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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Altos e Baixos


Mais uma vez, Higuaín foi decisivo pelo Napoli (AFP)

Oitavas da Liga Europa definidas. E três italianos estarão lá, representando o país, em alguns dos confrontos mais empolgantes dessa fase da competição. Quatro equipes da Bota estavam vivas no torneio, mas a Lazio deu vexame frente ao pequeno Ludogorets, da Bulgária, e foi eliminada. Agora, o Napoli, que passou bem pelo Swansea, enfrenta o Porto, e Juventus e Fiorentina fazem duelo italiano em dois jogos que prometem parar a Itália.
 
Napoli 3-1 Swansea
Depois de ser amplamente dominado pelo Swansea na semana passada, desta vez, o Napoli aproveitou a atmosfera positiva do San Paolo e foi mais ofensivo. No tradicional 4-2-3-1, os azzurri jogaram marcando pressão e com boa movimentação de Insigne, Pandev e Higuaín – Callejón ficou devendo. O Swansea manteve o estilo que tem há muito tempo e priorizou a posse de bola (acabou com 56%, mas chegou a ter mais de 62%). Porém, a postura ofensiva inicial dos partenopei deu resultado: Higuaín deixou a área, desviou de cabeça e deixou Insigne à vontade para marcar o 1 a 0, de cobertura. Mas aí começaram os altos e baixos, após abrir o placar, o Napoli deu espaço para os galeses, que passaram a incomodar. Os volantes dos swans tiveram mais liberdade e, em uma dessas chegadas, De Guzmán recebeu livre de Bony e conseguiu o empate. 

Na volta do intervalo e com a vantagem no confronto, o Swansea até tentou manter a pegada, mas foi o Napoli que retomou o domínio da partida. Vendo o maior volume de jogo dos azzurri, o técnico dos galeses, Garry Monk, fez uma alteração defensiva. Tirou um ponta e colocou o lateral Taylor. Assim, saiu o 4-2-3-1 e entrou em ação um 4-4-1-1. A nova formação galesa deixou o Napoli mais dono da partida. Enquanto, a mexida do rival não funcionou, os escolhidos de Benítez criaram o segundo gol italiano. Foi em uma tabela com Hamsík que Mertens recebeu no fundo e cruzou para o meio da área. A defesa visitante não conseguiu cortar e a bola sobrou com Higuaín, que não desperdiçou.

Depois da partida, El Pipita ressaltou a importância do gol: “foi importante porque veio depois de minutos complicados”. Com o 2 a 1 e faltando apenas 12 minutos, o técnico espanhol optou por recuar a equipe. Os visitantes foram com tudo ao ataque, quase marcaram, mas deram muito espaço ao contra-ataque dos azzurri. Em uma das oportunidades, Inler aproveitou passe de Hamsík e marcou o 3 a 1, classificando o Napoli às oitavas de final. O próximo desafio será o Porto, descrito como “uma grande equipe, que fará um confronto muito difícil” pelo técnico Rafa Benítez. (Pedro Spiacci)

Trabzonspor 0-2 Juventus
Como deve esse isso de viajar para outro país somente para treinar? Pois graças a Vidal e Osvaldo, a Juventus fez um treino de luxo na Turquia, vencendo o Trabzonspor por 2 a 0. De quebra, ganhou a chance de enfrentar a Fiorentina nas oitavas de final. Pressionando desde o início do jogo, a Velha Senhora não tomou conhecimento dos turcos. Aos 5 minutos, Isla acertou o travessão. Na sequência, Giovinco tentou, mas não obteve sucesso. O goleiro Kivrak, por um momento, segurou o ímpeto bianconero. Nem Marchisio, nem Pogba o vazou. Depois do gol anulado de Peluso, que estava impedido, Kivrak defendeu o chute de Giovinco, porém, Vidal, livre na pequena área, estufou a rede com um chute potente. O resultado foi definido aos 33', com assistência da Formiga Atômica e gol de Osvaldo.

Giovinco teve grande exibição na dominação juventina. Parecia até aquele Sebastian que encantou no Parma e fez a Juve querê-lo novamente. Marchisio jogou mais uma partida maravilhosa na posição de Pirlo. Talvez ele não tenha mais que disputar vaga com Vidal e Pogba. O francês, aliás, saiu ainda no primeiro tempo - para a entrada de Padoin - por precaução. Afinal, no fim de semana tem Juventus x Milan. O chileno, por sua vez, marcou seu 17º gol na temporada. O meio-campista Vidal. Meio-campista. Número incrível.

O mês de março está ótimo para a Juventus. Milan no domingo, Fiorentina no próximo fim de semana, Fiorentina novamente no dia 13, Genoa, Fiorentina, Catania, Parma e Napoli. O futuro, ele está aí. Para os bianconeri, a revanche diante a Viola e avançar rumo ao título da Liga Europa, na final que será disputada em seu estádio. Para o time de Vincenzo Montella, a afirmação em território nacional (uma vitória nas últimas quatro partidas da Serie A) e a chance de dizer para a Juve que "não tem Europa pra você!". (Murillo Moret)
 
Fiorentina 1-1 Esbjerg
Em situação tranquila para o jogo de volta, a Fiorentina fez como manda a cartilha: controlou o jogo, construiu algumas jogadas e não sofreu grandes perigos. No final das contas, empate sem graça com o dinamarquês Esbjerg e vaga assegurada para as oitavas de final da Liga Europa. O próximo desafio, sim, necessitará de maior esforço dos viola: nada mais nada menos que a soberana (na Serie A) Juventus, sua maior rival.

Com a bola rolando, o time de Montella cozinhou o jogo no que Ilicic produzia pela ponta direita, Ryder pela esquerda, numa eventual jogada ou passe de Valero e Pizarro, e na bola parada, onde saiu suas principais oportunidades. Ainda fora de forma, Gómez não teve boa apresentação e sequer chutou a gol em 90 minutos. O gol saiu logo no início da segunda etapa, em cobrança de falta perfeita de Ilicic, enquanto os dinamarqueses, que pouco produziram, empataram apenas nos acréscimos, em boa jogada de Vestergaard, que deu caneta em Compper antes de vencer Rosati, estreando no gol viola. (Arthur Barcelos)

Ludogorets 3-3 Lazio
A Lazio foi a Sofia, capital da Bulgária, enfrentar o Ludogorets correndo atrás do prejuízo, já que o time celeste havia perdido por 1 a 0 no estádio Olímpico de Roma. Em uma partida de muitas reviravoltas, a equipe biancoazzurra chegou a ter dois gols de vantagem, mas os búlgaros conseguiram um empate nos últimos minutos e asseguraram a classificação para as oitavas de final da Liga Europa, deixando a outrora favorita Lazio para trás.

O time romano até reverteu a vantagem adversárias antes do ponteiro marcar um minuto de jogo, quando Keita aproveitou vacilo da defesa, invadiu área, tentou cruzar e contou com a sorte de a bola ter batido no goleiro e voltado para seus pés para, por fim, morrer nas redes. Parecia que os laziali iriam conseguir a classificação sem muito esforço depois que, no início do segundo tempo, Brayan Perea recebeu passe de Onazi em contra-ataque e tocou na saída do goleiro para aumentar ainda mais as esperanças do torcedor. Bezjak, no entanto, tinha outros planos e tratou de colocar o Ludogorets de volta à partida, acertando um chutaço no ângulo. Dois minutos antes, ele mesmo já havia acertado a trave.

A treze minutos do fim, Zalinski mudou totalmente o quadro da partida ao finalizar de fora da área e contar com falha de Marchetti, que até defendeu a bola, mas ela já havia ultrapassado a linha do gol. O alemão Miroslav Klose, quatro minutos após entrar em campo, colocou a Lazio novamente em vantagem, aproveitando rebote do goleiro em cabeçada de Lucas Biglia. Mas a classificação dos italianos teimou em não vir. Juninho Quixadá, brasileiro que havia entrado a pouco tempo do fim do jogo, acreditou no lance após saída ruim de Marchetti e, finalmente, deu acabou de vez com as chances da Lazio, castigando os aquilotti com um gol aos 87'.

Com a eliminação precoce, a Lazio terá apenas a Serie A para disputar até o fim da temporada. O treinador Edy Reja, que nunca foi um grande apreciador da Liga Europa, terá então uma certa tranquilidade para trabalhar focado em uma competição. Entretanto, o máximo que a Lazio pode conseguir através do campeonato nacional é uma nova vaga no segundo torneio de clubes do cenário europeu. (Cleber Gordiano)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

25ª rodada: Com Seedorf, Milan volta a sonhar

Com novo técnico e bom encaixe dos reforços, o Milan sonha em conquistar vaga europeia (AP)
13 pontos em seis partidas. Só a Juventus, com 14 pontos em seis jogos, é superior. Essa é a sequência de Seedorf desde que chegou ao Milan. Uma conta que deixa os rossoneri vivos na briga por uma vaga europeia, apenas quatro pontos atrás do Verona, que abre a zona de classificação para a Liga Europa. O que parecia impossível, começa a se tornar realidade, uma vez que o holandês encaixou a equipe, que com os reforços de Hona, Taarabt, Rami e Essien, ganhou força. Uma mesma renovação que chegou, em ritmo mais lento à Lazio, que também cresce. Hoje, com uma briga nada emocionante no topo da tabela, oito equipes lutam por três vagas na Liga Europa. Quem diria que isso poderia acontecer na Serie A? Os tempos são outros.

Sampdoria 0-2 Milan
Apesar de todos os problemas e limitações, é indiscutível a melhora de rendimento e resultados do Milan nos últimos jogos. A equipe tem o terceiro melhor aproveitamento no campeonato desde a chegada de Seedorf (13 pontos em 6 jogos), atrás apenas da Juventus (14 pontos) – considerando que Roma e Parma tem um jogo a menos, entre elas, uma das duas equipes pode superar o Milan, já que tem 13 e 11 pontos nos últimos cinco jogos. O time chegou aos 35 pontos nesta rodada, agora a apenas quatro do Verona, o último colocado na zona europeia. Com o ex-meia o time tem quase o dobro de pontos por jogo e aproveitamento do que com Allegri: 1,15 antes, 2,16 agora; e 38,5% antes, 72,2% agora.

Agressivos, os comandados de Seedorf começaram o jogo a mil por hora. Aos 12 minutos, Taarabt recebeu cruzamento de Rami, cabeceou para a defesa parcial de Da Costa e aproveitou o rebote para abrir o marcador. Os rossoneri, mesmo com a vantagem e sem Balotelli e Kaká, seguiram perigosos e criaram boas chances com Taarabt, mais uma vez destaque milanista, Pazzini, Honda, Saponara e Constant. Com apenas um chute de Gabbiadini no primeiro tempo, o time da casa não conseguiu repetir as últimas atuações, quando especialmente contra times maiores oferecia resistência com marcação pressão – ainda não tinha sofrido revés em casa desde a chegada de Mihajlovic. Aos 58, o Milan voltou a mexer no placar e em jogada semelhante a do primeiro gol, Taarabt cruzou na área, Pazzini ganhou de Da Costa, em péssima saída, e Rami tocou para definir o resultado. A Sampdoria ainda teve Maxi López expulso e oportunidades com Éder, defendidas por Amelia. (Arthur Barcelos)

Napoli 1-1 Genoa
No encerramento da rodada, o Napoli pagou pela soberba e ficou apenas no empate com o Genoa, em pleno San Paolo, com direito à tão famosa “lei do ex”. Sem medo de novas lesões e mostrando ainda querer brigar pelo título, Benítez mandou a campo o que tinha e melhor, incluindo o quarteto ofensivo Callejón, Hamsík, Mertens e Higuaín, enquanto o Genoa vinha com muitos desfalques, como Kucka, Gamberini e Vrsaljko. O jogo começou com total pressão napolitana e Mertens fez Perin trabalhar já nos primeiros minutos. De tanto pressionar, o Napoli chegou ao gol aos 18, com Higuaín, que recebeu na área e só deu um toque na saída do goleiro genovês.

Os azzurri seguiram em busca do segundo gol, com tentativas de Higuaín e Hamsík, enquanto Fernández salvou a melhor oportunidade genovesa, criada por Konaté. Na segunda etapa, o Napoli se acomodou, talvez pensando na partida contra o Swansea e apenas controlou a partida, sem muito esforço. Percebendo a apatia, Benítez apostou nas entradas de Insigne e Inler, mas foram Fetfatzidis e Calaiò quem mudaram o jogo, pelo lado do Genoa – Gilardino, mal no jogo, acabou sendo substituído pelo meia grego no intervalo. E coube a Calaiò, ex-jogador napolitano, empatar o jogo em uma bela cobrança de falta, a poucos minutos do fim, para revolta dos 40 mil torcedores que foram ao estádio. Com mais um tropeço, o Napoli se distancia da Roma (6 pontos) e mantém a invencibilidade de Gasperini no Sao Paolo como treinador dos grifoni. (Caio Dellagiustina)

Parma 2-2 Fiorentina
Em jogo de duas das equipes que se destacam da temporada, Parma e Fiorentina ficaram em um amargo empate. Para a Fiorentina, ficou o alento de que nem Napoli nem Inter venceram. Além disso, os comandados de Montella jogaram fora de casa, atuaram boa parte do segundo tempo com um jogador a menos e ainda tiveram forças para buscar um empate e se manter na briga por vaga na Champions League. Apesar do jogo equilibrado, as duas equipes permaneceram reticentes em se expor, deixando o primeiro tempo sem muitas emoções. Nas duas únicas chances, dois gols. Aos 39, Amauri fez bela jogada na linha de fundo e cruzou para o meio, encontrando Cassano livre para marcar. Mas nem deu tempo para comemorar, pois um minuto depois, a Fiorentina chegou ao empate. Matri cruzou da esquerda, a bola passou por Valero e Cuadrado, sozinho na segunda trave, empatou a partida.

Diferente da primeira etapa, o segundo tempo começou agitado e logo aos três minutos, Biabiany sofreu pênalti de Tomovic. Na cobrança, Amauri recolocou os donos da casa na frente. A situação da equipe de Florença se complicou quando minutos depois, Diakité entrou duro em Cassano e foi para o chuveiro mais cedo. Montella arrumou o time com Gómez e Ilicic, enquanto o Parma se retrancou, criando poucas, mas boas oportunidades. Mas foi a terceira substituição da Fiorentina quem definiu o jogo. A cinco minutos do fim, Mati Fernández, recém-entrado, acertou o ângulo de Mirante, em cobrança de falta e garantiu um importante ponto para a Viola. No final, Munari e Borja Valero se estranharam e acabaram expulsos – o espanhol pegou gancho de quatro jogos, entre os quais aqueles contra Juve e Napoli. Apesar de não tem vencido, o empate não foi de todo mal para o Parma, que ainda segue na briga pela Liga Europa e chegou à 13ª partida sem derrota. A situação poderia ser melhor, porém, porque o time poderia se aproximar da Inter, quinta colocada, e da própria Fiorentina, que tem 8 pontos a mais. (CD)

Inter 1-1 Cagliari
Sem Hernanes, poupado, a Inter voltou a tropeçar no Italiano. Após a chegada do brasileiro, que foi titular nas duas últimas partidas, o time de Milão voltou a jogar bem, mas sem ele em campo, teve menos ideias e acabou esbarrando na trave, no goleiro Avramov e na confusa arbitragem de Carmine Russo. O juizão de Nola acertou ao conceder pênalti por toque de mão de Juan, logo aos 6 minutos de jogo, mas não viu empurrão de Astori sobre Icardi, que pulava para cabecear para o gol vazio. O empate não foi de todo mal para a Inter, quinta colocada, porque Fiorentina e Napoli também tropeçaram, mantendo a distância em 5 e 11 pontos, respectivamente. Porém, Verona, Milan e Lazio se aproximam, enquanto Parma e Torino seguem de olho em vaga europeia. O Cagliari segue em 15º, com 25 pontos.

Em campo, logo nos primeiros minutos, Ibarbo deu uma canseira à zaga nerazzurra, mas foi Pinilla, que no pênalti cometido por um desatento Juan, abriu o placar. Contando com a volta de Álvarez, a Inter tentou chegar ao empate, mas Palacio e Milito faziam partida abaixo das expectativas. No segundo tempo, com Icardi no lugar do Príncipe, tudo mudou: o jovem atacante quase marcou em seu primeiro toque na bola; no segundo apenas ajeitou para Rolando empatar e, pouco depois, acertou a trave com uma cabeçada – no rebote, foi deslocado por Astori e não conseguiu marcar. Tentando alçar bolas na área e chegar ao gol com tiros de longe, a Inter empenhou Avramov, que fez algumas boas defesas e segurou o placar. (Nelson Oliveira)

Livorno 2-3 Verona
No confronto entre torcidas rivais, desta vez sem maiores problemas com proteção de seguranças e policiais, a movimentação ficou por conta dos jogadores. A partida de cinco gols, 37 finalizações, 11 na direção do gol, seis defesas, 14 escanteios, 35 roubadas de bola, 32 faltas e seis cartões amarelos terminou com resultado mais do que positivo para o Verona, que conquistou três pontos preciosos fora de casa após três derrotas seguidas no até então inviolável Marcantonio Bentegodi. O resultado deixa o time de Mandorlini com confortável margem de salvezza: 39 pontos – agora pronto para “brincar” no campeonato. Para o Livorno, de volta a zona de rebaixamento, uma dura derrota em seus domínios depois de boa reação com Di Carlo no comando.

Com a bola rolando, o jogo corrido foi marcado por várias chances nos primeiros 45 minutos para ambos os lados, mas predomínio gialloblù no placar: 3 a 0. Aos 33, Jankovic cruzou, Bardi esperou toque que nunca ouve e quando reagiu a bola já estava dentro do gol. Aos 43, Iturbe puxou contra-ataque, abriu para um Toni tinindo na ponta direita e o centroavantão cruzou para o desvio de Rômulo. Três minutos depois, novo contra-ataque veronês. Jankovic lançou forte para Iturbe, mas o argentino acreditou na jogada, avançou e tocou para Toni ampliar a vantagem. Na volta do intervalo o Livorno voltou mais agressivo e ofensivo, porém demorou para diminuir a vantagem. Somente aos 72 o time descontou, primeiro com Paulinho em forte chute de fora da área, e depois com Greco, em chute colocado após pivô do atacante brasileiro. O trio Paulinho, Emeghara, Belfodil, com as ajudas de Greco, Emerson e Duncan, seguiu incomodando até o apito final, mas não conseguiu voltar a mexer no placar. (AB)

Lazio 3-2 Sassuolo

Depois de derrota contra o Catania, na última rodada, a Lazio teve muitas dificuldades contra outro integrante da zona de rebaixamento. Mesmo jogando em casa, a equipe de Edy Reja teve dificuldades para chegar ao gol do Sassuolo, principalmente no primeiro tempo, e teve que contar com um gol esquisito para carimbar a vitória. A etapa inicial foi marcada por gritos da torcida contra o presidente do clube - "Lotito, ladrão de sonhos", diziam os tifosi -, uma vez que, em campo, pouca coisa boa acontecia. O gol de Radu, aos 37 minutos, em belo chute de fora da área, acalmou um pouco os torcedores que pediam a saída do presidente.

Durante toda a primeira metade do segundo tempo, porém, as equipes continuaram sem apresentar grande futebol e os coros contra Lotito continuaram. Só a partir dos 27, o jogo ganhou emoção, com o empate de Floccari, cedido pela Lazio aos neroverdi em janeiro. Dois minutos depois, Ledesma aproveitou bobeada da zaga adversária e tocou para Klose deixar a Lazio de novo na frente. Mas, aos 34, Floro Flores acertou cobrança de falta perfeita e voltou a empatar o jogo. O placar só sossegou depois que Radu, melhor em campo, cruzou para a área e contou com trombada entre Candreva e Cannavaro, que atrapalhou Pegolo, para deixar a Lazio com o 3 a 2 e o Sassuolo afundando na última colocação do campeonato. (Rodrigo Antonelli) 

Juventus 1-0 Torino
O jejum de 15 anos sem vitória do Torino no Derby della Mole continua. Nos últimos dez jogos, a equipe granata também não marcou um gol sequer. Porém, no Juventus Stadium, a equipe treinada por Ventura fez uma de suas melhores partidas em muito tempo diante da maior rival. E poderia ter tido melhor sorte, caso o árbitro Rizzoli tivesse visto pênalti de Pirlo sobre El Kaddouri e mesmo se o apitador tivesse expulsado Vidal, por segundo amarelo – vale lembrar que, no primeiro turno, a Juve venceu o dérbi com gol irregular.

Apesar das ajudas, a Juventus foi superior em campo e acumulou mais uma vitória graças a um belo gol de Tévez, que chegou aos 14, igualando-se a Giuseppe Rossi na artilharia do campeonato. O Apache, inclusive, foi o grande jogador da Juventus em uma partida sem grandes emoções, e que teve apenas no argentino o autor de autênticas boas jogadas. O clássico também teve em Vidal, de um lado, e em Cerci, do outro, duas desilusões – o meia chileno, disperso, além de poder ter sido expulso, acabou suspenso pelo amarelo e não enfrenta o Milan, na próxima rodada, no San Siro. Do lado grená, Immobile tinha muita vontade de mostrar à Juventus que ela errou ao lhe ceder, mas acabou não conseguindo, apesar da luta. A Juve segue líder, virtualmente com nove pontos à frente da Roma, e o Torino mantém a oitava posição, com 36 pontos. (NO)

Bologna 0-1 Roma
Sempre com dificuldades para jogar fora de casa - a Roma venceu apenas uma vez fora de seus domínios nos últimos quatro meses -, o time de Rudi Garcia, de novo, não teve vida fácil contra um aplicado Bologna, na tarde de sábado. Lutando contra o rebaixamento, os rossoblù mostraram muita vontade e levaram perigo ao gol da vice-líder do campeonato durante o jogo todo. Kone e Christodoulopoulos fizeram boa partida e comandaram as ações do meio de campo emiliano.

Quem balançou as redes, porém, foi a Roma, depois que Pjanic - melhor jogador da partida - cruzou para Nainggolan finalizar e marcar pela primeira vez com a camisa giallorossa. Destro também teve boa atuação, com direito a bola na trave e gol anulado, mas não seria injusto se o Bologna alcançasse o empate, como esteve perto de conseguir com Christodoulopoulos, no fim. Com o resultado, a Roma permanece a nove pontos da líder Juve (mas tem um jogo a menos) e o Bologna cai para a 17ª posição, ficando mais próximo da zona da degola. (RA)

Chievo 2-0 Catania
Num jogo extremamente agradável em Verona, o Chievo bateu o Catania por 2 a 0, subiu três posições na tabela de classificação e empurrou o adversário para a vice-lanterna da Serie A. Paloschi deu trabalho a Andújar logo nos primeiros minutos de jogo. O Catania respondeu com Izco, em finalização defendida por Agazzi, e Castro, que não conseguiu completar a rebatida do goleiro. Hetemaj teve a segunda oportunidade clara de gol após grande passe de Théréau. O chute, no entanto, saiu fraquinho e Andújar conseguiu defender.

Para os elefantini, o problema foi que Álvarez meteu a mão na bola depois do cruzamento de Frey. Na cobrança da penalidade, Andújar caiu para o canto certo, porém, Théréau colocou o time da casa em vantagem na disputa. Keko, ainda no primeiro tempo, teve a chance de empatar o jogo, mas isolou a bola recebida de Álvarez. Na etapa final, Rigoni desviou a cobrança de falta e definiu o resultado final. Na partida de 12 finalizações igualmente divididas para cada equipe, o Chievo saiu do Marc'Antonio Bentegodi com três pontos e a permanência da invencibilidade - o Catania nunca venceu no estádio de Verona. (Murillo Moret)

Udinese 1-1 Atalanta
A partida no Friuli aconteceu horas antes do clássico em Turim. No Piemonte, Nicola Rizzoli não viu pênalti de Pirlo e deixou de expulsar Vidal. Em Udinese x Atalanta, Marco Di Bello definiu o jogo com um pênalti bem, mas bem duvidoso para o time da casa. A Atalanta começou bem. Bonaventura só não conseguiu marcar porque Allan interveio e o incrível voleio de Moralez parou na também maravilhosa defesa de Scuffet. Aos 24 minutos, uma jogada meio despretensiosa acabou em gol: cruzamento estranho de Raimondi e Brivio encobriu o goleiro de 17 anos.

A Udinese não conseguia atacar. Guidolin mexeu no seu time ainda no primeiro tempo (Bruno Fernandes entrou e recebeu cartão amarelo 30 segundos depois). No fim da partida, o árbitro viu pênalti de Stendardo em Di Natale. O capitão bianconero não desperdiçou a cobrança, que manteve a equipe com a mesma pontuação do adversário na tabela de classificação, sem muitas ambições até o fim da temporada. (MM)

Relembre a 24ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui

Seleção da rodada
Avramov (Cagliari); Rossettini (Cagliari), Samuel (Inter), Rami (Milan), Radu (Lazio); Rômulo (Verona), Hetemaj (Chievo), Pjanic (Roma); Taarabt (Milan); Tévez (Juventus), Toni (Verona). Técnico: Clarence Seedorf (Milan).

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Liga Europa: Italianos agendam encontro na próxima fase

Juve passava dificuldades, mas gol de Pogba deixou a equipe em boa condições contra Trabzonspor (AP)
A Itália tem levado a sério a Liga Europa, e não é de hoje, como já afirmamos aqui várias vezes. Desta vez, apenas Fiorentina e Juventus conseguiram bons resultados, e deram enormes passos para a classificação às oitavas do torneio – onde, caso se classifiquem, se enfrentarão. Napoli e Lazio (mais os romanos) tropeçaram e terão de conseguir o resultado na partida de volta. Acompanhe as análises.

Juventus 2-0 Trabzonspor
Já pensou entrar em campo sabendo que seu adversário não venceu uma partida em 2014? Ajuda na mesma proporção que pode desmotivar. Se vencer, era obrigação; se perder, é um Deus nos acuda. Os gols de Osvaldo e Pogba deram a Juventus a chance de largar na frente por  uma vaga nas oitavas da Liga Europa. O time fez um bom primeiro tempo e precisa agradecer  ao adversário, que não ofereceu tanto perigo nos piores momentos bianconeri em Turim. O novo atacante da Juve pegou a sobra, entrou na área e chutou por entre as pernas de Kivrak para comemorar com a torcida. Em 20 minutos, o 1 a 0 no telão não representava o que as equipes faziam. Só dava Juventus. O Trabzonspor estava com muita dificuldade para sair de seu campo. Pirlo, Pogba e Marchisio forçavam a marcação e induziam o rival ao erro. Tévez perdeu boa chance, dentro da área, após cruzamento de Isla. Daí o chileno, depois do gol de Osvaldo, recebeu um bolão do argentino, deixou Demir sentado e parou em ótima defesa do goleiro. 

Apareceram, então, outros dois jogadores no ataque da Velha Senhora. Pogba inverteu o jogo, Peluso tocou para o meio e Tévez, livre de marcação próximo à marca do pênalti, pensou,  ajeitou o corpo, chutou tirando do goleiro e... Tiro de meta. A bola passou muito perto da trave esquerda. O camisa 10 voltaria a aparecer antes do intervalo com um corte no zagueiro, após receber a bola de Isla, e chutar no meio do gol. No segundo tempo, Osvaldo enfrentou Kivrak novamente. Desta vez, o goleiro venceu o atacante e fez uma boa defesa para manter o resultado. A Juventus deixou de pressionar, contudo, e deixou o adversário com a posse de bola. 

Passe pra cá, passe pra lá. E chegou. Foi numa jogada estranha. Paulo Henrique foi desarmado por Vidal, porém, a bola ficou com o seu companheiro. De letra, ele recebeu dentro da área e bateu cruzado. Na segunda trave, Erdogan salvou e tocou para Adin empatar o jogo. Mas não valeu. A bola já tinha saído de campo, e a única coisa conquistada pelos turcos foi um escanteio. A partida chegou ao final após o gol de Pogba, no quarto minuto de acréscimo. O francês, que já tinha acertado a trave, pegou de primeira e fez um bonito gol para dar a vantagem ao seu clube na Liga Europa. Na próxima quinta-feira tem mais. Pode rolar um Juventus x Fiorentina nas oitavas. Bom jogo? (Murillo Moret)

Esbjerg 1-3 Fiorentina
Equipe italiana mais tranquila em competições europeias até o momento, a Fiorentina não teve dificuldades na fase de grupos e, com seriedade, voltou a encaminhar bem as coisas para as oitavas de final. Nos 16 avos de final, o time de Montella foi até a Dinamarca enfrentar o Esbjerg e conquistou importante triunfo ainda na primeira etapa. Os 3 a 1 fora de casa deixam os viola em posição confortável para o jogo em Florença, a ser disputado no dia 27 de fevereiro.

O começo de jogo na Blue Water Arena foi eletrizante. Com 15 minutos o placar já marcava 2 a 1 para os italianos. Aos 8, Mati Fernández descolou bonito e preciso lançamento para Matri, que teve categoria para dominar e finalizar, abrindo o marcador. Aos 10, em cruzamento da direita, Roncaglia falhou no posicionamento, afastou mal e a bola sobrou para o centroavante Pusic, que deu bastante trabalho à defesa florentina, igualar. Aos 15, contudo, Aquilani lançou e Roncaglia se redimiu fazendo boa jogada pela direita. No cruzamento do argentino, Drobo-Ampem também afastou mal e a bola sobrou para Ilicic chutar colocado.

O Esbjerg tentou reagir, criou chances, mas em contra-ataque a Fiorentina matou o jogo. Na ponta esquerda, Ryder foi calçado ao entrar na área e o pênalti marcado. Aquilani cobrou com perfeição e definiu o placar final. O segundo tempo, então, foi marcado por um Esbjerg que tentava diminuir a desvantagem, mas não apresentava qualidade e parava nas defesas de Neto ou no bom desempenho da defesa viola. O time de Montella, por sua vez, controlou bem e levou algum perigo, como na cabeçada de Gómez em cruzamento de Ilicic. Os viola estão quase lá. (Arthur Barcelos)

Swansea 0-0 Napoli
Apesar de entrar em campo sem poupar e ter deixado claro que tem o interesse de brigar pelo título da Liga Europa, o Napoli não largou bem na competição. Mas, pelas circunstâncias do jogo, o 0 a 0 no País de Gales foi muito bom para os azzurri. Tanto o Swansea, quanto os italianos atuaram no 4-2-3-1, porém, na execução da proposta de jogo, os galeses foram melhores. Por isso, o 0 a 0 na ilha pode ser considerado muito bom para os azzurri. O Napoli teve alguns bons momentos na partida, principalmente, logo no início de cada tempo. Inclusive, nos primeiros 15 minutos da partida, se viu muita intensidade e troca de ataques constantes entre as equipes.

Porém, após o início movimentado, o Swansea controlou o jogo, com muitas trocas de passes e muita posse de bola (limitou o Napoli a 31% de posse). O controle da bola também resultou em muitas finalizações para os Swans: 21, destas, oito no alvo. O bombardeio fez com que Rafael saísse como herói do primeiro tempo. O goleiro brasileiro só não deixou a partida mais consagrado, pois foi substituído no intervalo por conta de uma lesão. Pepe Reina, que o substituiu, também fez ótimas defesas e conseguiu manter o zero no placar. Já os azzurri só acertaram um chute no gol adversário e pouco criaram na partida. A falta de criatividade foi um reflexo da participação dos trio de meias, pois apenas Callejón teve bom jogo, enquanto Hamsík e Insigne foram nulos na criação. Além disso, Higuaín não conseguiu colaborar muito com a criação da equipe. Ao final da partida, Benítez reconheceu a boa atuação dos galeses e, por isso, gostou do empate: “fomos bravos por não termos tomado gol”. A decisão ocorre na próxima quinta, no San Paolo. (Pedro Spiacci)

Lazio 0-1 Ludogorets
Seis vitórias em sete jogos. Esse é o retrospecto dos búlgaros do Ludogorets, maior surpresa da segunda maior competição de clubes da Europa. Indo contra a corrente, a equipe búlgara perdeu um pênalti (mal marcado) no primeiro tempo, com Dyakov, que atrasou cavadinha para Berisha. O goleiro albanês, porém, falhou no gol balcânico: o chute de fora da área, do esloveno Bezjak, era defensável.

O escrete búlgaro levou sorte na segunda etapa: logo aos 3 minutos, Felipe Anderson desperdiçou penalidade e deixou os romanos perplexos. O mesmo Dyakov, que perdeu o pênalti, acabou expulso, sete minutos depois, mas os laziali não aproveitaram. Em Sofia, será complicado bater o Ludogorets, inclusive porque a fase dos italianos não é boa. (Nelson Oliveira)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dos males, o menor

Kaká bem que tentou, mas se o Milan repetir o bom futebol, tem chances de sair com a vaga (Uefa.com)

Seedorf e Simeone sempre tiveram características diferentes quando jogavam. Enquanto o holandês gastava sua técnica e habilidade, o argentino era um grande marcador, e distribuía bordoadas sem abrir mão do espírito aguerrido. Como técnicos, os papeis se inverteram. Hoje, Simeone faz com que o Atlético apresente um futebol envolvente e eficiente, enquanto Seedorf remonta o Milan e, mesmo buscando dar um novo padrão ao time, sabe das condições da equipe e não se envergonha das faltas, especialmente com volantes do calibre de De Jong e Essien.

Repleto de desfalques, Seedorf fechou um time com uma formação cautelosa, promovendo o retorno de Poli e dependendo muito da mobilidade de Kaká. Enquanto defendia, o rossonero armava duas linhas de quatro, com Essien e Taarabt nos lados e Poli fechando o meio, deixando Kaká atrás de Balotelli. Já quando atacava, Essien e De Jong seguravam e os três meias variavam de lado a lado, com Kaká saindo da esquerda e encostando em Balotelli. Essa formação atrapalhou o jogo madrilenho, que pouco conseguiu fazer no primeiro tempo.

Ainda assim, o Atlético pressionou no ataque, sufocando o Milan no campo defensivo. Aos poucos o futebol dos italianos fluiu e as oportunidades começaram a aparecer, tanto que foi o Diavolo que criou as duas principais chances do primeiro tempo. Na primeira, Kaká chutou da entrada da área e acertou o travessão de Courtois; minutos depois, Poli, livre na frente da pequena área obrigou o goleiro belga a fazer uma bela defesa – a pelota ainda tocou na trave. Com chutes de longe, Kaká e Balotelli ainda tentaram, com perigo, mas não vazaram a defesa espanhola.

O segundo tempo começou morno, truncado e cheio de faltas, mas com os colchoneros forçando a saída de bola milanista. Kaká, Taarabt e até Balotelli sumiram do jogo e, aos poucos, o Milan sucumbiu à boa marcação e não criou as mesmas oportunidades da primeira etapa. Cansado e já sem Balotelli, que saiu lesionado, com muitas dores no ombro, o Diavolo segurava o empate até que, num vacilo defensivo, saiu o gol do Atlético, já aos 37 do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Abate desviou e Diego Costa, sozinho na segunda trave, cabeceou para o gol, dando a vitória ao time de Simeone.

Apesar da derrota, o time milanês saiu de cabeça erguida, e aplaudido pela torcida, que reconheceu o esforço e a superação de uma equipe que tenta salvar a temporada e fez sua melhor partida em muito tempo. Resta agora torcer por uma recuperação de Balotelli e o retorno de outros jogadores para conseguir bater o Atlético em pleno Vicente Calderón. E, numa rodada em que todos os mandantes perderam e não marcaram gols, o Milan foi aquele que se deu melhor – se é que podemos dizer isso. Pelo futebol apresentado, tem plenas condições de reverter o resultado e avançar à próxima fase.



Ficha técnica: Milan 0-1 Atlético de Madrid
Milan: Abbiati; De Sciglio (Abate), Bonera, Rami e Emanuelson; De Jong, Essien, Poli (Constant), Kaká e Taarabt; Balotelli (Pazzini). Técnico: Clarence Seedorf
Atlético de Madrid: Courtois; Juanfran, Godín, Miranda e Insua; Mario Suárez, Gabi, Koke e Arda Turan (Cristian Rodríguez); Raúl Garcia (Adrián); Diego Costa. Técnico: Diego Simeone.
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Gol: Diego Costa, aos 83.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

24ª rodada: A Inter está reagindo?

Uma Inter para aplaudir: após momento conturbado, time de Mazzarri volta a jogar bem (TuttoInternazionale)
Em um campeonato no qual a líder Juventus tem nove pontos de vantagem sobre a vice-líder, Roma, as emoções naturalmente se concentram em uma parte mais baixa da tabela. Atualmente, as boas brigas que tem os gramados da Serie A como ringue acontecem entre Fiorentina e Inter, quarta e quinta colocadas, especialmente após os primeiros acenos de recuperação dos nerazzurri, que desde a chegada de Hernanes parecem uma outra equipe. Um pouco mais abaixo, Parma, Torino e Verona torcem por um tropeço da Inter, e também brigam por vagas na Liga Europa, sempre sob os olhares atentos de Milan, Lazio e Genoa. Acompanhe o resumo da rodada.

Fiorentina 1-2 Inter
Em um dos jogos mais aguardados da rodada, Fiorentina e Inter faziam um duelo entre equipes localizadas na zona de classificação à Liga Europa. Jogando em casa, os viola buscavam encostar no Napoli, terceiro colocado e, atualmente, classificado à Liga dos Campeões. Já a Inter, que reencontrou  vitória diante do Sassuolo, procurava se distanciar dos muitos perseguidores e, de quebra, encostar na Fiorentina, que está logo acima. No Artemio Franchi, quem se deu bem foram os visitantes, que mostraram mais uma vez um bom futebol, e muita organização diante uma equipe que se ressentiu da ausência do maestro Borja Valero, suspenso. Com o resultado, a Beneamata chega aos 39 pontos, três a mais que Verona, Parma e Torino, e cinco a menos que a Fiorentina.

O desfalque espanhol se fez sentir desde a primeira etapa, uma vez que o trio de meias centrais interistas deu o tom do jogo. Hernanes tem mostrado que caiu como uma luva na equipe de Milão e formou, mais uma vez, ótima dupla com Guarín, enquanto Kuzmanovic atua mais discretamente, e bem. No primeiro tempo, um criativo Guarín deixou Palacio na cara do gol, mas o argentino mandou na trave. Milito ainda desperdiçou outras duas chances antes que o meia colombiano mais uma vez deixasse Palacio em condições de marcar o seu 11º gol no campeonato. Após o 1 a 0, a Inter sofreu o empate porque Handanovic engoliu frango em chute de Cuadrado. Porém, a equipe não foi mais ameaçada e, 20 minutos depois, um Icardi impedido marcou o gol da vitória, em seu primeiro toque na bola – aliás, o centroavante tem a melhor média de gols/minuto no campeonato e chegou a seu terceiro gol na temporada, sempre saindo do banco. A Inter ainda poderia ter feito mais gols, mas errou em passes capitais. Por enquanto, esses gols perdidos não farão falta. (Nelson Oliveira)

Juventus 3-1 Chievo
Depois do tropeço contra o Verona, na rodada da passada, a Juve recebeu o Chievo e voltou aos trilhos da vitória com facilidade. Os visitantes entraram em campo em um 3-5-2 que virou um 5-3-1-1 já no começo da partida e deram muito espaço para a Velha Senhora trabalhar a bola. O domínio foi amplo e os gols não demoraram para sair. Aos 17 minutos, Asamoah acertou belo chute no canto para abrir o placar. Pouco depois, Pirlo bateu falta que Agazzi espalmou para o meio da área e Marchisio não perdoou: 2 a 0. Mesmo sem mostrar um belo futebol, a Juve foi eficiente e tinha o jogo resolvido já na primeira etapa.

Logo no início do segundo tempo, porém, uma trapalhada na zaga resultou em gol contra de Cáceres e reacendeu a esperança do Chievo. Mas a alegria durou pouco. Aos 13 minutos, Llorente acertou cabeçada no canto - chegando ao décimo gol no campeonato - e deu números finais à partida. Osvaldo entrou no lugar do espanhol mais tarde. Ele e Tévez fomarão a dupla de ataque sexta-feira, contra o Trabzonspor, pela Liga Europa. O resultado mantém a Juve na liderança isolada, com incríveis 87,5% de aproveitamento, e coloca o Chievo na zona de rebaixamento, com apenas 18 pontos. (Rodrigo Antonelli)

Roma 3-0 Sampdoria
Rudi Garcia deu aquela respirada de alívio somente no fim do primeiro tempo entre Roma e Sampdoria, que terminou 3 a 0 para a equipe da casa. Depois da eliminação da Coppa Italia para o Napoli, os giallorossi, sem De Rossi, poupado, foram bem superiores ao adversário. Pjanic, Gervinho, Destro: todos deram trabalho para Da Costa, De Silvestri, Mustafi, Gastaldello e Regini. A chance mais clara, aos 40 minutos, no entanto, foi desperdiçada por Strootman. Palombo errou na saída de bola, o holandês recebeu de Pjanic e, livre, chutou em cima do goleiro. Ainda na primeira etapa, Destro abriu a contagem após escorar o escanteio pela direita.

No início do segundo tempo, o petardo. Da intermediária, Pjanic soltou o balaço, em cobrança de falta, e Da Costa nem teve chance. Baita gol da Roma. Numa rápida jogada de contra-ataque, logo na sequência, Gervinho tocou para Destro, que girou e venceu o arqueiro rival. A O time da casa seguiu pressionando - mesmo com algumas investidas da Sampdoria, só para fazer De Sanctis sujar o uniforme. A partida não acabou 4 a 0 porque Krsticic salvou gol certo de Pjanic. Com o resultado, os romanos seguem nove pontos atrás da Juventus, mas com um jogo a menos. A Sampdoria segue em posição intermediária. (Murillo Moret)

Sassuolo 0-2 Napoli
Mesmo sem empolgar, mas recuperando volume de jogo e um Hamsík em melhor forma, o Napoli de Benítez construiu importante vitória fora de seus domínios ao bater o Sassuolo e confirmar o terceiro lugar na tabela com o tropeço da Fiorentina em casa. Início não muito empolgante e diferente de seu antecessor para Malesani em Reggio Emilia. Os neroverdi, que têm a defesa mais vazada do campeonato, perderam todas com o novo comandante e amargam a lanterna com a melhora de rendimento de Catania e Livorno.

Apesar de não ter apresentado muito ritmo, o Napoli teve volume de jogo e finalizou 20 vezes, sete no gol de Pegolo, que mais uma vez evitou goleada. O primeiro gol saiu aos 37 minutos, em jogada que começou com Mertens lançando Ghoulam. O argelino se esforçou e cruzou para Hamsík ajeitar para a finalização do “volante-artilheiro” Dzemaili, que marcou pela quinta vez no campeonato. No começo da segunda etapa, Hamsík passou para Insigne e o baixinho cortou para dentro e acertou bonito chute de fora da área, fechando o placar. O Sassuolo não encontrou forças para reagir em dia ruim de Berardi e Sansone, enquanto o Napoli ainda criou mais chances, uma delas em grande jogada de Pandev, mas o 2 a 0 se manteve no Mapei Stadium. (Arthur Barcelos)

Verona 1-3 Torino
No confronto entre as surpresas do campeonato, um jogo movimentado e, infelizmente, marcado por erros e decisões questionáveis da arbitragem. Falando de resultado, o Torino conseguiu excelentes três pontos contra adversário direto e entrou na “virtual” zona europeia, Para o Verona, outro deslize no lotado e vibrante Bentegodi (nos últimos quatro jogos, foram três derrotas e um empate), o que não preocupa para a situação tranquila do clube na tabela, mas que, obviamente, frustra bastante. Teria acabado a mágica da equipe em seus domínios? Em 2013, a equipe só havia perdido como mandante no dérbi local contra o Chievo.

Com a bola rolando, o jogo demorou para engrenar e os primeiros minutos se resumiram a ataques do Verona que logo eram respondidos por contra-ataques do Torino. O placar foi aberto aos 36, quando, em cobrança de escanteio Bovo tropeçou e puxou González dentro da área. Na cobrança, o veterano, capitão e artilheiro Toni bateu bem para marcar seu 12º no campeonato. A resposta granata veio num início de segundo tempo eletrizante com cinco finalizações em cinco minutos, duas resultando em gol. Sempre em assistências de El Kaddouri. Primeiro, Immobile recebeu em condição ilegal (não marcada pelo assistente) e fez seu 13º gol na Serie A para igualar o marcador; depois Cerci chutou forte da entrada da área para marcar seu 11º gol. Aos 61, o meia-atacante italiano retribuiu e passou para El Kaddouri fechar o marcador também em chute de fora da área. (AB)


Atalanta 0-4 Parma
Primeiro foi com Molinaro, aproveitando um cruzamento errado de Biabany. Depois foi Benalouane, que errou o gol e violou sua própria baliza depois de bola alçada na área por Cassani – ele tentava recuar a bola com o peito. Três minutos depois, no segundo tempo, Cassano, de falta, aumentou a vantagem para 3 a 0. Nos acréscimos, Schelotto, de carrinho, definiu o placar final de Parma e Atalanta, em Bérgamo. O meio-campista não comemorou contra seu ex-time.

No Atleti Azzurri d'Italia, a equipe palermitana quebrou o recorde de partidas sem derrota na Serie A. O Parma soma 12 jogos sem perder, agora na 7ª colocação do campeonato - três pontos atrás da Inter, primeiro representante na zona de classificação às competições europeias. Antes desta, a melhor marca dos crociati era de 11, em 1995-96. (MM)

Milan 1-0 Bologna
Mais uma vez, o Milan deu mais motivos de preocupação do que de alegria para seu torcedor. O time treinado por Seedorf passou sufoco, mesmo jogando em casa diante um Bologna que não tem mais Diamanti, seu principal jogador até a transferência para o futebol chinês, e que também não contou com Koné, inexplicavelmente deixado no banco por Ballardini. Porém, no final da partida, Balotelli tirou um coelho da cartola em um belo passe de mágica e deu uma vitória que mantém os rossoneri vivos na briga por uma vaga na Liga Europa – tem 32 pontos, quatro atrás do último classificado ao torneio atualmente. Já o Bologna, com 21 pontos, vê a zona de rebaixamento mais próxima, após a vitória do Catania, que chegou aos 19.

As poucas emoções da partida de San Siro foram a favor do Bologna. Os jogadores felsinei fizeram Abbiati trabalhar várias vezes no primeiro e no segundo tempo, seja com Krhin seja com Cristaldo. Como meia-atacante, Christodoulopoulos tenta suprir a saída de Diamanti, mas não é nem 50% tão criativo quanto o italiano. Na melhor chance bolonhesa do jogo, Cristaldo mandou para fora um cruzamento na área, aos 15 do segundo tempo. Em nada ajudaram as partidas apagadíssimas de Honda, que deixou o campo vaiado, e de Kaká, que machucou o tornozelo e é dúvida para a partida das oitavas de final da LC desta quarta, contra o Atlético de Madrid. Por isso, Balotelli resolveu decidir sozinho e, aos 41, acertou uma pancada no ângulo, de fora da área. O décimo gol do italiano no campeonato, o quinto de fora da área. Um dos poucos motivos para ver este Milan jogar. (NO)

Catania 3-1 Lazio
O Catania voltou a vencer depois de seis partidas e, finalmente, pode voltar a sonhar com a salvezza. A equipe de Maran foi melhor do que a Lazio e mereceu o resultado. Agora, não é mais lanterna da competição e, na 18ª colocação, está apenas um ponto distante da zona neutra da tabela. O gol relâmpago de Izco, com apenas 42 segundos de jogo, foi decisivo para desestabilizar a Lazio de dar moral para o time da casa. No restante da etapa inicial, os rossazzurri controlaram o jogo e não arriscaram muito. Klose estava bem marcado do lado da Lazio e pouco produziu, assim como sua equipe inteira. Aos 46 minutos, porém, os visitantes acertaram uma jogada e Mauri - que não marcava um gol desde 3 de fevereiro de 2013 - empatou o jogo.

Para não decepcionar a trocida, o Catania voltou do intervalo em ritmo alto e, como na primeira etapa, conseguiu um gol logo no início. Aos três minutos, Lodi cobrou falta e Spolli cabeceou para o fundo das redes. Dez minutos depois, Peruzzi recuperou uma bola, tocou para Keko e recebeu de volta para abrir 3 a 1 para os elefantes. Do lado da Lazio, Edy Reja ainda tentou reverter o resultado, com substituições, mas seu time pouco produziu. Assim, os biancocelesti amargam sua primeira derrota na nova era Reja e se distanciam das posições que dão vaga à Liga Europa. Agora, a equipe ocupa apenas a 10ª colocação, com 32 pontos. (RA)

Genoa 3-3 Udinese
Com uma doppieta de Gilardino na segunda etapa, o Genoa arrancou um empate heroico contra a Udinese. Mesmo jogando no Luigi Ferraris, os visitantes tiveram alguns minutos de brilhantismo, conseguindo abrir dois gols de diferença e ampliando a vantagem após Konaté diminuir. Mas os friulanos deixaram os donos da casa reagirem e empatar jogo. Desfalcada, sobretudo por Di Natale, após a eliminação na Coppa Italia para a Fiorentina, a Udinese que se recuperava após vencer na última rodada, volta a decepcionar, dificultando a ambição de jogar a Liga Europa, sonho ainda vivo para o Genoa.

O primeiro gol bianconero saiu dos pés de Basta. O sérvio aproveitou cruzamento de Badu e completou de primeira, com o pé esquerdo. Minutos depois, Pereyra desperdiçou, mas no rebote de Perin, Bruno Fernandes ampliou. A vantagem bianconera diminuiu ainda no final do primeiro tempo, quando Konaté fez de cabeça o seu primeiro gol na Serie A. Na segunda etapa, um pênalti controverso para a Udinese ampliou a diferença, depois que Muriel converteu. Foi aí que brilhou a estrela de Gilardino. O centroavante acertou um belo chute de fora da área e dez minutos depois foi oportunista e, após um bate rebate na pequena área, empatou a partida. (Caio Dellagiustina)

Cagliari 1-2 Livorno
Na véspera de completar 99 anos, o Livorno deu um belo presente de aniversário para sua torcida. Uma vitória imponente, com toque brasileiro, frente ao Cagliari, em pleno Sant’Elia. O triunfo tirou o time da zona de rebaixamento e deu um pouco mais de esperança na briga pela salvezza, ainda mais após a injeção de ânimo dada com a chegada de Di Carlo. Os amaranto tiveram o controle do jogo na primeira etapa, mas tal superioridade pouco surtiu efeito. Não fosse um petardo de fora da área acertado pelo zagueiro Emerson e o time iria injustamente sem vantagem ao vestiário.

Mesmo com a vantagem para o segundo tempo, os livorneses queriam mais e conseguiram logo aos oito minutos, com Paulinho cobrando pênalti, após marcação muito duvidosa de Andrea de Marco. O Cagliari até descontou com um belo gol de Nenê, mas não conseguiu a reação. O time até tentou, na base da raça, mas a expulsão de Conti refletiu a péssima tarde da equipe sarda – o Livorno ainda terminou com 9, após as expulsões de Benassi e Ceccherini. Agora com 20 pontos, o Livorno é o primeiro fora da zona de rebaixamento, enquanto o Cagliari com 24 está duas posições acima, comprovando o má fase da equipe, que tem apenas uma vitória nos últimos cinco jogos. (CD)

Relembre a 23ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Abbiati (Milan); Peruzzi (Catania), Samuel (Inter), Emerson (Livorno); El Kaddouri (Torino), Parolo (Parma), Pirlo (Juventus), Insigne (Napoli); Palacio (Inter), Gilardino (Genoa), Destro (Roma). Técnico: Walter Mazzarri (Inter)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Enrico Chiesa: "Brasil e Argentina têm algo a mais"

Enrico Chiesa comemorando um dos 45 gols que marcou com a camisa do Parma
(Matéria postada no Blog Melhor Futebol do Mundo, do Yahoo! Esporte Interativo)

Quem jogou o saudoso Elifoot 98 com certeza se lembra de Enrico Chiesa, mas o italiano não era bom só no mundo dos games. Ótimo atacante, Chiesa rodou bastante pela Velha Bota, mas gravou seu nome na história do futebol italiano fazendo parte de um mágico Parma, no final da década de 90. Atualmente, o ex-atacante treina uma equipe da base da Sampdoria e cedeu uma entrevista falando sobre Balotelli, Copa do Mundo, Parma e muito mais.

O Balotelli divide muitas opiniões. Alguns acham que ele é um top player, outros não acreditam muito no seu potencial. Você acha que ele tem capacidade para ser o protagonista de uma Copa do Mundo?

Balotelli é um jogador de grande potencial, muito forte, mas que por enquanto ainda não sabe se expressar da melhor maneira. Creio que ele pode ser um dos protagonistas no Brasil.

Falando do coletivo, acha que a Itália tem condições de chegar a uma final no Maracanã? Falta alguma coisa para o time de Prandelli?

A Itália tem tudo para disputar um belo Mundial. Experiência, força e qualidade fazem parte desse grupo. Entretanto, chegar a final é muito difícil, o caminho é longo, duro e esconde muitas armadilhas. Também acredito que Brasil e Argentina, além de terem a vantagem de jogar na América do Sul, têm algo a mais que os outros.

Uma vez o Gigi Riva disse que você era uma mistura dele mesmo com Paolo Rossi. O que dizer desse elogio?

Foi um grande prazer. Riva e Rossi fizeram história no futebol italiano e ser comparado a eles me enche de orgulho.

A Itália é conhecida por ter grandes defensores. Quem foi o zagueiro que mais te causou problemas?

Joguei com dois grandes defensores: Vierchowod, na Sampdoria, e Cannavaro, no Parma. Creio que são os melhores dos últimos 30 anos, juntos com Paolo Maldini e Nesta. Quando tive eles como adversários eles dificultaram muito a minha vida, mas nunca deixei de marcar meus gols...

E quem foi o melhor jogador brasileiro com quem você já jogou ou que enfrentou?

Ronaldo foi um atacante formidável e um dos melhores do mundo.

Qual foi o gol mais bonito que você já fez?

Eu fiz muitos gols e alguns foram belíssimos, mas não sei dizer um em particular.

(Aqui peço licença para dar minha opinião e mostrar um gol que Chiesa poderia ter escolhido)


Quem eram os seus ídolos quando você era garoto?

Meu ídolo era Marco Van Basten. Mas, uma vez que eu entrei na categoria de base da Sampdoria, aprendi muito sobre Gianluca Vialli e Roberto Mancini, uma dupla dos sonhos. Com o 'Mancio' ainda tive o prazer de jogar uma das melhores temporadas da minha carreira.

Se não tivesse sido prejudicado com os problemas da Parmalat você acha que o Parma poderia ter chegado a um título da Liga dos Campeões?

Isso eu não digo. Mas eramos uma equipe muito forte, com os melhores jogadores daquela época: Buffon, Cannavaro, Thuram, Boghossian, Verón, eu e Crespo. Vencemos coisas na Itália e na Europa, mas foi um pecado não vencermos um scudetto ou uma Liga dos Campeões.

Por que você acha que aquele time do Parma do qual você fez parte era tão especial? O que ele tinha de diferente que você não viu em outros lugares em que passou?

O Parma foi uma belíssima aventura na minha vida. De início eramos um time modesto, com pouca pressão. Ficávamos em uma cidade tranquila e que além de ter uma qualidade de vida altíssima respirava e vivia futebol. Era isso que deixava o ambiente especial.

Além de ter passado por um periodo financeiro complicado no Parma, você vivenciou o mesmo na Fiorentina. Que aprendizado você acha que os clubes italianos tiveram com essa esse período de fragilidade econômica? Acha que o país corre um novo risco de recessão no futebol?

É verdade, tanto em Parma quanto em Firenze passamos por momentos difíceis. Ultimamente não temos visto esse tipo de situação na Itália, pelo menos não na Serie A. Espero que o futebol se recupere, embora não seja fácil visto a crise que está afetando todos os setores do nosso país.

Quando você chegou no Siena o clube era bem mais modesto e você fez parte das primeiras participações do clube na Serie A. Qual foi a sensação de participar desse momento especial do clube? Foi um choque muito grande? Afinal de contas você estava acostumado a jogar em clubes de investimento bem maior.

O Siena foi uma outra fase muito importante na minha carreira e na minha vida. Já com uma certa idade e também depois de algumas lesões, consegui me sentir jovem de novo em alvinegro e me senti muito bem lá.

Você treina o time Primavera (sub-19) da Sampdoria. Têm alguns jovens em quem você já vislumbra um jogador capaz de fazer história pela seleção italiana principal? Quem são eles? (da Sampdoria ou de um time adversário).

Seria injusto falar um só, temos muitos bravos rapazes que me enchem de satisfação. A minha Sampdoria é uma equipe que está me acompanhando e estamos conseguindo coisas importantes, mas sempre em nível de grupo.

O ex-atacante é homenageado na comemoração do centenário do Parma.
Quem foi o principal treinador que você teve? Alguém em quem você se espelhe nessa nova função.

Tenho muitos exemplos: de Boskov, que me acolheu quando eu era jovem e me colocou no time principal da Samp, a Eriksson. Sem esquecer Simoni e Ancelotti, que são pessoas fora de série e grandes mestres em campo.

Como tem sido treinar jogadores tão jovens? Quais são as principais deficiências de atletas tão imaturos? E quais os principais conselhos que você dá aos seus jogadores?

O que interessa para mim é que os jovens se desenvolvam. Os resultados, nesta fase, não me interessam tanto. É claro que vencer aumenta a consciência e confiança em sua própria capacidade, mas, aos 18 anos, a vitória não deve ser uma obsessão. É preciso fazer com que os rapazes entendam que futebol é divertimento e que com muito empenho eles podem se tornar profissionais.

Você vem ao Brasil para a Copa do Mundo? 

Vou assistir pela TV, embora ter respirado a atmosfera do Mundial de 1998, na França, tenha sido algo fantástico e que nunca me esquecerei. Entre junho e julho vou ter uns poucos dias de férias e depois volto ao trabalho para me preparar para a próxima temporada. Um treinador nunca deve ficar parado.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Coppa Italia: teremos bom futebol em campo na final

Em dia de matador, Higuaín fez a festa diante de Maradona
Uma final interessante, no mínimo. Ao longo das duas últimas semanas, Fiorentina, Udinese, Napoli e Roma brigaram por vagas na final da Coppa Italia. Em quatro bons e movimentados jogos, as equipes mostraram que estavam valorizando, e muito, a competição, e deram uma amostra de que qualquer dos times faria uma final digna. Fiorentina e Napoli conseguiram chegar lá, e farão a decisão no dia 3 ou 7 de maio, a depender dos compromissos das duas equipes na Liga Europa. Saiba como foram as semifinais.


Napoli 5-3 Roma (2-3 / 3-0)
Fichas técnicas: primeiro jogo (gols) / segundo jogo (gols)

Confronto entre os times com o segundo e terceiro melhores ataques da Serie A, aqueles cujos que também mais marcam em contra-ataques no campeonato, com jogadas rápidas e na individualidade. Não poderia ser diferente no duelo pela Coppa e assim saíram os oito gols, em jogos abertos e com várias falhas defensivas. Melhor para o time de Benítez, que soube aproveitar raros cochilos da Roma de Garcia, a defesa menos vazada da Itália, que por sua vez não apresentou a consistência de costume e perdeu ótima chance de fazer valer o alto investimento com o primeiro título da era americana dos giallorossi. A conquista chegaria na melhor temporada desde que os ianques chegaram a Trigoria, e seria a sonhada décima taça da competição.

No primeiro jogo, uma Roma pragmática quase matou o confronto nos primeiros 45 minutos. Como gosta e é mortal, Gervinho abriu o placar cedo em lançamento de Totti, ao ganhar de Réveillère e Albiol, tirar de Reina e tocar para o gol livre. O capitão romanista assustou pouco depois, mas foi a principal contratação da Bota que marcou o segundo gol: Strootman, após roubada de bola de Nainggolan, chutou de longe e acertou o canto superior com precisão e força.

Mas o jogo tem 90 minutos e o Napoli, com Insigne e Maggio, em passes de um Hamsík até então apagado, por pouco não descontou no primeiro tempo, o que aconteceria logo na volta do intervalo. Higuaín chutou sem ângulo e De Sanctis, arqueiro por quatro anos do time napolitano, engoliu frango. Os donos da casa reagiram, criaram várias chances, mudaram de jogadores, mas Benatia e De Rossi falharam e Mertens, quatro minutos após substituir Insigne, recuperou a bola e chutou para igualar o marcador. Porém, nem tudo estava perdido para a Roma, que voltou a ficar na frente novamente com Gervinho em enfiada de bola de Florenzi.

Na volta, em Nápoles, primeiro tempo truncado apesar de duas chances com Hamsík e Destro em dois minutos. À procura de um contra-ataque, a Roma se fechava atrás e negava espaços para um Napoli pouco criativo e muito estático. Mas foi no calcanhar de Aquiles romano, e se movimentando, que o time de Benítez abriu o placar: enquanto Higuaín e Hamsík puxaram marcadores, Callejón adentrou na área e subiu sozinho para aproveitar cruzamento perfeito de Maggio, que não enfrentou o combate de Michel Bastos e a cobertura de Leandro Castán. Logo após a volta do intervalo, Callejón alertou perigo aos dois minutos em tabela com Higuaín. No lance seguinte, Mertens cobrou escanteio, Jorginho desviou e Higuaín cabeceou com categoria para ampliar.

Assustada, a Roma novamente parou e viu o Napoli criar outra jogada mortal. Mertens percebeu a ultrapassagem de Jorginho nas costas da defesa romanista e deu belo passe para o ítalo-brasileiro tocar na saída de De Sanctis. Precisando de dois gols, os giallorossi quase conseguiram um, mas Strootman, impedido, teve gol anulado. Já Pjanic assustou em cobrança de falta. Totti entrou e Destro errou duas cabeçadas em cruzamentos de Maicon. Pouco. Como se não bastasse, Strootman, que já havia reclamado bastante no gol anulado corretamente, fez falta dura, levou amarelo e voltou a reclamar exaustivamente com o árbitro, que o expulsou. A gota d'água para o time Garcia, que não voltou a finalizar mais e perdeu o segundo jogo na temporada. Nos dois (o outro, contra a Juventus, na Serie A), descontrolou-se muito.

Fiorentina 3-2 Udinese (1-2 / 2-0)
Fichas técnicas: primeiro jogo (gols) / segundo jogo (gols)

Depois de 13 anos, a Fiorentina volta a disputar uma final de Coppa. Na última vez que isso aconteceu, o clube de Florença comemorava suas últimas vitórias antes de quebrar por causa de dívidas bancárias. A vitória do time de Rui Costa, Nuno Gomes, Chiesa, Toldo, Di Livio e Amaral foi sobre o Parma, clube que também passaria por problemas financeiros poucos depois. Hoje reestruturado sobre o comando dos Della Valle, o time de Montella começa a dar retorno ao investimento feito já desde a última temporada, quando terminou na quarta colocação e voltou a disputar competições europeias. Novamente quartos, os viola sonham com Champions League, estão firmes na Europa League e agora terão a chance de conquistar um título após mais de uma década na seca.

Chegar até a final, contudo, não foi muito fácil. Após ter eliminado os conterrâneos Inter e Milan, a Udinese compensava sua péssima temporada com campanha surpreendente no mata-mata da Coppa. E por pouco a zebra não se repetiu, já que em Údine o time valente de Guidolin levou a melhor. Ofensiva e dessa vez no 4-3-3, a Fiorentina começou levando perigo em jogadas com os pontas Joaquín e Vargas. O time da casa retrucou com Pinzi e Pereyra, mas foi em contra-ataque perfeito que o placar abriu contagem: Nico López lançou Widmer na ponta direita e o ala cruzou para ele, sempre ele, Di Natale marcar. Os visitantes não diminuíram o ritmo, Matri assustou e Vargas empatou com balaço de fora da área, sem chances para o garoto Scuffet, vital na vitória bianconera com três defesas na segunda etapa. Depois de já ter levado perigo em grande jogada de Widmer, Muriel não perdoou na segunda oportunidade ao acertar chute forte e a bola bater na trave antes de entrar no gol de Neto. Gol aos 82, um banho de água fria na Fiorentina, melhor no jogo.

O que não foi problema para o jogo de volta. Em casa, Montella decidiu armar o 3-5-2, espelhando o time de Guidolin, e contou com seus alas para garantir a vaga na final. Primeiro com Pasqual, quando Fernández lançou Joaquín: o espanhol ajeitou de cabeça e o capitão acertou bonito chute de esquerda, abrindo o placar aos 13. Depois com Cuadrado, quando em grande lançamento de Pizarro, o colombiano arrancou pela direita e chutou forte e a bola tocar no travessão antes de entrar, decretando o placar final e a classificação viola, com direito a dança muito louca.

Antes disso, a Udinese reagiu ao gol de Pasqual e graças a Neto e o travessão não marcou em boas oportunidades com Di Natale (três vezes), Gabriel Silva. Do outro lado, o promissor Scuffet também mostrou qualidade em dois chutes de Joaquín, mas, como dito, foi incapaz de defender os dois balaços dos alas adversários. No final, Domizzi, Muriel e Nico López obrigaram Neto a mostrar porque valeu ter tido a confiança da diretoria e Montella.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Projeto Juventus: como funciona?

Giuseppe Marotta e Fabio Paratici apresentam Fernando Llorente como reforço da Juventus. Diretores repensaram todo o mercado em Turim (Foto: Il Sole 24 Ore)

Em fevereiro de 2011, o Resende foi uma das surpresas do Campeonato Carioca. O Gigante do Vale só não chegou ao mata-mata da Taça Guanabara porque marcou menos gols que o Boavista e foi vice-campeão do Troféu Washington Rodrigues. Dois meses depois, a imprensa brasileira veiculou as saídas dos irmãos Appelt, Gabriel e Guilherme, à Juventus. Com 17 e 18 anos, respectivamente, o volante e o meia-atacante reforçariam a equipe primavera, em Turim.

Ao fim da temporada 2010-11, após uma 7ª colocação sob comando de Luigi Delneri, a Velha Senhora contratou Antonio Conte, ex-Siena, para cuidar do time em campo. O treinador não veio sozinho. As especulações, sempre elas, não cessavam. Sergio Agüero, do Atlético de Madrid, era o jogador da vez. Os tabloides italianos sempre mencionavam o interesse juventino no argentino. Mas ele era demasiadamente caro. O foco bianconero voltou-se para Giuseppe Rossi. O Villarreal, por sua vez, recusou as propostas de transferências. O plano C, então, foi contratar Mirko Vucinic, descartado pela Roma por €15 milhões. 

Na janela de inverno da época 2013-14, a Juve só foi ao mercado para repatriar Pablo Osvaldo, negociado pelos giallorossi com o Southtampton seis meses antes. Até porque no começo da temporada o clube já havia assegurado as contratações de Tévez e Llorente para o setor.

Os três parágrafos acima retratam, de suas respectivas maneiras, o modelo de mercado aplicado pelo diretor de futebol juventino, Giuseppe Marotta. O carequinha de 56 anos vive o melhor momento de sua carreira no Piemonte. Antes de aportar em Turim, Beppe Marotta começou a carreira como diretor da base do Varese, em 1978, e passou pela equipe A do clube biancorosso antes de chegar ao Monza, no fim da década de 1980. O diretor nascido na Lombardia geriu Como, Ravenna e Venezia antes de chegar na Atalanta. Depois, foi para Gênova e comandou um dos melhores momentos na história da Sampdoria, entre 2004 e 2010.

Foi lá mesmo, na Samp, onde Marotta quebrou a banca (apenas uma expressão, já que o jogador não teve custos excessivos) ao contratar Antonio Cassano, então no Real Madrid. Responsável por gerir os contratos dos jogadores, ele tirou Angelo Palombo do Urbania, da Serie D. O volante se tornou a bandeira blucerchiati na segunda metade da década. Foi exatamente com Marotta que a Doria conquistou pela última vez uma vaga na Liga dos Campeões – plantel com Ziegler, Gastaldello, Mannini, Tissone, Semioli, Storari e Pazzini, todos trazidos por ele. Dos 49 gols marcados na 4ª melhor campanha de 2009-10, dez foram de reforços para a temporada.

Ao chegar em Turim para substituir Jean-Claude Blanc, o presidente Andrea Agnelli queria reformular toda a Juventus, ainda instável após o Calciopoli. Com Marotta, o clube gastou €59 milhões na primeira época. Apesar da posição intermediária na tabela, o que gerou muitas críticas da torcida, pelo alto valor investido, o modelo de mercado já estava implantado. Seria esse: reforços pontuais, como Bonucci, Barzagli, Matri, Krasic e Quagliarella, e compromisso com as categorias de juniores. Não à toa, em 2011-12, gastando quase €100 milhões (exercendo o direito de compra de alguns jogadores que já estavam no elenco antes, é verdade), o plantel ganhou profundidade e conquistou o título italiano. 

Munique no caminho e dinheiro no bolso
Chegar às quartas de final da Liga dos Campeões de 2012-13 foi ótimo para os cofres juventinos. A Juventus recebeu mais que o Bayern de Munique, campeão do torneio. A Vecchia Signora precisou dividir direitos televisivos apenas com o Milan e guardou €65 milhões na poupança. E mesmo correndo tudo bem nas finanças (mais de 90% dos ingressos vendidos para a temporada atual, estádio cheio, patrocinadores e fornecedor pagando bem), é necessário torrar toda a grana num só jogador? Alguém como Jovetic, Lisandro López, Di María ou Robben?

De forma nenhuma. Desde a chegada da nova diretoria, os cabeças consultam a comissão técnica sobre reforços e procuram por jovens ou jogadores que não estão em plena forma: “pode-ser-contratado-porque-vive-má-fase-porém-confiamos”. As contratações de Elia, Anelka e Bendtner falam por si, mas nem só de fracassos vive este modelo: lembremos de Pirlo, uma das jogadas de mestre de Marotta, e de Barzagli, que se tornou um pilar da defesa – Osvaldo, recém-chegado, pode entrar neste grupo. A boa observação também levou Pogba à Turim, em uma das mais talentosas jogadas de mercado das últimas décadas – algo que já rendeu títulos e alguns milhões para a Juve; contratado a custo zero, o francês já vale 40 milhões de euros.

Em entrevista recente à CNN, Agnelli disse que vai apertar o cinto nos anos que estão por vir. “Nesse ano e no próximo vamos enfrentar dificuldades. Retomaremos em 2015-16, pois é quando um número de contratos importantes vai expirar. Isso irá nos colocar numa posição que nos tornaremos independentes da premiação em competições europeias”, afirmou. Equilibrar finanças. Por isso, com um elenco praticamente fechado para o resto da temporada, podemos falar sobre Appelts, Bouys e Gouanos, jovens da base que tendem a ser mais utilizados.

Nas décadas de 1990 e 2000, todas as equipes da Juventus tinham tudo do bom e do melhor. Enquanto diretor-geral, Luciano Moggi, acusado de ser o maior mentor do escândalo de apostas que eclodiu em 2006, nunca deixou faltar um bom valor no Piemonte. Na Serie A, era Lippi ou Capello com Buffon, Boksic, Salas, Montero, Nedved, Emerson, Vieira, Trezeguet... 

Neste período, a Juve também investia na base. A equipe primavera venceu quatro Copa Viareggio – sendo um tricampeonato consecutivo entre 2003 e 05 -, um torneio Primavera, duas Copa Primavera e uma Supercopa Primavera, além de levar a medalha de ouro no Torneio Internacional da Cidade de Gubbio e o bicampeonato no Torneio Memorial Filippo De Cecco. 

E quem surgiu nessa época? Tommaso Rocchi, Morgan De Sanctis, Salvatore Aronica, Marcelo Zalayeta, Andreas Isaksson, Giuseppe Sculli, Andrea Masiello, Rafaelle Palladino, Sebastian Giovinco e até Luca Marrone, campeão em 2009, mas contratado aos oito anos junto ao Lascaris, quase uma década antes. Poucos permaneceram em Turim, mas fizeram carreira no futebol italiano e fizeram o cofre juventino ficar mais cheio.

Osvaldos e Marrones
Só que houve uma mudança brusca com a saída de Moggi. Alessio Secco, por um lado, continuou com um método moggiano, que é usado até hoje – porém, de forma mais sábia por Marotta: emprestar ou negociar em co-propriedade os melhores jogadores da base para ganhar experiência em equipes de menor expressão ou em divisões inferiores. Tudo isso possibilitado por um tipo de negociação que existe apenas no futebol italiano: a copropriedade.

A fórmula de co-propriedade consiste no seguinte: os direitos de jogadores que tem pelo menos dois anos de contrato com um clube podem ser cedidos pela metade (as quotas são sempre de 50% para cada equipe) para outro time, em períodos de um ano – o jogador pode permanecer na mesma sociedade ou ir jogar no time que o comprou. Ou mesmo ser cedido a um terceiro clube, por empréstimo. Este vínculo pode ser renovado indefinidamente. Este é o modelo que faz com que algumas equipes contratem jogadores e os coloquem em equipes-satélites ou parceiras, muitas vezes sem custos ou a custos baixos. Se um destes jogadores se desenvolver, o lucro é certo. Caso não aconteça, a perda é mínima.
 
Aproveitando-se desta brecha, a Juventus ocasionalmente coloca as mãos em jovens de altíssimo potencial de times com menor expressão – e por isso, também, tem um alto número de jogadores italianos em seu elenco. Secco pôs Giovinco e Marchisio no Empoli, Ekdal e De Ceglie no Siena, Mirante na Sampdoria e Ariaudo no Cagliari. Todos se desenvolveram bastante. 

Fora Marchisio e Giovinco, nenhum deles teve destaque nem mesmo na rotação do plantel principal. Isso se explica porque parte desses jogadores nem sempre são formados para vestir preto e branco. Alguns deles serão utilizados como moeda de troca para adquirir jovens mais preparados. Neste modelo de mercado, digamos, readaptado pelo diretor bianconero, o que a Juventus deseja é procurar bons prospectos na Itália, comprar parte de seus direitos, negociá-los em co-propriedade e, no futuro, em teoria, gerar ainda mais lucro. A possibilidade de crescimento vertiginoso nas temporadas seguintes existe, e a equipe acredita no potencial dos jogadores, mantendo-os sob contrato. Se o valor de mercado subir, eles podem entrar numa troca com jogadores mais experientes para que a transferência tenha valor mais baixo.

O caso mais recente é o de Luca Marrone. Cotado há pelo menos três temporadas como o futuro novo meio-campista da Juve, teve algumas chances no último ano – principalmente como terceiro-zagueiro – e foi colocado na negociação por parte dos direitos de Domenico Berardi. Juventus e Sassuolo detém ambos os jogadores; o clube do Piemonte está feliz em ver o volante se desenvolvendo no Sassuolo, que tem em Berardi um de seus principais jogadores. 

Com o próprio Sassuolo, outras operações foram realizadas, e a Juve se tornou dona de Boakye e Zaza, outros bons prospectos. Primeiro com a Atalanta, e depois com a Sampdoria, a Juve fez acordos por Gabbiadini, selecionável por Prandelli. Talvez nenhum deles vista branco e preto no futuro, mas certamente e a Juventus não perderá nada com suas contratações – ao todo, a Juve não gastou nem 6 milhões para contratar a todos.

Anteriormente, Secco pecou demais no recrutamento de bons valores. Algo que Moggi fazia bem (os casos de Criscito, Balzaretti e Chiellini são bons exemplos) e em que a nova gestão também se destaca. Logo de cara, Marotta trouxe Sorensen, titular aos 19 anos em boa parte da temporada com Delneri, os irmãos Appelt e outros talentosos jogadores, como Büchel, Gouano, Magnússon, Branescu e Giannetti. Bom lembrar, também, que Marotta não está sozinho nessa; Fabio Paratici, diretor esportivo, é o seu braço-direito desde a Sampdoria e é um bom observador de talentos.

Este bom expediente está nas mãos apenas da Juve, entre as grandes equipes. Por enquanto. O Milan, até alguns anos atrás, era o comprador perfeito: tinha dinheiro e visibilidade. Jogadores balançavam com uma proposta rossonera mesmo se tivesse Real Madrid, Barcelona ou Manchester United na briga. Só que os tempos mudaram. Em Milão, seja do lado vermelho ou azul, a diretoria, vá lá, não favorece. 

Os clubes, à moda antiga (ou por um dos muitos mistérios dos bastidores do futebol), preferem empréstimos às co-propriedades. Este expediente tem sido utilizado mais vezes para parcelar o valor de compra dos atletas (como a Juventus fez com Isla, a Inter com Handanovic e Ranocchia ou o Napoli com Armero) ou para acordos pontuais, como o que levou Boateng ao Milan via Genoa. O Parma, antigo parceiro da Juventus, é o atual rei do quesito, e tem o incrível número de 226 (!!!) jogadores sob contrato, a maioria deles em equipes-satélite. Com a lei do retorno fácil, este é um ótimo expediente para que o clube, que faliu há poucos anos, consiga retomar a saúde financeira.

Em entrevista ao QT, Aaron Giambattista, blogueiro no JuventiKnows, lembra de alguns furos do Milan. “Olha só o Davide di Gennaro. Talentoso produto do vivaio rossonero. Ele foi emprestado até não poder mais e nunca foi bem – até porque raramente jogava como titular. Foi vendido ao Spezia e teve uma ótima temporada. Matri também não acertou até o Cagliari comprar parte dele; seus empréstimos foram bem medianos”, disse. Na Inter, a negociação congelada entre Vucinic e Guarín revela muito sobre a nova diretoria – leia mais em "Como perder a credibilidade em 72 horas". Atualmente, a Inter comete outros erros: forma ótimos jogadores, os empresta, mas ao invés de utilizá-los, tem envolvido-os em tratativas por atletas mais experientes. Nem sempre dá certo.

A Roma conseguiu negócios interessantes nos dois últimos mercados. Sobre os giallorossi, palavras do jornalista italiano Raffaele Gatti: “A Roma está começando a emular um pouco o projeto. Em janeiro, eles contrataram alguns jovens jogadores, porém, compraram 100% dos direitos e só emprestaram agora”. 

Giuseppe Marotta conseguiu uma redenção no mercado após uma primeira temporada decepcionante e desde então só acerta a mão. O modelo provavelmente será integrado aos poucos nas gerências dos clubes do Belpaese. Não existe certeza do sucesso. Testar, contudo, vale a pena. Afinal, os beneficiados são todos: clubes, jogadores, treinadores (principal, adjunto, de juniores) e torcedores.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

23ª rodada: Você acredita em milagres?

Profecias, divindades e milagres: a Inter não sofre gol e um muro lhe dá a primeira vitória de 2014 (inter.it)
Há algumas rodadas, o Campeonato Italiano tem tido poucas alterações na sua classificação. Nesta rodada, não foi diferente. Os resultados pouco alteraram a tabela, e apenas a Inter pode sorrir mais, já que conseguiu vencer e voltar à zona de classificação para a Liga Europa. Houveram algumas alterações no meio da tabela, e na parte de baixo, o Bologna se afastou um pouco do sufoco. Acompanhe o resumo da rodada.

Inter 1-0 Sassuolo
Juan Jesus, o Divino Jonathan e, agora, o Profeta Hernanes. Com tantos apelidos ou nomes que evocam fé, não foi surpresa que a Inter tenha conseguido um pequeno milagre e tenha voltado a vencer, e jogando bem, nesta Serie A. Frente ao pequeno Sassuolo, a equipe nerazzurra mostrou compactação e vontade de vencer e, sem dar chances ao adversário, ficou pela primeira vez com os três pontos em 2014. A última vitória dos milaneses datava de dezembro, quando a equipe fechou 2013 com uma vitória no dérbi contra o Milan. De lá para cá, a equipe conquistou apenas dois pontos, e tinha o pior retrospecto entre as 20 equipes do campeonato. Com o resultado, a Inter recuperou a quinta posição, ultrapassando o Verona pelos critérios de desempate – ambas as equipes tem 36 pontos. Já o Sassuolo permanece na penúltima posição, com 17 pontos.

Em campo, uma Inter voraz entrou no San Siro com um time ofensivo, com Palacio e Milito na frente e o estreante Hernanes fazendo uma interessante dupla com Guarín, novamente relacionado após a novela de mercado com a Juventus. Na volância, Kuzmanovic era um cão de guarda improvisado, mas fez bem o seu papel. Durante todo o jogo, só deu a Beneamata, que poderia ter feito alguns gols no primeiro tempo, não fossem a falta de ritmo de jogo de Milito, a boa atuação do goleiro Pegolo e a falta de sorte de Hernanes, que quase marcou o seu primeiro pelo novo time. Atrás, Juan anulava o ótimo Berardi, e Floccari sofria com Samuel. O argentino, apelidado The Wall, também foi ao ataque e, em ótima cobrança de escanteio de Hernanes, cabeceou para definir o placar. A Inter poderia ter ampliado, depois, mas Pegolo seguiu evitando que o placar fosse mais elástico. (Nelson Oliveira)
Verona 2-2 Juventus
O Verona não se cansa de surpreender nesta Serie A. Nem depois de estar perdendo de 2 a 0 para a poderosa Juventus, a equipe de Mandorlini desiste. Guiados por um incansável Luca Toni, os gialloblù conquistaram mais um bom resultado no campeonato e permanecem na briga por vaga na Liga Europa, ocupando agora a sexta posição, com os mesmos 36 pontos da Inter, quinta colocada. Mas o ponto conquistado em casa não veio com facilidade. A Juve dominou amplamente o jogo durante a primeira etapa e, aos 20 minutos, já vencia por 2 a 0, com dois gols de Tévez. O argentino já tem 13 no campeonato. 

Com o resultado já construído e um bom domínio territorial, a Velha Senhora voltou para o segundo tempo menos atenta e logo aos sete minutos viu Luca Toni diminuir, com cabeçada perfeita no meio da zaga. Chamando a responsabilidade, o ex-atacante juventino apareceu bem em pelo menos mais três oportunidades e quase empatou. O gol decisivo, porém, só saiu nos acréscimos: Rômulo cruzou e o argentino Gómez cabeceu para empatar e levar abaixo o estádio Marcantonio Bentegodi. Com o empate, a Juve permanece nove pontos à frente da vice-líder Roma, que não saiu do zero contra a Lazio. (Rodrigo Antonelli)

Lazio 0-0 Roma
Normalmente, o dérbi romano é mais do que quente. Gols, discusões, cenas lamentáveis e cartões a rodo são típicos. Dessa vez, Lazio e Roma decepcionaram e não proporcionaram um manancial de emoções. Pelo contrário, a partida no Olímpico foi morna e teve poucas emoções. Melhor para a Lazio, que praticamente não assustou os romanistas e, em fase de recuperação, conseguiu um bom empate contra uma equipe mais capacitada. O resultado não alterou a tábua de classificação: mantém a Roma na vice-liderança, com 51 pontos, 9 atrás da Juventus, e a Lazio na nona posição, com 32.

No primeiro tempo, a Roma até chegou ao gol, depois que Gervinho aproveitou rebote de Berisha em chute de Maicon – o gol, porém, foi bem anulado por impedimento. A Lazio, por sua vez, não tinha um bom desempenho ofensivo, sobretudo porque o jovem Keita estava sumido – a equipe melhorou com a entrada do capitão Mauri, que voltou aos gramados após 8 meses de suspensão por não haver denunciado manipulação de resultados. Porém, apesar da leve melhora laziale, a Roma seguiu dando as cartas do jogo, mas pecando nas finalizações. Michel Bastos, estreante, e Gervinho, atazanaram a defesa biancoceleste, mas o gol não saiu. Na única chance da Lazio no segundo tempo, Onazi errou passe que deixaria Klose na cara do gol, e De Sanctis deixou o gramado sem sujar o uniforme. (NO)

Napoli 3-1 Milan
Porque o jogo foi frenético. Antes do primeiro minuto da partida, Higuaín já tinha testado Abbiati. O Milan, contudo, saiu na frente com Taarabt, estreante, que puxou contra-ataque e bateu bonito para vencer Reina - o marroquino ganhou chance porque Kaká começou no banco, por não estar 100%, e Honda ficou de fora por conta de uma gastroenterite. Pouquíssimo tempo depois, Abbiati defendeu o remate de Hamsík e Mexès bloqueou o chute de Higuaín. Só que o goleiro rossonero nada pode fazer quando a bola desviou em De Jong, após finalização de Inler. Na verdade, fez: buscou a redonda no fundo do gol. Em 11 minutos, o telão no San Paolo mostrava 1 a 1. 

Os outros dois gols do jogo saíram apenas no segundo tempo. Higuaín aproveitou a linha de impedimento do Milan para desviar, de cabeça, o lançamento de Inler. Ele tocou no cantinho de Abbiati. Sem chances. Depois, Maggio recebeu de Hamsík e rolou para Higuaín marcar novamente e decretar o resultado final do jogo em Nápoles. Antes disso, Balotelli foi figura central no jogo. Substituído durante a segunda etapa, as câmeras flagraram o jogador chorando no banco de reservas. Cogitaram cantos racistas, mas o atacante do Milan estava triste porque não marcou um gol para sua filha. (Murillo Moret)

Fiorentina 2-0 Atalanta
Depois de duas derrotas consecutivas (uma na Serie A e outra na Coppa Italia), a Fiorentina volta a respirar com um resultado positivo conquistado com dificuldade. O time de Montella não jogou tão bem quanto pode e até foi dominado pela Atalanta em partes do jogo, mas mostrou ser superior tecnicamente e decidiu a partida em dois lances individuais. Primeiro, aos 16 minutos do primeiro tempo, Ilicic cobrou falta perfeita no ângulo de Consigli. Depois, já aos 41 da etapa final, Wolski puxou contra-ataque sozinho e, cercado por três, conseguiu driblar bonito antes de chutar para o fundo do gol. 

Do outro lado, a Atalanta não contou com um Denis tão decisivo quanto costuma ser e teve problemas para chegar com grande perigo, apesar da maior posse de bola. Os nerazzurri ainda reclamaram de um pênalti sobre o argentino, mas o juiz não marcou nada. Com 27 pontos, o time de Colantuono ocupa a 13ª colocação. Já a Fiorentina permanece no quarto lugar, três pontos atrás do Napoli, último da zona Liga dos Campeões. Na rodada que vem, os viola recebem a Inter, em jogo que pode distanciar ainda mais a rival, que tenta entrar nessa briga. (RA)

Torino 1-2 Bologna
No primeiro jogo sem Diamanti, vendido ao Guangzhou Evergrande, o Bologna conseguiu sua primeira vitória ante o Torino fora de casa desde dezembro de 1980: 2 a 1, no Olímpico. Logo no início do jogo, Darmian cruzou na cabeça de Immobile, que marcou o primeiro. Foi o sétimo gol nos últimos sete jogos da Serie A. Daí, o gol do Bologna. Vamos com calma: Darmian vacilou na saída de bola. Glik e Maksimovic fecharam na marcação, mas os zagueiros trombaram e nada fizeram. Padelli saiu do gol desesperadamente e a bola sobrou para Cristaldo, que não tinha nada a ver com isso e estufou a rede. O mesmo Cristaldo ainda aproveitou uma defesa para o meio da área de Padelli para virar o jogo, ainda na etapa inicial.

Nervoso, o técnico Gian Piero Ventura mudou sua equipe duas vezes no intervalo: Kurtic e Basha nos lugares de Darmian e El Kaddouri. O ponta Cerci quase empatou o jogo numa cabeçada aos cinco minutos do segundo tempo, mas a bola tocou no travessão e saiu. Ibson, reforço contratado junto ao Corinthians, debutou neste jogo pela Serie A. (MM)

Udinese 3-0 Chievo
Com um segundo tempo quase perfeito e um show de bola de Di Natale, a Udinese não tomou conhecimento do pobre Chievo e conquistou a terceira vitória na sequência (sendo duas pela Serie A, pela primeira vez na temporada). Embalado pela vitória no meio de semana, na Coppa, ante a Fiorentina, o time bianconero buscava uma reação no campeonato nacional, para se distanciar da zona de rebaixamento e também acabar com a sina do Friuli, onde não vencia desde novembro.

A Udinese foi melhor no início do jogo, especialmente aproveitando as bobeiras da zaga veronesa, tendo chances com Lazzari e Basta, mas foi o Chievo, com Théréau quem quase chegou ao gol. Na segunda etapa, um outro jogo. Apesar de organizado e esforçado, o Chievo sucumbiu à qualidade de Di Natale. Aos 11, Totò acertou um belo chute diagonal para abrir o placar. Aos 29, o camisa 10 fez bela jogada, deixou para Pereyra que serviu Bruno Fernandes para ampliar. E já no final, Badu definiu o marcador, após passe de Fernandes. Ótimo resultado sobretudo lembrando que a Udinese terá a chance de se classificar para a final da Coppa Italia, caso mantenha a vantagem conquistada sobre a Fiorentina na partida de ida. (Caio Dellagiustina)

Sampdoria 1-0 Cagliari
Depois do triunfo no derby, a Samdpdoria recebeu o Cagliari e conseguiu sua segunda vitória consecutiva na Serie A, batendo o rossoblù com um gol de Gastaldello, logo no início do jogo. O time blucherchiato começou melhor o jogo e aos 11 minutos abriu o marcador. Palombo recebeu na lateral da área e cruzou na cabeça de Gastaldello que, sozinho na segunda trave completou para as redes. Na sequência, a grande polêmica do jogo. Após cobrança de falta, Sau recebeu dentro da área, dominou no peito e estufou as redes, mas o árbitro Diego Roca assinalou impedimento para revolta dos visitantes.

Depois das reclamações, as duas equipes tiveram boas chances, mas tanto Avramov quanto o brasileiro Da Costa realizaram boas intervenções. Sau e Vecino chegaram perto, mas pecaram na hora da finalização, fazendo com que a equipe sarda acumulasse à quarta derrota nos últimos cinco jogos e mantendo ainda o tabu de não vencer longe do Sant’Elia nessa temporada. Com o resultado, a Samp chegou à 12ª colocação, com 28 pontos, abrindo 11 para o Livorno, primeiro time da zona de rebaixamento. E o sonho pode até ser mais alto, afinal a distância para a zona europeia é de oito pontos. (CD)

Livorno 0-1 Genoa
Após dois resultados úteis com o novo técnico, o Livorno voltou a perder, em casa, e se complica na luta contra o rebaixamento, principalmente por causa da vitória do Bologna sobre o Torino. Com apenas 17 pontos conquistados em 23 jogos, a equipe de Di Carlo ocupa a 18ª colocação na tabela e vê Sassuolo e Catania - os dois últimos - muito perto. Essa derrota, porém, não foi merecida. O time da casa jogou razoavelmente bem e merecia sair pelo menos com o empate. O gol de Antonelli logo aos 10 minutos de jogo, no entanto, foi decisivo. Depois de confusão na área e erros de marcação, a bola sobrou para o lateral genovês, que não desperdiçou. Para o Genoa, o resultado valeu ainda por ter mostrado a reação da equipe após a derrota no dérbi local.

No segundo tempo, o Livorno foi com tudo para cima do Genoa. O 3-4-3 virou um 4-3-3 depois que Di Carlo trocou Piccini por Belfodil e o time alcançou um gol com Emeghara. O atacante, contudo, estava em posição de impedimento. Paulinho também se movimentou bem e criou boas chances para o Livorno, mas o gol de empate não saiu. Di Carlo foi expulso do banco de reservas por reclamação ainda na primeira metade do segundo tempo e seu time caiu de rendimento após sua exclusão. Com o restultado, o Genoa vai a 30 pontos e fica na confortável 10ª posição na tabela. Ainda assim, o segundo tempo bem abaixo da média deve ficar de lição para os rossoblù. (RA)

Parma 0-0 Catania
Apesar do zero no placar, Parma e Catania fizeram um jogo movimentado no Tardini. Apesar de estar jogando fora de casa, foram os sicilianos que chegaram mais perto da vitória, mas dois chutes na trave, de Bergessio e Barrientos, negaram a alegria da vitória para a equipe, que busca deixar a zona de rebaixamento.

Para o Parma, apesar do décimo primeiro resultado útil na temporada, ficou a frustração pela chance perdida de conquistar a quinta vitória seguida e a chance de se aproximar mais da zona europeia. Ao final do jogo, a torcida vaiou a equipe pelo resultado – de forma até injusta, afinal o time de Donadoni faz um excelente campeonato. Os parmenses ficam na sétima posição, com 33 pontos (e um jogo a menos), e o Catania segue na lanterna, com 16 pontos. (NO)

Relembre a 22ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

Seleção da rodada
Perin (Genoa); Rômulo (Verona), Gastaldello (Sampdoria), Samuel (Inter), Morleo (Bologna); Inler (Napoli), Pereyra (Udinese); Tévez (Juventus), Di Natale (Udinese), Higuaín (Napoli); Toni (Verona). Técnico: Rafa Benítez (Napoli).