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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Técnicos: Carlo Mazzone

Figura carimbada na Velha Bota, Mazzone aposentou-se em 2006 (1000 Cuori Rossoblù)
Mazzone tem, hoje, 73 anos. Neste tempo, treinou 12 clubes em 38 anos de carreira, tempo suficiente para ter comandado suas equipes em 1.211 partidas. Sua carreira como jogador foi respeitável, mas não gloriosa. Começou na década de 1950 a atuar pelas categorias de base da Roma, onde era zagueiro. Em 1958 chegou a jogar pela equipe principal giallorossa em duas oportunidades, mas no ano seguinte foi emprestado à Spal, na qual disputou a Serie A, e teve também uma breve passagem pelo Siena. Em 1960, foi contratado pelo Ascoli. Vestiu bianconero em mais de 200 partidas e assumiu a braçadeira de capitão.

Em 1968, ainda como jogador, recebeu do presidente Costantino Rozzi a chance de comandar a equipe por dois jogos após a saída do ex-técnico, Evaristo Malvasi. Em 1970, assumiu o time de forma definitiva e, em três temporadas, levou o Ascoli da Serie C para a Serie A. Em 1974, salvou a equipe do rebaixamento e no ano seguinte foi contratado pela Fiorentina, na qual ficou por três temporadas e conquistou uma Copa Anglo-Italiana Em 1979, aceitou o desafio de manter o recém-promovido Catanzaro na Serie A e foi bem sucedido por duas temporadas. Voltou ao Ascoli e, por cinco anos, teve a honra de não ser rebaixado com a equipe.

No fim dos anos 1980, passou por Bologna, Lecce e Pescara. Em 1991, fez ótima campanha com o Cagliari e terminou na sexta posição da Serie A, classificando a equipe sarda para a Copa Uefa. Tal feito o levou para Roma, onde tomou uma decisão pela qual os torcedores giallorossi agradecem até hoje. Mazzone foi o responsável por promover o capitão Francesco Totti à equipe principal e transformar o ex-centroavante da base em trequartista.

Apesar da passagem na Roma ter sido marcado pelos resultados fracos, Mazzone se tornou ídolo da torcida por conta do jeito apaixonado e turrão de guiar o time. Depois da experiência, teve uma segunda passagem pelo Cagliari, assumiu o Napoli por apenas quatro partidas e voltou ao Bologna em 1998. Com um inspirado Signori no ataque, a equipe conquistou a Copa Intertoto e foi bem na Coppa Italia e na Copa Uefa.

Um dos bons trabalhos de Mazzone foi à frente do Cagliari (Cagliari Calcio)
Em 2000, chegou ao Brescia e encontrou na equipe um devotado Baggio, que recusou propostas de gigantes da Espanha e Inglaterra por pensar que, atuando na Itália, teria maiores chances de disputar a Copa do Mundo de 2002. Como de hábito, "Carletto" segurou sua equipe na elite do futebol italiano com unhas e dentes e chegou a disputar a final da Copa Intertoto, na qual o Brescia foi derrotado pelo Paris Saint-Germain na disputa de pênaltis.

Em 2003, já no fim de sua passagem pelo clube rondinelle, Mazzone protagonizou uma cena inusitada, que demonstra o nível de comprometimento e paixão com que dirigia suas equipes. Após estar perdendo para a Atalanta por 3 a 1, Baggio tinha a chance de empatar o jogo nos minutos finais e assim o fez. Em um momento de êxtase (e um pouco de destempero), Mazzone atravessou o campo correndo e foi até a curva onde estava a torcida bergamasca para desabafar.

Depois de passar pelo Bologna pela terceira e última vez, o treinador chegou ao Livorno para substituir Roberto Donadoni e ficou a frente dos amaranto até 2006, quando se aposentou, aos 69 anos. Em 2009, o técnico do Barcelona, Josep Guardiola, convidou Carlo Mazzone, com quem trabalhou no Brescia, para assistir à final da Liga dos Campeões. Vitorioso, dedicou a conquista ao ex-comandante.

Carlo Mazzone
Nascimento: 19 de março de 1937, em Roma
Clubes como jogador: Roma, Spal, Siena e Ascoli
Clubes como treinador: Ascoli, Fiorentina, Catanzaro, Ascoli, Bologna, Lecce, Pescara, Cagliari, Roma, Cagliari, Napoli, Bologna, Perugia, Brescia, Bologna e Livorno
Títulos: 1 Copa Anglo-Italiana (Fiorentina, 1975)

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