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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Parada de inverno, parte 2

Apenas 20 anos e tanta liderança: Pogba virou titular e é um destaques da Juve, que vai em busca do tri (AP)
Publicado também na Trivela.

Com a proximidade do ano novo, a ansiedade para a volta da Serie A cresce. A partir do próximo domingo, 5, a bola volta a rolar na Itália, antecipando a 18ª rodada, que terá sete dos seus jogos no Dia de Reis, uma das datas mais comemoradas na Bota. Com o mercado reaberto a partir desta sexta, 3 de janeiro, as equipes darão início ao chamado "mercado de reparação", buscando resolver de forma pontual alguns problemas na montagem do elenco.

Na expectativa para a volta do campeonato, trazemos a segunda parte do nosso especial do primeiro turno, com a análise das equipes classificadas entre a 10ª e a 1ª posição, além das seleções dos melhores e piores da temporada até então (veja aqui a parte um do especial). Acompanhe abaixo e fique atento a nosso Twitter e nosso Facebook, através dos quais traremos as informações do mercado e o que de mais importante movimentar o noticiário. Boa leitura!

Lazio
10ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 5 vitórias, 5 empates, 7 derrotas. 22 gols marcados, 26 sofridos.
Time-base: Marchetti; Cavanda (Konko), Cana, Ciani, Radu (Lulic); Onazi (Ledesma); Candreva, Biglia, Hernanes (Ederson), Lulic; Klose (Perea, Floccari).
Treinadores: Vladimir Petkovic até a 17ª rodada, Edoardo Reja a partir de 2014
Destaque: Antonio Candreva, meia-atacante
Artilheiros: Antonio Candreva e Miroslav Klose, com 4 gols
Garçom: Antonio Candreva, com 3 assistências
Decepção: Hernanes, meio-campista
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 2, na 14ª e 15ª rodadas
Maior sequência de invencibilidade: 3, da 5ª à 7ª rodada
Maior sequência sem vencer: 6, da 10 à 15ª rodada
Fair play: 36 cartões amarelos e 2 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga Europa

O nome é Lazio, mas pode chamar de queda livre que atende. A equipe romana fez um excelente início de campeonato em 2012-13 e fechou o primeiro turno com a vice-liderança. Porém, em 2013 o desempenho dos aquilotti foi pífio: apenas 45 pontos, o que corresponderia à 12ª posição do Chievo no último campeonato, para efeitos de comparação. Muito pouco para uma equipe que tem peças como Marchetti, Candreva, Hernanes, Lulic e Klose, importantes para as seleções de seus países. Na Liga Europa, apesar da classificação para a fase de mata-mata, a Lazio ficou em segundo lugar em seu grupo, atrás do Trabzonspor, que tem um orçamento bem reduzido em comparação ao seu. A impressão é de que o ciclo de Vladimir Petkovic, que ficou perto de acabar em 2012-13 e só continuou por causa do título da Coppa Italia, estava mesmo chegando ao fim. E chegou, depois que o treinador foi anunciado como sucessor de Ottmar Hitzfeld na seleção suíça, após a Copa do Mundo. O presidente Claudio Lotito, insatisfeito com o técnico e irritado por não ter sido avisado das negociações, o demitiu por justa causa e deu nova chance a Edy Reja, seu antecessor.

Reja terá alguns desafios de difícil resolução, mas terá carta branca em seus dois anos de contrato. De positivo em sua chegada, é que o grupo é formado quase em sua totalidade por jogadores que já trabalharam com ele antes, de forma que ele provavelmente manterá o esquema de Petkovic. Suas outras missões serão ajeitar a defesa, que precisa de reforços e que não tem visto o melhor Marchetti e, sobretudo, fazer o time depender menos de Klose – com suas lesões ao longo de 2013, o time caiu muito sem ele em campo –, e também de Candreva, que continua jogando bem, mas precisa de apoio. Quem tem se omitido e merecerá trabalho específico de motivação é Hernanes, que faz um péssimo campeonato: em 13 jogos (porque, mesmo bem fisicamente, ele não é mais titular absoluto e vê a sombra do compatriota Ederson) são dois gols marcados, nenhuma assistência e, segundo dados do Corriere dello Sport, apenas oito ocasiões de gol criadas – Candreva criou 35 e Ederson 17. Além de motivar o meia, Reja terá de recuperar a confiança da torcida, que foi do céu ao inferno em sua avaliação. Quando o técnico nascido na fronteira da Itália com a Eslovênia chegou, em 2010, salvou a equipe do rebaixamento, e depois a levou duas vezes à Liga Europa – a torcida, exigente, queria mais. Para querer mais neste ano, a Lazio precisará do melhor Hernanes e de alguns reforços.

Genoa
9ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 5 vitórias, 5 empates, 7 derrotas. 17 gols marcados, 20 sofridos.
Time-base: Perin; Antonini, Portanova, Manfredini; Vrsaljko, Biondini, Matuzalém (Lodi), Antonelli (Marchese); Fetfatzidis (Bertolacci), Kucka; Gilardino.
Treinadores: Fabio Liverani, até a 6ª rodada, e Gian Piero Gasperini, a partir de então
Destaque: Mattia Perin, goleiro
Artilheiro: Alberto Gilardino, com 7 gols
Garçom: Matuzalém, com 3 assistências
Decepção: Ricardo Centurión, meio-campista
Maior sequência de vitórias: 3, da 10ª à 12ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, na 1ª e 2ª e na 5ª e 6ª rodadas
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 10ª à 15ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, da 13ª à 17ª rodada
Fair play: 33 cartões amarelos e 3 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga Europa

O Genoa começou a temporada como uma incógnita. Com menor investimento do que nos anos anteriores, a equipe apostava no ex-jogador Fabio Liverani como técnico, após bons resultados nas categorias de base. A equipe apostava, também, em alguns jovens jogadores, como Perin e Vrsaljko, mas principalmente no centroavante Gilardino, que seria alimentado por Kucka e Lodi. Tudo deu errado, porém. Nas seis primeiras rodadas, os genoveses acumularam quatro derrotas, e nem a vitória fácil por 3 a 0 no dérbi local contra a Sampdoria salvou a pele de Liverani. Com isso, Gian Piero Gasperini retornou a Gênova para assumir o comando do time e para recolocar a carreira nos eixos. O casamento está dando certo novamente e dá para dizer que técnico e time foram feitos um para o outro: desde que voltou à elite, o Genoa alcançou suas melhores colocações sob o comando de Gasp, e após sua saída brigou contra o rebaixamento.

Em sua segunda passagem pelo clube grifone, Gasperini mantém o 3-4-3 como base, mas não tem se furtado a mudar de esquema tático, e utiliza muito o 3-5-2 como alternativa, e até mesmo o 4-4-1-1 e o 4-3-1-2 estão em seu cardápio. Logo nos seis primeiros jogos após sua chegada, o Genoa conquistou quatro vitórias e um empate. Depois parou de vencer, e acumulou três empates e duas derrotas, mas é verdade que a grave lesão de Kucka, que não volta mais em 2013-14, atrapalhou os planos, uma vez que Lodi não se adaptou a Gênova e está de saída – com isso, meias e atacantes de flanco devem ser objetivos no mercado. Com Kucka fora de combate e Lodi em má fase, os laterais passaram a ter mais importância no esquema tático do treinador, que já mandou a campo quatro laterais em alguns jogos para intensificar o jogo pelos flancos – tem dado certo, e Antonini e Marchese, muitas vezes como zagueiros, e Vrsaljko e Antonelli fazem bom campeonato. Quem também vem bem é Gilardino, que desde que voltou a ter um time jogando para si, tem sido uma máquina de fazer gols. No outro lado do campo, quem também se destaca é o jovem goleiro Perin, que segue em evolução e tem a segunda maior média de defesas no campeonato, com 70 em 17 jogos.

Parma 
8ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 4 vitórias, 8 empates, 5 derrotas. 23 gols marcados, 25 sofridos.
Time-base: Mirante; Cassani, Lucarelli, Felipe; Biabiany, Gargano (Acquah), Marchionni, Parolo, Gobbi; Amauri (Sansone), Cassano.
Treinadores: Roberto Donadoni
Destaque: Marco Parolo, meio-campista
Artilheiros: Antonio Cassano e Marco Parolo, com 6 gols
Garçons: Antonio Cassano e Mattia Cassani, com 3 assistências
Decepção: Amauri, atacante
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 2, na 2ª e 3ª e na 10ª e 11ª rodadas
Maior sequência de invencibilidade: 6, da 12ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 1 à 4ª rodada, e da 14ª à 17ª rodada
Fair play: 54 cartões amarelos e 3 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga Europa

Em seu terceiro ano à frente do Parma, Roberto Donadoni vai conseguindo mais uma vez uma posição boa na tabela, que permite aos parmiggianos sonharem com a volta às competições europeias. Falta, porém, começar a vencer mais, fora e dentro de casa, já que o Parma tem 8 empates (quatro em casa e quatro fora) e lidera estes quesitos no campeonato. O alto número de empates pode ser creditado à falta de um centroavante eficiente, uma vez que Amauri conseguiu passar em branco na primeira parte da Serie A mesmo com Cassano, Parolo, Sansone, Cassani e Biabiany como garçons. Além disso, Cassano é o jogador que mais cria chances de gol no campeonato, de acordo com dados da Lega Serie A.

Cassano, Biabiany e Parolo, que fazem bom campeonato, podem deixar a Emília-Romanha ainda neste mercado, e as suas eventuais saídas podem modificar, e muito, o panorama crociato. Enquanto Fantantonio mais uma vez entrou em litígio com a diretoria de um clube e deve retornar à Sampdoria, Biabiany está na mira da Juventus e Parolo interessa a Roma e Milan. Dificilmente os substitutos irão fazer Donadoni mudar muito a forma de jogar da equipe, que alterna entre o 3-5-2 e o 4-3-3, mas perder os três principais jogadores com o campeonato em curso vai requerer, no mínimo, um período de adaptação, até porque não há substitutos definidos, até agora. De qualquer forma, a boa defesa parmense deve ganhar ainda mais solidez, e pode ser a grande arma da equipe em 2014. O time voltou a contar com Paletta na reta final de 2013, que juntamente com Lucarelli, um dos melhores zagueiros do campeonato até o momento, deverá tornar mais difícil chegar ao gol defendido por Mirante.

Torino
7ª posição. 17 jogos, 25 pontos. 6 vitórias, 7 empates, 4 derrotas. 30 gols marcados, 24 sofridos.
Time-base: Padelli; Darmian, Glik, Moretti; D'Ambrosio (Darmian), Brighi (Farnerud), Vives, El Kaddouri (Basha), Pasquale (D'Ambrosio); Cerci, Immobile.
Treinador: Giampiero Ventura
Destaque: Alessio Cerci, meia-atacante
Artilheiro: Alessio Cerci, com 9 gols
Garçom: Alessio Cerci, com 7 assistências
Decepção: Nicola Bellomo, meio-campista
Maior sequência de vitórias: 3, da 15ª à 17ª rodada
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 13ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 8, da 5ª à 12ª rodada
Fair play: 48 cartões amarelos e 1 vermelho
Expectativa: Vaga na Liga Europa

Agora vai? A goleada por 4 a 1 sobre o Chievo, na última rodada do ano, foi a cereja no bolo de um bom ano fechado pelo Torino, que está invicto há cinco rodadas, e com quatro vitórias neste período. O resultado consolidou o melhor início de campanha do Torino nos últimos anos. Para se ter uma ideia, se a equipe acabar o campeonato nesta posição, terá sido a melhor desde 1991-92, quando a equipe foi terceira colocada na Serie A – depois, ficou apenas em nono, oitavo e décimo primeiro. A equipe treinada por Giampiero Ventura entrou na competição com o objetivo de salvar-se do rebaixamento, mas com a boa fase, tem o dever de (com cautela, claro) pensar mais alto e ambicionar uma vaga na Liga Europa – fora uma participação na extinta Copa Intertoto, em 2002, o Toro não joga uma competição continental desde 1993-94.

No terceiro ano sob o comando de Ventura, o Torino deixou o ofensivo 4-2-4 e se adaptou ao 3-5-2, o que tem se revelado uma jogada de gênio. O esquema demorou a ser assimilado, mas tem chegado a sua plenitude a partir de novembro. O módulo manteve o foco em Cerci, contratado em definitivo no início da temporada, e aproximou o jogador da seleção italiana ao matador Immobile, o que deixou o ataque mortífero. Não à toa Cerci tem 9 gols e lidera o ranking de assistências com 7 – Immobile não fica longe e tem 8 gols e 2 assistências. Quem também vinha bem na equipe é o lateral D'Ambrosio, que deixará a equipe ainda neste mercado, porque não quis renovar seu contrato – inclusive, ele já havia sido afastado. Com reforços para o meio-campo, a ala esquerda e, principalmente, para a defesa, o Torino pode incomodar mais. Para isto, ficar de olho nos descartes das maiores equipes e em jogadores pouco utilizados nos times médios pode fazer a diferença.

Verona
6ª posição. 17 jogos, 29 pontos. 9 vitórias, 2 empates, 6 derrotas. 31 gols marcados, 26 sofridos.
Time-base: Rafael; Cacciatore, González (Moras), Maietta, Agostini; Rômulo, Jorginho, Hallfredsson (Donati); Iturbe, Toni, Gómez Taleb (Martinho, Jankovic).
Treinador: Andrea Mandorlini
Destaque: Luca Toni, atacante
Artilheiros: Luca Toni e Jorginho, com 7 gols
Garçom: Luca Toni e Rômulo, com 5 assistências
Decepção: Samuele Longo, atacante
Maior sequência de vitórias: 3, da 6ª à 8ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 12ª à 14ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 5ª à 8ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 12ª à 14ª rodada
Fair play: 28 cartões amarelos e 2 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga Europa

Grande surpresa da temporada, o Verona é uma prova de que dar continuidade a um trabalho de longo prazo pode premiar. Andrea Mandorlini é o técnico da equipe há quatro anos, e tirou a equipe da terceira divisão, levando-a à disputa de uma competição europeia na volta à Serie A após onze anos de ausência. Ídolo na equipe vêneta, o treinador se destaca por conseguir manter o seu esquema tático, um 4-3-3 equilibrado e objetivo na fase ofensiva por um longo tempo, mesmo com a alteração de algumas peças. Com isso, o Verona tem a melhor campanha caseira no campeonato, com oito vitórias em casa, mesma quantidade da Juventus – porém, o Hellas perdeu para o Chievo, no dérbi da cidade, e tem esta desvantagem. Mandorlini ainda não conseguiu, porém, fazer o time render bem longe do Marc'Antonio Bentegodi, onde conquistou apenas cinco de seus 29 pontos. A favor do Hellas, o fato de que nenhuma das oito primeiras colocadas visitou o Bentegodi até o momento. Se mantiver a mágica do seu estádio, a equipe pode galgar posições na tabela.

Desde antes do campeonato, o Verona acerta. O mercado foi excelente: o diretor esportivo Sean Sogliano  se valeu de descartes de outras equipes, para montar um elenco barato, que custa apenas 22,6 milhões de euros por ano – uma eventual classificação à Liga Europa já cobriria integralmente todos estes gastos, o que seria uma tacada de mestre. Alguns dos jogadores levados à sociedade scaligera estão rendendo muito no Vêneto, como Toni, Iturbe e Rômulo, destaques da equipe ao lado de Cacciatore, Rafael e Jorginho. Todos estes jogadores tem excelentes números individuais e juntos formam uma equipe com ares de esquadrão, que pode fazer os butei sonharem. A equipe entrou humilde, falando em conseguir 40 pontos para escapar do rebaixamento e precisa de apenas 11 para atingir a meta inicial. Já é hora de projetar o futuro.

Inter
5ª posição. 17 jogos, 31 pontos. 8 vitórias, 7 empates, 2 derrotas. 37 gols marcados, 21 sofridos.
Time-base: Handanovic; Campagnaro, Ranocchia (Rolando), Juan Jesus; Jonathan, Taïder (Kovacic), Cambiasso, Álvarez, Nagatomo; Guarín; Palacio.
Treinador: Walter Mazzarri
Destaque: Rodrigo Palacio, atacante
Artilheiro: Rodrigo Palacio, com 10 gols
Garçom: Ricardo Álvarez, com 6 assistências
Decepção: Andrea Ranocchia, zagueiro
Maior sequência de vitórias: 2, na 1ª e 2ª, 4ª e 5ª e 11ª e 12ª rodadas
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 8, da 8ª à 15ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 13ª à 16ª rodada
Fair play: 38 cartões amarelos e 3 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga dos Campeões

Após ficar fora de competições europeias pela primeira vez depois de 14 anos e, com 16 derrotas, atingir o recorde negativo de partidas perdidas em campeonatos com 20 equipes, a Inter iniciou um processo de reformulação que atingiu até a diretoria: o magnata Erick Thohir comprou 70% das ações do clube, mas Massimo Moratti continuou como sócio. Antes mesmo da venda do clube, Walter Mazzarri substituiu Andrea Stramaccioni e trocou algumas peças do elenco – a rigor, apenas Campagnaro, Rolando e Taïder, dentre as novas contratações, assumiram vaga no time titular. O esquema tático também se manteve, mas a Inter está decididamente mais organizada do que antes, embora ainda tenha alguns problemas – sobretudo na defesa, onde Ranocchia tem falhado demais –, acentuados pelas incertezas provocadas pela troca no comando da sociedade – afinal, ainda há indefinições quanto a orçamento de mercado, objetivos e nomes, uma vez que Thohir só concluiu a compra da Inter em meados de novembro.

A equipe nerazzurra começou o campeonato jogando bem e mostrando um futebol vistoso, com um jogo forte pelos flancos e com Jonathan e Álvarez, antes muito criticados, rendendo muito e ganhando vaga como titulares. Centroavantes costumam marcar muitos gols com Mazzarri e Palacio está cumprindo seu papel: contribuiu com 10 gols para o ataque que, com 37 tentos, é o segundo melhor do campeonato. Apesar disso, o argentino atua de forma muito isolada e às vezes falta criatividade à equipe, uma vez que o treinador ainda tem dúvidas sobre como organizar o meio-campo e não está seguro onde deve escalar Guarín, Álvarez e Kovacic. Os problemas ofensivos podem ser resolvidos quando Icardi e Milito estiverem 100% fisicamente e com a contratação de reforços – Guarín pode ser vendido e financiar a compra de um meia criativo ou atacante; fala-se em muitos nomes, de Lamela a Lavezzi. Na defesa, Ranocchia continua a não se adaptar a uma defesa a três e perdeu a titularidade na reta final para Rolando, que se mostra mais seguro no esquema. Até agora, o trabalho é bom, mas Mazzarri sabe que a falta de eficiência para matar jogos e as desatenções defensivas, inclusive, custaram pontos importantes à equipe. A Inter empatou demais (sete vezes), seis delas contra equipes que estão do meio para baixo na tabela. Além disso, em seis dos sete tropeços citados, a Inter tinha a vitória nas mãos, mas deixou escapar. Com 12 pontos a mais, a equipe seria vice-líder do campeonato.

Fiorentina
4ª posição. 17 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates, 4 derrotas. 33 gols marcados, 20 sofridos.
Time-base: Neto; Tomovic, Rodríguez, Savic, Pasqual; Aquilani, Pizarro (Ambrosini), Borja Valero; Cuadrado, Rossi, Joaquín (Vargas).
Treinador: Vincenzo Montella
Destaque: Giuseppe Rossi, atacante
Artilheiro: Giuseppe Rossi, com 14 gols
Garçom: Borja Valero, com 6 assistências
Decepção: Josip Ilicic, meia-atacante
Maior sequência de vitórias: 2, quatro vezes
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 1ª à 4ª e da 6ª à 9ª rodadas
Maior sequência sem vencer: 3, da 5ª à 8ª rodada
Fair play: 39 cartões amarelos e 2 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga dos Campeões

Prova máxima de que o futebol italiano pode produzir (e tem produzido cada vez mais) times ofensivos e que praticam um futebol vistoso, a Fiorentina mais uma vez faz um ótimo campeonato, mesmo sem contar com seu grande reforço em 14 das 17 rodadas disputadas até o momento. Mario Gómez, que chegou à Florença para substituir Jovetic e com um dos maiores salários da Bota, mostrando a ambição violeta, machucou o joelho na 3ª rodada e ainda pode ficar um mês sem jogar. Ele, que fora contratado para ser o goleador da equipe, tem assistido Rossi fazer um gol atrás do outro, substituindo-o à altura. Com 14 gols, Pepito é o artilheiro e um dos melhores jogadores do campeonato.

Nesta temporada, Montella fez uma modificação no esquema tático da equipe, que deixou o 3-5-2 e adotou o 4-3-3 logo após a lesão do matador alemão. Com o novo esquema, a equipe joga de forma similar à do ano anterior, com um atacante sendo protagonista (antes, Jovetic, agora Rossi), Cuadrado fazendo um excelente papel na ponta direita e Borja Valero dominando a meia cancha como nunca – jogando em tão alto nível, o espanhol poderia ser testado até no meio-campo cheio de opções da Fúria. O novo esquema fez com que o peruano Vargas voltasse a jogar bem, e assimilou boa parte dos reforços para esta temporada, especialmente Joaquín. O 4-3-3 também deu mais solidez à defesa, que até poderia ser reforçada, para garantir menos sustos, afinal a Fiorentina ainda desperdiça pontos bobos em casa e não tem um aproveitamento fabuloso no Artemio Franchi. Daqui para frente, Montella precisará avaliar como encaixar Gómez no time. Voltar ao 3-5-2 é uma opção, já que nesse momento afastar Beppe Rossi do gol pode enterrar as boas chances de o time brigar por uma vaga na Champions League.

Napoli
3ª posição. 17 jogos, 33 pontos. 11 vitórias, 3 empates, 3 derrotas. 36 gols marcados, 20 sofridos.
Time-base: Reina; Maggio, Fernández (Britos), Albiol, Armero; Inler, Behrami (Dzemaili); Callejón, Hamsík (Pandev), Insigne; Higuaín.
Treinador: Rafa Benítez
Destaque: Gonzalo Higuaín, atacante
Artilheiro: Gonzalo Higuaín, com 9 gols
Garçom: Gonzalo Higuaín, com 4 assistências
Decepção: Paolo Cannavaro, zagueiro
Maior sequência de vitórias: 4, da 1ª à 4ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, na 12ª e 13ª rodadas
Maior sequência de invencibilidade: 7, da 1ª à 7ª rodada
Maior sequência sem vencer: 2, na 12ª e 13ª rodadas
Fair play: 28 cartões amarelos e 2 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga dos Campeões

A venda de Cavani, por absurdos 65 milhões de euros, foi o ponto de partida para uma temporada de gastança em Nápoles. Com a grana obtida com o uruguaio, o presidente Aurelio De Laurentiis foi às compras para fazer com que o Napoli brigasse com mais força pelo título, algo que bateu na trave em dois dos últimos três anos. Higuaín chegou para fazer a função de matador, e Albiol, Callejón, Reina e Mertens foram contratados para dar maior peso ao elenco, cuja folha salarial inflou: de 53,5 mi para 75 mi/ano, a quinta maior do país. O time azzurro passou a ser comandado pelo experiente Rafa Benítez, substituto de Walter Mazzarri. Início de ciclo, com alguns remanescentes de temporadas anteriores, portanto. Um início bom, até o momento, com alguns tropeços naturais para um trabalho que ainda está sendo gestado, mas cujo objetivo inicial é estabelecer a equipe como concorrente a vagas na Champions League e ao título. A médio prazo, a ambição pode ser maior, e até mesmo a eliminação na LC, com 12 pontos em um grupo complicado, tem de ser analisada por um viés positivo.

Nas primeiras rodadas, a equipe de Benítez teve ótimo desempenho, e foi comandada por um Hamsík em estado de graça. Porém, o eslovaco caiu de produção vertiginosamente nas rodadas seguintes (e se lesionou, em seguida), e a equipe deixou de jogar em ritmo tão alto. É importante salientar que, apesar dos sete gols marcados, Hamsík ainda não deu uma assistência sequer, um vexame para quem foi líder no quesito, com 13, no ano anterior. Uma maior participação do trequartista pode ser fundamental para voos mais altos. Afinal, Higuaín, com o segundo maior salário do futebol italiano, vai fazendo valer cada centavo investido e faz um excelente campeonato, assim como toda a linha de ataque napolitana, de Pandev a Insigne, passando por Callejón, que veste a 7 que era de Cavani e não decepciona. No setor, quem pede passagem é o "canterano" Insigne, a quem Benítez tem preterido, apesar da ótima fase e da habilidade do garoto. O técnico espanhol ainda tem o que corrigir na frágil defesa, que sofreria mais, não fossem Behrami e Inler. O Napoli tem laterais muito ofensivos e zagueiros pouco confiáveis – não à toa, é o setor que deve ser reforçado no mercado.

Roma
2ª posição. 17 jogos, 41 pontos. 12 vitórias, 5 empates, nenhuma derrota. 35 gols marcados, 7 sofridos.
Time-base: De Sanctis; Maicon, Benatia, Leandro Castán, Balzaretti (Dodô); Pjanic, De Rossi, Strootman; Gervinho, Totti, Florenzi (Ljajic).
Treinador: Rudi Garcia
Destaque: Francesco Totti, atacante
Artilheiros: Quatro jogadores, com 4 gols
Garçom: Francesco Totti e Kevin Strootman, com 6 assistências
Decepção: Federico Balzaretti, lateral esquerdo
Maior sequência de vitórias: 10, da 1ª à 10ª rodada
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 17, da 1ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 4, da 11ª à 14ª rodada
Fair play: 40 cartões amarelos e 3 vermelhos
Expectativa: Vaga na Liga dos Campeões

Uma das grandes surpresas do campeonato, a Roma impressiona pela evolução demonstrada em menos de um ano: de sexta colocada, com o terceiro melhor ataque e a terceira pior defesa do campeonato, a equipe conservou apenas os bons números na frente. Os giallorossi deixaram para trás as invenções de Luis Enrique e o futebol ofensivista e nada resultadista de Zdenek Zeman, que fizeram a equipe ficar fora de competições europeias por dois anos, e atuam de forma sólida sob o comando de Rudi Garcia. O esquema é o mesmo, o 4-3-3, mas com fase defensiva muitíssimo bem trabalhada, privilégio à posse de bola, mas sempre com objetividade. Os números e a forma de jogar são bem similares à da Juventus e os méritos são do francês, que chegou à Trigoria questionado e conquistou a torcida rapidamente, montando um time que tem destaques individuais, mas conta com a força do conjunto como maior arma. Foi assim que a Roma atingiu 10 vitórias na arrancada inicial, que lhe valeram oito rodadas isolada na ponta do campeonato, e é dessa forma que o time é o único invicto na Serie A. A ausência de Totti e Gervinho em parte da temporada ajudou o time a frear e empatar demais, mas com a volta de ambos, o ritmo voltou a crescer.

Essa mudança de panorama não veio a troco de nada: a equipe arrecadou quase 100 milhões de euros só com as vendas de Stekelenburg, Marquinhos, Lamela e Osvaldo, reformulando alguns setores com nomes mais jovens e/ou baratos, como Gervinho, Ljajic e Strootman, além de apostas em veteranos a baixo custo, como Maicon e De Sanctis. Benatia, único titular contratado que foge a estes padrões, chegou por quase 15 milhões para substituir Marquinhos, e virou peça fundamental na equipe, sendo uma rocha na melhor defesa do campeonato, que sofreu apenas sete gols, e também no ataque. O marroquino é um dos artilheiros do time, com quatro gols, ao lado de Strootman, Gervinho e Florenzi, um a mais que Totti, Pjanic, Destro e Ljajic. Após reiniciar seu projeto vitorioso após dois fracassos, desta vez parece que a Roma entrou nos eixos. A fase é tão boa que o favoritismo da Juventus no confronto direto de janeiro nem é tão grande assim, afinal a Roma bateu todos os outros seis primeiros colocados na tabela. A segunda metade do campeonato pode confirmar o sucesso da aposta romanista ou reservar uma das maiores romadas da história da equipe. Façam suas apostas.

Juventus
1ª posição. 17 jogos, 46 pontos. 15 vitórias, 1 empate, 1 derrota. 39 gols marcados, 11 sofridos.
Time-base: Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Isla (Lichtsteiner, Padoin), Vidal, Pirlo (Marchisio), Pogba, Asamoah; Llorente, Tévez.
Treinador: Antonio Conte
Destaque: Paul Pogba, meio-campista
Artilheiro: Carlos Tévez, com 11 gols
Garçom: Arturo Vidal e Carlos Tévez, com 4 assistências
Decepção: Claudio Marchisio, meio-campista
Maior sequência de vitórias: 9, da 9ª à 17ª rodada
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 9, da 9ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: nenhuma
Fair play: 39 cartões amarelos e 1 vermelho
Expectativa: Título

O dia 20 de outubro mudou a história deste Campeonato Italiano. Naquele domingo, a Juventus fazia sua pior partida na Era Conte e saía derrotada, de virada e de forma merecida, pela Fiorentina, por um sonoro 4 a 2. A derrota, a única dos bianconeri no campeonato e a mais dura na gestão do técnico, foi suficiente para que a maré virasse e a Velha Senhora voltasse a ser o rolo compressor dos dois últimos anos. Até aquele momento, a equipe era a segunda colocada na competição e havia vencido seis dos sete jogos realizados (além disso, empatara com a Inter em Milão), mas sem convencer. Pior: a defesa, apesar de não ter mudado peças, não se acertava, seja por problemas físicos de Barzagli e Chiellini, seja por desatenções que não costumavam aparecer. Depois disso, a equipe emplacou nove vitórias consecutivas (sem sofrer gols em oito dos jogos) e ultrapassou a Roma, que liderava o certame. Hoje, a Juve é líder isolada há cinco rodadas, com 15 vitórias em 17 jogos, tem o melhor ataque e a segunda melhor defesa da Serie A, além da melhor campanha dentro e fora de casa. Nos seus domínios, a equipe bateu todos os seus adversários.

Um dos grandes motivos para a volta por cima da líder é a total inserção de Pogba no esquema de Antonio Conte. O jogador era um reserva de luxo na temporada passada, mas com o nítido declínio técnico que Marchisio já vinha apresentando desde 2012, o francês aproveitou a chance proporcionada pela lesão do antigo titular e entrou em um meio-campo que conta com um Pirlo menos brilhante (três gols e nenhuma assistência), mas ainda importante, e com um Vidal em plena forma. O que o chileno é do lado direito do meio-campo, o francês é do outro: Pogba fez cinco gols e distribuiu três assistências, enquanto Vidal marcou sete e deu quatro passes para gols. Na frente, Tévez e Llorente não tiveram um entendimento rápido, mas formam uma dupla letal em solo italiano (apesar de terem sido contratados para assustar a Europa, o que não aconteceu), e juntos tem 16 gols. Nesta temporada, o domínio no campeonato local deve se transformar em título, e a primeira partida de 2014, frente à Roma, pode ampliar a liderança do time de Turim. O ponto negativo foi a queda prematura na Liga dos Campeões, mas com a final da Liga Europa sendo disputada em casa, a eliminação pode não ser tão dolorida em caso de título.

Pallonetto

Melhores do primeiro turno
Rafael (Verona); Rômulo (Verona), Benatia (Roma), Chiellini (Juventus), D'Ambrosio (Torino); Vidal (Juventus), Pogba (Juventus), Strootman (Roma); Rossi (Fiorentina), Higuaín (Napoli), Palacio (Inter). Técnico: Rudi Garcia (Roma).

Decepções do primeiro turno
Marchetti (Lazio); Schelotto (Sassuolo), Ranocchia (Inter), Legrottaglie (Catania), Ziegler (Sassuolo); Marchisio (Juventus), Hernanes (Lazio); Ilicic (Fiorentina), Belfodil (Inter), El Shaarawy (Milan); Antonio Di Natale (Udinese). Técnico: Delio Rossi (ex-Sampdoria).

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Parada de inverno, parte 1

Kaká e Balotelli não conseguiram fazer o Milan decolar na primeira metade da Serie A (AP)
Publicado também na Trivela.

Ficaremos sem o futebol da Serie A até o dia 5 de janeiro, em virtude da pausa do campeonato por conta das festividades de fim de ano. Antes de a bola voltar a rolar na Itália, porém, destacamos o que aconteceu com os 20 clubes que integram o Italiano e fazemos uma projeção do que pode acontecer com cada um deles. Nosso especial da parada de inverno está dividido em duas partes, publicadas semanalmente. Apresentamos, agora, as análises das equipes classificadas da 20ª à 11ª posição. Boa leitura!

Catania
20ª posição. 17 jogos, 10 pontos. 2 vitórias, 4 empates, 11 derrotas. 10 gols marcados, 32 sofridos.
Time-base: Andújar; Álvarez, Legrottaglie, Spolli (Rolín, Gyömbér), Biraghi (Monzón); Tachtsidis (Izco), Almirón (Guarente), Plasil; Barrientos, Bergessio (Maxi López, Leto), Castro.
Treinadores: Rolando Maran, até a 8ª rodada, e Luigi De Canio a partir de então
Destaque: Pablo Barrientos, meia-atacante
Artilheiros: Pablo Barrientos e Lucas Castro, com 3 gols
Garçom: Maxi López, com 2 assistências
Decepção: Nicola Legrottaglie, zagueiro
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 6, da 10ª à 15ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 2, na 6ª e 7ª rodadas
Maior sequência sem vencer: 5, da 1ª à 5ª rodada, da 7 à 11ª rodada e da 13ª à 17ª rodada
Fair play: 36 cartões amarelos e 4 vermelhos
Expectativa: Não ser rebaixado

Quem diria que uma equipe pudesse sentir tanto as saídas de três jogadores? Oitavo colocado na última Serie A, quando bateu seu recorde de pontos e igualou sua melhor classificação na história, o Catania é uma das grandes decepções do campeonato, depois de ter perdido o lateral esquerdo Marchese, o meia-atacante Gómez e sobretudo o regista Lodi. A equipe chegou cotada para tentar repetir o feito, mas tem aproveitamento de apenas 20%, a segunda pior defesa (32 gols sofridos) e pior ataque (10 marcados). O Catania também é o time que menos venceu e mais perdeu no campeonato, e tem o pior retrospecto fora de casa, com nenhum ponto conquistado longe do estádio Angelo Massimino. Além disso, a demissão de Rolando Maran foi um ato apressado e que não levou em consideração os méritos do treinador no ano anterior. Seu substituto, Luigi De Canio, não é um nome ruim, mas tem muitas diferenças nos métodos de trabalho, que demoram a surtir efeito – sair do 4-3-3 para o 4-4-2 em linha ou losango não é tão simples assim. Não é à toa que entre as quatro equipes que mudaram de técnico, apenas os elefantes não tenham melhorado de situação.

A montagem do elenco revelou vários problemas. Na lateral esquerda, que tinha Marchese como titular, Monzón não se firmou, e perdeu o lugar para o inexperiente Biraghi, que ainda tateia na função. Legrottaglie, em queda técnica, não tem dado a mesma segurança dos anos anteriores, e os problemas físicos de Spolli também atrapalham. No ataque, Castro e Barrientos se esforçam, mas Bergessio não vinha bem mesmo antes de sua lesão e Maxi López também não é o mesmo de dois anos atrás, o que diminui o poderio ofensivo da equipe. O grande problema, porém, está no meio-campo, setor ao qual se cogita o retorno de Lodi. Tachtsidis, voluntarioso mas muito afobado, caminha para o segundo flop consecutivo, após aquele na Roma, enquanto Guarente e Leto também não se adaptaram. Plasil tem feito trabalho digno, mas não consegue colocar a fantasia de Lodi, que definia os jogos com passes e lançamentos precisos além de gols de falta – prova disso é que o Catania não marcou um gol a partir de bola parada, algo inimaginável nos últimos dois anos. Neste cenário, parece difícil que os etnei cheguem a seu nono ano consecutivo na elite.

Livorno
19ª posição. 17 jogos, 13 pontos. 3 vitórias, 4 empates, 10 derrotas. 16 gols marcados, 29 sofridos.
Time-base: Bardi; Coda, Emerson, Ceccherini; Schiattarella, Luci, Duncan (Biagianti), Greco, Mbaye; Emeghara (Siligardi), Paulinho.
Treinador: Davide Nicola
Destaque: Paulinho, atacante
Artilheiro: Paulinho, com 6 gols
Garçons: Pasquale Schiattarella e Leandro Greco, com 3 assistências
Decepção: Innocent Emeghara, atacante
Maior sequência de vitórias: 2, na 2ª e 3ª rodadas
Maior sequência de derrotas: 4, da 6ª à 9ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 2ª à 5ª rodada
Maior sequência sem vencer: 7, da 4ª à 10ª rodada
Fair play: 53 cartões amarelos, nenhum vermelho
Expectativa: Não ser rebaixado

O bom início de campeonato iludiu os torcedores do Livorno. A equipe somou oito pontos nos cinco primeiros jogos e ficou na parte alta da tabela, mas depois acumulou quatro derrotas consecutivas e só voltou a vencer outra vez na 11ª rodada, quando o jejum de triunfos voltou a aparecer. Apesar da posição ruim na tabela, a equipe merece poucas críticas pelo que tem mostrado em campo. Os livorneses, que tem a mais baixa folha salarial da Serie A, tem brigado muito para conseguir pontos, e fizeram jogos duros contra algumas das equipes que estão na parte alta da tabela, como Juventus, Roma, Inter e Verona, além de Lazio, Udinese e Milan, que vivem situação mais complicada.

O grande problema da equipe é a inexperiência de grande parte do elenco. Alguns dos titulares são muito jovens, como Bardi, Duncan, Mbaye e Siligardi, e até mesmo alguns dos jogadores mais experientes não tem experiência na Serie A. Dentre os jogadores mais utilizados, apenas quatro (Coda, Biagianti, Greco e Paulinho) já haviam disputado mais de 20 jogos pela elite italiana antes de o campeonato começar – Emeghara, com boa passagem pelo Siena e em primeiras divisões de outros países, também tem alguma experiência, mas tem jogado mal e pode ser negociado. O próprio técnico, Davide Nicola, está apenas em seu segundo trabalho como treinador, após uma passagem pelo Lumezzane, vive seu segundo ano no Livorno. No mercado de reparação, a equipe buscará reforços de mais experiência para ajudar o goleador Paulinho no ataque e também para o meio-campo, sobretudo um meia criativo e um lateral.

Sassuolo
18ª posição. 17 jogos, 14 pontos. 3 vitórias, 5 empates, 9 derrotas. 17 gols marcados, 36 sofridos.
Time-base: Pegolo; Antei, Bianco, Acerbi; Gazzola (Schelotto, Marzoratti), Magnanelli, Missiroli (Marrone), Longhi (Ziegler); Berardi, Zaza (Floro Flores), Kurtic.
Treinador: Eusebio Di Francesco
Destaque: Domenico Berardi, atacante
Artilheiro: Domenico Berardi, com 7 gols
Garçom: Luca Marrone, com 3 assistências
Decepção: Ezequiel Schelotto, meio-campista
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 4, da 1ª à 4ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 4, da 11ª à 14ª rodada
Maior sequência sem vencer: 7, da 1ª à 7ª rodada
Fair play: 39 cartões amarelos e 3 vermelhos
Expectativa: Não ser rebaixado

O único estreante nesta edição da Serie A demorou a começar o processo de adaptação à elite. E os primeiros passos do Sassuolo foram dolorosos, recheados de cacetadas: quatro derrotas nas primeiras quatro rodadas da competição, com direito a tropeços contra Livorno e Verona, que subiram juntamente à equipe, e uma tunda em casa, no 7 a 0 aplicado pela Inter. A partir da 5ª rodada, a equipe reagiu, e conseguiu empates contra Napoli e Lazio, além da primeira vitória na elite, contra o Bologna, e também conseguiu excelente resultado contra a Sampdoria, virando a partida para 4 a 3. Rodada após rodada, a equipe sobrevive, e vai dando mostras de que pode lutar até o fim, contrariando o que se pensava no início da campanha. A inexperiência no início do campeonato pesou, mas às vezes entrar nas partidas como franco atirador é um ponto positivo para o Sassuolo. Armado por Di Francesco em um ofensivo 3-4-3, mutável para 4-3-3, os neroverdi tem um ataque insinuante, que depende de dois jovens jogadores: Zaza, 22 anos e 5 gols na temporada, e Berardi, 19 anos e 7 gols – ambos já foram comprados pela Juventus.

Outro jogador da Juve que também vem bem é o volante Marrone, peça útil no esquema do técnico, e que tem sido até mais decisivo que Kurtic, o responsável pela criação das jogadas. Na defesa, a situação poderia ser melhor se Terranova (zagueiro artilheiro) não tivesse se lesionado gravemente e só tenha previsão de voltar ao time nas rodadas finais. Acerbi, ex-Milan, vinha fazendo campeonato regular, mas teve um câncer descoberto nos testículos e é desfalque – chegou a ser suspenso por doping, mas a equipe busca reverter a decisão. Os suíços Rossini e Ziegler, que já tiveram bons momentos na Sampdoria, por sua vez decepcionam. Dois jogadores que vem bem são o jovem zagueiro Antei (20 anos, emprestado pela Roma) e o goleiro Pegolo. Se os cinco reforços para a defesa pedidos por Di Francesco chegarem, as chances de escapar da degola aumentam. Vale a pena sonhar.

Bologna
17ª posição. 17 jogos, 15 pontos. 3 vitórias, 6 empates, 8 derrotas. 17 gols marcados, 31 sofridos.
Time-base: Curci; Antonsson, Natali, Mantovani (Sorensen); Garics, Krhin (Pérez), Kone, Morleo (Laxalt); Diamanti; Cristaldo, Bianchi.
Treinador: Stefano Pioli
Destaque: Panagiotis Kone, meio-campista
Artilheiros: Alessandro Diamanti e Panagiotis Kone, com 4 gols
Garçom: Jonathan Cristaldo, com 2 assistências
Decepção: Rolando Bianchi, atacante
Maior sequência de vitórias: 2, na 9ª e 10ª rodadas
Maior sequência de derrotas: 3, da 6ª à 8ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 3, da 9ª à 11ª rodada
Maior sequência sem vencer: 8, da 1 à 8ª rodada
Fair play: 49 cartões amarelos e 2 vermelhos
Expectativa: Não ser rebaixado

Para ser bem claro: a posição do Bologna na tabela é uma grande decepção. A equipe felsinea, que vem de duas temporadas positivas (incluindo um 9º lugar em 2011-12), tem o nono maior orçamento da Serie A e dois jogadores no grupo que Cesare Prandelli deve levar à Copa de 2014, Diamanti e Gilardino – tem, ainda, dois dos principais jogadores da seleção grega, um da uruguaia e outros nomes que seriam úteis em equipes maiores na tabela. Por isso, o péssimo início de campeonato, com a primeira vitória apenas na 9ª rodada, assustou muito os torcedores, e quase provocou a saída do técnico Stefano Pioli, no terceiro ano na Emília-Romanha. Ele continua ameaçado, mas "comeu o panetone", como se diz na Itália. Com a parada de inverno, ganha sobrevida e a chance de fazer ajustes no elenco.

O primeiro grande ajuste será sanar uma aposta do último mercado que deu errado: apostar em Bianchi e Cristaldo (além de Moscardelli, que chegou em janeiro e viria a ser mais utilizado) para substituir Gilardino e Gabbiadini, que estavam emprestados. A dupla anterior guardou 20 gols no campeonato, e o trio atual marcou apenas três, o que mostra a grande diferença. Com isso, Diamanti perdeu uma referência no ataque e passou a errar mais (ele é o terceiro jogador com mais chances de gol criadas no certame, mas sem muita eficácia), seja por tentar definir sozinho seja por tentar encontrar jogadores que não tem um movimentação tão boa quanto Gilardino e, em menor grau, Gabbiadini. Apesar dos gols, tem errado muitos passes, e viveu fase muito ruim entre agosto e dezembro. A saída de Bianchi, que tem o segundo maior salário do time, e de outros descontentes (Sorensen e Pazienza) é quase certa e, com um centroavante mais gabaritado e a contratação de dois reforços para o meio-campo, a tendência é que Diamanti, bem assessorado por Kone, Garics e Laxalt, reencontre um futebol mais vistoso. Se o roteiro for seguido à risca, o Bologna terá um 2014 mais tranquilo que os últimos meses de 2013.

Chievo
16ª posição. 17 jogos, 15 pontos. 4 vitórias, 3 empates, 10 derrotas. 13 gols marcados, 31 sofridos.
Time-base: Puggioni; Sardo, Frey (Dainelli), Cesar, Dramé; Radovanovic, Rigoni, Hetemaj; Estigarribia, Théréau, Paloschi (Pellissier, Sestu).
Treinadores: Giuseppe Sannino, até a 12ª rodada, e Eugenio Corini, a partir de então
Destaque: Cyril Théréau, atacante
Artilheiro: Cyril Théréau, com 4 gols
Garçom: Perparim Hetemaj, com 3 assistências
Decepção: Sergio Pellissier, atacante
Maior sequência de vitórias: 3, da 13ª à 15ª rodada
Maior sequência de derrotas: 6, da 5ª à 10ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 11ª à 15ª rodada
Maior sequência sem vencer: 8, da 5ª à 12ª rodada
Fair play: 54 cartões amarelos e 1 vermelho
Expectativa: Não ser rebaixado

De técnico novo desde a 12ª rodada, o Chievo voltou a sorrir. Depois de começar o campeonato de forma irregular, e emplacar uma série de seis derrotas e de oito jogos sem vencer, um nada convincente Giuseppe Sannino deu lugar a Eugenio Corini, em seu segundo trabalho como treinador na equipe vêneta. Na dança das cadeiras que, com a exceção de Pioli, só tem levado técnicos carecas ao Chievo desde 2007 (Iachini, Di Carlo, Sannino e o próprio Corini), o ex-jogador do clube segue o caminho do segundo, que também assumiu o barco no meio da tempestade e conseguiu levar o time à salvação. Com os méritos na temporada passada, Corini deixou o clube, mas retornou após o fracasso de Sannino, que não conseguiu aplicar seu futebol defensivo a uma equipe que, reconhecidamente, tem um dos estilos de jogo mais defensivos do futebol italiano. Uma façanha.

Ok, a equipe perdeu Andreolli, mas quase todo o sistema defensivo titular (volantes inclusos) joga junto desde 2011. Alguns jogadores atuam juntos desde 2008, então falta de entrosamento não é desculpa. Conhecendo bem o elenco, Corini ajudou o time a melhorar, e a defesa só havia sofrido um gol em quatro jogos, até que aconteceu um desastre na 17ª rodada, contra o Torino (4 a 1). Após sua chegada, Corini emplacou logo três vitórias seguidas, fazendo a equipe subir muito na tabela, contando principalmente com os gols de Théréau e a boa movimentação e diligência do finlandês Hetemaj, bem assessorado por Estigarribia. Não há dúvidas de que a equipe mudou para melhor e que pode crescer, principalmente se Pellissier voltar a render bem e se Paloschi se ajustar melhor ao esquema – ou como atacante pelos lados ou, mais provavelmente, utilizado como centroavante, com Théréau deslocado à esquerda. Um ponto positivo para o Chievo tem sido o desempenho fora de casa: o time clivense é o único que fez mais pontos fora do que em casa (8x7). Porém, o aproveitamento no Bentegodi é baixo: é o pior de toda a Serie A, e igual ao do Sassuolo.

Atalanta
15ª posição. 17 jogos, 18 pontos. 5 vitórias, 3 empates, 9 derrotas. 18 gols marcados, 25 sofridos.
Time-base: Consigli; Scaloni (Bellini), Lucchini (Yepes, Canini, Migliaccio), Stendardo, Brivio (Del Grosso); Raimondi, Carmona, Cigarini, Bonaventura (Livaja); Moralez; Denis.
Treinador: Stefano Colantuono
Destaque: Germán Denis, atacante
Artilheiro: Germán Denis, com 6 gols
Garçom: Luca Cigarini, com 6 assistências
Decepção: Giacomo Bonaventura, meio-campista
Maior sequência de vitórias: 3, da 6ª à 8ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 3ª à 5ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 3, da 6ª à 8ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, da 13ª à 17ª rodada
Fair play: 39 cartões amarelos e 1 vermelho
Expectativa: Meio da tabela

Historicamente, jogar no estádio Atleti Azzurri d'Italia é uma arma bem utilizada pela Atalanta. Nesta Serie A não é diferente, e a equipe compensa o péssimo retrospecto longe de seus domínios (apenas quatro pontos, segunda pior marca do campeonato) com um aproveitamento regular em casa: 14 pontos em 24 disputados. A irregularidade, porém, tem pesado contra a equipe nerazzurra, que se tivesse conseguido alguns poucos pontos fora de casa estaria em uma posição mais confortável, e na parte de cima do bloco de equipes que estão no meio da tabela – do 8ºcolocado, o Parma, ao 18º, o Sassuolo, que abre a zona de rebaixamento, há uma diferença de apenas 6 pontos. Durante uma boa parte do campeonato, o time bergamasco conseguiu se manter entre os dez primeiros, mas uma sequência de cinco jogos sem vencer puxou a equipe para baixo.

Apesar do momento negativo, a Atalanta tem alguns bons destaques individuais. O goleiro Consigli, revelado pela boa categoria de base orobica, passou a errar menos e é o terceiro goleiro com mais defesas no campeonato, segundo dados do Corriere dello Sport. O meia Cigarini é outro que recebe o "bronze", com 6 assistências para gol, e não à toa está sendo observado por Prandelli e tem sido testado na seleção italiana. A situação atalantina poderia ser melhor caso Bonaventura e Moralez acompanhassem a boa fase do regista, fossem menos burocráticos e também criassem muitas chances de gol para que o artilheiro Denis fizesse ainda mais gols. Porém, Stefano Colantuono, em seu quarto ano como treinador, tem pouco a ajustar e, com reforços para a lateral direita e o centro da zaga, pode levar a equipe a mais uma tranquila salvezza.

Sampdoria
14ª posição. 17 jogos, 18 pontos. 4 vitórias, 6 empates, 7 derrotas. 19 gols marcados, 25 sofridos.
Time-base: Júnior Costa; Mustafi, Gastaldello, Regini (Palombo; Costa); De Silvestri, Obiang, Krsticic, Palombo (Soriano, Bjarnason), Costa; Gabbiadini, Éder.
Treinadores: Delio Rossi, até a 12ª rodada, e Sinisa Mihajlovic, a partir de então
Destaque: Éder, atacante
Artilheiro: Éder, com 7 gols
Garçom: Nicola Pozzi, com 3 assistências
Decepção: Gianluca Sansone, atacante
Maior sequência de vitórias: 2, na 8ª e 9ª rodadas, e na 15ª e 16ª rodadas
Maior sequência de derrotas: 3, da 10ª à 12ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 13ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 7, da 1ª à 7ª rodada
Fair play: 51 cartões amarelos e 4 vermelhos
Expectativa: Meio da tabela

Delio Rossi sempre foi conhecido por ser um técnico de poucas invenções. Porém, seu trabalho negativo na Fiorentina o deixou fora do mercado no início da última temporada. Chamado para apagar um pequeno incêndio na Sampdoria (Ciro Ferrara foi demitido injustamente), mudou muito o estilo de jogo da equipe, utilizando um 3-5-2, que não é seu módulo preferido, e até improvisou Palombo como líbero, sem grandíssimos resultados. Não à toa, acabou demitido e substituído por Sinisa Mihajlovic, que foi ídolo em Gênova como jogador. Nas cinco partidas sob o comando blucerchiato, o sérvio ainda não perdeu nenhum jogo, e transmitiu uma verve lutadora a uma equipe que jogava de forma pouco organizada.

A defesa, que havia sofrido oito gols nos três jogos que antecederam a chegada do novo treinador, logo se acertou no novo módulo, o 4-2-3-1, e sofreu apenas três tentos depois que Gastaldello e Mustafi passaram a comandar o centro da zaga, protegidos pelos fortes e eficientes Obiang e Palombo na volância. No ataque, apesar de mais uma temporada ruim de Sansone, que tem mostrado ser pouco confiável para a elite, Gabbiadini continua sua evolução e Éder, enfim, resolveu desabrochar na Serie A, com uma média de um gol a cada dois jogos – em 14 oportunidades, ele já igualou sua melhor marca no Campeonato Italiano, atingida na última temporada, com 30 jogos. Apesar do bom momento dos avantes, a Sampdoria pode se mexer para melhorar ainda mais o setor, com a contratação de Cassano, que retornaria ao clube em que foi ídolo. Com ou sem Fantantonio, a Samp deve crescer e terminar o campeonato sem maiores sustos.

Milan
13ª posição. 17 jogos, 19 pontos. 4 vitórias, 7 empates, 6 derrotas. 25 gols marcados, 26 sofridos.
Time-base: Abbiati (Gabriel); Abate, Mexès, Zapata, Emanuelson (Constant); Montolivo, De Jong, Muntari (Poli); Kaká, Balotelli, Robinho (Matri, Birsa).
Treinador: Massimiliano Allegri
Destaque: Mario Balotelli, atacante
Artilheiro: Mario Balotelli, com 6 gols
Garçom: Robinho, com 4 assistências
Decepção: Stephan El Shaarawy, atacante
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: nenhuma
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 12ª à 16ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, da 9ª à 13ª rodada
Fair play: 41 cartões amarelos e 4 vermelhos
Expectativa: Se classificar para competições europeias

Basta ler o quadro acima, constatar que o Milan não tem sequências de vitória no campeonato e deduzir que dificilmente a equipe rossonera chegará a algum lugar nesta Serie A. Apesar de o sonho de se classificar para uma competição europeia (via campeonato, Coppa Italia ou mesmo na Liga dos Campeões) permanecer vivo, a sensação de que o Milan está numa festa que já foi ótima, piorou pouco a pouco e que agora está em seu melancólico fim é nítida. O ciclo de Massimiliano Allegri está se encerrando e a motivação em Milanello é baixa. As chegadas de Rami e Honda (e talvez de Nainggolan e D'Ambrosio) podem até alegrar o fim da festa, mas é mais provável que esse pessoal anime a festa do ano seguinte. Por enquanto, a parada de inverno pode ajudar Kaká a ficar mais sereno e a, dentro de campo, liderar seus companheiros, juntamente com o capitão Montolivo e o homem-gol Balotelli, que chegou a perder os dois primeiros pênaltis da carreira nesta temporada.

É verdade que nas últimas rodadas o futebol do Milan deu uma melhorada sensível, mas os resultados não tem acompanhado a tendência: nos últimos nove jogos, a equipe bateu apenas o Catania, lanterna do campeonato, e a zona do rebaixamento está logo ali, cinco pontos abaixo. É muito pouco para um time que tem uma folha salarial de 105 milhões de euros por ano (e que paga 4 mi para Mexès) – é o segundo maior orçamento da Itália, atrás apenas da Juve, que gasta 115 mi. Um time dessa envergadura não pode ter o volante De Jong como seu maior passador e o zagueiro Zapata com o terceiro maior número de passes na temporada. Nem Robinho como líder de assistências. O Milan joga mal, cria pouco, e seus maiores destaques na temporada (Balotelli, Kaká e Montolivo) não brilham tanto quanto podem, muito pelo clima de velório nos vestiários e pelas incertezas na direção. Um jogador que parece afetado pelos problemas externos é Balotelli, que tem passado longe da máquina que foi no ano anterior. Ele tem apenas um gol contra os seis primeiros colocados da Serie A e, nestes jogos, tem tido dificuldades ou tem se omitido. O Milan, é bom lembrar, tem apenas um ponto contra estas equipes. Ou seja, não decola sem que Super Mario apareça para resolver.

Cagliari
12ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 4 vitórias, 8 empates, 5 derrotas. 18 gols marcados, 24 sofridos.
Time-base: Agazzi (Avramov); Dessena (Pisano, Perico), Rossettini, Astori, Murru (Avelar); Cabrera (Dessena, Ekdal), Conti, Nainggolan; Cossu; Ibarbo (Pinilla), Sau.
Treinador: Diego López
Destaque: Daniele Conti, volante
Artilheiro: Marco Sau e Daniele Conti, com 4 gols
Garçom: Mauricio Pinilla, Nenê e Nicola Murru, com 2 assistências
Decepção: Albin Ekdal, meio-campista
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 3, da 9ª à 11ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 13ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 6, da 2ª à 7ª rodada
Fair play: 48 cartões amarelos e 1 vermelho
Expectativa: Não ser rebaixado

Com a segunda menor folha salarial da Serie A (17,4 milhões de euros) e ainda vivendo muitos problemas estruturais em seu estádio, o Cagliari continua fazendo pequenos milagres na Itália. Não obstante seja penalizado por ter tido que jogar na distante Trieste por parte do campeonato e, a partir da 8ª rodada, no estádio Sant'Elia, com capacidade reduzida a menos de 5 mil torcedores, e somente atrás dos gols. Apesar dos problemas com o estádio, o desempenho caseiro dos rossoblù é ótimo (16 pontos conquistados), e falta acertar o time nas partidas longe do Sant'Elia. Porém, o presidente Massimo Cellino se mostrou muito insatisfeito com a falta de ajuda da prefeitura cagliaritana, que não dá a devida manutenção ao estádio, que é comunal, e ao fim da última rodada de 2013, chegou a colocar todos os jogadores à venda, alegando que não poderia segurá-los diante de uma situação do gênero. Alguns, como Agazzi (afastado por estar em fim de contrato e não querer renovar), Nainggolan, Astori e Pinilla podem deixar a Sardenha, modificando muito o time.

Em caso de debandada, o Cagliari, que via de regra cede e contrata poucos jogadores a cada janela de mercado, pode acabar sofrendo com o desentrosamento, visto que 80% da equipe joga junta a três temporadas, e outros estão no elenco há mais tempo. Porém, vale refletir que o desempenho dos jogadores é notável, e que foi um milagre segurar todos até aqui. Nesta temporada, mesmo que os ótimos Nainggolan, Astori, Ekdal, Sau, Cossu e Ibarbo nem estejam fazendo um campeonato excelente, o time rende muito bem, a ponto de correr poucos riscos de queda – há de se valorizar o trabalho de Diego López, em seu segundo ano à frente da equipe. Em termos estatísticos, vale ressaltar que o zagueiro Rossettini tem sido um muro e é o terceiro jogador a mais afastar bolas no campeonato, e o ídolo Conti concentra as ações da equipe: ninguém deu mais passes do que ele em todo o futebol italiano.

Udinese
11ª posição. 17 jogos, 20 pontos. 6 vitórias, 2 empates, 9 derrotas. 17 gols marcados, 22 sofridos.
Time-base: Brkic (Kelava); Heurtaux, Danilo, Naldo (Domizzi); Basta, Allan, Lazzari (Pinzi, Badu), Gabriel Silva; Pereyra (Bruno Fernandes), Muriel (Maicosuel); Di Natale.
Treinador: Francesco Guidolin
Destaque: Gabriel Silva, lateral esquerdo
Artilheiro: Antonio Di Natale e Thomas Heurtaux, com 4 gols
Garçom: Roberto Pereyra, com 2 assistências
Decepção: Antonio Di Natale, atacante
Maior sequência de vitórias: nenhuma
Maior sequência de derrotas: 2, na 8ª e 9ª rodadas, e na 11ª e 12ª rodadas
Maior sequência de invencibilidade: 2, na 2ª e 3ª rodadas
Maior sequência sem vencer: 3, da 14ª à 16ª rodada
Fair play: 35 cartões amarelos e nenhum vermelho
Expectativa: Meio da tabela

Os anos e os fins de ciclo chegam para todos. Já na última temporada, falamos neste mesmo especial de meio de temporada que o trabalho de Francesco Guidolin poderia estar chegando ao fim. Na ocasião, a Udinese era a 10ª colocada na Serie A e, com uma bela arrancada, conseguiu chegar na 5ª posição, classificando-se para a Liga Europa. Porém, naquele momento Di Natale tinha 10 gols, mais que o dobro do que tem hoje, e terminaria o certame com 23 tentos em sua conta. Algo difícil de imaginar hoje, visto que Totò tem apenas 4 gols em 15 gols e vem jogando mal – ele não marca um gol sequer desde o dia 30 de outubro, na 10ª rodada e não contribuiu com uma assistência sequer. Sem o brilho do capitão, que já tem 36 anos, ver a Udinese garantir uma vaga em uma competição europeia pelo quarto ano seguido é bem improvável. Não é só Di Natale que não brilha: a equipe tem apresentado um futebol burocrático, longe do futebol vistoso que conquistou a Itália anos atrás.

Normalmente, Guidolin começa uma temporada de forma cautelosa, dizendo que a equipe precisa, primeiramente, somar 40 pontos, o que é tido como bastante para celebrar a permanência na elite. Depois, o que vier é lucro. Parece que, desta vez, a equipe de Údine terá que se contentar com o objetivo mínimo o que, provavelmente, encerrará a passagem do treinador, que parece meio estafado. Com a quarta menor folha salarial do certame (20,5 mi/ano), a Udinese provavelmente venderá alguns de seus jogadores, mesmo que nenhum dos jovens do elenco tenha explodido e possa render tantos milhões quanto Sánchez, Zapata, Inler, Handanovic, Asamoah ou Benatia. Mesmo o zagueiro Heurtaux, que marcou quatro gols na Serie A, não mostra um grande potencial. Acredite se quiser, o jogador de maior destaque dentre os jovens é Gabriel Silva, que realmente faz bom campeonato e foi sondado pela Inter.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Review: acompanhamento das futuras estrelas

Jorginho é destaque entre os jovens e comanda o Verona na boa campanha na Serie A (Getty Images)
Apostar em jovens nem sempre é uma garantia de sucesso imediato. Alguns necessitam de mais confiança e levam algum tempo para se tornarem o que se espera deles como profissionais, com um rendimento similar ao dos tempos da base. Outros, porém, logo se adaptam a um nível superior e vingam em pouco tempo.

Com a Serie A praticamente na sua metade após cinco meses e a parada para as festividades, o blog volta a falar de alguns dos jovens que poderiam ter destaque no certame. Analisamos os onze jogadores apontados por nós como apostas no início da temporada (veja aqui), além de outros que ficaram de fora da citada lista e apareceram bem nesta primeira parte do campeonato.

Riccardo Saponara (22, meia-atacante, Milan)
Apontado como o “novo Kaká”, pela semelhança física e forma de jogar, Saponara teve meses difíceis ao lado do real Kaká. Uma pubalgia lhe tirou da pré-temporada e prejudicou o trabalho com o time rossonero. Mesmo recuperado, Allegri deu poucas oportunidades para o ex-meia do Empoli, que em 40 jogos na temporada passada foi responsável 13 gols e 15 assistências. Até aqui, foram apenas 110 minutos jogados em 3 partidas, além da ausência na lista de jogadores inscritos na Champions League.

A surpresa foi sua presença no Derby della Madonnina, sendo titular pela primeira vez na carreira na Serie A. Como trequartista, o camisa 8 mostrou bom desempenho ao atuar atrás de Balotelli e Kaká, neutralizando Cambiasso e participando ativamente da troca de passes. Um pouco tímido, só conseguiu uma jogada de efeito (uma caneta em Campagnaro), mas foi importante nos minutos de superioridade rossonera no dérbi, e a partir da sua saída o time caiu de rendimento. Com a concorrência de Kaká, Birsa e agora Honda, é difícil imaginar que ganhe mais minutos, mas isso cabe mesmo a Allegri, se é que o livornês seguirá em Milanello.

Denis Alibec (22, atacante, Bologna)
Após bom desempenho na pré-temporada, o flop interista Alibec parecia que engrenaria no empréstimo ao Bologna. Ilusão. Quando esteve em campo até conseguiu mostrar algo, mas apenas na Coppa Italia: o jogador teve míseros cinco minutos na Serie A. Pioli preteriu o romeno, que só conseguiu dar o passe para o gol de Moscardelli, inútil na eliminação precoce na Coppa Italia para o Siena. O atacante canhoto ainda jogou pela Primavera, onde marcou dois gols em quatro partidas. Num Bologna mal das pernas, poderia ter tido melhores chances. A conferir se isso acontecerá em 2014 ou se o jovem será preservado diante das dificuldades dos felsinei.

Dejan Lazarevic (23, ponta, Chievo)
Assim como outros jogadores da nossa lista, Lazarevic não recebeu muitas oportunidades em Verona. O esloveno também mostrou futebol na pré-temporada, mas amargou o banco de reservas sob o comando de Sannino, com quem jogou apenas 38 minutos. O treinador careca saiu, e outro entrou, Corini. Com o comandante novo, recebeu uma oportunidade logo na estreia, no dérbi da cidade. E marcou o gol que deu a vitória histórica sobre o Hellas. O camisa 7 ainda jogou outras três partidas, uma como titular, pouco para mostrar sua qualidade. A tendência é que ganhe chances no 4-3-3 clivense, apesar de concorrer com Estigarribia, Sestu e Paloschi.

Sime Vrsaljko (21, lateral-direito, Genoa)
Se não é a revelação do campeonato, Vrsaljko está entre os principais destaques. Apesar do nome complicado, o croata tem ido muito bem no Genoa e, observado pela Inter desde a temporada passada, pode acabar indo para outro time ainda na janela de inverno. Titular absoluto na seleção sub-21 e já convocado para a seleção principal, o lateral tem a melhor avaliação no site de estatísticas WhoScored, dentre os jogadores da sua posição, e duas assistências, uma para Calaiò, no dérbi de Gênova. Como ala com a chegada de Gasperini e seu 3-4-3, tem liberdade para fazer o que gosta (fazer ultrapassagens e cruzar na área) e não decepciona na fase defensiva, ainda mais com a cobertura de Antonini, agora zagueiro.

Francesco Bardi (21, goleiro, Livorno)
A maior decepção da lista, Bardi não tem correspondido as expectativas e o desempenho das últimas Serie B nesta temporada. O goleiro titular da seleção sub-21 e principal promessa para o gol italiano fez 48 defesas em 17 partidas (média de 2,8 defesas/jogo), pouco para sua qualidade, levou 29 gols, com apenas 3 jogos sem levar gols (clean sheets) e falhou contra Napoli, Inter (clube detentor de seu passe), Milan e Udinese. Bardi também tem o azar de jogar num time que conta com zagueiros lentos e que tem pouca qualidade técnica, jogando na maioria das partidas apenas no contra-ataque. Muito bem nas primeiras rodadas, como todo o time do Livorno, fez algumas grandes defesas neste período, mas acabou caindo juntamente com a equipe nas rodadas seguintes, quando pareceu um pouco atordoado.

Vasco Regini (23, zagueiro/lateral-esquerdo, Sampdoria)
O coringa doriano, Regini não é exatamente titular do time de Gênova, mas não lhe tem faltado oportunidades. Com Delio Rossi fez de tudo, jogando como zagueiro, lateral-esquerdo e ala-esquerdo. Seguro na defesa, com boa disposição e posicionamento, o defensor não é um exímio apoiador, mas tem três assistências na temporada, em três cruzamentos para Gabbiadini (duas vezes) e Pozzi. Esteve presente nas cinco partidas de Mihajlovic, quatro como lateral (duas entrando no decorrer do jogo) e uma como zagueiro.

Domenico Berardi (18, ponta/meia-atacante, Sassuolo)
Berardi é o caçula da lista, mas o principal prospecto. Uma das maiores promessas do futebol italiano desde Balotelli e Insigne, o calabrês demorou para mostrar seu futebol na Serie A por causa de uma suspensão ainda da segunda divisão, mas quando entrou em campo encantou quem o viu. Em 12 partidas (11 como titular, substituído em 7), Berardi tem 7 gols e 5 assistências, com destaque para o desempenho contra a Sampdoria (3 gols e 1 assistência) e o gol que deu o primeiro tropeço à Roma. O garoto chama ainda mais a atenção por ter passe vinculado a Juventus, que pagou 4,5 milhões de euros por 50% de seus direitos. Depois de problemas com a federação italiana, deve voltar a ser lembrado nas convocações (e se espera que seja já na sub-21 de Di Biagio).

Simone Zaza (22, atacante, Sassuolo)
Outro prospecto do Sassuolo, e também vinculado a Juventus, Zaza é comparado a Ibrahimovic e até aqui fez jus pela marra e indisciplina. Seu desempenho não é ruim, mas não vem sendo o mesmo da temporada passada, quando a comparação surgiu ao realizar 18 gols e 4 assistências em 30 partidas pelo Ascoli. Na Serie A, o atacante foi titular em 11 partidas e entrou em outras 5, revezando com Floro Flores o posto de titular. Zaza é o jogador com mais finalizações do Sassuolo, e vice-artilheiro com 5 gols (incluindo um golaço contra o Napoli). Em números, a quantidade é considerável, mas seu desempenho tem deixado a desejar em outros fundamentos.

Nicola Bellomo (22, meia, Torino)
O “novo Cassano”, Bellomo não atua na mesma posição de Fantantonio, mas demonstra tanto qualidade técnica quanto visão de jogo. Porém, o técnico do seu time, Giampiero Ventura, parece não acreditar muito nisso, já que o barês tem apenas seis participações na Serie A, três como titular. Regista ou trequartista, o camisa 63 teve pouco tempo para mostrar seu futebol, mas teve bons desempenhos contra Verona e Livorno. Participou ativamente de dois gols: uma assistência para Immobile na Coppa Italia e no gol salvador contra a Inter, garantindo o empate nos minutos finais.

Bruno Fernandes (19, meia, Udinese)
Um mês mais velho que Berardi, Fernandes é o segundo mais novo da lista, mas também esbanja bom futebol. No ano passado desembarcou em Novara, onde não durou muito tempo na equipe Primavera e logo virou titular do time, na boa campanha na segunda metade da Serie B. Seu desempenho fez a Udinese pagar 2,5 milhões de euros por metade de seu passe, e aos poucos o meia vai ganhando espaço com Guidolin, titular desde que jogou a primeira partida na Serie A. Irregular como seu time, tem alternado bons e maus momentos durante os jogos, mas já mostrou sua habilidade nas cobranças de falta, visão de jogo e agilidade. Contra o Napoli teve sua redenção, com um gol e uma assistência.

Jorginho (22, meia, Verona)
Por último, o jogador mais bem avaliado no WhoScored, dentre aqueles presentes na lista. Natural de Imbituba, foi logo jovem para o Vêneto por ter laços familiares na região, e hoje faz parte do selecionado sub-21 italiano, embora ainda não tenha jogado. Com 19 anos, assumiu o meio-campo de Mandorlini, de quem deve ter boas instruções. Com muita qualidade no passe, leitura de jogo e liderança, o ítalo-brasileiro é comparado a Pirlo e já foi observado por times como Milan, Fiorentina, Liverpool entre outros. Com contrato renovado, não sabe se continuará pelos gialloblù, mas enquanto isso vai mostrando seu melhor futebol, com 7 gols e 4 assistências. Com moral, Jorginho é o cobrador de pênaltis do time e é o artilheiro da equipe, ao lado do veterano Toni.

Artilheiro do Sassuolo, Berardi já chamou a atenção da Juventus (Fox Sports)
Os "fora da lista"

Luca Antei (21, zagueiro, Sassuolo)
Segundo melhor zagueiro da Serie A segundo os números do WhoScored, Antei é a grande surpresa desta Serie A. Isso porque o zagueiro sequer começou a temporada com previsão de ser titular, apenas como segunda ou terceira opção para a zaga do Sassuolo. E apesar de jogar na pior defesa do campeonato, consegue se sobressair com ótimas roubadas de bola, interceptações e eficiência no jogo aéreo. Virou titular com a gravíssima lesão de Terranova, a partir da quinta rodada, e de lá pra cá só deixou de jogar por suspensão e lesão (três jogos). São 10 partidas na primeira divisão, uma na Coppa Italia e agora a titularidade na seleção sub-21 italiana. Romano e romanista, Antei foi cedido por copropriedade pela Roma, onde teve sua formação marcada por Stramaccioni, que o transformou em zagueiro.

Ciro Immobile (23, atacante, Torino)
Immobile não é mais um garoto, mas finalmente recebeu a oportunidade que merecia e vai recompensando a confiança de Ventura em gols. Cria da Juventus, onde já jogou pela Serie A e até na Champions League ainda em 2009, o atacante apareceu melhor no Pescara de Zeman, onde foi o artilheiro da Serie B 11-12 com 28 gols – também participou com 7 assistências. Em 2012 foi para o Genoa, mas o sucesso não se repetiu no bagunçado clube, embora o jogador ainda tenha sido importante na campanha do vice-campeonato europeu da seleção sub-21, marcando 6 gols pelos azzurrini. Comprado em co-propriedade pelo Torino junto à Juventus, Immobile chegou fazendo gols na pré-temporada e na Coppa Italia, mas na Serie A demorou para abrir a conta, que em dois meses cresceu consideravelmente: são 8 gols nos últimos 10 jogos. Como não é mais selecionável para a sub-21, agora espera por um chamado para a seleção principal, que tem os questionáveis Gilardino e Osvaldo.

Juan Iturbe (20, ponta, Verona)
Precocemente considerado um flop, assim como também precocemente considerado o “novo Messi”, Iturbe vem correspondendo às expectativas e calando os críticos. Baixinho, habilidoso, com boa batida na bola e canhoto, o portenho tem todo o estereótipo do craque argentino, mas surgiu bem no Cerro Porteño, do Paraguai, onde, inclusive, chegou a jogar pelas seleções de base (hoje faz parte da sub-20 argentina). Do Porto desde 2011, não teve muitas oportunidades no clube português e também ficou devendo no empréstimo ao River Plate, mas na calma e histórica Verona tem mostrado toda sua habilidade com a bola no pé esquerdo, seja através de dribles, chutes de fora da área ou cobranças de falta. Em 11 partidas, marcou 4 gols e deu uma assistência. Veja vídeo do mês passado com seu melhores momentos, antes dos gols contra Fiorentina e Lazio.

Dodô (21, lateral-esquerdo, Roma)
O brasileiro está na Roma desde o ano passado, fez 15 partidas (7 como titular) na última temporada, mas só agora vem conquistando seu espaço. Com os sucessivos problemas físicos e defensivos de Balzaretti, Dodô aproveitou bem a oportunidade dada por Garcia e, aparantemente, virou o titular da posição na vice-líder. Reserva nos sete primeiros jogos da Serie A, em dois entrando no segundo tempo, o camisa 3 foi titular em sete das últimas nove partidas, e com bom desempenho. Apesar de ainda ser infantil em alguns lances e lhe faltar concentração, tem boa média de roubadas de bola, desenvoltura com a redonda e muita participação na troca de passes do time.

Luca Marrone (23, meia/zagueiro, Sassuolo)
Como Berardi e Zaza, Marrone está no Sassuolo em copropriedade com a Juventus. Mas o meia é, realmente, cria do time de Turim e nasceu na cidade. Pelos bianconeri também já jogou pela Serie A – estreou em 2009, com 19 anos –, mas só na última temporada foi participar mais ativamente dos jogos. Foram ao todo 15 partidas, 13 como titular, e conseguiu ter boas atuações sob o comando de Conte, com quem atuou até como zagueiro, substituindo (bem) Bonucci. Especulado e observado pela rival Inter, acabou indo em copropriedade para o Sassuolo. Começou como reserva no clube por causa de uma lesão sofrida no Europeu sub-21, onde formou ótima dupla de meio-campo com Verratti (hoje, ambos não são mais selecionáveis para os azzurrini), mas é titular desde que se recuperou, em outubro. Marrone tem 9 partidas na Serie A e 3 assistências, e suas características o fazem ser considerado o sucessor de De Rossi, combinando força física e habilidade em interceptações com boa leitura de jogo, passe seguro e bolas longas.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

17ª rodada: Vitórias para fechar 2013 em alta

Jogando quase sozinho, Palacio foi o autor do gol que deu tranquilidade à Inter no fim do ano (inter.it)
Na última rodada de 2013, algumas equipes venceram para dar a volta por cima necessária para enfrentar o restante do campeonato com a cabeça erguida. Outras equipes, por sua vez, apenas ratificaram seu ótimo momento, e outras, que vivem uma fase nebulosa, voltaram a naufragar. O primeiro caso pode se aplicar à Inter, que venceu o Derby della Madonnina para fechar 2013 com moral, e também vale para Bologna e Udinese. A maré continua boa também para Juventus, Roma, Fiorentina, e os surpreendentes Verona e Torino, que voltam a ocupar a zona alta da Serie A após anos de ostracismo. 2013 não fechou bem, por sua vez, para um Napoli cansado, um Milan em busca da virada do fio e uma Lazio cada vez mais em crise. Acompanhe o resumo da rodada e boas festas!

Inter 1-0 Milan
Sob os olhos de Thohir, Barbara Berlusconi e Felipão, Inter e Milan fizeram um dérbi de Milão muito disputado, mas sem grande qualidade técnica. O técnico da seleção brasileira esteve em San Siro para observar Kaká, mas apesar de o brasileiro ter sido um dos melhores rossoneri em campo, não pode ver muito brilho – nem nele nem em Jonathan e Juan, que assim como o meia milanista, fizeram partidas regulares. Com o resultado, a Inter vai tranquila para 2014, após voltar a vencer depois de dois meses de muitos empates – e uma derrota para o Napoli. A equipe, que venceu pela primeira vez desde a chegada de Thohir, continua na quinta posição, com 31 pontos, cinco a menos que o Napoli, primeiro time na zona Champions, mas 15 atrás da líder Juventus. O Milan, por sua vez, vem evoluindo, apesar do retrospecto negativo (só venceu o lanterna Catania nos últimos 9 jogos), e ainda ocupa a 13ª posição, com 19 pontos. As chegadas de Honda e Rami podem ajudar.

No primeiro tempo, os números falaram a favor do Milan, que teve mais posse de bola e jogou mais tempo na área adversária. A chance mais clara caiu nos pés de Poli, após erro de Handanovic, mas o meia isolou. A Inter cresceu a partir dos 30 minutos, e teve uma chance com Cambiasso e um pênalti claro de Zapata sobre Palacio, que a arbitragem deixou passar. Na segunda etapa, a Beneamata cresceu, sobretudo após as entradas de Kovacic e Kuzmanovic. Bem organizada em campo, mas muito respeitosa, a equipe de Mazzarri atacava somente com Palacio, que empenhava toda a defesa milanista com muita movimentação. quase sempre em jogadas criadas por Guarín, Nagatomo ou Kovacic. Pouco, apesar da excelente atuação do argentino, que teve duas ótimas chances antes de decidir a partida, com um gol de letra aos 41 do segundo tempo. No mercado de reparação, a Inter precisará de opções para ser mais criativa. (Nelson Oliveira)

Atalanta 1-4 Juventus
Em Bérgamo, a Juve chegou à nona vitória consecutiva na Serie A e saiu para o recesso de fim de ano como líder absoluta da competição, tirando um pouco o peso do jogo contra a vice-líder Roma na próxima rodada, marcada para 5 de janeiro. Para permanecer cinco pontos à frente dos giallorossi, a Velha Senhora entrou em campo com força máxima e Tévez abriu o placar logo na primeira oportunidade, aos seis minutos. Pouco depois, porém, Pogba e Asamoah se confundiram na marcação e deram espaço para Bonaventura entrar na área e cruzar para Moralez empatar o jogo e balançar as redes de Buffon depois de 745 minutos sem ser vazado.

No segundo tempo, as ausências na defesa da Atalanta se mostraram cruciais e Pogba não demorou nem um minuto para fazer 2 a 1, depois de bom passe de Llorente. Mais tarde, foi o próprio espanhol que marcou o dele, fazendo bela jogada individual. Vidal, aos 34 da etapa final, fechou a goleada em 4 a 1 para a equipe visitante. A Atalanta não teve força para reagiar e só voltou a dar um chute contra o gol de Buffon no final, com Denis. Mesmo com a derrota, a equipe de Colantuono ocupa a 15ª posição e vai curtir o Natal fora da zona de rebaixamento. (Rodrigo Antonelli)

Roma 4-0 Catania
Defesa que funciona, na frente e atrás. Melhor retaguarda da Europa, com apenas sete gols sofridos em 17 jogos, a Roma ainda pode comemorar o fato de que um de seus defensores, o marroquino Benatia, vai na frente para deixar seus golzinhos. No Olímpico, o jogador realizou uma doppietta, com dois gols de cabeça, e foi o melhor em campo, porque também conseguiu anular as jogadas de ataque do Catania. É o melhor zagueiro do campeonato até o momento e tem quatro gols na tábua de artilharia – nenhum outro defensor fez tantos quanto ele; apenas o lateral Nagatomo tem a mesma quantidade. Após o jogo, Benatia reagiu e ironizou aqueles que diziam que ele havia sido muito caro – a Roma desembolsou cerca de 15 milhões de euros por seu futebol.

Em campo, a vice-líder do campeonato, com 41 pontos e 80,4% de aproveitamento, fez um primeiro tempo ruim contra um Catania que continua a surpreender por ser o lanterna do campeonato, com apenas 10 pontos e somente 19% de aproveitamento. Destro, que voltou bem após lesão que o deixou de fora de quase toda a primeira metade do campeonato, se destacou, e começou com uma assistência para o primeiro gol de Benatia, para depois aproveitar vacilo do goleiro Frison e marcar seu terceiro gol em três jogos. Ljajic, bem em campo, estava atento, e foi o responsável por passar a bola para Benatia fazer o terceiro e para Gervinho, enfim, desencantar – o marfinense poderia ter feito mais quatro gols, mas desperdiçou todas as chances, como é de seu feitio; no gol errou na finalização, mas levou sorte. Enquanto o Catania ainda se lamenta pelas saídas de Gómez e Lodi, que desfiguraram a equipe, a lamentação da Roma é pela excelente fase da Juve, próxima adversária, logo na volta do campeonato, no dia 5. Garcia até brincou com a pontuação das duas equipes: "cheguei na temporada errada, a Juventus vence tudo...". (NO)

Cagliari 1-1 Napoli
No sábado, Cagliari e Napoli fizeram uma partida brigada, mas sem tanta qualidade técnica. Com gols de Nenê e Higuaín no primeiro tempo, os times tentaram chegar a mais gols ao longo da partida, mas esbarraram em fortes marcações e pouca criatividade. Os napolitanos chegaram a marcar, com Callejón, mas a arbitragem interpretou que Pandev, impedido, participou do lance, e invalidou o chute de fora da área do espanhol. O resultado foi pior para o Napoli, que continua na terceira posição, mas viu Fiorentina e Inter se aproximarem e Juventus e Roma escaparem na ponta da tabela. Para os azzurri, pesa também a nova lesão do goleiro Reina, que voltava a iniciar um jogo após lesão, mas voltou a sentir a perna direita.

Do lado cagliaritano, tranquilidade. São cinco resultados úteis em sequência e a equipe ocupa a 12ª posição, com 20 pontos, seis acima da zona de rebaixamento. Porém, o presidente Massimo Cellino colocou todos os jogadores à venda, insatisfeito pela situação do estádio do clube, algo que dura desde a última temporada. "Não posso obrigar os jogadores, que fazem um ótimo trabalho, a jogar em um estádio que seria grande até para a terceirona", disse, em referência à limitação de apenas cinco mil torcedores por jogo no Sant'Elia. Com isso, Nainggolan, ainda em janeiro, e outros jogadores, provavelmente em junho, deixarão a Sardenha, que receberá o flamenguista Adryan, do Flamengo, neste mercado. (NO)

Sassuolo 0-1 Fiorentina
Vitória magra, mas fundamental para os viola. Apesar das goleadas sofridas contra Inter e Juventus, o Sassuolo já tinha aprontado contra Napoli, Lazio e Roma, mas a Fiorentina superou a pressão inicial da equipe da casa e controlou a etapa final. A vitória veio com a marca de 'Pepito' Rossi, que chegou aos 14 gols em 17 jogos, com média de participação de um gol a cada jogo e 51% de contribuição nos 33 gols do time de Montella na Serie A. O clube segue na quarta colocação, agora a três pontos do vacilante Napoli.

Mais perigosos no primeiro tempo, os comandados de Di Francesco deram trabalho com Berardi, Zaza e Chibsah. O melhor da partida segundo o WhoScored, Neto foi providencial nos primeiros 45 minutos e ainda evitou um gol logo após o placar aberto. A Fiorentina chegou ao gol após jogada de Pizarro. Na sobra, Rossi chutou de fora da área para vencer Pegolo, aos 82 minutos. O goleiro neroverde também foi bem, evitando oportunidades de Ilicic e Ambrosini, assim como Antei (titular da sub-21 e vinculado a Roma), o segundo melhor zagueiro italiano da Serie A avaliado no WhoScored, atrás do veterano Lucarelli. Porém ambos foram incapazes de evitar a terceira derrota consecutiva do time da província de Reggio Emilia, de volta à zona de rebaixamento após nove rodadas. O placar magro poderia ter sido maior, mas no final do jogo, Ilicic, cara a cara com o gol, acertou a trave. (Arthur Barcelos)

Verona 4-1 Lazio
O Verona continua surpreendendo e dando show na temporada. Recém-promovido da Serie B, o Hellas vitimou a Lazio dessa vez, com direito a goleada e aplausos. Já são oito vitórias em nove partidas em casa no campeonato, marca que explica a 6ª colocação, com 29 pontos, apenas dois atrás da Inter de Milão. Os 20 mil torcedores presentes no estádio Bentegodi viram mais uma grande apresentação de Luca Toni, que marcou dois gols e deu passe para outro. Assim, o atacante já balançou as redes sete vezes na Serie A e continua calando os críticos.

A Lazio, por sua vez, continua em fase ruim. O time ainda não conseguiu vencer fora de casa no campeonato e o cargo do técnico Petkovic está cada vez mais ameaçado. A imprensa italiana dá como praticamente certa a demissão do bósnio, que foi confirmado como técnico da seleção Suíça após a Copa do Mundo de 2014. O nome de Reja, ex-treinador laziale, começa a aparecer com força na mídia especializada. São apenas 20 pontos conquistados em 17 rodadas nessa Serie A. Biglia marcou o gol solitário do time da capital. Pelo Verona, Toni (duas vezes), Iturbee Romulo fizeram. (RA)

Torino 4-1 Chievo
O Torino segue voando no campeonato. Contra o Chievo, o time granata chegou ao seu oitavo jogo de invencibilidade, manteve a sétima colocação e a boa fase da equipe. A vítima da vez foi o Chievo, que mesmo tendo feito um grande primeiro tempo, no qual abriu o placar logo no início, sucumbiu à força do Toro, que virou com propriedade. A goleada consolida o melhor início de campanha do Torino nos últimos anos. Para se ter uma ideia, se a equipe acabar o campeonato nesta posição, terá sido a melhor desde 1991-92, quando a equipe foi terceira colocada na Serie A – depois, ficou apenas em nono, oitavo e décimo primeiro.

Em campo, um Chievo bem armado por Corini, começou melhor e com mais dinamismo que os donos da casa, que estavam irreconhecíveis. Assim, o gol não demorou a chegar. Théréau completou cruzamento de Sardo e abriu os trabalhos. O segundo gol gialloblù só não saiu pois Padelli defendeu um chute de Paloschi, após contra-ataque. Mesmo com um primeiro tempo desastroso, o Torino ainda conseguiu um empate nos instantes finais. Immobile, sozinho na área, apenas completou para o gol. No segundo tempo, um jogo totalmente diferente, com o Torino dominando o jogo e virando o placar, com mais um gol de Immobile – um golaço de fora da área, após cortar um zagueiro. Vives, aproveitado contra ataque e Cerci, após bobeira da defesa veronesa, definiram o placar, já no final do jogo. (Caio Dellagiustina)

Bologna 1-0 Genoa
As conversas do presidente Guaraldi com Roberto Baggio já aconteceram. Para o ídolo italiano assumir o Bologna, bastava uma derrota para que Pioli fosse demitido. Porém, a vitória que parecia improvável para um time que não vencia há sete jogos contra um que faz uma razoável campanha, aconteceu e com isso, o treinador passará o Natal empregado. Tudo aconteceu graças a Diamanti, que marcou após nove meses de jejum, fazendo com que os donos da casa conseguissem uma importante vitória que, além de salvar o emprego de Pioli, tirou o time da zona de rebaixamento.

O esquema de Pioli, com Moscardelli e Cristaldo no ataque, municiados por Diamanti surtiu pouco efeito na primeira etapa, tanto que a melhor chance do time bolognesi veio através de Kone, em um chute de fora da área. Isolado no ataque, Gilardino também pouco produzia no ataque genovês contra sua antiga equipe. Na segunda etapa, o Bologna começou forte, tanto que conseguiu abrir o placar logo aos 11 minutos, com Diamanti, aproveitando ajeitada de Moscardelli para chutar forte no canto de Perin. Impotente, o Genoa pouco forçou e em momento algum ameaçou a vitória rival. Com a vitória, Guaraldi se empolgou, elogiou a equipe e garantiu o treinador, que foi saudado pela torcida e abraçado pelos jogadores. (CD)

Livorno 1-2 Udinese
Mais irregular do que nunca, a Udinese se recuperou da derrota em casa para o surpreendente Torino e foi até a Toscana bater o Livorno. A vitória volta a colocar o time de Guidolin na parte de cima da tabela, na oitava colocação e com 20 pontos, e termina 2013 em melhor situação, mas não totalmente confortável, o que fará o clube ir ao mercado - Aránguiz, meio-campista da Universidade de Chile e da seleção chilena, está próximo.

O começo da vitória bianconera veio logo aos 10 minutos, quando a promessa Nico López aproveitou vacilo clamoroso de Emerson e chutou na saída de Bardi. O gol cedo apimentou a já movimentada partida e o time da casa partiu em busca do empate, enquanto a Udinese contra-atacava. Empate que veio aos 32, quando Paulinho venceu Danilo no alto e a bola sobrou para Siligardi entortar Domizzi e chutar no canto de Brkic. Na segunda etapa, contudo, a tradicional bola aérea do time de Údine entrou em ação e após sobra de Bardi, Heurtaux desempatou – o goleiro da seleção sub-21 italiana não viveu seus melhores momentos em novembro e dezembro. (AB)

Sampdoria 1-1 Parma
Em jogo muito bom na portenha Gênova, Samp e Parma empataram e saíram de campo satisfeitos. O resultado é bom para as duas equipes, que continuam com boa sequência: os blucerchiati vivem bom momento no campeonato e chegam a nove pontos conquistados em cinco partidas, enquanto o Parma de Donadoni segue sem perder, com seis rodadas de invencibilidade já. Muito equilibrado, o jogo ficou concentrado no meio de campo durante todo o primeiro tempo e só no final uma das equipes conseguiu chegar com perigo ao gol adversário. E Éder não desperdiçou: 1 a 0 para os donos da casa.

No segundo tempo, o Parma conseguiu empatar com Lucarelli aos 19 minutos, depois de falha defensiva de Krsticic e o jogo diminuiu bastante de ritmo. As equipes sentiram o desgaste físico e parecem ter parado de procurar o gol. Com o resultado, as duas equipes param para o recesso de fim de ano bem colocadas na tabela: a Samp ocupa a 14ª colocação e o Parma é o 12º, com 20 pontos. Na próxima rodada, em 2014, os times enfrentam Napoli e Torino, respectivamente. (RA)

Relembre a 16ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Neto (Fiorentina); Barzagli (Juventus), Benatia (Roma), Natali (Bologna); Cerci (Torino), Bradley (Roma), Pogba (Juventus), Guarín (Inter); Palacio (Inter), Toni (Verona), Immobile (Torino). Técnico: Walter Mazzarri (Inter).