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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Decisão quase garantida

Morata voltou a marcar e colocou a Juve bem perto da final, provavelmente diante do Milan (ESPN FC)
Pra quem esperava boas partidas nas semifinais da Coppa Italia, muita decepção. Tanto na terça-feira, entre Alessandria e Milan, quanto na quarta, no Derby d'Italia, jogos fracos tecnicamente, sem grandes lances e oportunidades de gol, e nos quais as defesas se consagraram. Igualmente, através de pênaltis abriram o placar com dois jogadores que precisavam marcar para recuperar a confiança.

No Olímpico de Turim, o contexto esperado: Alessandria recuado, evitando, e muitas vezes com sucesso, dar espaço no seu campo, às vezes marcando um pouco mais alto para tirar vantagem da superioridade numérica e através de desarmes e interceptações encaixar um contra-ataque, o que pouco aconteceu. O time da casa, que embora estivesse a 100 km de distância da sua sede, ainda contou com o apoio de pouco mais de 20 mil torcedores, cerca de 20% da população da cidade homônima dos grigi.

O Milan, por sua vez, cheio de reservas no meio-campo e no ataque, teve as dificuldades de sempre contra adversários retrancados, gerindo mal a posse de bola e com dificuldade para girar o jogo, se movimentar no último terço e chegar ao gol. Ainda assim, Balotelli e Luiz Adriano perderam ótimas chances antes de Antonelli sofrer pênalti no final do primeiro tempo, convertido pelo camisa 45. Na segunda etapa, mais do mesmo e vitória garantida para o time de Mihajlovic, que tem a classificação para a final encaminhada e só jogará a volta em Milão no dia 1º de março.

No Juventus Stadium, o Derby d'Italia, entre Juve e Inter, também contou com os rivais com times modificados, dando espaço para alguns reservas. Em partida entre duas boas defesas, pesou a confiança e vontade de vencer da Velha Senhora, que mesmo sem jamais ter dominado a partida, a controlou muito bem e teve em Cuadrado seu ponto de desequilíbrio para sair vitoriosa e praticamente garantir a vaga na final.

Medíocre, sem ritmo e objetividade com a bola, que a teve em boa parte da partida, a Inter foi tão bem defensivamente quanto a Juventus, mas não conseguiu ativar Ljajic e Jovetic. E, também ao contrário da rival, sofreu com erros individuais, sempre por desatenção, criando oportunidades que os bianconeri muito bem aproveitaram. Além de reforçar o mau momento e o jogo ruim do time de Mancini, a derrota por 3 a 0 tira dos nerazzurri quase todas as chances de se recuperarem em março, já que além dos três gols a recuperar, não terá seus dois zagueiros titulares, suspensos.

Se Tagliavento não marcou erroneamente a penalidade de Medel, que interceptou a bola com o braço na própria área, foi preciso em marcar a falta de Murillo no compatriota Cuadrado, que arrancou com a bola após desatenção da defesa interista e e só foi parado na área. Sem marcar desde outubro, Morata converteu a penalidade com belo chute. O gol veio em momento importante, quando os donos da casa tinham diminuído o ritmo e deixaram de ter a posse da bola.

Com o mesmo contexto no segundo tempo, de ambas as equipes se sobressaindo defensivamente e criando pouco perigo ofensivamente, mais uma vez Cuadrado arrancou uma jogada individual que gerou gol pra Juventus. Depois de bate-rebate, Felipe Melo afastou mal e praticamente deu uma assistência para Morata aproveitar para marcar uma revigorante doppietta. Pouco depois, o golpe decisivo: contra-ataque novamente puxado por Cuadrado, de novo parado com falta pelo compatriota Murillo, amarelado pela segunda vez e expulso.

Mancini mexeu, mas de pouco adiantou, uma vez que seu time seguiu inofensivo com a bola e, agora com um a menos, deu mais espaços para o adversário contra-atacar. Nesse período, Dybala também entrou em campo, e o contexto lhe favoreceu bastante. Muito inteligente para ler o jogo, sempre encontra espaço para desequilibrar e criar gols. E, após cruzamento de Asamoah, se antecipou a D'Ambrosio e contou com rara falha de Handanovic, que sofreu o terceiro gol da noite. Muitas chances de termos um Juventus e Milan na final da copa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

21ª rodada: Deixaram chegar?

Embalada por Dybala, Juventus chegou à 11ª vitória seguida diante da Roma: deixaram chegar? (Goal)
Na segunda rodada do returno da Serie A, uma coisa ficou mais clara: parece que a briga pelo scudetto começa a se afunilar. Napoli e Juventus se mostram mais fortes do que os rivais e aparentam ter mais forças para brigar pelo título. As vitórias da dupla, inclusive, são um indício disso. Um pouco mais atrás, Fiorentina e Inter duelam por uma das vagas na Liga dos Campeões, mas aguardando por tropeços de napolitanos e juventinos para entrarem na briga pela taça de novo. Acompanhe o resumo a rodada.

Juventus 1-0 Roma
Dybala (Pogba)

Tops: Dybala e Pogba (J) | Flops: De Rossi e Salah (R)

No jogo mais esperado da rodada, a Juventus dominou a Roma e ficou com a 11ª vitória consecutiva. Sob o signo de Dybala, a Velha Senhora não fez um jogo exuberante, até porque os comandados de Spalletti fizeram de tudo para dificultar a vida da adversária. Assim mesmo, a Juve mostrou sua força, e com um gol de La Joya, no final do confronto, garantiu os três pontos. Agora, a equipe está com 45 pontos, quatro acima de Fiorentina e Inter, e segue na cola do Napoli, que tem dois pontos a mais. A Roma continua na quinta posição, com 35 pontos.

O primeiro tempo foi muito equilibrado em Turim. As poucas chances reais criadas pelas duas equipes resultaram em um jogo muito parelho e estudado: Spalletti escalou a Roma com três zagueiros, visando espelhar o 3-5-2 juventino, mas não deu muito certo. Primeiro, porque De Rossi sofreu com Mandzukic – perdeu a linha e usou palavras discriminatórias contra o croata – e porque Salah e Dzeko estiveram apagadíssimos. O segundo tempo continuou com poucas ocasiões, mas quando Pogba achou Dybala na área, o argentino não perdoou: caixa. 12º gol dele (mais sete assistências), e participação em metade dos 38 gols da Juve em 2015-16.

Sampdoria 2-4 Napoli
Correa (Carbonero), Éder (Álvarez) | Higuaín, Insigne (pênalti), Hamsík, Mertens

Tops: Carbonero (S) e Allan (N) | Flops: Barreto (S) e Reina (N)

Jogaço no Marassi. Em dia de baixa de Higuaín, o Napoli mostrou que não conta só com grandes atuações do artilheiro para seguir na liderança da Serie A. É verdade que o volante Barreto deu uma baita ajuda: primeiro, errou recuo, aproveitado pelo Pipita, e depois cometeu pênalti, convertido por Insigne. A Samp deu emoção ao jogo, diminuindo ainda antes do intervalo, mas a expulsão de Cassani, no início do segundo tempo, atrapalhou os planos. Logo depois, uma jogadaça de Hamsík acabou no 3 a 1: o eslovaco passou no meio de dois, justo no setor antes ocupado por Cassani, e finalizou de bico. Éder esboçou nova reação doriana, mas Mertens deu números finais ao placar, mantendo a Samp próxima da zona de rebaixamento. Apesar de ter feito seu 21º gol em 21 jogos, Higuaín desperdiçou duas chances claríssimas e esteve apagado.

Inter 1-1 Carpi
Palacio | Lasagna (Bianco)

Tops: Romagnoli e Lasagna (C) | Flops: Icardi e Juan Jesus (I)

A crise chegou na parte azul e preta de Milão. Nem mesmo a vitória contra o Napoli e a classificação para as semifinais da Coppa Italia apagam o período negativo que a Inter vive desde os últimos momentos de dezembro. Os nerazzurri somam apenas uma vitória nos cinco últimos jogos da Serie A e desperdiçaram quatro pontos nos últimos minutos em três destas partidas. Contra o Carpi, a Inter jogou mal mais uma vez, e chegou ao gol no final do primeiro tempo, quando Palacio aproveitou rebote de Belec. Sem criatividade, a Beneamata esbarrou na marcação dos visitantes e viu um Icardi preguiçoso, incapaz de chutar uma bola sequer ao gol – quando teve a chance, demorou demais e foi travado. O castigo chegou nos acréscimos, após erro de marcação de Juan e gol de Lasagna. Com o resultado, a Inter caiu para a terceira posição, seis pontos atrás do Napoli, e o Carpi segue na zona de rebaixamento.

Fiorentina 2-0 Torino
Ilicic, Rodríguez (Pasqual)

Tops: Rodríguez e Borja Valero (F) | Flops: Moretti e Belotti (T)

Sem atuação exuberante, a Fiorentina venceu o Torino e voltou a vencer, após as derrotas contra Lazio e Milan. Com o resultado, a equipe de Paulo Sousa chegou à terceira posição, empatada com a Inter, com 41 pontos, deixando o Torino no meio da tabela. A construção da vitória de uma Fiorentina super ofensiva (Babacar, Kalinic, Ilicic e Bernardeschi saíram jogando) começou na primeira etapa. O esloveno Ilicic acertou bela cobrança de falta e chegou ao décimo gol na temporada. Apesar de o esquema ofensivo viola não ter surtido muito efeito, por causa do defensivismo do Torino, o time da casa ainda fez o segundo. No final, Gonzalo Rodríguez, de cabeça, deu números finais à partida.

Empoli 2-2 Milan
Zielinski (Saponara), Maccarone | Bacca (Antonelli), Bonaventura

Tops: Saponara (E) e Bacca (M) | Flops: Barba (E) e Honda (M)

O Empoli ratificou (outra vez) a sua ótima fase e foi buscar o empate duas vezes diante do Milan. Logo no início, Bacca recebeu, em impedimento, e fez seu décimo gol no campeonato. Os toscanos empataram, mas Maccarone estava em posição irregular e a arbitragem, desta vez, agiu corretamente. Pouco depois, Saponara (o melhor em campo) criou boa jogada e rolou para Zielinski empatar. Após o intervalo, o Milan contou com a sorte e Bonaventura fez o segundo, depois de bate-rebate. Os azzurri não se abateram e, depois de rebote de Donnarumma, Maccarone deixou tudo igual novamente. Depois do segundo empate, pouca coisa aconteceu. Com o resultado, o Milan perdeu a chance de se igualar à Roma e ficou na sexta posição, com 33 pontos. O Empoli vem logo atrás, com 32.

Lazio 4-1 Chievo
Candreva (pênalti), Cataldi, Candreva (Felipe Anderson), Keita (Candreva) | Cesar (Birsa)

Tops: Candreva e Cataldi (L) | Flops: Djordjevic (L) e Cesar (C)

O placar foi elástico, mas a Lazio precisou virar sobre o Chievo para transformar as vaias do Olímpico em aplausos no final da partida. Logo aos cinco minutos, os visitantes saíram na frente, após jogada eslovena: Birsa cruzou na área e Cesar, de cabeça, fez 1 a 0. O primeiro tempo continuou com a Lazio buscando o empate, mas sem alcançar a profundidade, por meio de seus atacantes e laterais. No segundo tempo, Cesar foi expulso após um choque com Keita, e a Lazio chegou ao empate depois. Pênalti discutível, convertido por Candreva. Depois da igualdade, os aquilotti aproveitaram a vantagem numérica e deram um baile. Paloschi ainda perdeu um pênalti quando a partida estava 3 a 1, parando em Berisha.

Sassuolo 0-2 Bologna
Giaccherini, Floccari

Tops: Gastaldello e Giaccherini (B) | Flops: Laribi e Gazzola (S)

No clássico emiliano, o Bologna aproveitou o momento de estagnação do Sassuolo para conseguir uma boa vitória, que afastou a equipe da zona de rebaixamento e a colocou no meio da tabela. Contra o sétimo colocado – que empatou no meio da semana contra o Torino, em jogo adiado –, os bolonheses foram dominantes. Meio dispersos e sem vontade, os jogadores do Sassuolo foram presas fáceis para os rossoblù. O goleiro Consigli fez boas defesas na primeira etapa, mas não conseguiu alcançar o chutaço de Giaccherini. Nos acréscimos, após o Sassuolo buscar o empate, com Berardi e Sansone, Floccari anotou o 2 a 0, fazendo valer a lei do ex.

Palermo 4-1 Udinese
Quaison (Hiljemark), Hiljemark, Lazaar, Trajkovski | Théréau (Bruno Fernandes)

Tops: Hiljemark e Sorrentino (P) | Flops: Widmer e Piris (U)

Na estreia do argentino Barros Schelotto no comando do Palermo, festa. Os rosanero foram impiedosos contra a Udinese no Renzo Barbera e aplicaram uma sonora goleada, que valeu à equipe friulana a terceira derrota consecutiva e uma punição em forma de concentração. O Palermo foi a campo no 4-3-3, com Vázquez atuando aberto pelos lados – algo a ser corrigido pelo técnico depois. Mesmo assim, quando o argentino centralizava, criava perigo. Os dois primeiros gols foram marcados após boas jogadas criadas pelos suecos do time, e o terceiro, que decidiu o jogo, veio em chute desviado de Lazaar. Sorrentino, que fez três defesaças ao longo do jogo, não conseguiu parar Théréau, mas nem precisou. Trajkovski fez o 4 a 1 nos minutos finais. Com o resultado, Palermo e Udinese dividem a 14ª posição, com 24 pontos.

Verona 1-1 Genoa
Pazzini (Ionita) | Coppola (contra)

Tops: Ionita (V) e Perin (G) | Flops: Rebic (V) e De Maio (G)

Um pouco melhor do que em outros jogos, o Verona até tentou, mas não conseguiu a primeira vitória no campeonato. No primeiro tempo, a estratégia de marcação de Gasperini funcionou e foi o Genoa quem mandou nos minutos iniciais, chegando ao gol: Suso cobrou falta, e a bola bateu na trave e nas costas do estreante goleiro Coppola antes de entrar. O Hellas reagiu ainda antes do intervalo, depois que Pazzini conseguiu belo desmarque e fez seu primeiro gol com bola em movimento – os outros dois haviam sido de pênalti. No segundo tempo, o Genoa espelhou o 4-4-2 veronês para segurar o empate e conseguiu. Cerci estreou bem pelos visitantes.

Frosinone 0-0 Atalanta

Tops: Gómez (A) | Flops: Soddimo (F)

Em um dos jogos mais fracos de todo o campeonato, o 0 a 0 não foi nenhuma surpresa. Frosinone e Atalanta fizeram um jogo em que as duas equipes queriam mais não perder do que vencer. Mais ativos, os visitantes até chegaram a levar perigo, com Gómez e Conti, embora a melhor chance tenha sido perdida por Dionisi, dos mandantes. O empate não mudou nada na tabela: os ciociari ficam na zona de rebaixamento, enquanto os atalantinos seguem no meio da tabela.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols


Relembre a 20ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.


Seleção da rodada
Sorrentino (Palermo); Gastaldello (Bologna), Rodríguez (Fiorentina), Romagnoli (Carpi); Candreva (Lazio), Saponara (Empoli), Cataldi (Lazio), Allan (Napoli), Hiljemark (Palermo); Hamsík (Napoli); Dybala (Juventus). Técnico: Paulo Sousa (Fiorentina).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Coppa Italia: ficou entre gigantes e um azarão

Jovetic fez golaço e ajudou a Inter a quebrar tabu de quase 20 anos contra o Napoli (Gazzetta.it)
Depois de três jogos nesta semana e outra na passada, chegamos nas semifinais da Coppa Italia. Ao contrário do roteiro dos últimos anos, com uma grande surpresa e um grande clássico do futebol italiano. Serão, também dois duelos que colocam de frente equipes da Lombardia e do Piemonte, regiões ricas e vizinhas do norte do país.

De um lado da chave, o lombardo Milan enfrentará o Alessandria, clube piemontês da Lega Pro, que vem jogando na competição desde a primeira fase, e que eliminou seis equipes, incluindo Palermo e Genoa. Nas quartas, superou outra surpresa, o Spezia, da Serie B, que passara por Frosinone e Roma. Atualmente vice-líder do Grupo A da terceira divisão e nas oitavas da copa da sua liga - que, inclusive, teve partida adiada por causa dos inesperados avanços -, os grigi, por causa do característico uniforme cinza, são a primeira equipe da terceirona em mais de três décadas a chegar nas semifinais. Agora, a equipe da qual contamos a história nesta semana, será um pequeno diante dos três gigantes do futebol italiano.

Treinado por Angelo Gregucci, ex-Lazio e auxiliar de Roberto Mancini no Manchester City, o Alessandria conta com experientes jogadores, como o capitão e zagueiro Santiago Morero e o atacante Antimo Iunco, ex-Chievo, além do volante brasileiro Adriano Mezavilla, ex-Noroeste e Juve Stabia. Também conta com jogadores criados em grandes clubes, a exemplo do faz-tudo pela direita Ferdinando Vitofrancesco, da base do Milan, o meio-campista Gianluca Nicco e os atacantes Filippo Boniperti, neto do mítico Giampiero Boniperti, e Manuel Fischnaller, da base da Juventus.

A grande estrela do time, porém, é um ex-Inter, que até pouco tempo atrás ainda detinha seus direitos esportivos, cedidos ao próprio Alessandria por 270 mil euros, em julho de 2015: Riccardo Bocalon, Artilheiro do time na liga, foi decisivo nas últimas classificações na copa, em especial contra o Spezia. Com gol de pênalti do veterano Calaiò no primeiro tempo, os rivais venciam até os 83 minutos, quando o camisa 9 empatou e depois virou aos 91, já nos acréscimos.

Por sua vez, o Milan, que, 10º colocado na última Serie A, teve que jogar desde a terceira fase, superando sem dificuldades o Perugia, mas sofrendo para passar pelo Crotone, ambos da Serie B, e batendo a Sampdoria nas oitavas. Nas quartas, em San Siro, recebeu o Carpi, dominando o primeiro tempo e construindo a vitória com belo gol de letra de  Bacca, aos 14 minutos, e Niang, novamente com Bacca, protagonista com cruzamento de trivela antes da finalização do francês. Com arrancada de Lasagna e gol de Mancosu aos 50, os visitantes esboçaram reação, mas o time de Mihajlovic manteve o placar. Contra o Alessandria, os rossoneri têm uma boa oportunidade de chegar à final e de poder ganhar um título, que não chega desde o scudetto de 2010-11. A equipe, caso vença, dará fim ao jejum de treze anos sem vencer a Coppa Italia, conquistada na última vez que chegou ao jogo decisivo, em 2004.

Festa alessandrina foi grande, e agora equipe disputa títulos com gigantes (Radio Gold)
Do outro lado da chave, nada mais, nada menos que o Derby d'Italia. Juventus e Inter não se enfrentam na copa há seis anos, desde as quartas de 2009-10, quando os nerazzurri venceram em casa com gol decisivo de Balotelli, aos 44 do segundo tempo. O reencontro acontecerá graças às vitórias sobre Lazio e Napoli, respectivamente, e deve inflamar a rivalidade, porque, além da proximidade na tabela da Serie A, o jogo de volta será quatro dias antes da 27ª rodada, justamente o Derby d'Italia do returno da liga, em Turim.

Para chegar nas semifinais pela primeira vez desde 2012-13, a Inter passou sem dificuldades pelo Cagliari nas oitavas, mas com muito suor pelo Napoli nas quartas. Há quase vinte anos a Inter não vencia no San Paolo nos 90 minutos, sem esquecer da vitória nos pênaltis em 2010-11, quando justamente ganhou seu último título, desde então acumulando seguidas eliminações para os anfitriões na competição. Vitória real, mesmo, acontecera pela última vez na Serie A, em 1997.

Em partida muito disputada, com o Napoli mais perigoso no ataque e a Inter alternando a posse de bola e tentativas de contra-ataques, prevaleceram as defesas, ambas muito bem. Até que Medel recuperou a bola no campo de ataque e Jovetic teve campo aberto para avançar e contar com o desmarque de Palacio, que puxou a marcação para abrir espaço. Assim, o montenegrino chutou colocado no canto de Reina. A reação napolitana poderia vir com Higuaín, que entrou somente no segundo tempo, mas o argentino esbarrou na defesa interista. O golpe final veio nos acréscimos, quando Jovetic lançou Ljajic em contra-ataque desde o próprio campo. O sérvio correu com a bola mais de 50 metros antes de ampliar para a Inter-ic.

Nota infeliz para o episódio protagonizado por Mancini e Sarri, que resultou em punição de dois jogos para o treinador do Napoli, a ser cumprida na Coppa Italia, e em multa de 5 mil euros para o da Inter. O napolitano ofendeu o nerazzurro com palavras homofóbicas, e esse reclamou publicamente dos xingamentos, apesar das desculpas do outro.

Já a Juventus jogou outro dérbi nas oitavas, quando goleou o Torino por 4 a 0, durante a sequência de vitórias bianconera que parece não ter fim. Nas quartas, foi até o Olímpico de Roma enfrentar a Lazio. Jogo morno no primeiro tempo, sem chances de gol, mas segundo tempo dominado pelo time de Allegri. A Velha Senhora viu Zaza perder gol incrível e depois Lichtsteiner aproveitar rebote de outro chute do próprio Zaza e, com muito preciosismo, marcar o único gol da partida. O jogo ainda teve uma Lazio super ofensiva no final, mas estéril contra a defesa juventina.

As datas para as partidas já estão marcadas, mas poderão sofrer mudança por um empecilho. Da maneira pré-definida, Alessandria e Milan jogam a ida no Olímpico de Turim - o modesto Giuseppe Moccagatta dos grigi é muito pequeno - na terça-feira 26, enquanto Juventus e Inter jogam novamente em Turim, no Juventus Stadium, na quarta-feira 27. Na volta, nos dias 1º e 2 de março, dois jogos em 48 horas no gramado de San Siro, o que não é recomendado, especialmente no inverno. Sem falar na questão logística de ter dois jogos seguidos em Turim. Aguardaremos novidades.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Brasileiros no Calcio: João Paulo

Revelado pelo Guarani, João Paulo virou uma bandeira do Bari, clube do sul da Itália (Wikipedia)
Listar a quantidade de time em que jogou o atacante Sérgio Luís Donizetti, o João Paulo, é uma tarefa difícil. Foram 14 em mais de 20 anos de carreira. Entre idas e vindas ao União São João de Araras (quatro) e o início de carreira no Guarani, João Paulo quase sempre teve passagens breves nas equipes por onde atuou. Sua trajetória no Bari, porém, foi um ponto fora da curva em sua carreira, ou melhor, seu ponto alto como jogador de futebol.

Formado nas categorias de base do Guarani, João Paulo estreou como profissional em 1984, aos 20 anos, mas chamou a atenção apenas em 1986, quando levou o Bugre à final do Campeonato Brasileiro. Não demorou para que o então técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Silva, desse a primeira oportunidade ao jogador campineiro com a camisa canarinho. João Paulo não só convenceu como também confirmou seu lugar no grupo que traria a medalha de prata na Olimpíada de Seul, em 1988. Ele também disputou a Copa América um ano antes.

Aproveitando a debandada de brasileiros para o futebol europeu, João Paulo aceitou a oferta do Bari, recém-promovido à Serie A da temporada 1989-90, e virou companheiro do meia Gérson Caçapa, ex-Palmeiras. Em seu primeiro ano na Velha Bota, jogou fora de sua posição original, como trequartista, ao lado de Pietro Maillaro, ambos servindo o avante Paolo Monelli.

Discreto para quem brilhava nos campos brasileiros, João Paulo não teve o mesmo destaque, mas, juntamente com a dupla ofensiva, ajudou os galletti a permanecerem sem dificuldades na elite. O atacante ainda ajudou a equipe a conquistar seu primeiro troféu internacional, a Copa Mitropa, disputada ao final da temporada. Ao todo, ele marcou sete gols em 33 jogos e foi o artilheiro barês no ano. Mesmo assim não foi convocado por Sebastião Lazaroni para a disputa da Copa de 1990, na própria Itália.

Brasileiro é um dos maiores ídolos dos galletti (Mondo Pallone)
No ano seguinte, a situação do Bari foi totalmente oposta a 1989-90. Os biancorossi brigaram até o final do campeonato contra o descenso, salvando-se apenas na penúltima rodada, quando venceram o Milan de Arrigo Sacchi, por 2 a 1, com os dois gols anotados justamente por João Paulo. O último foi um golaço, com direito a drible no goleiro Sebastiano Rossi e chute entre as pernas de Alessandro Costacurta, levando o estádio San Nicola ao delírio. Outra vez, o brasileiro foi o artilheiro dos galletti no campeonato, com 12 tentos marcados, e ficou entre os dez maiores goleadores daquela edição da Serie A. Seu maior dever era acionar o centroavante Florin Raducioiu, mas o romeno decepcionou naquela temporada e João Paulo assumiu o compromisso.

Depois de livrar a equipe do rebaixamento, consolidou-se na Itália, a ponto de ser considerado o melhor jogador estrangeiro daquela temporada. “Aquele foi o ano mais belo de minha carreira e aquela partida contra o Milan foi inesquecível”, diz o jogador toda vez que fala sobre sua passagem na Europa. O grande desempenho em 1990-91 fez com que Paulo Roberto Falcão o convocasse para a disputa da Copa América de 1991, no Chile. O atacante, camisa 11 e titular, marcou contra Uruguai e Argentina, mas viu o Brasil ficar com o vice-campeonato.

Para 1991-92 o Bari prometia incomodar mais. O técnico Giuseppe Salvemini ganhou os reforços do ala croata Robert Jarni e do trequartista Zvonimir Boban, seu compatriota. Chegaram também o atacante australiano Frank Farina e o meia-atacante inglês David Platt, ex-Juventus. A temporada tinha tudo para dar certo, mas só Jarni e Platt se tornaram importantes. Para piorar, João Paulo, que chegara ao auge, sofreu uma fratura na perna, logo no início da temporada. A lesão praticamente destruiu sua carreira.

No confronto contra a então campeã Sampdoria, na terceira rodada, o zagueiro blucherchiato Marco Lanna fez uma falta duríssima, tentando parar João Paulo com um carrinho violento – a entrada o deixou longe dos gramados por 18 meses. Após tanto tempo parado e longe das principais partidas, perdeu espaço também na seleção brasileira, justamente quando começava a se formar o time que viria a sagrar-se tetracampeão mundial, em 1994, nos Estados Unidos.

Quando retornou, o Bari já havia sido rebaixado – caiu em 1991-92 mesmo, quando ficou em 15º na Serie A – e até tinha sido treinado por Sebastião Lazaroni, que não teve como o colocar em campo nas 18 rodadas em que dirigiu os galletti na segundona. João Paulo ficou para disputar a Serie B, mesmo sem a mesma capacidade atlética. Anotou seis gols nas 41 partidas que fez, desempenho bem abaixo do anterior à lesão, quando fez 18 gols em 62 jogos.

Não conseguiu levar o time de volta à elite e, aos poucos, foi perdendo espaço no elenco, a ponto de preferir um retorno ao Brasil, ainda com a temporada 1993-94 em andamento – no final, o Bari estaria de volta à primeira divisão. João Paulo deixou o clube da Puglia após quase 5 temporadas, 107 jogos (62 na Serie A) e 24 gols, e como um dos grandes ídolos da história biancorossi. Não à toa, segundo o próprio brasileiro, seu período na Itália foi mágico.

Durante um Dérbi da Puglia em 1990-91, vemos João Paulo ser
perseguido pelo compatriota Mazinho (à direita), jogador do Lecce (Cristiano Carriero)
Em 1993, ele retornou ao Brasil para defender o Vasco, mas novamente os problemas físicos atrapalharam sua passagem pelo Gigante da Colina. Em um ano, apenas 15 jogos e 4 gols marcados. Sem destaque, voltou à sua terra natal para jogar pela Ponte Preta, numa passagem relâmpago antes de acertar com o Goiás. Em 1996, jogou o Campeonato Paulista pelo Corinthians e mostrou-se em forma novamente. Terminou a temporada no Sport, com 45 jogos realizados, e com a perspectiva de enfim conseguir retomar o futebol que o consagrou.

Depois disso, porém, sua carreira apenas decaiu. Rodou por União São João, Etti Jundiaí, Vitória, futebol japonês e até para o Guarani voltou, tentando apenas uma sequência de jogos, mas acabou abandonando o futebol em 2004, aos 40 anos. Muito para quem quase precisou abandonar o futebol antes dos 30, mas pouco pelo talento que apresentou no futebol brasileiro e italiano.

Veja abaixo todos os gols de João Paulo pelo Bari.



Sérgio Luís Donizetti, o João Paulo
Nascimento: 9 de julho de 1964, em Campinas
Posição: atacante
Clubes como jogador: Guarani (1983-89 e 2002); Bari (1989-94), Vasco (1994), Ponte Preta (1995 e 1998), Goiás (1995), Corinthians (1996), Sport (1996), Portuguesa Santista (1997-98), Vitória (1998), União São João (1998-99, 2000, 2001 e 2003), Etti Jundiaí (1999), Mito HollyHock-JAP (2000), CSA (2001), Taquaritinga (2004) e Inter de Limeira (2004)
Título: Copa Mitropa (1990)
Seleção brasileira: 15 jogos e 4 gols

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Alessandria encenará Davi contra Golias

Rivera, um dos maiores craques italianos, começou a carreira vestindo o cinza do Alessandria (Il Giornale)
Uma das grandes histórias do futebol italiano não só nesta temporada, mas nos últimos anos. Assim pode ser descrita a façanha da Alessandria, clube tradicional do Piemonte e que chegou às semifinais da Coppa Italia, passando por Palermo, Genoa e Spezia. Foi a primeira vez que uma equipe que milita na terceira divisão nacional atingiu esta etapa do torneio em 31 anos – o último havia sido o Bari, em 1985. 

Agora, os grigi enfrentam o Milan pelas semis da copa, voltando a jogar no San Siro pela primeira vez desde 1960. Infelizmente, os rossoneri não visitarão o acanhado estádio Giuseppe Moccagatta, com capacidade para menos de 6 mil pessoas. Isso porque a diretoria da Alessandria confirmou que mandará seu jogo no Olímpico de Turim. De qualquer forma, é uma boa hora para conhecer a história da equipe cinzenta.

A Alessandria foi fundada em 1912, quando uma agremiação esportiva, a Forza e Coraggio, decidiu iniciar um setor dedicado ao futebol, esporte proeminente no norte da Itália no momento. Os primeiros uniformes da equipe foram azuis e brancos, e só em 1913 a equipe voltou a usar o padrão cinza escuro, criado pela Forza e Coraggio – uma cor nada habitual para equipes de futebol, algo que certamente diferencia a Alessandria no esporte. É, inclusive, a única equipe europeia a usar apenas o cinza como cor social.

Logo no início de sua trajetória a Alessandria entrou para a história do futebol da época. O técnico e jogador inglês George Smith – discípulo de William Garbutt, vencedor de três scudetti pelo Genoa – montou um esquema que ficou conhecido como "quadrilátero" que consistia no recuo de dois jogadores do ataque para o meio-campo, com o intuito de melhorar a circulação de passes rasteiros e acionar os atacantes. Naquela época, também se formou a "escola alessandrina", com uso de jogadores formados na base do clube, o que manteve a equipe na elite por anos. Os jogadores mais destacados foram o zagueiro Carlo Carcano e o atacante Adolfo Baloncieri, destaques do campeonato em suas posições – tanto é que foram chamados para a seleção; e Baloncieri logo assinou com o Torino, potência da época.

Com Carcano como treinador, a Alessandria ficou duas vezes com a terceira posição no mata-mata que definia o ganhador do scudetto – em 1928 e 1929 – e também conquistou a Copa CONI, seu primeiro título oficial, em 1927. Foi a época de ouro dos grigi, que revelaram vários jogadores – que depois acabaram em times maiores e vestiram a camisa da seleção – e permaneceram na elite até o final dos anos 1930, retornando a ela para uma breve passagem no pós-guerra. Em 1935-36, a equipe chegou a ser vice-campeã da Coppa Italia, perdendo a final para o Torino.

A última vez em que a Alessandria jogou a Serie A foi em 1959-60, época em que surgia um mito do futebol: aos 15 anos, estreava Gianni Rivera, tido por muitos como o maior jogador italiano da história. O Golden Boy logo seguiria para o Milan, onde virou ídolo máximo. Quis o destino que no confronto mais importante dos últimos anos da Alessandria a equipe caísse de frente com o Milan, onde Rivera se consagrou.

Porém, os anos de glória ficaram para trás. Desde então, a equipe rodou pelas divisões inferiores da Itália. Com o status de "nobre decadente", que não conseguiu se manter na elite com a crescente profissionalização do esporte, a Alessandria chegou a falir, em 2003, e disputou campeonatos amadores. O renascimento e a recuperação do moral da torcida começou em 2011, quando Maurizio Sarri, atual técnico do Napoli, quase colocou a equipe na Serie B. Hoje, sob o comando de Angelo Gregucci (ex-zagueiro do clube e com boa passagem pela Lazio, nos anos 1990), o Grigio sonha mais alto. 

Será que Davi pode derrotar Golias? O Milan cairá frente à Alessandria nos dois jogos das semifinais da Copa? Mais realista é buscar a vaga na Serie B, muito possível, já que a equipe piemontesa é vice-líder do seu grupo na terceirona.

Gregucci já colocou seu nome na história do clube cinza (Museo Grigio)
As temporadas
24 participações na Serie A*, 21 na Serie B, 29 na Serie C/Lega Pro, 17 na Serie C2, 3 na Serie D e 4 em campeonatos regionais

* 13 participações na Serie A em grupo único, após mudança do formato antigo para o atual. Última participação em 1959-60.

Os títulos
A Alessandria tem sete títulos, quase todos em competições relativas às divisões inferiores. Com exceção do primeiro deles, a Copa CONI, conquistada em 1927 – o torneio era disputado entre os times não classificados ao mata-mata pelo scudetto italiano. Os outros troféus dos grigi são a Serie B (1946), Coppa Italia Serie C (1973), Serie C (1974), Serie C2 (1991), Eccellenza piemontesa (2005) e Serie D (2008).

Os apelidos
Grigio, grigi e L'Orso (O Cinza, cinzas e O urso)

O rival
O grande rival da Alessandria é o Casale, time sediado na mesma província, localizada a cerca de 100 quilômetros de Turim. O Dérbi de Alessandria teve seu auge no início do século XX, quando as duas equipes disputavam a primeira divisão e eram fortes – o Casale chegou a ser campeão, em 1914. O duelo é acirrado, mas o Grigio tem leve vantagem sobre os nerostellati: em 64 jogos, são 20 vitórias, 26 empates e 18 derrotas. Os jogos mais importantes entre as equipes aconteceram na final da Copa CONI, em 1927: empate em Casale Monferrato e vitória grigia em Alessandria.

Os brasileiros
Somente cinco brasileiros vestiram a camisa acinzentada da Alessandria: Adriano Mezavilla, Guilherme Appelt, Sergio Ceregatti, Anderson de Carvalho Santos e Bruno Cabrerizo. Somente Mezavilla, que está no elenco atualmente, e é um dos principais jogadores da equipe que alcançou as semifinais da Coppa Italia e que briga pela promoção à Serie B. Uma curiosidade: Bruno Cabrerizo era zagueiro e, depois de passar por várias equipes pequenas, se aposentou e virou modelo, uma subcelebridade na Itália.

Os selecionáveis
Dez jogadores vestiram a camisa da seleção italiana enquanto serviam à Alessandria. O primeiro foi o zagueiro Carlo Carcano (5 partidas), em 1915, e o último foi o lateral esquerdo Pietro Rava, em 1946 (1 partida). Os outros são Adolfo Baloncieri (7), Luigi Bertolini (6), Giuseppe Gandini (6), Guglielmo Brezzi (2), Renato Cattaneo (2), Elvio Banchero (2), Giovanni Ferrari (1) e Giuseppe Ticozzelli (1). Entre estes, o que mais gols marcou foi Baloncieri, um dos mais importantes jogadores das primeiras décadas do século XX no futebol italiano.

Os jogadores ilustres 
Sem dúvidas, o jogador mais importante que passou pela Alessandria foi Gianni Rivera, um mito do futebol, e que atuou em apenas 26 jogos (com seis gols marcados), antes de se transferir ao Milan, ainda com 16 anos. Outro jogador muito importante a ter vestido o cinza alessandrino foi o meia Giovanni Ferrari, que teve duas passagens pela equipe antes de ser bicampeão mundial com a Itália e oito vezes campeão italiano (um recorde), por Juventus, Inter e Bologna. 

Além deles destacam-se Adolfo Baloncieri e Carlo Carcano, craques do início do século; os campeões mundiais Luigi Bertolini e Pietro Rava (destaques também da Juventus); Benito Lorenzi e Carlo Tagnin, que brilharam em momentos diferentes pela Inter, nos anos 1950 e 1960. Vale recordar que outros jogadores com história na Serie A passaram pela Alessandria, como Valerio Bertotto (Udinese), Massimo Carrera (Juve), Sergio Porrini (Juve) e Vincenzo Torrente (Genoa), além do atual treinador, Angelo Gregucci (ex-Lazio). O famoso humorista italiano Gene Gnocchi, que chegou a ser jogador de futebol, se formou nas categorias de base dos grigi e também atuou pelos piemonteses.

Quem mais jogou
Antonio Colombo, 466 jogos

Quem mais marcou
Renato Cattaneo, 148 gols

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

20ª rodada: Tango na ponta

Chama para dançar: Higuaín lidera o Napoli, mas será ameaçado pelo compatriota Dybala (Gazzetta.it)
A primeira rodada do returno confirmou Napoli e Juventus na briga pela liderança da Serie A e a queda nos rendimentos de Inter e Fiorentina. Os jogos do fim de semana também salientaram o mau momento da Roma, que tinha a volta de Luciano Spalletti, contratado após a demissão de Rudi Garcia, e mais uma tentativa de resgate do Milan. A tônica do início do campeonato, de gols e expulsões, também voltou a aparecer, dessa vez com 33 gols e quatro expulsões. Também vimos dois gols contra numa partida pela primeira vez na temporada.

Para Alessandro Costacurta, ex-Milan, e atual comentarista da Sky Sport, fez uma boa análise sobre o atual momento do campeonato. "Acredito que a Juventus reencontrou a autoestima que tinha, tem a personalidade que nenhum outro time tem. O Napoli, que joga bem, com organização, intensidade e tudo para vencer o campeonato, para mim poderia sofrer um pouco do que chamamos de 'personalidade para seguir na frente'. Eu estou realmente curioso para ver o Napoli, porque com certeza é a equipe que joga melhor, mais organizada, mas a solidez da Juventus não vejo neles. Caras, dez vitórias consecutivas não é qualquer coisa", disse. Fato é que o Napoli não está acostumado a ser o time a ser perseguido e a Juventus sim. Será interessante ver como isto irá se desenrolar, e a partir do duelo entre os argentinos Higuaín e Dybala.

Napoli 3-1 Sassuolo
Callejón (Insigne), Higuaín (Hamsík) e Higuaín (Callejón) | Falcinelli (pênalti)

Tops: Higuaín e Callejón (N) | Flops: Consigli (S)

20 em 20. Nunca GON-ZA-LO HI-GUA-ÍN foi tão entoado no caloroso San Paolo. Nas cinco maiores ligas europeias, ninguém fez como o argentino camisa 9 partenopeu, nem mesmo os três melhores do mundo da Fifa. E o destaque de hoje, merecidamente, é mesmo todo do artilheiro do Campeonato Italiano, que tem nove gols de "vantagem" sobre os segundos colocados, Dybala e Éder. O desempenho do Pipita talvez melhor reflexo do extraordinário trabalho de Sarri, que tem trazido resultados imediatos, nos quais poucos acreditavam. Resultados que colocam o Napoli no topo, com 44 pontos em 20 partidas, além do ataque mais produtivo.

Contra o Sassuolo, também uma vitória significativa, contra a equipe que fez mais pontos contra os grandes em todo o campeonato. Pela primeira vez, o time de Sarri saiu atrás do placar e recuperou, porque com menos de dois minutos Sansone foi derrubado por Albiol na área e Falcinelli converteu a cobrança. A virada veio ainda no primeiro tempo: aos 19', com cruzamento preciso de Insigne para Callejón na pequena área, e aos 42', em novo cruzamento a partir da esquerda e finalização na pequena área, dessa vez com Hamsík e Higuaín protagonistas. O Sassuolo, que competiu apenas com Sansone, certamente sentiu a falta do inspirado Consigli do último jogo, que levou o terceiro já nos acréscimos do segundo tempo, coroando boa partida de Callejón, que vinha em má fase. O espanhol deu o passe para Higuaín marcar sua sétima doppietta, a quinta consecutiva - sim, nas últimas cinco partidas em que marcou gol, Gonzalo o fez por duas ocasiões.

Udinese 0-4 Juventus
Dybala, Khedira (Dybala), Dybala (pênalti) e Alex Sandro (Dybala)

Tops: Dybala e Alex Sandro (J) | Flops: Danilo (U)

A décima. Embora esperada, a recuperação da Juventus no campeonato, dessa maneira, com dez vitórias consecutivas, talvez nem o mais otimista bianconero ou pessimista torcedor rival acreditaria. Aos poucos, o time foi se encaixando, encontrando identidade, ou recuperando-a, e agora colhe vitórias atrás de vitórias. Embalada por Dybala, que participou de todos os gols contra a Udinese, a fase da Velha Senhora também passa muito por Allegri, como reconhecido recentemente por Chiellini, um dos líderes do time. O treinador, além dos grandes feitos da última temporada, substituindo Conte e melhorando os resultados, deu força e organização para o reformulado time recuperar a confiança e voltar a brigar pelo scudetto. Hoje, a equipe é vice-líder, com dois pontos a menos que o Napoli e dois à frente da Inter.

No novo Friuli, agora finalmente pronto e belo, os visitantes foram mortais contra a desorganizada e sem gás Udinese de Colantuono, que nem mesmo encontra em Di Natale forças para competir – Totò, aliás, atravessa má fase, e só marcou uma vez no campeonato. Em 27 minutos, a Juventus construiu o placar sem nunca ter realmente dominado a partida, se limitando a controlá-la e produzir gols a partir dos vários erros adversários, que teve como bode expiatório o capitão e experiente Danilo, expulso aos 25' por falta na área. Dybala foi preciso na bola parada, convertendo o pênalti e mais uma falta, além das assistências para Khedira e Alex Sandro. O brasileiro fez grande jogada no gol e esteve muito bem em campo, mantendo a regularidade de sempre aproveitar as oportunidades no time titular. Falta realmente assumir o posto.

Atalanta 1-1 Inter
Murillo (contra) | Rafael Tolói (contra)

Tops: Dramé (A) e Handanovic (I) | Flops: Rafael Tolói (A) e Guarín (I)

O 1 a 1 e os dois gols contra dizem muito do que foi a partida em Bérgamo. Sobre um péssimo gramado no simpático Atleti Azzurri d'Italia, provavelmente afetado pelo sempre rigoroso inverno no norte italiano, Atalanta e Inter fizeram um jogo muito ruim tecnicamente, coroado por lambanças dos seus zagueiros, ambos em má fase, mas que terminou muito pior para a Inter. Nas últimas quatro partidas, apenas uma vitória e quatro pontos para o time de Mancini, que terminou um bom segundo semestre de 2015 perdendo e começou 2016 como tivesse recuperado a forma do time nesta década: horrível.

Apostando em Ljajic, Jovetic e Icardi, Mancini teve o montenegrino em má forma, assim como Guarín, os dois igualmente em mau momento. A Atalanta de Reja, por sua vez, assumiu postura agressiva e fez bom jogo, aproveitando a falta de ritmo dos rivais com arrancadas e dribles de Dramé e Gómez, além do bom desempenho defensivo de De Roon, um dos líderes do time na organização sem a bola. Enésimo destaque para Handanovic, que dessa vez salvou o time da derrota com defesas incríveis. Uma delas está no hall das melhores da temporada.

Milan 2-0 Fiorentina
Bacca (Bonaventura) e Boateng (Kucka)

Tops: Bonaventura e Bacca (M) | Flops: Kalinic e Roncaglia (F)

Bom momento do Milan, talvez o melhor na temporada. Depois do empate contra a Roma, o time de Mihajlovic mostrou força, organização e atitude para vencer a Fiorentina e encostar na zona europeia, agora a três pontos. Aos poucos, o treinador sérvio encontra o time ideal, depois de já ter definido seu sistema, com jogo direto, de transições em alto ritmo. Por outro lado, a Fiorentina cai de rendimento após bom desempenho em parte do primeiro turno, colecionando agora três derrotas para grandes nos últimos cinco jogos e, pela primeira vez em 27 jogos, ficando em branco em uma partida. A queda distancia a Viola da liderança, mas a mantém ainda próxima da também vacilante Inter, e à frente da Roma e do próprio Milan.

Dois dados muito expressivos que marcaram os protagonistas da vitória rossonera de hoje: 53% dos ataques milanistas na partida foram pela esquerda, e quatro dos nove gols de Bacca no campeonato tiveram o último passe de Bonaventura, um dos craques da Serie A. E assim, logo no início, os donos da casa, estranhamente vazia - apesar das presenças de Sacchi, Conte e Oriali - abriram o placar, com enfiada de bola de Bonaventura e desmarque de Bacca, completando o gol com sua característica finta antes de chutar. Os visitantes tentaram competir, mas a larga vantagem em chutes e posse de bola enganaram, já que o time de Sousa levou pouco perigo ao jovem e cada vez mais tranquilo e seguro Donnarumma – o garoto de 16 anos também tem mostrando grande capacidade de ler o jogo e liderar a linha defensiva, com muitas orientações aos seus companheiros. Na Fiorentina, pesaram as ausências de Rodríguez e Badelj, líderes da saída de bola e construção do jogo viola, que teve um Kalinic apático, nenhum desequilíbrio a partir de Bernardeschi e Ilicic e nada de passes decisivos de Borja Valero. Nos últimos minutos, Balotelli voltou aos gramados, mas foi Boateng que marcou o gol: recebeu lançamento de Kucka e anotou o primeiro em sua volta ao Diavolo.

Roma 1-1 Verona
Nainggolan (De Rossi) | Pazzini (pênalti)

Tops: Digne (R) e Wszolek (V) | Flops: Leandro Castán e Dzeko (R)

Os poucos dias como treinador da Roma ainda não serviram para Spalletti mudar a atitude da equipe. Apático como sempre, com posse de bola estéril e ritmo baixo, o time romano enfrentou um Verona diferente no desenho, deixando o 4-2-3-1 habitual que Delneri vinha utilizando e entrando em campo no 3-4-3, que manteve a mesma postura sem graça, que dá espaços sem a bola e quase nada cria com ela. Assim, o time depende das defesas do jovem Gollini e de jogadas de bola parada. Não muito diferente do que já apresentava com Mandorlini. Já são 20 partidas, nenhuma vitória, apenas nove pontos conquistados – 12 abaixo do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

E nem mesmo nesse contexto os donos da casa conseguiram tirar algo de proveito, apresentando como única diferença a mudança de posicionamento do meio-campo - ainda com os mesmos intérpretes -, invertendo o triângulo de base baixa para base alta. Pjanic controlando o jogo mais abaixo e liderando a saída de bola ao lado de De Rossi e Nainggolan na intermediária. O bela chegou a ter este posicionamento algumas vezes em seus tempos de Cagliari, mas o que chamou a atenção foi que Spalletti relembrou os saudosistas ao posicioná-lo mais ou menos como Perrotta, em sua primeira passagem pela Roma. Não que tenha exatamente surtido grande efeito, apesar de que Pjanic tenha tocado mais na bola (133 vezes) e Nainggolan tenha feito o gol. O tento saiu após bola parada, finalização na trave de um Dzeko ainda em má fase e calcanhar de De Rossi para a conclusão do belga. O empate do Verona veio em pênalti cometido por Leandro Castán, que, sem confiança, acabou saindo cinco minutos depois de Pazzini ter convertido a cobrança em gol.

Torino 4-2 Frosinone
Immobile (pênalti), Belotti, Belotti (Maksimovic) e Benassi (Belotti) | Sammarco (Pavlovic) e Danilo Avelar (contra)

Tops: Belotti e Maksimovic (T) | Flops: Leali (F)

Na reestreia de Immobile, brilhou Belotti. Cotado para ser justamente o substituto definitivo do artilheiro de 2013-14, o jovem atacante ex-Palermo e titular da sub-21 italiana vinha alternando partidas sem graça e banco para Maxi López, mas no retorno do agora camisa 10, certamente honrou a camisa 9, com oportunismo, bons movimentos, sua primeira doppietta na Serie A e uma assistência. Depois de três derrotas seguidas, uma vitória significativa para o Torino, que precisava de um resultado assim para se recuperar da decepcionante temporada que vem tendo após ótimo mercado.

Mas apesar do brilho de Belotti, Immobile foi quem abriu o placar, através de cobrança de um pênalti inexistente assinalado por Massimiliano Irrati, que irritou o Frosinone. O gol não impediu o time de Stellone competir, inclusive controlando e dominando o jogo, chegando ao empate com falha rara da defesa anfitriã, que permitiu a Sammarco completar cruzamento de Pavlovic na pequena área, na cara de Glik e Ichazo. Porém a reação do time de Ventura foi rápida, e em quatro minutos retomou a liderança do placar e novamente foi às redes para ampliar, duas vezes com Belotti e em erros do goleiro Leali, que era tido como promissor, mas já começa a ser visto com desconfiança, após ano negativo no Cesena e agora no Frosinone. O Frosinone chegou a diminuir, mas após outra jogada de Belotti, Benassi deu números finais ao jogo. Outro destaque na partida foi o zagueiro Maksimovic, que voltava aos gramados depois de lesão e completava apenas a sua quarta partida no campeonato. Na mira do Napoli, mas blindado pelo Torino, o sérvio deu lindo passe para um dos gols de Belotti, mostrou senso de liderança na defesa e qualidade em avanços ao ataque.

Bologna 2-2 Lazio
Giaccherini e Destro (Gastaldello) | Candreva (pênalti) e Lulic (Klose)

Tops: Rossettini (B) e  Lulic (L) | Flops: Masina (B) e Djordjevic (L)

Momento de reação da Lazio na temporada? Apesar dos empates em casa contra Sampdoria e Chievo, o time de Pioli superou Inter e Fiorentina, e dessa vez mostrou força para pontuar pela quinta vez consecutiva no campeonato. A equipe buscou o empate em seis minutos no segundo tempo de um jogo morno no Dall'Ara, com Candreva de pênalti e o segundo gol protagonizado por dois "sumidos" laziali na temporada: Klose e Lulic. Isso porque o Bologna liderou o jogo desde o início, parecendo acabar com o recente retrospecto negativo em casa, já que perdera os últimos dois jogos. Giaccherini cobrou falta para deixar Pirlo com inveja, com direito a folha seca, com menos de dois minutos de jogo, enquanto Destro mostrou todo seu oportunismo para aproveitar bate-rebate na área e sair cara a cara com Berisha para marcar seu sexto gol no campeonato. No final das contas, os dois times seguem na parte intermediária da tabela.

Carpi 2-1 Sampdoria
Lollo e Mbakogu (pênalti) | Correa (Soriano)

Tops: Lollo (C) e Correa (S) | Flops: Gagliolo (C) e Éder (S)

Segue irregular a Sampdoria de Montella. Após as vitórias e o bom desempenho contra a Juventus, os genoveses tinham contra o Carpi uma boa oportunidade para manter o gás e se aproximar da parte superior da tabela, saindo da incômoda 14ª posição, a seis pontos da zona de rebaixamento. Apesar da superioridade na partida, com domínio em todos os aspectos, menos no placar, a Samp caiu para os anfitriões, que entre idas e vindas, ainda conseguem competir na Serie A. Os visitantes acertaram a trave duas vezes com Cassano e Fernando.

Genoa 4-0 Palermo
Suso (Perotti), Pavoletti (Ansaldi), Rincón (Ansaldi), Pavoletti (Ansaldi)

Tops: Ansaldi e Pavoletti (G) | Flops: Andelkovic e Goldaniga (P)

Finalmente as vitórias. Com Gasperini, o Genoa sempre foi matar ou morrer, e embora estivesse jogando bem recentemente, até mais do que o esperado, com posse de bola e muitos ataques organizados (e não apenas na correria e ritmo alto que costuma apresentar), o time vinha sofrendo para conseguir os três pontos. Muito também quando Pavoletti não estava. Há um ano no clube, o centroavante tem sido a garantia de gols e vitórias para os grifoni, e o desempenho impressionante com dez gols em treze partidas neste campeonato, sem esquecer dos seis gols em dez partidas na última temporada fazem pressão para ser lembrado por Conte na Nazionale.

Mas não só os gols de Pavoletti marcaram a goleada sobre o Palermo, que dessa vez teve o interino Viviani no comando, que logo será substituído pelo argentino Barros Schelotto, ex-Lanús. Na verdade, não fossem os cruzamentos de Ansaldi, não estaríamos destacando o desempenho do artilheiro do Genoa. Depois do 1 a 0 com quatro minutos, após roubo alto de Laxalt e bela tabela entre Perotti e Suso, terminando no gol do espanhol, o jogo se resumiu no vai e volta dos ataques e contra-ataques, no Genoa puxados por Laxalt e Perotti na esquerda, e no Palermo sempre por Vázquez. Mas foi na direita que os anfitriões construíram a goleada, aos 71', 75' e 88', sempre com Ansaldi, lateral-esquerdo que vinha jogando bem como zagueiro e virou ala-direito, e canhoto que acertou dois cruzamentos precisos de direita para o bomber Pavoletti e outro passe para Rincón.

Chievo 1-1 Empoli
Paloschi (Pepe) | Tonelli

Tops: Tonelli (E) | Flops: Krunic (E)

Depois do começo surpreendente, tudo voltou ao normal para o Chievo. No meio da tabela, o time de Maran parece não ter problemas para seguir mais uma vez na Serie A e nem mesmo têm forças para ir além da 10ª posição, que ocupa há algumas rodadas. O Empoli, empolgado depois de ótima sequência de resultados, também não mostra ter força suficiente para brigar com Roma, Milan ou mesmo Lazio, Sassuolo e Torino, ainda que hoje esteja na frente destes últimos, na honrosa 7ª colocação. No Bentegodi, um jogo que até teve chances de gol, marcando os contra-ataques dos anfitriões e o domínio da posse de bola dos visitantes, características de ambos. Os gols do empate saíram cedo em cada tempo, com o Chievo abrindo o placar com gol de Paloschi, em cruzamento de Pepe, aos sete minutos, enquanto o Empoli deixou o placar igual com menos de dois minutos da segunda etapa, com Tonelli aproveitando rara falha de Bizzarri - que, por sinal, fazia sua 100ª partida na Serie A.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols


Relembre a 19ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.



Seleção da rodada
Handanovic (Inter); Ansaldi (Genoa), Maksimovic (Torino), Romagnoli (Carpi), Lulic (Lazio); Montolivo (Milan), Khedira (Juventus); Dybala (Juventus), Higuaín (Napoli), Belotti (Torino); Pavoletti (Genoa). Técnico: Sinisa Mihaljovic (Milan).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

19ª rodada: Chegou a hora?

Líder do Napoli, artilheiro Higuaín é a chave para que os azzurri conquistem o sonhado scudetto (Getty)
Por Rodrigo Antonelli

Grandes jogos fecharam o primeiro turno do Campeonato Italiano, nesse fim de semana, e foi o Napoli, dono do melhor futebol da Bota nesse momento, que, mais uma vez, roubou a cena. Com sua quinta vitória por cinco gols nessa Serie A, o time conquistou o título simbólico de campeão de inverno e encheu de esperanças a torcida azzurra, na fila já há 26 anos. Isso porque a história recente está a favor do Napoli: nos últimos 11 campeonatos, o campeão do primeiro turno acabou levantando a taça ao final da temporada.

Nada garante, porém, que a nona troca de liderança nessa Serie A seja a última. Cada vez mais forte, a Juventus chegou à sua nona vitória seguida e já é a vice-líder, se credenciando a ser a principal adversária do Napoli nessa corrida pelo scudetto. Inter, Fiorentina e Roma tropeçaram e mostram que devem se concentrar mesmo na busca por uma vaga na Liga dos Campeões – embora a Inter ambicione algo mais. Destaque também para o bravíssimo Sassuolo, que terminou a primeira metade do turno na sexta colocação, com vitórias sobre Napoli, Inter e Juventus e empates contra Fiorentina e Roma – e com um jogo a menos. Vamos ao resumo da rodada:

Frosinone 1-5 Napoli
Sammarco (Tonev) | Albiol (Jorginho), Higuaín, Hamsík, Higuaín e Gabbiadini

Tops: Sammarco (F), Higuaín e Hamsík (N) | Flop: Zappino (F)

A segunda-feira foi de muita euforia em Nápoles. A apresentação de gala contra o Frosinone e o título de inverno fizeram de Maurizio Sarri rei azzurro. Os jornais enaltecem o trabalho do técnico e destacam como ele conseguiu fazer Hamsík e Higuaín voltarem ao melhor de suas formas, após um ano de pouco brilhantismo com Rafa Benítez. O atacante argentino já acumula 18 gols em 19 jogos na Serie A e iguala Aubameyang como jogador que mais fez gols nas cinco principais ligas europeias nessa temporada. Os belos gols do compatriota fizeram Maradona, ídolo máximo napolitano, se pronunciar e empolgar a torcida: o Pibe d'Oro disse que descerá de helicóptero no San Paolo para comemorar o scudetto.

Principal concorrente do Napoli nessa disputa pelo título, a Juventus terá que quebrar um tabu de 11 anos para melar a festa azul de Maradona. Isso porque há 11 temporadas o campeão de inverno sagrou-se também o vencedor do scudetto ao fim do torneio. Para engrossar as estatísticas favoráveis aos napolitanos, fica a lembrança de que em 1990, ano da última taça, os azzurri também venceram o título de inverno com dois pontos de diferença sobre a Inter, assim como acontece agora. Ainda é cedo para qualquer prognóstico e a diferença de dois pontos é muito pequena, mas o futebol do Napoli é de empolgar qualquer torcedor. A corrida pelo scudetto promete afunilar e ficar ainda mais emocionante nessa metade final de campeonato. Se Higuaín continuar sendo o melhor jogador do campeonato, ficará difícil para os concorrentes.

Sampdoria 1-2 Juventus
Cassano (Carbonero) | Pogba (Bonucci) e Khedira (Dybala)

Tops: Cassano (S), Dybala e Pogba (J) | Flops: Moisander (S) e Morata (J)

Depois de um início de campeonato com apenas cinco pontos conquistados nos primeiros seis jogos, poucos imaginariam a Juve na briga pelo título já na virada de turno. Pois com nove vitórias seguidas, a equipe de Allegri encostou na liderança e é a principal ameaça ao título do empolgante Napoli. A prova de força veio em clássico contra a Sampdoria, em que Allegri lançou os reservas Hernanes e Rugani - muito bem no jogo - e mesmo assim conseguiu domínio total da partida, com bom futebol. Pogba e Dybala, para variar, foram os melhores em campo e ditaram o ritmo do time. O francês abriu o placar com um golaço e Khedira recebeu passe de Dybala para ampliar.

O jogo que parecia tranquilo, porém, se complicou um pouco quando Cassano fez seu oitavo gol contra a Juve, equipe que diversas vezes rejeitou na carreira, aos 19 minutos do segundo tempo. A meia hora final teve os donos da casa correndo em busca do empate, mas sem sucesso e acabou mesmo com a expulsão do zagueiro Moisander. Com o resultado, a Samp permanece na 13ª colocação, com 23 pontos. A Juve, por sua vez, alcança a vice-liderança, dois pontos atrás do Napoli e empatada com a Inter.

Inter 0-1 Sassuolo
Berardi (pênalti)

Tops: Handanovic (I) e Consigli (S) | Flops: Murillo e Nagatomo (I)

Favorita ao título de inverno antes do início da rodada, a Inter tropeçou em casa diante do surpreendente Sassuolo e caiu para a segunda colocação, empatada com a Juventus. A derrota decisiva veio logo na partida em que a Inter mais criou oportunidades no campeonato. Como bem lembrou a Gazzetta dello Sport em sua edição de hoje, Mancini tinha razão ao dizer que "1 a 0 são belíssimos". De nada adianta chegar várias vezes, se a bola não entrar. E dessa vez o 1 a 0 foi belíssimo para os visitantes, que conseguiram o gol da vitória já aos 49 minutos do segundo tempo, depois que Nagatomo e Murillo fizeram bobagem, Miranda fez pênalti em Defrel e Berardi converteu. Antes disso, a Inter pressionou demais, mas perdeu oito chances incríveis, seja por errar o alvo ou por defesaças do goleiro Consigli. Do outro lado, Handanovic respondeu à altura, mas não conseguiu pegar o pênalti, sua especialidade.
O resultado deixa o Sassuolo em sexto lugar na tabela e com o incrível feito e ter derrotado os três primeiros colocados do campeonato (Napoli, Juve e Inter) e empatado com o quarto e o quinto (Fiorentina e Roma). O trabalho do técnico Di Francesco é ótimo e a evolução do goleiro Consigli também é notável. À Inter, resta tentar melhorar o desempenho dentro de casa - agora já são três derrotas em seus domínios, duas consecutivas - se quiser continuar na briga pelo scudetto.

Fiorentina 1-3 Lazio
Roncaglia | Keita (Djordjevic), Milinkovic-Savic e Felipe Anderson (Candreva)

Tops: Rossi (F) e Keita (L) | Flops: Blaszczykowski (F) e Berisha (L)

Também sonhando com a liderança na virada do turno, a Fiorentina decepcionou sua torcida diante de uma Lazio muito ligada no jogo e falhou em mais um teste de fogo para a equipe. A derrota para os biancocelesti no Artemio Franchi é a quinta em seis temporadas e já faz da viola uma freguesa do time da capital, que agora volta à disputa por uma vaga na Liga Europa, após período irregular no campeonato. Ainda são sete pontos de diferença para a quinta colocação, mas o futebol apresentado pela equipe de Pioli começa a empolgar, principalmente com a volta à boa forma de Felipe Anderson e Candreva, mas também pela regularidade de Biglia e Milinkovic-Savic, pilares do meio-campo, e do crescimento de Keita, ótima opção de ataque.

A Fiorentina, por sua vez, sucumbiu ao cansaço de Ilicic, seu principal jogador na temporada: com fadiga muscular, ele só entrou no segundo tempo, com o jogo já no ritmo laziale. Por sua vez, Rossi entrou motivado após o intervalo e pode começar a ser mais utilizado, se não for negociado. Por hora, o time vê o sonho pelo scudetto ficar cada vez mais distante e deve se concentrar para não deixar também a briga por vaga na Liga dos Campeões. Um bom mercado de inverno será importante para reafirmar as pretensões do time de Florença, que permanece com 38 pontos, um atrás da terceira colocada Inter e quatro à frente da Roma, quinta na tabela.

Roma 1-1 Milan
Rüdiger (Pjanic) | Kucka (Honda)

Tops: Rüdiger (R) e Donnarumma (M) | Flops: Falqué (R) e Luiz Adriano (M)

A Roma continua sem empolgar e chega a seu quarto empate em cinco jogos na Serie A, ficando cada vez mais distante da briga por uma vaga na Liga dos Campeões e perigando até sair da zona de classificação para a Liga Europa. O time da casa até começou bem contra o Milan, abrindo o placar com Rüdiger e vendo Donnarumma executar milagre para salvar o que seria o segundo gol do alemão no jogo, mas depois diminuiu o ritmo e deixou o Milan gostar da partida. Kucka empatou e o resultado ficou de bom tamanho para as duas equipes, nada brilhantes no jogo - e nem no campeonato até aqui. Restou aos torcedores romanistas comemorarem mais um feito do capitão eterno: Totti chegou a 592 presenças na Serie A e igualou Pagliuca. Agora, o ídolo só não jogou mais vezes no campeonato italiano que Maldini e Zanetti. Com o resultado, Garcia, que mais uma vez foi alvo de protestos da torcida organizada, balança ainda mais no cargo e a imprensa já fala que Leonardo é uma das opções para o seu lugar. Mihajlovic também está na corda bamba no Milan, mas ganhou sobrevida com o empate. Qual deles cairá mais rápido? Tem gente dizendo que eles já iriam tarde.

Torino 0-1 Empoli
Maccarone

Top: Maaccarone (E) | Flop: Martínez (T)

Outro pequeno que surpreende nessa temporada é o Empoli. Com mais uma grande vitória, fora de casa, e 30 pontos na tabela, a equipe termina o primeiro turno na sétima colocação, à frente de times muito mais tradicionais, como Milan, Lazio, Udinese e Sampdoria. Com isso, o time toscano segue sonhando com uma vaga na Liga Europa. O trabalho de Giampaolo é digno de elogios, enquanto Ventura parece não acertar a mão com o elenco do Torino: o treinador poupou Quagliarella, que foi criticado pela torcida por não comemorar gol contra o Napoli, e se deu mal. Seu substituto, o venezuelano Martínez, perdeu dois gols feitos. Em outras oportunidades, o goleiro Skorupski foi bem, e o Empoli acabou marcando o gol da vitória com o veterano Maccarone. Para o Torino já são três derrotas seguidas, que fazem a torcida protestar, e a equipe estacionar na classificação. A zona de rebaixamento está a sete pontos, mas, a depender do fraco futebol apresentado nas últimas rodadas, não é impossível ver o Toro lutando lá embaixo nessa segunda metade de torneio.

Verona 0-1 Palermo
Vázquez

Top: Vázquez (P) | Flop: Pazzini (V)

Lanterna disparado do campeonato, o Verona conseguiu terminar o primeiro turno da Serie A sem vencer nenhuma partida. A equipe é apenas a quinta da história a não conseguir vencer em um turno inteiro, um feito preocupante para seu torcedor: os outros quatro times capazes da façanha foram rebaixados ao fim da temporada. Com apenas oito pontos em 19 partidas, parece não haver salvação para a equipe de Delneri. Também em situação complicada, o Palermo respira um pouco com a vitória, mas ainda terá muitas dificuldades pela frente, a começar pela adaptação ao novo técnico, o argentino Guillermo Barros Schelotto, ídolo do Boca Juniors e ex-treinador do Lanús. Ontem, Ballardini foi demitido após atritos com elenco e diretoria. O goleiro Sorrentino, melhor em campo, chegou a dizer que a equipe entrou em campo e fez tudo sozinha, sem orientações do técnico, e esta foto diz tudo.

Carpi 2-1 Udinese
Pasciuti (Bianco) e Lollo (Lasagna) | Zapata

Tops: Pasciuti e Letizia (C) | Flop: Théréau (U)

Após dois meses sem vitórias, o Carpi voltou a somar três pontos no campeonato justamente no dia em que seu treinador decidiu voltar ao 4-4-1-1 que tantas alegrias deu aos torcedores na Serie B do ano passado. Pasciuti e Lollo fizeram o melhor jogo na temporada - e marcaram seus primeiros gols na Serie A - e ajudaram a equipe a continuar sonhando com a salvezza. Agora, são 14 pontos somados, contra 15 do Frosinone e 19 do Genoa, primeiro time fora do Z-3. A Udinese, que vinha de duas vitórias seguidas, fica nos 24 pontos e permanece na 11ª colocação.

Atalanta 0-2 Genoa
Dzemaili (Rincón) e Pavoletti (Laxalt)

Tops: Dzemaili e Pavoletti (G) | Flops: Denis e Gómez (A)

Ainda na briga contra o rebaixamento, o Genoa voltou a vencer após cinco derrotas consecutivas e respirou um pouco na parte de baixo da tabela. Os gols de Dzemaili e Pavoletti foram um alento em uma partida de baixíssimo nível técnico, dentre as piores do campeonato. Os tentos fizeram a equipe genovesa chegar aos 19 pontos e abrir quatro pontos de distância para a zona de rebaixamento. A esperança do técnico Gasperini está em Pavoletti, melhor da equipe na rodada e autor de bonito gol – já são oito na Serie A. O comandante elogiou o jogador de 27 anos dizendo que até Conte está de olho nele, para uma possível vaga na Azzurra. Não é para tanto, mas agora é hora de se agarrar onde dá. A Atalanta continua firme em seu campeonato sem pretensões. Com 24 pontos, na 12ª colocação, o time não deve brigar lá embaixo, tampouco na parte de cima da tabela.

Bologna 0-1 Chievo
Pepe (Cacciatore)

Tops: Bizzarri e Pepe (C)  | Flops: Destro e Falco (B)

Na partida mais morna da rodada, o Chievo superou o Bologna fora de casa e pode comemorar a tranquilidade na Serie A. Com 26 pontos, na 10ª posição, o time não deve ser incomodado pelos times da parte de baixo. O Bologna, no entanto, deve redobrar a atenção se não quiser brigar para não cair nesse segundo turno do torneio. O time de Donadoni não vem fazendo grandes jogos e está apenas sete pontos à frente do Frosinone, primeira equipe da zona de rebaixamento. Destro decepcionou contra o Chievo e Giaccherini foi quem dominou as ações ofensivas do time. Pelo lado do Chievo, Pepe foi o grande nome, com mais um gol - o segundo consecutivo na Serie A - e pode dar a volta por cima nesse organizado time do Chievo.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 18ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.

A Liga Serie A disponibiliza os melhores momentos da rodada em seu canal oficial. Veja os melhores momentos dos jogos abaixo.


Seleção da rodada
Consigli (Sassuolo); Cacciatore (Chievo), Albiol (Napoli), Goldaniga (Palermo), Chiellini (Juventus); Pogba (Juventus), Duncan (Sassuolo), Milinkovic-Savic (Lazio); Hamsík (Napoli), Keita (Lazio); Higuaín (Napoli). Técnico: Eusebio Di Francesco (Sassuolo).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

18ª rodada: Ano novo, vida velha

Milan começa 2016 com derrota e e distancia de vagas europeias (Eurosport)
Feliz 2016, amantes do futebol italiano. Após um merecido recesso, times e o blog voltaram à ativa neste meio de semana. No topo da tabela, tudo continuou como antes: os quatro primeiros colocados venceram, e as posições ficaram inalteradas. Pouco abaixo, Roma e Milan tropeçaram de novo. Confira o resumo da 18ª rodada.

Milan 0-1 Bologna
Giaccherini (Mounier)

Tops: Mirante e Giaccherini (B) | Flops: Honda e Cerci (M)

O ano virou, mas a vida segue igual para o Milan. Sexto colocado, cinco pontos atrás da Roma, quinta colocada, e já 10 pontos distante da zona de classificação para a Liga dos Campeões, difícil imaginar um futuro mais brilhante para o clube ainda em 2015-16. O futebol apresentado não convence e os resultados não aparecem, o que coloca pressão em Mihajlovic. O futuro do técnico, diz a imprensa italiana, pode ser definido a depender dos resultados contra Roma e Carpi, nas duas próximas rodadas.

É verdade que, nesta quarta, o Milan esbarrou no goleiro Mirante, que é o segundo melhor do campeonato, perdendo somente para o interista Handanovic. O goleiro bolonhês fez algumas excelentes defesas, negando as poucas chances de gol criadas pelos rossoneri, enquanto Gastaldello fez o trabalho de anular Bacca. Organizado, o Bologna matou o jogo no contra-ataque, depois que Mounier inverteu o jogo e Giaccherini – na mira de Conte para a Euro 2016 – marcou. Vale salientar que Donadoni, um antigo ídolo, comandou a vitória do Bologna a partir do banco e foi aplaudido pela torcida do Diavolo. A massa sentiu saudades dos bons tempos, uma época muito melhor do que hoje, na qual se aplaude um técnico adversário e se vaia jogadores do próprio time, como Montolivo, Cerci e Honda.

Empoli 0-1 Inter
Icardi (Perisic)

Tops: Pucciarelli (E) e Handanovic (I) | Flops: Barba (E) e Murillo (I)

Outro 1 a 0 para a líder do campeonato. A Inter já esperava jogo difícil contra o embalado Empoli de Giampaolo, que vinha de quatro vitórias consecutivas e cinco jogos de invencibilidade, mas apresentou novamente um futebol abaixo da média, como nas primeiras rodadas. A equipe nem parece mais a de novembro e dezembro, quando conseguia jogar bem, e terá o mês de janeiro para se reajustar. Dispersa e errando muitos passes, a Beneamata continua oferecendo poucas chances de gol para Icardi, que busca a movimentação, mas não encontra o apoio dos colegas. Em apenas 12 chances de gol que lhe foram oferecidas na temporada, o argentino anotou oito gols, o que mostra seu instinto matador – foi assim no Carlo Castellani, na única oportunidade que teve. De resto, em partida dominada pelo Empoli em grande parte, Handanovic e Miranda salvaram a Inter outra vez.

Juventus 3-0 Verona
Dybala, Bonucci (Dybala), Zaza (Pogba)

Tops: Dybala (J) e Pazzini (V) | Flops: Bianchetti e Wszolek (V)

Dybala decisivo (9 gols, e nem jogava muito no início), gol de falta (primeiro pós-Pirlo, que também era 21), testada de Bonucci, jogo fácil, Zaza > Morata (aproveita chances e merece ser titular). 8 vitórias seguidas, Verona sem nada ainda

Como Dybala era reserva no início da temporada? Só Allegri pode saber, pois desde que o argentino assumiu a titularidade, a Juventus decolou. Já são oito vitórias consecutivas, e o ex-atacante do Palermo já marcou nove gols. Contra o Verona, lanterna da Serie A, Dybala honrou a camisa 21 e fez o primeiro gol de falta da Velha Senhora desde a saída de Pirlo, que usava o mesmo número. Ainda cobrou outra falta na cabeça de Bonucci, que fuzilou para as redes. Outro que merece ser reavaliado pelo técnico Allegri é Zaza, que sempre que tem uma oportunidade deixa seus golzinhos – sua média de gols é de um a cada 63 minutos. Diante do jejum de Morata, o treinador poderia pensar em um ataque com uma dupla de canhotos, formada pelo ex-Sassuolo e por Dybala. O Verona, que não esperava somar pontos em Turim, segue na lanterna, com 8 pontos.

Chievo 3-3 Roma
Paloschi, Dainelli (Birsa), Pepe | Sadiq, Florenzi e Iago (Vainquer)

Tops: Pepe (C) e Sadiq (R) | Flops: Cesar (C) e Manolas (R)

Outro jogo claudicante da Roma, que romou de novo. Sadiq mostra presença (2 gols em 60 min como profiss, Dzeko suspenso), Florenzi fundamental, Garcia pode cair, tecnologia definiu gol, 

Dia das lambanças no Bentegodi. Se as defesas não foram perfeitas em Chievo 3-3 Roma, pelo menos quem assistiu o jogo pode ver uma pá de gols e a tradicional romada – duas vezes. Aproveitando a suspensão de Dzeko, o jovem nigeriano Sadiq marcou seu segundo gol na temporada (com apenas 60 minutos como profissional) e Florenzi roubou uma bola em saída errada de Cesar para ampliar. Só que Szceszny e Manolas erraram e o Chievo não demorou a chegar ao empate. Iago quase deu a vitória aos visitantes, mas Pepe, cria da Roma, cobrou falta com perfeição e deixou tudo igual – a tecnologia teve de ser usada para validar o gol. O tropeço coloca ainda mais pressão em Garcia, e o duelo de sábado, contra o também abalado Milan, pode selar o seu futuro. A torcida da Roma acha que já não tem mais clima para que o francês siga no comando do time e o scudetto é uma quimera.

Palermo 1-3 Fiorentina
Gilardino (Vázquez) | Ilicic, Ilicic, Blaszcykowski (Borja Valero)

Tops: Gilardino (P) e Ilicic (F) | Flops: Goldaniga (P) e Astori (F)

Vice-líder, a goleadora Fiorentina chegou a 25 jogos seguidos marcando gols, melhor sequência entre as equipes da Itália. No La Favorita, a Viola contou com excelente atuação de um ex-jogador do Palermo para vencer a partida: o esloveno Ilicic marcou dois golaços ainda no primeiro tempo, chegou aos nove gols em 2015-16 e mostrou, outra vez, porque Giuseppe Rossi foi barrado e é tido como negociável pela equipe de Florença. No segundo tempo, Gilardino, outro ex do dia, também deixou o seu, mas Kuba selou a vitória do time de Paulo Sousa nos minutos finais. Tensão em Palermo: Ballardini está ameaçado e pode ser demitido.

Napoli 2-1 Torino
Insigne (Callejón), Hamsík (Insigne) | Qugliarella (pênalti)

Tops: Insigne (N) e Quagliarella (T) | Flops: Ghoulam (N) e Bovo (T)

Se Higuaín passa em branco, Insigne resolve. Assim tem sido a tônica do Napoli, que conta com seus dois principais jogadores para continua brigando pela liderança – continua na segunda posição, com os mesmos 38 pontos da Fiorentina. Diante do Torino, no jogo que fechou a rodada, os azzurri dominaram e construíram seu resultado no primeiro tempo. Insigne marcou um golaço, encobrindo Padelli, e Quaglirella deixou tudo igual pouco depois, cobrando pênalti. Só que o baixinho napolitano voltou a aparecer e deu a assistência para Hamsík marcar o gol que definiu o placar. No segundo tempo, o Napoli administrou e ficou com os três pontos. Vale dizer, ainda, que os técnicos Sarri e Ventura foram expulsos por reclamação no mesmo lance, algo bastante incomum.

Genoa 2-3 Sampdoria
Pavoletti (Laxalt), Pavoletti (Rincón) | Soriano (Cassano), Éder, Soriano (Cassano)

Tops: Pavoletti (G), Soriano e Cassano (S) | Flops: Burdisso (G) e Moisander (S)

O dérbi genovês costuma ser um dos melhores jogos do campeonato e cumpriu a expectativa desta vez, com muita intensidade e velocidade – além do tradicional clima quente, inflado por duas paralisações por sinalizadores atirados ao gramado; a primeira com apenas 40 segundos de jogo. A Sampdoria de Montella chegou a abrir 3 a 0, graças a inspiradas partidas de Soriano, muito eficiente nas verticalizações e inserções na defesa adversária, e de Cassano, que mostrou inteligência em jogadas de primeira e na participação nos três gols dos blucerchiati. O Genoa, muito mal em campo, até buscou reagir com Pavoletti, nos minutos finais, e a história poderia ter sido diferente, se Lazovic não tivesse perdido gol feito. Com os grifoni à beira da zona do rebaixamento, Gasperini está ameaçado, enquanto a Samp respira.

Udinese 2-1 Atalanta
Théréau, Perica (Bruno Fernandes) | D'Alessandro (Gómez)

Tops: Théréau (U) e Gómez (A) | Flops: Iturra (U) e Dramé (A)

Jogando em casa, a Udinese somou mais pontos importantes na briga contra o rebaixamento e vai se tranquilizando, já que vai cumprindo o objetivo de continuar na elite por mais um ano. Diante da Atalanta, a dupla de ataque resolveu e garantiu os três pontos para os friulanos. Já para a equipe visitante foi a terceira derrota consecutiva, que faz os nerazzurri caírem na tabela. Com a venda de Maxi Moralez para o futebol mexicano, é bom o técnico Reja ficar de olho aberto.

Lazio 0-0 Carpi

Tops: Zaccardo e Gagliolo (C) | Flops: Felipe Anderson e Matri (L)

A vitória diante da Inter parecia um divisor de águas na temporada da Lazio, mas na primeira partida após o recesso a equipe treinada por Pioli lembrou seus piores momentos. Sem criatividade e contando com um Felipe Anderson novamente apagado, os biancocelesti fizeram o jogo mais fraco da rodada diante do pequeno Carpi. Os visitantes ainda poderiam ter saído com resultado melhor, não fosse gol mal anulado de Zaccardo.

Sassuolo 2-2 Frosinone
Ajeti (contra), Falcinelli | Dionisi, Ajeti (Pavlovic)

Tops: Falcinelli (S) e Sammarco (F) | Flops: Consigli (S) e Frara (F)

O Sassuolo não começou bem o ano. Diante do fraco Frosinone, a equipe jogou muito mal e precisou de um grande esforço para empatar a partida – o que pode mostrar que a equipe não terá fôlego para disputar uma vaga na Liga Europa. O goleiro Consigli colaborou, engolindo um frangaço, em chute fácil de Dionisi, e Ajeti marcou contra e a favor ainda no primeiro tempo. Um gol raivoso de Falcinelli, no segundo tempo, manteve o Frosinone na zona de rebaixamento e o Sassuolo na parte alta da tabela.

*Os nomes entre parênteses nos resultados indicam os responsáveis pelas assistências para os gols

Relembre a 17ª rodada aqui.
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Seleção da rodada
Mirante (Bologna); Zaccardo (Carpi), Gastaldello (Bologna), Miranda (Inter); Insigne (Napoli), Ilicic (Fiorentina), Soriano (Sampdoria), Giaccherini (Bologna), Alex Sandro (Juventus); Cassano (Sampdoria), Dybala (Juventus). Técnico: Roberto Donadoni (Bologna).