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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Italianos na Europa, semana 1: Pouco motivo para comemorar

Vitória do Sassuolo foi destaque da semana dos times italianos nas competições continentais (Ansa)
As fases de grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa começaram e nós mudamos o nosso sistema de análises: agora, traremos um resumo semanal do desempenho das equipes italianas nas competições continentais, a começar por hoje. O destaque foi a vitória do Sassuolo, que estreou na fase principal de um torneio da Uefa.

Em alta
Na quinta, o Sassuolo entrou em campo no Mapei Stadium para enfrentar o adversário mais tradicional e mais complicado do Grupo F, o Athletic Bilbao – os outros são o Rapid Viena, da Áustria, e o Genk, da Bélgica. Após um primeiro tempo equilibrado, os neroverdi partiram para cima dos bascos e nem sentiram a falta do seu principal craque, o atacante Berardi, vetado por lesão, e foram para cima da equipe que, duas temporadas atrás, eliminou o Napoli da Champions. 

O jovem lateral  direito Lirola, emprestado pela Juventus, abriu o placar com uma bela jogada individual e conclusão de canhota, e depois Defrel ampliou, contando com falha da defesa dos leões. O atacante francês, nome do jogo, ainda deu uma assistência de calcanhar para o terceiro tento, anotado por Politano com um chute da entrada da área, que deslocou o goleiro Herrerín. No outro jogo do grupo, o Rapid venceu o Genk por 3 a 2.

Quem também estreou com o pé direito, dessa vez pela Liga dos Campeões, foi o Napoli. A equipe viajou para a Ucrânia e saiu atrás do Dynamo Kyiv: uma desatenção da defesa levou ao gol de Garmash, que recebeu cruzamento na área e completou de voleio, abrindo o placar. Ainda no primeiro tempo, Milik virou, com dois gols de cabeça, mostrando que é letal: só finalizou 11 vezes com a camisa azzurra e marcou quatro gols pelo clube, até o momento. A expulsão de Sydorchuk, no final do jogo, ajudou os partenopei a segurarem o placar e garantirem a liderança do Grupo B – no outro jogo, Benfica e Besiktas ficaram no 1 a 1.

Futebol da Inter foi tão feio quanto o terceiro uniforme criado pela fornecedora (LaPresse)
Em baixa
A Inter foi a única equipe italiana a sair derrotada de campo neste meio de semana. O time voltou a uma competição europeia e teria um adversário de pouca expressão e muito inferior tecnicamente para ganhar ritmo na competição e, teoricamente, encaminhar sua classificação no Grupo K da Liga Europa – que também tem Southampton e Sparta Praga, com liderança dos ingleses. Porém, o Hapoel Be'er Sheva, campeão israelense, fez os nerazzurri – jogando com um horrendo terceiro uniforme azul e verde limão – protagonizarem um de seus maiores vexames na história dos torneios continentais. A derrota por 2 a 0 em San Siro se iguala às eliminações de 1995 para o Lugano, na Copa Uefa, e na Liga dos Campeões pelo Helsingborgs, em 2000.

Desde os primeiros minutos, o time alvirrubro de Israel foi melhor em campo. Lúcio Maranhão superou facilmente a marcação (sic) de Ranocchia e levou perigo constante ao gol de Handanovic, enquanto Buzaglo e Nwakaeme tiveram supremacia sobre Felipe melo, Medel, Nagatomo e Brozovic. A Inter até acertou a trave, com Éder, mas o domínio dos visitantes se traduziu em gol no segundo tempo, depois de uma jogada ensaiada e cruzamento para Miguel Vítor. O Hapoel Be'er Sheva ampliou com um belo gol de falta de Buzaglo e poderia ter feito mais, caso a tentativa de encobrir Handanovic, feita por Bitton, não tivesse parado no travessão.

Do banco de reservas, Frank De Boer assistiu incrédulo e passivo o seu time ser vaiado pela torcida, que também gritava "olé" quando os israelenses colocavam a Inter na roda. A falta de ação do holandês é normal, se levarmos em conta que ele não montou o elenco e foi catapultado a Milão cerca de um mês atrás, mas preocupa os torcedores. Afinal, a temporada já começou e a Beneamata enfrenta a Juventus no fim de semana, pela Serie A.

Juve até tentou, mas passou em branco diante do Sevilla (AP)
Não impressionaram
A Juventus, aliás, também não estreou da melhor das formas nas competições continentais. A cabeça de chave do Grupo H da LC, no entanto, teve tarefa muito mais complicada: recebeu o Sevilla, de Jorge Sampaoli. Apesar do adversário mais qualificado que o da Inter, é bem verdade que a Velha Senhora esteve longe dos seus dias mais inspirados e pouco conseguiu criar. 

Em um jogo de poucas chances, quase todas para os bianconeri, Khedira desperdiçou duas vezes frente a Rico, enquanto o goleiro fez uma bela defesa, já nos minutos finais, em cabeçada de Alex Sandro. Quando não conseguiu chegar na bola, contou com a sorte – foi assim quando Higuaín acertou o travessão em um belo cabeceio. O 0 a 0 não foi muito bom, mas a Juve deve se recuperar na próxima partida, contra o Dinamo Zagreb, que levou 3 a 0 do Lyon.

Na Liga Europa, Roma e Fiorentina jogaram fora de casa contra os adversários mais difíceis de seus respectivos grupos e empataram. Se não foi o resultado mais impressionante, o pontinho conquistado não é nada desprezível, uma vez que as duas equipes devem garantir classificação sem sustos.

A Roma foi à República Checa para enfrentar o Viktoria Plzen – tal qual os giallorossi, os checos caíram na fase preliminar da Champions e foram para a Liga Europa. Logo no início os romanos tiveram um pênalti a favor (mais um nesta temporada) e Perotti converteu, mas o empate veio a galope: uma irônica assistência de um jogador chamado Zeman para que Bakos balançasse as redes. O equilíbrio se manteve até o fim e a partida terminou mesmo com a igualdade – no outro jogo do Grupo E, o Astra Giurgiu perdeu em casa para o Austria Vienna.

Por sua vez, Paok e Fiorentina não saíram do zero em Tessalônica, na Grécia. O ataque viola não tem funcionado muito bem até o momento e Paulo Sousa precisa ficar atento a isto, mas menos mal que Qarabag e Slovan Liberec também empataram, no Azerbaijão. Tudo igual no Grupo J.

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