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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Itália comemora empate contra a Espanha, mas ritmo deixou a desejar

De Rossi fez o gol salvador, mas entradas de Belotti e Immobile é que mudaram o panorama para a Itália
Na casa da Juventus, uma Itália pouco juventina, apesar do trio Buffon, Barzagli e Bonucci. Contra a Espanha, a melhor seleção do grupo G – liderado pela Albânia, única 100% em duas rodadas –, a equipe de Gian Piero Ventura não esteve bem. Completamente dominada pela Fúria em quase todo o jogo, a seleção azzurra precisou da entrada de dois atacantes no segundo tempo para garantir um sofrido empate em Turim.

Pouco sólida, a Itália teve pressing desordenado, que criou buracos no sistema proposto por Ventura. Os azzurri também tiveram pouco critério e qualidade com a bola, não criando absolutamente nada no primeiro tempo. Apesar de tudo, o time sofreu gol apenas em uma rara falha de Buffon, mas reagiu no final a partir das mudanças do ex-treinador do Torino e conseguiu o empate, aumentando sequência de dez partidas de invencibilidade em qualificações – em eliminatórias de Copa do Mundo não perde desde 2006.

De início, Ventura apresentou formação questionável no meio-campo, com os veteranos Montolivo e De Rossi junto a Parolo – Bonaventura estava cotado para começar jogando, mas entrou ainda no primeiro tempo, substituindo Montolivo, que saiu com séria lesão no joelho. No 3-5-2 de sempre, Romagnoli começou no lugar de Chiellini, suspenso, enquanto Florenzi foi titular na direita, barrando Candreva, e Pellè e Éder formaram a dupla de ataque já tradicional desde os tempos de Conte. Darmian, no ostracismo, perdeu espaço para De Sciglio na ala esquerda.

O que não se repetiu em relação à partida na Euro, quando os italianos massacraram os espanhóis na França, foi a atitude e organização do time. Apática, a Nazionale sequer chegou à área adversária e tocou pouquíssimo na bola, com apenas 28% da posse – claramente Verratti fez falta. Nesse sentido, a Espanha dominou e expôs problemas no sistema azzurro, mas também não conseguiu entrar na área: Buffon realizou apenas duas defesas.

Mal em campo, Pellè foi grosseiro com Ventura e pode ter seu espaço reduzido na seleção (LaPresse)
Após o intervalo, o time de Ventura teve singela mudança de postura, mas com menos de dez minutos sofreu gol incompreensível. Busquets viu a brecha na defesa italiana e passou em profundidade para o desmarque de Vitolo, que rompeu com certa facilidade sobre De Sciglio e contou com falha clamorosa de Buffon para abrir o placar. Após o jogo, o goleiro declarou que quando estava saindo do gol percebeu que poderia fazer dura falta sobre o espanhol – o machucando e sendo expulso – e, quando tentou cortar a bola com o pé, errou o cálculo. Está perdoadíssimo, é claro.

A falha de Buffon, diante da presença da torcida de Turim, fez os anfitriões reagirem de verdade. A reviravolta aconteceu especialmente a partir da entrada de Immobile no lugar de Pellè, que ignorou o treinador após a substituição – para quem está jogando na China e foi mal em campo, não foi uma atitude muito inteligente. O atacante da Lazio deu outro sentido para a equipe, com seu ritmo e intensidade, se tornando grande incômodo para a Espanha.

De qualquer forma, em 15 minutos com o ex-Torino a situação seguiu a mesma, e Ventura ousou, colocando Belotti no lugar de Parolo. Pouco depois, em jogada do atacante granata, Éder sofreu falta de Sergio Ramos na área. Era tudo que o time precisava e De Rossi, mal no jogo, decidiu e empatou. Acabou coroando positivamente o dia em que recebeu homenagem pelos mais de 100 jogos pela Nazionale – são 108.

Assim, a Itália segue junto com a Espanha no grupo, mas atrás por saldo de gols: os times têm 4 pontos, enquanto a Albânia lidera com 6. Pelas Eliminatórias, os azzurri terão duas partidas seguidas fora de casa, mas bastantes acessíveis para pontuar, já que os adversários são Macedônia e Liechtenstein. Contra o time de Ristovski, Pandev e Nestorovski, que atuam no futebol italiano, o confronto acontece neste domingo, na simpática cidade de Skopje. Em novembro, além do modesto Liechtenstein, amistoso quente contra a Alemanha, em San Siro.

ITÁLIA 1-1 ESPANHA
De Rossi (pênalti) | Vitolo (Busquets)
Tops: Immobile e Romagnoli | Flops: Buffon e Pellè

ITÁLIA (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Romagnoli; Florenzi, Montolivo (Bonaventura), De Rossi, Parolo (Belotti), De Sciglio; Pellè (Immobile), Éder. Treinador: Gian Piero Ventura

ESPANHA (4-3-3): De Gea; Carvajal, Piqué, Ramos, Alba (Nacho); Koke, Busquets, Iniesta; Vitolo (Thiago), Diego Costa (Morata), Silva. Treinador: Julen Lopetegui

Local: Juventus Stadium, em Turim, Itália
Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

3 Comentários:

George Carlos disse...

No primeiro tempo vimos Espanha contra ninguém. Isso mesmo, pois a Itália só correu atrás da bola na etapa Inicial. Mas melhorou muito no segundo tempo. Agora eu me pergunto: como pode Ventura deixar dois jogadores como Belotti e Immobile no banco? Incompetência pura. Após a entrada desses dois jogadores, a Espanha passou a enfrentar outra Itália. E eu ja venho destacando nos meus comentários a ótima fase desses dois. Aliás deveria ser o ataque titular da azzurra. Um ponta (Immobile) e um centroavante (belotti) de alta qualidade com excelente atuação em seus respectivos clubes: lazio e Torino. Aaaaaa buffon, como pode voce com toda essa experiência, em casa e num jogo de eliminatórias dar um vexame desses? Nem os mais próximos do lance (bonucci e De Sciglio) poderiam fazer nada. Outra barbaridade: a ausência de candreva. Salvo lesão, é um "crime" um jogador da objetividade e técnica de candreva ficar na reserva. Da mesma forma que ventura trocou um meia (parolo) por um centroavante (belotti) e deu muito certo, acho que deveria ter sacrificado um dos 3 zagueiros e colocado giaccherini, jogador veloz e de arrancada. Enfim, esperava mais da seleção, mesmo contra uma poderosa Espanha. Dentro de casa, ventura ainda nao venceu e ainda deve muito. Ma forza azzurra. Buona fortuna.

Mike Olivera disse...

Gostaria de saber se existe alguma cláusula no contrato dos técnicos da seleção italiana que proíba a convocação de jogadores do Sassuolo para a seleção. Impressionante que Domenico Berardi jovem e talentoso o jogador italiano atual que mais pode desequilibrar uma partida seja ignorado completamente pela seleção. E mais impressionante ainda que jogadores como Éder e Gabbiadini reservas absolutos de Inter e Napoli e Pellè jogando na China estejam ocupando seu lugar. O início de Ventura é preocupante por enquanto está apenas se limitando a emular Conte até nos seus erros e sem a mesma competência do atual técnico do Chelsea. Avanti Azurra

George Carlos disse...

Na minha opinião Ventura deveria fazer as seguintes alterações para a próxima partida:candreva no lugar de florenzi; bonaventura no lugar de montolivo; giaccherini no lugar de parolo; Immobile no lugar de Eder;belotti no lugar de pelle (que foi excluído da seleção por nao ter cumprimentado o técnico Ventura quande foi substituído) e acima de tudo donnarruma no lugar do cansado buffon.A Itália nao pode lutar só pra empatar em casa e com um milagroso gol de penalti. Logo, o problema não é só de conjunto, mas também de peças erroneamente trocadas.

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