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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Invencibilidade e esperança

Em sua volta aos campos, Lichtsteiner fez gol importante para a Juventus (ESPN FC)
Aos trancos e barrancos, no fim das contas foi mais uma boa jornada para os italianos na Liga dos Campeões, mas ainda há muito trabalho a ser feito. A Juventus segue em posição confortável no Grupo D, mas suou frio para arrancar um empate na Alemanha e agora já não é mais a líder da chave. Já a Roma segue na toada ‘médico e monstro’, demonstrando uma esquizofrenia futebolística, mas dessa vez com o resultado a seu favor.

Super Gigi e superação
Enfrentando um perigosíssimo adversário, a Juventus não teve vida fácil no Borussia Park. O Mönchengladbach vinha de uma recuperação faraônica no Campeonato Alemão: de cinco derrotas seguidas para seis vitórias consecutivas. Com a posse de bola na maior parte do tempo, os "potros" sufocaram a Juve desde o começo e o travessão de Buffon foi carimbado com um belo petardo de Dahoud. Embora tivesse pouco tempo com a bola, o time de Turim não abdicou das finalizações, mas a pontaria carecia de uma melhora. O que não pode se dizer do norte-americano Fabian Johnson. Ele recebeu assistência de Raffael (que recebera um ‘passe’ de Chiellini) e bateu cruzado como se manda no manual, sem chances para Buffon. 

Mas essa seria a única vez em que o veterano seria vazado. Com mais uma grande exibição, o arqueiro foi mais uma vez eleito o melhor da rodada. E se ele salvou a lavoura na meta, o personagem do empate não poderia ter sido mais bem escolhido: Stephan Lichtsteiner.

Substituído contra o Frosinone por um aparente problema respiratório, o suíço teve que passar por uma pequena operação cardíaca para corrigir uma arritmia. Justamente em sua volta aos campos, o lateral recebeu um passe obsceno de Pogba e pegou de primeira para marcar o seu primeiro gol em sete temporadas de Liga dos Campeões.

As coisas ainda ficaram mais complicadas quando Hernanes foi expulso graças a uma entrada atabalhoada no começo do segundo tempo, colocando um pouco mais de lama em sua relação com a torcida, que em alguns jogos já o vaiou. Mas o sistema defensivo juventino foi muito bem e conseguiu compensar a expulsão do brasileiro. Agora, a Juventus tem 8 pontos e ocupa a vice-liderança do seu grupo, cinco pontos à frente do Sevilla. Classificação encaminhada.

Principal jogador da Roma na temporada, Pjanic deu a vitória à Roma contra o Leverkusen (AP)
Jogo dos 7 erros
Roma e Leverkusen entraram em campo com algumas grandes responsabilidades: fazer um jogo tão atraente quanto o duelo na Alemanha e diminuir muito os erros defensivos. E ganhou quem errou menos.

Com seu 4-3-3 um pouco mais consolidado, a Loba começou o jogo muito bem, com agressividade. Salah disparou pela espaçada defesa alemã e chegou às redes no primeiro minuto de jogo. O Leverkusen continuou com uma primeira linha de defesa avançada e pagou a conta novamente, dessa vez com Dzeko – que mais uma vez alternou ótimos e péssimos momentos. O bósnio não marcava com a camisa giallorossa desde a 2ª rodada da Serie A, frente à Juventus. Foi apenas seu segundo gol desde que chegou à Cidade Eterna.

Mas a inconstância não é uma característica apenas do bósnio. Como já era de se esperar, a Roma entrou no ‘menu do intervalo’ e mudou o nível de dificuldade da partida para "very hard". Todas as variações de jogo, posse de bola inteligente e controle do adversário foram para o ralo na segunda etapa.

O Leverkusen melhorou drasticamente o aproveitamento dos seus passes e a partir daí pode colocar em prática a ofensividade do seu meio-campo. Não querendo ser repetitivo, mas já sendo, a Roma dispersou e Mehmedi e Chicharito Hernández marcaram duas vezes em um intervalo de seis minutos.

Demorou um pouco, mas o time giallorosso conseguiu respirar e obter uma sequencia de finalizações novamente. Depois de cinco tentativas, a recompensa: pênati cometido por Toprak e o sétimo gol de Pjanic na temporada.

A Roma continua sem encontrar equilíbrio (tático e mental), mas sair com 4 pontos dos duelos com o Leverkusen é motivo de orgulho e mantém viva a esperança do time italiano de chegar ao mata-mata. Com 5 pontos, um a mais que os alemães, a equipe italiana é a vice-líder do Grupo E.

A grande pergunta é: o quanto Rudi Garcia pode melhorar esse time até lá? O trabalho não parece florescer da maneira adequada e não teria sido nenhum absurdo se a equipe italiana tivesse perdido os dois jogos. Cometendo tantos erros como tem cometido o time da capital não pode vislumbrar muita coisa quando a competição afunilar mais a frente.

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