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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Jogadores: Paolo Di Canio


Paolo Di Canio faz o saluto romano. Polêmicas fizeram parte de sua carreira (Quotidiano)



Personalidade forte, atitudes polêmicas, amor a camisa: algumas palavras para descrever Paolo Di Canio, o jogador mais idolatrado pela maioria dos torcedores da Lazio, que é conhecido por seus gols, mas também por seus ideias extremistas. Di Canio é um torcedor confesso da Lazio e chegou a ser membro de uma torcida organizada do clube. Um jogador capaz de ganhar o prêmio Fair Play de Fifa, mas capaz também de agredir um árbitro e de levar multas por fazer uma saudação fascista após um jogo.

Nascido em Roma, Di Canio sempre foi assumidamente ligado à extrema-direita política e foi multado diversas vezes por comemorar seus gols fazendo o saluto romano, gesto usado pelos fascistas. Alessandra Mussolini, neta do ditador Benito Mussolini, elogiara a atitude do atleta: "foi uma linda saudação, me emocionou muito". E ele nunca negou sua admiração pelo ditador italiano. Pelo contrário, já afirmou admirá-lo e tem tatuada no braço a palavra "Dux", em referência ao título de Duce (líder) usado por Mussolini. Mas se defendia: "era uma saudação, não uma incitação à violência, nem apologia ao fascimo."

Polêmicas à parte, Di Canio foi um grande jogador. Começou a jogar futebol nas categorias de base da Pro Tevere Roma e pouco depois foi contratado pela Lazio, sendo logo emprestado à Ternana. Voltou à Lazio após uma temporada na Serie C2 e, ainda jovem, em 1989, se destacou ao marcar o gol da vitória biancoceleste no dérbi contra a Roma. Na comemoração, correu em direção à Curva Sud, setor do Estádio Olímpico onde ficava concentrada a torcida romanista em provocação. A Lazio não vencia a Roma há sete jogos, após três anos na Serie B. Começava aí a idolatria da torcida laziale por Paolo Di Canio.

Em duas passagens pela Lazio, Di Canio ganhou idolatria da torcida (Il Fatto Quotidiano)
Em 1990, foi vendido para a Juventus, contra a sua vontade e, apesar de ter vencido a Copa Uefa em 1993, não fez boas atuações em Turim. Ainda em 1993, então, transferiu-se para o Napoli, onde fez uma boa temporada. Após um ano em Nápoles, Di Canio voltou à Juventus, mas foi rapidamente cedido ao Milan, onde venceu o scudetto em 1996.

Após desentendimentos com Fabio Capello, então técnico rossonero, o atacante mudou-se para o Reino Unido, e jogou o campeonato escocês pelo Celtic. Lá foi eleito o melhor jogador da competição e chamou a atenção do inglês Sheffield Wednesday, que o contratou. Sua passagem por lá, porém, ficou marcada pela agressão ao árbitro Paul Allcock, que o tirou dos gramados por 11 jogos.

No fim de 1998, Di Canio transferiu-se para o West Ham, onde ficou por quatro anos, e marcou 48 gols. Com o time londrino, ganhou a Copa Intertoto em 2000. Ainda nesta temporada, recebeu o prêmio Fair Play da Fifa, por sua atitude em uma partida contra o Everton:  no final do jogo, com o placar em 1 a 1, o goleiro adversário, Paul Gerrard, estava no chão, machucado, quando a bola foi lançada para Di Canio, que poderia facilmente fazer o gol, mas pegou a bola com as mãos e parou o jogo para o goleiro adversário poder ter atendimento médico. Paolo foi ovacionado pela torcida rival.

No West Ham, Di Canio ficou famoso por lance de fair play (Premier League)
Ao final do ano de 2003, o italiano foi jogar no Charlton Athletic, mas não obteve  muito sucesso. No fim de 2004, então, deixou o Reino Unido, onde fez 227 partidas e marcou 90 gols, nos campeonatos escocês e inglês, e se tornou um dos jogadores italianos mais populares no exterior, para retornar à Lazio. Logo após sua volta, no entanto, teve problemas com o treinador Domenico Caso. Naquele ano, Di Canio provocou polêmica ao fazer um gesto fascista depois de uma partida contra a Juventus.

Em 2005, voltou a ser decisivo em um derby de Roma, fazendo gol na vitória por 3 a 1 contra a Roma, e comemorando da mesma maneira que da primeira vez. No entanto, ele teve atritos com o presidente Claudio Lotito, que não renovou seu contrato com o clube, fazendo o jogador transferir-se para o Cisco Roma, onde jogou até o final de sua carreira, em 2008.

Em maio de 2011, Di Canio aceitou um novo desafio: voltou pra Inglaterra, desta vez para treinar o Swindon Town, equipe recém rebaixada para a League Two (quarta divisão da futebol inglês). Paolo já teve problemas com jogadores no clube inglês, mas continua no cargo de treinador.

Paolo Di Canio
Nascimento: 9 de Julho de 1968, em Roma
Posição: atacante
Clubes: Ternana (1986-87), Lazio (1987-90 e 2004-06), Juventus (1990-93), Napoli (1993-94), Milan (1994-96), Celtic (1996-97), Sheffield Wednesday (1997-99), West Ham United (1999-2003) Charlton Athletic (2003-04), Cisco Roma (2006-08)
Seleção italiana sub-21: 9 jogos, 2 gols.
Títulos: 1 Copa Uefa (1993), 1 Serie A (1996), 1 Supercopa da Uefa (1994), 1 Copa Intertoto (1999)

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