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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Utopia não altera gravidade

Zeman na década de 90 x Zeman hoje: o que realmente avançou? (PagineRomaniste.com e Goal.com)

Suponha que você acabou de esbarrar sua mão numa caixa de leite recém-aberta, que agora tombou e vai despejando seu conteúdo no chão limpo da cozinha. Com pressa, suas opções se limitam a levantá-la e consertar os danos da sujeira interrompida, ou apenas observá-la causar estrago e lidar com um piso empoçado em centenas de mililitros de leite. E tudo estará grudento amanhã, mesmo após a limpeza.

Quando a Roma abriu mão de apostar em Vincenzo Montella para trazer Zdeněk Zeman, praticamente tudo que aconteceu com a equipe até agora era previsto, previsível, anunciado, declamado, proclamado, etc. O ataque fulminante, a defesa patética, os lampejos de empolgação, os desânimos homéricos: tudo isso faz parte do universo do treinador tcheco. O que não se esperava era a relação tão mal administrada com atletas de diferentes níveis. Não só Pjanic, Marquinho e Stekelenburg, como Osvaldo e o ídolo De Rossi já arrumaram suas encrencas com o boêmio.

Ontem, Walter Sabatini e Franco Baldini, responsáveis pelo funcionamento do clube, reuniram-se com Zeman para esclarecer alguns pontos. Especulava-se que a reunião resultaria na demissão do técnico, afinal sua Roma é muitíssimo similar em desempenho àquela de Luis Enrique, muito embora tenha passado por outra reforma radical em curto período de tempo. Entretanto, o experiente comandante foi reassegurado no cargo - e a caixa de leite continua virada.

Ficou decidido que Zeman vai mudar. O que significa que ele provavelmente sairá com o rabo entre as pernas nas quedas de braço com Stekelenburg (frase do holandês: "Zeman nunca me explicou por que não jogo") e De Rossi, possível reserva de um Tachtsidis nada regular. Todavia, não há razão em manter Zeman. Não deu certo. Não vai dar certo.

Em defesa do boêmio, surgem os argumentos de que "ninguém se adapta ao jogo dele de verdade", ou que "Zeman não dispõe dos jogadores ideais para seu estilo". Estamos em 2013, se até agora seu método futebolístico não foi devidamente aplicado em nenhuma grande equipe, pode-se concluir que este é apenas uma utopia teimosa, ou então que sua comunicação é bastante falha.

Quanto ao mercado, o elenco foi construído com base em sua aprovação - inclusive o amadorismo inaceitável de a Roma ter apenas três zagueiros no elenco, um lateral-esquerdo e meio (além de Balzaretti, há o sempre lesionado Dodô), e que Piris, - Piris! -, era o único lateral-direito até semana passada, quando o grego Torosidis desembarcou na capital.

Não que seu trabalho apresente apenas falhas: Totti vem jogando muito, muito mais que nas últimas duas temporadas, enquanto Marquinhos e Florenzi passaram de revelações incertas para grandes esperanças do plantel. Plantel este, aliás, bem mais encorpado que aquele nas mãos de Luis Enrique.

Na prática, pouca coisa mudou. Enquanto a Roma da temporada passada subia horrores com uma linha de impedimento mal arranjada, essa também se esforça para levar gols de qualquer maneira. Se Luis Enrique lançava Borini, Zeman tem Florenzi. Se Bojan e Kjaer não convenciam, tampouco o fazem Tachtsidis e Destro. Há partidas vislumbrantes - Roma 4-0 Inter com o primeiro, e Roma 4-2 Milan com o sucessor -, e também desastres ridículos - Atalanta 4-1 Roma e Juventus 4-1 Roma, este último que podia muito bem ter sido um seis a zero sem dó.

Acreditar em terceira posição é besteira. Até o fim da temporada, a Roma aplicará surras expressivas contra adversários inesperados ("agora vai!"), bem como perderá para si em partidas tranquilas. Terminará com enorme quantidade de gols marcados, e outra enormidade de gols contra. Dentro de alguns meses, irá à sua terceira temporada seguida sem qualquer definição de futuro, com todo o elenco especulado em vendas desvalorizadas e à procura de outro salvador para consertar tudo.

Zdeněk Zeman tem grande importância na cultura popular do futebol italiano, questionou a ética da Juventus numa época em que isso exigia colhões, levou o Foggia da terceira à primeira divisão num passe de mágica e faz cigarros parecerem um enfeite de glamour. É uma figura interessante, um personagem válido e diverte o futebol. Hoje, porém, não é técnico para a Roma. Não para essa Roma. Não em 2013.

O chão vai ficar grudento em Trigoria.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

22ª rodada: Entrando na turma

Pedindo passagem: Milan bate Atalanta e, pela primeira vez, entra na zona de classificação à competições europeias (Caughtoffside.com)
Na última rodada do mês de janeiro, quem comemorou mesmo foi o Milan. A equipe coroou o ótimo início de ano com mais uma vitória e, graças aos tropeços dos rivais, assumiu a quinta posição, que vale vaga à Liga Europa. É a primeira vez no campeonato que os rossoneri ocupam posição tão alta na tabela - e a impressão é de que o time continuará crescendo. O Napoli, também em crescimento, se aproximou novamente da Juventus na briga pelo título, com a vitória que tirou a invencibilidade caseira do Parma. Juve e Fiorentina, por sua vez, tiveram balanço negativo em janeiro, que foi de baixa para ambas as equipes. Se a líder venceu apenas um jogo, a equipe toscana passou em branco. Por sua vez, Inter, Lazio e Roma seguiram em sua irregularidade. Acompanhe o resumo da rodada.

Atalanta 0-1 Milan
No primeiro turno, a Atalanta visitou o Milan e venceu por 1 a 0. Neste fim de semana, o clube rossonero foi ao Atleti Azzurri d’Italia e deu o troco: gol solitário de El Shaarawy, que fez o Milan subir ao 5º posto da classificação geral, ficando entre os classificados à competições europeias pela primeira vez na temporada. O time da casa criou uma boa chance no início do jogo, com Denis, mas Abbiati conseguiu defender. Aos 29’, após passe de Niang, o Pequeno Faraó pôs fim ao seu jejum de quatro jogos sem marcar ao girar para cima de Raimondi, que entrou no lugar de Ferri, machucado minutos antes, e finalizar na saída de Consigli. A equipe de Bérgamo voltou a oferecer perigo ao Milan com Denis, que não conseguiu acertar o chute em assistência de Bonaventura.
 
A Atalanta segurou o Milan como pode durante a segunda etapa, uma vez que Brivio foi expulso (segundo cartão amarelo). Flamini quase deixou sua marca, porém Consigli salvou o que seria o segundo tento rossonero. A partida ficou tensa: o técnico Colantuono foi expulso e Robinho, que entrou no lugar de El Shaarawy, deu uma cabeçada em Carmona. O chileno revidou com um soco. Na próxima rodada, o Milan recebe da Udinese no San Siro; a Atalanta, 14ª colocada após a derrota, encara o Palermo, no Renzo Barbera. (Murillo Moret)

Parma 1-2 Napoli
O Napoli continua forte na caça à Juve. Em jogo complicado, com campo em condições ruins, o time de Walter Mazzarri acabou com a invencibilidade do Parma em seu território e chegou aos 46 pontos na classificação, três a menos que a líder. O retorno de Cannavaro na linha defensiva foi muito importante, apesar do gol contra, em lance de azar do defensor. O gol que inaugurou o placar foi de Hamsik, trequartista com os melhores números na Serie A: oito gols e 10 assistências.

Depois, os azzurri tiveram outras boas chances de fazer 2 a 0 e matar o jogo, mas não aproveitaram. O Parma, muito organizado taticamente e com ótimas jogadas pelas alas, não estava morto em campo, porém. E aos 30 da etapa final, alcançou o gol de empate em boa jogada de Sansone, que cruzou para área e viu Cannavaro desviar contra a própria meta. O Napoli, então, teve que sair da defesa e partir para cima. E Cavani já tinha errado duas vezes na partida. A terceira o Matador não perdoa: 2 a 1 para o Napoli. O time de Mazzarri mostra força de campeão, assim como a Juve, mas tem a vantagem de não ter uma cansativa Liga dos Campeões pela frente. O campeonato está aberto. (Rodrigo Antonelli)

Juventus 1-1 Genoa
Em Turim, a Juve perdeu mais uma chance de ampliar a vantagem na liderança. A Lazio já tinha tropeçado mais cedo e uma vitória colocaria a Velha Senhora em situação ainda mais confortável no campeonato. Porém, o time da casa não conseguiu sair do empate contra o Genoa e ainda viu o Napoli, outro rival direto, vencer sua partida no dia seguinte e diminuir a diferença para três pontos: 49 contra 46.

O jogo começou em ritmo lento e pouca coisa aconteceu no primeiro tempo. Vucinic e Quagliarella não funcionaram como dupla de ataque hora nenhuma e a Juve não conseguia produzir chances de perigo. Na melhor oportunidade, Quagliarella recebeu de Lichtsteiner em boas condições, mas concluiu para fora. Do lado do Genoa, o 3-5-2 de Ballardini, de volta ao comando do time, cumpriu bem sua função de reduzir os espaços. No segundo tempo, a Velha Senhora voltou um pouco melhor e abriu o placar com Quagliarella, após outro bom cruzamento de Lichtsteiner. Minutos depois, porém, Borriello entrou e empatou, de cabeça. No fim da partida, Giovinco ainda acertou a trave e os juventinos reclamaram muito de um suposto pênalti de Antonelli sobre Vucinic. (RA)

Lazio 0-1 Chievo
Sem Hernanes e Klose, os principais destaques laziali na temporada, o time de Petkovic tentou de todas as formas, mas não conseguiu furar o bloqueio do Chievo no Olímpico. Além disso, deixou o Napoli abrir três pontos e a Juventus, seis, e agora a três de vantagem sobre a Inter. E o Chievo, por sua vez, comemorou a primeira vitória sem o bom goleiro Sorrentino, que depois de seis anos no clube se transferiu ao Palermo.

Com a retranca de Corini, a equipe do Vêneto conseguiu aproveitar uma de suas poucas chances criadas numa rara falha defensiva da Lazio, quando após jogada de Théréau, Jokic recebeu e acertou a trave de Marchetti. Na sobra, o garoto Paloschi fez seu sétimo gol na Serie A. Hernanes chegou a entrar na etapa final, mas o dia não estava bom para Floccari, que acabou consagrando a defesa dos gialloblù, especialmente Puggioni e Andreolli. (Arthur Barcelos)

Inter 2-2 Torino
Fechando a 22ª rodada, um clássico dos anos 30 e 40 no Giuseppe Meazza. O bom futebol, entretanto, ficou esquecido na época de Meazza, Frossi, Campatelli, Ferraris II, Mazzola, Loik, Gabetto, Grezar e outras figuras. O empate em Milão acabou sendo lucro pra Inter, que se deixou ser dominada pelo Torino de Ventura, que mesmo sem um material humano “à altura”, deitou e rolou durante boa parte do jogo.

Com a vantagem favorável logo no começo depois de ótima cobrança de falta de Chivu, o time de Stramaccioni relaxou e o 4-2-4 piemontês desmontou a Beneamata, que não tinha sobra nem saída de bola depois da lesão de Chivu, mas especialmente pelo dia ruim de Guarín, Palacio e Cassano. O primeiro, inclusive, perdeu a bola para o brasileiro Barreto, estreando como titular, que passou para Meggiorini vencer Handanovic. Na segunda etapa, o mesmo Meggiorini, cria de Appiano Gentile, ampliou. Na base de abafa e na força de vontade dos veteranos Zanetti e Cambiasso, o gol de empate saiu após jogada de Cassano, que abriu para o quase quarentão da Inter cruzar para Cuchu. Com o resultado, a Inter se mantém na 4ª posição, enquanto o Torino permanece em 12º. (AB)

Bologna 3-3 Roma
No Renato Dall'Ara, Bologna e Roma fizeram um dos melhores jogos da rodada, com direito a belos gols, erros dos dois lados, bolas nas traves e muita emoção. O empate, porém, não foi bom para nenhum dos times: o Bologna permanece próximo da zona de rebaixamento, com apenas 22 pontos somados, e a Roma continua sem vencer em 2013 na Serie A (dois empates e duas derrotas). A partida começou em ritmo forte, do jeito que Zeman gosta. Florenzi abriu o placar para o time da capital logo aos 9 minutos, mas não teve nem tempo de se acomodar. Aos 16, Gilardino empatou para o Bologna. Dois minutos mais tarde, Osvaldo recolocou a Roma na frente e viu o filme se repetir: Gabbiadini empatou logo em seguida.

No segundo tempo, a Roma deixou seu calo exposto mais uma vez e não conseguiu repetir o bom ritmo de jogo da primeira etapa. Logo aos nove minutos, então, Pasquato aproveitou falha defensiva para marcar seu primeiro gol na Serie A virar o jogo para o Bologna. Gabbiadini ainda teve chance de ampliar, mas não conseguiu. Aos 29, Tachtsidis desviou cobrança de falta de Totti e empatou tudo de novo. No fim, o jogo continuou aberto e os dois times tiveram boas chances de sair com a vitória, mas o placar continuou igualado. (RA)  
 
Catania 2-1 Fiorentina
Na Sicília, o Catania confirmou sua boa fase na temporada, e agora está a dois pontos do Milan, que está na zona de classificação pra Europa League. A equipe acabou conquistando a terceira vitória consecutiva em cima da Fiorentina de Montella, que, ao contrário, vive péssimo momento, e não vence uma partida desde dezembro, sofrendo três derrotas e um empate neste ano. Um janeiro pra se esquecer.

Com um time equilibrado, os comandados de Maran não fizeram feio contra a equipe de seu ex-treinador, aproveitando os vacilos defensivos da Viola. Migliaccio, emprestado à Fiorentina pelo Palermo, abriu o placar em jogada aérea, e do mesmo jeito o veterano Legrottaglie empatou ainda na primeira etapa. Suportando a pressão toscana, o gol da virada siciliana saiu no final e ao melhor jeito do time de Maran: no contra-ataque, abusando da qualidade de seu trio ofensivo, quando Barrientos cruzou na medida para Castro subir mais alto que Roncaglia. (AB)

Sampdoria 6-0 Pescara
Nada melhor do que uma goleada para homenagear o falecido presidente Riccardo Garrone: a Sampdoria destruiu o Pescara no Luigi Ferraris e amenizou a perda do seu dono. O destaque da partida foi o jovem Icardi, autor de quatro dos seis gols da equipe da casa. Era óbvio que a pior defesa do campeonato sofreria pressão nos minutos iniciais. E, assim, Éder perdeu a chance no um-contra-um com Perin, que salvou, na sequência, um chute forte de De Silvestri. O placar foi aberto aos 32’, quando o árbitro marcou pênalti de Terlizzi em Gastaldello e Éder converteu. A Sampdoria não aumentou a vantagem na sequência porque Icardi errou o gol ao driblar Perin. E também, aliás, porque o goleiro do Pescara fez milagre em cabeceio de Costa. Antes do intervalo, no entanto, Icardi, após confusão na área, deixou a sua marca.
 
Os jogadores do Pescara protestaram demais contra a arbitragem no último lance da primeira etapa, com pedidos de pênalti de Gastaldello em Terlizzi – não marcado. Logo no começo do tempo final, Obiang marcou seu primeiro gol na Serie A. No quarto tento, Icardi se aproveitou de uma atitude juvenil da zaga dos golfinhos, que ficou parada e apenas observou o jovem avançar da intermediária até Perin. O argentino também marcou os outros dois gols da partida, depois de apagões defensivos do Pescara. Assim, ele se tornou o primeiro jogador nos últimos 62 anos a fazer quatro gols numa mesma partida de Serie A com menos de 20 anos de idade. Empolgada e na 13ª colocação, a Samp encara o Torino, fora de casa, na próxima rodada; o Pescara, ainda fora da zona do rebaixamento (tem dois pontos a mais que o Genoa), recebe o Bologna no Adriatico. (MM)

Cagliari 1-1 Palermo
Mais um empate com sabor amargo para o Palermo. Depois de desperdiçar a chance de vitória ante a Lazio, na última rodada, após pênalti convertido por Hernanes já no final da partida, foi a vez de outro brasileiro estragar a festa rosanera. O gol de Thiago Ribeiro, já nos minutos finais do confronto, estragou não só as estreias de Sorrentino (que fez boa partida) e Formica como mantém os sicilianos na zona de rebaixamento. Os palermitanos reclamaram demais ao fim da partida e, por isso, terão desfalques nos próximos jogos: o técnico Gasperini pegou gancho de uma partida e o capitão Miccoli ficará fora de dois jogos.

Ainda que o futebol do Palermo não seja o mais vistoso, ficou claro que apesar dos reforços que vieram não serem os sonhados por todos os torcedores, melhoraram o elenco. Após cruzamento de Dossena, um dos novos contratados, o esloveno Ilicic acertou um chute fortíssimo, sem chances para Agazzi. O Cagliari bem que tentou, mas tanto Sau quanto Pinilla pararam em Sorrentino. Somente no final do jogo é que o arqueiro do Palermo não conseguiu evitar o gol de Thiago Ribeiro, que apareceu livre, para completar de cabeça o cruzamento de Diego Avelar, empatando o jogo. Um resultado que não agradou a ninguém, pois ainda mantém os sicilianos na zona de rebaixamento e não afastam o perigo do Cagliari. (Caio Dellagiustina)

Udinese 1-0 Siena
Em Údine, o time friuliano conseguiu mais uma vitória importante. Mas, embora jogando contra o Siena, lanterna e com um péssimo retrospecto fora de casa, não teve vida fácil. Só não saiu perdendo no confronto pois Rosina desperdiçou a primeira grande chance. Minutos depois, Muriel mostrou como se faz e com um leve toque na saída do goleiro, abriu o placar para a Udinese.

Já no segundo tempo, novamente o Siena teve chance nos pés de Rosina, que mais uma vez desperdiçou e mostrou que o destino do clube parece mesmo a segunda divisão. Além disso, o jogo foi fraco. A Udinese com seu futebol burocrático, mas que vem dando resultado, estando a quatro pontos da zona classificatória para Liga Europa e o Siena com sua 10ª derrota fora de casa, se afundando cada vez mais na lanterna da Serie A. (CD)

Relembre a 21ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui

Seleção da rodada
De Sanctis (Napoli); Granqvist (Genoa), Zapata (Milan), Legrottaglie (Catania); Castro (Catania), Kucka (Genoa), Obiang (Sampdoria), Hamsík (Napoli); Éder (Sampdoria), Icardi (Sampdoria), Meggiorini (Torino). Técnico: Delio Rossi (Sampdoria).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Nada definido

Com bela atuação, Marchetti garantiu empate para a Lazio e deixou decisão para o jogo de volta. Na outra semifinal, entre Roma e Inter, tudo em aberto também (FocusCalcio)


Pelo jogo de ida da semifinal da Coppa Italia, a história se repetiu: a Lazio deu trabalho para a Juve e conseguiu bom empate na casa do adversário, graças às boas defesas do goleiro Marchetti, assim como aconteceu na Serie A. Para os donos da casa, o empate ficou com gosto de derrota, uma vez que, apesar do equilíbrio, o time teve boas chances de ampliar o placar enquanto ainda estava vencendo. Para a Lazio, o empate com gols fora de casa se mostra muito útil e dá esperanças para a equipe voltar a uma final de Coppa. Com o empate, a equipe de Petkovic chega a 16ª partida de invencibilidade.

O jogo começou muito equilibrado e Conte surpreendeu escalando a Juve em um 3-5-1-1 inédito, com Matri isolado no ataque. A Lazio, na mesma formação, dava espaços pelas alas do campo, mas Isla e Peluso não conseguiam aproveitar. Ao fim do primeiro tempo, poucas chances claras de gol: Marchisio teve uma para a Juve, mas Marchetti salvou; e Mauri chegou perto para a Lazio, mas foi desarmado por Barzagli no último momento.

No segundo tempo, a Velha Senhora cresceu na partida e teve mais chances de gol. Primeiro, Matri acertou bom voleio, mas viu Marchetti, em noite inspirada, fazer outra ótima defesa. Logo depois, porém, o goleiro não conseguiu salvar a cabeçada de Peluso, que aproveitou bom cruzamento de Giaccherini. Foi o primeiro gol do garoto, formado na Lazio, pela Juve. Antes do fim, Vidal acertou a trave e parou em defesaças de Marchetti em pelo menos duas outras ocasiões.

E quem não faz, leva: aos 41 minutos do segundo tempo, Mauri castigou os donos da casa aproveitando falha de marcação após cobrança de escanteio e fez 1 a 1. O empate com gols dá a vantagem à Lazio, que se classifica para a final da competição com um empate por 0 a 0 no jogo de volta, no dia 29 de janeiro.

E em Roma... 
Deu Roma. O time de Zeman levou a melhor sobre a Inter depois do empate no domingo pela Serie A. Mas ao contrário do último confronto entre os rivais, o jogo dessa quarta-feira foi mais movimentado, onde cada equipe dominou uma etapa. A decisão de quem irá para a final, porém, ainda vai demorar: por intervenção da Roma, o jogo no Meazza foi adiado para o dia 17 de abril, e não mais 30 de janeiro, devido ao confronto pela Serie A contra o Cagliari dois dias depois (1º de fevereiro).

Os giallorossi, que desperdiçaram gols à rodo no domingo, não falharam dessa vez e aproveitaram duas chances em cochilos defensivos da Inter, mal disposta taticamente no 3-5-1-1, que mesmo com a variação para a defesa com quatro homens, permitia as triangulações romanas. Na primeira, cruzamento de Piris para a antecipação do "baixinho" Florenzi marcar seu segundo gol de cabeça contra a Inter. Na segunda, triangulação na direita e Piris, novamente nas costas de Pereira, levantou a bola na área e, desta vez, foi Destro, ex-Inter, quem se antecipou a Ranocchia.

Ainda na primeira etapa, a Inter conseguiu diminuir a vantagem. Depois de tanto tentar, Palacio recebeu lançamento de Cambiasso nas costas da defesa romana e marcou seu 14º gol na temporada. Mesmo vários desfalques, a equipe interista se acertou na segunda etapa, com as entradas de Nagatomo, Gargano e Álvarez, efetivando o 4-4-1-1 (que, por sua vez, variou para o 4-4-2 losango com os avanços de Cambiasso, no suporte a Guarín e Palacio), mas os chutes de longe de Guarín (amarelado, não jogará a partida em Milão) e as tentativas de Palacio não bastaram para o empatar a partida. No fim das contas, bom para a Roma, pela vantagem, mas não tão ruim para a Inter, pelo gol fora de casa. (Arthur Barcelos)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O adeus aos herois



Os 11 titulares da final que marcou o fim de uma era vencedora na Inter. Desses, apenas Samuel, Chivu, Zanetti, Cambiasso e Milito seguem no elenco interista (Inter.it)
Em 2009-10, a Internazionale encerrava um ciclo vitorioso com o pentacampeonato italiano, mais uma conquista da Coppa Italia e a tão sonhada Liga dos Campeões, que voltava a ser vencida depois de um jejum de 45 anos. A temporada havia sido de sonho com o comando de José Mourinho. Os nerazzurri contavam com um sistema defensivo sólido, o camisa dez Sneijder como protagonista no meio-campo e Diego Milito decidindo com os gols – marcou em todas as partidas decisivas do triplete.

Na final da Liga dos Campeões, a Inter foi escalada por José Mourinho no seu habitual 4-2-3-1 com Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu; Zanetti e Cambiasso; Eto’o, Sneijder e Pandev; Milito. Com esta formação e os dois gols do centroavante argentino, os nerazzurri venceram por 2 a 0 o Bayern de Munique e conquistaram a taça das grandes orelhas.

O técnico português foi um dos grandes responsáveis pelo título e confirmou que iria treinar o Real Madrid após levantar a taça no Santiago Bernabéu. Porém, mesmo com a saída do comandante, a Inter optou pela manutenção da base campeã e resistiu às propostas pelos principais jogadores. A exceção foi o importante reserva Balotelli, que foi negociado com o Manchester City por 22 milhões de euros. O objetivo era tentar repetir o desempenho da temporada perfeita, pois, em tese, o grupo era vencedor, bem entrosado e mantinha o desejo de vencer todas as competições que disputasse.

Porém, depois da saída de José Mourinho, a Inter pareceu ter perdido o fôlego e ambição para acumular títulos. Os primeiros movimentos do novo treinador Rafa Benítez mostraram isto: derrota na Supercopa da Europa para o Atlético de Madrid e início ruim na Serie A. Milito não repetia o desempenho do triplete e, com isso, o camaronês Eto’o assumia o protagonismo. Muitas vezes, o talento do camisa 9 era o único responsável pela conquista de importantes pontos para que o clube não ficasse ainda pior nas competições que disputava.

Apesar dos problemas sob o comando de Benítez, a Inter venceu com facilidade o Mazembe e foi campeã do Mundial de Clubes em dezembro de 2010. Mas foi com Leonardo que os nerazzurri se recuperaram na Serie A, ameaçaram o título do Milan e conquistaram a Coppa Italia, onde Eto’o mais uma vez esteve em destaque. Mas, com o brasileiro no banco de reservas, a Beneamata parou nas quartas de final da Liga dos Campeões, depois de sofrer derrota desmoralizante para o Schalke 04 por 7 a 3 no placar agregado – 5 a 2 no Giuseppe Meazza.

O desmanche começou para valer na temporada 2011-12. Logo no início do ano, Pandev foi para o Napoli por empréstimo, Materazzi se aposentou e, o principal destaque do ano anterior, Eto’o, deixou o clube para jogar no Anzhi. Mas outras mudanças vieram na janela de inverno: Thiago Motta, que atuou bastante na conquista do triplete, foi para o Paris Saint-Germain e Muntari, que veio do banco no 2 a 0 contra o Bayern, foi emprestado ao Milan. Logo após a saída de Milão, o ítalo-brasileiro explicou à Gazzetta os motivos de ir jogar na França: “A saída de Eto’o afetou muito o time, ele era quem poderia sempre fazer a diferença”. Thiago Motta havia percebido que com o mesmo grupo, os títulos não voltariam à Appiano Gentile. Faltava motivação.

Ao contrário do primeiro ano após o triplete, a manutenção dos campeões já não se mostrava tão importante e passava longe de ser garantia de sucesso. Ao mesmo tempo que os jogadores renomados saíam, a Inter apostava em atletas mais jovens e, no elenco principal, o espaço para a categoria de base aumentava.

Em recente entrevista à revista El Grafico, Cambiasso tratou como natural a queda do elenco depois do acumulado de conquistas e isentou Mourinho de culpa de uma eventual queda física e psicológica do time. “Desde que ele saiu, falou-se muito disso, mas acho que depois de um ano, em que ganha tudo é normal ter uma queda, pois as expectativas são para ganhar tudo de novo, mesmo que estejamos com menos energia do que antes. [O degaste de um elenco após ganhar tudo] Não é um problema exclusivo de equipes treinadas por Mourinho”. Esta baixa tratada como natural por um dos líderes do elenco para alguns jogadores não durou apenas uma temporada e foi um atalho para a saída de Milão.

Os brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, que foram muito bem em 2009-10, já não rendiam o mesmo que antes. O protagonista na criação de jogadas, Sneijder também pouco aparecia em campo e vivia às voltas com lesões. O holandês jogou nos primeiros dois anos de contrato 78 vezes e, neste último um ano e meio, foram apenas 37 participações. Além da queda de rendimento em campo, o sucesso que os atletas conquistaram com a Inter fez com que muitos contratos do elenco fossem renegociados em momentos de alta e os custos salariais dos nerazzurri subiram. Por outro lado, dentro de campo o rendimento era ruim em relação aos vencimentos recebidos.

Os insucessos em 2011-12 consumiram técnicos. Gian Piero Gasperini foi um desastre, Claudio Ranieri teve bons resultados, mas não foi constante e, na reta final, o jovem Andrea Stramaccioni foi escolhido para conduzir o processo de renovação nerazzurro e conseguiu classificar a Inter para a Liga Europa. Com o treinador romano, o espaço para os campeões, que não rendiam bem, diminuiu e, no início de 2012-13, três titulares dos anos mais vencedores foram negociados. Lúcio, após recisão amigável, acertou com a Juventus; Júlio César, que perderia espaço com a chegada de Handanovic, foi jogar no Queens Park Rangers e Maicon acertou com o Manchester City.

O dinheiro recebido com as transferências foi mínimo, mas a Inter economizou 13 milhões de euros anuais com a liberação do trio. As baixas da base campeã de tudo seguiram com as aposentadorias de Córdoba e Orlandoni, reiterando que o elenco de 2009-10 contava com muitos veteranos. A saída da dupla limpou outros 3,2 milhões de euros da folha salarial interista. No ambiente de crise europeia, a aposta na base e o corte de gastos foi a alternativa encontrada pelos clubes italianos e a Inter não fugiu disso.

Mas um dos jogadores com maior salário da Itália ainda seguia sem futuro definido. Sneijder perdia importância no elenco, devido às lesões, e a equipe já havia ganhado outra forma de jogar sem ele - com Guarín, Coutinho, Cassano e Palacio. Ele relutava em renegociar seu salário e, depois de meses de impasse e longa negociação, o holandês não aceitou o corte de cerca dois milhões de euros anuais e também deixou a Inter para jogar no Galatasaray por 7,5 milhões de euros. Os turcos pagaram 6 milhões para Wes assinar e, além do salário de 3,5 milhões anuais, ofereceram diversos bônus para o jogador.

Com a saída de Sneijder em janeiro de 2013, dos 11 titulares da final, apenas cinco continuam no elenco e, dos sete que estiveram no banco de reservas, apenas Mariga e Stankovic seguem na Inter. A reconstrução parece estar próxima da conclusão, pois a maior parte dos remanescentes dos anos de glória está se aproximando da aposentadoria que deve ocorrer vestindo nerazzurro. Por outro lado, ao fim da temporada, o contrato de Samuel se encerra e ele pode deixar o clube juntamente a Milito, que pode retornar ao Racing.

Para o futuro, o caminho deve ser seguir apostando em Stramaccioni e em jogadores da base do clube, que tem tido sucesso nos últimos anos. Além disso, com as saídas dos campeões, a folha salarial foi desafogada e, aos poucos, a tendência é que o poder de investimento seja recuperado. Os atuais alvos de mercado da Inter (Belhanda, van der Wiel, Jung, Quintero, Weiss e Schelotto, por exemplo) mostram que a renovação pode acontecer com qualidade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

21ª rodada: Pogbamania

Pogba: o poder de decisão que vem do banco. Por enquanto (AP)
Mais uma vez, a Juventus contou com tropeços de suas adversárias para se distanciar na ponta do campeonato. Se nas últimas rodadas a Velha Senhora havia desperdiçado pontos, desta vez a equipe voltou a entrar nos eixos e jogou como Juve. O grande responsável pela vitória sobre a Udinese foi Pogba, que substituiu um machucado Pirlo, mas parece cada vez mais apto a ser titular do time, depois de outra incrível atuação. Resta a Conte pensar se ele deve mesmo entrar e no lugar de quem - visto que é um jogador versátil. Leia também sobre os empates de Lazio, Napoli, Fiorentina, Inter e Roma; além da vitória de um Milan em ascensão. No fundo da tabela, também teve mais uma demissão de técnico.

Juventus 4-0 Udinese
Parece que a Juve finalmente acordou para 2013. Depois de duas atuações bem abaixo da média e apenas um ponto conquistado, contra Sampdoria e Parma, a Velha Senhora reencontrou o bom futebol e venceu pela primeira vez no ano na Serie A. Contra uma Udinese muito tímida, que preferiu se fechar em seu campo, a equipe de Conte não teve dificuldades para impor um ritmo intenso do início ao fim do jogo. Enfrentando forte retranca, o gol não poderia ter saído de outro jeito: com chute de fora da área. A mais de 30 metros de distância do gol, Pogba acertou belo chute (que alcançou 101 km/h) no alto, deixando o goleiro Padelli sem chances.

Após o intervalo, Pereyra deu lugar ao gripado Di Natale. A Udinese, porém, não conseguiu mudar muito sua proposta de jogo e permaneceu sendo pressionada pelos donos da casa. Aos 21, então, Pogba apareceu de novo e acertou outro belo chute de fora da área, dessa vez rasteiro. Os 2 a 0 no placar obrigaram a Udinese a se abrir um pouco e a partida ficou mais fácil para a Juve, que marcou mais duas vezes, com Vucinic e Matri. Com o resultado, o time de Turim chega aos 48 pontos e abre cinco de distância para os perseguidores Lazio e Napoli. A Udinese, por sua vez, teve sua série invicta de seis jogos quebrada e continua no meio da tabela. (Rodrigo Antonelli)

Palermo 2-2 Lazio
Em jogo movimentadíssimo na Sicília, a Lazio mais uma vez mostrou força e organização, apesar do resultado não tão favorável. Com o empate, a equipe romana deixou a Juve aumentar a vantagem na liderança para cinco pontos, mas poderia ter sido pior. O jogo começou com o time de Petkovic tomando as ações e controlando bem os donos da casa. Logo aos 10 minutos, Floccari, substituindo Klose, aproveitou bobeira da zaga palermitana e fez 1 a 0. O próprio Floccari, melhor jogador em campo, teve um gol mal anulado poucos minutos mais tarde.

A partir daí, a Lazio se encolheu e passou a apenas se defender. A resistência biancoceleste durou até os 24 minutos da etapa final, quando Arévalo Ríos não teve dificuldades para aproveitar cruzamento de Dossena e empatar o jogo. E a Lazio sentiu o baque do gol. Um minuto mais tarde, a marcação desorganizada deu espaço para Ilicic e Miccoli criarem e tocarem para Dybala fazer o gol da virada. Antes de terminar, Floccari ainda teve tempo de sofrer falta dentro da área e presentear Hernanes com um pênalti. O brasileiro não errou e ajudou a Lazio a conquistar um ponto que mantém o time forte na briga para ser anti-Juve. (RA)

Roma 1-1 Inter
No jogo que fechou a rodada, no Olímpico, as duas equipes tiveram apenas 45 minutos de bom futebol. Muito prejudicadas pelo cansaço depois de jogarem prorrogações na Coppa Italia, Roma e Inter acabaram amargando um empate que pouco serviu para suas ambições. A Inter, bem desfalcada, se queixa menos pelo resultado, já que se manteve na 4ª posição, com 39 pontos. Já a Roma caiu para a 7ª, com 33 pontos, e viu a ultrapassagem do Milan acontecer.
 
Em campo, a Roma começou a toda velocidade, mas parava em Handanovic e em bom posicionamento da zaga azul e preta. No entanto, aos 21 minutos, Daniele Orsato viu pênalti inexistente de Ranocchia sobre Bradley. Totti converteu o gol da merecida vantagem romana. Depois de sofrer o gol, as ações se equilibraram um pouco mais e Livaja acertou a trave. Já nos acréscimos, após boa jogada de Guarín, Palacio marcou o gol do definitivo empate. No segundo tempo, nas poucas chances criadas pela Roma, Handanovic foi bem; e em outras duas Piris desperdiçou. A Inter, mais defensiva, chegou ainda menos. Na quarta, as duas equipes voltam a se enfrentar, pela ida das semifinais da Coppa Italia.

Fiorentina 1-1 Napoli
A Fiorentina ainda não conseguiu vencer em 2013. Em Florença, o time viola ficou no 1 a 1 com o Napoli de Cavani. A primeira meia hora de jogo foi bem conturbada, uma vez que saíram cinco cartões amarelos. Até ali, nenhuma equipe teve uma boa chance para vencer os goleiros até que Roncaglia fez lançamento longo, do meio de campo (!), e De Sanctis saiu mal do gol. Na confusão, o goleiro trombou com Britos e deixou a bola entrar. Ainda no primeiro tempo, Cavani bateu falta e Neto fez boa defesa. O arqueiro da Fiorentina, contudo, não conseguiu salvar uma forte cabeçada do uruguaio, em assistência de Hamsík. Este foi o 100º gol de Cavani na Serie A, 66 deles com a camisa napolitana.

O Napoli só não virou a partida, na etapa final, porque Neto não deixou. Aliás, o goleiro brasileiro virou titular, mesmo com o frango da semana passada, uma vez que Viviano, ex-selecionável da Squadra Azzurra e torcedor confesso da Fiorentina, não impressionou jogando por seu clube do coração. No fim do jogo, Inler e Pandev não conseguiram passar por Neto e dar a vitória aos partenopei, que não conseguiram diminuir a distância da Juventus. O Napoli, com 43 pontos, é vice-líder ao lado da Lazio e encara o Parma na próxima rodada; a Fiorentina, 5ª colocada, pega o Catania na Sicília. (Murillo Moret)
 
Milan 2-1 Bologna
Desde a 8ª rodada, nenhuma equipe soma tantos pontos quanto o Milan. Apesar de impressionar pouco, os rossoneri estão em alta desde meados de outubro e, pela primeira vez no campeonato, encostaram na zona de classificação para competições europeias - está apenas dois pontos atrás da Fiorentina, quinta colocada. Com isso, Allegri afastou e muito as dúvidas sobre seu futuro - ao menos até o fim da temporada.
 
Contra o Bologna, o Milan decidiu a partida apenas no segundo tempo, com dois gols de Pazzini - que já havia marcado três no primeiro turno contra os bolonheses. O segundo gol, nos minutos finais, foi uma pintura: o atacante ainda chapelou Portanova antes de fuzilar Agliardi. Agora, a dupla formada por ele e El Shaarawy é a mais prolífica no campeonato, com 24 gols marcados - mesmo número que Cavani e Hamsík. O Bologna ainda diminuiu com gol contra de Mexès, mas não adiantou.

Genoa 0-2 Catania

No Marassi, mais um tropeço do Genoa em casa. Tropeço que acabou custando a cabeça de Luigi Delneri, que em 13 jogos viu sua equipe perder 9 vezes, empatar 2 e vencer outras 2. Muito pouco para quem assumiu com a tarefa de ao menos conseguir fazer uma temporada sem sustos. Davide Ballardini volta à Ligúria depois de dois anos, sem muitas perspectivas de melhoras, mas com a obrigação da salvezza.

Com a bola rolando, logo no primeiro lance ficou a sensação de que Genoa e Catania fariam um jogo movimentando, depois que Borriello desperdiçou uma chance em cruzamento de Olivera. Desperdício que viria custar caro posteriormente, já que pouco depois o time siciliano abriu o placar em boa trama com seu trio ofensivo, quando Barrientos lançou Gómez nas costas da defesa. O argentino apenas ajeitou para Bergessio, livre de marcação dentro da área, completar. Na pressão grifone, o time de Maran aguentava firme e levava perigo em contra-ataques esporádicos. Num deles, já no final, Izco arrancou pelo meio e serviu Barrientos, livre pela direita, que chutou colocado no canto de Frey e manteve o Catania na parte alta da tabela. (Arthur Barcelos)

Chievo 1-1 Parma

Jogo de pouca emoção no Vêneto. Com um ótimo aproveitamento em casa (a única equipe que ainda não perdeu em seu território), o Parma de Donadoni não costuma fazer muito fora do Tardini. Mesma situação do irregular Chievo, que sempre fazendo campanhas seguras, sem sustos. Taticamente, ambas as equipes foram a campo no 3-5-2, e com uma postura de falta de ousadia e agressividade. Com tanta igualdade, nada mais justo que um empate.

Na primeira etapa, quem criou as principais chances foram os donos da casa, que levaram perigo em contra-ataque no início de jogo, desperdiçado por Théréau. Pouco efetivo no ataque, o Parma surpreendeu quando na sua única finalização “certa”, abriu o placar com o garoto Belfodil após passe de Sansone, já nos minutos finais. Na etapa final, logo no início, outro jovem valor determinou o resultado final: em bola levantada na área, Paloschi levou a melhor no cabeceio e encobriu Mirante. E foi só. (AB)

Pescara 0-2 Torino
 
A terceira vitória do Torino nos últimos quatro jogos veio fora de casa, em pleno estádio Adriatico, ante o Pescara e garantiu ainda mais tranquilidade para os comandados de Ventura. Sem poder contar com o matador Bianchi, substituído pelo estreante Barreto, coube ao ex-romanista Cerci ser o protagonista da bela vitória por 2 a 0 sobre o time do Abruzzo. O triunfo começou a tomar forma logo aos quatro minutos, quando Cerci acertou bom cruzamento e Santana apareceu, em posição duvidosa, para abrir o placar. Com pouca inspiração de Jonathas e Celik, o time do Pescara pouco pressionou o goleiro Gillet. Já no final do primeiro tempo, a tabela entre Cerci e Meggiorini, deixou o camisa sete na frente de Perin para marcar o segundo gol. 
 
Nem mesmo as entradas de Abbruscato e Cascione melhoraram a eficiência ofensiva do Pescara, que ainda viu Weiss ser expulso na segunda etapa, depois de duas tentativas de simulação de falta. Com a derrota, o time azul e branco é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, com 20 pontos, três a mais que o Genoa, enquanto o Torino subiu para a 11ª colocação, com 26 pontos. (Caio Dellagiustina)

Siena 1-0 Sampdoria

Depois de seis derrotas consecutivas, enfim o Siena venceu. A primeira vitória de Giuseppe Ianchini no comando do time bianconero veio através de uma regular atuação da equipe toscana, ante uma Sampdoria irreconhecível perante aquela que venceu a Juventus. Depois de um primeiro tempo sem emoções, o Siena voltou para a segunda etapa disposto a ainda poder sonhar com a permanência, mas o trio Reginaldo, Paolucci e Rosina pouco produziu.

Sem ainda poder contar com o recém-contratado Pozzi, o treinador Ianchini apostou em Bogdani. E bastaram oito minutos em campo para que o albanês deixasse sua marca. Após cruzamento de Sestu, o atacante subiu mais que seu marcadore cabeceou no canto do goleiro Romero. Uma das poucas vitórias do Siena na competição pode ter sido o fio de esperança que faltava para que o time embale e se livre do rebaixamento, apesar de ainda estar a seis pontos do Pescara, primeiro time livre. A torcida, por sua vez, vaiou o time - por causa, sobretudo, das saídas de Calaiò e Larrondo. Já a Sampdoria espera repetir as boas atuações contra Juventus e Milan para voltar a vencer e subir na tabela. (CD)

Atalanta 1-1 Cagliari
A neve no Azzurri d’Italia atrasou a partida entre Atalanta e Cagliari por 30 minutos. Com a bola rolando, bastaram dois para Canini se enrolar com a bola, após cruzamento de Sau, e marcar gol contra. A equipe da casa entrou em campo toda remendada, pois não contava com Lucchini, Schelotto, Marilungo, Capelli e Bellini, além de ter as baixas dos suspensos Carmona e Raimondi. Giorgi, fazendo sua estreia pela Atalanta, quase empatou a partida na sequência, mas a bola passou ao lado da meta. Denis teve a chance de igualar o marcador no fim do primeiro tempo, depois de um cruzamento realizado por Moralez. No entanto, Pisano, posicionado em cima da linha do gol, salvou o Cagliari.

O empate saiu na etapa final, com Stendardo, que desviou o escanteio de cabeça e venceu o goleiro Agazzi. A expulsão de Giorgi no minuto 35 quase foi um desastre para a Atalanta, que viu o Cagliari dominar a partida e pressionar em busca da vitória. Conti, de bicicleta, quase deu os três pontos ao time da Sardenha, mas a bola passou por cima da meta de Consigli. O resultado final foi péssimo para o Cagliari, que permanece na 17ª colocação, três pontos a frente do Genoa, primeiro time na zona do rebaixamento. Na próxima rodada, ainda encara um Palermo quase em alta, em casa. A Atalanta está na 13ª posição, com 23 pontos, e pega o Milan, em Bérgamo. (MM)
 
Relembre a 20ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada

Handanovic (Inter); Dossena (Palermo), Marquinhos (Roma), Bonucci (Juventus), Constant (Milan); Izco (Catania), Pogba (Juventus), Cerci (Torino); Vucinic (Juventus), Pazzini (Milan), Floccari (Lazio). Técnico: Rolando Maran (Catania).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Força jovem, parte 2

Boakye, destaque do líder Sassuolo, é um dos muitos jovens que ganham espaço para brilhar na segundona e podem estourar nos próximos anos (canaljuve.it)

Se, como já escrevemos, os clubes da Serie A vêm dando espaço e investindo na juventude devido à crise econômica, além da mudança de mentalidade que vem se alterando por influência direta de Cesare Prandelli, Demetrio Albertini, Gianni Rivera, entre outros, a Serie B é um bom celeiro para que esses jovens se desenvolvam.

Enquanto alguns clubes ainda buscam se adaptar e renovar, emprestar jovens valores dos times de base (Primavera e Berretti, sub-19 e 18, respectivamente, e até aqueles “encostados” no time principal) aos times da segunda divisão do futebol vem sendo boas alternativas.

Na última temporada, o velho Zdenek Zeman mais uma vez trabalhou com vários jovens e colheu ótimos frutos com seu Pescara, campeão da competição. Ciro Immobile, Lorenzo Insigne, Marco Verratti, Marco Capuano, Simone Romagnoli, Gianluca Caprari e Moussa Koné são alguns exemplos. Hoje, os quatro primeiros já são realidade e esperança para o futebol italiano.

Ainda na temporada 2011-12, o vice-campeão Torino de Giampiero Ventura também contou com bons jovens valores, como Angelo Ogbonna, Matteo Darmian, Alen Stevanović, Danilo D'Ambrosio, Kamil Glik e Migjen Basha. Clubes como Sassuolo, Hellas Verona e Varese também são bons exemplos, valorizando a juventude.

Fizemos um levantamento sobre os jovens jogadores da Serie B: na atual temporada, 2012-13, 112 jogadores até os 23 anos (salvo três exceções), estão ligados a equipes da Serie A, e jogam a segunda divisão. Veja a lista completa dos jogadores e suas equipes aqui.

A soberana Juventus, líder da elite, também lidera no número de jogadores cedidos: 14, à frente de Milan e os “negociadores” Parma e Genoa. Bologna e Cagliari são os únicos times que não tem nenhum jovem emprestado a um time da B.

Dentre os emprestados, muitos têm conseguido um lugar no time titular e não vem decepcionando na competição. Casos de Boakye (Juventus, Sassuolo), Ardemagni (Atalanta, Modena), Zaza (Sampdoria, Ascoli), Diego Farias (Chievo, Padova), Comi (Milan, Reggina), Mehmeti (Palermo, Novara), Catellani (Catania, Sassuolo), que estão presentes entre os principais artilheiros do campeonato.

Na defesa, Masi (Juventus, Pro Vercelli), Rodrigo Ely (Milan, Reggina), Rispoli (Parma, Padova), Polenta (Genoa, Bari), Benedetti (Inter, Spezia), Caldirola (Inter, Cesena), Barba (Roma, Grosseto), Anđelković (Palermo, Modena), Brosco (Pescara, Ternana), Alhassan (Genoa e Udinese, Novara) são destaques. Não obstante, os goleiros Bardi (Inter, Novara), Leali (Juventus, Virtus Lanciano) e Colombi (Atalanta, Modena) também merecem lembrança.
Entre os meio-campistas, o destaque vai para Bouy e Rossi (Juventus, Brescia), Fossati (Milan, Ascoli), Chibsah (Parma, Sassuolo), Lazarević (Genoa, Modena), Viviani (Roma, Padova), Signori (Sampdoria, Modena), Koné (Atalanta, Varese), Maiello (Napoli, Crotone), Moretti (Catania, Modena) e Raphael Martinho (Catania, Verona; tem jogado como lateral-esquerdo).

Vários nomes foram citados, mas também há os jogadores que não estão ligados a clubes da elite italiana. Alguns deles vem se destacando bastante na temporada. O ítalo-brasileiro Jorginho apareceu bem no Verona de Mandorlini em 2012 e já é realidade no time, sendo o regista da equipe, o que rendeu uma convocação para a Nazionale sub-21 de Devis Mangia e lhe faz ser especulado no Milan.

Comprado recentemente por Milan e Parma, Saponara, assim como Jorginho, apareceu na temporada passada e se consolidou na atual. Pelo Empoli, o jogador é um dos principais motivos da subida de rendimento nos últimos meses, jogando tanto como ponta-direita, como trequartista, ao lado do veterano Tavano, também se destacando. O garoto Daniele Baselli, co-propriedade entre Atalanta e Cittadella, é outro meio-campista que vem se destacando na B, e, assim como Jorginho, já foi convocado por Mangia, e vem despertando o interesse de clubes da A, como o próprio Milan.

Peça fundamental na melhor defesa do campeonato, Longhi, lateral-esquerdo do Sassuolo, não é grande apoiador (ainda assim tem duas assistências), mas muito eficiente na cobertura e nos desarmes. Outro que se destaca na defesa é Salamon, polonês do Brescia que apareceu muito bem no Foggia de Zeman em 2010-11, junto com Insigne, Koné, Romagnoli, Sau, Laribi, Regini, Rigione e Diego Farias, jogadores já citados aqui e todos com potencial. O camisa 14 da Lombardia é versátil, tático e tem bom passe, se destacando na saída de bola da equipe.

Promissor, o jovem Berardi apareceu em alguns jogos do líder Sassuolo e encantou. Com apenas 18 anos, já interessa a grandes clubes, graças à sua boa movimentação, agilidade e técnica. Até aqui, foram 3 gols (um deles em bela cobrança de falta) e 3 assistências para o ponta-esquerda de Di Francesco, que tem revezado com Catellani, do Catania, que também vem mostrando seu valor, com 4 gols e 5 assistências.

Técnica e velocidade também são características de Siligardi, jogador que teve boa passagem pelo time Primavera da Inter, mas acabou sendo relegado e envolvido no negócio que trouxe o promissor Bardi para Appiano Gentile. O meia-atacante demorou para ter sucesso vestindo azul e preto, mas hoje no Livorno se tornou um jogador objetivo e eficaz nas finalizações. É o principal destaque do surpreendente esquete livornês, vice-líder da B. São 9 gols (dois também em belas cobranças de falta) e 2 assistências.

Muito próximo de fechar com a Inter, Nicola Bellomo, do Bari, tem estilo parecido com o de Saponara, agora do rival Milan. Bellomo, que se diz interista desde pequeno, vem se destacando pelo time de Puglia por sua visão de jogo e habilidade, lembrando um certo jogador da Inter, Antonio Cassano, também revelado pelo Bari. Foram 4 gols (e, novamente, dois gols de falta, igualmente bonitos) e 5 assistências. Nesse ritmo, não vai ser difícil ver novos pequenos talentos, de Bari Vecchia ou de qualquer lugar do mundo, tendo espaço na Serie A e ganhando o mundo. Há esperança.

São tantas emoções

No sufoco, Ranocchia marcou o gol que garantiu a classificação da Inter às semifinais da Coppa Italia, debaixo de uma neve fina que caía em Milão (Getty Images)
A Coppa Italia não tem sido valorizada por equipes, torcedores e pelos meios de comunicação faz tempo. Mas, neste meio de semana, dois jogões repletos de emoções ajudaram a resgatar a história de um torneio que já foi grande. Acompanhe o resumo das partidas que definiram a semifinal entre Inter e Roma. Na outra chave, Juventus e Lazio se enfrentarão para decidir a outra finalista.

Inter 3-2 Bologna
Tentando se torar uma pedra no sapato da Inter, o Bologna de Pioli deu susto aos poucos mais de 8 mil torcedores presentes no vazio Giuseppe Meazza. Por culpa da própria Inter, que teve várias chances de matar o jogo, mas levou o empate em três minutos e por pouco não sofreu a virada no final. Como contra o Pescara, a Beneamata teve atuação segura, sem muitos sustos na defesa, mesmo com os vacilantes Jonathan e Juan Jesus no 11.

Em boa parte dos 90 minutos, o domínio foi interista, levando vantagem na posse de bola, e utilizando do recurso para cadenciar o jogo e, esporadicamente, explorar as falhas do time emiliano. Mesmo em ritmo baixo, Cassano e Guarín davam trabalho para a marcação rossoblù, e aos 33 minutos fizeram jogada fatal: lançamento do garoto Benassi para Cassano na esquerda, que fez sua tradicional cortada para o centro, achando Guarín, livre de marcação. O colombiano ainda teve tempo para enganar o marcador e acertar chute forte da entrada da área, no canto alto esquerdo de Agliardi.

Na segunda etapa, o Bologna só foi conseguir produzir algo com as entradas de Gabbiadini e Kone, voltando à sua formação titular, no 4-2-3-1, desmontando o 3-4-1-2 de Stramaccioni, que contou com Palacio para ampliar a vantagem interista em momento em que o time da Emília-Romanha era superior: chutão de Juan Jesus pra frente, domínio e passe de Cassano (registrando sua segunda assistência na partida, a nona na temporada, em 25 jogos) para o argentino completar com um corte sobre Pazienza e finalizar de fora da área, pegando Agliardi desprevinido.

Porém, bastaram quatro mintuos para o Bologna, que não sentiu o gol, diminuir: em bela cobrança de falta, Diamanti marcou o terceiro golaço do jogo. Três minutos depois, descida de Marco Motta pela direita e bola levantada na área. Enquanto Juan Jesus saía para dar combate, Ranocchia ficou em Gilardino e Silvestre na sobra, mas Jonathan errou o tempo da bola e não conseguiu cortar, deixando para Gabbiadini apenas escorar e empatar. O brasileiro, aliás, teve mais uma atuação bisonha, o que deve fechar as portas para novas oportunidades na Inter, que busca contratar Schelotto, da Atalanta, para sua posição.

Na prorrogação, foram 15 minutos distintos para cada equipe: os primeiros foram de domínio rossoblù, enquanto a Inter resistia firme e se poupava, mostrando-se uma boa opção, já que a equipe da casa (reposicionada no 4-4-2 desde o primeiro tempo) criou boa parte das chances de gol do segundo tempo, especialmente com Zanetti e Guarín pela direita. 'Il Capitano', por sinal, deu outra demonstração de sua invejável forma física, produzindo essa chanche,  parando na trave, e sendo o melhor jogador em campo, ocupando espaços e conduzindo as jogadas de ataque da Inter.

Quando tudo se encaminhava para a disputa por pênaltis, escanteio no último minuto. Guarín, se destacando cada vez mais desde que passou a atuar mais adiantado, cobrou e Ranocchia, soberano, subiu para cabecear e encobrir Agliardi e Portanova, garantindo a classificação interista. A equipe de Milão que terá pela frente a Roma, nos dias 23 e 30 de janeiro, em Roma e Milão, respectivamente. 

Fiorentina 0-1 Roma

O ofensivo 4-3-3 da Roma foi deixado de lado por Zdenek Zeman para classificar o clube da capital à semifinal da Coppa Italia, ao derrotar a Fiorentina na prorrogação. Sem Lamela, Osvaldo e Totti, o tcheco apostou em Pjanic, Destro e Florenzi no ataque, sendo auxiliados por Bradley e De Rossi, pelo meio, e Balzaretti e Piris, nas alas. A Fiorentina jogou apenas sem Viviano, relegado ao banco para a entrada de Neto.

Os primeiros 15 minutos foram de extrema correria. Jovetic foi lançado atrás da zaga e passou por Goicoechea, mas foi marcado o impedimento; Florenzi, por sua vez, parou nas mãos de Neto e, na sobra, Pjanic não conseguiu aproveitar. Destro saiu da marcação de três jogadores e chutou cruzado. A bola passou muito perto da trave direita. Após os 30 minutos, o único lance de perigo foi uma falta cobrada por Aquilani; a bola explodiu no travessão.

Logo no retorno do intervalo, Tomovic vacilou, Destro cruzou e Neto fez uma defesa fantástica em finalização de Florenzi. A Roma teve a chance de abrir a contagem em Florença em contra-ataque puxado por Bradley, que resolveu não tocar para algum de seus três companheiros. Resultado: a Fiorentina retomou a posse.

Depois de Aquilani, na falta da primeira etapa, foi a vez de Borja balançar a trave com um potente remate que acertou a trave. Destro tentou vencer Neto com uma cavadinha, após passe de Florenzi, mas Savic, na pequena área, conseguiu afastar de cabeça. Na prorrogação, o gol da vitória chegou com Destro, após cruzamento de Piris, debaixo da trave. Na sequência, Cuadrado ainda acertou a trave e, na sobra, cabeceou para ótima defesa de Goicoechea. Antes do fim da partida, Taddei, Cuadrado e Dodô foram expulsos.