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sexta-feira, 17 de março de 2017

Italianos na Europa, semana 10: Senhora... Senhora!

A bola e a joia: Dybala classificou a Juve e será fundamental contra o Barcelona (Reuters)
Título livremente inspirado neste meme aqui.

Só restou a Velha Senhora. O mais forte time italiano dos últimos anos é o único sobrevivente entre as seis equipes do Belpaese que participaram das competições europeias na temporada 2016-17. Após a eliminação protocolar contra o Porto, a Juventus não terá vida fácil nas quartas de final da Liga dos Campeões: enfrentará o Barcelona, contra o qual foi derrotada na final da competição, dois anos atrás.

Os times costumam fazer confrontos equilibrados – em fases classificatórias da Champions League nunca um time saiu vencedor no tempo normal –, mas pode ser o momento para a revanche bianconera. Afinal, embora o Barça esteja motivado pela sensacional classificação com direito a virada nos acréscimos e 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, é inegável que o time de Messi, Neymar, Suárez e Iniesta já atravessou momentos de maior solidez. Justamente o atributo que sobra na equipe treinada por Allegri e embalada por uma fortíssima espinha dorsal: Buffon, Bonucci, Daniel Alves, Alex Sandro, Khedira, Dybala e Higuaín.

Diante do Porto, na terça-feira, a Juventus entrou em campo com o regulamento debaixo do braço e com uma folgada vantagem – uma vez que tinha vencido a partida de ida por 2 a 0 no Estádio do Dragão. Quase que no piloto automático, a Velha Senhora não forçava o ritmo e estava satisfeita com um confronto físico, quase estéril no meio-campo. Até que, no final do primeiro tempo, em cobrança de escanteio, Casillas deu rebote e o gol acabou ficando quase aberto – não fosse Maxi Pereira, que evitou um gol dos donos da casa ao saltar com os braços à frente do corpo. Pênalti claríssimo e expulsão para o uruguaio.

Depois que Dybala converteu a cobrança e o Porto precisava marcar três gols e com um jogador a menos, a passagem dos italianos à próxima fase já estava sacramentada: Buffon praticamente assistiu de camarote ao restante do jogo e só viu um chute de Tiquinho Soares lhe ameaçar. Classificação incontestável.

Desilusão no Olímpico: Roma e Lyon fizeram dois jogaços e os franceses levaram a melhor (Getty)
Final antecipada, mas sem o vice
Roma e Lyon fizeram dois dos melhores jogos de toda a temporada europeia até aqui. O duelo franco entre as equipes de Luciano Spalletti e Bruno Génésio ficou marcado por futebol propositivo, alto número de chances de gol criadas e houve quem dissesse que italianos e franceses fizeram uma final antecipada da Liga Europa. Pois bem, eliminada pelo OL ainda nas oitavas, a Roma ficou longe do vice-campeonato, mas saiu da competição de cabeça erguida, pelo que apresentou.

Tal qual no Stade des Lumières, a partida no Olímpico começou em ritmo frenético. Aos 6 minutos, Rüdiger acertou a trave e, na sequência da jogada, Salah obrigou Anthony Lopes a fazer uma defesa plástica para mandar a bola para escanteio. Só que, embora a Roma mandasse no jogo, foi o Lyon que abriu o placar, complicando a vida dos donos da casa: em ação muito parecida com a do jogo de ida, o zagueiro Diakhaby apareceu na área e, mais uma vez, balançou as redes dos giallorossi.

A reação romana veio a cavalo e também em cruzamento na área. De Rossi cobrou falta com perfeição: seu lançamento milimétrico achou Strootman, que só desviou para as redes. O holandês teve a chance de marcar o seu segundo gol no jogo, mas Lopes – que fez grande partida –, fez dupla defesa em finalizações consecutivas do meio-campista. Ainda no primeiro tempo, o arqueiro português fez uma defesa importante, em chute colocado de Dzeko. Foi uma das poucas oportunidades do bósnio, que esteve sumido na partida.

Enquanto Dzeko pouco tocava na bola, Anthony Lopes dava seu show: assim que as equipes voltaram do intervalo, o goleiro defendeu um chute forte de Nainggolan. Ele só não conseguiu impedir que a pressão da Roma embaralhasse os pensamentos dos zagueiros, aturdidos pelo ritmo intenso aplicado pela Loba. Após Morel quase mandar contra o próprio patrimônio foi Tousart quem fez gol contra, ao tentar cortar cruzamento vindo da direita. Naquele setor, inclusive, El Shaarawy entrou com todo o gás e foi mais efetivo que Bruno Peres, que não estava 100% fisicamente.

O Pequeno Faraó levou a Roma a outro nível de jogo, cada vez com mais pressão – apenas aumentada após a entrada de Perotti, minutos depois. El Shaarawy fez uma bela jogada, mas finalizou a centímetros do gol (levando Spalletti à loucura) e ainda teve impedimento mal marcado, em lance que Dzeko concluiu para as redes.

Do lado do Lyon, Cornet teve duas ótimas chances em contra-ataques, mas isolou a primeira e obrigou Alisson a fazer uma defesaça na segunda: o brasileiro, um dos melhores em campo, mostrou tempo de bola e foi nos pés do francês, dando fim a um contra-ataque de três contra um. Alisson ainda fez defesaças diante de Tolisso e Fekir e foi para a área no último lance da partida – na confusão, Jallet tirou gol de El Shaarawy em cima da linha. Um jogo para ser recordado, principalmente pelos torcedores da Roma: estes lamentarão para sempre que Lacazette tenha tido a felicidade de marcar um golaço nos últimos minutos da partida de ida e arruinado os planos de um título europeu nesta temporada.

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