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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Rivalidade eterna

Ofendido por um torcedor no sábado, Biglia sacramentou a classificação da Lazio na Coppa (Getty)
Após a definição da primeira semifinal da Coppa Italia, na semana passada, faltava saber quais times fariam o outro confronto para decidir um dos finalistas. Se, de um lado, Inter e Lazio fariam um duelo equilibrado, a Roma era clara favorita contra o Cesena, da Serie B. No entanto, as duas partidas das quartas não seguiram um roteiro esperado.

Na terça, a Lazio surpreendeu a Inter em pleno Giuseppe Meazza e arrancou uma vitória com certa facilidade. Inicialmente, os donos da casa chegaram a comandar as ações do jogo, e Kondogbia até acertou a trave, com um chute forte com a perna direita. Dali em diante, só os biancocelesti jogaram: Immobile desperdiçou uma chance clara e, aproveitando enormes espaços nas costas de Ansaldi e a partida ruim de Miranda, Felipe Anderson brilhou. Sempre acionado em contra-ataques, o brasileiro perdeu chances incríveis, chutando torto ou parando em Handanovic, mas foi o responsável por abrir o placar. Ele se infiltrou em diagonal e deu uma casquinha na bola, desviando cruzamento para tirar o goleiro da jogada.

Em desvantagem no placar e com atuações ruins, a Beneamata foi para o tudo ou nada no segundo tempo: Pioli sacou Palacio e Banega para colocar Icardi e João Mário, mas a Lazio manteve sua soberania. Pouco depois de Parolo perder gol feito, a arbitragem anotou pênalti por toque de mão de Miranda e expulsou o brasileiro. Biglia converteu a penalidade e colocou um muro quase intransponível para a Inter, com 10 em campo, sobrepor. Vale salientar que a classificação foi sacramentada justamente pelo capitão, que recebeu uma cusparada de um torcedor no sábado, após a derrota para o Chievo, e tentou revidar.

Radu até foi expulso e deu alguma emoção ao jogo, mas o gol de Brozovic foi insuficiente para os nerazzurri. Com o 2 a 1 fora de casa, a equipe da capital acabou com a invencibilidade de nove jogos dos interistas e chega fortalecida para o clássico contra a Roma.

Sempre ele: o capitão manteve a Roma viva na briga pelo título da competição (Getty)
A Loba giallorossa era favoritíssima para passar fácil pelo Cesena, mas não fez jus à superioridade e suou para alcançar as semifinais, mantendo vivas as chances de vingar a derrota na final da copa para a própria Lazio, em 2013. O fantasma da eliminação prematura na competição frente a um time da segundona ficou vivo durante toda a noite no Olímpico e só foi exorcizado com um pênalti duvidoso, no quinto minuto de acréscimo da segunda etapa. Totti, capitão e maior caçador de criaturas medonhas da história de La Maggica, afastou a possibilidade de o Cesena repetir o Spezia, que na última temporada, bateu a Roma nos pênaltis e avançou às quartas.

O primeiro tempo acabou sem gols, mas foi por pouco. Com as chances mais claras, os cavalos marinhos da Emília-Romanha só não marcaram o primeiro porque Alisson fez duas ótimas defesas e porque a trave atrapalhou. Após o intervalo, o equilíbrio se manteve até que Dzeko abrisse o placar. Mas não houve alívio: na reta final da partida, Garritano aproveitou clamoroso erro do zagueiro Manolas e do guarda-metas brasileiro para empatar o jogo. Até que, aos 95, Totti converteu o pênalti salvador. E que garantirá rivalidade nas duas chaves das semifinais, que serão disputadas em jogos de ida e volta, que ocorrerão entre o fim de fevereiro e o início de abril: além de Lazio e Roma, Juventus e Napoli brigam por uma vaga na decisão.

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