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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Gols, gols, mais gols... e quem sabe uma vaga?

Quem para o Barcelona? Roma só olhou os blaugrana destruírem sua reputação no Camp Nou (Getty)
Chegou ao fim a 5ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. E se uma parte da Itália respira aliviada pela classificação antecipada da Juventus, outros habitantes do Belpaese vão ter que esperar até a última partida da Roma para saber se o time da capital segue rumo ao mata-mata. Apesar da surra sofrida contra o Barça, a situação de Dzeko, Pjanic e companhia não é tão ruim assim. A vaga só depende de uma vitória.

Explicar o que aconteceu com a Roma no Camp Nou é como prestar um depoimento sobre um atropelamento. Você até explica que o objeto x pode ter avançado o sinal, que o objeto y foi negligente, mas no fim das contas a equação é simples: alguém atropelou e alguém foi atropelado. E nesse caso o Barcelona era um caminhão Scania.

De certa forma, a derrota por 6 a 1 foi a crônica de uma morte anunciada. Até nos seus melhores jogos da temporada a Roma mostrou uma desorganização latente e alguns momentos de desligamento - ou apagões, se preferirem. Já sabendo também que o time de Garcia joga com a defesa bem avançada, o Barça se aproveitou como pôde disso, com o trio MSN sempre se deslocando em velocidade e com espaço livre pela frente.

Imaginando que o Leverkusen venceria o BATE Borisov (o que não se confirmou), o time italiano tinha que atacar para não deixar os alemães desgarrarem, mas não contava com Gervinho e Salah, machucados, o que tirava a possibilidade de apostar em bolas esticadas no contra-ataque. Ou seja, tratava-se de uma equipe sem poder de fogo, com dificuldades para sair jogando na defesa e que deixa mais espaços do que deveria principalmente nos flancos, já que as coberturas aos laterais são precárias. Somando tudo isso a uma atuação de gala do que hoje é o melhor ataque do mundo, ficou difícil para os giallorossi. Como disse Maicon, após a partida, 6 a 1 foi pouco.

Apesar de todo esse clima de velório, na última rodada a Loba enfrenta o BATE Borisov, no Estádio Olímpico, precisando apenas de uma vitória simples, porque embora esteja empatada com o Leverkusen com 5 pontos, a Roma leva vantagem no confronto direto. Inclusive, se a Roma conseguir assegurar a 2ª colocação do Grupo E pode ostentar um recorde: a equipe classificada para as oitavas de final que mais sofreu gols: o time tem a pior defesa da competição, com 16 gols sofridos, e sofreu gols nos últimos 27 jogos da competição.

Juventus já chegou lá (Independent)
Vaga garantida
Não dá para dizer que a Juventus entrou em campo pressionada, mas é evidente que a possibilidade de ter que garantir a classificação apenas no último jogo, contra o Sevilla, fora de casa, era algo que incomodava a Velha Senhora. Talvez essa tenha sido a chave para a concentração e a organização da equipe de Turim.

O Manchester City até criou algumas oportunidades, mas não foi superior em nenhum momento do jogo. A dedicação de seus dez homens na marcação - sim, até Mandzukic deu uma moral em alguns momentos - fez a diferença para a Juve. E a mobilidade e a aproximação de Paulo Dybala ajudaram um meio-campo que, exceto por Pogba, não teve muito poder de infiltração. Autor da assistência para o gol de Mandzukic que garantiu a vitória por 1 a 0, Alex Sandro mais uma vez foi uma boa válvula de escape e tem começado a engrenar uma sequência de boas atuações.

Dizer que é o melhor momento da Juve na temporada não significa muito quando lembramos o nível pavoroso que a equipe vinha apresentando, mas não valorizar uma evolução da equipe seria perseguição ao trabalho de Allegri. O time ainda deve muito - principalmente na Serie A - mas sair viva do Grupo D da Liga dos Campeões, com uma rodada de antecedência, é um motivo de comemoração e uma boa base para pautar o restante da temporada.

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