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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

16ª rodada: Tudo como estava

Tévez abriu o placar na vitória juventina e ajudou o time a ampliar liderança (Eurosport)
Na última rodada, a Roma havia conseguido reduzir a vantagem da Juventus para apenas um ponto. No entanto, os romanos teriam confronto complicado no sábado, diante do Milan. Acabaram tropeçando, enquanto a Juventus treinava em Doha, no Catar, para a decisão da Supercopa Italiana. A derrota na Ásia acaba sendo menos dura para a Velha Senhora, devido a vantagem recuperada na Serie A e, com a pausa para as festas de fim de ano, pode nem ser sentida pelos lados de Turim. Enquanto isso, a briga por uma vaga europeia continua quente. Basta ver que a diferença entre Lazio, 3ª colocada, e Sassuolo, 12º, é de somente sete pontos. Haja coração! E panetone.

Cagliari 1-3 Juventus
Após tropeçar diante da Sampdoria, na última rodada, e deixar a Roma encostar na tabela, a Juventus voltou a dar prova de força na Serie A. Jogando longe de casa, enquanto a rival direta pelo scudetto mandava partida em seu estádio, a Velha Senhora venceu o Cagliari por 3 a 1 e voltou a abrir três pontos de distância na liderança do campeonato. O time de Massimiliano Allegri não teve dificuldades e abriu 2 a 0 ainda antes dos 15 minutos do primeiro tempo, com Tévez e Vidal. Depois, administrou o jogo e ainda fez o terceiro com Llorente, no início da etapa complementar. Rossettini descontou para o Cagliari, aos 20, mas foi só.

A derrota cagliaritana faz com que a equipe chegue ao oitavo jogo consecutivo sem vitória no campeonato e permaneça na zona de rebaixamento. O mau aproveitamento na primeira parte do campeonato deve custar o emprego do técnico Zdenek Zeman. Ele comandou as atividades do time na manhã desta segunda-feira, mas a Gazzetta Dello Sport banca que o treinador será demitido nas próximas horas. Gianfranco Zola seria o preferido para ocupar o posto e Delio Rossi e Walter Zenga correriam por fora. Fato é que com Zeman não dá para continuar. O treinador não consegue acertar nem o ataque, seu ponto forte. O time tem, ainda, a terceira pior defesa da competição, com 29 gols sofridos em 16 jogos. (Rodrigo Antonelli)
 
Roma 0-0 Milan
As equipes bem que tentaram, mas não saíram de um empate sem gols no Olímpico. O técnico da Roma, Rudi Garcia, e o lateral Jose Holebas conseguiram revogar, na sexta-feira, a suspensão para a partida. Eles viram bem de perto o início quase fulminante do rossonero, quando De Sanctis precisou defender uma falta de longa distância de Honda e o rebote de Poli. Os giallorossi chegaram ao gol adversário também em bola parada - Diego López fez boa defesa em chute de Totti.

Mexès quase balançou a rede do seu antigo clube com um golaço estupendo. Ele arriscou do meio de campo e obrigou De Sanctis a jogar a bola para escanteio. Armero foi expulso durante a segunda etapa, mas nem assim a Roma conseguiu chegar ao gol – antes e depois da expulsão, Diego López fez duas ótimas defesas em chutes de Gervinho. Houve lance polêmico, também: o time da casa teve um pênalti negado quando De Jong colocou a mão na bola. Nem o árbitro nem o assistente atrás do gol assinalaram a marca da cal. (Murillo Moret)

Napoli 2-0 Parma
Após quatro jogos sem vencer, o Napoli finalmente voltou a sentir o gostinho de somar três pontos e, com os tropeços conjuntos de Sampdoria, Genoa, Lazio e Milan, subiu para a zona de classificação para a Liga dos Campeões. Contra um Parma cada vez mais entregue no campeonato, a missão napolitana não foi difícil. Zapata e Mertens fizeram 2 a 0 para os donos da casa ainda antes dos 30 minutos de jogo e, no resto do tempo, administraram a vantagem para não se cansar muito para o jogo desta segunda, contra a Juve, pela Supercopa Italiana – estratégia que se mostrou acertada, já que para bater a campeã italiana, o time azzurro precisou de 120 minutos e cobranças de pênaltis.

O Parma de Roberto Donadoni, por sua vez, afunda cada vez mais na lanterna da competição. São apenas seis pontos conquistados em 16 jogos e nove de diferença para o primeiro time fora da zona da degola, a Atalanta. A sequência interminável de resultados negativos, porém, ainda não espirrou no treinador e, sob novo comando presidencial, é possível que novos nomes, principalmente para o ataque, cheguem no mês de janeiro. Se quiser permanecer na Serie A, a reabilitação deve começar o quanto antes. (RA)

Inter 2-2 Lazio
Thriller em San Siro, com direito a golaços. No outro jogo envolvendo equipes milanesas e romanas da rodada, a Lazio fez um ótimo primeiro tempo, aproveitando-se de uma Inter baqueada, mas viu a reação dos donos da casa na segunda etapa. Como cada equipe jogou melhor em uma das partes do jogo, o empate acabou sendo justo para o que foi a partida. O resultado levou a Lazio à terceira posição, ao lado de Napoli e Sampdoria, que também têm 27 pontos – uma vitória deixaria os laziali isolados na tabela. Já a Inter desperdiçou mais uma chance de encostar de vez no pelotão que briga por uma vaga na Liga dos Campeões, mas devido ao fato de as outras equipes à sua frente terem tropeçado, segue apenas seis pontos longe do grupo.

A partida acontecia em Milão, mas no início parecia que era em Roma. Logo aos dois minutos, a defesa da Inter deu espaço e Felipe Anderson, que teve seus méritos, limpou e chutou forte para abrir o placar. Mancini havia surpreendido ao escalar a Inter no 4-4-2, com Dodô na lateral esquerda e Nagatomo mais à frente. Porém, deu tudo errado e a dupla jogou muito mal – o brasileiro foi substituído antes de o primeiro tempo acabar, quando a Lazio já vencia por 2 a 0, com outro gol do ex-meia do Santos. Felipe Anderson, que saiu muito badalado do Brasil, é um capítulo à parte. Demorou para se adaptar, mas a diretoria apostou em sua recuperação e vai colhendo os frutos: ele ganhou vaga no time titular depois que Candreva se machucou e vai ser difícil tirá-lo. Após balançar o time no intervalo e mudar o esquema tático para o 4-3-1-2, Mancini viu a Inter realizar alguns de seus melhores minutos desde sua chegada. A equipe deixou o baque do 2 a 0 de lado, sofreu apenas mais um chute a gol e empatou a partida, com um golaço de Kovacic e o gol-redenção de Palacio, que voltou a marcar após um jejum de 225 dias. Os nerazzurri ainda tiveram ótimas chances de virar, mas Icardi estava mal no jogo. Quando Kuzmanovic e Kovacic tentaram, Marchetti estava atento e segurou o empate. (Nelson Oliveira)

Sampdoria 2-2 Udinese
Outra partida movimentada neste fim de semana aconteceu em Gênova, onde a Sampdoria levou a virada, mas contou com um super Gabbiadini para chegar ao empate, que manteve o time na terceira posição, ao lado de Napoli e Lazio. Para a Udinese, um bom resultado, que deixa a equipe friulana na parte de cima da tabela ao menos até janeiro, e mostra que o trabalho de transição após a saída de Francesco Guidolin tem sido bem realizado por Andrea Stramaccioni.

Stramaccioni escalou um time com surpresas para a visita aos dorianos – por exemplo, fez o jovem zagueiro Wague estrear, e deu uma oportunidade ao também suíço Geijo no ataque, deixando Di Natale no banco. Depois que Obiang abriu o placar para a Sampdoria, aproveitando rebote, a Udinese foi para cima e contou com boa atuação do grego Kone para virar a partida ainda no primeiro tempo. Ele começou cruzando rasteiro para Geijo, com classe, completar na saída de Romero, e depois bateu um escanteio na cabeça de Danilo, que se desmarcou e estufou as redes. No segundo tempo, Gabbiadini deixou o estágio de torpor na primeira etapa, quando estava bem marcado, e produziu bastante perigo para a defesa bianconera. Em uma das chances, ele cabeceou bonito e empatou a partida. Como a Samp irá ficar sem um jogador tão decisivo e que se sacrifica pelo time, como é Gabbiadini? Sua transferência para o Napoli está encaminhada e Joaquín Correa, meia do Estudiantes, será seu substituto. (NO)

Torino 2-1 Genoa
Sem vencer desde a 9ª rodada, o Torino presenteou seus torcedores com o reencontro com os triunfos antes de o ano acabar. Na última partida de 2014, a equipe de Ventura fez um jogo de igual para igual contra o Genoa, que briga na parte de cima da tabela, e respirou na luta contra o rebaixamento. Após o apito final, o técnico granata dedicou a vitória aos jogadores, e disse que eles mereciam uma felicidade do gênero pelo empenho mostrado na temporada, mas que infelizmente, para eles, não vinha sendo recompensado em campo – apenas na Liga Europa. Já Gasperini, do Genoa, reclamou muito da arbitragem, que não deu um pênalti sobre Matri. Poderia reclamar mais da sua defesa, que falhou nos dois gols genoveses.

Poderia reclamar também do fato de que seu time ia conquistando uma boa vitória fora de casa e assumindo a terceira posição, mas desperdiçou a vantagem. Após Iago abrir o placar com um chute da entrada da área, o Torino acertou a trave com Farnerud e cresceu de produção. Matri reclamou de pênalti, que houve, mas a arbitragem deixou passar. Em um apagão defensivo que durou menos de 10 minutos, pouco após a volta à segunda etapa, o capitão Glik nem parecia ser o principal nome das jogadas aéreas do time da casa. Afinal, a zaga genovesa deixou o polonês sozinho duas vezes e, em ambas, ele testou para as redes, decretando a virada. Com o resultado, o Torino fica na 13ª posição, com 17 pontos, e o Genoa na 6ª, com 26. (NO)

Fiorentina 1-1 Empoli
A Fiorentina desperdiçou a chance de encostar nos primeiros colocados. Jogando em casa, a viola não saiu de um empate no clássico da Toscana, frente ao Empoli, e encerrou o ano apenas na oitava colocação, ainda reflexo do péssimo início de temporada. Com a bola rolando, o time de Florença teve as primeiras chances com Borja Valero, que perdeu gol quase debaixo da trave, e com Cuadrado. Num vacilo da defesa, o Empoli abriu o placar com Tonelli. O zagueiro, nascido na cidade e torcedor da Fiorentina, marcou seu quarto gol na temporada e o oitavo do Empoli em jogada de bola parada.

Por outro lado, Sepe segurou a cabeçada de Gómez, nas não o petardo de Vargas. O peruano voltou a marcar após um ano na Serie A, já no final da primeira etapa. No segundo tempo, Gómez e Cuadrado desperdiçaram duas oportunidades preciosas, que custaram caro à viola, uma vez que na sequência, veio o empate azzurro. A Fiorentina buscou o gol, mas quem quase conseguiu a vantagem foi o Empoli. Savic salvou em cima da linha e Neto, no lance seguinte, evitou a derrota. No final do jogo, o presidente da Fiorentina, Andrea Della Valle, lamentou-se pela enorme possibilidade de o goleiro deixar o clube de graça, em junho. O brasileiro está próximo da Juventus. (Caio Dellagiustina)

Verona 0-1 Chievo
O clássico de Verona foi decidido com um gol irregular no fim da partida. O time da casa teve muitas oportunidades de balançar a rede no primeiro, mas nada fez. Toni foi travado pela zaga no início da partida, assim como a finalização de bicicleta de Nenê. O primeiro chute do Chievo foi realizado somente aos 39 minutos, por Radovanovic. Pelo lado do Verona, o lateral direito Martic deixou o campo ainda no primeiro tempo com suspeita de fratura do braço.

Meggiorini colocou a defesa do Hellas para trabalhar no início da etapa final - uma delas foi interceptada pelo goleiro Benussi; a finalização, com passe de Hetemaj, saiu pela linha de fundo. Paloschi fez o único gol do jogo aos 81 ao, impedido, escorar o cruzamento de Zukanovic por entre os zagueiros do Verona. A arbtitragem foi questionada outras vezes, por dois supostos pênaltis, um para cada lado. (MM)

Atalanta 3-3 Palermo
Em Bérgamo, no jogo mais movimentado da rodada, Atalanta e Palermo ficaram num empate em 3 a 3, resultado que não muda muito a situação das duas equipes. Em melhor condição, o time rosanero logo abriu boa vantagem, comandado pelo argentino Vázquez – seu compatriota, Dybala, esteve em tarde mais apagada desta vez. Aos 6, Rigoni completou passe do meia-atacante de primeira para abrir o placar e, aos 16, o próprio Vázquez anotou um golaço, encobrindo Sportiello com um pallonetto do meio da rua. Vestidos de árvore de Natal, com um uniforme verde, os jogadores da Atalanta entraram no jogo após o gol de Denis, que converteu pênalti duvidoso.

Porém, nos instantes finais da primeira etapa, Dybala fez o que quis contra Stendardo e Benalouane antes de deixar Vázquez sozinho para ampliar e concluir o recital palermitano. Colantuono mostrou que tem o elenco em mãos depois do intervalo. O técnico voltou para o segundo tempo com Bianchi ao lado de Denis no ataque e com Gómez e Moralez nas pontas. A pressão ofensiva e a vontade dos jogadores, que tiveram uma melhora de rendimento na segunda etapa, deram resultado aos dez minutos. Moralez aproveitou sobra de Sorrentino e diminuiu. Se lançando de vez ao ataque, contra um Palermo retraído, a Atalanta igualou o placar, mais uma vez com Denis, aproveitando falha de Andelkovic. O resultado mantém a Atalanta fora da zona de rebaixamento e deixa o Palermo com uma invencibilidade de oito jogos – a maior do clube na história da Serie A. (CD)

Sassuolo 1-1 Cesena
Com muita névoa, foi muito difícil enxergar o que aconteceu no estádio Città del Tricolore neste sábado. No clássico regional entre Sassuolo e Cesena, bastante equilíbrio e pouco futebol, embora tenha sido o time da casa a criar as melhores chances. Quando solicitado, o goleiro Leali, do Cesena, teve bom papel e fez boas defesas.

No segundo tempo, com Sansone no lugar de Floro Flores, o Sassuolo melhorou e chegu ao gol. A arbitragem assinalou pênalti inexistente de Magnússon sobre Vrsaljko – o contato entre os dois não foi suficiente para que a penalidade fosse marcada. Zaza cobrou e fez, com tranquilidade. Porém, nos últimos segundos da partida, o volante brasileiro Zé Eduardo aproveitou cruzamento na área e deixou tudo igual. Foi a terceira partida seguida que o Sassuolo perdeu pontos nos acréscimos – houvesse mantido os resultados, teriam cinco pontos a mais e ocuparia a sétima posição. Já o Cesena segue na zona de rebaixamento, mas conseguiu importante ponto. (NO)

Relembre a 15ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Diego López (Milan); Glik (Torino), Tonelli (Empoli), Danilo (Udinese); Vidal (Juventus), Kone (Udinese), Farnerud (Torino), Kovacic (Inter), Vázquez (Palermo); Denis (Atalanta), Felipe Anderson (Lazio). Técnico: Stefano Colantuono (Atalanta).

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