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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Os 10 maiores jogadores da história do Bologna

Os fãs mais recentes do Campeonato Italiano se acostumaram a ver o Bologna lutando para fugir do rebaixamento ou mesmo para voltar à elite nos últimos anos. Estes talvez não conheçam a história grandiosa da equipe rossoblù, que chegou a ser chamada de “a equipe que fazia a terra tremer” durante um período. Com duas eras muito vitoriosas no futebol local (a primeira entre 1920 e 1940 e a segunda entre as décadas de 1960 e 1970), o time da Emília-Romanha é o quinto maior vencedor da Serie A na história, com sete títulos, e deixa para trás equipes hoje mais tradicionais, como Roma (três títulos), Fiorentina, Napoli e Lazio (todas com duas conquistas).

Nessa trajetória, contou com jogadores lendários da seleção italiana e também com ídolos de outras nacionalidades. Helmut Haller, por exemplo, foi um dos primeiros alemães a fazer sucesso na Bota e abriu portas para as gerações seguintes, que tiveram grandes jogadores como Jürgen Klinsmann, Lothar Matthäus e Rudi Völler brilhando em solo italiano. Entre os italianos, o maior nome é o de Giacomo Bulgarelli, capitão da equipe por 10 anos e líder do último scudetto rossoblù, em 1963-64. 

Entre os ídolos mais recentes, aparecem Marco Di Vaio, último capitão com maior identificação com o clube, e até Roberto Baggio, que passou pelo clube quando estava desacreditado na carreira e acabou fazendo história na Serie A. Abaixo, você conhece melhor a história de cada um deles com a camisa do Bologna. Antes, veja também a lista de brasileiros que já vestiram a camisa do clube bolonhês.

Brasileiros da história do Bologna
Adaílton, César, Claiton, Coelho, Daniel Bessa, Enéas, Geovani, Ibson, Juárez, Júnior Costa, Lima, Luciano, Luís Vinício, Matuzalém, Naldo, Paulo Innocenti, Rafael Santos, Roger Carvalho, Sergio Clerici e Zé Elias.

Critérios
Para montar as listas, o Quattro Tratti levou em consideração a importância de determinado jogador na história do clube, qualidade técnica do atleta versus expectativa, identificação com a torcida e o dia a dia do clube (mesmo após o fim da carreira), grau de participação nas conquistas, respaldo atingido através da equipe e prêmios individuais. Listas são sempre discutíveis, é claro, e você pode deixar a sua nos comentários!

Além do "top 10", com detalhes sobre os jogadores, suas conquistas e motivos que os credenciam a figurar em nossa listagem, damos espaço para mais alguns grandes. Quem não atingiu o índice necessário para entrar no top 10 é mostrado no ranking a seguir.

Observações: Para saber mais sobre os jogadores, os links levam a seus perfis no site. Os títulos e prêmios individuais citados são apenas aqueles conquistados pelos jogadores em seu período no clube. Também foram computadas premiações pelas seleções nacionais, desde que ocorressem durante a passagem dos jogadores nos clubes em questão.

Top 25 Bologna
11. Francesco Janich; 12. Ettore Puricelli; 13. Giuseppe Signori; 14. Carlo Nervo; 15. Roberto Mancini; 16. Amedeo Biavati; 17. Miguel Andreolo; 18. Francisco Fedullo; 19. Rafael Sansone; 20. Gino Cappello; 21. Alessandro Diamanti; 22. Alberto Gilardino; 23. Marino Perin; 24. Lajos Détári; 25. Gianluca Pagliuca.



Posição: meia-atacante
Anos em que atuou no clube: 1997 e 1998
Títulos: nenhum
Prêmios individuais: nenhum

Quase que um dos maiores jogadores da história do futebol italiano não jogou no Bologna. A chegada de Baggio ao clube, em 1997, só aconteceu depois que o atacante foi renegado pelo Milan de Fabio Capello e pelo Parma de Carlo Ancelotti. No Milan, ele não tinha boa relação com Capello e pediu para sair. Chegou a negociar salários e valor da transferência com a diretoria do Parma, mas, de última hora, acabou vetado por Ancelotti, que afirmou não precisar de um jogador com suas características. Doze anos depois, em 2009, o treinador admitiu que se arrependeu da decisão e que “não se pode nunca renunciar a um talento como esse”. 

Não foi sem motivo que Ancelotti admitiu o erro. Baggio acertou com o Bologna em busca de continuidade e mostrou que, mesmo aos 30 anos de idade, ainda tinha muito futebol para exibir pelos gramados da Bota. Naquela temporada, alcançou sua melhor média de gol na carreira, marcando 22 vezes em apenas 30 partidas. As boas apresentações lhe renderam nova convocação para uma Copa do Mundo (a de 1998, na França), a faixa de capitão dos rossoblù e a idolatria da torcida, que chegou a fazer um abaixo-assinado para que o clube demitisse o treinador Renzo Ulivieri, que insistia em por Baggio na reserva em algumas partidas. O bom futebol, aliado à relação ruim com Ulivieri, fez o atacante rumar para a Inter na temporada seguinte. Ainda assim, uma única temporada foi suficiente para marcar Baggio na memória dos torcedores rossoblù.  

9º - Marco Di Vaio


Posição: atacante
Anos em que atuou no clube: 2008 a 2012
Títulos: nenhum
Prêmios individuais: nenhum

Jogador com maior identificação com o clube na história recente, Marco Di Vaio desembarcou em Bolonha em 2008, assim que o clube garantiu seu retorno à Serie A. Logo em sua primeira temporada, conquistou a torcida com a raça mostrada em campo e a grande quantidade de gols. No primeiro ano, marcou 24 vezes no campeonato nacional, superando o recorde de 22 gols em uma única temporada atingido por Baggio, em 1998, e só perdeu a artilharia para Zlatan Ibrahimovic, na última rodada. Com isso, foi promovido a capitão da equipe na temporada 2009-10, a do centenário rossoblù. 

Naquele ano e nos seguintes, ajudou o Bologna a permanecer na Serie A sempre marcando ao menos 10 gols por campeonato. A liderança dentro de campo e a identificação com a torcida o fizeram receber título de cidadão honorário de Bolonha, além de uma medalha comemorativa do clube. Em 2012, se despediu da equipe aos 36 anos, com 148 partidas jogadas e 66 gols marcados. Atualmente, trabalha como manager do time.



Posição: atacante
Anos em que atuou no clube: 1968 a 1975 e 1979 a 1980
Títulos: 2 Copas da Itália (1969-70 e 1973-74) e 1 Copa da Liga Ítalo-inglesa (1970)
Prêmios individuais: artilheiro da Serie A (1972-73) e artilheiro da Coppa Italia (1969-70 e 1973-74)

Nascido em Bérgamo, o atacante Giuseppe Savoldi foi precoce no mundo da bola. Aos 16 anos, já fazia parte do time profissional da Atalanta e mostrava toda sua habilidade e faro de gol para a torcida nerazzurra. Xodó por lá, deixou a equipe após proposta milionária do Bologna, em 1969, quando ainda tinha 19 anos. Na Emília-Romanha, se tornou um dos principais jogadores da última grande fase de conquistas do Bologna. Levantou duas Copas da Itália e uma taça da Copa da Liga Ítalo-inglesa e marcou seu tempo com muitos gols. Depois da era de Savoldi, o Bologna nunca mais comemorou títulos da elite do futebol italiano. 

Por isso, o atacante tem lugar especial na memória dos torcedores rossoblù. Até hoje, ele é o jogador do Bologna com mais gols marcados em competições europeias, ao lado de Carlo Reguzzoni e Harald Nielsen, com 17 anotados. É também o quarto maior artilheiro da história do clube, com 140 gols, atrás apenas de Angelo Schiavio, Reguzzoni e Ezio Pascutti. Artilheiro em uma edição da Serie A e de duas Copas da Itália, era o homem-gol de um tempo de glórias do Bologna. As grandes atuações o levaram à seleção italiana e, em 1975, ao Napoli, onde também fez história e conquistou títulos. Em 1979, já no fim da carreira, voltou ao Bologna para uma temporada, antes de voltar para a Atalanta - seu time de infância - para se despedir dos gramados. Nos anos 1990 tentou carreira como treinador, mas nunca se destacou. 



Posição: atacante
Anos em que atuou no clube: 1955 a 1969
Títulos: 1 Campeonato Italiano (1963-64) e 1 Copa Mitropa (1961)
Prêmios individuais: nenhum

A camisa do Bologna foi a única que Ezio Pascutti vestiu durante seus 14 anos de carreira. Isso, por si só, já bastaria para colocá-lo no hall dos ídolos rossoblù. Mas ele foi além: ao lado de lendas como Giacomo Bulgarelli, Helmut Haller e Harald Nielsen, levou o Bologna ao seu último scudetto, em 1964. Na disputa acirradíssima contra a Inter, que durou até a última rodada, ele foi essencial, com muitos gols e assistências que fizeram de Nielsen o artilheiro daquela edição da Serie A (21 gols). Com preparo físico superior ao da média para a época, tinha facilidade para superar os marcadores e acumulou 142 gols em 296 partidas, número que o torna o terceiro maior goleador da equipe na história.

O faro de gol e aplicação nos treinos o levaram a disputar duas Copas do Mundo com a Squadra Azzurra, em 1962 e 1966. Ficou marcado com a camisa da seleção, porém, por conta de um expulsão - injusta, diga-se - contra a União Soviética, em 1963. Com um a menos, o time perdeu e foi eliminado do Europeu. Durante anos, o jogador foi vaiado em toda a Itália, por torcedores de outras equipes. Ainda assim, não se deixou abalar e seguiu carreira tanto na seleção, quanto no clube. Se aposentou em 1969, aos 32 anos, e seguiu no futebol como técnico de equipes menores, sem nunca ter ganhado muito destaque.



Posição: atacante
Anos em que atuou no clube: 1961 a 1967
Títulos: 1 Campeonato Italiano (1963-64)
Prêmios individuais: Melhor jogador dinamarquês de 1961 e esportista dinamarquês do ano em 1963-64

Único dinamarquês entre os 10 maiores goleadores da história do Bologna, Harald Nielsen foi contemporâneo de Pascutti e também marcou a história dos rossoblù por causa da conquista do último título italiano do time, em 1964. Naquele ano, assim como no anterior, ele foi o melhor jogador do torneio e artilheiro com 21 e 19  gols marcados, respectivamente. Referência no ataque bolonhês, foi ídolo de uma geração e manteve ótima média de gols durante os seis anos de sua passagem, com 102 gols marcados em 157 jogos. 

No time emiliano viveu os melhores anos de sua carreira, logo após aparecer para o mundo nas Olimpíadas de 1960, em Roma. Com a seleção da Dinamarca, ele conquistou a prata olímpica e cavou sua transferência para a Itália. Entre 1959 e 1960, únicos dois anos que defendeu a seleção dinamarquesa em jogos oficiais, fez 15 gols em 14 apresentações – jogadores que atuavam fora do país natal não eram convocados por regras da federação, que mantinha o status de amadorismo no futebol local. Na Itália, ainda jogou por Inter, Napoli e Sampdoria, depois que deixou o Bologna, em 1967, mas nunca com o mesmo brilho. Em poucas partidas, não marcou as torcidas de nenhuma das três equipes.

5º - Eraldo Monzeglio


Posição: zagueiro
Anos em que atuou no clube: 1926 a 1935
Títulos: 1 Campeonato Italiano (1928-29), 2 Copas Mitropa (1932 e 1934) e 1 Copa do Mundo (1934)
Prêmios individuais: inserido no hall da fama do futebol italiano em 2013

Único defensor da lista, Eraldo Monzeglio foi um dos principais jogadores do Bologna campeão italiano de 1928-29. Se Angelo Schiavio decidia lá na frente, era por conta de Monzeglio que as coisas não se complicavam lá atrás. Diz-se que, por causa de sua baixa estatura (apenas 1,72m), se aplicava muito nos treinos para apurar seu senso de posicionamento e técnica. Assim, tornou-se um zagueiro elegante - daqueles que não fazem muitas faltas - e que assimilou bem o recém-inventado 3-4-3, sendo peça importantíssima também para a seleção italiana da época.

Não à toa, venceu o Mundial de 1934 como titular da Azzurra e, mesmo em fim de carreira, foi convocado para a campanha do bicampeonato na Copa de 1938, para dar experiência ao grupo. A mancha em sua carreira fica por conta da amizade com o ditador Benito Mussolini, iniciada na Copa de 1934, realizada na Itália. Algumas publicações dizem que ele chegou a treinar os filhos de Mussolini, tamanha era a proximidade com o fascista. Antes de se aposentar, jogou também pela Roma. Depois, foi treinador por quase 30 anos, acumulando passagens por times importantes, como Napoli, Sampdoria e Juventus. 

4º - Carlo Reguzzoni


Posição: ala
Anos em que atuou no clube: 1930 a 1943 e 1945 a 1946
Títulos: 4 Campeonatos Italianos (1935-36, 1936-37, 1938-39 e 1940-41) e 2 Copas Mitropa (1932 e 1934)
Prêmios individuais: nenhum

Reguzzoni (ao centro, na foto) foi vendido pelo Pro Patria ao Bologna em 1930 por 80 mil liras, valor jamais visto no futebol italiano até aquele momento. Ala de boa velocidade e muita técnica, já havia mostrado também muito faro de gol no seu ex-clube, onde acumulou 52 gols marcados em 75 jogos, média superior a de muitos atacantes. Assim, chegou ao time da Emília-Romanha para se tornar um dos pilares da segunda geração da “equipe que faz o mundo tremer”, por conta do grande futebol apresentado e da série de conquistas. A primeira foi liderada por Angelo Schiavio. Reguzzoni conquistou quatro scudetti e duas Copas Mitropa (a precursora da Liga dos Campeões) levantadas entre 1932 e 1941. 

Nesse período, ganhou muita identificação com o clube e passou a ser um dos jogadores mais conhecidos da Europa. Até hoje, é lembrado como um dos maiores símbolos da história do time. Em 14 temporadas, marcou 167 gols, número que o coloca como segundo maior artilheiro da história dos rossoblù, atrás apenas do lendário Angelo Schiavio. Criado no Pro Patria, ele só deixou o Bologna para ajudar seu time de infância voltar da Serie B para a elite. E o fez, em 1946. Por lá, encerrou a carreira como jogador e se aventurou como técnico por mais cinco temporadas. Depois, decidiu se aposentar de vez do meio esportivo.



Posição: meia
Anos em que atuou no clube: 1962 a 1968
Títulos: 1 Campeonato Italiano (1963-64)
Prêmios individuais: nenhum

Helmut Haller (à direita na foto) foi um dos primeiros alemães de verdadeiro sucesso na Itália. Em 1962, desembarcou em Bolonha para ganhar um salário 40 vezes maior do que o que recebia no Augsburg, por conta do grande futebol apresentado em seu país-natal. Meia de muita técnica, drible apurado e bons chutes de longa distância, chegou para ser o trequartista do time e abastecer o bom ataque formado por Nielsen e Pascutti. Cumpriu a missão com o maestria e, atuando em todos os jogos daquele campeonato, levou os rossoblù ao título italiano contra a Grande Inter, após partida de desempate ao fim dos pontos corridos. 

Mas não foi só pela fantasia dentro de campo que Haller conquistou a torcida bolonhesa. Chamado de “alemão atípico” por ser extrovertido, o meia abusava do carisma fora do ambiente de trabalho e frequentemente era visto em restaurantes e festas de Bolonha. Ele deixou o clube em 1968, ainda muito querido pela torcida, para ir à Juventus jogar ao lado de craques como Franco Causio, Roberto Bettega e José Altafini. Por lá, ajudou a Velha Senhora a conquistar dois scudetti, antes de voltar à Alemanha. Morreu em 2012 aos 73 anos.

2º - Angelo Schiavio


Posição: atacante
Anos em que atuou no clube: 1922 a 1938
Títulos: 4 Campeonatos Italianos (1924-25, 1928-29, 1935-36 e 1936-37), 1 Copa do Mundo (1934), 1 Bronze Olímpico (1928) e 2 Copas Mitropa (1932 e 1934)
Prêmios individuais: artilheiro da Serie A (1931-32) e inserido no hall da fama do futebol italiano em 2012

Contemporâneo de Monzeglio, o atacante Angelo Schiavio é um dos maiores vencedores da história do Bologna. Em 16 anos como profissional, só atuou pelo clube e anotou no currículo seis das conquistas mais importantes da história rossoblù, incluindo quatro scudetti. Nesse tempo, completou 364 partidas e marcou 252 gols, números que o colocam como maior artilheiro da história bolonhesa e também como nono jogador com mais partidas pelo clube. Para muitos, foi, ao lado de Roberto Baggio, um dos jogadores mais técnicos que já vestiram a camisa do Bologna. Seus dribles desconcertantes se aliavam à potência física para torná-lo uma máquina de fazer gols. 

No campeonato de 1925-26, alcançou a incrível marca de 26 gols marcados em 23 jogos. A boa média durante a carreira (0,69 gol por jogo) ainda hoje é a terceira melhor entre jogadores que marcaram pelo menos 100 vezes pelo campeonato italiano. Só Luigi Cevenini (0,69) e Gunnar Nordahl (0,77) lhe superam. O faro de gol o fez o jogador mais importante da primeira geração rossoblù que passou a ser conhecida como a do “time que faz o mundo tremer”. Pela seleção italiana, foi campeão do Mundo em 1934 e medalhista de bronze nas Olimpíadas de 1928. Ao encerrar a carreira, foi técnico do Bologna por uma temporada e, nos anos 1950, integrou a comissão da Azzurra.


Posição: meia
Anos em que atuou no clube: 1959 a 1975
Títulos: 1 Campeonato Italiano (1963-64), 2 Copas da Itália (1969-70 e 1973-74), 1 Copa Mitropa (1961), 1 Copa da Liga Ítalo-inglesa (1970) e 1 Eurocopa (1968)
Prêmios individuais: inserido no hall da fama do futebol italiano em 2014

Bulgarelli é sinônimo de Bologna. Seu nome está para o clube assim como Zico está para Flamengo, Pelé para Santos, Ademir da Guia para Palmeiras etc. Não há torcedor rossoblù que não conheça - mesmo que só através de livros, filmes e causos - os feitos de Giacomino, como é carinhosamente chamado, com a camisa bolognesa. Foram 16 anos de carreira dedicado ao clube, sendo 10 deles como capitão. Nunca na história do time um único jogador vestiu a faixa por tanto tempo. A liderança em campo durou 488 jogos, número jamais superado por outro atleta que passou por ali. 

Meia de ótima visão e polivalente, atuou na ala direita quando mais jovem, depois fez grandes jogos como regista e, no fim da carreira, ainda brilhou como líbero. Tamanha versatilidade - e regularidade - o fez um dos maiores vencedores da história do time, com um título italiano, dois da Copa Itália, um da Copa Mitropa e um da Copa da Liga Ítalo-inglesa. Pela seleção, conquistou uma Eurocopa. Ídolo e capitão eterno, recebe homenagens em Bolonha até hoje. Só depois de sua morte, em 2009, ganhou referências em pelo menos seis livros de autores locais. Antes, já era habituè da cultura pop de Bologna. O grande cineasta Pier Paolo Pasolini, torcedor fervoroso dos felsinei, já tentara fazer filme sobre Bulgarelli na década de 1960 e chegou a colocá-lo no documentário “Comizi D’amore”. Hoje, a arquibancada que fica atrás de um dos gols do estádio Renato Dall'Ara leva o seu nome, e a torcida organizada sempre leva um enorme bandeirão que representa a sua camisa 8.

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