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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

26ª rodada: A volta dos que não foram

É para se lamentar mesmo. Além de não aproveitar tropeços da Juve, Napoli erra onde não deve e vê rival se afastar (AFP)

Nem mesmo a chegada de Maradona à Itália animou o Napoli. A equipe da Campânia vacilou de novo e permitiu que a Juventus ampliasse a vantagem de 5 para 6 pontos na liderança. Caso tivessem aproveitado o vacilo da líder na última rodada e não tivesse tropeçado duas vezes consecutivas, o Napoli entraria em campo, nesta sexta, podendo ultrapassar a Juventus. Agora, a equipe de Mazzarri tenta evitar que os comandados de Conte disparem. No mínimo, decepcionante. Acompanhe o resumo da rodada, que ainda teve um empate no dérbi de Milão, a volta da Lazio à terceira posição e ainda a aproximação de Roma e Catania à zona de classificação a competições europeias.

Udinese 0-0 Napoli
Desilusão, desilusão... a famosa "Dança da Solidão", de Paulinho da Viola, bem poderia estar tocando em Nápoles. Hoje, o torcedor tem Maradona para deixar ainda mais vivas as lembranças de uma época em que o time chegava nas cabeças e, com o protagonismo do craque, vencia por duas vezes o campeonato. As memórias se voltam aos anos 1980 e 1990, embora hoje este Napoli seja vice-líder da Serie A, tenha craques no plantel e ainda possa brigar pelo título. Porém, falta o salto de qualidade. Desde 2010-11, temporada na qual o Napoli brigou pelo título e, no jogo decisivo contra o Milan, saiu derrotado e entrou em queda, caindo para a terceria posição.

Sem questionar Cavani e Hamsík, semi-deuses na Campânia, a torcida sofre por não entender porque o time não consegue render na hora h. Mazzarri é um técnico motivador, muito bom taticamente, e a equipe tem jogadores de qualidade - um deles, com um poder de decisão absurdo e, não à toa, chamado de Matador. No entanto, as coisas não tem seguido o roteiro desejado pelos partenopei. Agora, o time segue com a moral baixa. A mesma moral baixa que demonstrou na partida ante à Udinese. "Opaco" é a palavra menos ofensiva que pode ser utilizada para descrever o futebol napolitano nesta noite. Nas melhores chances, Cavani e Hamsík não estiveram à sua altura. Aí fica difícil para os azzurri. (Nelson Oliveira)

Inter 1-1 Milan
Em uma partida nada brilhante, Inter e Milan praticamente se anularam no estádio Giuseppe Meazza e proporcionaram o primeiro empate em um dérbi de Milão desde 2004. O 1 a 1, justo pela superioridade rossonera na primeira etapa e pela resposta nerazzurra após o intervalo, acabou sendo melhor para a Inter, que, mesmo em má fase, não viu a rival abrir vantagem. A Inter segue na 5ª posição, com 44 pontos, enquanto o Milan está em 4º, com 45.

Em campo, o Milan abriu o placar logo aos 21 minutos, com gol de El Shaarawy - o primeiro dele desde que Balotelli chegou ao clube; agora o Pequeno Faraó tem 16 na liga. Após o gol, os rossoneri cresceram e só não chegaram ao empate por causa de grandes defesas de Handanovic, o melhor em campo. O goleiro garantiu a sobrevivência da Inter no jogo e viu a equipe crescer no fim do primeiro tempo. Após o intervalo, a equipe já era melhor e chegou ao empate com cabeçada de Schelotto, aos 26. Melhor em campo, a Inter quase virou com Guarín e Cassano, mas Abbiati e a trave salvaram o Milan. A nota triste foi a recepção de parte da torcida interista a Balotelli, ex-jogador do clube. A hostilidade já se esperava, mas alguns torcedores apelaram para o racismo, com cantos e balões que lembravam bananas. O clube foi punido em módicos 50 mil euros. Injustificável um valor tão baixo. (NO)

Juventus 3-0 Siena
Às vésperas do jogo decisivo contra o Napoli, na sexta-feira, a Juventus só tem motivos para comemorar: Chiellini voltou a campo e fez boa partida contra o Siena e, com a vitória, abriu mais dois pontos de diferença para o rival direto na briga pelo título, que agora está seis pontos atrás. Uma vitória no San Paolo na próxima rodada deixaria a Velha Senhora com nove pontos de vantagem restando apenas 11 rodadas. Por isso a vitória contra o Siena, em jogo difícil, foi importante. O placar engana. Os 3 a 0 conquistados pela Juve não vieram com facilidade para a equipe de Conte.

O time da casa começou bem melhor e dominou durante toda a primeira etapa, é verdade, mas no segundo tempo o Siena melhorou e levou perigo ao gol de Buffon em algumas oportunidades. Mas foi a Juve que marcou de novo, com Giovinco, voltando a balançar as redes após quase dois meses de jejum (Lichsteiner já havia aberto o placar no primeiro tempo, em bobeada da zaga). Os 15 minutos finais foram os melhores para a equipe visitante, que acertou o travessão, com Emeghara, e a trave, com Terlizzi. Pogba fechou o placar, em mais uma belo chute de fora da área, já no final. Agora, a Juve se concentra para duas partidas decisivas em sequência: contra o Napoli, pela Serie A, e contra o Celtic, para decidir vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões. O Siena, por sua vez, permanece na zona de rebaixamento e se complicando cada vez mais. (Rodrigo Antonelli)

Lazio 2-0 Pescara
Os golaços no Olímpico fizeram com que a Lazio vencesse o Pescara, por 2 a 0, e roubasse a terceira posição do Milan. Lutando contra o rebaixamento, o técnico Cristiano Bergodi relegou o goleiro Perin ao banco de reservas, colocando Pelizzoli como titular, em decisão muito questionável - afinal, o jovem arqueiro é um dos melhores da temporada. O Pescara pressionou nos primeiros minutos: Bjarnason e Celik criaram oportunidades de gol, mas foi Cascione quem colocou Marchetti para trabalhar. O goleiro laziale praticou boa defesa para prolongar o empate sem gols no Olímpico. Contudo, o zero saiu do marcador antes dos 30 minutos. Radu e Lulic acertaram dois balaços de fora da área, golaços, para garantir a vitória dos romanos.

Na segunda etapa, o Pescara teve mais posse de bola e até criou oportunidades para diminuir o resultado - sobretudo com Abbruscato e Celik -, porém, nada de mais perigoso aconteceu na partida. A Lazio subiu ao terceiro posto, com 47 pontos, e se prepara para encarar justamente o Milan na próxima rodada, no San Siro. O Pescara foi beneficiado com o empate do Palermo e continua na vice-lanterna, com 21 pontos. No domingo, os Golfinhos recebem a Udinese no Adriatico. (Murillo Moret)

Bologna 2-1 Fiorentina
Novamente adiado devido à forte nevasca que atingiu a Emília-Romanha no final de semana, Bologna e Fiorentina fecharam a rodada na terça-feira com um bom jogo no Derby dell'Appennino. Com o resultado, enquanto os rossoblù abriram 8 pontos para o Siena, primeiro colocado na zona de rebaixamento, a Viola perdeu a chance de ultrapassar Milan e Inter e não deixar a Lazio se distanciar - a diferença é de 5 pontos agora.

Montella manteve o 4-3-3 utilizado contra a Inter com muito sucesso, mas com a presença de Migliaccio no lugar de Pizarro, suspenso. Com Borja Valero na função do chileno, a Fiorentina seguiu mostrando o bom futebol de sempre, mas ao contrário do que ocorreu contra os nerazzurri, o time toscano voltou a ter dificuldades nas finalizações. Ao todo, foram 17 chutes e apenas 3 “no alvo”. O único gol florentino saiu num contra-ataque pela direita puxado por Migliaccio. A bola acabou nos pés de Ljajic e depois nas redes. Apesar da pressão adversária, o organizando Bologna de Pioli também produzia na frente, na maioria das vezes com Diamanti. As entradas de Taïder e Christodoulopoulos mudaram um pouco o panorama do jogo. Dos pés de Diamanti e Christodoulopoulos, inclusive, saíram os gols da virada. Aos 58, o camisa 23 levantou bola na área e Motta igualou o marcador. Aos 84, jogada de Diamanti pela esquerda, bola mal afastada e sobra para o grego, fazendo sua estreia, acertar bom chute da entrada da área e virar o placar. (Arthur Barcelos)

Atalanta 2-3 Roma
Em um campo coberto de neve, a Roma de Andreazzoli fez mais uma boa partida, com muita personalidade, e mostrou que pode funcionar também sem Totti e De Rossi, bandeiras do time e suspensos na rodada. Assim, a equipe entrou em campo no 3-4-2-1 com Osvaldo na frente e Lamela e Marquinho na criação. O destaque maior, porém, foi para Pjanic, que mostrou ótimo futebol como regista e se sagrou um dos melhores em campo. Do outro lado, Colantuono mudou para o 4-4-2, com Livaja e Denis no ataque. O garoto Livaja, em sua primeira partida como titular, foi muito bem e marcou seus dois primeiros gols na Serie A.

Ele abriu o placar ainda no início do jogo, aos 8 minutos, mas viu Marquinho e Pjanic, em bela cobrança de falta, virarem para a Roma. Ainda no primeiro tempo, Livaja aproveitou outra oportunidade e igualou o placar novamente: 2 a 2. Em um segundo tempo menos agitado, mas ainda bom tecnicamente, com os jogadores da Atalanta alternando de posição e dando boa movimentação ao time e a Roma apostando na velocidade, quem se deu melhor foram os visitantes. Pjanic lançou e Torosidis cabeceou para fazer 3 a 2. Com o resultado, a Roma chega a segunda vitória seguida e mantém o caminho da evolução, enquanto a Atalanta liga o sinal de alerta: conquistou apenas cinco pontos nas últimas oito partidas. (RA)

Parma 1-2 Catania
Esta foi apenas a segunda derrota do Parma em casa na temporada, mas há motivos para os crociati se preocuparem. Depois de bons resultados entre outubro e dezembro, o time de Donadoni vem num retrocesso assustador. Agora sem vencer há sete jogos, a equipe permanece na 10ª colocação. Já no Catania de Maran, é só festa. Desde o retorno do campeonato, os rossazzurri venceram 5 dos últimos 8 jogos, empatando outros 2 e perdendo apenas uma vez. Com a vitória, a equipe siciliana chegou aos 42 pontos, mesma pontuação da Fiorentina, a 2 da própria Inter, 5ª colocada. Faltando 12 jogos para o fim do campeonato, o time de Maran está a apenas 6 da pontuação da temporada passada, com Montella, quando o clube atingiu sua melhor pontuação na Serie A, e está vivo na briga por uma inédita classificação à competições europeias.

Com a bola rolando, e mesmo sem Barrientos e Almirón, lesionados, o Catania conseguiu produzir mais na primeira etapa, chegando ao gol duas vezes. Primeiro com Lodi, logo aos 5 minutos, em cobrança de falta, pegando Mirante desprevenido. Depois com Keko, em sua primeira partida na temporada, aproveitando o rebote do chute de Castro. Na segunda etapa, o Parma tentou, tentou, mas só conseguiu marcar uma vez, e ainda assim de forma “irregular”, mesmo que nada tenha sido marcado. Após jogada em profundidade pela direita e centro de Biabiany, Amauri se livrou de Legrottaglie, empurrando-o, e diminuiu. Após o lance, o veterano zagueiro acabou extrapolando na reclamação e foi expulso por Guida, que também amarelou Bellusci. Desfalques importantes para Maran para a próxima rodada. (AB)

Cagliari 4-3 Torino
Com a Is Arenas vazio, devido a punição ao Cagliari, o time da Sardegna encarou o Torino no jogo mais movimentado da rodada. Com uma doppietta inédita de Daniele Conti, os sardos tiveram trabalho e só venceram o jogo de sete gols no último lance. Porém, o confronto demorou a ter emoções. O primeiro lance de perigo veio depois de meia hora de jogo com um pênalti sofrido e convertido por Sau.

Mas o Torino voltou do intervalo cheio de disposição e em menos de dez minutos virou o placar com um gol de Cerci e outro de Stevanovic. Precisando do resultado positivo, o time rossoblù pressionou e chegou ao empate com Conti. A partida se encaminhava para o final quando Ogbonna derrubou Pinilla na área e foi expulso após seu segundo pênalti cometido no jogo. Na cobrança, o chileno deu vantagem novamente aos sardos. Com dois a menos (Diop não ficou em campo nem cinco minutos e também levou vermelho), o time grená ainda conseguiu chegar ao empate, já nos acréscimos, com Bianchi convertendo pênalti sofrido por ele mesmo. Quando tudo se encaminhava para o empate, já aos 50 minutos do segundo tempo, Conti arriscou de fora da área e contou com desvio em Glik para deixar Gillet vendido no lance e garantir a vitória do Cagliari. (Caio Dellagiustina)

Palermo 0-0 Genoa
Na parte de baixo da tabela, Palermo e Genoa ficaram no empate em 0 a 0, no Renzo Barbera. A equipe mandante tinha maior posse de bola, mas não conseguia criar boas chances. O Genoa, quando chegou pela primeira vez à meta de Sorrentino, aos 31 minutos, quase marcou, com Borriello. O goleiro, no entanto, conseguiu fazer a defesa. Antes do intervalo, Sorrentino também salvou o Palermo em um voleio de Bertolacci. 

No retorno ao segundo tempo, o Palermo continuou jogando no campo do adversário. Miccoli assustou a torcida do Genoa ao cobrar falta por sobre o gol. Já com Boselli na vaga de Fabbrini, García puxou contra-ataque e lançou Miccoli. O capitão cruzou para Boselli, que chutou para defesa mágica de Frey, que garantiu o empate sem gols na Sicília. Por um lado, o Genoa permanece fora da zona do rebaixamento e encara a Roma no próximo domingo. O Palermo perdeu seu técnico - Zamparini demitiu Malesani e contratou Gasperini novamente (!) - e joga contra o Torino, fora de casa, para tentar sair da lanterna do campeonato. (MM)

Sampdoria 2-0 Chievo
No Luigi Ferraris, se enfrentaram Sampdoria e Chievo que, embora iguais na tabela, com 29 pontos, tinham retrospectos totalmente distintos. Enquanto a Samp somava sete jogos sem perder (tendo sofrido apenas dois gols nesses duelos), os gialloblù vinham de uma série inconsistente, que incluem até mesmo uma goleada sofrida para o Bologna. E bastou o jogo começar para que a superioridade blucerchiata se evidenciasse. Com menos de cinco minutos jogados, duas boas chances com Obiang e De Silvestri.

De tanto pressionar, a Samp chegou ao gol aos 33 minutos com Poli, que recebeu de Obiang e bateu com categoria, do bico da grande área, no canto esquerdo de Puggioni. O Chievo, nas poucas oportunidades que conseguiu, pouco assustou Romero. Então, coube a Éder, que substituiu o apagado Icardi, já no final do jogo, aproveitar um chutão de Mustafi, dar uma arrancada desde o meio campo e só tocar no canto para garantir os três pontos à Samp, que agora chegou aos 32 pontos, enquanto o Chievo estacionou nos 29. (CD)

Relembre a 25ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui

Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Lichtsteiner (Juventus), Barzagli (Juventus), Radu (Lazio), Lulic (Lazio); Castro (Catania), Conti (Cagliari), Poli (Sampdoria); Diamanti (Bologna), Pjanic (Roma); Pinilla (Cagliari). Técnico: Rolando Maran (Catania).

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dérbis: Inter x Milan

Nas décadas de 60 e 70, Mazzola e Rivera eram os símbolos do dérbi de Milão (Goles Ajenos)
Este ano, o Derby della Madonnina, como é popularmente conhecido o confronto entre os times de futebol de Milão, Internazionale e Milan, completa 105 anos. O nome foi dado em homenagem à imagem da Madonna, a Virgem Maria, na Catedral de Milão. O dérbi é um dos mais prestigiosos do mundo, já que as duas equipes têm suas histórias recheadas por títulos e estão entre as mais vencedoras e conhecidas do planeta.

Na Europa, não há dérbi maior entre equipes da mesma cidade no quesito títulos - são 54 do Milan e 39 da Inter. O clássico de Milão ainda tem uma peculiaridade: é o único em toda Europa disputado por duas equipes que já venceram a Liga dos Campeões e são de uma mesma cidade. Não à toa, o estádio Giuseppe Meazza é conhecido como o "Scala do futebol", em referência ao Teatro alla Scala, de Milão, por onde desde o século XVIII passam as maiores óperas do mundo.

Este será o dérbi de número 180 pela Serie A, competição na qual os times atualmente ocupam posições próximas, brigando pelo mesmo objetivo. Por outro lado, as duas equipes vêm de momentos distintos. 

Significado do atual dérbi
Com 9 vitórias nos últimos 13 jogos pelo campeonato, o Milan de Allegri, além do bom momento, apesar de sempre ter apresentado um futebol burocrático em suas apresentações pelo nacional, vem com a auto estima lá em cima após a vitória sobre o todo poderoso Barcelona no San Siro, em um jogo no qual o Diavolo acabou dominando os culés.

O aproveitamento de 69% nos últimos jogos, além dos tropeços de rivais como Lazio, Inter e Fiorentina, permitiu ao Diavolo entrar no “top 3” pela primeira vez na temporada, depois de começo tenebroso, em que ocupou posições inferiores da tabela. Com uma vitória no domingo, o time de Allegri terá a chance de não apenas desbancar seus principais rivais, mas também consolidar a posição e também acabar com um jejum de três dérbis sem vitórias.

Para isso, o técnico milanista contará com boa parte do plantel - Bonera e De Jong são os únicos desfalques certos. Os reservas Amelia, Salamon e Flamini buscam se recuperar a tempo, o que aconteceu com Nocerino e Robinho, nomes certos para domingo, ainda que não sejam titulares. Em relação ao time titular, Allegri deverá mudar pouco em relação ao time que bateu o Barcelona, buscando também ter uma estratégia para que o ataque seja mais efetivo e a equipe trabalhe melhor a posse de bola. Montolivo, Boateng, El Shaarawy e Balotelli são as grandes esperanças dos rossoneri.

Já em Appiano Gentile, o momento é outro. Desde a vitória sobre a Juventus em Turim, a equipe de Stramaccioni caiu muito de rendimento, sofrendo com lesões e também com o mau momento de peças importantes no time. Assim, o próprio Stramaccioni passou a ficar “acuado”, sem muitas opções e um pouco atrapalhado com a irregularidade da equipe.

Ficou para trás o incrível aproveitamento de 72% em 18 jogos no início da temporada, período em que a Beneamata conseguiu 10 vitórias consecutivas, batendo os recordes dos times comandados por Ranieri, Herrera e Mancini. Desde a derrota para a Atalanta uma semana depois da vitória no Juventus Stadium, a equipe de Stramaccioni teve um aproveitamento de apenas 40% em 22 jogos, acumulando 8 derrotas, 5 empates e 9 vitórias, com apresentações bem apáticas e uma defesa muito falha.

A equipe não terá Samuel e Milito, respectivamente o principal pilar da defesa, regendo e auxiliando Ranocchia e Juan Jesus a terem desempenhos acima do esperado e a principal peça no setor ofensivo nerazzurro nos últimos anos, artilheiro interista nos campeonatos atual e anterior. Sem os argentinos e também sem Ranocchia, que se lesionou na quinta, Stramaccioni vai em busca de uma nova formação para encontrar o melhor time sem seus pilares, e deve ter ficado feliz com o desempenho do quarteto Guarín, Palacio, Álvarez e Cassano contra o Cluj, com a equipe postada num (inédito na temporada regular) 4-2-3-1, marcando à frente, fazendo boas triangulações e inversões de posicionamento, e, claro, explorando o que seus comandados melhor fazem: bola nas costas da última linha adversária, através de passes em velocidade, lançamentos e bolas longas.

A massacrante derrota para a Fiorentina de Montella no último domingo abalou bastante os interistas, mas a vitória tranquila sobre o Cluj reanimou um pouco o grupo para o dérbi de domingo. O objetivo é único: vencer, o que significaria voltar a ficar na frente do rival e até mesmo ocupar a terceira colocação, dependendo da Lazio, e, claro, dar um gás (e tanto) para o restante da temporada, na qual ainda existem chances de vencer Coppa Italia, Europa League e obter uma vaga na próxima Champions.

Os últimos dérbis
18ª rodada da Serie A 2011-12 (15/01/2012) - Milan 0x1 Inter
Diferentemente de hoje, Milan e Inter viviam bom momento no campeonato em janeiro do ano passado. O Diavolo vinha de uma invencibilidade de 12 jogos e ocupava a primeira colocação da tabela, enquanto a Beneamata pragmática de Ranieri vinha de 5 vitórias seguidas na Serie A, conseguindo alcançar os primeiros postos depois de um início horrível com Gasperini e irregular com o próprio Ranieri. Com os rossoneri em cima, mas parando em Lúcio, Samuel e Júlio César, Milito contou com a ajuda de Abate para fazer o único gol do jogo.

37ª rodada da Serie A 2011-12 (06/05/2012) - Inter 4x2 Milan
Mesmo em baixa, a cambaleante Inter de 2011-12 teve motivos para comemorar. Além das conquistas na base (como o time principal, também não perdeu nenhuma partida para os rivais milaneses), a Inter conseguiu bater por duas vezes o Milan de Allegri, ainda sonhando com o título, que acabaria escapando justamente nesta derrota de maio. Motivada pela chegada de Stramaccioni, a Beneamata foi superior em boa parte dos 90 minutos, com o estreante técnico dando um nó tático em Allegri com um 4-4-1-1 muito funcional e, sobretudo, contando com a ótima fase de Milito. O argentino anotou uma tripletta no dérbi, batendo o “rival” Ibrahimovic, que fez dois. Na partida que seria a última de Júlio César, Lúcio, Maicon e Córdoba com a camisa nerazzurra em Milão, o lateral brasileiro foi quem fechou a vitória interista com um chutaço de fora de área.

7ª rodada da Serie A 2012-13 (07/10/2012) - Milan 0x1 Inter
Nova temporada, novos tempos. Enquanto a Inter de Stramaccioni começava a embalar na temporada, o Milan de Allegri amargava apresentações ruins e resultados irregulares. Com o gol de Samuel logo aos três minutos, em jogada aérea, os nerazzurri se fecharam e tiveram grande atuação defensiva, enquanto os rossoneri tropeçaram em seus próprios problemas, como a falta de criatividade e pontaria. A Inter voltaria a repetir as três vitórias consecutivas no dérbi, feito que já havia conseguido nos tempos de Mancini e Mourinho.

Estatísticas gerais
Neste domingo, Inter e Milan completarão o 180º confronto pela Serie A. Nos 179 jogos anteriores, a vantagem é nerazzurra, com 67 vitórias, contra 60 dos rossoneri e outros 52 empates. Por sinal, não há um empate no dérbi desde outubro de 2004, quando os times de Mancini e Ancelotti ficaram num 0 a 0 modorrento. Nos gols, a Beneamata também tem vantagem: 261 contra 241 do Diavolo. No geral, contando partidas também não oficiais, o Milan leva vantagem. Em 278 jogos, são 108 vitórias contra 98 da Inter, além de 72 empates, com 438 gols rossoneri e 411 gols nerazzurri. 



Inter tem levado vantagem, principalmente por causa de Milito (Getty Images)
Na última década, contando partidas oficiais, uma constatação interessante: o domínio rossonero entre 2003 e 2005 é o período de maior sequência de invencibilidade no dérbi: o Milan venceu cinco de seis partidas. Posteriormente, a Inter teve uma sequência de três vitórias entre 2006 e 2007, interrompida por duas vitórias do Milan em 2008. O lado preto e vermelho de Milão voltou a sofrer três reveses nerazzurri entre 2009 e 2010 e, depois, os rossoneri repetiram três triunfos entre 2010 e 2011. Por fim, as três vitórias da Beneamata já citadas. Seria agora o início de uma série de vitórias do Diavolo? Seguindo a lógica...

Personagens principais
Impossível falar de Inter x Milan e não lembrar de Sandro Mazzola x Gianni Rivera. Os principais destaques dos times de Milão nos anos 60 e 70, bandeiras das equipes (Mazzola jogou 17 anos na Inter e rivera 19 pelo Milan), também foram destaques pela disputa por uma vaga na Nazionale comandada por Ferruccio Valcareggi, que resistia em colocar ambos no 11, geralmente preterindo o rossonero pelo nerazzurro, que foi titular na Copa de 1970. Na época, os dois eram treinados, em seus clubes, por Helenio Herrera e Nereo Rocco, dois dos maiores técnicos da história dos times, que também protagonizavam sadia rivalidade fora das quatro linhas.

Entre os anos 70 e 90, o dérbi de Milão tinha uma outra grande peculiaridade: pelo Milan, jogava um zagueiraço chamado Franco Baresi. Pela Inter, jogava seu irmão mais velho, o bom (mas menos famoso) zagueiro Giuseppe Baresi, atual auxiliar de Stramaccioni.

Herrera e Rocco, em 1967-68
Falar de Inter e Milan também é falar do empresário Massimo Moratti e do político (e também empresário) Silvio Berlusconi, donos e presidentes dos clubes há 18 e 27 anos, respectivamente. Os dois também divergem nas preferências políticas, sempre motivo de conflito entre os clubes desde a saída de alguns dirigentes do então Milan Cricket and Football Club, que acabaram criando a Football Club Internazionale, apoiados pela burguesia milanesa, e por interesse em importar jogadores de outros países.

Voltando a falar sobre a bola no campo, o maior artilheiro do dérbi é Andriy Shevchenko com 14 gols, a frente de Giuseppe Meazza (13), Gunnar Nordahl e István Nyers (11), e Enrico Candini (10). Meazza e Candini, inclusive, são ídolos na Inter, mas já jogaram pelo Milan, também marcando no dérbi por ambos os lados, a exemplo de Aldo Cevenini, Zlatan Ibrahimovic, Clarence Seedorf e Ronaldo. Destacaram-se também os rossoneri o brasileiro José Altafini, conhecido aqui como Mazola, (único a marcar quatro gols num único dérbi), Louis Van Hege, Aldo Boffi e, mais recentemente, Kaká e Pippo Inzaghi; e os interistas Alessandro Altobelli, Roberto Boninsegna, Benito Lorenzi, Sandro Mazzola, e, mais recentemente, Diego Milito e Walter Samuel. O defensor da Inter detém a marca de 10 vitórias em 10 dérbis jogados na Serie A - no último, ele mesmo marcou o gol da vitória.

Paolo Maldini é quem tem mais partidas no dérbi, com 56, seguido por Javier Zanetti, com 45. O capitão nerazzurro ultrapassou, no último dérbi, um outro histórico líder da Inter, o zagueiro Giuseppe Bergomi, que disputou 44 dérbis. Outros rossoneri com número considerável de partidas no dérbi são Alessandro Costacurta, Gianni Rivera, Franco Baresi e Mauro Tassotti, todos da mesma geração (duradoura) de Maldini, à exceção de Rivera.

Os nerazzurri com mais partidas, além dos já citados, são Giacinto Facchetti, Sandro Mazzola, Giuseppe Meazza, Tarcisio Burgnich, Beppe Baresi e Mario Corso, jogadores que integraram grandes equipes da história da Beneamata. A grande curiosidade é que dentre os 15 jogadores que mais partidas tem num dérbi de Milão, apenas dois são estrangeiros: Zanetti e o holandês Clarence Seedorf - o último tem 7 jogos pela Inter e 24 pelo Milan, totalizando 31 presenças.

Dérbis marcantes
Curiosamente, o primeiro dérbi disputado por Inter e Milan não aconteceu em solo italiano. Em amistoso disputado em 19 de outubro de 1908, 7 meses após a fundação da Inter, o Milan bateu o futuro rival por 2 a 1 em Chiasso, cantão italiano na Suíça. No primeiro jogo oficial, em janeiro de 1909, nova vitória rossonera: 3 a 2. Desde então, o dérbi foi marcado por forte equilíbrio.

Milan e Inter fizeram poucos jogos decisivos na Serie A, uma vez que, por questões de sorteio, o dérbi raramente acontece no final do campeonato - na última temporada, o fato de o dérbi ter acontecido na penúltima rodada foi inédito. Nas décadas de 40 e 50, quando Nordahl e Nyers jogavam pelas equipes de Milão, muitos dos duelos acabavam com muitos gols. Foi o que houve, por exemplo, os da temporada 1949-50: 4 a 4 no turno e 6 a 5 para a Inter no returno - este último é o jogo com mais gols na história do dérbi. Destaque ainda para o 5 a 3 rossonero em 1960, na partida em que Altafini deixou seus quatro gols - feito chamado na Itália de poker.

Sinalizadores interromperam jogo na Liga dos Campeões 2004-05 (Uefa)
Para a Inter, um período mágico se estabeleceu entre 1965 e 1968, com a Grande Inter. Naquele período, a equipe passou três anos invicta no dérbi - com destaque para o jogo que abriu a série; um 5 a 2 com direito a doppietta de Mazzolla, e para um 4 a 0 em 1967. A maior derrota em um dérbi é da Inter e aconteceu em um dos piores períodos da história do clube, no auge da crise pelo jejum de títulos nacionais que durou de 1989 a 2006. Em 2000, o Diavolo aplicou um sonoro 6 a 0 sobre a rival, com dois gols de Shevchenko (sempre um carrasco para a Inter) e Comandini.

Mais recentemente, impossível esquecer do memorável  4 a 3 para a Inter em outubro de 2006, jogo sempre lembrado pelos comentários e narração de Tiziano Crudeli (Milan) e a dupla Gianluca Rossi e Elio Corno (Inter). A Beneamata chegou a fazer 3 a 0 com Crespo, Stankovic e Ibrahimovic. Seedorf descontou e Materazzi ampliou, enquanto Gilardino e Kaká marcaram para o Diavolo, mas não foi o bastante. Na temporada do triplete interista, os dois dérbis marcaram muito a campanha vitoriosa. Já na segunda rodada, na estreia de Sneijder, a Inter colocou o Milan no bolso e fez 4 a 0, com direito a 3 a 0 no primeiro tempo e um golaço de Stankovic. No jogo de volta, com um a menos desde o primeiro tempo, por causa da expulsão de Sneijder, a Inter fez das tripas coração e acabou vencendo por 2 a 0.

Outros jogos memoráveis e mais recentes foram os empates nas semifinais da Champions League 2002-03. Com o mando de campo do Milan, o jogo ficou no zero, enquanto na volta Shevchenko fez nos acréscimos do primeiro tempo e Martins empatou para a Inter já no final da partida, o que não foi o bastante para a Beneamata, já que o Diavolo foi para a final por causa do gol fora de “casa”. Na final, os rossoneri viriam a bater a Juventus nos pênaltis.

Dois anos depois, as equipes voltaram a se encontrar na Champions, em duelo válido pelas quartas de final, novamente com vantagem para o Milan. Após o 2 a 0 no jogo de ida, Shevchenko abriu o placar na volta, obrigando a Inter a fazer quatro gols para se classificar. Revoltada com decisões arbitrais, parte da torcida nerazzurra atirou sinalizadores no gramado, impedindo que o jogo prosseguisse. No tapetão, a Uefa confirmou a vitória rossonera por 3 a 0 e ainda puniu a Inter com 6 jogos com portões fechados na Europa.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Liga Europa: Calmaria


Guarín e Álvarez comemoram passagem da Inter às oitavas da Liga Europa (Reuters)
Nesta quinta de Liga Europa, nenhuma surpresa para os italianos. O Napoli, que já havia levado uma bordoada em casa ante ao Viktoria Plzen, entrou em campo apenas para cumprir tabela e acabou eliminado. Já Inter e Lazio, que haviam conseguido bons resultados nas partidas de ida, mantiveram a vantagem e se classificaram às oitavas. Na próxima fase, a equipe de Milão tem um duro confronto contra o Tottenham e os romanos, após eliminarem os alemães do Mönchengladbach, voltam à terra do chucrute para enfrentam o Stuttgart. Acompanhe o resumo dos jogos de ontem.

Cluj 0-3 Inter
Em ritmo baixo, a Inter voltou a vencer o Cluj pela Europa League, agora na gelada Transilvânia, assegurando uma vaga nas oitavas com 5 a 0 no agregado. Sem muitas peças de recomposição e vários desfalques, Stramaccioni colocou o que tinha de melhor disponível, mas surpreendeu pela formação tática, adotando o 4-2-3-1 que havia utilizado apenas na pré-temporada, talvez já fazendo um teste para o dérbi de domingo contra o Milan.

Enquanto a Beneamata marcou à frente, fez suas triangulações, buscou trocar o posicionamento dos homens de frente e fazer investidas em bolas enfiadas nas costas da defesa adversária - o que aconteceu em boa parte do primeiro tempo -, o quarteto Guarín (aberto pela direita), Palacio (trequartista), Álvarez (aberto pela esquerda) e Cassano (centroavante) mostrou bom entrosamento, inclusive tendo participação ativa nos dois gols dos primeiros 45 minutos. Primeiro com Guarín, após bela jogada de Álvarez que lançou Palacio em velocidade na ponta direita. O argentino teve apenas o trabalho de passar para o colombiano, que também fez o segundo, agora em falha do goleiro Felgueiras, que soltou a bola nos pés de Álvarez. "Ricky" apenas tocou para que Guarín batesse para o gol aberto e marcasse seu 10º gol na temporada.

Na segunda etapa, Stramaccioni poupou Palacio, Álvarez e Guarín, reposicionando o time no 3-5-1-1, buscando ocupar melhor os espaços atrás e cadenciar o jogo com Cassano na frente. Pasa, Mbaye e Benassi ganharam minutos preciosos, e não decepcionaram. O último, por sinal, marcou o gol que fechou o placar, após grande passe de Fantantonio, que registrou sua 11ª assistência na temporada (também marcou 9 gols). O momento para o dérbi de domingo não é dos melhores, mas a vitória levantou a confiança dos interistas, que enfrentarão o Tottenham na próxima fase da Europa League, com o primeiro jogo a ser realizando em Londres no próximo dia 7.

Lazio 2-0 Mönchengladbach
Jogando com a vantagem de ter marcado três gols fora de casa, a Lazio fez uma partida tranquila e aproveitou os erros do adversário para assegurar a classificação ainda no primeiro tempo. Em falhas de Domínguez e Ter Stegen, Candreva e González colocaram o time da capital italiana nas oitavas de final da Liga Europa.


A equipe biancoceleste começou esperando o Gladbach ir pra cima. Com a falta de atitude dos alemães, Lazio passou a jogar com tranquilidade e, logo aos dez minutos, Candreva aproveitou cochilada do zagueiro Domínguez e colocou os donos da casa em vantagem. Cinco minutos depois, Lulic arriscou de fora da área e obrigou Ter Stegen a jogar para escanteio. O goleiro parecia sem confiança, tanto que entregou a bola para o próprio Lulic em outra jogada, a qual a Lazio não soube usufruir.

Aos 33', Radu, que fez boa partida e encontrou muita liberdade pela lateral-esquerda, fez boa jogada e experimentou um chute da entrada da área. Ter Stegen não segurou e González pegou o rebote para liquidar a classificação. Aos 45', Hernanes arriscou chute de perna esquerda e o goleiro alemão novamente colocou para escanteio.

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com a Lazio dominando as ações em seu campo de defesa e esperando que o Borussia desse espaço. O time alemão estava apático em campo, o que fez a partida ficar sonolenta. Candreva, em chute de longe, assustou. Somente aos 66' o Borussia levou perigo, mas Marchetti segurou o chute de Stranzl. Dez minutos depois, Younes recebeu cartão amarelo por tentar simular um pênalti.

Os visitantes acordaram nos minutos finais e, contando com a desatenção laziale, ensaiaram uma presão. Aos 81', De Jong chutou forte e Marchetti deu rebote, que Lulic cortou para escanteio - Herrmann estava pronto para marcar. Em cobrança de escanteio, Hanke cabeceou sobre o gol. Já nos acréscimos, o goleiro da Lazio vacilou e perdeu a bola para o mesmo Hanke, mas Cana estava atento e evitou o gol do Borussia.

Nas oitavas de final, a Lazio terá mais um alemão pela frente: o Stuttgart venceu o Genk e será o adversário dos romanos nos dias 7 e 14 de março. (Cleber Gordiano)

Viktoria Plzen 2-0 Napoli
A tarefa já era bem complicada após a derrota vexatória por 3 a 0, no San Paolo. Pois o Napoli tratou de dar adeus à Liga Europa na República Checa ao perder novamente para o Viktoria Plzen, desta vez por 2 a 0. Sem Hamsík (doente) e Cavani (poupado), Mazzarri aproveitou a oportunidade para testar um 4-3-3, formação inédita no Napoli. Debaixo da forte neve, os dois times penaram para alcançar o gol adversário. Quem atacou com perigo, pela primeira vez, foi o Napoli, com Insigne. O atacante chutou com força da esquina da área, assustando o goleiro Kozacik, aos 36 minutos. Aliás, esta foi a única boa chance da etapa inicial.

No segundo tempo, os tchecos sacramentaram a classificação às oitavas de final da Liga Europa num cruzamento de Horvath. Rolando não conseguiu afastar a bola, que sobrou para Kovarik. A finalização passou por debaixo de De Sanctis. Logo na sequência, Cavani, que entrou no intervalo, chutou próximo à trave direita. No entanto, num belo contra-ataque, Tesl rematou no contrapé de De Sanctis para definir a vitória do Viktoria Plzen - que só não foi 3 a 0 porque Reznik, no fim da partida, quase marcou um golaço. Ao Napoli, resta o campeonato nacional. (Murillo Moret)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Missão impossível? Que nada


Festa dos jogadores ao final do jogo mostrou a importância do resultado (Uefa.com)

A festa da torcida milanista ao final do jogo não deixou dúvidas: contrariando expectativas, o Milan venceu o Barcelona por 2 a 0. Favoritismo, talento, qualidade e nem Lionel Messi não foram capazes de furar a retranca armada por Massimiliano Allegri. Uma retranca tão ou mais, eficiente quanto a que Mourinho armou em 2010, quando a Inter venceu o mesmo Barça na semifinal da Champions.

Sem vencer o adversário desde outubro de 2004, esse foi talvez o pior momento para o Milan encarar o Barcelona. Já sem as estrelas de Ibrahimovic e Thiago Silva e passando por uma reformulação, os rossoneri sabiam que não tinham a qualidade para encarar os blaugranas de frente. Por isso, Allegri trabalhou com o grupo a importância da colaboração de todos para marcar. O esquema inicial (4-3-3), apesar de parecer ofensivo, teve El Shaarawy e Boateng acompanhando os laterais até o último instante, deixando apenas Pazzini para dar algum trabalho à zaga do Barcelona.

Porém, a intensidade da equipe não se limitava à defesa. Ao recuperar a bola, o time italiano teve um contra-ataque bem armado, tanto que a primeira boa chance do jogo veio dos pés de Boateng, que deixou El Shaarawy livre na ponta esquerda, mas o Pequeno Faraó adiantou demais a bola e acabou desarmado por Puyol. Na sequência, em cobrança de escanteio ensaiada, o camisa 92 retribuiu e colocou a bola nos pés de Boateng, que finalizou muito próximo do gol. Mas essas acabaram sendo as únicas emoções da primeira etapa. O Milan fechou todos os espaços, mas pecava ao atacar, errando muitos passes, especialmente com Muntari.

A segunda etapa continuou truncada. Se o Milan não atacou, também não foi atacado. Mas aos 12 minutos, uma falta batida por Montolivo desviou em Pedro e bateu, sem intenção, no braço de Zapata, sobrando para Boateng bater cruzado, no canto de Valdés e abrir o marcador para o Milan. Enquanto os milanistas comemoravam, sobrou reclamação pelo lado blaugrana. Impassível, a arbitragem manteve a marcação do gol.

Com o placar adverso, o Barcelona ficou nervoso e nem mesmo Messi conseguiu furar as duas linhas de defesa do Diavolo. Somente em dois chutes de fora da área o time catalão conseguiu causar algum perigo para Abbiati. O Milan, sabendo do incrível resultado que conquistava pouco avançou, mas quando chegou, foi para decidir o jogo. Depois de vencer Puyol no corpo, Niang que havia acabado de entrar, tocou para El Shaarawy. O líder de assistências da equipe na temporada dominou e deu um passe com categoria para Muntari, que errou muito no jogo, se redimir e acertar um belo voleio, sem chances para o goleiro espanhol.

Os últimos minutos foram de plena agonia para quase todo San Siro, mas o Milan, com segurança, soube parar o Barcelona e fazer o que muitos consideravam impossível. Com uma boa vantagem, o Milan agora vai até o Camp Nou para tentar fazer outro jogo impecável como o desta quarta-feira e além de sair com a vaga, mostrar para a Europa que a camisa rubronegra continua pesada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prévia: Milan-Barcelona

Milan e Barcelona já protagonizaram jogaços pela Champions. Na foto, Desailly comemora gol do título do rossonero sobre os catalães em 1994. Hoje, tempos são outros (TheNational.ae)
Não é a primeira vez que Milan e Barcelona se enfrentam em competições europeias. Foram 15 confrontos, com 6 vitórias do Barça, quatro do Diavolo e outros cinco empates. Um duelo muito equilibrado, que já valeu até final da competição (foto). Naquela ocasião, os italianos atropelaram os catalães e aplicaram um sonoro 4 a 0. Desta vez, o favoritismo está do lado espanhol, assim como nos quatro jogos entre os clubes na última temporada.

Para a prévia deste confronto, que terá seu jogo de ida nesta quarta, 20 de fevereiro, e o de volta no dia 12 de março, contaremos com a colaboração de Victor Mendes, do blog Quatro Tiempos, especializado no futebol da Espanha. Para o Quattro Tratti, escreve Arthur Barcelos. Veja o que esperamos desta partida das quartas de final e depois confira as análises dos jogos nos dois endereços.

A temporada até aqui
Milan: Depois de um início tenebroso, com seis derrotas, dois empates e apenas quatro vitórias, gerando um aproveitamento de 33,3%, o time de Massimiliano Allegri vem conseguindo se recuperar na Serie A. Nos últimos 13 jogos pelo campeonato, o Diavolo teve um aproveitamento de 69,2%, com nove vitórias, três empates e apenas uma derrota, marcando 26 gols e sofrendo outros 15. Atualmente, o clube de Milanello é o quarto colocado, com 44 pontos em 25 jogos, empatado com a Lazio, a última equipe na zona de classificação para a próxima Champions League. Pela Coppa Italia, o Milan parou nas quartas de finais, contra a Juventus, após ter batido sem dificuldades a Reggina nas oitavas. Já na fase de grupos da Champions, os comandados de Allegri fizeram campanha irregular, surpreendidos pela ótima campanha do Málaga, conseguindo uma vaga no mata-mata apenas na penúltima rodada.

Barcelona: Líder isolado e virtual campeão da Liga Espanhola, nem tudo foi mil maravilhas para o Barcelona no início da temporada. Sem Josep Guardiola, que em abril, logo após a eliminação para o Chelsea, havia anunciado que não renovaria seu contrato para 2012-13, a equipe demorou a engrenar. Em campo, Tito Vilanova não mexeu na filosofia de jogo de Pep, dando continuidade ao estilo do ex-treinador. No entanto, o jogo encantandor dos últimos quatro anos não fluía. Especialmente na Uefa Champions League, o Barcelona não convencia. O estopim foram dois jogos muito abaixo da média contra o Celtic, que resultaram em uma derrota por 2 a 1 e uma vitória pelo mesmo placar com o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo, através de Jordi Alba. A perda da Supercopa para o Real Madrid, que dominou o jogo amplamente, foi moralmente absorvida pela campanha louvável em âmbito doméstico: enquanto os merengues iniciaram a temporada pecando na busca pela manuntenção do título, os blaugranas, por sua vez, firmaram o melhor início de um time em toda história do campeonato, vindo a perder sua invencibilidade apenas na primeira rodada do returno (derrota para a Real Sociedad por 3 a 2 no País Basco). Pela Copa do Rei, o Barça conseguiu boa vantagem ao empatar contra o Real Madrid no Bernabéu por 1 a 1.

Pontos fortes
Milan: A sequência de bons resultados deve dar um gás a mais para a equipe milanesa, mas são poucos os pontos fortes do atual Milan. Allegri tem no jovem El Shaarawy sua principal arma ofensiva, o artilheiro do time na Serie A e na Champions League, com 15 e 2 gols, respectivamente, contribuindo também com 4 assistências na temporada. Outros destacáveis dos rossoneri são Montolivo, Constant e De Sciglio. O primeiro vem rendendo bem na função de regista, correspondendo as expectativas, enquanto o segundo, por sua vez, talvez seja a grande surpresa na temporada, indo bem na lateral esquerda. Mesmo lhe faltando técnica, compensa com entrega e bom posicionamento. Já o último é a grande revelação do Diavolo, fazendo valer toda a expectativa criada após seu ótimo desempenho na base rossonera, desbancando o antes titularíssimo Abate e conquistando, inclusive, uma lembrança de Prandelli na seleção italiana.

Barcelona: Messi e Iniesta vivem estados de graça. O primeiro, eleito pela quarta vez consecutiva o melhor jogador do mundo pela Fifa e France Football no início de janeiro, caminha para registrar sua melhor temporada nos números, após assombrosos 72 gols na temporada passada - 91 no ano. São 48 gols em 36 jogos, uma média de 1.33 por partida. Iniesta, por sua vez, é o motor do time. Adaptado ao setor esquerdo do ataque, em uma tentativa de encaixar Fàbregas no meio-campo, o espanhol, segundo muitos especialistas, faz a melhor temporada de sua carreira. Impulsionado pelo título e o troféu de MVP da Eurocopa, o camisa 8 é fundamental para o esquema do treinador, fazendo ótima parceria com Jordi Alba pelo lado esquerdo. Fàbregas é outro grande nome do Barça na temporada. Após um início fulminante, ele caiu de rendimento nos últimos jogos, mas nada de tão impressionante. Por outro lado, quem cresceu consideravelmente na temporada foi Xavi. O camisa 6 começou de maneira tímida, não tão dominante no meio-campo, mas desde dezembro tem feito partidas com selo Xavi.

Pontos fracos
Milan: Apesar do bom momento dos últimos quatro meses, o time de Allegri não apresenta bom futebol, que, certamente, não enche os olhos dos rossoneri. Suas vitórias geralmente vêm de placares apertados e/ou decididos no final dos 90 minutos, tendo muitas dificuldades contra equipes que jogam mais fechados e que usam contra-ataque e bola longa. O Milan tem a segunda maior média de posse de bola, 57,9%, atrás apenas da Juventus, contudo apresenta problemas. Quando com a posse, pouco consegue aproveitá-la para abrir espaços na defesa adversária, fazer infiltrações, chutar ao gol e, claro, converter suas chances, mesmo tendo o quarto melhor ataque da Serie A - 34% de gols do menino El Shaarawy, sobrecarregado no ataque. Balotelli, contratado no mercado de inverno, conseguiu amenizar um pouco a situação, marcando quatro gols em três jogos, porém não poderá jogar pelo Diavolo na Champions League, por já ter atuado pelo Manchester City. Não bastasse isso, a defesa segue falha, especialmente os zagueiros. Os veteranos Mexès, Yepes e Bonera não conseguem substituir a altura Nesta e Thiago Silva, e ainda apresentam certa irregularidade, enquanto Zapata não consegue repetir as atuações dos tempos de Udinese, também apresentando irregularidade.

Barcelona: Desde a Era Guardiola a zaga não inspirava confiança. Com Tito Vilanova tem exagerado. Os erros são múltiplos e cruciais. A recomposição é feita com muita lentidão, o que gera muitas bolas nas costas, sobretudo pelo lado de Daniel Alves, lateral que ataca com mais frequência que Alba, o lateral esquerdo. O catalão, talvez, seja o grande destaque desse sistema defensivo. Inteligente taticamente, ele comete poucos erros e ajuda substancialmente o ataque. Com Puyol apto, a melhoria é considerável, porém não garante 100% de confiança. Piqué, após bom início de temporada, voltou a falhar em janeiro, mas ganhou moral após anular Cristiano Ronaldo no superclássico de três semanas atrás. Outro ponto fraco conhecido desse time do Barça é a dificuldades de encarar retrancas. A eliminação para o Chelsea ratificou essa deficiência. Contra o próprio Milan, pelas quartas-de-finais da LC 2011-12, os azulgrenás passaram por dificuldades no San Siro, quando os rossoneros retraíram as linhas e diminuiram os espaços de Messi e Xavi. 

Expectativas
Milan: Bom momento, futebol burocrático... as expectativas do Milan contra o líder espanhol e soberano Barcelona não são das melhores. Contra o eficiente time de Tito Vilanova, Allegri já não conta mais com Ibrahimovic e Thiago Silva, além da disposição tática da equipe das últimas duas temporadas, fatores que seriam fundamentais contra o clube catalão, que também vem apresentando problemas na defesa. Problemas esses que poderiam ser explorados pelo trio Niang-Balotelli-El Shaarawy, que não poderá se repetir nos dois confrontos pela ausência do camisa 45. Além de tudo isso, o retrospecto da equipe de Milanello contra o Barcelona também pesa contra: nos últimos seis jogos, foram três vitórias dos culés, sendo duas em pleno San Siro, e três empates. Os comandados de Allegri terão de se superar caso ainda sonhem com o avanço para as quartas, mas pelo visto as atenções do time de Berlusconi estão todas voltadas para a Serie A, na briga por uma vaga na próxima Champions.

Barcelona: O Barcelona recuperou o bom futebol dos últimos tempos, após um fraco início quanto ao desempenho em campo, e chega ao confronto com muita confiança e com o peso do favoritismo ao seu lado. 12 pontos à frente do vice-líder Atlético de Madrid, os azulgrenás podem se concentrar com mais atenção à competição europeia. O treinador Tito Vilanova não estará presente nos confrontos devido a uma ida a Nova York para o início da quimioterapia para curar um câncer. O auxiliar Jordi Roura, nos últimos três jogos, tem feito alguns turnovers no time titular especialmente para evitar algumas lesões, principalmente de jogadores "frágeis" fisicamente, casos de Iniesta, Fàbregas, Daniel Alves, Puyol e Xavi. Em quatro confrontos contra o Milan na temporada passada, o Barcelona venceu dois, enquanto os outros dois terminaram empatados. Por tudo que as equipes vem apresentando na atual temporada, é fácil imaginar os catalães avançando de fase com certa facilidade. Mas uma camisa como a do Milan merece respeito, como frisou Roura na coletiva pós-jogo contra o Granada, no sábado.

Prováveis escalações
Milan: Abbiati; De Sciglio (Abate), Mexès (Zapata), Yepes, Constant; Nocerino, Montolivo, Boateng (Muntari); Niang, Pazzini (Bojan), El Shaarawy. Técnico: Massimiliano Allegri.

Barcelona: Víctor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol, Alba; Busquets, Xavi, Fàbregas; Pedro, Messi, Iniesta. Técnico: Jordi Roura

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

25ª rodada: Tropeços para dar e vender

Totti comemora golaço contra a Juventus: time não vencia a rival em casa desde 2004 (EFE)
Nesta rodada da Serie A, não faltaram tropeços para as equipes que estão na ponta da tabela. Até mesmo a líder Juventus claudicou, depois de perder para uma Roma inspirada por Totti - que sorriu, por causa de outros tropeços, e se reaproximou da briga por competições europeias. O Napoli, por sua vez, também vacilou e não aproveitou a derrota da Juve. O mesmo aconteceu com Lazio e Inter - esta última, deu vexame frente a uma Fiorentina que voltou a sonhar com a Liga dos Campeões. E, para variar, quem sorriu foi o Milan, que vive grande fase e, na semana que vem, enfrentará uma Inter em crise, no dérbi da cidade de Milão. Acompanhe o resumo.

Roma 1-0 Juventus
Jogando no Olímpico de Roma, a Juventus voltou a tropeçar na Serie A e chegou a sua quarta derrota na competição. Após vitória contra o Celtic, pela Liga dos Campeões, a equipe de Turim fez bom primeiro tempo na capital italiana, mas sofreu com o desgaste físico na etapa complementar e viu a Roma ameaçar mais e ser mais eficiente. Totti foi decisivo de novo e acertou lindo chute de 116 km/h no ângulo direito de Buffon, que agora já soma dez gols sofridos pelo capitão romanista.

Destaque para a boa partida da Roma, que já começa a se mostrar mais equilibrada com Andreazzoli no comando. A defesa soube se portar muito bem contra o melhor ataque do campeonato e o ataque criou muitas chances (perdeu muitas também, é verdade). Apesar da derrota, a Juve continua com sorte de campeã. Afinal, na rodada em que poderia ver uma aproximação de seus rivais, Napoli e Lazio também tropeçaram e deixaram escapar a chance de ameaçar a Velha Senhora. Daqui a dois domingos, dia 3 de março, Napoli e Juve fazem o grande jogo desse returno. (Rodrigo Antonelli)

Napoli 0-0 Sampdoria
Não deu para o Napoli. A equipe do sul da Itália tinha a chance de encostar na Juventus, mas não conseguiu sair do 0 a 0 contra a Sampdoria, em pleno estádio San Paolo. O resultado foi ainda mais amargo para o Napoli porque, em duas rodadas, a equipe recebe a Juventus no estádio San Paolo, mas dificilmente a partida poderá valer a troca do dono da liderança da Serie A.

Os napolitanos pressionaram durante todo o jogo, mas de forma estéril. De forma nada efetiva, as melhores chances aconteceram no segundo tempo, em jogadas criadas por Pandev, e, sobretudo, com uma bomba de Hamsík que explodiu na trave, aos 29 minutos - Cavani, em dia apagado, perdeu duas chances cara a cara com Romero. A melhor chance do jogo acabou sendo da Samp, quando Costa cabeceou e obrigou o meia Behrami a tirar a bola praticamente em cima da linha. O resultado mantém o Napoli na vice-liderança do campeonato, com 51 pontos, e pode ver a aproximação de Lazio e Inter, que ainda jogam na rodada. A Juventus, mesmo com a derrota de ontem, continua líder, com quatro pontos de vantagem. Já a Sampdoria ficou estacionada na 13ª colocação, com 29 pontos. (Nelson Oliveira)

Milan 2-1 Parma
Na abertura da 25ª rodada, o Milan recebeu o Parma. O duelo seria mais que importante para os rossoneri, pois antecedia uma dura sequência, que tem Barcelona nessa próxima quarta, Inter, no dérbi local e Lazio, concorrente direto por uma vaga na próxima edição da Champions League. Por isso, a vitória seria fundamental não só para a classificação como também para a moral da equipe. Sem contar com El Shaarawy, poupado, o Milan veio a campo com Boateng e Robinho fazendo companhia para Balotelli. Porém, o tridente foi pouco incisivo. O Parma, que vinha de uma série de cinco jogos sem vencer também criava poucas oportunidades, mas quando chegava, era sempre nas costas de Constant.

Porém, em um vacilo de Paletta, o Milan abriu o marcador. Depois de cruzamento de Boateng, o zagueiro tentou cortar, mas apenas desviou, não deixando a mínima chance a Pavarini. Na segunda etapa, o Milan voltou mais perigoso criando boas oportunidades já nos minutos iniciais, mas foi somente aos 33 minutos que o segundo gol saiu. E como não podia ser diferente, ele veio dos pés de Balotelli, em uma bela cobrança de falta. Já nos acréscimos, Sansone ainda conseguiu diminuir, mas o tempo era insuficiente para alguma reação. Com o resultado, o Milan assume a terceira colocação, se aproveitando dos tropeços de Inter e Lazio, enquanto o Parma continua caindo na tabela, ocupando agora a 10º colocação. (Caio Dellagiustina)

Fiorentina 4-1 Inter
Nada pior do que protagonizar um verdadeiro vexame uma semana antes de um jogo importantíssimo. Pior ainda é dar vexame frente a um adversário direto na briga por uma vaga na Liga dos Campeões. Por isso, após a derrota por 4 a 1 para a Fiorentina, a semana da Inter será tensa. A preparação para o dérbi de Milão contra o Milan será uma das mais complicadas dos últimos tempos. Sem Milito, que se lesionou gravemente na quinta-feira, a Inter pareceu sem vida. Totalmente desconexo do jogo, o time de Stramaccioni sofreu muito na defesa, sobretudo pela péssima partida do brasileiro Juan, o pior do setor em campo.

No primeiro tempo, logo aos 13 minutos, Ljajic aproveitou desatenção da zaga e, de cabeça, abriu o placar para a equipe violeta. Vinte minutos depois, Aquilani roubou bola em péssima saída de bola da Inter e apenas ajeitou para que Jovetic mandasse a bomba no ângulo de Handanovic. Se o primeiro tempo virou com dois gols, o segundo terminaria com quatro. Aos 10 minutos, a Inter saiu jogando errado de novo e Aquilani aproveitou a falha para tocar de calcanhar para Jovetic marcar seu segundo no jogo. Aos 20, Ljajic ainda contou com a ajuda de Handanovic e do espaço dado pela zaga para também anotar sua dobradinha. Cassano ainda diminuiu, com um chute de fora da área, mas foi só. Com o resultado, a Fiorentina se mantém na 6ª posição, mas agora com 42 pontos, um a menos que a própria Inter, 5ª colocada com 43, e dois a menos que o Milan, 4º. (NO)

Siena 3-0 Lazio
Olha a zebra! Depois de aprontar duas vezes para cima da Inter, o Siena voltou a surpreender um dos times que brigam por uma vaga na próxima Champions, dessa vez a Lazio de Petkovic, bastante irregular e com um futebol muito burocrático nos últimos jogos, período em que, justamente, o treinador bósnio passou a abdicar de seu moderno 4-1-4-1. Agora, a Lazio ocupa a 4ª colocação, perdendo para o Milan no saldo de gols. Já o time da Toscana começa a se acertar com Iachini depois das seis derrotas seguidas, mostrando evolução no aspecto tático, apesar da técnica nem sempre ajudar. Nos últimos cinco jogos, três vitórias, um empate e uma derrota, colocando os bianconeri, que ainda brigam contra os seis pontos perdidos devido ao Calcioscommesse, na 18ª colocação, a 4 pontos do Genoa.

A equipe da casa abriu o placar logo aos 6 minutos. Pela esquerda, na parceria Rubin-Sestu, o ala-esquerdo bianconero cruzou a bola na área e Emeghara se antecipou do lento Ciani para abrir o placar. Aos 23 minutos, nova jogada pela esquerda com Sestu-Rubin e Emeghara saindo da área para puxar a marcação e acionar Rubin na linha de fundo. O lateral mandou outro bom cruzamento para a área, agora desviado por Rosina, nas costas de Ciani, que acabou sacrificado logo aos 33 minutos, quando Petkovic reposicionou sua equipe num 4-4-2. E não deu certo. O time insistia, insistia, mas Pegolo, com cinco defesas, e a bem postada defesa impediu o gol laziale, que ainda sofreu o terceiro gol. Aos 61’, contra-ataque bianconero e Emeghara, após passe de Valiani, que acabara de entrar, voltou às redes ao ganhar na velocidade de Biava e tocar na saída de Marchetti, chegando ao seu quarto gol em três jogos como titular. (Arthur Barcelos)

Torino 2-1 Atalanta
Separados por apenas um ponto, Torino e Atalanta se enfrentaram no Olímpico de Turim com o objetivo de se manterem no meio da tabela. Ambos vinham de tropeços na rodada passada (enquanto o Torino foi derrotado pela Udinese, a Atalanta fraquejou ante o Catania) e buscavam a reabilitação. Com Prandelli nas tribunas, o mínimo que se esperava era um duelo equilibrado, com jogadores querendo mostrar serviço. Porém, apenas os granate pareciam dispostos a mostrar serviço ao treinador da Nazionale. E Cerci, um dos mais observados, fez valer a visita do treinador. Depois de receber belo lançamento, avançou pela esquerda e bateu cruzado, fazendo um belo gol. Após um primeiro tempo sem um chute a gol, a Atalanta só chegou perto do gol no minuto 60, quando Livaja foi derrubado dentro da área por Gillet. Na cobrança, Denis empatou o duelo.

Melhor no jogo, o Torino sofreu pressão após o gol sofrido, mas soube se segurar e quando muitos davam como certo o empate, Birsa apareceu na área para completar o cruzamento de Darmian e garantir a vitória da equipe de Turim. Com 31 pontos, o Torino está a nove da meta estabelecida por Gian Piero Ventura como garantia na primeira divisão enquanto a Atalanta continua abaixo do esperado e com apenas 27 pontos segue na 15ª colocação. (CD)

Chievo 1-1 Palermo
Mas foi por pouco que o Palermo não conquistou uma vitória no Marc’Antonio Bentegodi. O rosanero visitou o Chievo e ficou no empate em 1 a 1, com gols de Formica e Théréau. Em seu segundo jogo no comando do Palermo, Malesani não pode contar com os principais jogadores do time: Ilicic, Miccoli, Dossena e von Bergen não estavam aptos para começar jogando. Mesmo assim, o técnico mudou a formação do time e iniciou no 4-3-3, com Fabbrini, Formica e Boselli no ataque. Durante os quatro primeiros minutos de jogo, Sorrentino foi bastante vaiado pela torcida do Ceo – o goleiro trocou o Chievo pelo Palermo, há poucas semanas. Contudo, os torcedores se calaram no minuto 5, quando Acerbi falhou na interceptação do lançamento de Kurtic. Boselli aproveitou e marcou seu primeiro gol na Serie A.
No segundo tempo, poucas foram as chances de gol das equipes. Théréau, por um lado, converteu o pênalti cometido por Santiago García; do outro, Nelson quase fez seu segundo gol na competição já no fim da partida; tento, este, que colocaria fim a um jejum de dez partidas sem vitória. O Palermo, lanterna do campeonato, recebe o Genoa na próxima rodada; o Chievo tenta se reestabelecer no torneio em Gênova, onde enfrenta a Sampdoria. (Murillo Moret)
Catania 1-0 Bologna
O Bologna não concedia um gol para o Catania há quatro jogos, porém, não foi páreo na partida deste final de semana, no Angelo Massimino. Os Elefantini batarem a equipe bolonhesa por 1 a 0, gol de Almirón. Por quase todo o primeiro tempo, a zaga do time visitante levou a melhor sobre o Catania. Castro e Gomez pararam nos defensores do Bologna; Bergessio tentou de peixinho, após cruzamento de Gomez, mas não conseguiu concluir no alvo. O placar foi modificado – para não mais mudar até o fim da partida – após escanteio de Lodi, convertido a gol por Almirón. A única resposta do Bologna veio com Marchese, que acertou a rede pelo lado de fora.
Na etapa final, Almirón quase ampliou, porém, a finalização forte parou nos braços de Curci. Gabbiadini saiu do banco, no intervalo, para tentar modificar a partida. Foi ele quem cruzou para Diamanti, também de voleio, acertar a rede pelo lado de fora. Mesmo com a pressão no fim do jogo, o Catania conseguiu segurar o Bologna para garantir a vitória e a 7ª colocação no torneio. Na próxima rodada, o Catania pega o Parma, fora de casa; o Bologna, que caiu para a 16ª posição, pois o Cagliari venceu, recebe a Fiorentina no Renato Dall’Ara. (MM)

Pescara 0-2 Cagliari
E os golfinhos do Adriático vão submergindo... Sem vencer há seis jogos, colecionando cinco reveses, o Pescara não consegue emplacar uma série de bons resultados e com a ascensão repentina de Siena e Genoa, a equipe do Abruzzo agora ocupa a 19ª colocação, com apenas 21 pontos em 25 jogos, à frente apenas do Palermo. O Cagliari, por sua vez, vai conseguindo se recuperar depois dos tenebrosos meses de novembro e dezembro, quando em 10 partidas a equipe sarda venceu apenas um jogo, contrastando com o bom começo de Ivo Pulga no comando, quando ganhou quatro jogos seguidos em outubro. Hoje os rossoblù ocupam 14ª posição, a sete pontos do Siena. Foram três vitórias e três empates nos últimos jogos.

Com a bola rolando no Adriático, jogo muito igual, com os ataques fazendo os goleiros e as defesas trabalharem, especialmente a do Pescara, sempre mal postada e exigindo muito do jovem e promissor Perin, que não conseguiu impedir a eficiência do artilheiro Sau. Em apenas duas finalizações contra o arqueiro azzurro, o camisa 27, com assistências de Cossù e Pisano, definiu mais uma vitória rossoblù fora de casa, chegando a 10 gols na Serie A. (AB)

Relembre a 24ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui

Seleção da rodada
Stekelenburg (Roma); Darmian (Torino), Marquinhos (Roma), Gastaldello (Sampdoria), Behrami (Napoli); Kucka (Genoa), Aquilani (Fiorentina); Emeghara (Siena), Totti (Roma), Jovetic (Fiorentina); Sau (Cagliari). Técnico: Vincenzo Montella (Fiorentina).