Review da temporada: Napoli

Hamsik puxa Lavezzi: faltou empurrar o time inteiro (Getty Images)

A CAMPANHA 6º colocado, 59 pontos. 15 vitórias, 14 empates e 9 derrotas
FORA DA SERIE A Eliminado pela Juventus nas oitavas-de-final da Coppa Italia
O ATAQUE 50 gols
A DEFESA 43 gols
OS ARTILHEIROS Marek Hamsik (12 gols), Fabio Quagliarella (11) e Ezequiel Lavezzi (8)
OS ONIPRESENTES Morgan De Sanctis (38 jogos), Marek Hamsik (37), Walter Gargano (36)
O TÉCNICO Roberto Donadoni (até a 7ª rodada), Walter Mazzarri (a partir da 8ª)
QUEM DECIDIU Marek Hamsik
QUEM DECEPCIONOU Fabio Quagliarella
QUEM SURGIU Christian Maggio
QUEM SUMIU Fabiano Santacroce
MELHOR CONTRATAÇÃO Morgan De Sanctis
PIOR CONTRATAÇÃO Juan Camilo Zúñiga
NOTA DA TEMPORADA 6

Uma temporada que termina com um enganoso saldo positivo para o Napoli. Após o fraco início com Roberto Donadoni (7 pontos em 7 jogos), os partenopei conseguiram ajeitar a casa com Walter Mazzarri, chegando a ter possibilidades concretas de chegar à Liga dos Campeões. A vaga, porém, escapou conforme a queda de rendimento da equipe no segundo turno. Apesar de ter encaixado uma ótima sequência de 15 rodadas de invencibilidade, a reta final pesou. O Napoli chegou a passar oito partidas seguidas sem vencer, da 22ª à 29ª rodada. Se de um modo geral a squadra afrouxou, ao menos teve méritos de, em nove jogos, acumular um total de 13 pontos conseguidos nos 10 minutos finais: a vitória contra a Juve, em Turim, e os empates contra Milan e Roma fazem parte dessa lista.

A falta de consistência na tabela certamente não é culpa de Hamsik. O eslovaco é um verdadeiro dínamo no meio-campo e, de novo, tomou conta desse Napoli. Cada vez mais líder, agora foi também o principal goleador da equipe na Serie A. Uma joia na Itália, sobre a qual resta saber até quando resistirá às sedentas propostas do mercado. O único que atuou mais do que ele foi o estreante De Sanctis, que, quem diria, deu total segurança à meta dos napolitanos; algo não atingido com Iezzo, Gianello, Navarro ou Bucci. O clube viu um Lavezzi aquém de seu próprio potencial, atrapalhado por algumas lesões. Maggio, porém, surpreendeu, e se firmou na ala-direita, despertando interesse de outros times. Alguém lembra de Santacroce? Pois é, o zagueiro ítalo-brasileiro lesionou, em tempos diferentes, os dois joelhos, e passou quase um ano afastado. Ele só entrou em campo quatro vezes nessa edição do campeonato.

A decepção ficou por conta de Quagliarella. O atacante não foi uma negação, e até recuperou sua temporada, que havia começado mal. O problema é que o ex-Udinese chegou com pinta de craque e solução dos problemas da equipe. Não vingou por completo e, portanto, ainda está devendo. A contratação totalmente mal-sucedida foi Zúñiga, mal-aproveitado na ala-esquerda durante a temporada praticamente inteira. Fato é que se a Liga Europa não está de mau tamanho para o Napoli, saber que poderia ter alcançado a Liga dos Campeões - claro objetivo inicial - causa certo desânimo. O sonho fica para a próxima temporada, que já começa com Mazzarri - e um contrato renovado até 2013.

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