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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Gols, gols, mais gols... e quem sabe uma vaga?

Quem para o Barcelona? Roma só olhou os blaugrana destruírem sua reputação no Camp Nou (Getty)
Chegou ao fim a 5ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. E se uma parte da Itália respira aliviada pela classificação antecipada da Juventus, outros habitantes do Belpaese vão ter que esperar até a última partida da Roma para saber se o time da capital segue rumo ao mata-mata. Apesar da surra sofrida contra o Barça, a situação de Dzeko, Pjanic e companhia não é tão ruim assim. A vaga só depende de uma vitória.

Explicar o que aconteceu com a Roma no Camp Nou é como prestar um depoimento sobre um atropelamento. Você até explica que o objeto x pode ter avançado o sinal, que o objeto y foi negligente, mas no fim das contas a equação é simples: alguém atropelou e alguém foi atropelado. E nesse caso o Barcelona era um caminhão Scania.

De certa forma, a derrota por 6 a 1 foi a crônica de uma morte anunciada. Até nos seus melhores jogos da temporada a Roma mostrou uma desorganização latente e alguns momentos de desligamento - ou apagões, se preferirem. Já sabendo também que o time de Garcia joga com a defesa bem avançada, o Barça se aproveitou como pôde disso, com o trio MSN sempre se deslocando em velocidade e com espaço livre pela frente.

Imaginando que o Leverkusen venceria o BATE Borisov (o que não se confirmou), o time italiano tinha que atacar para não deixar os alemães desgarrarem, mas não contava com Gervinho e Salah, machucados, o que tirava a possibilidade de apostar em bolas esticadas no contra-ataque. Ou seja, tratava-se de uma equipe sem poder de fogo, com dificuldades para sair jogando na defesa e que deixa mais espaços do que deveria principalmente nos flancos, já que as coberturas aos laterais são precárias. Somando tudo isso a uma atuação de gala do que hoje é o melhor ataque do mundo, ficou difícil para os giallorossi. Como disse Maicon, após a partida, 6 a 1 foi pouco.

Apesar de todo esse clima de velório, na última rodada a Loba enfrenta o BATE Borisov, no Estádio Olímpico, precisando apenas de uma vitória simples, porque embora esteja empatada com o Leverkusen com 5 pontos, a Roma leva vantagem no confronto direto. Inclusive, se a Roma conseguir assegurar a 2ª colocação do Grupo E pode ostentar um recorde: a equipe classificada para as oitavas de final que mais sofreu gols: o time tem a pior defesa da competição, com 16 gols sofridos, e sofreu gols nos últimos 27 jogos da competição.

Juventus já chegou lá (Independent)
Vaga garantida
Não dá para dizer que a Juventus entrou em campo pressionada, mas é evidente que a possibilidade de ter que garantir a classificação apenas no último jogo, contra o Sevilla, fora de casa, era algo que incomodava a Velha Senhora. Talvez essa tenha sido a chave para a concentração e a organização da equipe de Turim.

O Manchester City até criou algumas oportunidades, mas não foi superior em nenhum momento do jogo. A dedicação de seus dez homens na marcação - sim, até Mandzukic deu uma moral em alguns momentos - fez a diferença para a Juve. E a mobilidade e a aproximação de Paulo Dybala ajudaram um meio-campo que, exceto por Pogba, não teve muito poder de infiltração. Autor da assistência para o gol de Mandzukic que garantiu a vitória por 1 a 0, Alex Sandro mais uma vez foi uma boa válvula de escape e tem começado a engrenar uma sequência de boas atuações.

Dizer que é o melhor momento da Juve na temporada não significa muito quando lembramos o nível pavoroso que a equipe vinha apresentando, mas não valorizar uma evolução da equipe seria perseguição ao trabalho de Allegri. O time ainda deve muito - principalmente na Serie A - mas sair viva do Grupo D da Liga dos Campeões, com uma rodada de antecedência, é um motivo de comemoração e uma boa base para pautar o restante da temporada.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

13ª rodada: Outra vez no topo

Com vitória convincente, Inter voltou à liderança do campeonato (Goal)
Na primeira partida da Serie A após os atentados de Paris, a Marselhesa tocou em todos os jogos. As homenagens aos mortos e feridos nos ataques foi um dos motes do retorno do Campeonato Italiano, que tem uma nova líder isolada: a Inter, que já havia ficado no topo da tabela isoladamente da terceira à sexta rodadas. A equipe de Milão contou com o tropeço da Fiorentina para voltar à ponta da tabela, e justamente antes do duelo contra o Napoli, vice-líder, no San Paolo. Promete ferver. A rodada ainda teve a vitória da Juventus no clássico contra o Milan, em partida de baixo nível técnico, e o escorregão da Roma em um pântano em Bolonha.

Inter 4-0 Frosinone

Biabiany, Icardi (Ljajic), Murillo (Jovetic), Brozovic (Ljajic)

Tops: Ljajic e Biabiany (I) | Flops: Ciofani e Diakité (F)

Quem diria que a Inter venceria um jogo por uma larga vantagem de gols? Contrariando as suas recentes exibições, a equipe nerazzurra goleou o frágil Frosinone, e apenas pela segunda vez neste campeonato fez mais de um gol em um jogo – e a última vez que havia marcado quatro gols fora em 2014-15, no jogo de encerramento da temporada, um 4 a 3 contra o Empoli. Com a goleada, a equipe de Mancini reassumiu a liderança isolada da Serie A, com 28 pontos.

Mancio armou um time bastante ofensivo para enfrentar os canarini. Com Icardi no comando de ataque, apoiado pelo tridente formado por Ljajic, Jovetic e Biabiany, a Beneamata teve um jogo bastante fluido. Com Medel e Guarín poupados, a bola circulou mais pelas pontas, e o time foi bem. Handanovic, pela primeira vez em muito tempo, não foi o melhor interista em campo, embora tenha feito defesa crucial no início. O dono do jogo foi Ljajic, que participou de três gols, com duas assistências. Icardi, saindo mais da área, teve uma boa atuação em muito tempo. Valeu, também, para Biabiany, que além de ter jogado bem, marcou seu primeiro gol desde o retorno aos gramados, de onde esteve afastado por problemas cardíacos.

Verona 0-2 Napoli
Insigne (Hamsík) e Higuaín (Insigne)

Tops: Insigne e Hamsík (N) | Flops: Pazzini (V)

A crescente do Napoli não parece próxima do fim. A equipe não sabe o que é perder desde a 1ª rodada e agora já iguala a Fiorentina e supera a Roma na tabela, logo atrás da líder Inter. Além da invencibilidade - que tem série de cinco vitórias nos últimos seis jogos -, o time de Sarri tem mostrado evolução em seu jogo: a defesa não é vazada há cinco partidas e o ataque já pula para o terceiro melhor do campeonato, atrás apenas de Fiorentina e Roma, com 24 gols (oito a mais que a Inter). 

No duelo de ânimos acirrados contra o Verona, o gol de Insigne foi o motivo de celebração para a torcida, que não o via marcar há 33 dias. O atacante precisava de uma boa partida para recuperar a confiança e o fez, tentando convencer Conte para sua futura convocação e calando a torcida do Hellas, que entoava cânticos preconceituosos contra o jogador nascido em Nápoles. Higuaín também deixou o dele e já chega a 10 gols, na artilharia isolada. Assim, ganha ainda mais importância o duelo direto contra a Inter de Milão, domingo, no San Paolo. Se o Napoli passar a rival com vitória nesse jogo, será a Inter capaz de reverter? Tem quem aposte que não, dada a curva ascendente dos napolitanos na temporada. Enquanto isso, o Verona permanece sem vitórias na competição e amarga a vice-lanterna. A volta de Toni nessa rodada é o que dá esperanças ao time. (Rodrigo Antonelli)

Juventus 1-0 Milan
Dybala (Alex Sandro)

Tops: Alex Sandro e Dybala (J) | Flops: Hernanes (J) e Cerci (M)

Em um dos piores confrontos entre Juventus e Milan na história, melhor para quem entrou em campo para vencer. A Velha Senhora passou longe de jogar bem, e só teve uma atuação mais agradável a partir de meados do segundo tempo, quando Alex Sandro substituiu Evra e deu mais agressividade ao flanco esquerdo da equipe da casa. Em uma jogada construída por Pogba, o brasileiro participou com boa assistência do bonito gol de Dybala. Com o resultado, a Juve ultrapassou o Milan e assumiu a sexta posição, com 22 pontos. Os rossoneri, que foram a campo para buscar um pontinho, não fizeram nada de bom e nenhum jogador teve uma atuação digna, com exceção do goleiro Donnarumma, de apenas 16 anos: ele enfrentou seu ídolo, Buffon, e ainda trocou camisas com ele no final. No entanto, se a Juventus evolui, em futebol e na tabela – embora escalação de Allegri tenha merecido questionamentos –, o Milan de Mihajlovic teve uma bela freada em sua boa performance recente.

Fiorentina 2-2 Empoli
Kalinic (Alonso), Kalinic (Babacar) | Livaja (Saponara), Büchel

Tops: Kalinic (F) e Büchel (E) | Flops: Rebic (F) e Laurini (E)

Apagão? Chama Kalinic que ele resolve. Depois de um primeiro tempo muito ruim, em que saiu perdendo por 2 a 0 para o pequeno Empoli, a Fiorentina reagiu e mostrou qual é o time grande da Toscana. No dérbi local, o Empoli mostrou grande valentia e quase aprontou – embora o empate tenha sido inesperado. Os reservas Livaja e Büchel marcaram seus gols com chutaços, embora Tatarusanu não tenha sido impecável nos lances. Porém, em cinco minutos, Kalinic mostrou que está em fase esplendorosa e marcou dois gols de centroavante puro. A bela movimentação do atacante para completar os cruzamentos de Alonso e Babacar se somou ao seu poder de finalização e grande trabalho para abrir espaços. O croata, que tem nove gols no torneio, ainda acertou a trave na parte final do jogo, que guardou emoções para os dois lados.

Bologna 2-2 Roma
Masina (Rossetini) e Destro (pênalti) | Pjanic (pênalti) e Dzeko (pênalti)

Tops: Masina (B) e Florenzi (R) | Flops: Mounier (B) e Torosidis (R)

Em campo inundado, Bologna e Roma fizeram, provavelmente, o pior jogo da rodada. Com índice baixíssimo de acerto de passes, a partida foi decida na base da raça e, não à toa, em cobranças de pênaltis. Foram três: Pjanic e Dzeko viraram para a Roma quando Masina já havia aberto o placar, e Destro, no fim, bateu outro pênalti para empatar o duelo e comemorar de novo contra o ex-time. O Bologna comemora, pois consegue se manter invicto na era Donadoni e somar ponto importante na briga contra o rebaixamento, mesmo contra time que luta pelo título, e a Roma lamenta porque parecia ter o jogo na mão no segundo tempo, mas acabou cedendo nos últimos minutos, caindo para a quarta colocação. (RA)

Lazio 1-1 Palermo
Candreva (pênalti) | Goldaniga

Tops: Marchetti (L) e Goldaniga (P) | Flops: Hoedt (L) e Gilardino (P)

Mais um tropeço em casa. E poderia ter sido pior, se não fosse Marchetti. Com boas defesas, o goleiro da Lazio segurou um pontinho para os donos da casa, que ainda saíram atrás. O promissor zagueiro Goldaniga, que estreava como titular pelo Palermo, marcou um gol mostrando presença de área e ainda foi muito eficiente na defesa, parando o ataque biancoceleste – assim como o goleiro e capitão Sorrentino. Eles só não pararam Candreva, que anotou o gol de empate cobrando pênalti, frustrando a estreia do técnico Ballardini – ex-Lazio, inclusive. O substituto de Iachini vê sua equipe na parte de baixo da tabela, quatro pontos acima da zona de descenso. Com 19 pontos, a Lazio ainda segue na metade de cima da tábua de classificação.

Atalanta 0-1 Torino
Bovo (Baselli)

Tops: Bovo e Bruno Peres (T) | Flops: Bellini (A)

Outro que reencontrou a vitória foi o Torino, que estava desde 27 de setembro de jejum, com quatro derrotas e dois empates nos últimos seis jogos. Quagliarella, também em má fase há dois meses, com seca de gols, e Belotti, seu companheiro de ataque, não ajudaram e foi o zagueiro Bovo quem decidiu. Melhor em campo, não só pelo gol, como também pela segurança mostrada lá atrás, ele foi essencial para a vitória. A Atalanta foi melhor em boa parte do jogo, mas não conseguiu marcar. O tridente Moralez, Denis e Gómez não está funcionando e é bom Edy Reja encontrar uma solução se quiser permanecer na parte alta da tabela. Já são três jogos sem vitórias. (RA)

Udinese 1-0 Sampdoria
Badu (Théréau)

Tops: Badu (U) | Flops: Carbonero e Éder (S) 

A estreia de Montella à frente da Samp não foi como ele imaginava e o time continua com problemas para vencer fora de casa. Contra uma equipe em crise, que vinha de três jogos sem vitória, esperava-se mais do time visitante no Friuli. O que se viu, contudo, foi um conjunto sem a ofensividade típica de seu novo técnico e com muitas dificuldades para criar. Bom para Colantuono, que já via seu cargo ameaçado, e agora ganha respiro, com a Udinese voltando a vencer e mostrando futebol mais convincente que nas últimas rodadas. A distância para a zona de rebaixamento ainda é pequena - quatro pontos -, mas o time dá sinais de que não deve brigar na parte debaixo por muito tempo. (RA)

Genoa 2-1 Sassuolo
Rincón, Pavoletti (Cissokho) | Acerbi

Tops: Rincón e Pavoletti (G) | Flops: Perotti (G) e Berardi (S)

Em um jogo no qual os craques dos times não brilharam – e decepcionaram muito –, não faltou emoção nos minutos finais. Perotti jogou mal e ainda foi expulso, pelo lado do Genoa, enquanto Berardi também atrapalhou os planos do Sassuolo ao perder a cabeça e também levar o vermelho. Com 10 para cada lado, o venezuelano Rincón ia dando o gol da vitória aos rossoblù, mas um bate-rebate na área, já nos acréscimos, garantiu o empate neroverde, com Acerbi. Só que, cerca de dois minutos depois, Pavoletti foi imperioso e, contra sua antiga equipe, cabeceou com perfeição e venceu Consigli. Bom para o Genoa, que se afastou um pouco da zona de rebaixamento. O Sassuolo continua ocupando a gloriosa quinta posição.

Carpi 1-2 Chievo
Gamberini (contra) | Inglese (Birsa) e Meggiorini (Inglese)

Top: Inglese (C)

Tentando deixar a última colocação, o Carpi deu muito trabalho ao Chievo, em casa, mas não foi capaz de somar pontos diante de seus torcedores. A equipe já soma nove derrotas e, com apenas seis pontos - sete atrás da 17ª colocação -, vê cada vez mais longe a chance de deixar a zona de rebaixamento. Do lado do Chievo, Inglese foi o grande destaque, com um gol e uma assistência, e ajudou a equipe a acabar com o jejum que já durava dois meses (sete rodadas). Combinado com tropeços de rivais próximos, o time de Maran escalou três posições na tabela, chegando à 12ª colocação, com 16 pontos. Um prêmio ao bom futebol que vem apresentando já há algum tempo, mas que não vinha dando resultados. (RA)

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 12ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.

 

Seleção da rodada
Marchetti (Lazio); Murillo (Inter), Goldaniga (Palermo), Bovo (Torino); Giaccherini (Bologna), Rincón (Genoa), Büchel (Empoli), Alex Sandro (Juventus); Insigne (Napoli), Kalinic (Fiorentina), Ljajic (Inter). Técnico: Maurizio Sarri (Napoli).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Balanço: como foi o 2015 da seleção italiana

"Contestado": Antonio Conte fez Itália vencer mas sem convencer muita gente em 2015 (EFE)
Com uma derrota e um empate a seleção italiana se despediu de 2015. Depois de se classificar e assegurar a liderança no seu grupo nas Eliminatórias para a Euro 2016, em outubro, mostrando melhora contra Azerbaijão e Noruega, a Squadra Azzurra fechou o ano com amistosos. Diante de Bélgica e Romênia, o time de Antonio Conte voltou à letargia que sempre apresentou em amistosos e jogos sem grande importância. O que acaba prejudicando a evolução de um time que ainda precisa de mais se quiser chegar longe no próximo ano na Eurocopa, a ser disputada na França.

Isso também não impede de se mostrar uma equipe bastante competitiva e capaz de conquistar vitórias, como já demonstrou algumas vezes. Não custa lembrar que nas Eliminatórias, a Itália fez dez partidas, venceu sete e empatou três. Em 2015, contudo, sofreu as duas únicas derrotas da era Conte - em dois amistosos. Em dez partidas neste ano, foram quatro vitórias - todas pelas Eliminatórias - e quatro empates.

De qualquer forma, já apresentando um modelo de jogo mais sólido, com estratégia e organização de jogo, contando ainda com os desfalques importantes dos meio-campistas Verratti e De Rossi – sendo o primeiro essencial no novo 4-4-2 de Conte –, o que mais preocupa na Itália é a defesa. Não exatamente por falta de qualidade, porque há ótimos e bons defensores, mas a má fase dos juventinos (base do setor na seleção) e a falta de espaço para outros têm prejudicado.

Nos dois amistosos deste mês, falhas individuais de Bonucci, Chiellini e Sirigu, além de erros de outros, a exemplo de Buffon, Darmian e Barzagli, acabaram ocasionando oportunidades e gols para os adversários. Contra a Bélgica, a Itália foi superior no primeiro tempo, mas dois graves erros levaram à virada belga já no final da partida. Enquanto diante da Romênia, que teve muito apoio dos torcedores em Bolonha, novamente falhas levaram ao gol prematuro dos visitantes e o empate no final.

Sem data Fifa até a última semana de março, Conte terá um bom tempo para refletir e observar os seus selecionados para os amistosos contra Espanha e Alemanha, os primeiros de 2016 antes de outro teste antes da convocação final e estreia na França. É duro pensar que a Itália fará bonito na Euro, mas ainda há margem para evolução.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Jogadores: Pasquale Bruno

Até Casagrande chegou na turma do deixa disso: Pasquale Bruno foi um
dos jogadores mais brutos, rudes e duros do futebol italiano (Wikipedia)
Na última semana, uma declaração polêmica ganhou espaço na mídia italiana. "Adoraria voltar a jogar futebol para dar um murro em Bonucci. Esperaria no túnel para os vestiários... um murro para quebrar sua boca; cinco pontos e cinco meses sem falar. Ele é insuportável, reclama demais. Eu era o antipático, talvez o pior de todos, mas mostrava em campo e protestava pouco". 

Quem deu a declaração foi Pasquale Bruno, um dos maiores carniceiros da história do futebol italiano (talvez do mundial), ex-zagueiro de Juventus e Torino – este último, seu time do coração. Bruno era tão faltoso e caçava tanto tornozelos que recebeu o apelido de "O Animale". Sua página na Wikipedia italiana tem, na seção "características técnicas", uma lista de adversários com os quais brigou ou rivalizou: Roberto Baggio, Massimo Crippa, Rubén Sosa, Gianluca Vialli, Pierluigi Casiraghi, Marco van Basten, Florin Raducioiu, Diego Maradona, Franco Lerda... São vários. Conheça a história do Vinnie Jones italiano abaixo.

Por Felipe Portes e Lílian Trigo, originalmente na Todo Futebol

O homem que pediu para trocar a Juventus pelo rival Torino

Muitos homens tiveram a audácia de trocar um clube rival pelo outro em curto espaço de tempo. São muitas as histórias de craques (e outros nem tão bons assim) que acabam jogando em times opostos durante momentos diferentes da carreira. No entanto, quando falamos sobre sair direto de um rival para o outro, a coisa muda de figura. E talvez o jogador que tenha a história mais curiosa a esse respeito seja o italiano Pasquale Bruno.

Pasquale era desses zagueiros destemidos e por vezes destemperados que arrumavam encrenca várias vezes na mesma temporada. Sua carreira durou 19 anos e envolveu diversas brigas, suspensões, expulsões e multas. Atuou por Lecce, Como, Juventus, Torino, Fiorentina, Heart of Midlothian, Wigan e Cowdenbeath.

Bruno x Baggio

O ano era 1989 e protagonizou um insólito episódio. Em 28 de maio, Juventus e Fiorentina se enfrentavam e Bruno foi incumbido de marcar o craque Roberto Baggio. No minuto 73 os dois são expulsos. Bruno bateu tanto que tirou o budista Baggio do sério. A pancadaria continuou no vestiário e como punição, os dois pegaram duas partidas de gancho e criou-se ali uma inimizade que durou até o fim de suas carreiras. Nota: eles
Zagueiro de grande qualidade técnica brigou (literalmente) com grandes atacantes: Gianluca Vialli, Pierluigi Casiraghi, Marco Van Basten, Florin Raducioiu e Diego Maradona. Bruno era desses que adorava colecionar expulsões. Em quase todos os clubes que passou, levou multas por este motivo.

O bad boy forçado

Ganhou o apelido “O’ Animale” de Roberto Tricella, seu companheiro dos tempos de Juventus por causa do xará Pasquale Barra, assassino arrependido da Camorra que se autodenominava O’Nimale pela violência dos seus crimes.

Pasquale Bruno, o xerifão, gosta de dizer que não fez um único amigo no futebol, nem mesmo entre os companheiros de time. O único jogador com quem teve um relacionamento considerado amigável foi o atacante Ian Rush, com quem alinhou nos tempos de Juventus.

Em raro momento de felicidade, Bruno comemora título da Copa Uefa
ao lado dos beijoqueiros Zavarov e Bonetti (Wikipedia)
Sincero, o ex-atleta gosta de dizer que ficou famoso e rico por jogar sujo e criar um personagem sem o qual nunca conseguiria ter chegado aos grandes clubes. Pois esses alter-egos fazem parte do show. Por mais que tenha vivido sempre no olho do furacão e fora de controle, a saída da Juventus foi o episódio mais marcante da sua trajetória.

Quem lê qualquer coisa sobre o beque, descobre que ele abandonou a Velha Senhora para jogar no Toro. Mas há um detalhe perdido nessa transação: Pasquale foi até Giampiero Boniperti (presidente honorário da Juve) e pediu para ser vendido ao Torino.

A decisão

Bruno atuou com a camisa bianconera de 1987 a 1990. Em 1990, não fazia parte dos planos do técnico Luigi Maifredi para a temporada 1990-91. Foi daí que teve a ideia de conversar com Boniperti, que inicialmente perguntou se ele tinha alguma preferência de time. Bruno pediu para ser negociado com o Torino, para enorme surpresa de Boniperti.

Sabendo que lidava com um atleta difícil, o dirigente preferiu acatar a arrumar problemas. O zagueiro foi embora sem discussão para o rival. Ao longo de três anos em que defendeu o lado juventino, conquistou uma Copa da Uefa em 1990 e uma Copa da Itália.

No Torino, demorou a agradar a torcida, que ainda guardava certas restrições enquanto ao seu passado juventino. Contudo, usando de sua capacidade defensiva, liderou a zaga do Toro e se tornou um ídolo, levantando uma Copa da Itália em 1993. Saiu logo depois para a Fiorentina, onde venceu a Serie B.

Italiano ainda teve passagem pelo futebol escocês, de características bastante físicas, tal qual seu futebol (The Sun)
Pela truculência, foi também um dos jogadores marcantes na história do Hearts e até hoje é saudado por escoceses pelo papel de cara mau.
Não cuspo no prato que comi: a Juve me deu sucesso, dinheiro e a possibilidade de conhecer grandes personagens como l’Avvocato Agnelli e Boniperti. No entanto, a camisa granada ficará no meu coração para sempre
Em um recente dérbi entre Juve e Toro, no dia 1 de novembro de 2015, Bruno virou sua metralhadora contra Leonardo Bonucci, a quem chamou de insuportável.
Eu era antipático, talvez o pior de todos, mas batia muito e protestava pouco. Algumas coisas me irritam e uso como exemplo o pênalti contra o Bologna por uma falta em Morata. Enquanto os jogadores do Bologna reclamam, chega Bonucci para dizer ao juíz que foi pênalti. Isso não existe. Se eu fosse um jogador do Bologna, teria sido expulso na hora. Teria dado um soco na cara de Bonucci. O comportamento dele é insuportável.

Pasquale Bruno 
Nascimento: 19 de junho de 1962, em San Donato di Lecce, Itália
Posição: zagueiro
Clubes em que atuou: Lecce (1979-83 e 1995), Como (1983-87), Juventus (1987-90), Torino (1990-93), Fiorentina (1993-94), Hearts (1995-97) e Wigan (1997-98)
Títulos: Copa Uefa (1990), Coppa Italia (1990 e 1993), Copa Mitropa (1991) e Serie B (1994)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Jogadores: Didier Deschamps

Titular da Juventus e capitão da França em 1998, Deschamps marcou o futebol dos anos 1990 (Getty)
Capitão do título mundial de 1998 e um dos mais importantes jogadores do futebol da França, Didier Deschamps foi um dos pilares de uma geração que entrou para a história. O volante, que não apenas marcava e também tinha uma qualidade fora de série com a bola, foi durante muito tempo, a tranquilidade para que Zinédine Zidane pudesse brilhar e se consagrar, tanto nos Bleus quanto na Juventus.

Deschamps, nascido em Bayonne, na parte basca do sul da França, chegou a praticar rugby na adolescência, mas deu seus primeiros passos no futebol na escolinha do Aviron Bayonnais. Aos 15 anos, foi notado por olheiros do Nantes, clube pelo qual se profissionalizou e atuou por quatro temporadas, ganhando destaque no futebol francês. Foram 111 jogos pelos canários.

O sucesso foi tal a ponto de o jogador ser convocado para a seleção francesa treinada por Michel Platini, e também acabar por ser contratado pelo poderoso Olympique Marseille, de Jean-Pierre Papin, Enzo Francescoli, Mozer e Jean Tigana. Mesmo atuando em poucas partidas, participou da campanha que deu o título francês da temporada 1989-90.

Na temporada seguinte foi emprestado ao Bordeaux, onde jogou com mais frequência, antes de retornar e quase ser negociado por Bernard Tapie com o Paris Saint-Germain, em uma troca por Jocelyn Angloma. Ele se opôs, preferiu ficar, e foi o capitão do mais importante título da equipe marselhesa, a Copa dos Campeões da Europa da temporada 1992-93 – o OM é o único time francês a ter vencido a competição. Deschamps ainda venceu outros três títulos franceses, mas um deles, o de 1992-93, foi revogado por fraude esportiva protagonizada pelo presidente Tapie. Em 1994, no fim do processo, o clube do sul da França acabou rebaixado para a segundona.

Naquela época, Deschamps já se mostrava um dos melhores na posição. Sem querer disputar a segunda divisão, transferiu-se para a Juventus, que não vencia a Serie A havia nove anos e iniciava a “Era Moggi” com a intenção de quebrar a hegemonia do Milan na Itália e na Europa. Se Luciano Moggi, ex-Napoli, chegou para tocar a administração do futebol do clube. Marcello Lippi chegou para o lugar de Giovanni Trappatoni e, junto dele, jogadores consagrados, como Deschamps. Nos primeiros meses em Turim, acabou tendo de operar o tendão de Aquiles, o que o afastou dos campos por quase metade da temporada. Atuou apenas em 14 oportunidades, mas que o consagraram como campeão italiano e da Coppa Italia, além de vice-campeão da Copa Uefa.

Sua capacidade defensiva e criatividade para atuar na frente ou no miolo da zaga o tornaram um jogador fundamental a partir da temporada seguinte. Com muita inteligência tática e sacrifício pelo time, se tornou um pilar da Juventus, e ao lado do português Paulo Sousa e de Antonio Conte, o francês formou o meio-campo campeão europeu, entrando rapidamente para a história dos bianconeri e chegando a ser eleito Jogador Francês do Ano, em 1996. Foram mais três anos com a camisa da Vecchia Signora, sempre com conquistas no currículo, como a Serie A, as Supercopas italiana e europeia, além do Mundial Interclubes, conquistado contra o River Plate. A forte Juventus daqueles anos ainda chegou a dois vices da Liga dos Campeões – foram três finais consecutivas para os bianconeri, e cinco finais europeias em seis anos para o volante francês.

Marcação forte era característica principal do volante, que se sacrificava pelo time (Interleaning)
Em 1998, Deschamps capitaneou a França no único título mundial da história dos Bleus. Mesmo com a Copa do Mundo recém-conquistada e com atuações de peso, Deschamps permaneceu na Itália para disputar sua última temporada com a Juventus. Talvez tenha sido um erro, pois aquele acabou sendo seu último ano em Turim. O francês passou a ter problemas com Lippi, que não o considerava mais titular, e quase chegou a ir às vias de fato com o técnico um dia antes de sua demissão, em fevereiro de 1999. Ao final da temporada, a única sem qualquer título conquistado em sua passagem pelo clube do Piemonte, manifestou o desejo de mudar de ares.

Deschamps acabou por aceitar uma proposta ousada e tentadora do Chelsea, à época apenas uma força mediana do futebol inglês, para ser um dos grandes reforços do clube para a disputa da Liga dos Campeões. Na companhia de compatriotas, como Franck Lebouf e o grande amigo Marcel Desailly, levou o clube mais italiano da Terra da Rainha – eram sete jogadores, entre os quais os ídolos Gianfranco Zola, Gianluca Vialli, Carlo Cudicini e Roberto Di Matteo – ao título da Copa da Inglaterra e às quartas de final da competição europeia. O suficiente para ser lembrado até hoje.

Ao fim da temporada, Deschamps levantou mais um título: novamente como capitão da França, conquistou a Euro 2000, em final vencida nos pênaltis contra a Itália. Em setembro daquele ano, se despediu da seleção. Mudança de vida também em termos de clubes: pela falta de adaptação ao futebol inglês, foi negociado junto ao Valencia, com o qual assinou contrato de três anos. No entanto, por causa de numerosas lesões, jogou apenas oito partidas naquela que foi sua última temporada como profissional. Com apenas 32 anos, anunciou sua aposentadoria do futebol, mesmo tendo qualidade para jogar em alto nível por pelo menos mais três anos. O físico, porém, não acompanhava. Deschamps, apesar disso, seguiu no mundo do futebol.

Sem experiência alguma como técnico, assumiu imediatamente após pendurar as chuteiras o posto de treinador no Monaco. Os anos de vivência nos campos o fizeram um promissor treinador, capaz de levar os monegascos à final da Liga dos Campeões da temporada 2003-04. Após sair do clube do principado, passou um ano sabático antes de voltar à Turim com uma missão ingrata, a de levar o time de volta à primeira divisão, após um rebaixamento nos tribunais.

Deschamps cumpriu sua obrigação, conquistando o acesso a três rodadas do final da Serie B. Em sua passagem vitoriosa, lançou jogadores como Claudio Marchisio e Sebastian Giovinco, mas resolveu “pedir o boné” e deixar a Juve ao final da temporada, por causa de divergências com o diretor Alessio Secco – uma decisão de que se arrepende até hoje.

Sem receber oportunidades de trabalho, Deschamps ficou parado por dois anos, até ser escolhido para conduzir o Olympique Marseille. Foram três anos no clube azul e branco, no qual conquistou três títulos: uma Copa da Liga Francesa, a Supercopa do país e também a Ligue 1. O OM não vencia o título nacional havia 18 anos, quando o próprio Deschamps comandava o time dentro de campo.

Em sua passagem como técnico do Marseille, ele ganhou o título de treinador do ano na França e recebeu um convite para treinar o Liverpool. Acabou seguindo o coração e aceitou o desafio de reerguer a seleção francesa, esfacelada após as passagens de Raymond Domenech e Laurent Blanc.

Hoje é um dos mais prestigiosos técnicos do futebol mundial, colocando em prática toda sua inteligência em ler as partidas, demonstrada em anos de gramado. Com uma excelente geração em mãos e com jogadores como Paul Pogba, Blaise Matuidi e Geoffrey Kondogbia, que atuam em uma posição que ele conhece tão bem, ele busca fazer história com a França também como técnico.

Didier Claude Deschamps
Nascimento: 15 de outubro de 1968, em Bayonne, França
Posição: volante
Clubes em que atuou: Nantes (1985-89), Olympique Marseille (1989-94), Bordeaux (1990-91), Juventus (1994-99), Chelsea (1999-2000) e Valencia (2000-01)
Títulos como jogador: Campeonato Francês (1989-90 e 1991-92), Campeonato Italiano (1994-95, 1996-97 e 1997-98), Liga dos Campeões da Europa (1992-93 e 1995-96), Coppa Italia (1995), Supercoppa (1995 e 1997), Mundial Interclubes (1996), Supercopa da Uefa (1996), Copa Intertoto (1999), FA Cup (1999-2000), Eurocopa (2000) e Copa do Mundo (1998)
Carreira como treinador: Monaco (2001-05), Juventus (2006-07), Olympique Marseille (2009-12) e Seleção francesa (2012-atual)
Títulos como treinador: Copa da Liga Francesa (2002-03, 2009-10, 2010-11, 2011-12), Serie B (2006-07), Campeonato Francês (2009-10) e Supercopa da França (2010 e 2011)
Seleção francesa: 103 jogos e 4 gols

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

12ª rodada: Sem Totti, com festa

Com futebol renascido, Gervinho foi importante na vitória da Roma sobre a Lazio no dérbi capitolino (AP)
A 12ª rodada ficou marcada pelo Derby della Capitale, com vitória romanista, mesmo sem nenhum italiano em campo no onze inicial da Roma – algo que nunca havia acontecido na história. Desde 1953 a equipe não entrava em campo sem jogadores nascidos na Cidade Eterna, um outro fato atípico. No Totti no party? Parece que o jogo virou.

Com a vitória sobre a Lazio, o time de Rudi Garcia voltou a mostrar sua força e segue na cola da espetacular Fiorentina, que passou com tranquilidade pela Sampdoria, em Gênova, e se manteve na liderança. Primazia dividida com a Inter, que fez mais um jogo de pobreza técnica, mas com a já habitual solidez (foi 1 a 0, lógico), para passar pelo Torino. Outro time que continua brigando pela ponta da tabela é o Napoli do implacável artilheiro Higuaín. Por sua vez, a Juventus vai ganhando terreno no campeonato e já é a sétima colocada.

Roma 2-0 Lazio
Dzeko e Gervinho (Nainggolan)

Tops: Nainggolan e Gervinho (R) | Flops: Lulic e Gentiletti (L)

No Derby della Capitale, vitória da Roma. Os giallorossi confirmaram o bom momento e não deram chance à maior rival, vencendo com propriedade, embora os laziale reclamem até agora do lance que culminou no primeiro gol romanista. No lance, Gentiletti derruba Dzeko na entrada da área, mas o árbitro Tagliavento assinalou pênalti. Na cobrança, o bósnio marcou após nove partidas em branco no campeonato e colocou a Roma em vantagem. Vainqueur e Nainggolan (escolhido como capitão) dominavam o meio-campo. Enquanto o francês marcava, o belga criava as principais jogadas – e, num chute de longe, o Ninja quase ampliou.

O primeiro tempo laziale teve apenas duas boas oportunidades. Felipe Anderson carimbou o travessão de Szczesny e Rüdiger travou Djordjevic em cima da hora após o bom cruzamento do brasileiro. O ímpeto laziale durou até Gervinho anotar o segundo gol, já na etapa final, praticamente definindo o jogo. Dois fatos curiosos também marcaram a partida. Por protesto, as duas curvas ficaram praticamente vazias. Ambas as torcidas organizadas criticam a ação do prefeito de Roma em reduzir a capacidade do setor. Já em campo, foi a primeira vez que a Roma foi a campo num dérbi sem nenhum italiano entre os onze titulares.

Sampdoria 0-2 Fiorentina
Ilicic e Kalinic (Ilicic)

Tops: Ilicic e Bernardeschi (F) | Flops: Zukanovic e Eder (S)

A liderança continua Viola... ou, melhor, Violic. Cheia de jogadores eslavos em campo, e com um Ilicic cada vez mais decisivo, mesmo contra a dura Sampdoria, a Fiorentina venceu com todos os méritos e se manteve na ponta da tabela. E se o jogo podia ser difícil, Zukanovic deu uma mãozinha – dentro da área – e facilitou a tarefa dos toscanos. De pênalti, Ilicic fez o primeiro, logo a nove minutos. Kalinic poderia ter ampliado logo na sequência, mas precisou esperar a segunda etapa para definir o placar e se redimir do erro crasso. No vacilo de Roncaglia, Éder teve a oportunidade de colocar os blucerchiati de volta ao jogo, mas parou na fantástica defesa de Tatarusanu.

Resultado importantíssimo da Fiorentina, afinal todos os principais concorrentes também venceram. Já a Samp, que sofreu sua primeira derrota no Luigi Ferraris, ficou a reclamação pela não expulsão de Vecino, ainda na primeira etapa. Reclamações à parte, o time está demorando a engrenar, e com a série de maus resultados, Zenga pode ser demitido e dar lugar a Montella, ex-Fiorentina.

Torino 0-1 Inter
Kondogbia (Palacio)

Tops: Benassi (T) e Handanovic (I) | Flops: Belotti (T) e Icardi (I)

Mancini sabe que o futebol ainda está longe de ser o ideal – afirmou que ainda levará tempo para que os jogadores assimilem suas ideias de jogo –, mas é com vitórias magras que a Inter divide a liderança ao lado da Fiorentina. Contra o Torino, os nerazzurri conseguiram sua sétima vitória por 1 a 0, gol de Kondogbia (seu primeiro pela Inter) e contaram com a fantástica apresentação de Handanovic. O esloveno foi o responsável pela vitória interista, com defesas importantes, e ainda contou com a sorte, no chute de Benassi, que acertou o travessão, com a partida ainda empatada.

Revoltado, Ventura não se conformou com a nova derrota, em um jogo no qual mais uma vez seu time foi bem, inclusive dominando a partida, mas acabou derrotado. Em campo, seu time quase não sofreu e no único momento de vacilo, levou o gol. Na segunda etapa, a equipe bem que tentou, mas o goleiro interista estava impossível de ser vazado. E quando passou – e ia entrando devagarzinho no gol, depois da defesa parcial do esloveno – D'Ambrosio salvou em cima da linha. Foi a quinta derrota do Toro, que despencou na tabela e ocupa apenas a 11ª colocação.

Napoli 1-0 Udinese
Higuaín (Jorginho)

Tops: Higuaín e Jorginho (N) | Flops: Théréau e Bruno Fernandes (U)

Só deu Napoli. Só deu Higuaín na noite dominical no sul da Bota. Foram pelo menos seis oportunidades desperdiçadas até que o argentino balançasse as redes da Udinese e anotasse o seu 200º gol na carreira (por clubes), o nono nesta Serie A. A formação ofensiva de Maurizio Sarri sufocou os friulanos, com os laterais tendo liberdade para avançar; a dupla de volantes brasileira com opções de passe para criar; e o tridente de meio-campo fazendo o que queria antes de deixar o argentino pronto para finalizar.

Para o desespero de Colantuono, sua equipe pouco fez e a primeira grande chance de ataque foi já com a desvantagem no placar. Sem Di Natale, o time praticamente não ofereceu perigo e na única vez que deu trabalho à Reina foi com uma cabeçada à queima-roupa de Widmer, bem espalmada pelo espanhol. Se jogadores e torcedores acreditam em título, Sarri pensa apenas em confirmar a 3ª colocação. Ao menos por enquanto...

Milan 0-0 Atalanta

Tops: Donnarumma (M) e Gómez (A) | Flops: De Sciglio e Kucka (M)

Bom resultado para o Milan, por incrível que pareça. Em casa, o time segurou a Atalanta e somou um ponto importantíssimo. Pode parecer estranho, mas esse é um relato do jogo nas palavras de Mihajlovic. Com vários desfalques, o treinador ressaltou a importância do ponto conquistado, embora tenha quebrado a sequência de três vitórias consecutivas dos rossoneri. Convocado para seleção sub-21, Donnarumma mais uma vez salvou o Milan e foi um dos melhores da partida. Destaque também para a volta de Niang, que ganhou a titularidade ao lado de Bacca e Cerci.

Após um primeiro tempo de poucas emoções, o Milan sofreu nos primeiros minutos da segunda etapa, com uma pressão intensa da Atalanta, que em poucos minutos finalizou nada menos que seis vezes ao gol milanista. E foi aí que brilhou a estrela do jovem goleiro, que fez três ótimas defesas. Após ser encurralado, o Milan teve, em duas oportunidades, a bola do jogo. Na primera, Cigarini salvou em cima da linha a cabeçada de Luiz Adriano e já nos acréscimos, Cerci até driblou Sportiello, mas finalizou para fora.

Empoli 1-3 Juventus
Maccarone | Mandzukic (Khedira), Evra (Cuadrado) e Dybala

Tops: Saponara (E) e Mandzukic (J) | Flops: Morata (J)

Parecia ser mais uma partida em que a Juventus tropeçaria contra um dos pequenos do campeonato. Maccarone fez as honras da casa e colocou o Empoli em vantagem, após erro da defesa juventina. Porém, Evra e Mandzukic deram a vantagem à Juve ainda na primeira etapa, confirmando a segunda vitória seguida na temporada e a primeira vez que a Vecchia Signora marca três vezes numa mesma partida. Os azzurri buscaram o empate, mas Dybala, que começou o jogo no banco, selou a vitória juventina depois de um gol polêmico – Lichtsteiner estava bastante impedido na origem da jogada. Apesar da vitória, a Juventus não jogou bem.

Frosinone 2-2 Genoa
Blanchard e Diakité | Pavoletti (Lazovic) e Gakpé (Lazovic)

Tops: Blanchard (F) e Lazovic (G) | Flops: Soddimo (F) e De Maio (G)

Empate ruim para os dois. O Genoa até saiu na frente, mas levou a virada dos canarini que, àquela altura deixavam a zona de rebaixamento – em um dos gols, o zagueirão Blanchard marcou com uma bicicleta deitado no gramado. Com um a menos, o Genoa ainda conseguiu o empate na segunda etapa, o que não melhora a situação da equipe, que segue na parte de baixo da tabela. O Frosinone segue entre os três últimos.

Verona 0-2 Bologna
Giaccherini (Masina) e Donsah

Tops: Masina e Donsah (B) | Flops: Pisano (V) e Destro (B)

As expressões de Mandorlini à beira do campo e de Toni nas tribunas refletiu bem o momento do Verona. O semblante apático do treinador – que balança no cargo – condizia com seu time em campo: em apenas 15 minutos o time gialloblù foi derrotado pelo Bologna. A equipe de Donadoni conquistou sua segunda vitória seguida e reagiu no campeonato. Com os três pontos, a equipe saltou na tabela e deixou a zona de rebaixamento pela primeira vez em 2015-16. A única alegria dos veroneses foi poder rever e homenagear o zagueiro Maietta, que voltou ao Marc’Antonio Bentegodi desde sua saída, em 2014

Palermo 1-0 Chievo
Gilardino (Andelkovic)

Tops: Gilardino e Sorrentino (P) | Flops: Paloschi e Gamberini (C)

Jogo de poucas emoções na Sicília e vitória magra do Palermo. O gol de Gilardino, já no segundo tempo, não apenas garantiu a segunda vitória dos rosanero dentro de casa (a primeira havia sido na primeira rodada), como também afastou o time da zona de rebaixamento e salvou o emprego de Giuseppe Iachini. O Chievo até pressionou, mas pouco deu trabalho à seu ex-goleiro, Sorrentino. Do lado veronês, sétimo jogo sem vitória e a queda livre na tabela não para: 14ª colocação para os gialloblù.

Sassuolo 1-0 Carpi
Sansone (Berardi)

Tops: Berardi (S) e Letizia (C) | Flops: Falcinelli (S) e Marrone (C)

No dérbi da província de Módena, o Sassuolo confirmou a boa fase e venceu o lanterna Carpi, em um confronto que não acontecia há 15 anos, e justo no retorno do técnico Fabrizio Castori ao comando dos biancorossi. O jogo em si foi bem fraco e apenas confirmou a melhor qualidade técnica dos neroverdi, que hoje estão na parte alta da tabela, com 22 pontos, à frente de Milan, Juventus e Lazio. Surpresa na escalação do jovem Pellegrini no Sassuolo e da opção por Ryder Matos entre os reservas do Carpi.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 11ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.


Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Hysaj (Napoli), Astori (Fiorentina), Blanchard (Frosinone), Masina (Bologna); Nainggolan (Roma), Jorginho (Napoli); Cuadrado (Juventus), Ilicic (Fiorentina), Gervinho (Roma); Higuaín (Napoli). Técnico: Paulo Sousa (Fiorentina).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Invencibilidade e esperança

Em sua volta aos campos, Lichtsteiner fez gol importante para a Juventus (ESPN FC)
Aos trancos e barrancos, no fim das contas foi mais uma boa jornada para os italianos na Liga dos Campeões, mas ainda há muito trabalho a ser feito. A Juventus segue em posição confortável no Grupo D, mas suou frio para arrancar um empate na Alemanha e agora já não é mais a líder da chave. Já a Roma segue na toada ‘médico e monstro’, demonstrando uma esquizofrenia futebolística, mas dessa vez com o resultado a seu favor.

Super Gigi e superação
Enfrentando um perigosíssimo adversário, a Juventus não teve vida fácil no Borussia Park. O Mönchengladbach vinha de uma recuperação faraônica no Campeonato Alemão: de cinco derrotas seguidas para seis vitórias consecutivas. Com a posse de bola na maior parte do tempo, os "potros" sufocaram a Juve desde o começo e o travessão de Buffon foi carimbado com um belo petardo de Dahoud. Embora tivesse pouco tempo com a bola, o time de Turim não abdicou das finalizações, mas a pontaria carecia de uma melhora. O que não pode se dizer do norte-americano Fabian Johnson. Ele recebeu assistência de Raffael (que recebera um ‘passe’ de Chiellini) e bateu cruzado como se manda no manual, sem chances para Buffon. 

Mas essa seria a única vez em que o veterano seria vazado. Com mais uma grande exibição, o arqueiro foi mais uma vez eleito o melhor da rodada. E se ele salvou a lavoura na meta, o personagem do empate não poderia ter sido mais bem escolhido: Stephan Lichtsteiner.

Substituído contra o Frosinone por um aparente problema respiratório, o suíço teve que passar por uma pequena operação cardíaca para corrigir uma arritmia. Justamente em sua volta aos campos, o lateral recebeu um passe obsceno de Pogba e pegou de primeira para marcar o seu primeiro gol em sete temporadas de Liga dos Campeões.

As coisas ainda ficaram mais complicadas quando Hernanes foi expulso graças a uma entrada atabalhoada no começo do segundo tempo, colocando um pouco mais de lama em sua relação com a torcida, que em alguns jogos já o vaiou. Mas o sistema defensivo juventino foi muito bem e conseguiu compensar a expulsão do brasileiro. Agora, a Juventus tem 8 pontos e ocupa a vice-liderança do seu grupo, cinco pontos à frente do Sevilla. Classificação encaminhada.

Principal jogador da Roma na temporada, Pjanic deu a vitória à Roma contra o Leverkusen (AP)
Jogo dos 7 erros
Roma e Leverkusen entraram em campo com algumas grandes responsabilidades: fazer um jogo tão atraente quanto o duelo na Alemanha e diminuir muito os erros defensivos. E ganhou quem errou menos.

Com seu 4-3-3 um pouco mais consolidado, a Loba começou o jogo muito bem, com agressividade. Salah disparou pela espaçada defesa alemã e chegou às redes no primeiro minuto de jogo. O Leverkusen continuou com uma primeira linha de defesa avançada e pagou a conta novamente, dessa vez com Dzeko – que mais uma vez alternou ótimos e péssimos momentos. O bósnio não marcava com a camisa giallorossa desde a 2ª rodada da Serie A, frente à Juventus. Foi apenas seu segundo gol desde que chegou à Cidade Eterna.

Mas a inconstância não é uma característica apenas do bósnio. Como já era de se esperar, a Roma entrou no ‘menu do intervalo’ e mudou o nível de dificuldade da partida para "very hard". Todas as variações de jogo, posse de bola inteligente e controle do adversário foram para o ralo na segunda etapa.

O Leverkusen melhorou drasticamente o aproveitamento dos seus passes e a partir daí pode colocar em prática a ofensividade do seu meio-campo. Não querendo ser repetitivo, mas já sendo, a Roma dispersou e Mehmedi e Chicharito Hernández marcaram duas vezes em um intervalo de seis minutos.

Demorou um pouco, mas o time giallorosso conseguiu respirar e obter uma sequencia de finalizações novamente. Depois de cinco tentativas, a recompensa: pênati cometido por Toprak e o sétimo gol de Pjanic na temporada.

A Roma continua sem encontrar equilíbrio (tático e mental), mas sair com 4 pontos dos duelos com o Leverkusen é motivo de orgulho e mantém viva a esperança do time italiano de chegar ao mata-mata. Com 5 pontos, um a mais que os alemães, a equipe italiana é a vice-líder do Grupo E.

A grande pergunta é: o quanto Rudi Garcia pode melhorar esse time até lá? O trabalho não parece florescer da maneira adequada e não teria sido nenhum absurdo se a equipe italiana tivesse perdido os dois jogos. Cometendo tantos erros como tem cometido o time da capital não pode vislumbrar muita coisa quando a competição afunilar mais a frente.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

11ª rodada: Ultrapassagem em estilos diferentes

Com outro 1 a 0 e excelente atuação de Handanovic, a Inter bateu a Roma e virou líder (beIN SPORTS)
Dois estilos diferentes estão no topo da Serie A. De um lado, a Fiorentina, segundo melhor ataque e terceira melhor defesa da competição; do outro a Inter, melhor defesa e com um ataque digno de equipe rebaixada – a rigor, apenas os sete últimos times do torneio têm um ataque tão ruim quando o da líder azul e preta. Na 11ª rodada, os dois estilos puderam ser vistos em sua ultrapassagem sobre a Roma. Enquanto a viola goleava o minúsculo Frosinone, a Beneamata fazia o confronto direto contra a Loba giallorossa e a vitimava com um solitário gol marcado. Hoje, o saldo de gols da Fiorentina (13) é superior ao número de gols marcados pela Inter (11). Será assim até o final?

A rodada, de pouco gols (apenas 19), ainda teve três empates por 0 a 0 – um número maior do que o total de todo o torneio até então; apenas duas igualdades sem gols. Apesar disso, os jogos foram movimentados, especialmente os jogos entre milaneses e romanos, Inter e Roma e Lazio e Milan, e o dérbi de Turim, disputado por Juventus e Torino. Acompanhe o que de melhor aconteceu neste fim de semana na Itália.

Inter 1-0 Roma
Medel (Jovetic)

Tops: Handanovic (I) e Medel (I) | Flops: Pjanic (R) e Szczesny (R)

Pragmática como sempre, a Inter deu uma grande demonstração de força contra a ex-líder Roma, e assumiu a ponta da tabela ao lado da Fiorentina. Sem Icardi, preterido por questão tática por Mancini, apostou em um time mais trabalhador apoiado por estratégia defensiva, com laterais adaptados ao adversário e bastante apoio dos pontas. Foram estes jogadores os grandes destaques do time, juntamente com a dupla de zaga e as defesas salvadoras de Handanovic, que mantiveram a meta interista intacta. Mesmo sem encantar, a equipe de Mancini superou a de Garcia: o francês até encontrou maneiras para superar a estratégia nerazzurra, mas esbarrou na falta de pontaria dos atacantes no último terço de campo, e mais uma vez, nas defesas do goleiro rival.

Em termos ofensivos, a ideia de Mancini foi simplesmente focar em Jovetic, que até mesmo foi poupado de trabalhos defensivos exaustivos, apoiado pela dinâmica e movimentação dos outros. Assim saíram as poucas oportunidades criadas pelos anfitriões e, inclusive, o gol da vitória. Para surpresa geral da nação, Medel tabelou com o camisa 10 interista e chutou firme de fora da área, contando com a lentidão de Szczesny para fazer o gol do cotejo. Lentidão que não se repetiu no gol do outro lado, em que Handanovic fez nove defesas, com destaque para a sequência de quatro chutes romanos bloqueados pelo esloveno, o grande destaque da noite.

Juventus 2-1 Torino
Pogba (Cuadrado), Cuadrado (Alex Sandro) | Bovo

Tops: Cuadrado (J) e Bovo (T) | Flops: Evra (J) e Baselli (T)

Acréscimos, jogo prestes a acabar e... gol da Juventus. Mesmo roteiro, mesmo "azar" granata (falta de concentração, na verdade) e "sorte" bianconera (força de vontade e qualidade individual). A Juventus de Allegri tem mostrado sinais de reação e sido melhor no jogo coletivo, apesar de apresentar alguns problemas no último terço do campo. O que não significa que o time não esteja a sofrer, pois, mesmo superior ao Torino no clássico, somente aos 92' garantiu a vitória, quando Alex Sandro, ainda pouco utilizado, desceu pela esquerda e cruzou para Cuadrado desviar.

O colombiano foi o destaque da partida, e ainda deu um passe que terminou no golaço de Pogba - este ainda irregular, mas gerando jogadas. Curiosamente, ele começou no banco, mas entrou no lugar do lesionado Khedira ainda aos 11' - o alemão se machucou sem gravidade e deve voltar aos campos ainda esta semana. O Torino, que segue sofrendo mais do que sofria antes na defesa, não teve teve diversidade na criação de jogadas, em dia ruim de Baselli e Quagliarella, e se preocupou mais em defender. O Toro acabou marcando seu gol com Bovo, da forma mais bizarra possível: o zagueiro cobrou falta com força em cima do companheiro e, depois da carimbada, arrematou no rebote com bonito chute de esquerda. Tanto Juve quanto Torino têm 15 pontos e estão na 10ª posição, quatro pontos abaixo da zona de vagas europeias.

Fiorentina 4-1 Frosinone
Rebic, Rodríguez (Mati Fernández), Babacar, Suárez | Frara

Tops: Mati Fernández e Borja Valero (FIO) | Flop: Diakité (FRO)

Com o pensamento na Liga Europa, competição em que busca recuperar-se e deixar a lanterna de seu grupo, a Fiorentina foi de time reserva e, contra o time misto do Frosinone, se saiu melhor do que esperava para voltar a liderar a Serie A. Na verdade, o time teve uma das melhores atuações no campeonato. Mérito para os reservas em busca de espaço e planejamento de Paulo Sousa: sua equipe dominou completamente, com recorde de posse de bola e chutes totais. Todos os gols dos viola saíram no primeiro tempo, com intervalo curto entre os três primeiros. Aos 24', Rebic tabelou com Mati Fernández e acertou chute (com cara de cruzamento) improvável, abrindo o placar. Aos 28', novamente Fernández, dessa vez cobrando falta completada com belo cabeceio de Rodríguez. No lance seguinte, a terceira intervenção de Fernández no placar, sofrendo pênalti, convertido por Babacar. Aos 43', pressing alto da Fiorentina e passe do goleiro Zappino interceptado por Suárez, que fez bela jogada e decretou a vitória. Já aos 86', a defesa viola cochilou e após bate-rebate, Frara descontou.

Lazio 1-3 Milan
Kishna (Cataldi) | Bertolacci, Mexès (Bonaventura), Bacca (Bonaventura)

Tops: Bonaventura e Montolivo (M) | Flops: Cataldi e Marchetti (L)

Mais uma vitória na conta do Milan, a terceira seguida, e que leva a equipe para a quinta posição. O time de Mihaljovic não é um primor de futebol ofensivo, mas é coerente, equilibrado e tem um plano de jogo, que tem conseguido ser executado e vitorioso ultimamente. Como sempre, o lado esquerdo comandado por Bonaventura é o ponto forte. Dali e dos pés do meia-atacante rossonero saíram os três gols: o primeiro aos 24', quando após lateral, o camisa 28 inverteu o jogo, Cerci puxou pra esquerda e chutou de longe, enquanto Bertolacci foi oportunista e aproveitou o rebote de Marchetti. O segundo, já aos 52', veio em cobrança de falta desviada pelo ex-romanista Mexès, que ainda não havia jogado este ano. O terceiro, aos 79', foi mais prazeroso de ser visto por quem gosta de bom futebol: em ataque rápido, Bonaventura acionou o desmarque de Bacca, que ainda driblou o goleiro antes de garantir a vitória do Diavolo na Cidade Eterna. A Lazio, que segue muito esquisita, só descontou aos 85' com o garoto Kishna. Foi a terceira derrota contundente dos biancocelesti nesta temporada, e a primeira em casa.

Genoa 0-0 Napoli

Tops: Perin e Perotti (G) | Flop: Callejón (N)

Depois de sete vitórias consecutivas entre campeonato e Liga Europa, enfim um tropeço para o Napoli de Sarri, que perdeu a chance de tomar a liderança e ficou na quarta posição. Mas nada desesperador, até mesmo porque enfrentou um Genoa chato e difícil de jogar contra no Marassi. Ofensivamente os napolitanos não estiveram bem, errando passes que geralmente não erram, perdendo muitas bolas e mesmo finalizando mal - com méritos também para o goleiro Perin, do Genoa. Os grifoni, que são sempre ameaça pela intensidade com que atacam, tiveram um Perotti inspirado, mas a defesa adversária deu outra demonstração da organização e boa fase. Um 0 a 0 que não foi ruim de ser visto.

Bologna 3-0 Atalanta
Giaccherini, Destro (Masina), Brienza (Taïder)

Tops: Masina e Destro (B) | Flop: Rafael Tolói (A)

Melhor estreia impossível para Donadoni no comando do Bologna, que tem um elenco decente e já deveria ter feito melhores jogos no campeonato. O ex-treinador do Parma, porém, não fez mudanças táticas em relação ao time de Rossi, a quem dedicou a vitória. Os três pontos dão um gás para os emilianos se recuperarem e têm significado ainda maior para Giaccherini e Destro, que voltaram às redes. Vale exatamente o contrário para Rafael Tolói, que entrou no segundo tempo e falhou nos dois primeiros gols. Brienza ainda fez o terceiro, com uma belíssima execução da lei do ex.

Chievo 1-1 Sampdoria
Inglese (Meggiorini) | Éder (Carbonero)

Top: Carbonero (S) | Flop: Paloschi (C)

Depois de três derrotas seguidas, um ponto para o Chievo, ainda em queda na tabela depois de bom começo. Dessa vez, o time de Maran procurou mais o ataque, mas esbarrou nas próprias deficiências técnicas, levando pouco perigo a uma Sampdoria sem muita graça, ativa somente com Carbonero e Éder, autor do gol inaugural, logo aos 7', e artilheiro do campeonato, com nove gols. O empate dos anfitriões também veio no primeiro tempo, aos 34', com Inglese em passe de Meggiorini.

Palermo 0-1 Empoli
Saponara

Top: Saponara (E) | Flop: Gilardino (P)

Sem o fator desequilibrante da temporada passada (Dybala), o fator criativo (Vázquez) não tem sido o bastante para o Palermo nesse início de campeonato. Sem também Belotti, que decidia jogos no segundo tempo, os sicilianos estão sofrendo para pontuar, mesmo em casa. Muito disso também passa pelo pouco brilho de Gilardino, a aposta dos rosanero, que dessa vez apenas acertou a trave. Tudo isso claramente não é o bastante contra um Empoli que voltou a ser organizado e competir decentemente. E também Saponara, que decidiu a partida com gol de falta, surpreendendo Sorrentino.

Udinese 0-0 Sassuolo

Top: Bruno Fernandes (U) | Flop: Di Natale (U)

Não que gerasse muita expectativa, mas a partida no Friuli foi um tanto decepcionante. Pelos talentos individuais e jovens presentes, esperava-se mais futebol, mas o Sassuolo não fez muita questão de atacar, enquanto a Udinese esbarra no mau momento de Di Natale – embora o pequenino Fernandes tenha se destacado. Do outro lado, Berardi também ficou devendo, enquanto Floro Flores acertou a trave contra seu ex-time. Para minimizar o empate, a Udinese teve boa atuação defensiva, mas que não garante tantos pontos para ficar longe da zona de rebaixamento. Hoje a vantagem para o Bologna é de três pontos.

Carpi 0-0 Verona

Top: Gabriel Silva (C) | Flop: Pazzini (V)

Na partida menos esperada da rodada, entre os últimos colocados do campeonato, tudo dentro dos conformes e placar zerado. Não exatamente por falta de oportunidades, porque os anfitriões chegaram ao gol de Rafael seis vezes, que impediu todas e viu seu time ter mais a posse de bola, mas pouco criar com Pazzini no comando do ataque. Sem Toni, o Verona sofre, e o experiente atacante deve retornar aos campos apenas em janeiro.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 10ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.



Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Nagatomo (Inter), Rodríguez (Fiorentina), Mexès (Milan), Masina (Bologna); Cuadrado (Juventus), Mati Fernández (Fiorentina), Saponara (Empoli), Borja Valero (Fiorentina), Bonaventura (Milan); Destro (Bologna). Técnico: Sinisa Mihajlovic (Milan).