13ª rodada: Niilismo futebolístico
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| Nos últimos anos, a Inter comemorou três scudetti ao bater o Siena. No domingo, após jogo tão horrendo, a vitória no último minuto até pareceu valer título... (Getty Images) |
Zlatan Ibrahimovic e Antonio Nocerino deram um show para fechar a 13ª rodada. O trio tão elogiado do Chievo (Bradley, Rigoni e Luciano) não teve como parar o ímpeto rossonero no San Siro. Após um excelente espetáculo contra o Barcelona pela Liga dos Campeões, o que foi visto em Milão foi uma equipe em ótima forma para se credenciar à disputa pelo título, e que decidiu o jogo logono primeiro tempo. A vitória coloca o Milan na terceira posição do campeonato. Foi tudo muito rápido. E perfeito. Com menos de um minuto, Ibrahimovic já tinha acertado a trave. Aos 8, Thiago Silva marcou o primeiro e abriu a contagem. Ibra, duas vezes, e Pato fizeram a festa na Lombardia. O sueco, aliás, passou dos cem gols marcados na Serie A: são 101 em 196 partidas. Pellissier também procurava seu tento centenário, mas Amelia, substituindo Abbiati (machucado), não permitiu que outra façanha fosse realizada em San Siro. (Murillo Moret)
Futebol e matemática combinam? A seguinte equação, aqui, define: Palermo + Renzo Barbera = vitória. Os rosanero, juntamente com a Udinese, são os únicos times que conquistaram todos os pontos possíveis jogando em casa. Apenas um ponto do Palermo nesta Serie A foi conquistado longe de casa. A partida marcou o retorno de Delio Rossi à Florença - ele foi demitido pelo presidente Zamparini antes de a temporada começar. As baixas, porém, eram pesadas: Jovetic, Kroldrup, Kharja e Cassani não puderam jogar pela viola; Abel Hernández continua machucado e Balzaretti cumpriu suspensão. Nem a mudança técnica de Devis Mangia foi sentida no Renzo Barbera. O treinador tirou Tzorvas e Cetto do time. Benussi voltou a ganhar chance no gol, Migliaccio foi improvisado novamente na zaga e Acquah entrou no meio-campo. Se Mangia fez apostas incertas na defesa, provou "novo" ataque: puxou Ilicic para armar junto com Zahavi e liberou Miccoli entre os zagueiros. O esloveno deu boa assistência para o atacante marcar o primeiro e definiu o resultado final da partida no segundo tempo, de falta. A Fiorentina, que parou nas traves de Benussi, beira a zona do descenso e tenta se recuperar contra a Roma. O Palermo joga fora de casa, então as expectativas não são as melhores. (MM)
Roberto Donadoni ganhou um "até logo!" do presidente Massimo Cellino. Massimo Ficcadenti também já foi demitido. Davide Ballardini chegou, mas o Cagliari piorou. O empate com o Bologna em 1 a 1 aumentou o jejum de vitórias para oito partidas - além da eliminação da Coppa Italia para o Siena, em casa. E foi no Sant'Elia que o técnico, sem Nenê e Biondini, viu o time melhorar um pouco com o retorno de Andrea Cossu. Gols só no segundo tempo: o primeiro, no entanto, foi de Marco Di Vaio, com contribuição de Conti. O atacante não marcava fora de casa há 18 jogos - ou oito meses, se preferir. O capitão cagliaritano se redimiu logo depois: sofreu pênalti de Cherubin, e ele próprio converteu. No fim, Ramírez teve a chance de decidir para o Bologna, mas desperdiçou e Ibarbo perdeu gol feito do outro lado. O resultado mantém as equipes nas 15ª e 17ª posições, respectivamente. No próximo domingo, o Bologna encara o Siena em casa, que também luta na parte de baixo da tabela. (MM)
Cesena 2-0 Genoa
O dérbi da Emília-Romanha ainda ecoa no Cesena. Os frutos colhidos na partida contra o Bologna ajudaram a conquistar a segunda vitória na Serie A. A missão, no entanto, era complicada: os cavalos marinhos começaram a rodada na última posição e enfrentariam o Genoa de Alberto Malesani, que havia se classificado às oitavas da Coppa Italia no meio da semana. O treinador, sem a presença de Antonelli (suspenso), mudou o sistema tático para 3-5-2 e apostou em Mesto e Rossi pelas alas. O que Malesani não contava era com Antonioli e Von Bergen em excelente forma na defesa. O goleiro de 42 anos, aliás, defendeu um lindo voleio de Merkel. Daniele Arrigoni apostou no mesmo time da última rodada, pois novamente via Ghezzal, Martínez, Colucci e Candreva indisponíveis. Com a zaga protegida, restou a Mutu fazer sua parte lá na frente, para surpreender. Só no segundo tempo, depois que Bogdani ganhou um pênalti na malandragem sobre Moretti, o romeno converteu com cavadinha - e abraçou o ex-companheiro Frey para se desculpar. O Genoa, impotente, nada fez e ainda levou mais um: Parolo carregou pela direita e achou Mutu, que de fora da área acertou um lindo chute no ângulo. Para um time no qual os atacantes não resolvia, foi uma bela reação. No Dino Manuzzi é só festa, mas próxima rodada tem jogo contra a Juventus, em Turim. O Genoa encara o Milan, na sexta-feira. (MM)
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