus participantes: só a seleção campeã leva três.

Quem vence a Copa das Confederações não tem conseguido repetir o feito na Copa do Mundo, muito pelo contrário. O Brasil campeão em 1997 perdeu na final de 98 para a França. Já a França campeã de 2001 deu vexame e caiu na primeira fase na Ásia. Em 2005, foi a vez do "quarteto fantástico" brasileiro humilhar a Argentina na final para depois ser batido pela França nas quartas-de-final da Copa alemã.

Dos oito times deste ano, três fazem sua estreia: Itália (campeã da Copa do Mundo-06), Espanha (campeã da Euro-08) e Iraque (campeão da Copa da Ásia-07). O Brasil (campeão da Copa América-07), maior participante da história do torneio, vai a campo pela sexta vez em oito edições para defender seu título. Também estão na disputa África do Sul (organizadora da Copa do Mundo-10), Egito (campeão da Copa Africana de Nações-08), Estados Unidos (campeões da Copa Ouro da Concacaf-07) e Nova Zelândia (campeão da Copa das Nações Oceânicas-08).

Ah, Itália!
Na preparação para a Copa das Confederações, a Itália jogou sem sustos. Mesmo testando novas opções (Rossi, Santon, Palombo), além de jogadores que nem foram convocados para a África do Sul (Brighi, Pellissier, Esposito), os azzurri passaram fácil pela Irlanda do Norte e só tiveram alguns problemas contra uma animada Nova Zelândia, mas nada fora do roteiro.

O time que Lippi deve mandar a campo mantém a espinha dorsal do campeão em 2006, ainda que sem Totti e Perrotta, duas de suas principais referências. Mas como o 4-4-1-1 se transformou num 4-3-3, a ausência da dupla não deve ser tão sentida. A Itália vive uma fase particular, mantendo um grupo forte e experiente ao mesmo tempo em que busca novos fôlego com a inserção gradual de alguns bons jovens em seu elenco.

Um ponto que pode pesar a favor é o momento difícil do futebol italiano após a saída de Kaká para o Real Madrid e as várias especulações que pareciam levar Ibrahimovic para o Barcelona. Em 2006, a Nazionale buscou a superação num momento em que precisava tirar da lama o futebol imerso no escândalo de manipulação de resultados que relegou a Juventus à Serie B. Neste ano, jogará para provar que o país pode continuar forte no cenário futebolístico internacional.

O time que deve estrear contra os Estados Unidos tem Buffon no gol; Zambrotta, Legrottaglie, Chiellini e Grosso na defesa; Gattuso, De Rossi e Pirlo no meio; e no ataque Camoranesi e Iaquinta pelos lados e Gilardino no comando. No decorrer da competição, o capitão Cannavaro deve voltar à defesa. A maior dúvida fica no ataque, com Gilardino largando na frente de um Toni de pouca inspiração nos últimos jogos da seleção.

Totti, Cannavarro, Zambrotta...
Goleiros
1. Gianluigi Buffon (Juventus) - 92 jogos
12. Morgan De Sanctis (Galatasaray-TUR) - 3 jogos
14. Marco Amelia (Palermo) - 9 jogos

Defensores
2. Davide Santon (Internazionale) - 2 jogos
3. Fabio Grosso (Lyon-FRA) - 42 jogos, 3 gols
4. Giorgio Chiellini (Juventus) - 18 jogos, 1 gol
5. Fabio Cannavaro (Juventus) - 124 jogos, 2 gols
6. Nicola Legrottaglie (Juventus) - 13 jogos, 1 gol
13. Alessandro Gamberini (Fiorentina) - 6 jogos
19. Gianluca Zambrotta (Milan) - 84 jogos, 2 gols
22. Andrea Dossena (Liverpool-ING) - 9 jogos

Meio-campistas
8. Gennaro Gattuso (Milan) - 67 jogos, 1 gol
10. Daniele De Rossi (Roma) - 45 jogos, 7 gols
16. Mauro Camoranesi (Juventus) - 44 jogos, 4 gols
18. Angelo Palombo (Sampdoria) - 10 jogos
20. Riccardo Montolivo (Fiorentina) - 6 jogos
21. Andrea Pirlo (Milan) - 56 jogos, 8 gols

Atacantes
7. Simone Pepe (Udinese) - 7 jogos
9. Luca Toni (Bayern-ALE) - 44 jogos, 16 gols
11. Alberto Gilardino (Fiorentina) - 32 jogos, 12 gols
15. Vincenzo Iaquinta (Juventus) - 23 jogos, 5 gols
17. Giuseppe Rossi (Villarreal-ESP) - 5 jogos, 1 gol
23. Fabio Quagliarella (Napoli) - 13 jogos, 3 gols

É muito mais díficil. Mesmo.
África do Sul: em 1997, os Bafana Bafana caíram na fase de grupos da Copa das Confederações. Doze anos depois, o buraco é mais embaixo. Sob o comando de um ousado Joel Santana, o time tem a obrigação de pelo menos chegar às semifinais para dar tranquilidade a uma torcida que pode ver o país-sede cair pela primeira vez na fase de grupos de uma Copa do Mundo, no ano que vem. Sem sua maior estrela, o atacante McCarthy, o time aposta em uma pá de jogadores locais liderados pelo meia Modise.

Brasil: contra o grupo de Dunga, a Itália fará o clássico dos nove títulos mundiais na última partida da fase de grupos. O time tem mostrado bons avanços desde a decepção no Mundial, passado, mas a fase opaca de Kaká tende a derrubar a fluidez do jogo brasileiro. A instabilidade do lado esquerdo, de Robinho e Kléber, também é um problema a se resolver. Mas a defesa com a tríade Júlio César, Lúcio e Juan está em fase espetacular e deve se garantir em jogos complicados.

Egito: segundo adversário italiano na fase de grupos, os africanos vão entrar com muita sede. Apesar da má fase recente, os resultados obtidos sob o comando de Hassan Shehata fazem do Egito um forte adversário - o maior problema é a dificuldade do grupo B, com dois multicampeões mundiais e um ascendente EUA. O ataque egípcio, ainda sem Mido e agora também sem o lesionado Zaki, é uma incógnita. A espinha dorsal do Al-Ahly, com Fathy, Hassan e Aboutrika, é a base técnica do time.

Espanha: a seleção-sensação lidera o ranking Fifa e chegam como favorita ao título torneio. O capitão Casillas é um dos melhores goleiros do mundo, Vicente del Bosque mudou pouco a base campeã europeia de Aragonés e mesmo as ausências de Senna e Iniesta por lesão no meio-campo não devem ser tão sentidas naquela que tem tudo para se fimar como a melhor geração espanhola da história. O destaque é o barcelonista Xavi, que encerrou a temporada em grande estilo.

Estados Unidos: com o futebol em franca afirmação no país a partir do advento da Major League Soccer, os EUA têm se tornado um adversário mais duro ao passar dos anos e tomam a Copa das Confederações como teste de fogo para o Mundial do ano seguinte, para o qual já estão praticamente garantidos. A experiência internacional de Donovan, Howard e Bradley pode pesar, mas não ao ponto de garantir vaga nas semifinais. A estreia já é contra a Itália.

Iraque: campeão asiático há dois anos, pouco restou do time comandado pelo brasileiro Jorvan Vieira. Jogadores que chegaram a ser especulados em grandes ligas europeias, como o atacante Mahmoud e o meia Mohammed, acabaram em Catar e Chipre, respectivamente. Desde então, o comando técnico já mudou cinco vezes e o histórico Bora Milutinovic pegou a bomba iraquiana - com o perdão do humor negro. A esperança é a última que morre, mas só ela não deve servir para muita coisa.

Nova Zelândia: novos donos da hegemonia oceânica, depois da associação da Austrália à federação asiática, os All Whites caíram fácil nas outras duas edições que disputaram e não deve ser diferente mais esta vez. O time é extremamente jovem e depende demais dos gols de Killen, artilheiro da última Copa das Nações Oceânicas. A surpresa fica por conta da convocação do também atacante Wood, 17 anos e já com dois jogos pela seleção.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Brasil que não deu certo na Itália

Mancini: o futebol foi esquecido na capital?

A transação milionária de Kaká para o Real Madrid roubou todos os holofotes no final da temporada européia. Mas como nem só de Kakas, Patos e Maicons vive a velha bota, o QuattroTratti preparou uma seleção que jogador nenhum gostaria de integrar. Os piores brasileiros no calcio, porque mesmo que o Éder Luiz não acredite, nem tudo deu certo para a ‘ginga brasileira’ na Série A.

Entre ilustres desconhecidos como o zagueiro Ângelo e o meia Fabiano do Lecce, a ‘seleção’ optou por jogadores que criaram alguma expectativa, como Mancini. Contratado para ser uma alternativa ao experiente Figo, o jogador que era fundamental no esquema da Roma passou a esquentar o banco da campeã Inter. Não marcou nenhum gol pela equipe na série A, e terminou o ano pior do que seu companheiro de clube, Adriano. O ex-imperador de Milão chegou a voltar à equipe titular no começo da era Mourinho e marcou três tentos no Italiano, mas os problemas disciplinares e o futebol pouco convincente encerraram a era do atacante na Inter, após quatro títulos italianos.

Se Ronaldinho Gaúcho não foi um fracasso, o astro não teve a regularidade que a torcida do Milan esperava. O gol que garantiu a vitória do Milan contra a Inter e algumas boas exibições pela Copa da Uefa logo foram substituídas pela cadeira de praia na meia-esquerda milanista. E pensar que Berlusconi já declarou que o time será montado em torno do astro. Émerson e Dida também seguiram pelo mesmo caminho. O primeiro praticamente não teve chances de atuar, e quando teve jogou o mesmo futebol fraco exibido no Real Madrid. Dida espanta pela queda vertiginosa. De titular absoluto da equipe nas conquistas da Liga dos Campeões de 02/03 e 06/07, o jogador passou a ser reserva indiscutível de Abbiati e dá calafrios na torcida toda vez que é exigido.

Mas se um clube pode reclamar de boca cheia sobre sumiço do bom futebol dos brasileiros na série A, esse clube é a Roma. Para começar a defesa foi lamentável. Com 61 gols tomados, a equipe só ficou na frente de Lecce, Reggina e Bologna. Doni, que havia conquistado respeito na capital italiana, teve diversos problemas físicos e atuações ruins, tornando-se nome discutível no plantel. Artur teve chances e confirmou o esperado. Não é goleiro para um time de ponta da Série A. Júlio Sérgio atuou em apenas uma partida, imagina-se o motivo. Seguindo na cozinha romanista, Cicinho demorou a se adaptar ao futebol italiano, mas após um início conturbado e de troca de farpas com o técnico Spalletti, fez boas partidas, inclusive na parte defensiva. No momento em que se firmava como um dos jogadores importantes da equipe lesionou-se. Apesar da melhora foi pouco, para o investimento e a expectativa criados no lateral. Os problemas físicos também prejudicaram o rendimento de Taddei e Juan. O primeiro perdeu a qualidade de chegada ao ataque e a parte física que o levou a Roma, tornando-se reserva no novo esquema tático de Spalletti. O segundo jogou apenas 21, das 38 partidas da Roma na série A e mesmo tendo atuações seguras, não foi o zagueiro impecável que se apresenta na seleção.

Felipe, zagueiro da Udinese, não repetiu as boas temporadas que ligaram seu nome a especulações em Roma e Milan. Também com problemas físicos, o jogador acabou atuando em menos da metade das partidas da equipe de Udine. Outros nomes também merecem uma menção honrosa pela péssima temporada. Cribari perdeu a titularidade na zaga da Lazio e deve deixar o clube após quatro temporadas. Kerlon e Coelho, que chegaram como aposta de risco a Chievo e Bologna respectivamente, pouco jogaram e não devem seguir na Itália. Assim como o lateral e meia-externo César, que em total decadência, não conseguiu se destacar no quase rebaixado Bologna.

Especial: 15 revelações da Serie A

Publicado também no Olheiros.
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No que diz respeito a jogadores jovens, esta temporada foi atípica na Itália. A tradição dos clubes em adiar ao máximo o lançamento de suas pérolas foi quebrada desta vez, criando a perspectiva de que cada vez mais jovens serão integrados às equipes profissionais italianas.

Além do sucesso dos jogadores apresentados neste especial, o êxito de alguns atletas citados no especial da última temporada também foi crucial para esta mudança de mentalidade. Mudança que começa pela Inter, tetracampeã italiana, que passou um longo tempo sem privilegiar jogadores de seu vivaio. Desta vez, a equipe nerazzurra contou com Davide Santon e Mario Balotelli, dois jogadores de 18 anos, enquanto titulares por boa parte da temporada. A Juventus, classificada para a Liga dos Campeões, também tinha um sub-23 em seu elenco, o meia Claudio Marchisio.

Outras equipes que fizeram bonito nesta temporada contaram com alguns sub-23 conhecidos dos sulamericanos como seus principais jogadores. É o caso da Lazio, que teve Mauro Zárate como artilheiro da equipe, e do Palermo, clube no qual Edinson Cavani, enfim, desencantou e também foi o principal marcador. Outro jovem atacante que mostrou ter evoluído bastante foi Giampaolo Pazzini, que deu certo na Sampdoria, após fracasso na Fiorentina.

Destaque também para o Cagliari, que apostou em uma base composta por jogadores de 24 e 25 anos, como Andrea Cossu, Andrea Lazzari e Alessandro Matri, além do sub-23 Robert Acquafresca, e desempenhou um dos estilos de futebol mais agradáveis de se ver nesta Serie A, ao lado do Genoa, que viu a afirmação de Criscito e Palladino.

Na Serie B também não foi muito diferente. Jogadores como Stefano Guberti, Andrea Ranocchia e Davide Lanzafame, do Bari; Alberto Paloschi, Magnus Troest e MacDonald Mariga, do Parma; Riccardo Meggiorini, do Cittadella; o brasileiro Éder, do Frosinone; Andrea Poli e Marco Andreolli, emprestados por Sampdoria e Roma ao Sassuolo; deram muitas alegrias a suas torcidas.

Nome: Davide Santon
Idade: 18
Posição: lateral direito/esquerdo
Clube: Internazionale

Logo quando chegou à Inter, José Mourinho rasgou elogios ao jovem lateral-direito. Um semestre depois, Santon estrearia como titular, diante a Roma, improvisado na lateral-esquerda. Improvisação que pode ser definitiva, já que o “senador” (apelido dado por Giuseppe Baresi, ex-coordenador do setor juvenil da Inter), se saiu melhor por aquele lado, e marcando gente grande – como Cristiano Ronaldo – com eficiência. Comparado ao eterno Paolo Maldini, e acumulando passagens pelas seleções italianas sub-17 e sub-21, o interista foi convocado para a Azzurra pela primeira vez em maio. Tão cedo, Santon aparece como candidato a bandeira nerazzurra e marco inicial de uma Inter que o técnico de Setúbal quer começar a construir a partir da própria divisão de base do clube.

Santon estreia pela Azzurra, após belo campeonato


Nome: Simon Kjær
Idade: 20
Posição: zagueiro
Clube: Palermo

Não é fácil substituir um campeão do mundo. Principalmente quando o jogador acabou de chegar de outro país e tem apenas 19 anos. Um ano mais velho e uma boa temporada depois, o dinamarquês Simon Kjær fez o suficiente para a torcida não se sentir viúva do tetracampeão Barzagli, seu antecessor na defesa do Palermo. Contratado ao Midtjylland, após ter se destacado no Torneio de Viareggio de 2008 e de ter sido eleito o melhor sub-19 de seu país, o defensor assumiu a titularidade no decorrer da Serie A e foi um dos destaques da boa campanha rosanera. Atuando ao lado de jogadores pouco técnicos, como Bovo e Carrozzieri, destacou-se por sua técnica, sua impulsão e pelo crédito de três gols marcados. Não à toa já recebe sondagens de Juventus, Inter e Milan.

Nome: Kwadwo Asamoah
Idade: 20
Posição: meio-campista
Clube: Udinese

Utilizado pelo técnico Pasquale Marino apenas a partir da segunda metade da temporada, Asamoah teve trajetória ascendente. Desde que iniciou uma partida como titular (era seu segundo jogo pela Udinese), não saiu mais do time, assumindo responsabilidades ofensivas e defensivas, suprindo a má fase de Gökhan Inler. Atuando como box-to-box, com bastante empenho e poder de marcação, dinamizou o estilo de jogo da equipe, mostrando capacidade para roubar bolas dos adversários e sair para o jogo com uma dose razoável de habilidade e velocidade. Foi bastante regular no campeonato, assim como a jovem dupla de chilenos Isla e Sanchez, duas boas apostas do clube friulano. Emprestado pelos suíços do Bellinzona, a Udinese deve fazer valer seu direito de compra.

Nome: Stevan Jovetic
Idade: 19
Posição: atacante
Clube: Fiorentina

Stevan Jovetic chegou, vindo do Partizan, da Sérvia, com pinta de jogador que poderia explodir cedo. Apesar de Cesare Prandelli ter começado a inseri-lo aos poucos na equipe, o atacante da seleção montenegrina teve de ser efetivado como titular na segunda parte da temporada. A partir das lesões de Santana e Mutu, o lépido e habilidoso fantasista da viola jogou partidas como trequartista ou segundo atacante, marcando apenas dois gols, mas movimentando-se muito. Mesmo com algumas dificuldades em se adaptar ao jogo físico praticado na Itália, Jovetic foi capaz de fazer partidaças, como na goleada por 4-1 que a Fiorentina aplicou na Roma – em que foi o melhor em campo. Mais: em sua primeira temporada, mostrou que Mutu não é insubstituível.

Asamoah e Jovetic foram destaques em seus clubes


Nome: Davide Di Gennaro
Idade: 20
Posição: atacante
Clube: Reggina

Cria do Milan, Di Gennaro foi contratado pelo Genoa, após um bem-sucedido empréstimo ao Bologna. No entanto, por excesso de atacantes, o rápido e habilidoso meia-atacante, com passagens por todos os níveis das seleções de base italianas desde a sub-16, acabou sendo emprestado à Reggina. Na Calábria, seu ponto alto teve lugar em um estádio íntimo seu: o San Siro. Di Gennaro marcou um belo gol de fora da área, abrindo caminho para o empate contra o Milan. Certamente, por suas qualidades, os treinadores que passaram pela equipe de Reggio nesta temporada poderiam tê-lo utilizado mais. Seu futebol, aliado ao de outros garotos da equipe, como Ceravolo e Barillà, daria maior gás na busca pela salvezza – que não veio. Será que o Genoa, que tem dado bolas dentro em relação a suas pérolas, vai aproveitá-lo desta vez?

Nome: Gonçalo Brandão
Idade: 22
Posição: zagueiro
Clube: Siena

De desconhecido a convocado pela seleção portuguesa em menos de três meses. Esta é a trajetória meteórica do zagueiro português Gonçalo Brandão. Depois de passar por Belenenses e Charlton, Brandão chegou ao Siena no mercado de verão, mas só estreou perto do Natal. Em sua estreia, ele anulou ninguém menos que Ibrahimovic, o melhor jogador desta Serie A. Mostrando tal segurança e eficiência na marcação, Brandão assumiu a titularidade da eficiente defesa do Siena, que, a despeito de o time se encontrar na parte de baixo da tabela, foi muito bem montada por Marco Giampaolo, levando apenas 43 gols. Desta forma, o jogador da seleção portuguesa sub-21 foi convocado para um amistoso da seleção principal após impressionar em menos de dez partidas.

Nome: Salvatore Bocchetti
Idade: 22
Posição: zagueiro
Clube: Genoa

Contratado ao Frosinone, após ter se destacado bastante na Serie B, Bocchetti teve sua estreia apenas na quinta rodada. Porém, a partir daí o defensor napolitano ganhou espaço e atuou em 32 partidas, estando de fora apenas por duas suspensões. Na sólida linha de três zagueiros montada pelo técnico Gasperini, o zagueiro classe 86 se destacou tanto quanto os experientes Biava e Ferrari. Assim como Fabio Cannavaro (seu conterrâneo de Nápoles), se mostrou muito técnico e um bom cabeceador, destarte sua não tão avantajada estatura. Na seleção azzurrina, ele jogou as Olimpíadas de Pequim e foi pré-convocado para o Europeu sub-21. Num dos raros momentos em que a Azzurra está precisando de novos e bons zagueiros, Bocchetti aparece como uma forte opção. Ciente disto, Lippi já o convocou uma vez, para as partidas contra Irlanda e Montenegro, válidas pelas eliminatórias.

Nome: Angelo Ogbonna
Idade: 21
Posição: zagueiro/lateral esquerdo
Clube: Torino

Mesmo com a melancólica temporada do Torino, o ítalo-nigeriano Angelo Ogbonna merece destaque. Jogador alto e de grande força física, Ogbonna mostrou ter potencial para ser um bom zagueiro, mas, sobretudo, um lateral esquerdo ainda melhor. Além da estatura e da força física, ele tem velocidade e é bom finalizador de longa distância. A Nigéria já cogita sua convocação, mas ele ainda hesita entre defender as Águias ou a Azzurra, já que é nascido na Itália. Porém, antes disso, o defensor ainda precisa amadurecer. Ogbonna se despediu da Serie A com uma rodada de antecedência, ao ser punido com quatro jogos de suspensão por participação na pancadaria acontecida no final de Torino x Genoa.

Nome: Francesco Pisano
Idade: 23
Posição: lateral direito
Clube: Cagliari

Mesmo com mais de 100 partidas pelo Cagliari e eleito segundo melhor jogador do clube na temporada 2006-07, Pisano só nesta temporada apareceu para toda a Itália. Titularíssimo da lateral-direita de um Cagliari que encantou por seu modo leve de jogo, é símbolo de uma administração que tem insistido em jogadores em formação, como Acquafresca, Canini, Lazzari, Cossu e Matri. Pisano se destaca por sua grande velocidade e avanços fulminantes ao ataque, mas não faz feio em termos defensivos. Versátil, também atua na lateral esquerda sem quaisquer dificuldades. Parte da pré-convocação para o europeu sub-21, o jogador rossoblù deve figurar na lista final do técnico Casiraghi.


Kjaer confronta Kaká: uma opção segura para o Palermo


Nome: Guido Marilungo
Idade: 19
Posição: atacante
Clube: Sampdoria

O que esperar de um atacante que marca gols na final da Copa Itália da categoria Primavera, frente à antiga campeã Inter, de Balotelli? O atacante Guido Marilungo foi o autor da façanha, mostrando sua importância para a dobradinha obtida pela Primavera doriana, na temporada passada – além da Copa, o time treinado por Fulvio Pea venceu o campeonato da categoria. Nesta temporada, ele foi incorporado aos profissionais, respaldado pela eleição de melhor jogador no Torneio de Viareggio, que lhe valeram a primeira convocação para a Azzurra Sub-20. Pela Serie A, atuou em sete partidas, mostrando habilidade, bom posicionamento, e, sobretudo, bom cabeceio: marcou três gols usando a testa. Marilungo é o principal nome de uma Primavera que tem revelado, nos últimos tempos, membros da sub-21 italiana, como Andrea Poli e Vincenzo Fiorillo.

Nome: Lorenzo Ariaudo
Idade: 19
Posição: zagueiro
Clube: Juventus

Desde os nove anos de idade, Lorenzo Ariaudo está na Juventus. Passando por todas as categorias juvenis, o zagueiro canhoto foi incorporado à equipe principal nesta temporada, para ganhar experiência. Pela Serie A, o prodígio da zaga bianconera atuou em apenas três partidas, mas jogou pelas preliminares da Liga dos Campeões e em jogos da Juve na Copa da Itália. Pelo elenco Primavera, Ariaudo foi um dos destaques da equipe juventina na conquista do Torneio de Viareggio. Suas atuações seguras pelos primavera e pelos profissionais fizeram Casiraghi incluí-lo na pré-convocação para o europeu sub-21, que será disputado na Suécia.

Nome: Andrea Consigli
Idade: 22
Posição: goleiro
Clube: Atalanta

O nerazzurro Andrea Consigli tem sua trajetória marcada pela seleção azzurrini, que defende desde o sub-16. Sua carreira começou a deslanchar na última temporada, quando estava cedido ao Rimini, da Serie B. No time praiano foi titular em 35 partidas e estabeleceu o recorde de invencibilidade da história biancorossa, após 633 minutos sem sofrer gol. Prestigiado, Consigli retornou para a Atalanta, mas só obteve a titularidade na 22ª rodada, quando desbancou o experiente Coppola. Ágil, seguro e com bom posicionamento, Consigli é titular da sub-21 italiana e mais um desta lista que defenderá sua pátria no europeu da categoria. Sua experiência com competições internacionais deve ajudá-lo a concorrer por uma das vagas para a Copa de 2014.

Nome: Sokratis Papastathopoulos
Idade: 20
Posição: zagueiro
Clube: Genoa

Assim como Bocchetti, seu companheiro de clube, o grego Sokratis Papastathopoulos (ou apenas Sokratis), é um defensor que não é muito alto, mas é excelente no jogo aéreo. Além disso, é um tipo de zagueiro incomum: rápido e habilidoso, o ex-jogador do AEK sobe ao ataque com certa frequência, assim como costuma fazer o brasileiro Lúcio. Dessa maneira ele marcou dois gols nesta Serie A. Ex-capitão da seleção sub-19 da Grécia que foi vice-campeã europeia em 2007, Sokratis já jogou quatro partidas pela seleção principal grega. Enfrentando a grande concorrência de posições entre os zagueiros grifoni, Sokratis se saiu bem em sua primeira temporada na Itália: atuou em 21 partidas, 13 como titular.

Nome: Takayuki Morimoto
Idade: 21
Posição: atacante
Clube: Catania

O que dizer de um jogador que é frequentemente comparado a Ronaldo, seja por sua trajetória, seja por sua aparência? Quando tinha quase 16 anos, Morimoto já era o mais jovem jogador a estrear e a anotar um gol na J-League japonesa. Alguns anos depois, em sua terceira temporada no Catania, o garoto apresenta bastante evolução. Capaz de jogar como ponta ou segundo atacante, Morimoto é rapidíssimo, habilidoso e inteligente – como Ronaldo era em sua idade. Nesta Serie A, ele marcou sete gols, incluindo um contra a Juventus e dois contra a Roma. Tanto sucesso fez Alexandre Pato declarar ao Corriere dello Sport que o japonês é o melhor jogador jovem de toda a Itália.

Mascara congratula Morimoto, o "Ronaldo do Sol Poente"


Nome: Andrea Esposito
Idade: 23
Posição: zagueiro
Clube: Lecce

Esposito foi um dos poucos jogadores que se valorizaram na campanha do rebaixado Lecce. Alto e forte, tem como características um jogo bastante físico, bom cabeceio e senso de posicionamento aguçado. Desta forma, Esposito desempenhou um trabalho digno, mesmo fazendo parte da pior linha de defesa do campeonato. Utilizando suas características de jogo, anotou o gol do empate contra o Milan, no início da temporada. Parte da lista de pré-convocados para o europeu sub-21, sua convocação para a seleção principal foi uma surpresa positiva. Tudo isto só reafirma que o jogador não deve permanecer no Via del Mare. Genoa e Roma são os principais candidatos para contratá-lo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Entrevista: Daniele Monti

O Roma Campus Brasil chega à sua terceira edição no país no próximo mês de julho. Nas duas primeiras, dois garotos brasileiros foram garimpados para um estágio no clube da capital italiana. Caio Werneck, zagueiro de só dez anos, foi o primeiro deles e continua por lá. Já Bruno Barros, que foi chamado em depois do acampamento do último mês de novembro, em abril fez um estágio de quinze dias nas categorias de base romanistas.

A Roma, além dos resultados consistentes das últimas temporadas, tem ganhado os holofotes no Brasil pelo grande número de jogadores do país, alguns deles de importância inegável em sua história. Hoje, são oito brasileiros no elenco principal, totalizando 26 desde que a tradição verde-e-amarelo começou, com a contratação de Dino da Costa em 1955. Gente do naipe de Amarildo, Falcão, Toninho Cerezo, Aldair e Cafu.

Aproveitando o bom início e a ótima conexão com o país, ao contrário das edições passadas do AS Roma Campus Brasil, dessa vez não é só o Rio de Janeiro que receberá o projeto. O centro de treinamentos criado por Marcelinho Carioca em Atibaia-SP será estreado pelos romanistas entre 12 e 18 de julho, enquanto Barra do Piraí-RJ os receberá mais uma vez, de 19 a 25 do mesmo mês. As inscrições são limitadas e mais informações podem ser encontradas no site.


Leia entrevista com Daniele Monti, responsável pelo projeto.

O AS Roma Campus Brasil chega em julho à sua terceira edição em um ano. Qual o principal objetivo deste projeto?
Com a globalização, se abriram novos mercados. O acampamento pretende divulgar a marca da Roma no Brasil e ampliar e consolidar a torcida do clube no país, coisa que já têm Manchester United e Barcelona. Mas o principal objetivo é oferecer uma opção de lazer aos jovens inscritos, além de oferecer a quem se destacar a oportunidade de estágio nas categorias de base.

De quem saiu o projeto?
O projeto foi idealizado por Bruno Conti, diretor esportivo da Roma desde 2005. É uma grande oportunidade de recreação e ainda uma chance de ser aproveitado. Desses acampamentos, na Itália, já surgiu gente como De Rossi e Aquilani, ídolos da torcida romanista.

Quem é o embaixador brasileiro do AS Roma Campus?
Júlio Baptista. O Antônio Carlos Zago (zagueiro do clube entre 1998 e 2002) também representava os interesses no país e estava dentro do projeto, até ser contratado como técnico do São Caetano.

Em que outros países a Roma trabalha com este projeto?
Também estamos na Áustria, na Alemanha e na Austrália, além dos Estados Unidos desde o início do ano. Mas só no Brasil as crianças ganham essa oportunidade de fazer um estágio no clube, porque geralmente têm mais técnica.

O Milan trabalha projeto parecido no Brasil há cinco anos. Quais as principais diferenças entre as idéias de Roma e dos rossoneri?
Sempre trazemos técnicos de alguma de nossas categorias de base, o que garante um trabalho técnico mais eficiente. Aqui no Brasil, é o Ricardo Perlingiero, brasileiro e há seis anos técnico do sub-15. E a gente também abre para um possível aproveitamento na nossa base.


Quais as perspectivas de estabelecimento no Brasil?
Já é o terceiro acampamento em um ano, sempre nos mesmos moldes. É algo que superou as expectativas, tanto que depois de duas vezes no Rio de Janeiro, fechamos agora também em São Paulo.

Em longo prazo, o Roma Campus pode evoluir ao ponto de servir de base pra um sistema de captação como o da Udinese, por exemplo, que busca jovens valores em todo o mundo?
Não é nisso que a gente tem focado, o principal ponto é mesmo a recreação no acampamento. Essa peneira fica em segundo plano.

Quais os brasileiros na base da Roma, hoje?
Hoje em dia, só o Caio Werneck, que saiu do acampamento do ano passado. O irmão mais novo de Doni, João Paulo Marangon, está emprestado à Vibonese, onde ganhou a Coppa Lazio nesta semana.

Caio Werneck tem só dez anos e já completou uma temporada na Itália, depois de uma passagem pelo primeiro acampamento. Como está sendo sua adaptação?
O garoto está na categoria Pulcini, dos nascidos em 1999, e tem se adaptado muito bem. Já faz escola em Roma, é bem querido pelos companheiros e tem um ótimo relacionamento com os brasileiros do time, principalmente com Juan. Inclusive treinou na Granja Comary com ele na última quinta-feira, agora que está passando as férias no Brasil. Seus pais também se mudaram para Roma e o garoto vai continuar na base nos próximos anos.

Qual o melhor brasileiro no futebol italiano?
Bom, era o Kaká... Agora é mais complicado. O Juan, talvez.

Balanço final: Internazionale

17º scudetto da Inter: o último de Figo e o primeiro de Santon

A CAMPANHA 1ª colocação, 84 pontos. 25 vitórias, 9 empates, 4 derrotas. Campeã e classificada para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Campeã da Supercopa Italiana contra a Roma, eliminada nas semifinais da Coppa Italia pela Sampdoria e nas oitavas de final da Liga dos Campeões pelo Manchester United.
O ATAQUE 70 gols, o mais positivo.
A DEFESA 32 gols, a melhor defesa.
OS ARTILHEIROS Zlatan Ibrahimovic (25 gols), Mario Balotelli (8), Dejan Stankovic (5).
OS ONIPRESENTES Javier Zanetti (38 jogos), Júlio César (36), Zlatan Ibrahimovic (35), Esteban Cambiasso (35).
O TÉCNICO José Mourinho
QUEM DECIDIU Zlatan Ibrahimovic
QUEM DECEPCIONOU Mancini
QUEM SURGIU Davide Santon
QUEM SUMIU Patrick Vieira
MELHOR CONTRATAÇÃO Sulley Muntari
PIOR CONTRATAÇÃO Ricardo Quaresma
NOTA DA TEMPORADA 8,5

A primeira temporada de José Mourinho na Internazionale foi a mais sólida campanha nerazzurra entre as temporadas do tetra. A evolução da equipe se deu em diversos aspectos, sobretudo no tático e no psicológico: problemas disciplinares com Balotelli e Adriano não afetaram o desempenho da equipe no primeiro turno. A queda nas oitavas da Liga dos Campeões, quando a Inter foi eliminada de cabeça erguida após anos seguidos de resultados vexatórios, também não - apesar das contestações ao time e a Mourinho. Em território nacional, a superioridade sobre as outras equipes continuou e foi clara durante toda a competição. A Inter teve os melhores números ao longo da Serie A, 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado (em um campeonato mais duro que aqueles conquistados por Roberto Mancini), e Zlatan Ibrahimovic como artilheiro e melhor jogador da competição.

Ainda sobrou espaço para Mourinho e suas polêmicas, cunhando expressões polêmicas como "prostituzione intelletuale" e "zero titoli" - ambas na mesma coletiva - e a declaração de que havia "99,9%" de chance de ficar, que serviu para acelerar a renovação de seu contrato até 2012. Em campo, o 4-3-3 de Mourinho fracassou quando Mancini e Quaresma foram titulares. Os dois flops fizeram Mourinho voltar a usar o 4-3-1-2, consagrado na época de Mancini, ao longo da maior parte do campeonato. Porém, quando o 4-3-3 foi utilizado, com Figo e Balotelli nas pontas, o resultado foi satisfatório. Figo, aliás, que encerra a carreira por cima. Jogou pouco, mas em alto nível. Balotelli, após problemas disciplinares, vai mostrando que tem mesmo um futebol diferenciado. Davide Santon, também formado no clube, teve uma ótima temporada de estreia e já aparece como candidato a bandeira do clube.

O sucesso da Inter passa, obviamente por um incrível Ibrahimovic. O sueco mostrou mais uma vez nesta temporada que vale a pena tentar segurá-lo a qualquer custo. Decidiu partidas, marcou vários golaços e, de quebra, foi artilheiro pela primeira vez na sua carreira. Outros jogadores compuseram a espinha dorsal da Inter com maestria: Maicon, Cambiasso e um interminável Zanetti também merecem destaque. Júlio César assumiu o posto de inquestionável e de um dos melhores goleiros do mundo, sendo tão importante para o tetra quanto Ibrahimovic. Para a próxima temporada, Mourinho deve promover uma reformulação no elenco. Jogadores experientes devem sair e jovens da Primavera devem ser agregados ao elenco, seguindo o sucesso de Balotelli e Santon. Milito e Thiago Motta já acertaram, mas a indefinição sobre a permanência de Ibrahimovic deve levar algum tempo.

domingo, 7 de junho de 2009

Balanço final: Juventus

Del Piero se despede de Nedved, na última temporada do tcheco

A CAMPANHA 2ª colocação, 74 pontos. 21 vitórias, 11 empates, 6 derrotas. Classificada para a Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Eliminada pela Lazio nas semi-finais da Coppa Italia e nas oitavas-de final da Liga dos Campeões, pelo Chelsea.
O ATAQUE 69 gols, o 3º mais positivo.
A DEFESA 37 gols, a 3ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Alessandro Del Piero (13 gols), Amauri e Vicenzo Iaquinta (12).
OS ONIPRESENTES Amauri e Pavel Nedved (32 jogos), Alessandro Del Piero (31).
O TÉCNICO Claudio Ranieri (da 1ª à 36ª rodada) e Ciro Ferrara (37ª e 38ª).
QUEM DECIDIU Amauri
QUEM DECEPCIONOU Mauro Camoranesi
QUEM SURGIU Claudio Marchisio
QUEM SUMIU Jonathan Zebina
MELHOR CONTRATAÇÃO Amauri
PIOR CONTRATAÇÃO Dario Knezevic
NOTA DA TEMPORADA 5,5

A Juventus dessa temporada teve muitos personagens. Na primeira parte do campeonato, Amauri fez boa dupla com Del Piero e decidiu. Sissoko, antes da contusão, mostrou a que veio e fez boas participações. Na segunda, Iaquinta entrou muito bem e marcou gols decisivos para a velha senhora. Poulsen e Camoranesi disputaram pra ver quem decepcionava mais. Salvaram-se Pavel Nedved, que em fim de carreira conseguiu fazer uma temporada razoável, e Giorgio Chiellini, que foi essencial para que a defesa bianconera acabasse como a 3ª melhor.

Pensando no emergente envelhecimento do elenco, a diretoria contratou os jovens De Ceglie, Ekdal, Giovinco e Marchisio. Todos foram muito bem, com destaque maior para Giovinco e Marchisio, que deram boa movimentação ao meio-campo, quando jogaram. Além desses, o veterano Alexander Manninger também poderia ser considerado revelação, já que chegou com a difícil missão de substituir Gianluigi Buffon, e o fez com muita competência quando solicitado. Já Christian Poulsen, que chegou como solução para o meio-campo, terminou a temporada muito criticado e considerado a pior contratação juventina, para alguns.

Esses altos e baixos atrapalharam e muito o time de Turim na perseguição à Inter, que mesmo quando tropeçava não via o time de Ranieri se aproximar. Tais deslizes custaram ao treinador bianconero sua demissão, duas partidas antes do fim do campeonato. Se não fosse o bom começo de Amauri na equipe, que marcando gols e mais gols chamou atenção de duas seleções nacionais, e o gás final que Ciro Ferrara deu ao time, nas duas últimas rodadas, a vecchia signora provavelmente não teria conseguido a classificação direta para a Liga dos Campeões e a temporada 2009-10 começaria com um clima bem mais pesado. Agora, com a volta de Fabio Cannavaro, a contratação de Diego e o novo comandante Ciro Ferrara, a Juve pretende alcançar postos mais altos e terminar com a série de títulos da maior rival.

Balanço final: Milan

Kaká comemora seu 95º e último gol pelo Milan, contra a Fiorentina

A CAMPANHA 3ª colocação, 74 pontos. 22 vitórias, 8 empates, 8 derrotas. Classificado para a Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Eliminado pela Lazio nas oitavas-de-final da Coppa Italia e eliminado pelo Werder Bremen na terceira fase da Copa da Uefa.
O ATAQUE 70 gols, o mais positivo.
A DEFESA 35 gols, a 2ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Kaká (16 gols), Alexandre Pato (15), Filippo Inzaghi (13).
OS ONIPRESENTES Alexandre Pato (36 jogos), Gianluca Zambrotta (34) e Clarence Seedorf (33).
O TÉCNICO Carlo Ancelotti
QUEM DECIDIU Filippo Inzaghi
QUEM DECEPCIONOU Andrea Pirlo
QUEM SURGIU ninguém
QUEM SUMIU Alessandro Nesta
MELHOR CONTRATAÇÃO David Beckham
PIOR CONTRATAÇÃO Andryi Shevchenko
NOTA DA TEMPORADA 5

Dida; Zambrotta, Nesta, Maldini, Favalli; Beckham, Pirlo, Seedorf; Kaká, Shevchenko e Ronaldinho. Há cinco anos, um Milan assim faria inveja a qualquer outra equipe. Mas, ao fim dessa temporada, os adversários só se estapeariam para contratar Kaká, Pirlo e Beckham. Com uma média de idade absurda para a disputa de dois torneios de alta prioridade (Serie A e Copa Uefa), no papel o Milan tinha um elenco de altíssimo nível. Mas as inúmeras polêmicas, lesões e seqüências de jogos transformou essa equipe cheia de Bolas de Ouro em um conjunto "normal".

O mercado foi desastroso, com o retorno de Sheva e a chegada de Ronaldinho, mas sem a contratação de um zagueiro com potencial titular. O Milan só salvou a temporada com a classificação para a LC graças a Pato no primeiro turno e Inzaghi no segundo, além de Kaká, que marcou 16 vezes mesmo em sua pior temporada. O meio-campo, ponto forte nas últimas temporadas, sumiu com a letargia de Pirlo, a lesão no joelho direito de Gattuso e a insuficiência de Flamini. Beckham, quem diria, foi quem deu aos rossoneri um toque de qualidade, ao lado de um decisivo Ambrosini, novo capitão após a aposentadoria de Maldini.

Se a meta era conquistar a Copa Uefa e romper o domínio da Inter na Itália, a queda fácil para o Werder Bremen e a chegada na última rodada ainda sem nem garantir a vaga direta na CL dão uma boa mostra de que o Milan ambicionou demais com um elenco tão mal construído. Não cabe a Ancelotti explicar o motivo de tanta distância em relação à Inter. Melhor perguntar para Braida, Galliani e Berlusconi, que bancaram tantas contratações arriscadas. Se o elenco não sofrer uma ampla reformulação, a vida útil de Leonardo como treinador não deve passar de um ano. E a saída algo forçada de Kaká para o Real Madrid não o ajuda em nada.

sábado, 6 de junho de 2009

Balanço final: Fiorentina

Gilardino voltou a tocar seu violino com frequência nesta temporada

A CAMPANHA 4ª colocação, 68 pontos. 21 vitórias, 5 empates, 12 derrotas. Classificada para a fase preliminar da Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Eliminada pelo Torino nas oitavas-de-final da Coppa Italia, eliminada na fase de grupos da Liga dos Campeões e eliminada pelo Ajax na terceira fase da Copa da Uefa.
O ATAQUE 53 gols, o 8º mais positivo.
A DEFESA 38 gols, a 4ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Alberto Gilardino (19 gols), Adrian Mutu (13), Riccardo Montolivo (4).
OS ONIPRESENTES Sebastien Frey (37 jogos), Alberto Gilardino, Alessandro Gamberini e Riccardo Montolivo (34).
O TÉCNICO Cesare Prandelli
QUEM DECIDIU Alberto Gilardino
QUEM DECEPCIONOU Juan Manuel Vargas
QUEM SURGIU Stefan Jovetic
QUEM SUMIU Sergio Almirón
MELHOR CONTRATAÇÃO Alberto Gilardino
PIOR CONTRATAÇÃO Luciano Zauri
NOTA DA TEMPORADA 7

Para conseguir a segunda classificação seguida para a Liga dos Campeões, o time de Florença contou com a permanência do técnico Cesare Prandelli, a manutenção de seus principais jogadores (Mutu, Montolivo e Gamberini) e apostou num mercado milionário com boas contratações, como as de Felipe Melo, Gilardino, Jovetic e Vargas. Dos quatro principais contratados o único que decepcionou foi o peruano mais caro da história.

Alto e forte, Juan Manuel Vargas era pretendido por grandes times europeus ao final da última temporada, quando era destaque da lateral-esquerda do Catania, mas foi a Fiorentina que venceu a concorrência de Real Madrid e Roma para desembolsar doze milhões de euros pelo bom futebol do jogador. No entanto, o peruano não conseguiu repetir as boas atuações da temporada passada, quando sua velocidade e bons dribles apareciam muito mais, e terminou a temporada com um rendimento bem abaixo do esperado.

Em compensação, as apostas em Gilardino (flop do Milan na temporada 2007-08), Felipe Melo e Jovetic deram muito certo - no caso do montenegrino, principalmente no returno. O reencontro com Cesare Prandelli, treinador do Parma na época que Gila estourou na Serie A, fez muito bem ao atacante, que recuperou a boa forma e voltou a marcar gols importantes. Já Felipe Melo aproveitou a queda de rendimento de Montolivo para se tornar a principal peça do meio-campo viola e, com boas apresentações, conseguir uma vaga na seleção de Dunga. E o jovem Stefan Jovetic, de apenas 19 anos, conseguiu mostrar o futebol que o fez ser considerado o melhor jogador do Mundial Sub-17 de 2006.

Balanço final: Genoa

Super Milito: 24 gols, bela campanha e Genoa na Europa após 17 anos

A CAMPANHA 5ª colocação, 68 pontos. 19 vitórias, 11 empates, 8 derrotas. Classificado para a Liga Europa.
FORA DA SERIE A Eliminado nas oitavas-de-final da Coppa Italia pela Inter.
O ATAQUE 56 gols, o 7º mais positivo.
A DEFESA 39 gols, a 5ª melhor defesa.
OS ARTILHEIROS Diego Milito (24 gols), Giuseppe Sculli (8), Thiago Motta (6).
OS ONIPRESENTES Rubinho (37 jogos), Giuseppe Sculli (35), Domenico Criscito (35).
O TÉCNICO Gian Piero Gasperini
QUEM DECIDIU Diego Milito
QUEM DECEPCIONOU Anthony Vanden Borre
QUEM SURGIU Matteo Ferrari
QUEM SUMIU Francesco Modesto
MELHOR CONTRATAÇÃO Diego Milito
PIOR CONTRATAÇÃO Andrea Gasbarroni
NOTA DA TEMPORADA 8,5

O sucesso da temporada do Genoa começou com um mercado impecável. Uma busca competente por reforços fez o time se fortalecer quando perdia jogadores importantes, como Borriello e Konko. Os contratados Bocchetti, Biava, Sokratis e Ferrari - uma surpresa - se revezaram na sólida defesa montada por Gian Piero Gasperini, sem diminuir a qualidade. Para o meio-campo, chegaram reforços interessantes, como Jankovic e Mesto, além de Thiago Motta - outra surpresa. Na frente, o Genoa assegurou a co-propriedade de Palladino e acertou na mosca ao contratar Diego Milito no último minuto da janela, de uma maneira bem inusitada. Só Gasbarroni e Modesto não renderam o esperado, mas isto não causou drama algum.

O primeiro artífice desta campanha foi Gasperini - conhecido como Gasperson, um trocadilho com Sir Alex Ferguson. Um excelente treinador na parte tática, ele também é um motivador e é especialista em lidar com jovens. A partir daí, pode-se perceber como a afirmação de Bocchetti, Sokratis, Palladino e, sobretudo, Criscito, passou pelas mãos do treinador. Vanden Borre, porém, não seguiu o mesmo caminho. Até mesmo jogadores mais velhos, mas com a carreira desacreditada, tiveram uma injeção de ânimo com Gasperini: Ferrari, Sculli e Thiago Motta fizeram temporada excepcional, superando qualquer expectativa. Falar bem de Milito é chover no molhado, pois já se sabia que ele seria garantia de gols. No entanto, passa por ele a superioridade citadina ante a Sampdoria: ele marcou os quatro gols rossoblù no confronto, além de uma tripletta histórica no dérbi do returno. O Grifone se classificou para a Liga Europa, mas merecia a Liga dos Campeões: o empate em pontos com a Fiorentina dá vantagem à equipe de Florença, porque o primeiro critério de desempate é o confronto direto.

A próxima temporada começa a se desenhar de forma semelhantes à esta: jogadores valorizados deixam o clube, mas reforços interessantes fazem o caminho inverso. Enquanto Milito e Motta acertaram com a Inter, Crespo e Acquafresca foram contratados - porém o azzurrini deve ser emprestado para outro clube. Floccari, da Atalanta, e Tomovic, do Estrela Vermelha, também foiram confirmados como reforços, enquanto Quaresma é outro nome praticamente certo no Marassi. O trabalho da diretoria agora se dá no sentido de garantir a permanência de "Gasperson", um dos melhores treinadores italianos da atualidade.

Balanço final: Roma

Mais um vermelho, agora para Mexès: cena comum na temporada

A CAMPANHA 6ª colocação, 63 pontos. 18 vitórias, 9 empates, 11 derrotas. Classificada para a fase preliminar da Liga Europa.
FORA DA SERIE A Derrotada pela Inter na Supercoppa Italiana, eliminada pela Inter nas quartas-de-final da Coppa Italia e eliminada pelo Arsenal nas quartas-de-final da Liga dos Campeões.
O ATAQUE 64 gols, o 4º mais positivo.
A DEFESA 61 gols, a 4ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Francesco Totti (13 gols), Mirko Vucinic (11), Júlio Baptista (9).
OS ONIPRESENTES Matteo Brighi (35 jogos), Daniele De Rossi (33), John Arne Riise (31).
O TÉCNICO Luciano Spalletti
QUEM DECIDIU Daniele De Rossi
QUEM DECEPCIONOU Rodrigo Taddei
QUEM SURGIU Matteo Brighi
QUEM SUMIU Alberto Aquilani
MELHOR CONTRATAÇÃO John Arne Riise
PIOR CONTRATAÇÃO Artur
NOTA DA TEMPORADA 4

“Finalmente terminou e não víamos a hora. Desde quando perdemos a Liga dos Campeões, não víamos a hora de terminar essa maldita temporada”. A forma com que De Rossi abriu a coletiva depois do último jogo do campeonato é o melhor retrato do ano romanista, que confiava demais em voltar a disputar uma final européia em casa depois de 25 anos. É fácil apontar os responsáveis pela desastrosa campanha romanista: Ménez e Júlio Baptista, Cicinho e Vucinic, Spalletti e Pradè. Enfim, todos os que colocaram um dedo na formação desta Roma, que encontrou o Torino na última rodada para o jogo que fechava a Serie A com suas duas maiores decepções.

Os giallorossi pareciam ter feito boas manobras no mercado de verão com reforços pontuais e partiram, outra vez, como os grandes concorrentes da Inter ao título. Dez rodadas depois, estavam a um ponto da zona de rebaixamento. A venda de Mancini não foi digerida e a falta de meias externos comprometeu o insistente esquema tático de Spalletti, que só abriu mão do 4-2-3-1 durante parte da temporada – por coincidência, três meses de vitórias a partir de dezembro.

Outro problema foi superar a traumática eliminação nos pênaltis para o Arsenal, na LC. Pouca coisa acabou se salvando: algumas partidas de Motta, a vontade de De Rossi, a ótima média de gols de Totti e esparsos momentos de Vucinic e Baptista. A falta de comando da alta direção, que fez a crise explodir em cima de Spalletti, ajudou a construir um time nervoso demais, que quebrou seu recorde de expulsões colecionando doze cartões vermelhos na Serie A. Para a próxima temporada, a reconstrução reparte com o técnico toscano. Mas para dizer quem estará a seu lado, na presidência ou no elenco, é cedo demais.

Balanço final: Udinese

O nome de D'Agostino sobressaiu num campeonato de altos e baixos

A CAMPANHA 7ª colocação, 58 pontos. 16 vitórias, 10 empates, 12 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminada pela Sampdoria nas quartas-de-final da Coppa Italia e pelo Werder Bremen nas quartas da Copa Uefa.
O ATAQUE 61 gols, o 5º mais positivo.
A DEFESA 50 gols, a 9º menos vazada.
OS ARTILHEIROS Fabio Quagliarella (13 gols), Antonio Di Natale (12), Gaetano D'Agostino (11).
OS ONIPRESENTES Fabio Quagliarella, Gaetano D'Agostino e Gokhan Inler (36 jogos).
O TÉCNICO Pasquale Marino
QUEM DECIDIU Gaetano D'Agostino
QUEM DECEPCIONOU Christian Obodo
QUEM SURGIU Kwadwo Asamoah
QUEM SUMIU Luigi Sala
MELHOR CONTRATAÇÃO Kwadwo Asamoah
PIOR CONTRATAÇÃO Fernando Tissone
NOTA DA TEMPORADA 6

O surpreendente início de temporada bianconero fez com que as expectativas, principalmente dos torcedores, fossem muito boas. Porém, o time que chegou a liderar a Serie A logo começou a despencar na tabela e terminou a primeira parte do campeonato ocupando apenas a 12ª colocação, acumulando uma série de oito jogos sem vencer. Nas outras competições que disputava, no entanto, o rendimento era bom, fato que provavelmente assegurou o cargo de Pasquale Marino, que estava com a corda no pescoço por causa dos últimos resultados nacionais.

Gaetano D’Agostino, mais uma vez, foi o comandante do meio-campo friulano, com passes e lançamentos precisos para seus companheiros marcarem os gols da equipe. Para quem estreou na Serie A jogando como atacante na Roma, seu recuo para regista lhe fez tão bem que deve ser confirmado como próximo reforço da Juventus. Quagliarella e Di Natale foram os que melhor aproveitaram a performance do meia, confirmando-se como artilheiros do time. Além disso, o meia teve um ótimo aproveitamento nas bolas paradas, responsáveis por mais da metade de seus gols na temporada.

Já Tissone, contratado pela Udinese graças a sua boa campanha na Atalanta, no ano anterior, não conseguiu se firmar na equipe por causa de lesões ou mesmo por decisões técnicas e perdeu de vez a vaga no time para o chileno Isla, que jogou em praticamente todas as posições ao decorrer do ano. No segundo turno, a estreia do ganês Kwadwo Asamoah foi a grande notícia. O jogador de vinte anos mostrou toda a sua habilidade, força e resistência e logo conseguiu a titularidade, tornando-se uma das grandes revelações do campeonato.

Balanço final: Palermo

A união faz a força: com grupo coeso, Palermo fez boa campanha

A CAMPANHA 8ª colocação, 57 pontos. 17 vitórias, 6 empates, 15 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminado pelo Ravenna no terceiro turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 57 gols, o 6º mais positivo.
A DEFESA 50 gols, a 9ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Edinson Cavani (14 gols), Fabrizio Miccoli (14), Fábio Simplício (8).
OS ONIPRESENTES Fábio Simplício (37 jogos), Mattia Cassani, (36), Edinson Cavani (35).
O TÉCNICO Stefano Colantuono (1ª rodada) e Davide Ballardini (da 2ª rodada em diante).
QUEM DECIDIU Edinson Cavani
QUEM DECEPCIONOU Igor Budan
QUEM SURGIU Davide Succi
QUEM SUMIU Roberto Guana
MELHOR CONTRATAÇÃO Simon Kjær
PIOR CONTRATAÇÃO Morris Carrozzieri
NOTA DA TEMPORADA 7,5

Fazia tempo que o ambiente interno da equipe rosanera não era tão tranquilo durante uma Serie A. Nem mesmo a derrota por goleada contra o Catania, no dérbi siciliano, fez o presidente Maurizio Zamparini ameaçar demitir o treinador Davide Ballardini (só gerou um silenzio stampa). Isso se deve a seu excelente trabalho, que possibilitou o desempenho frutífero de alguns jogadores-chave da equipe. Assumindo o time na segunda rodada, Ballardini - que já havia feito um bom trabalho no Cagliari - teve de jogar com as peças que Stefano Colantuono tinha trazido para o clube, mas não teve muitas dificuldades em montar uma equipe competitiva. Jogando quase sempre no 4-3-1-2, as qualidades de Simplício, Miccoli e, especialmente, de Cavani, puderam aparecer melhor. Alguns jogadores limitados, como Guana e Tedesco, foram relegados ao banco de reservas.

Miccoli e Cavani constituíram uma das duplas mais entrosadas deste campeonato. Do Romário do Salento já se esperava boa temporada, mas seu companheiro teve desempenho acima da média: o uruguaio finalmente justificou a aposta feita anos atrás, após o Sul-Americano sub-20 de 2007. Em uma equipe que se preparava para ficar viúva de Amauri, El Caníbal não sentiu a pressão e foi um dos principais destaques da Serie A. Importante para um time que não teve tanta sorte no mercado de verão, no que diz respeito a atacantes: Túlio de Melo mal chegou e logo voltou para a França, e o croata Budan acabou se tornando um grande flop. Davide Succi, contratado ao Ravenna, da Lega Pro, após eliminar a equipe siciliana da Coppa Italia, apareceu muito bem na reta final da temporada, marcando cinco de seus seis gols no Calcio.

Se o ataque foi bem, a defesa poderia ter sido melhor. Amelia, contratado para ser referência, a cada dia mais se mostra um goleiro apenas razoável - chegou até a levar gol do meio-campo no dérbi siciliano. Cassani e Balzaretti fazem sua parte, mas o miolo de zaga não é tão confiável: Bovo é apenas mediano e Carrozzieri é extremamente violento. A propósito, o jogador decepcionou a torcida, por testar positivo para cocaína no final da temporada. Por outro lado, o dinamarquês Simon Kjær é uma das maiores pérolas do futebol italiano e substituiu Barzagli com muita competência. Porém, pensando na próxima temporada, a torcida do Palermo já começa a colocar uma pulga atrás da orelha: Cavani e Kjær também são sondados por outras equipes. Ballardini brigou com o presidente e deixou o clube. Para iniciar novo trabalho, foi anunciada a contratação de Walter Zenga, após bom ano no rival Catania.

Balanço final: Cagliari

Lazzari, Diego López e Acquafresca: alicerces da surpresa da temporada

A CAMPANHA 9ª colocação, 53 pontos. 15 vitórias, 8 empates, 15 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminado pela Reggina no quarto turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 49 gols, o 9º mais positivo.
A DEFESA 50 gols, a 9ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Robert Acquafresca (14 gols), Jeda (11), Alessandro Matri (6).
OS ONIPRESENTES Andrea Lazzari e Robert Acquafresca (36 jogos), Federico Marchetti, Jeda e Michele Fini (35).
O TÉCNICO Massimiliano Allegri
QUEM DECIDIU Robert Acquafresca
QUEM DECEPCIONOU Carlos Matheu
QUEM SURGIU Jeda
QUEM SUMIU Cristiano Lupatelli
MELHOR CONTRATAÇÃO Robert Acquafresca
PIOR CONTRATAÇÃO Carlos Matheu
NOTA DA TEMPORADA 8

De quem jogou mais de cinco partidas na temporada, o único que desafinou foi o zagueiro argentino Matheu, que não repetiu as boas atuações que tinha no Independiente. De resto, os titulares dominaram e os reservas sempre estiveram à altura: o melhor exemplo vem dos dois jogadores que mais vezes atuaram na Serie A. Enquanto Acquafresca foi titular absoluto, Lazzari nunca se firmou nos onze mesmo com ótimas partidas, mas foi fundamental para a campanha rossoblù.

Muito dos méritos vão para Allegri, eleito o melhor técnico da terceira divisão e ótimo estreante na primeira, dando entusiasmo para um time que apresentou o futebol mais envolvente da temporada. E para o presidente Massimo Cellino, que surpreendeu e o bancou mesmo após o começo com cinco derrotas seguidas. Entre os resultados marcantes, vitória sobre a Juventus em Turim, goleada na Lazio em Roma e o feito de ter sido a única equipe que a Inter não conseguiu vencer na Serie A: empate no Meazza, vitória de virada no Sant'Elia.

O goleiro Marchetti correspondeu às expectativas e o meio-campo com Fini, Conti e Biondini, com Cossu na ligação com o ataque, fez misérias. Na frente, o brasileiro Jeda ganhou notoriedade nacional aos trinta anos e Acquafresca se tornou objeto de desejo de meia Itália. Se a equipe chegou perto daquela campanha de 1992-93 liderada por Oliveira e Francescoli e só saiu da briga pela Liga Europa a três rodadas do fim, com certeza mereceu.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Balanço final: Lazio

Mauro Zárate saiu por cima na disputa com a Roma de Daniele De Rossi

A CAMPANHA 10ª colocação, 50 pontos. 15 vitórias, 5 empates, 18 derrotas. Classificada para a Liga Europa via Coppa Italia.
FORA DA SERIE A Campeã da Coppa Italia.
O ATAQUE 46 gols, o 10º pior.
A DEFESA 55 gols, a 6ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Mauro Zárate (13 gols), Goran Pandev e Tommaso Rocchi (9).
OS ONIPRESENTES Mauro Zárate (36 jogos), Cristian Ledesma (34), Pasquale Foggia e Stephan Lichtsteiner (33).
O TÉCNICO Delio Rossi
QUEM DECIDIU Mauro Zárate
QUEM DECEPCIONOU Lorenzo De Silvestri
QUEM SURGIU Mobido Diakité
QUEM SUMIU Christian Manfredini
MELHOR CONTRATAÇÃO Mauro Zárate
PIOR CONTRATAÇÃO Juan Pablo Carrizo
NOTA DA TEMPORADA 7,5

A nota para a temporada laziale com certeza seria menor, pela campanha na Serie A, mas a conquista da Coppa Italia ao fim da temporada fez bem os ânimos da equipe, que aproveitou para cutucar a Roma, que passou o ano sem vencer um título sequer. Outro ponto favorável foi a vitória no último dérbi, dando um verdadeiro baile nos giallorossi, que perderam as estribeiras com as expulsões de Panucci, Mexès e Spalletti.

Apesar do ótimo início de temporada que levou a Lazio à liderança na quinta rodada, Delio Rossi encontrou problemas para manter o time em alto nível nas rodadas seguintes, que às vezes parecia algo desmotivado, sem a liderança ativa de Rocchi em campo. As boas revelações (Lichtsteiner, Kolarov, Muslera, Zárate) se misturaram com grandes decepções (Radu, Cribari, Carrizo, Mauri). Derrotas em 47% das rodadas da Serie A são demais para qualquer um que tenha alguma ambição real.

Para o lugar de um Rocchi que começou a temporada lesionado e depois não conseguiu recuperar o bom futebol dos anos anteriores, Pandev segurou a bronca no primeiro turno e Zárate fez seu papel no returno. Mas o ataque é o menor dos problemas para a próxima temporada. Delio Rossi não permanecerá em Formello e a montagem do elenco deve começar por um técnico, mas a primeira opção, Walter Zenga, já foi contratado pelo Palermo. A zaga instável e o meio sem opções viáveis devem se tornar problemas ainda maiores com as prováveis saídas de Cribari, Pandev, Carrizo, Matuzalém e Ledesma.

Balanço final: Atalanta

Floccari desencantou e já foi negociado com o Genoa para a próxima temporada

A CAMPANHA
11ª colocação, 47 pontos. 13 vitórias, 8 empates, 17 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminada pela Lazio no quarto turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 45 gols, o 9º pior.
A DEFESA 48 gols, a 8ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Sergio Floccari (12), Cristiano Doni (9), Gianvito Plasmati (5).
OS ONIPRESENTES Simone Padoin (36 jogos), Gyorgy Garics (35), Gianpaolo Bellini (34).
O TÉCNICO Luigi Del Neri
QUEM DECIDIU Sergio Floccari
QUEM DECEPCIONOU Christian Vieri
QUEM SURGIU Simone Padoin
QUEM SUMIU Costinha
MELHOR CONTRATAÇÃO György Garics
PIOR CONTRATAÇÃO
Alessio Cerci
NOTA DA TEMPORADA 6

Com contratações como a de Christian Vieri e Luca Cigarini, por exemplo, a Atalanta esperava fazer uma boa temporada e até buscar uma vaga na Liga Europa. No entanto, já na parada de inverno era perceptível que aquele bom time não teria muitas chances contra seus adversários, mais estáveis. Nem por isso a equipe nerazurra jogou com menos seriedade o restante do campeonato e, em Bérgamo, foi pedra no sapato de muitos times.

Os principais contratados fracassaram, mas jogadores antes sumidos reapareceram e muito ajudaram. Foi o caso de Floccari, que estava de saída e só permaneceu no clube por exigência do então novo técnico, Del Neri. O camisa 33 tomou o lugar de goleador que deveria ser de Vieri e caiu nas graças da torcida. Já o veterano atacante, ídolo de diversas torcidas, não conseguiu repetir atuações passadas e rescindiu contrato com a Dea ainda no mês de abril.

Outros jogadores que ganharam chances no comando de Del Neri foram os jovens Cigarini, Guarente e Padoin. Atuando mais centralizado, Padoin fez boas atuações e foi peça fundamental para o bom funcionamento do meio-campo atalantino, garantido sua presença em praticamente todas as partidas do time na Serie A, assim como Guarente. Já Cigarini, que até o meio da temporada só tinha feito seis partidas, por causa de variadas lesões, conseguiu se encaixar na equipe e fez bons jogos depois do inverno. O bom returno praticamente garantiu a ex-promessa do Parma como reforço do Napoli da próxima temporada. Quem também não permanece é Del Neri, que foi para a Sampdoria. Para seu lugar, chega Angelo Gregucci, ex-Vicenza. Junto com ele, a primeira contratação do clube para a próxima temporada: Tiribocchi.