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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Inter

Milito é melhor que o Eto'o? Na Inter, o argentino tem sido mais decisivo (AP Photo)


Campanha
1ª posição. 17 jogos, 39 pontos. 12 vitórias, 3 empates, 2 derrotas. 36 gols marcados, 14 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 5, da 7ª à 11ª rodada
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 8, da 7ª à 14ª rodada
Maior sequência sem vencer: 2, da 14ª à 15ª rodada
Artilheiro: Diego Milito, 10 gols
Fair play: 35 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel, Chivu; Zanetti, Cambiasso, Stankovic; Sneijder; Milito, Eto'o.

Treinador
José Mourinho. O técnico de Setúbal ainda não conseguiu fazer que a Inter jogasse exatamente como gostaria, muito pelo fato de não ter carta branca nas contratações. Os nerazzurri até jogam de maneira mais atrativa e um pouco diferente nessa temporada, com mais velocidade no ataque - proporcionada por jogadores leves como Sneijder, Eto'o e Milito. A regularidade dos resultados impressiona, mas esta não implica necessariamente na regularidade do futebol apresentado. Mourinho não descobriu um padrão de jogo muito definido e, por causa da alternância entre boas e más atuações, já montou seu time no 4-3-1-2, no 4-3-3 e também no super ofensivo 4-2-3-1. Nos bastidores, o português tem cumprido à risca seu discurso de trabalhar pelo futuro do clube. Moratti atendeu seus pedidos de reforma e amplicação do centro de treinamentos de Appiano Gentile, além de mais investimentos na Primavera, o que tem contribuído para a maior profissionalização da sociedade e adaptação dos jovens ao futebol profissional.

Destaque
Diego Milito. Com a contratação de Samuel Eto'o, parecia claro que Milito seria coadjuvante na Inter. Porém, mais adaptado ao futebol italiano e com estilo matador, Il Principe é o principal jogador da equipe, artilheiro do time na Serie A, com dez gols, e um dos preferidos da torcida. Mas, no último mês, Eto'o fez do que dele se espera: chegou a oito gols no campeonato e marcou três gols importantes (um contra o Rubin, na Liga dos Campeões) para demonstrar que está se adaptando mais ao estilo da equipe. A dupla de ataque da Inter marcou metade dos 36 gols do melhor ataque da Serie A, mas é necessário também atribuir os créditos do feito a Sneijder. Na ausência do holandês, a equipe tem muito mais dificuldade de encaixar jogadas e perde muito em velocidade de ataque. Já a defesa nerazzurra prossegue como a menos vazada do país, mas como Júlio César faz temporada longe dos holofotes, desta vez a maior parte dos méritos vai para a aguerrida dupla formada por Lúcio e Samuel.

Decepção
Davide Santon. Depois de assumir a titularidade em Milão, Santon contava, meteoricamente, com convocações para a Azzurra e o afeto da torcida interista. Porém, de jovem sereno e centrado, o bambino de Mourinho parece estar sentindo o peso da titularidade e não conseguiu evoluir nesta temporada. Jogou apenas cinco vezes e cometeu falhas graves contra Sampdoria e Palermo, o suficiente para Mourinho afastá-lo do elenco por uns tempos. Lesionado, deve ganhar novas chances no fim de janeiro. Quem também está fazendo menos do que pode é Júlio César. Apesar de não comprometer, mas falhar em quesitos como posicionamento, o brasileiro está abaixo do nível da última temporada, que o levou a ser considerado o melhor goleiro do mundo. No início, se falava que estes problemas teriam ligação com o impasse na renovação de seu contrato, mas após a confirmação do vínculo até 2014, os problemas prosseguem. Thiago Motta também não consegue repetir as atuações da última temporada, quando jogava em um meio-campo em linha, mas com quatro jogadores e não três, como em Milão. Outra decepção é Marko Arnautovic, que nem pisou em campo pela sua nova equipe.

Perspectiva
Scudetto e, inicialmente, passar das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Na Serie A, a equipe de Mourinho é, de longe a mais regular da competição e continua praticamente infalível contra equipes menores, ao contrário de seus adversários, que tropeçam vez ou outra. Levando-se em conta o futebol apresentado pelas três concorrentes ao título e a vantagem de oito pontos para o Milan (com um jogo a mais) e de nove para a Juventus, a Inter caminha a passos largos para o penta. Por outro lado, na Liga dos Campeões, o sorteio colocou Inter e Chelsea frente a frente, dificultando bastante a vida dos meneghini. Apesar de ser um confronto muito parelho, o favoritismo está do lado inglês e, por isso, cabe a Inter pensar em passar primeiro das oitavas para depois traçar novos objetivos para a competição. O plano inicial, que era vencer a Champions, pode acabar mais cedo do que o esperado, caso os nerazzurri entrem em campo da mesma forma que jogaram em Barcelona.

Parada de inverno: Milan

Ronaldinho e Nesta comemoram: os dois se recuperaram (Daylife)

Campanha
2ª posição. 16 jogos, 31 pontos. 9 vitórias, 4 empates, 3 derrotas. 23 gols marcados, 17 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 5, da 11ª à 15ª rodada
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 10, da 6ª à 15ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 5ª à 7ª rodada
Artilheiro: Alexandre Pato, 7 gols
Fair play: 29 amarelos, 4 vermelhos

Time-base
Dida (Storari); Oddo (Antonini/Abate), Nesta, Thiago Silva, Zambrotta; Pirlo, Ambrosini, Seedorf; Ronaldinho, Pato e Borriello.

Treinador
Leonardo. Trazido sob muita desconfiança (e através de uma regra desconfiável), o brasileiro cambaleou, mas não caiu. Chegou a ter sua saída especulada mais de uma vez, porém dá sinais de já ter passado pelo pior. Quem não tem aproveitado o novo treinador é Gattuso, o qual, não aceitando ser reserva no clube, declarou que não renovaria seu contrato e que poderia deixar o Milan em janeiro. Ele reafirmou seu compromisso até 2012 e nada mais disse. Leonardo é, lógico, um técnico inexperiente. Isso sem dúvidas prejudica qualquer clube - ainda mais um enorme e pressionado como o rossonero -, mas, ao menos por enquanto, não vai ser essa a principal pancada que (o time de) Berlusconi pode levar.

Destaque
Difícil escolher um entre Nesta, Ronaldinho e Pato. O zagueiro se reergueu depois de muito tempo lidando com problemas físicos e faz uma temporada excelente, já tendo seu nome cogitado para um retorno à seleção - algo que o próprio descarta com veemência. Ronaldinho também voltou a ser Ronaldinho, o que nas primeiras rodadas parecia improvável. Alexandre Pato, por sua vez, demonstra que, ao contrário de inúmeros brasileiros precoces, tem condições técnicas e psicológicas de se firmar num clube de ponta, fato que já vem ocorrendo. Pato é, hoje, muito mais realidade do que promessa, o que se confirma na sua momentânea artilharia da equipe.

Decepção
Klaas-Jan Huntelaar. A participação do holandês foi tão desprezível até o momento que às vezes é difícil lembrar que ele joga no Milan. Claro que ainda há tempo para uma reviravolta, mas por enquanto Huntelaar tem se mostrado um dos maiores flops recentes do futebol italiano. Pouco pode se dizer de suas atuações, senão que passam bem longe de corresponder às expectativas criadas acerca do outrora promissor artilheiro do Ajax. Depois de passagem apagada pelo Real Madrid na temporada passada - o que também é difícil de lembrar -, The Hunter tem seu nome vinculado a algumas equipes inglesas, num possível empréstimo no mercado de inverno.

Perspectiva
Título. Depois do começo turbulento, o Milan se acertou e tem como meta brigar pelo caneco com a sua principal rival. Uma vaga na Liga dos Campeões não significa prejuízo, levando-se em conta o fato de que essa temporada nitidamente seria uma adaptação para o clube rossonero. Aos poucos se acostumando com as perdas de Maldini e Kaká, a equipe deixou para trás o início preocupante na Serie A para pensar em voos mais altos. Superar a Inter é difícil - já tem se tornado quase um mito -, mas nem por isso o Milan deve ter como maior ambição uma vaga na Liga dos Campeões.

Parada de inverno: Juventus

Marchisio: não é protagonista, mas sempre cumpre papel importante na partida (Getty Images)

Campanha
3ª posição. 17 jogos, 30 pontos. 9 vitórias, 3 empates, 5 derrotas. 30 gols marcados, 21 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 4, da 1ª à 4ª rodada

Maior sequência de derrotas: 2, duas vezes
Maior sequência de invencibilidade: 6, da 1ª à 6ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 5ª à 8ª rodada
Artilheiro: David Trezeguet, 7 gols
Fair play: 44 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Buffon; Cáceres (Grygera), Cannavaro, Chiellini, Grosso; Camoranesi, Felipe Melo, Marchisio (Poulsen); Diego; Amauri e Trezeguet

Treinador
Ciro Ferrara. Treinador das equipes de base da Juve, Ferrara assumiu o plantel principal no fim da temporada passada, como interino. Após bons resultados, sua permanência parecia uma boa opção. O mercado juventino foi bom e a pré-temporada também, gerando boas expectativas. No entanto, a falta de constância em suas escalações formou um time irregular, que não inspira segurança. Os torcedores não sabem o que esperar dessa Juve, que balança mesmo na frente dos adversários mais fracos. Depois da eliminação na Liga dos Campeões, Ferrara está com a corda mais apertada ainda em volta de seu pescoço. Agora, é melhorar essa campanha, assegurar vaga na LC e tentar salvar a boa imagem que tinha com os torcedores, antes de assumir o cargo.

Destaque
Claudio Marchisio. Em um time de altos e baixos e com muitos (supostos) candidatos a destaque, quem brilhou foi o garoto Marchisio, que conseguiu manter a regularidade e beliscar uma vaga no time titular. O volante já deixou de ser promessa e atua com a maturidade de um veterano no meio-campo bianconero, exibindo grande técnica. Mesmo nas partidas em que a Juve vai mal, o turinense sai de campo com boa nota. No time, só Chiellini tem regularidade comparável.

Decepção
Felipe Melo. O brasileiro foi do céu ao inferno em apenas meia temporada:
no início, a grande contratação, junto com Diego. Agora, vencedor do Bidone D’Oro, prêmio que elege o pior jogador do ano. Jogando como regista, por opção de Ferrara, seu rendimento caiu muito e o eficiente futebol visto na Fiorentina sumiu, gerando especulações, inclusive, de uma possível saída de Turim. Disputam com ele essa nada honrosa posição, mais dois brasileiros: Diego e Amauri. O ex-santista, por fazer uma temporada bem abaixo do esperado, apesar dos passes decisivos. E o ítalo-brasileiro, pelas péssimas atuações no ataque bianconero.

Perspectiva
Scudetto. Apesar da campanha inconstante e da corda bamba para Ciro Ferrara, o objetivo bianconero ainda é o título nacional. Os gastos de mercado foram bem altos e chegar ao meio da temporada almejando algo menos que o título é proibido em Turim. A situação, porém, é difícil e Roberto Bettega já foi contratado para ajudar Ferrara no restante da temporada. Bettega integrou a diretoria que foi processada pelo Calciocaos, mas saiu impune. Agora, tem a missão de compreender o que acontece nos vestiários e conciliar as duas partes: técnico e jogadores.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Roma

Júlio Sérgio: "melhor terceiro goleiro do mundo" nunca mais (PuntoSport)

Campanha
4ª posição. 17 jogos, 28 pontos. 8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas. 27 gols marcados, 22 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, da 13ª à 15ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 8ª à 10ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 7, da 11ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 8ª à 10ª rodada
Artilheiro: Francesco Totti, 9 gols
Fair play: 39 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Júlio Sérgio; Cassetti, Burdisso, Mexès (Juan), Riise; Taddei (Menez), De Rossi, Pizarro (Brighi), Perrotta; Vucinic, Totti.

Treinador
Luciano Spalletti, até a 2ª rodada; Claudio Ranieri, a partir da 3º. Spalletti pediu a conta depois de duas derrotas, algo totalmente inevitável diante do ambiente desgastado que se formou em Roma nas últimas temporadas. Ranieri, romano e romanista, veio e conseguiu ajeitar o time. Nada daquele jogo que encha os olhos, porém a Roma se vê, depois de muito tempo, livre de um só esquema tático. Com o treinador toscano, os giallorossi se prenderam ao 4-2-3-1, que com o tempo perdeu sua força. Seu substituto também resgatou o futebol de Taddei, as condições físicas de Juan - deu-lhe treinos mais leves -, e descobriu Júlio Sérgio, novo titular no gol romanista.

Destaque
Júlio Sérgio Bertagnoli. Há seis meses, o brasileiro era considerado a quarta opção para defender a meta da Roma: Doni, Lobont e Artur estavam à sua frente. Com as lesões dos dois primeiros e o mau desempenho do terceiro, Bertagnoli tomou a vaga e não soltou mais. Atuando de forma segura, tornou-se essencial à equipe, além de ter realizado um excelente derby - o que, vale lembrar, conta muito por lá. Outro destaque positivo fica por conta de Totti, que, depois de anos sem realizar a pré-temporada com o elenco, finalmente conseguiu alguma forma física, fator determinante na sua alta média de gols: foram 9 em 12 jogos.

Decepção
Júlio Baptista. Se na temporada passada Baptista demonstrou qualidade suficiente para ser no mínimo um reserva de luxo, nesta ele parece ter perdido sua motivação. Apagado quando em campo, dá cada vez mais motivos para Ranieri seguir lhe dando poucas oportunidades. Como tem um dos maiores salários do elenco, deve partir já em janeiro, tendo a Inter como provável destino. Cicinho é outro brasileiro que não vai bem: completamente ignorado pelo treinador, está atrás de Cassetti, Motta e até Burdisso numa preferência pela titularidade na lateral direita.

Perspectiva
Liga dos Campeões. Principal meta no início da temporada, o maior torneio do continente se tornou uma necessidade para a Roma. Se não se classificar, o rombo financeiro vai fazer a squadra se desfazer de alguns nomes importantes no ano que vem. Entretanto, se mantiver a regularidade que tem apresentado, tal objetivo se mostrará nada utópico. Em caso de alguma sequência boa, há a chance de brigar pelo título. Remota, porém, levando-se em conta o abismo técnico e mental que lhe separa da provável campeã Internazionale.

Parada de inverno: Parma

O segredo do Parma está no banco: elenco extenso e um treinador em grande fase (Getty Images)

Campanha
5ª posição. 17 jogos, 28 pontos. 8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas. 22 gols marcados, 22 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, duas vezes
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 12ª à 16ª rodada
Maior sequência sem vencer: 2, duas vezes
Artilheiro: Nicola Amoruso, Valeri Bojinov e Alberto Paloschi, 4 gols
Fair play: 41 amarelos, 1 vermelho

Time-base
Mirante; Zaccardo, Paci, Panucci, Lucarelli, Castellini; Dzemaili, Morrone, Galloppa; Amoruso (Paloschi), Biabiany (Lanzafame/Bojinov).

Treinador
Francesco Guidolin. O ex-treinador do Palermo foi contratado em 2008 para tirar o Parma da Serie B, e fez mais que isso: a equipe crociata voltou a ser temida na Itália, deixando para trás os fantasmas que apareceram com a falência da Parmalat e os problemas financeiros do clube. Nesta temporada, Guidolin tem mandado seu time a campo com um compacto 5-3-2, que se reverte facilmente para um 3-5-2 com as subidas de Zaccardo e Castellini (ou Antonelli). Outro ponto importante de seu trabalho é o rodízio no ataque, que dá chances a todos os atacantes do elenco de jogarem alguns minutos, sem perder o entrosamento e a qualidade. Ponto também para Tommaso Ghirardi e Pietro Leonardi, respectivamente presidente e admnistrador-delegado do clube, responsáveis pelas ótimas contratações feitas no mercado de verão.

Destaque
Daniele Galloppa. Simplesmente, a principal cartada do mercado gialloblù - e uma das maiores da Bota. Em Parma, o romano tem bancado boa parte das vitórias de sua equipe - como na grande partida fora de casa contra a Fiorentina. Criativo e bom marcador (às vezes até faltoso demais), o meia concentra quase todas as ações de um meio-campo que costuma agir com velocidade e, aos 24 anos, é um dos nomes praticamente seguros na renovação da Azzurra, com Lippi tendo-o em boa conta. O goleiro Antonio Mirante merece destaque pela segurança e por algumas defesas importantíssimas. Christian Panucci está em excelente fase e Christian Zaccardo recuperou o futebol que o levou a Copa de 2006. Quanto aos atacantes, todos estão fazendo muito bem a sua parte.

Decepção
McDonald Mariga. O queniano decepciona não exatamente por jogar mal, mas por não jogar. Ele começou a temporada como titular e como possível alvo de mercado da Fiorentina, mas uma lesão muscular sofrida em outubro fez com que Dzemaili assumisse de vez a titularidade no meio-campo ducali, mostrando desempenho superior ao do africano. Já Paolo Hernán Dellafiore, contratado junto ao Palermo para oferecer concorrência aos zagueiros titulares, tem se mostrado extremamente inseguro: na vitória apertada contra a Fiorentina, por exemplo, os dois gols de Gilardino aconteceram por seus erros de marcação.

Perspectiva
Vaga na Liga Europa. A consistência demonstrada até agora pela equipe de Guidolin não faz acreditar que o futebol demonstrado irá cair tanto na segunda metade da Serie A. O fato de haver menos pressão interna dentro do clube do que em times como Napoli, Sampdoria e Genoa pode ajudar, afinal, o objetivo primário dos emilianos era apenas a salvezza. Além disso, o futebol demonstrado pelos ducali até agora é mais regular do que o das equipes supracitadas e seu elenco é tão ou mais numeroso do que o de seus concorrentes. Depois de alguns anos de penúria, pode ser a hora de o Parma sair da lama.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Napoli

Hamsik: o eslovaco mais cobiçado do futebol é o dono desse Napoli (FourFourTwo)

Campanha
6ª posição. 17 jogos, 27 pontos. 7 vitórias, 6 empates, 4 derrotas. 26 gols marcados, 24 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 8ª à 9ª rodada
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 10, da 8ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, duas vezes
Artilheiro: Marek Hamsík, 8 gols
Fair play: 42 amarelos, 4 vermelhos

Time-base
De Sanctis; Contini, Cannavaro, Aronica; Maggio, Gargano, Pazienza (Cigarini), Zúñiga; Hamsík; Lavezzi, Quagliarella.

Treinador
Roberto Donadoni, até a 7ª rodada; Walter Mazzarri, a partir da 8ª. Eis uma mudança que surtiu efeito. Com Donadoni, foram quatro derrotas em sete partidas. Mazzarri chegou e, depois de um período de adaptação, conseguiu colocar o time nos trilhos. Hoje o Napoli se encontra na sexta posição, um ponto atrás da Roma, a dona momentânea da última vaga para a Liga dos Campeões. Um bom trabalho do ex-treinador da Sampdoria, que, na temporada passada, não realizou nada extraordinário: a Samp parou no meio da tabela e foi eliminada precocemente na Copa da Uefa.

Destaque
Marek Hamsík. Ele é o cara. O eslovaco participou de todos os minutos do Napoli na Serie A até o momento. Não só: seu nível não cai. Hamsík é, sem dúvida alguma, um dos meio-campistas mais completos da Europa. Além de correr demais, também passa bem, sabe se movimentar, ajuda na marcação e ainda finaliza com pontaria. Não à toa, é o artilheiro do clube nesses seis meses de Serie A, com oito gols - um a menos do que na temporada passada inteira. Sem ele, muito dificilmente esse Napoli esboçaria qualquer reação. Nota positiva para Maggio, que já foi um lateral sofrível na Fiorentina e, depois de dois anos na Sampdoria, mostra ser mais que útil ao elenco. É a sua segunda temporada em azzurro.

Decepção
Juan Camilo Zúñiga. A falta de um ala-esquerdo confiável nitidamente sacrificaria alguém no plantel. Este alguém é o defensor colombiano, transferido ao Napoli para buscar afirmação no cenário nacional depois de um bom ano no Siena. Improvisado, rendeu pouco nessa primeira metade da temporada. Outro nome é Fabio Quagliarella, que reencontrou seu futebol nas últimas rodadas. Antes disso, porém, fazia uma temporada medíocre e, portanto, inferior à passada, na qual foi artilheiro da Udinese ao marcar 13 gols. Agora vice-artilheiro da equipe, Quagliarella parece ter se estabelecido.

Perspectiva
Liga dos Campeões. Tarefa árdua, mas nada impossível para o Napoli. Para isso, precisa ficar na frente de pelo menos dois entre Parma, Roma e Juventus. Se o primeiro, não obstante à grande fase, não deve ter time para chegar, o segundo não é um tipo de equipe confiável, e a Juve se encontra em plena decadência. Uma sequência de vitórias é o necessário para fazer a equipe acreditar ainda mais. Segundo o defensor Aronica, o grupo encontrou confiança recentemente. E, com confiança, um goleiro regular como De Sanctis e gente como Hamsik, Lavezzi e Quagliarella, o Napoli é um sério candidato à vaga.

Parada de inverno: Palermo

Como na temporada passada, Miccoli continua voando baixo e decidindo para o Palermo (Getty Images)

Campanha 7ª posição. 17 jogos, 26 pontos. 7 vitórias, 5 empates, 5 derrotas. 22 gols marcados, 20 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, três vezes
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 5ª à 9ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, cinco vezes
Artilheiro: Fabrizio Miccoli, 6 gols
Fair play: 48 amarelos, 1 vermelho


Time-base

Sirigu; Cassani, Kjaer, Bovo, Balzaretti; Simplício (Migliaccio), Nocerino, Bresciano; Pastore; Cavani (Budan) e Miccoli

Treinador
Walter Zenga, até a 13ª rodada; Delio Rossi, a partir da 14ª. Zenga chegou na Sicília com toda a pompa, dizendo que o objetivo era o scudetto, animando torcedores e presidente, famoso por demitir treinadores a seu bel prazer. Porém, a história não foi bem assim, o Palermo fazia péssima campanha fora de casa, ficava longe das primeiras colocações e após a derrota no dérbi contra o Catania, sobrou, é claro, para o técnico. Injustamente demitido, Zenga deu lugar a Delio Rossi, que continuou o trabalho do seu antecessor e vem de três vitórias seguidas.

Destaque
Fabrizio Miccoli. Os poucos centímetros do atacante continuam sendo fundamentais para o time de Palermo. Miccoli é o motorzinho da equipe. Sua presença ou não em campo dita o ritmo de jogo palermitano. Com ele, o time fica mais veloz, podendo explorar muito bem os contra-ataques. Sem ele, a mobilidade do time cai bastante. Além disso, o atacante é o artilheiro da equipe, com seis gols. Destaque também para os jovens Sirigu e Cavani, além dos laterais Cassani e Balzaretti, que podem cavar uma vaguinha na Azzurra.

Decepção
Nicolás Bertolo. O argentino chegou no início da temporada para ser titular, no lugar de Simplício, provavelmente, mas até agora não agradou e disputou somente seis partidas. Simplício continua com seu lugar na equipe e quando precisa ser substituído, Migliaccio é o escolhido, deixando Bertolo como terceira opção. Outra grande decepção é o brasileiro Rubinho, que foi contratado para substituir Amelia, mas que com atuações muito inseguras, acabou cedendo lugar para o jovem Sirigu. A propósito, o irmão de Zé Elias já deve deixar o clube em janeiro.

Perspectiva
Vaga na Liga Europa. É a partir de agora que o banco de reservas começa a ser importante para as equipes. Quem não tem boas peças de reposição, fatalmente, vai ficando para trás. E apesar do bom time titular, o Palermo não conta com muitas opções no banco. Outro problema dos rosaneri é a pífia campanha fora de casa. Até agora, foram só duas vitórias e um empate conquistados longe de casa, prejudicando a chance de aspirar posições mais altas na tabela.

Parada de inverno: Sampdoria

A dupla dinâmica Cassano-Pazzini: o primeiro deu sete assistências, o segundo marcou oito gols (AP)

Campanha
8ª posição. 17 jogos, 25 pontos. 7 vitórias, 4 empates, 6 derrotas. 21 gols marcados, 25 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 4, da 1ª à 4ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, da 14ª à 15ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, duas vezes
Maior sequência sem vencer: 4, da 14ª à 17ª rodada
Artilheiro: Giampaolo Pazzini, 8 gols
Fair play: 38 amarelos, 6 vermelhos

Time-base
Castellazzi; Stankevicius, Gastaldello, Rossi, Ziegler; Padalino (Zauri), Palombo, Poli (Tissone), Mannini; Pazzini, Cassano.

Treinador
Luigi Del Neri. No início da temporada, apostava-se que time e técnico teriam um começo conturbado. De um lado, a Sampdoria habitualmente jogava com três zagueiros nos últimos cinco anos, com Mazzarri e Novellino, mas agora passaria a uma defesa mais "enxuta". Do outro, há anos que Del Neri não cultivava outro esquema tático que não seu 4-4-2 em linhas - e não conseguiria encaixar assim os imprescindíveis Belllucci, Pazzini e Cassano. Pois a defesa titular não decepciona, com Gasteldello em grande fase e um Ziegler que tem subido de rendimento ao ser utilizado mais atrás. O setor ofensivo titular também é forte, com Padalino e Mannini pelas laterais do meio-campo. Já o ídolo Bellucci amarga uma temporada no banco, sendo mal (e pouco) escalado como meia externo e, claro, não rendendo por ali o que dele se esperava depois de ter-se recuperado de lesão.

Destaque
Antonio Cassano. O time é dele e Fantantonio sabe disso. Seu início espetacular, que impulsionou os blucerchiati a ficarem na zona-LC por dez rodadas, fez a Itália clamar a Lippi uma convocação. Sua quebra de rendimento, que contribui para que a Samp não vença desde 22 de novembro, dá um pouco de razão ao treinador da Nazionale. Líder em assistências da Serie A, Cassano tem se comportado mesmo com a torcida pegando no seu pé e continua com jogadas espetaculares em campo. Um problema é seu ritmo: não adianta muito brilhar contra Siena, Atalanta e Chievo para depois fazer jogos apagadíssimos com Inter, Juventus e Genoa. Quem segue em grande fase é Mannini, trocado por Campagnaro com o Napoli, um dos melhores meias do campeonato. E olho em Poli, 20 anos, “o novo De Rossi”. Depois de ser destaque do Sassuolo na Serie B, temporada passada, assumiu o posto de titular da Samp e parece nem sentir a pressão.

Decepção
Pietro Accardi. O zagueiro siciliano representa bem o elenco curto desta Samp, principal defeito em sua formação – mas o que de melhor pôde fazer o diretor esportivo Beppe Marotta com o dinheiro que tinha em mãos. Enquanto os titulares sobem e descem de produção num ritmo parecido, os reservas costumam destoar. Accardi é o bode expiatório por uma das piores atuações individuais do primeiro turno da Serie A, na qual o Milan abriu 3 a 0 fácil na Samp em 23 minutos. Bellucci continua fora de forma e de mal com a bola, mas isso em parte explica-se pela dificuldade de encontrar seu espaço. No imutável sistema de jogo de Del Neri, e com Pazzini e Cassano afiados, só no banco é que há garantias para Bellucci.

Perspectiva
Chegar à Liga Europa. Só duas derrotas até o fim de outubro, Cassano e Mannini destruindo defesas, Pazzini regenerado, Castellazzi e Gastaldello decisivos, Palombo exercendo sua liderança, Poli em constante crescimento... Assim a Samp ficou quatro rodadas na liderança da Serie A e mais várias outras na zona de classificação para a Liga dos Campeões. Mas, na hora em que a coisa apertou, fica visível a falta de opções válidas no elenco doriano, que investiu alto no seu time titular e sofre muito quando não pode contar com gente como Padalino e Palombo. Voltar a brigar pela LC é possível, mas os próximos meses devem confirmar o time na luta por vaga na Liga Europa. Mas, pela rivalidade, terminar à frente do Genoa já seria um grande feito.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Bari

Solidez é a palavra de ordem na Puglia: apenas 15 gols sofridos em 16 partidas (Getty Images)

Campanha
9ª posição. 16 jogos, 24 pontos. 6 vitórias, 6 empates, 4 derrotas. 19 gols marcados, 15 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 8ª à 9ª rodada
Maior sequência de derrotas: -
Maior sequência de invencibilidade: 4, duas vezes
Maior sequência sem vencer: 3, duas vezes
Artilheiro: Barreto, 4 gols
Fair play: 26 amarelos, 3 vermelhos

Time-base
Gillet; A. Masiello, Ranocchia, Bonucci, S. Masiello (Parisi); Alvarez, Donati, Almirón, Rivas (Gazzi/Allegretti); Meggiorini (Kutuzov), Barreto.

Treinador
Giampiero Ventura. Contratado a surpresa pouco antes do início da Serie A, para o lugar de Antonio Conte, se imaginava que o Bari iria sofrer muito com sua indicação. Havia treinadores melhores no mercado e o retrospecto de Ventura não empolgava: na temporada anterior, tinha ido muito mal com o Pisa na Serie B. Porém, desde o primeiro minuto da Serie A, sua equipe surpreende. Jogando de modo bem claro, começando por uma defesa consistente e apostando em contra-ataques puxados pela velocidade dos dois pontas de um 4-4-2 em linha, os biancorossi não chegam a empolgar, mas têm jogado acima do esperado. Até agora, números muito positivos: nenhuma derrota contra as três grandes e a segunda melhor defesa do campeonato. Além disso, é o campeão do fair play na Serie A.

Destaque
Andrea Ranocchia e Leonardo Bonucci. A temporada de volta do Bari para a Serie A coincide justamente com a temporada de explosão dos dois jovens zagueiros, de 21 e 22 anos, respectivamente. Ranocchia vai confirmando seu potencial de zagueiro de seleção (é membro da seleção olímpica) e Bonucci é uma grata surpresa, já que nunca foi apontado como uma das grandes revelações da base da Inter. A decisão de Ventura, ao dar a titularidade absoluta para dois zagueiros inexperientes, poderia ser encarada com descrença pela maior parte da Itália, mas deve render transferências milionárias: ambos são sondados pelas grandes equipes do país. Aliado a isso, o goleiro Jean-François Gillet, capitão da equipe e desde 2004 no clube, auxilia seus companheiros usando de sua experiência. Do meio para frente, vale destacar o entrosamento de Almirón e Donati, além da velocidade de Rivas e Alvarez.

Decepção
Barreto. O desempenho pífio do ataque galletti, oitavo pior da competição, não deixa dúvidas sobre quem é a maior decepção da temporada. Barreto, que foi artilheiro da última Serie B, tem encontrado dificuldades de se adaptar ao esquema de Ventura - muito mais cauteloso que o ofensivíssimo futebol praticado por Conte. Meggiorini e Kutuzov também não tem encontrado facilidades, apesar de o time criar muito. Alvarez também aparece constantemente na cara do gol adversário, mas pontaria não é seu forte - perdeu chances incríveis contra Milan, Juventus e Siena, por exemplo.

Perspectiva
Meio da tabela. Se a perspectiva inicial era fugir do rebaixamento por um triz, a gordura acumulada nesta parimeira parte do campeonato já permite que os pugliesi pensem em ficar na Serie A com alguma folga. No entanto, é comum no Calcio que equipes que iniciaram a pré-temporada mais cedo voem na primeira parte do campeonato e caiam bastante de produção na segunda parte. Alguns deslizes já tem acontecido e o time levou nestes últimos cinco jogos mais gols do que nos outros onze. A pausa de inverno deve ser importante para que os jogadores descansem para o segundo turno, o verdadeiro teste de maturidade de uma equipe que quer permanecer na elite.

Parada de inverno: Fiorentina

Gilardino e Jovetic são os destaques dessa equipe, que tem que dividir as atenções entre Liga dos Campeões e Serie A (Getty Images)

Campanha
10ª posição. 16 jogos, 24 pontos. 7 vitórias, 3 empates, 6 derrotas. 18 gols marcados, 15 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, três vezes
Maior sequência de derrotas: 2, duas vezes
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 5ª à 8ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 7ª à 10ª rodada
Artilheiro: Alberto Gilardino, 7 gols
Fair play: 32 amarelos, 3 vermelhos

Time-base

Frey; Comotto (De Silvestri), Dainelli, Gamberini (Kroldrup), Pasqual; Montolivo, Donadel (Zanetti); Marchionni (Santana), Mutu (Jovetic), Vargas; Gilardino.

Treinador

Cesare Prandelli. No comando do time desde 2005, Prandelli faz mais um bom trabalho em Florença, com campanha impecável na Liga dos Campeões e mantendo o time na luta por vaga em competições europeias. A zaga, que parecia ser o maior problema do elenco no início da temporada, vai bem e é a segunda melhor da competição, somente pior que a da Inter. O problema está sendo manter o mesmo time nas escalações inicias, por conta das contusões e desgaste dos jogadores. Para isso, os viola devem investir um pouco no mercado de inverno. A primeira aquisição, a se confirmar nos próximos dias, é a do zagueiro Felipe, ex-Udinese.

Destaque

Stevan Jovetic. É difícil apontar um único destaque aqui. Jovetic começou muito bem a temporada comandando o meio campo viola, e já é o vice-artilheiro da equipe. Em votação recente no país, foi considerado o melhor jogador montenegrino, superando o romanista Vucinic. No entanto, se lesionou e ficou afastado algumas rodadas. Nesse tempo, foi o peruano Vargas que apareceu bem e não deixou o bom padrão de jogo do meio campo cair. Sem esquecer, é claro, do sempre decisivo Gilardino, artilheiro do time.

Decepção

Adrian Mutu. A temporada do romeno vem sendo muito irregular. Peça importante na boa campanha viola da temporada passada, Mutu ainda não emplacou uma boa sequência de jogos na atual temporada por causa das lesões, e suas aparições no time não foram muito significativas. Em sua ausência, a dupla Vargas e Jovetic, que parecia ter que disputar uma vaga no time, jogou junto e deu bom ritmo ao time.

Perspectiva

Vaga em competição europeia. Com o foco voltado para a Liga dos Campeões, a campanha da Fiorentina na Serie A está um pouco prejudicada, como percebe-se pela posição que ocupa na tabela. Porém, o objetivo ainda é uma vaga na LC ou, no mínimo, na Liga Europa. Se vencer o jogo que tem a menos, contra o Milan, fica bem perto da zona de classificação, mas a tarefa não vai ser fácil. O time vai ter que conseguir conciliar as duas competições, se quiser disputar um campeonato europeu de novo na temporada que vem.

Parada de inverno: Genoa

Sempre atrás: está é a dura vida dos defensores do Genoa na temporada (AP Photo)

Campanha
11ª posição. 16 jogos, 24 pontos. 7 vitórias, 3 empates, 6 derrotas. 28 gols marcados, 27 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, da 1ª à 3ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, da 8ª à 9ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 3, duas vezes
Maior sequência sem vencer: 3, da 4ª à 6ª rodada
Artilheiro: Hernán Crespo, Sergio Floccari, Giandomenico Mesto e Raffaele Palladino, 4 gols
Fair play: 43 amarelos, 6 vermelhos

Time-base
Amelia; Biava, Moretti, Bocchetti; Rossi, Milanetto, Zapater (Modesto), Criscito; Sculli, Mesto (Crespo/Palacio/Floccari), Palladino.

Treinador
Gian Piero Gasperini. Desde 2006 no clube, talvez esta seja a fase mais difícil vivida pelo piemontês em Gênova. Após levar os grifoni para uma competição europeia após 19 anos, o treinador encontra problemas para arrumar sua defesa. Sem Ferrari, a (antes sólida) zaga é a terceira pior desta Serie A, contrastando com um ataque que ainda funciona bem, apesar de não se saber ao certo quem é titular ou reserva. Esta dificuldade em formar um onze inicial mais fixo acomete todos os setores do time e reflete na irregularidade da equipe em campo. Além dissso, pela primeira vez em anos, Gasperson também encontra problemas disciplinares no elenco. Amelia foi afastado e abriu espaço para o limitado Scarpi. O goleiro da Azzurra pode ser negociado já em janeiro.

Destaque
Raffaele Palladino. Apontado como uma das principais revelações italianas da década, o napolitano enfim corresponde às expectativas depositadas sobre si após ótima passagem pela Salernitana e mereceu a convocação de Lippi para os amistosos de novembro. Sempre atrapalhado por lesões, Palladino encontrou a boa forma e tem sido o ponto de fantasia da equipe, desequilibrando partidas a favor de sua equipe, como no dérbi contra a Sampdoria e na busca pelo empate contra o Parma. Destacam-se também os aguerridos Giuseppe Sculli, Giandomenico Mesto e Marco Rossi, capitão da equipe, verdadeiros leões em campo. Rodrigo Palacio, que finalmente chegou ao futebol europeu, também tem agradado.

Decepção
Salvatore Bocchetti. Tido como promissor e postulante a uma das vagas na defesa azzurra para a Copa de 2010, a temporada do napolitano assusta. É natural que jogadores jovens demonstrem irregularidade, mas Bocchetti foi titular durante toda a campanha passada e já poderia estar em outro patamar. É verdade que muito de seu mal desempenho se deve à insegurança de Biava e Moretti, seus companheiros de defesa, mas se imaginava que esta seria a temporada de sua afirmação e não de estagnação. Zapater, que começou a temporada voando, não tem jogado bem e já começa a frequentar o banco de reservas. Apesar do bom funcionamento do ataque, a falta de um homem-gol como Milito faz falta. Hernán Crespo e Sergio Floccari tem, juntos, apenas oito gols - menos que o atual atacante da Inter tinha, sozinho, nesse mesmo momento da competição. Floccari já pode estar de saída. Caso Cruz deixe a Lazio, o calabrês pode pintar em Formello.

Perspectiva
A princípio, vaga na Liga Europa ou, sonhando um pouco mais alto, na Liga dos Campeões. A eliminação na Liga Europa na semana passada deve ajudar na performance da equipe na Serie A, já que não será mais necessário dividir-se entre duas competições. Classificar-se para a UEFA Champions League é possível, desde que se resolva a irregularidade demonstrada até então. Mesmo com tantos percalços, a equipe lígure ainda está muito próxima da zona Champions, quatro pontos atrás da Roma e com um jogo a menos. Kharja e Jankovic devem retornar de suas graves lesões e a possível contratação do brasileiro Fernando Menegazzo pode dar mais pegada ao meio-campo. Sonhar com a elite europeia vale a pena, mas se for necessário se contentar com a segunda classificação consecutiva para a Liga Europa, está de bom tamanho.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Chievo

Depois do começo complicado em Verona, Di Carlo já se tornou unanimidade (Getty Images)

Campanha
12ª posição. 17 jogos, 24 pontos. 7 vitórias, 3 empates, 7 derrotas. 20 gols marcados, 19 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, da 14ª à 16ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, três vezes
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 3ª à 7ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 11ª à 13ª rodada
Artilheiro: Michele Marcolini e Sergio Pellissier, 4 gols
Fair play: 37 amarelos, 1 vermelho

Time-base
Sorrentino; Frey, Morero, Yepes, Mantovani; Luciano, Rigoni (Bentivoglio), Marcolini; Pinzi; Pellissier, Bogdani (Granoche).

Treinador
Domenico Di Carlo. O técnico romano foi chamado às pressas para tentar salvar o Chievo de uma situação calamitosa, na última temporada. Poucos pensavam que os gialloblù poderiam se salvar, mas Di Carlo conseguiu o feito com quatro pontos de vantagem e mereceu a renovação para mais um ano no comando. O técnico foi um pouco contestado pela decisão em permanecer, já que o diretor esportivo Giovanni Sartori não lhe garantia qualquer investimento em contratações e o capitão Vincenzo Italiano já havia pedido sua dispensa. No fim, mesmo com gastos próximos a zero no mercado de verão, Di Carlo conseguiu montar um Chievo ainda mais forte, com uma defesa sólida, um padrão firme de jogo e difícil de ser batido. Encaixando bem suas peças no meio-campo, hoje o torcedor clivense nem sente mais a falta de seu ex-capitão.

Destaque
Mario Yepes. Com Pellissier garantindo alguns gols por partida, o ataque dá uma certa tranquilidade para o trabalho de defesa, que tem feito seu papel. Apesar das investidas da Roma, Sorrentino acabou ficando em Verona e, se sofre tão poucos gols, deve muito ao colombiano Yepes. Do alto de seus 33 anos, o zagueiro é capitão da seleção, ganhou uma Copa América e tem uma década de experiência no futebol francês. Depois de começar bem sua carreira no Chievo, temporada passada, se confirma nessa como um dos zagueiros mais seguros do futebol italiano. Rigoni, no vértice baixo do losango do meio-campo, é uma grata surpresa, assim como o renascido Pinzi, que tem atuado de forma surpreendente na ligação com o ataque.

Decepção
Pablo Granoche. O albanês Bogdani continua recebendo o segundo maior salário do elenco para marcar seus poucos gols, mas fato é que pouco dele se espera. O fato de continuar titular, isso sim, garante o posto de decepção gialloblù para o uruguaio Granoche, grande artilheiro da Triestina na Serie B. Quem também não se firmou foi Iori, estreante na Serie A com 28 anos. Melhor jogador da Cittadella que conseguiu uma salvezza improvável na Serie B passada, o meia não convenceu nos treinamentos, não rendeu quando entrou em campo e já deve sair em janeiro – fala-se numa troca com o Torino, que mandaria Loviso para Verona.

Perspectiva
Ficar no meio da tabela. Com o elenco que tem, há três meses era raro quem não apostasse no rebaixamento do Chievo ao fim da temporada. Hoje, tudo mudou: as dúvidas se tornaram certezas positivas e poucas foram as apostas que deram errado. Ainda assim, o elenco gialloblù é curto demais para disputar com tantos concorrentes uma vaga na Liga Europa. Mas não se ver lutando contra o rebaixamento a dois meses do fim da Serie A já será uma conquista e tanto para menor clube da divisão. Uma recriação do Chievo dos milagres, construído por Luigi del Neri no início da década e que acabou disputando a preliminar de uma Liga dos Campeões, por enquanto fica fica apenas no sonho. O que não tira desse time a santidade.

Parada de inverno: Cagliari

Com sete gols em sete partidas seguidas, Matri igualou o recorde de Gigì Riva (Getty Images)

Campanha
13ª posição. 16 jogos, 23 pontos. 7 vitórias, 2 empates, 7 derrotas. 25 gols marcados, 21 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 4, da 9ª à 12ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 2ª à 4ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 9ª à 12ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 1ª à 4ª rodada
Artilheiro: Alessandro Matri, 8 gols
Fair play: 40 amarelos, nenhum vermelho

Time-base
Marchetti; Pisano (Canini), López, Astori, Agostini; Biondini, Conti, Lazzari; Cossu; Matri, Jeda (Nenê).

Treinador
Massimiliano Allegri. O técnico toscano chegou após fazer boa campanha com o Sassuolo na Lega Pro e não decepcionou: depois do ótimo campeonato passado, em que levou o Cagliari ao 9º lugar, vem confirmando o seu trabalho. As saídas de Acquafresca e Fini, dois pilares da equipe sardenha, fizeram balançar o esquema de Allegri, que demorou um pouco para reconstruir seu time sem a dupla. Nesse tempo, veio a eliminação na Coppa Italia para a Triestina e a má largada na Serie A, com vitória só na quinta rodada. Mas a dificuldade é passado. De lá pra cá, o aproveitamento rossoblù é de 61,1%, maior que o da Juventus, por exemplo. A boa relação com o intempestivo presidente Cellino é uma ajuda fundamental. Se o Cagliari vira bem mais este ano, o dedo de Allegri é visível.

Destaque
Andrea Cossu. Aliando habilidade e velocidade, há quem o compare a Gianfranco Zola, ídolo em Cagliari ao passar no clube seus últimos anos como jogador. Fato é que Cossu, 29 anos, finalmente chegou a seu auge na carreira e é ele quem dita o ritmo do melhor futebol da Serie A, justamente no clube de sua cidade natal. Uma fase espetacular para que vive aquele que, até janeiro de 2008, vivia no banco do Verona. Também faz grande temporada o atacante Matri, que chegou cercado de dúvidas para substituir Acquafresca, mas tem confirmado sua titularidade com gols. Assim como o brasileiro Nenê, que custou caro (4,5 milhões de euros ao Nacional da Madeira) e ainda não é titular, mas já marcou seis vezes, inclusive contra Buffon.

Decepção
Simone Barone. O meio-campo do Cagliari daria um capítulo à parte: Conti é como vinho e só melhora com os anos, Cossu é um dos italianos em melhor fase, Biodini já foi convocado para a seleção, Lazzari substitui Fini à altura, Parola vai muito bem quando precisa substitui-los, Dessena tem recuperado o futebol dos tempos de Parma... Só um nome destoa: o tetracampeão mundial Barone, que já decepcionou no Torino. Fora de forma, foi contratado para dar experiência ao elenco rossoblù, mas não encontra espaço num meio-campo que segue voando. No ataque, o argentino Larrivey voltou da Argentina campeão do Clausura com o Vélez, mas outra vez caiu de rendimento e deve sair em janeiro. Olho no capitão Diego López, desde 1998 no time: o zagueiro está no Uruguai para resolver problemas familiares e em breve pode pedir para ser liberado.

Perspectiva
Lutar por vaga na Liga Europa. O Cagliari vira o ano com um jogo a menos que a maioria dos times da Serie A, mas segue no bolo dos que devem lutar por vaga em copas europeias, só a cinco pontos de distância da Liga dos Campeões. Uma evolução incrível, numa campanha que deve, outra vez, superar aquelas com Zola e Suazo. O hondurenho, aliás, está na mira de Cellino e, se confirmado, deve ser um reforço fundamental no esforço pela Europa. Na defesa, o jovem Ariaudo (Juventus) poderá substituir López até o fim da temporada, enquanto a direção trabalha para manter Astori, que pertence ao Milan e tem convecido Leonardo a pedir seu retorno. No final, os pontos perdidos nas quatro primeiras rodadas farão falta. Mas o bom trabalho é inegável e deve dar frutos nos próximos anos. Tanto é que Cellino já trabalha com a renovação de todo o time até 2013.

Parada de inverno: Udinese

Di Natale voa solitário no meio de uma Udinese turbulenta (Daylife)

Campanha
14ª posição. 16 jogos, 18 pontos. 5 vitórias, 3 empates, 8 derrotas. 19 gols marcados, 21 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 5ª à 6ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 7ª à 9ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 3ª à 6ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 11ª à 13ª rodada
Artilheiro: Antonio Di Natale, 11 gols
Fair play: 42 amarelos, 1 vermelho

Time-base
Handanovic; Basta, Zapata, Coda, Lukovic; Isla (Asamoah), Inler, D'Agostino; Pepe (Sánchez), Di Natale, Floro Flores.

Treinador
Pasquale Marino, até a 16ª rodada; Gianni De Biasi, desde 22 de dezembro. Marino conseguiu fazer em Údine o que Serse Cosmi e Alberto Malesani não conseguiram: levar o clube a alguma competição europeia. Entretanto, nenhum dos três repetiu o feito de Luciano Spalletti na temporada 2004-05: uma qualificação à Liga dos Campeões. Não foi tempo suficiente para o clube se acostumar, mas nem por isso os friulanos se contentaram com as últimas campanhas sem sal da equipe. O novo treinador é De Biasi, cujo trabalho anterior foi em 2008, no qual colecionou nove derrotas em 15 partidas treinando o Torino que havia salvado em 2007. Um treinador acostumado com elencos modestos de pequenas ambições ilustra a situação momentânea dos bianconeri.

Destaque
Antonio Di Natale. Mesmo com a saída do companheiro Quagliarella, Totò tem dado conta do recado: foram 11 gols em seis meses de campeonato; um a menos do que na temporada passada inteira. No clube desde 2004, o atacante da Nazionale tem cada vez mais moral na equipe, da qual é capitão há mais de dois anos. Até o momento artilheiro isolado da Serie A, ele não pode, entretanto, repetir a atitude da derrota contra o Bologna, há duas semanas. Após a partida - na qual, diga-se, marcou o único gol do time -, Di Natale foi reclamar com o árbitro Giannoccaro e, graças aos insultos, foi suspenso por duas rodadas. Indispensável ao elenco, não deve, com sua experiência, prejudicar o clube de tal forma.

Decepção
Felipe. A decepção, nesse caso, não vem das atuações do brasileiro, e sim da ausência delas. O zagueiro disputou somente três partidas na Serie A até então, sendo encostado por Marino, um treinador sob cujos comandos nunca conseguiu brilhar. Felipe teve a sua melhor temporada com Serse Cosmi em 2005-06, quando disputou 35 partidas e inclusive marcou gol na Liga dos Campeões. Depois disso, foi difícil para o defensor se estabelecer: com Malesani e Marino sofreu vários problemas físicos, que limitaram em demasia as suas condições de jogo. No momento ele é dado como certo para a Fiorentina por 9 milhões de euros, embora haja alguma chance da chegada de De Biasi travar o negócio.

Perspectiva
Passar longe do rebaixamento. Se na temporada passada a Udinese chegou a enganar que brigaria pela Liga dos Campeões, dessa vez conseguiu somente meia dúzia de resultados convincentes. Com um elenco pior do que o do último ano - perdeu Quagliarella, seu principal artilheiro -, os bianconeri sentem o desgaste de acompanhar seus principais atletas serem almejados por grandes equipes o tempo todo. Di Natale, Inler, D'Agostino, Asamoah e o supracitado Felipe sempre têm seus nomes ligados a clubes maiores, o que certamente desmotiva o ambiente friulano. À squadra bastará não passar por nenhum desastre e realizar outra campanha medíocre com um elenco que, aos poucos, é ultrapassado em âmbito nacional.

Parada de inverno: Livorno

O jovem Candreva é a principal peça e maior esperança de salvezza do Livorno na temporada (Getty Images)

Campanha
15ª posição. 17 jogos, 18 pontos. 5 vitórias, 3 empates, 9 derrotas. 10 gols marcados, 19 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, duas vezes
Maior sequência de derrotas: 3, da 4ª à 6ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 2, duas vezes
Maior sequência sem vencer: 8, da 1ª à 8ª rodada
Artilheiro: Tomas Danilevicius, 4 gols
Fair play: 34 amarelos, 4 vermelhos

Time-base
De Lucia; Perticone, Marcus Diniz, Miglionico; Raimondi, Moro, Pulzetti, Candreva, Pieri; Lucarelli e Tavano (Danilevicius)
.

Treinador
Gennaro Ruotolo, até a 8ª rodada; Serse Cosmi, a partir da 9ª. Depois de oito partidas sem vitórias, somando três empates, cinco derrotas e apenas dois gols marcados contra dez sofridos, Ruotolo não conseguiu se sustentar no comando amaranto. Para seu lugar, chegou Cosmi, com muito mais experiência. Já em sua estreia, conquistou a primeira vitória do Livorno, contra a Roma, em pleno Estádio Olímpico. Porém, o fraco time que tem em mãos ainda exigirá muito trabalho do treinador.

Destaque

Antonio Candreva. Sem dúvidas, é o melhor jogador da equipe. Atua bem em qualquer lugar no meio e é jovem. Mesmo nas derrotas do time de Livorno, o meio campista saía de campo elogiado. Suas boas atuações renderam-lhe, inclusive, uma convocação para a seleção de Lippi, em novembro, para os amistosos contra Holanda e Suécia. Além disso, a habilidade e boa visão de jogo do meia chamaram a atenção de Inter e Juventus.

Decepção

Francesco Tavano. No início da temporada, apostávamos, aqui, no atacante como “o cara” do Livorno. Tavano, contudo, só contribuiu para os péssimos números do ataque amaranto, que soma só dez gols em 17 jogos, juntando-se ao da Lazio como pior do campeonato. Culpa também de Lucarelli, é claro, que chegou como uma das maiores contratações do clube, mas que marcou apenas dois gols, até agora. Pior que ele só mesmo Tavano, que fez um só e já vem perdendo lugar no time, por causa do melhor rendimento do lituano Danilevicius.


Perspectiva

Livrar-se do rebaixamento. Após a chegada de Cosmi, o time conseguiu sair da zona de rebaixamento e se distanciar um pouco dali, mas a luta mesmo vai ser para não cair. A defesa e o ataque são muito fracos. A esperança é que Candreva não saia na janela de transferências e continue fazendo boa dupla com Pulzetti, em ascenção. No ataque, Danilevicius deve se tornar titular e botar Tavano ou Lucarelli no banco, senão os dois.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Lazio

Líder do pior ataque da Serie A, Zárate vive entre o céu e, principalmente, o inferno (Reuters)

Campanha
16ª posição. 17 jogos, 16 pontos. 3 vitórias, 7 empates, 7 derrotas. 10 gols marcados, 16 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 1ª à 2ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, da 9ª à 10ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 3, da 6ª à 8ª rodada
Maior sequência sem vencer: 13, da 3ª à 15ª rodada
Artilheiro: Julio Cruz, 3 gols
Fair play: 44 amarelos, 4 vermelhos

Time-base
Muslera; Siviglia, Diakité (Stendardo), Radu; Lichtsteiner, Brocchi (Dabo), Baronio, Kolarov; Mauri (Matuzalém); Rocchi, Zárate

Treinador
Davide Ballardini. Mas se ele ainda está em Formello, deve muito ao presidente Claudio Lotito. Pode-se criticar Lotito por um punhado de coisas, mas é fato que ele costuma dar suporte a seus comandantes e não mandá-los embora na primeira oportunidade, Delio Rossi que o diga. A temporada começou bem com a conquista da Supercoppa em Pequim e seis pontos nas duas primeiras rodadas. Depois disso, o time desandou, passou 13 jogos sem vencer, perdeu o dérbi... Muito disso é reflexo do curto trabalho de pré-temporada, que priorizou a disputa em Pequim e não deu condições físicas e fisiológicas para o time se acertar em médio prazo e nem confiança para o técnico apostar num módulo de jogo decente. Ballardini topou começar seus trabalhos com 32 jogadores no elenco e o número só cresceu com as contratações e a promoção de alguns jovens. Provando que essa é uma receita que, invariavelmente, dá errado.

Destaque
Roberto Baronio. No fim dos anos 90, a dupla Baronio-Pirlo era uma das mais promissoras do futebol italiano. O segundo sagrou-se campeão mundial e o primeiro só agora, aos 32 anos, recuperou o motivo de ser tão considerado. Baronio se mandou para a Lazio em 1996 e só conseguiu completar seu 100º jogo no time no decorrer da atual temporada. Entre seis empréstimos e uma co-propriedade, só com Ballardini é que o regista de Verolanuova encontrou seu espaço. Com o afastamento de Ledesma, o técnico garantiu que Baronio lhe seria útil e entregou a ele as chaves do meio-campo laziale, inclusive com a faixa de capitão no início da temporada, enquanto Rocchi estava lesionado. Valeu a pena e Baronio é a única cabeça pensante desse meio-campo. Destaque também para o ressurgimento de Mauri após a saída de Delio Rossi, assim como o crescimento de Kolarov, que melhorou bastante seus dotes defensivos e entrou na mira de gigantes europeus.

Decepção
Mauro Zárate. Depois da uma ótima temporada de estreia, com 13 gols em 36 partidas da Serie A e participação fundamental na final da Coppa Italia contra a Sampdoria, Lotito não teve opção para renegociar e pagou os 20 milhões de dólares que o Al-Sadd exigia para liberá-lo em definitivo. Não fosse o preço, que lhe tirou dos bolsos um dinheiro que jamais havia dispendido desde que se tornara presidente laziale, Zárate nem seria a grande decepção do time nesses últimos meses. Mas o afastamento de Pandev e o mau condicionamento físico de Rocchi fizeram com que a Lazio dependesse demais do argentino, que não chega a jogar mal, mas caiu bastante de rendimento agora que é dono do time – o que já tinha acontecido no ano passado. Não à toa, a Lazio tem o pior ataque da competição. Lá atrás, Diakité começou mal, principalmente nas bolas altas, e perdeu a posição para o reintegrado Stendardo. Muslera também está longe de ser unanimidade.

Perspectiva
Ficar no meio da tabela. Com o fracasso na Liga Europa, onde viu o Red Bull Salzburg passear fácil em seu grupo, a Lazio pode concentrar suas forças na Serie A. Ao contrário do que houve da última vez em que disputou uma copa europeia, na Liga dos Campeões 2007-08, pelo menos dessa vez o trauma deve ser menor. A campanha nacional dos biancocelesti é terrível e depois da queda no dérbi até se pensou numa luta contra o rebaixamento, mas a Lazio continua um degrau acima daqueles que vão lutar pela salvezza – mas segue vários abaixo daqueles que tentarão vagas continentais. Muito do gap seria preenchido com o retorno de Pandev, que rescindiu seu contrato com o clube hoje, e Ledesma, mas o fato é que os jogadores não aceitariam mais voltar a vestir a camisa da Lazio. E já surgem especulações de que Julio Cruz também pediu para ser negociado. Enquanto isso, nada dá certo no mercado de janeiro, com uma Lazio sem dinheiro apontando alto demais em gente como Réver, Bolatti e Maxi López.

Parada de inverno: Bologna

Colomba e Adaílton: finalmente não se depende só de Di Vaio no Dall'Ara (Getty Images)

Campanha
17 posição. 16 jogos, 16 pontos. 4 vitórias, 4 empates, 8 derrotas. 17 gols marcados, 24 sofridos.
Maior sequência de vitórias: -
Maior sequência de derrotas: 3, da 7ª à 9ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 2, três vezes
Maior sequência sem vencer: 4, da 6ª à 9ª rodada
Artilheiro: Adaílton, 5 gols
Fair play: 35 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Viviano; Raggi (Zenoni), Portanova, Britos, Lanna; Valiani, Guana, Mingazzini (Mudingayi); Adaílton; Di Vaio, Zalayeta.

Treinador
Giuseppe Papadopulo, até a 8ª rodada; Franco Colomba, a partir da 9ª. Após a salvezza, a presidente Menarini decidiu manter Papadopulo no comando da equipe. Lançando mão do 4-3-1-2, nem mesmo a vitória contra o Livorno e o ótimo empate contra a Juventus em Turim foram suficientes para mantê-lo no cargo após oito rodadas e apenas seis pontos na tabela. Nas oito rodadas seguintes, com Colomba, o Bologna melhorou e marcou dez pontos, ganhando alguma folga em relação à zona de rebaixamento. Sob o comando do ex-técnico de Ascoli, Cagliari e Napoli, finalmente o Bologna joga como uma equipe. A aplicação tática e a força física de um meio-campo brigador prevalecem: é um dos times mais faltosos da Serie A e um dos que menos acerta passes.

Destaque
Adaílton. O experiente atacante brasileiro alterna entre titular aplicado ou reserva de luxo, mas não deixa de marcar gols importantes (nas vitórias contra Siena, Udinese e, no finzinho, no empate contra a Juventus). Decidindo jogos em um lance, Adaílton e sua habilidade nas cobranças de falta tem sido uma arma poderosa para uma equipe pouco criativa. O fato de os felsinei finalmente jogarem como uma equipe tirou parte do peso das costas de Di Vaio, que tem dividido bem a responsabilidade com o brasileiro e também com Zalayeta e Osvaldo. No outro extremo do campo, Viviano tem feito alguns milagres e já pode ser considerado um dos melhores goleiros da Serie A. Destaca-se também a recuperação de Guana, que vinha de uma temporada esquecível em Palermo.

Decepção
Miguel Ángel Britos. O uruguaio destoa completamente de Portanova, seu companheiro de zaga. Enquanto Portanova, chegado do Siena, se adaptou ao novo clube com facilidade e oferece segurança para Viviano, Britos (contratado na temporada passada) ainda se mostra extremamente afobado. A expulsão contra o Parma, no dérbi na Emilia-Romagna foi infantil e permitiu que sua equipe levasse a virada no final. Rafael Santos, por sua vez, chegou do Atlético Paranaense em agosto e ainda nem entrou em campo. Pode ter a primeira chance graças à expulsão do uruguaio.

Perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. Como se viu em Curitiba, ser rebaixado no ano de centenário do clube não é nada agradável. Pensando nisso, a presidente Menarini contratou o bom e experiente ganês Appiah, que ainda se recupera de lesão e pode garantir mais qualidade ao meio campo. Porém, problemas internos com a consultoria de mercado prestada por Luciano Moggi, pivô do Calciopoli, já estão atrapalhando. Se os problemas externos não atrapalharem, o Bologna tem tudo para escapar da Serie B. Se faz importante a lembrança de que o Bologna ainda não perdeu para nenhum adversário direto na briga pela salvezza. A vitória contra a Atalanta, no jogo atrasado, é fundamental para as pretensões do clube.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Parada de inverno: Atalanta

Após tirar o Bari da Serie B, temporada passada, Conte tem a difícil tarefa de não voltar para lá, com a Atalanta (Getty Images)

Campanha
18ª posição. 16 jogos, 13 pontos. 3 vitórias, 4 empates, 8 derrotas. 15 gols marcados, 25 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 8ª à 9ª rodada
Maior sequência de derrotas: 4, da 1ª à 4ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 5ª à 9ª rodada
Maior sequência sem vencer: 7, da 1ª à 7ª rodada
Artilheiro: Simone Tiribocchi, 6 gols
Fair play: 39 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Consigli; Garics, Talamonti (Bianco), Peluso (Manfredini), Bellini; Valdés, Padoin, Guarente, Ceravolo; Doni (Acquafresca), Tiribocchi.

Treinador
Angelo Gregucci, até a 4ª rodada. Antonio Conte, a partir da 5ª. O trabalho de Gregucci na Atalanta durou menos do que podíamos imaginar. Assumiu o lugar de Del Neri dia 5 de junho, logo após o fim da temporada passada, e antes mesmo de chegar à quinta rodada desse campeonato foi demitido, acumulando quatro derrotas em quatro jogos. Foi substituído por Conte, que logo em sua estreia, foi expulso por reclamação e somou o primeiro ponto da Atalanta na competição. Daí em diante, o futebol e o desempenho nerazzurro melhoraram um pouco, mas ainda estão longe do que os torcedores desejam.

Destaque
Simone Tiribocchi. Contratado apenas para compor elenco e, muito provavelmente, ser o reserva de Acquafresca, o atacante, de 31 anos, surpreende. Tiribocchi aproveitou a lesão do companheiro e o 4-4-2 de Conte, para assegurar vaga na equipe titular. Agora, ocupa lugar fundamental no time: além de artilheiro, é o jogador da equipe com mais aparições na Serie A, ao lado de Padoin, com 16 jogos.

Decepção
Robert Acquafresca. Após marcar 14 gols pelo Cagliari, na temporada anterior, o atacante chegou como a grande contratação bergamasca, mas até agora tudo que fez foi um gol. O tento solitário e uma contusão foram, aos poucos, irritando torcedores e diretoria, que chegou a especular sua volta para o Genoa, clube que detém os seus direitos. Há pouco mais de um mês, voltou de lesão, mas continua sem mostrar o bom futebol de outrora. O turinense ainda tem meia temporada para mostrar a que veio, mas agora tem a concorrência do uruguaio Ernesto Chevantón, que vinha sendo pouco aproveitado no Sevilla e acertou com o clube de Bérgamo até o fim da temporada.

Perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. Com o péssimo início de temporada, somando sete jogos sem vitória, e um futebol bem fraco, o que resta ao time de Bérgamo é a salvezza. E Conte tem um longo trabalho pela frente: os nerazzurri contam com o terceiro pior ataque e a quarta pior defesa da competição. Vai ser essencial melhorar os dois setores e, pelo menos, manter o rendimento do meio-campo, ponto menos frágil da equipe, onde Doni, Guarente e Padoin vêm fazendo boas partidas, ao lado de Ceravolo, se reencontrando, após anos sem chance na Reggina.

Parada de inverno: Catania

Goleiro da seleção argentina, pelo Catania Andújar só passou três jogos invicto (Getty Images)

Campanha
19ª posição. 17 jogos, 12 pontos. 2 vitórias, 6 empates, 9 derrotas. 16 gols marcados, 26 sofridos.
Maior sequência de vitórias: -
Maior sequência de derrotas: 3, três vezes
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 4ª à 8ª rodada
Maior sequência sem vencer: 8, da 9ª à 16ª rodada
Artilheiro: Jorge Martínez, 6 gols
Fair play: 55 amarelos, 5 vermelhos

Time-base
Andújar; Potenza (Bellusci), Silvestre, Spolli, Capuano; Llama (Izco), Carboni, Biagianti; Mascara, Martínez; Morimoto.

Treinador
Gianluca Atzori, até a 15ª rodada; Sinisa Mihajlovic, a partir da 16ª. Depois de Zenga se mandar para Palermo, o Catania fez uma aposta arriscada no jovem Atzori, cujo único trabalho anterior era ter levado o Ravenna aos play-offs da Prima Divisione da Lega Pro. Atzori já havia passado pelo Massimino como assistente de Baldini e do próprio Zenga antes de se tornar treinador, mas sua primeira experiência na Serie A não foi nada boa: depois de 15 jogos, só nove pontos e a primeira demissão. Para seu lugar, chegou Mihajlovic. A única experiência do ex-assistente de Roberto Mancini na Inter foi temporada passada, no comando do Bologna. Durou cinco meses e garantiu 20 pontos em 21 jogos. O início na Sicília é mais promissor, com a vitória sobre a Juve em Turim.

Destaque
Jorge Martínez. O Catania dos últimos meses se especializou em ressurreições: primeiro o milanista Huntelaar, depois o Siena de Malesani, por último o Livorno de Cosmi. Dentro de casa, quem renasceu foi o uruguaio Martínez. O camisa 25 foi o grande nome rossoazzurro de duas temporadas atrás, teve seu nome ligado a transferências para Roma, Fiorentina e Valencia, mas depois sumiu dividido entre lesões e problemas com Baldini. Na atual temporada, vira o ano como artilheiro do Catania, com seis gols e ótimas apresentações atuando junto de Mascara no suporte a Morimoto. O trio, aliás, é o que de melhor tem o Catania. Individualmente, destaca-se também o meia Biagianti, que habitualmente joga pela esquerda no meio-campo a três do time.

Decepção
Gennaro Delvecchio. A saída do capitão Baiocco nem foi tão lamentada ao fim da temporada passada. Biagianti vinha num ótimo crescimento que culminara em sua convocação por Lippi e, de quebra, o Catania havia tirado da Sampdoria o polivalente Delvecchio. Mas o meia pugliese sempre esteve fora de sintonia com o resto da equipe e é uma das maiores desilusões do ano, não chegando nem aos pés do jogador que chegou à seleção de Donadoni por suas exibições em Lecce e Gênova. Outros que chegaram com pompa para substituir alguns titulares também decepcionam: no gol, Andújar vem melhorando após o mau início, mas ainda não faz esquecer Bizzarri; na zaga, o polonês Augustyn faz a torcida clamar pelo retorno Stovini; no ataque, Plasmati começa sua quarta pasagem pelo time sem ter marcado gols, depois da surpresa positiva com Paolucci.

Perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. Para quem gastou quase 15 milhões no mercado de verão, terminar a temporada rebaixado seria um grande pesadelo. Mas o Catania vem jogando razoavelmente bem para quem passou tantas rodadas como lanterna, a vitória contra a Juventus na despedida de 2009 dá grande moral e o time ainda deve ganhar um ótimo reforço a partir de fevereiro: o argentino Barrientos, ex-San Lorenzo, jogador mais caro da história etnea (4 milhões de euros) e que se machucou antes de sua estreia. Apesar da má fase, o presidente Antonino Pulvirenti continua confiante: "Não vamos desistir, em cinco anos disputaremos uma copa europeia". Evitar a queda é um bom começo. Nos dois últimos anos, alguém com campanha pior se salvou, seja o Chievo do ano passado (nove pontos em 17 jogos) ou o Cagliari de 2007-08 (dez pontos). É a vez do Catania.

Parada de inverno: Siena

Com o início das festas de fim de ano, a Serie A chega a seu intervalo.

Em pílulas, o Quattro Tratti trará aos leitores um pequeno raio-x das campanhas dos vinte times da Serie A até o momento, a começar do lanterna Siena. E antecipamos o desejo de boas festas neste fim de ano, somado ao agradecimento a nossos fiéis visitantes. Feliz natal e um ótimo 2010!

Parada de inverno: Siena

Maccarone: No Siena, Big Mac também é o número um (OleOle.it)

Campanha
20ª posição. 17 jogos, 12 pontos. 3 vitórias, 3 empates, 11 derrotas. 17 gols marcados, 28 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 15ª à 16ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 8ª à 10ª e da 12ª à 14ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 2, da 15ª à 16ª rodada
Maior sequência sem vencer: 12, da 3ª à 14ª rodada
Artilheiro: Massimo Maccarone, 5 gols
Fair play: 41 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Curci; Ficagna, Brandão, Terzi, Del Grosso; Fini (Ekdal), Codrea, Vergassola; Maccarone, Calaiò, Ghezzal.

Treinador
Marco Giampaolo, até a 10ª rodada; Marco Baroni, da 11ª à 13ª; Alberto Malesani, a partir da 14ª. É inegável que o número de treinadores de uma equipe costuma ser inversamente proporcional ao seu êxito. No Siena não foi diferente: em seis meses, os bianconeri contaram com três técnicos, mesmo número que o de vitórias. Giampaolo, que comandou a salvação tranquila da temporada passada, não resistiu aos míseros cinco pontos em dez jogos e foi substituído por Marco Baroni, treinador da equipe Primavera e que tomou conta da principal por somente três rodadas. Tendo como melhor resultado um empate na Serie A e uma vitória na Coppa, foi remanejado ao seu cargo antigo, dando lugar a Alberto Malesani, o qual, até agora, soma duas vitórias e duas derrotas.

Destaque
Massimo Maccarone. O atacante foi a decepção da parada de inverno da temporada passada. Dessa vez, entretanto, Big Mac é a luz no fim de um túnel longo e muito escuro para o Siena. Ele marcou em três dos seis jogos em que a equipe pontuou, sendo que dois destes terminaram com placares fechados. Tendo feito cinco gols na Serie A, Maccarone é um dos poucos elementos de relativa confiança no plantel bianconero. O ex-Middlesbrough, que já chegou a defender a Seleção Italiana, tem um raro poder de decisão; algo indispensável para um clube que precisa lutar contra o rebaixamento mais do que nos anos anteriores.

Decepção
Reginaldo. Ninguém espera que o brasileiro seja um fenômeno, ou então um homem-gol. O que se cobra dele, que já foi paródia de macarena e se envolveu com a musa Elisabetta Canalis, é que desempenhe bem as funções de um segundo atacante ágil e habilidoso. No Siena, Reginaldo ainda não conseguiu se firmar. Depois de duas temporadas atuando regularmente no Parma, acompanha a maior parte dos jogos de sua atual squadra do banco de reservas. O atacante entrou em campo em doze ocasiões, totalizando uma média inferior a 45 minutos por participação. Nem mesmo o esquema com três jogadores avançados favoreceu o atleta, que vem se mostrando um dos foguetes molhados recentes do futebol italiano.

Perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. Os toscanos não terão vida fácil. Com só 12 pontos em 17 partidas, será necessário melhorar em demasia a defesa, no momento a pior do campeonato, com 28 gols sofridos. Tal setor do campo carece não só de qualidade, como também de quantidade: são poucas as peças de reposição para um elenco cujo time titular já não é grande coisa. O ataque, por sua vez, precisa ser acertado: Calaiò, Reginaldo, Ghezzal e o jovem Paolucci, embora não sejam craques, podem, sem dúvidas, render mais ao time se mais bem aproveitados. O meio-campo, que ainda não encontrou uma formação ideal na sua rotatividade, pode apostar em opções de renovação, como Ekdal, Jajalo e Rosi.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

900 minutos em 9: 17ª rodada

Eto'o volta a marcar gols decisivos e pode ser peça-chave da Inter daqui pra frente (Ap Photo)


As rodadas de fim de ano são sempre menos movimentadas. Com o frio, as equipes entram mais cautelosas, para diminuir um pouco os riscos de lesão. Não obstante, esse final de ano ainda reservou tempestades de neve para toda a Europa, roubando algumas partidas do final de semana. Na Itália, foram quatro jogos adiados: Bologna x Atalanta, Milan x Fiorentina, Genoa x Bari e Udinese x Cagliari. Por enquanto, só o jogo que aconteceria em Udine já tem data de reposição, 27 de janeiro. Quando todas as partidas forem jogadas, atualizaremos esta postagem com os resumos restantes.

Onde a neve deixou a bola rolar, jogos fracos. Em Milão, a temperatura chegava a menos sete graus na sonolenta partida em que a Inter venceu a Lazio e abriu oito pontos de vantagem para o Milan (que tem uma partida a menos) e nove para a Juventus. Com tanto frio, a aposta das equipes era garantir algum resultado logo no primeiro tempo. Mais incisiva, a dona da casa saiu na frente logo aos 14 minutos, com Eto'o, que tem voltado a marcar gols decisivos. A crescente fase do camaronês deve ser muito útil para a Inter na Liga dos Campeões, já que a equipe terá um difícil confronto contra o Chelsea, nas oitavas. Durante todo o restante da partida, vitória dos zagueiros: Cordoba anulou Rocchi e Radu praticamente impediu que Milito levasse perigo a Muslera. Truncada, a partida teve muitas faltas e seis amarelos (dois para a Inter e quatro para a Lazio).

A Juventus não conseguiu assumir a segunda colocação nem com o jogo adiado do Milan. Jogando em Turim, contra o Catania, então lanterna do campeonato, os comandados de Ferrara, mais uma vez, mostraram um mal futebol e saíram derrotados. Felipe Melo jogou tão mal que Ferrara o substituiu ainda no primeiro tempo. A indignação dos torcedores com a squadra já era visível antes mesmo do início da partida. Na entrada do estádio, o ônibus bianconero recebeu uma chuva de ovos, em protesto de torcedores ultrà. Ferrara continua escalando o time errado e demorando para substituir e o Catania, que nada tem a ver com isso, aproveitou. Martínez marcou o primeiro, de pênalti, e Izco, que não marcava um gol desde 2006 e fez o seu primeiro na Serie A, selou a vitória rossazzurra, depois que Salihamidzic, que entrou no lugar do vaiado Felipe Melo, ainda no primeiro tempo, empatou. A má fase da Juventus será alvo de um dos próximos textos do blog.

Na disputa por vagas nas competições européias, Napoli, Palermo e Roma foram muito bem. Desde que trocou de treinador, o Napoli não perdeu mais: já são dez jogos sem derrota. No domingo, os comandados de Mazzarri precisaram de dois chutes a gol para vencer o jogo: o de Hamsik, de pênalti, e o de Quagliarella, num contra-ataque a poucos minutos do fim. Entre os oitenta minutos que separaram os dois gols, no entanto, foi o Chievo que dominou o jogo. Para a sorte dos azzurri, Pazienza e Gargano estavam inspirados. Com o resultado, o Napoli deixou para trás Genoa, Fiorentina, Bari, Sampdoria e o próprio Chievo, alcançando a sexta posição e ficando a apenas um ponto da zona da Champions.

O Palermo se reencontrou sob o comando de Delio Rossi e venceu pela terceira vez consecutiva, com gol solitário de Cavani. A vítima da vez foi o Siena, que não deixou a vitória sair barata. Os toscanos chegaram bem à frente e exigiram boas defesas do goleiro Sirigu, muito bem no jogo. Outro que mostrou bom futebol e foi um dos principais responsáveis pela vitória rosanera foi Liverani, que criou bastante. A vitória coloca o Palermo na sétima colocação, um ponto atrás da zona da Liga Europa. Dessa forma, os sicilianos vão para o recesso de fim de ano pensando alto - mas não tão alto quanto o prometido pelo ex-técnico Zenga no início de temporada, o Scudetto. Já o Siena, com a pior defesa da competição, dá uma freada após a chegada de Malesani e reassume a lanterna do campeonato.

No Olímpico, a Roma passou pelo Parma em partida que valia como confronto direto para uma vaga na Liga dos Campeões. Na volta de um aplaudidíssimo Panucci ao estádio que foi sua casa durante oito anos, o torcedor acompanhou um primeiro tempo sofrível, que contrastou com um segundo tempo recheado de oportunidades, sempre para a dona da casa. Logo no início da segunda etapa, Burdisso abriu o marcador, dando espaço para o show de Vucinic. Com a ajuda de De Rossi, o montenegrino participava de todas as jogadas da equipe capitolina. Mirante, por sua vez, teve trabalho também com Totti, que comemorava a renovação de seu contrato até 2014. Antes de ser substituído por uma leve lesão, o capitão romanista quase marcou um golaço de fora da área, mas o goleiro gialloblù foi competente e também contou com a sorte, pois a bola defendida parcialmente por ele só não entrou porque a trave não deixou. Brighi, escalado no lugar do suspenso Perrotta, fechou a conta após assistência de Vucinic. Para o Parma, nenhum drama. A partida que marca a volta do recesso de fim de ano pode fazer com que o time volte a zona Champions. Em casa, os crociati enfrentarão a Juventus e, em caso de vitória, podem chegar até a terceira posição, com uma combinação de resultados. Outra combinação de resultados pode deixar a Juventus de fora das quatro primeiras posições pela primeira vez nesta Serie A.

Já a Sampdoria, jogou mal e acumulou o quarto jogo sem vitória, distanciando-se um pouco das zonas de Liga Europa e Liga dos Campeões. Apesar de sair na frente, com tento de Cassano (apenas o segundo dele na Serie A), a defesa mostrou-se muito vulnerável, ao levar três gols do pior ataque do campeonato. No primeiro deles, o promissor, mas ainda inexperiente Marco Rossi errou duas vezes: cometeu falta boba e não conseguiu marcar Rivas, que cabeceou forte para as redes. No segundo tempo, dois lituanos foram decisivos. Danilevicius virou o jogo para a equipe amaranta logo no início da etapa complementar, em mais uma desatenção da zaga, e, nos acréscimos, selou a vitória. Já seu conterrâneo, Stankevicius, foi expulso e estragou uma possível reação dos blucerchiati, que chegavam bem ao ataque. Agora, o Livorno vai para a parada de inverno um pouco mais tranquilo com a relativa distância da zona de rebaixamento e a Samp preocupada com a queda de rendimento.

Texto em parceria de Nelson Oliveira e Rodrigo Antonelli

Para resultados, escalações, classificação e estatísticas da 17ª rodada, clique aqui.

Seleção da 17ª rodada
Sirigu (Palermo); Rivas (Livorno), Spolli (Catania), Cordoba (Inter); Izco (Catania), Simplício (Palermo), Gargano (Napoli), De Rossi (Roma); Eto'o (Inter), Danilevicius (Livorno), Vucinic (Roma).