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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Italianos na Europa, semana 8: Não tá fácil pra ninguém

Fiorentina dá vexame dentro de casa e vê vaga fácil nas oitavas da Liga Europa escapar em apenas 16 minutos
A semana parecia que seria tranquila e favorável para os times italianos nas competições europeias, mas passou longe disso. Enquanto, na Liga dos Campeões, a Juve sofreu mais do que se imaginava para bater um Porto que jogou com um a menos na maior parte do tempo, na Liga Europa foi o “fantasma da romada” que angustiou torcedores de Roma e Fiorentina. Essa última acabou incrivelmente eliminada pelo Borussia Mönchengladbach após abrir 3 a 0 de vantagem no placar agregado, ao passo que a Roma penou mais do que deveria contra um Villarreal que vinha de uma derrota por 4 a 0 no jogo de ida, em sua casa. O 1 a 0 ficou barato e a disputa só não foi mais tensa no Olímpico de Roma porque o brasileiro Alisson pegou muito.

Mas como, dessa vez, não foi a Roma que “romou”, comecemos pelo desastre em Florença. A equipe de Paulo Sousa - agora ameaçadíssimo no cargo - começou o jogo focada e, da mesma maneira que aconteceu na Alemanha, foi cirúrgica para ficar em vantagem mesmo sem jogar melhor. O Mönchengladbach já havia colocado uma bola no travessão quando Kalinic recebeu de Bernardeschi e fez 1 a 0 para os donos da casa, aos 15 minutos de jogo. Depois, Borja Valero aproveitou falha feia do zagueiro Vestergaard para ampliar para 2 a 0 (3 a 0, no agregado) ainda aos 28.

Com a classificação praticamente garantida, o foco inicial foi para o espaço e o time passou a dar ainda mais campo para o Borussia atacar. O primeiro gol saiu aos 44, em cobrança de pênalti de Stindl, e pilhou mais os alemães, que já vinham em ritmo intenso. Nem a pausa para o intervalo fez a equipe visitante esmorecer. Contra uma viola sem alterações - nem táticas, nem técnicas e nem mentais -, o gol do empate saiu logo aos dois minutos do 2º tempo, de novo com Stindl, após bagunça na área. 

Nesse momento, bastava um gol para o Borussia roubar a vaga que há pouco parecia tão fácil para a Fiorentina e foi aí que o carrasco Stindl apareceu de novo. O atacante marcou sua tripletta após jogada ensaiada em cobrança de falta, aos 10, e viu Christensen fechar o caixão com o quarto gol aos 15. Para não deixar passar batido: foram apenas 16 minutos de bola rolando entre o primeiro e o quarto gol do Mönchengladbach. Um apagão inacreditável e que pode custar o emprego do técnico Paulo Sousa, já sem muito prestígio após se distanciar da briga pelas primeiras posições no Campeonato Italiano. Tem muita gente já dando a temporada viola como encerrada. 

Se Sousa e companhia tivessem prestado mais atenção ao jogo da Roma, que aconteceu um pouco antes, talvez não sentassem na vantagem e relaxassem tanto quanto fizeram. O Villarreal já tinha mostrado que time desatento corre muitos riscos na Europa e deu mais trabalho do que se imaginava para a equipe de Spalletti, que venceu por 4 a 0 na Espanha, semana passada. Os visitantes pressionaram desde o início no Olímpico de Roma e aos 15 minutos já tinham uma bola no travessão e um gol para a conta. Borré marcou após vacilo de Vermaelen. 

A Roma não se encontrou em campo hora nenhuma e continuou correndo atrás da bola até o apito final. Se a derrota foi magra, méritos para o goleiro brasileiro Alisson, que salvou pelo menos três grandes oportunidades, evitando gols que colocariam fogo no jogo. Spalletti fez a mea-culpa pela má atuação após o jogo e agora tenta consertar os erros para o difícil duelo contra o Lyon, dia 9 de março, pelas oitavas de final da Liga Europa.

Mesmo com um a mais em campo, Juve tinha dificuldades para marcar até o bósnio Pjaca
aproveitar bobeada da zaga adversária e abrir o placar
Aprendizado 
Pela Liga dos Campeões, a Juventus foi ao Estádio do Dragão enfrentar o Porto, no primeiro teste do 4-2-3-1 de Allegri fora dos campos da Itália, e demorou para se dar bem. Com um a mais a partir do 27º minuto de jogo, por causa de expulsão do brasileiro Alex Telles, o time de Allegri não conseguia furar a forte marcação portuguesa e criava poucas chances de muito perigo.  

O esquema mais ofensivo, com Cuadrado, Dybala, Mandzukic e Higuaín na linha de frente, não encaixou com a marcação mais recuada do time da casa e mostrou que a tática pensada para ser mais competitiva na Europa ainda precisa ser aprimorada em casos em que o adversário aproxima as linhas e marca com todos os homens atrás da linha da bola. Acostumada a atacar em velocidade, a Juve não conseguiu tabelar pelo meio ou usar a fantasia de Dybala e Pjanic para infiltrar. 

A coisa só melhorou quando um erro da zaga do Porto deixou a bola sobrar no pé de Pjaca, que chutou cruzado e forte para abrir o placar, aos 27 minutos da etapa final. Foi o primeiro gol do jovem bósnio na Liga dos Campeões, poucos minutos depois de entrar em campo. A estrela de Allegri, aliás, brilhou forte para dar boa vantagem para a Juve rumo às quartas da Champions: depois de colocar Pjaca, o técnico trocou Lichtsteiner por Daniel Alves e o brasileiro aproveitou cruzamento de Alex Sandro para fazer o 2 a 0. O placar dá tranquilidade para o jogo de volta, dia 14 de março, em Turim. 

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