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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tchau, Ronaldo: os anos "italianos"

Ronaldo dribla Marchegiani para garantir o título da Copa Uefa pela Inter, seu único em solo italiano durante seis temporadas (Abril)
Texto cedido por Braitner Moreira, do Tripletta.

O maior atacante de uma geração encerra hoje a carreira, aos 34 anos. Autor de 420 gols em 620 partidas, Ronaldo passou boa parte da carreira na Itália. Foram cinco anos na Inter, que na época pagou quase 25 milhões de dólares ao Barcelona, e uma temporada e meia no Milan. Apesar de tanto tempo no Belpaese, o Fenômeno conquistou só um título por lá: a Copa Uefa de 1998, sobre a Lazio.

A partida do título é tida pela torcida da Inter como a melhor prestação de Ronaldo em nerazzurro. O jogo foi a primeira final em partida única da Copa Uefa, o que só aumentava as expectativas. Alguns dias antes, a Lazio tinha acabado de garantir o título da Coppa Italia e a Inter havia perdido as chances de ser campeã italiana, apesar dos 25 gols de Ronaldo no decorrer da Serie A. O vice-campeonato ficou marcado pela polêmica do pênalti claro, mas não marcado de Mark Iuliano sobre Ronaldo, no confronto direto entre Juventus e Inter.

A Inter dominou aquela final da Copa Uefa com grande participação de Ronaldo nos lances ofensivos, vencendo todas sobre Nesta. Zamorano abriu o marcador em um lançamento de Simeone e a Beneamata quase ampliou num chutaço de Ronaldo, de fora da área, que acertou a trave. No segundo tempo, um jovem Zanetti marcou um golaço e Ronaldo (impedido) matou o jogo após um belíssimo drible em Marchegiani. Fim de jogo, Internazionale 3-0 Lazio no terceiro título interista da Copa Uefa.

Em 21 de novembro de 1999, Ronaldo começou sua via-crúcis. Contra o Lecce, rompeu um tendão do joelho direito. Passou por uma cirurgia e só voltou a jogar em 12 de abril, primeira partida final da Coppa Italia, de novo contra a Lazio. Ronaldo ficou sete minutos em campo. No primeiro drible que arriscou, viu o joelho se romper quase por completo. Desta vez, foram 15 meses de afastamento dos gramados até o retorno a conta-gotas.

A Lazio voltaria a entrar na história de Ronaldo em 5 de maio de 2002. A data até hoje é lamentada pelos torcedores da Inter porque marcou a perda de um scudetto já tido como vencido. Na última rodada do campeonato, o time perdeu por 4 a 2 para a Lazio e terminou a Serie A em terceiro lugar, ultrapassada por Juventus e Roma. Ronaldo foi substituído no segundo tempo daquele que seria o último jogo dele com a camisa da Inter. Saiu de campo às lágrimas e logo se mandou para o Real Madrid, quando a Copa do Mundo em Coreia do Sul e Japão provou que estava recuperado das lesões. Para a torcida, de fenômeno, virou fugitivo.

Depois de quatro temporadas e meia no Real Madrid, Ronaldo voltou a Milão por € 8 milhões. O início no Milan foi promissor, com sete gols em 14 jogos e papel fundamental na rimonta que botou a equipe na quarta posição. A boa fase terminou logo na pré-temporada seguinte. Em julho de 2007, Ronaldo sofreu um estiramento na coxa esquerda e demorou três meses para voltar. Em novembro, uma lesão na panturrilha. Em fevereiro do ano seguinte, um tendão rompido no joelho esquerdo. O suficiente para não ter o contrato renovado.
 
Passagem de Ronaldo pelo Milan foi feliz somente no início (Taringa)
Ronaldo voltou ao Brasil, recuperou-se das lesões e assinou com o Corinthians. Foi essencial na conquista da Copa do Brasil e depois viu o rendimento cair. Aquele que se despede dos gramados é um dos grandes gênios da história do futebol, tanto em campo quanto fora dele. Artilheiro nato que desbravou o marketing com a mesma força de vontade que enfrentava os zagueiros e, com ele e por ele, conseguiu dar tantas volta por cima.

Ronaldo Luís Nazário de Lima
Nascimento: 22 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro
Posição: atacante
Clubes como jogador: São Cristóvão (1991-93), Cruzeiro (1993-94), PSV (1994-96), Barcelona (1996-97), Inter (1997-2002), Real Madrid (2002-2007), Milan (2007-08) e Corinthians (2009-11)
Títulos: 2 Copas do Mundo (1994 e 2002), 2 Copas América (1997 e 1999), 2 Copas do Brasil (1993 e 2009), 2 Supercopas da Espanha (1996 e 2003), 1 Copa das Confederações (1997), 1 Mundial Interclubes (2002), 1 Copa Uefa (1997-98), 1 Recopa Europeia (1996-97), 1 Campeonato Espanhol (2002-03), 1 Copa do Rei (1996-97), 1 Copa da Holanda (1995-96) e 1 Campeonato Paulista (2009).
Seleção brasileira: 97 jogos e 62 gols

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