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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O dia em que o Málaga foi maior que o Milan


A realidade é essa: O Málaga é capaz de deixar o Milan para trás (Associated Press)

Quando Málaga e Milan entram em campo por alguma competição o natural seria definir o favoritismo para o time rossonero. Tradição, história e camisa pesam a favor dos italianos, mas no principal quesito, o futebol, é inegável que, hoje, o time espanhol tem muito mais (e nem tem tanto assim) que os milanistas. Apostar nos italianos foi realmente esperar uma zebra.

O pior Milan desde a temporada 1981-82, na qual foi rebaixado na Serie A, entrava em La Rosaleda sem derrotas na competição europeia, mas em compensação, vivendo um drama na liga local, em que ocupa a 15 colocação, com apenas sete pontos em sete rodadas, a mesma do Chievo, primeiro time na zona de rebaixamento. Pelo outro lado, o Málaga, mesmo tendo perdido o grande aporte financeiro oriundo do xeque Al Mansour, conseguiu se ajeitar em meio a consideráveis perdas e reforços modestos, tanto que ocupa a terceira colocação na Liga Espanhola, à frente até do Real Madrid.

Precisando de mudanças e sabendo do potencial ofensivo do Málaga, o técnico Allegri mudou radicalmente a equipe. Primeiro com o esquema e depois com alguns jogadores que pouco jogavam. O antigo 4-3-1-2 deu lugar ao 3-4-3, no melhor estilo Zaccheroni. Porém, com pouquíssimo treino, na semana em que a equipe passou concentrada em Milanello. Na zaga, Acerbi, ganhou uma chance ao lado de Bonera e Méxes. De Sciglio e Constant, outra surpresa, faziam as alas, e invariavelmente compunham a zaga formando uma linha de cinco defensores. Ambrosini formava o meio com Montolivo e na frente, Emanuelson e El Shaarawy jogavam abertos e tentavam servir Pazzini, no centro.

Mas o esquema tático não pareceu ser o problema do Milan. Jogando mal, o time deixou-se dominar pelo Málaga. Quem via o jogo imaginava que o time grande era o azul e branco. Porém, apesar do domínio, os malaguenhos pouco assustavam o goleiro Amelia, até que Pedro Proença marcou pênalti inexistente de Constant sobre Gámez, já no final do primeiro tempo. A responsabilidade ficou nos pés de Joaquín, mas o camisa sete chutou por cima, fazendo Allegri respirar aliviado.

A conversa de vestiário não ajudou em nada o time milanista que continuou sem produzir. Mas, antes que tentasse algo em busca de uma improvável vitória, Joaquín, o mesmo do pênalti, recebeu um belo passe de Iturra, em profundidade, dentro da área e só tirou de Amelia para marcar o gol.

Mesmo atrás do placar, as únicas chances claras de gol do rossonero foram nos minutos finais, primeiro com El Shaarawy e na sequência com Mexès. As entradas de Pato e Bojan pouco acrescentaram e não evitaram mais uma derrota na conta rubronegra. Serve de consolo que a equipe ainda mantém a segunda colocação do grupo, com 4 pontos. No entanto, a equipe vê o Málaga se distanciando, com 9 pontos, e o Zenit se aproximando, com 3.

Ainda não se sabe o futuro de Allegri. Houve quem dissesse que independentemente do resultado sua saída era certa. A derrota pode apenas apressar o processo, embora Adriano Galliani diga que o técnico continua. A única certeza é que o time precisa de uma chacoalhada ou, antes de pensar em algo do tamanho da grandeza rossonera, terá que brigar para fugir de uma situação incômoda na Serie A e se classificar em seu grupo na LC.

1 Comentário:

Anônimo disse...

O Milan passa por uma má fase. Não sei se a troca do treinador resolveria. Pode ser o ambiente entre os jogadores. Pela TV dá para sentir que existe alguma coisa errada.