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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

9ª rodada: O primeiro tropeço

Antonini, desafeto de Allegri, derrubou a Juventus e alçou o Genoa à parte alta da tabela (Ansa)
Não há mais times invictos na Serie A. Juventus e Sampdoria, os únicos que sobravam imaculados nesta temporada, sofreram gols nos acréscimos e praticamente ao mesmo tempo perderam a invencibilidade. Com isso, Juve e Roma dividem a liderança, com 22 pontos, enquanto um grupo de sete times se engalfinha, um pequeno abismo atrás. Juventinos e romanistas tem seis pontos de vantagem sobre Lazio, Milan, Sampdoria e Udinese, e sete acima de Napoli, Inter e Genoa. Fato é que, na 9ª rodada, o campeonato está bastante embolado, até mais do que o previsto.

Genoa 1-0 Juventus
A primeira derrota da Juve no campeonato veio quando se menos esperava. A equipe dominava a partida e criava as chances mais perigosas, contra o Genoa, até os minutos finais da partida, mas viu trapalhada da defesa deixar a bola livre para Antonini fazer 1 a 0 para os donos da casa já nos acréscimos do jogo. O erro custou caro, no dia em que Buffon completou 500 jogos com a camisa da Velha Senhora, e agora a Roma encostou de novo na liderança da Serie A (os times estão empatados em todos os critérios), mostrando que essa deve mesmo ser uma luta dente a dente até o fim da temporada.

A Juve de Allegri perdeu a intensidade que tinha com Antonio Conte até temporada passada e muitas vezes parece mais burocrática do que o necessário, trocando passes em excesso e sem a verticalidade que marcou a equipe nos últimos anos. Ainda assim, o time atacou muito e teve chances claras de abrir o placar em Gênova. A trave (duas vezes) e boas defesas de Perin, porém, impediram. Méritos também para Gasperini que propôs o jogo defensivo e acertou na escolha do jovem Mandragora para o meio campo. O garoto de 17 anos apareceu para bloquear Tévez e Pogba em duas boas ocasiões. No final, Antonini, que saiu do Milan brigado com Allegri, se vingou com gosto. A vitória deixa o Genoa na 9ª colocação, com 15 pontos. (Rodrigo Antonelli)

Roma 2-0 Cesena

Mais uma partida à Garcia. Sem sustos, com calma e o mais importante: com os três pontos. Ao invés dos pontos desperdiçados com as famosas “romadas”, a Roma de Garcia conta com um elenco extenso e de qualidade, um sistema bem definido com uma defesa difícil de ser vazada – o time que mais partidas sem sofrer gols (sete em nove rodadas) e um ataque que consegue decidir em momentos importantes. Desta vez, importante mesmo, porque a Roma voltou a empatar com a Juve na liderança do campeonato.

Como fez aos 8 minutos contra o Cesena, com Destro, o atacante com a melhor taxa de conversão e gols/minuto da Serie A. O gol chegou após jogada típica de Pjanic e Gervinho, com enfiada do bósnio para a corrida do marfinense cruzar para o centro da área, onde Destro estava para completar para as rede. A partir de então, ritmo lento e controle dos giallorossi, batendo o recorde de passes numa partida, considerando o total e apenas um jogador, Pjanic. Depois de acelerar no fim, a vantagem foi ampliada com De Rossi após escanteio fechado de Pjanic, que teve cabeceio de Yanga-Mbwia antes de o volante completar. (Arthur Barcelos)

Cagliari 1-1 Milan

Pouco a pouco o Milan vai progredindo no seu objetivo na temporada: ficar entre os três primeiros. Porém, os resultados ainda não agradam e o avanço se dá mais por tropeços dos concorrentes que mérito próprio. Ante o Cagliari, a equipe não saiu de um empate (o quarto em nove rodadas), mas contou com as derrotas de Sampdoria e Udinese para assumir o último posto que dá vaga na Liga dos Campeões, mesmo com a distância para os líderes chegue a seis pontos.

O melhor ataque da competição, ainda sente a falta de Torres como referência. Sem produzir na frente, o Milan sofreu a pressão inicial dos sardos. Ibarbo chegou a desperdiçar uma chance já com o goleiro batido, mas Rami salvou. Na sequência, o colombiano antecipou Abbiati e, de cabeça, abriu o placar. Os rossoblù tiveram a chance de ampliar, mas Sau desperdiçou. Na sequência, o Milan chegou ao empate. Bonaventura foi cruzar, acabou chutando, e acertou o ângulo de Cragno. O gol não mudou o patamar do jogo e o Cagliari seguiu melhor e chegou até a acertar a trave numa cobrança de falta de Conti. Inzaghi mudou o time, mas mesmo sem Torres e com Ménez, o time pouco produziu. O empate foi bom para o time da casa, treinado por Zeman, que vem subindo de produção. (Caio Dellagiustina)

Inter 1-0 Sampdoria

Mais uma vez, um pênalti salva a Inter. Contra o Cesena, no final de semana, a penalidade veio mais cedo, mas desta vez Icardi precisou convertê-la nos acréscimos do segundo tempo para dar uma vitória que recolocou a Beneamata na parte alta da tabela e fez com que a Samp não igualasse a sequência de nove jogos consecutivos pontuando – algo que só aconteceu na campanha do único scudetto doriano, em 1990-91. Somente Sampdoria e Juventus estavam invictas na Serie A, mas com gols simultâneos, seus maiores rivais, Genoa e Inter, fizeram um favor ao outro e sorriram na rodada, com um motivo a mais além das vitórias.

À Inter o bom retrospecto de Palacio e Icardi contra a Sampdoria não foi suficiente. Os dois jogaram muito mal, se movimentaram pouco e mal viram a cor da bola, mesmo com as boas partidas de Kovacic e Hernanes (substituído por problema muscular no decorrer do jogo). A Sampdoria, por sua vez, era bem perigosa, e obrigou Handanovic e a trabalhar e ser um dos melhores em campo, com quatro boas defesas. Quando não conseguiu defender, viu a bomba de Duncan (volante de posse da Inter, emprestado aos genoveses), explodir na trave. Do outro lado, o goleiro Romero também apareceu bem quando solicitado, e só não conseguiu defender a boa cobrança de pênalti de Icardi. (Nelson Oliveira)

Atalanta 1-1 Napoli

Depois da grande vitória por 6 a 2 sobre o Verona, no fim de semana, o Napoli parece ter perdido a intensidade e fez partida morna com a Atalanta na maior parte do tempo. Só nos minutos finais, após expulsão de Cigarini, o time melhorou o ritmo, mas dessa vez não teve tanta sorte. Higuaín perdeu pênalti nos acréscimos do segundo tempo e jogou pra longe a chance de colocar os azzurri na zona de classificação para a Liga dos Campeões pela primeira vez na temporada. Antes disso, o argentino já havia feito o gol de empate dos visitantes.

O empate acabou sendo o resultado mais justo. A Atalanta soube se defender bem e não deixou o Napoli criar chances claras de gol quase nenhuma vez. A exceção foi o gol de Higuaín e uma chance inacreditavelmente desperdiçada pelo artilheiro do campeonato, Callejón (veja aqui). Os donos da casa conseguiram fazer seu jogo sem levar sustos e abriram o placar em uma investida ao ataque com Denis, que marcou pela primeira vez na temporada. A expulsão - justa - de Cigarini mudou a partida e deu ao Napoli a chance de virar o jogo, o que não se concretizou. Assim, os napolitanos permanecem na 7ª posição, com 15 pontos e a Atalanta fica na 16ª, com oito. (RA)

Fiorentina 3-0 Udinese
A Viola conseguiu uma ótima vitória contra uma Udinese que luta na parte de cima da tabela. Depois do empate contra o Milan, a Fiorentina bateu o time bianconero por 3 a 0, no Artemio Franchi. Ilicic, autor do gol contra o rossonero, teve a chance de fazer o primeiro gol do jogo após um erro de Allan, mas chutou mal e Karnezis conseguiu mandar para escanteio. A Udinese, por sua vez, parou em Neto: Di Natale teve uma falta defendida e, aos 23, o artilheiro não acertou o gol com um cabeceio. Antes do intervalo, Babacar, no rebote da finalização de letra de Borja Valero, deu a vantagem à Viola.

No segundo tempo, o artilheiro do jogo aproveitou a chance mais uma vez: Cuadrado cruzou bem, Babacar dominou com classe e empurrou para a rede. O placar foi definido em uma jogada individual de Cuadrado, que passou, na sequência, para Valero bater de fora da área e definir o placar. Com o resultado, o time do Friuli perdeu a oportunidade de alcançar o 3º lugar do campeonato. Na próxima rodada, a Udinese encara o Genoa. A Fiorentina, que subiu para a 10ª colocação, vai enfrentar a Sampdoria. (Murillo Moret)

Verona 1-1 Lazio

Veroneses e romanos entraram em campo para fechar a 9ª rodada, nesta quinta, com um tabu que os envolvia. Desde 1991, a Lazio não batia o Verona no estádio Marc'Antonio Bentegodi, e por pouco não quebrou a escrita. O time da capital, comandado pelo técnico Pioli, vinha de quatro vitórias seguidas, e novamente foi superior ao seu adversário, mas esbarrou no tabu no final da partida, quando cedeu o empate. E, assim, a Lazio deixou escapar a chance de ficar solitária na 3ª posição, com 18 pontos – agora, tem 16, ao lado de Milan, Sampdoria e Udinese. O Verona ocupa a 11ª posição, com 12 pontos.

A partida não teve grandes emoções em Verona. Longe disso, aliás. A Lazio dominou territorialmente o jogo e manteve a posse de bola quase sempre no ataque, enquanto os butei se defendiam e esperavam um contra-ataque. A tática ia dando certo, mas após um cruzamento de Candreva, Moras falhou e Lulic abriu o placar, no final do primeiro tempo. No segundo tempo, Toni e Nico López tentaram o empate, que só chegou aos 25, quando Cavanda derrubou Juanito na área, cometeu pênalti e foi expulso. Toni bateu bem e marcou seu nono gol contra os laziali na carreira. Dali para frente, os romanos se fecharam e seguraram o empate. (NO)

Torino 1-0 Parma
O tormento do Parma não tem fim. O gol de Matteo Darmian, aos 10 minutos do primeiro, deu a vitória ao Toro no Olímpico. Os crociati chegaram à sexta derrota consecutiva e amargam a lanterna da Serie A, com apenas três pontos. O técnico Roberto Donadoni está cada vez mais sob pressão e balança no cargo, apesar de ter um dos mais longos trabalhos (o quarto) na Serie A – com um ótimo desempenho até a temporada passada, por sinal.

No jogo, a maioria das ações ofensivas foram realizadas pelos donos da casa. A primeira vez que o Parma chegou ao ataque foi aos 67 minutos, quando Acquah obrigou Gillet a fazer boa defesa. Coda até balançou a rede, porém, colocou a mão na bola antes da finalização. O goleiro reserva crociato, Cordaz, protestou tanto que foi expulso pelo árbitro Gianluca Rocchi. (MM)

Sassuolo 3-1 Empoli

O sorteio da Serie A reservou um começo complicadíssimo para o Sassuolo, talvez o mais difícil para um time pequeno no campeonato. Os neroverdi enfrentariam Inter, Fiorentina, Napoli, Lazio e Juventus, além de Cagliari, Sampdoria e Parma. E apesar de ter se saído bem contra os grandes, exceto a goleada sofrida em Milão, perdeu pontos em casa pra Cagliari e Sampdoria. Mas agora o time de Di Francesco dá importante sinal de recuperação e, depois de muita luta e chances criadas, chegou à segunda vitória consecutiva.

Desde o início o time mais incisivo, o Sassuolo acabou relaxando em jogada organizada do Empoli pela direita, que terminou em cruzamento para a área completado por Croce do outro lado. Nada que afetasse o time da casa, mais ofensivo, porém ainda relaxado na defesa, quando graças a Consigli e a trave não levou o 2 a 0 em quatro oportunidades dos visitantes no final da primeira etapa. A partida era aberta e bem jogada, algo até surpreendente para quem não conhecia as pequenas equipes provincianas. No segundo tempo, enfim os neroverdi foram às redes e em cinco minutos viraram o placar: primeiro com Missiroli, após cruzamento de Taïder, e depois com Floccari, em passe de Berardi. O jovem atacante havia perdido pênalti nesse meio tempo, porém se redimiu ampliando, de cabeça, após cruzamento de Sansone – que não fez gol, mas foi o melhor em campo, chamando a atenção de Antonio Conte. (AB)

Palermo 1-0 Chievo
Palermo e Chievo começaram a rodada na zona de rebaixamento, mas o momento de ambos era distinto. Os sicilianos vinham de derrota para a Juventus, mas complicaram o jogo durante boa parte do tempo e, antes disso, vinha de vitória contra o Cesena, sua primeira na competição. Já o Chievo somava cinco jogos sem vitória e caindo tabela abaixo. No fim das contas, se fez valer, mais uma vez, a famosa “Lei do Ex”. Com um gol de Rigoni, já no final da partida, o rosanero deixou a zona de rebaixamento, pulando para a 15ª colocação, enquanto os veroneses permaneceram na penúltima colocação.

Em campo, o Chievo até foi melhor, mas parou nas defesas de Sorrentino, outro que já defendera a camisa gialloblù. O goleiro parou as chances criadas por Maxi López e Birsa, e viu de longe seu sucessor no gol do Chievo, Bardi, segurar as ofensivas de Belotti e Barreto. As chances se multiplicavam, mas nada de o gol sair. O ritmo diminuiu na segunda etapa, mas foi aí que a bola estufou as redes. O primeiro, de Dybala, foi anulado, mas no minuto 81, Rigoni aproveitou rebote, acertou belo chute da entrada da área e definiu o jogo. (CD)

Relembre a 8ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada

Sportiello (Atalanta); Bruno Peres (Torino), Burdisso (Genoa), Acerbi (Sassuolo), Basanta (Fiorentina); Kovacic (Inter), Conti (Cagliari), Keita (Roma); Cuadrado (Fiorentina), Babacar (Fiorentina), Sansone (Sassuolo). Técnico: Eusebio Di Francesco (Sassuolo).

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