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quinta-feira, 9 de março de 2017

Italianos na Europa, semana 9: Amarga sensação

Caiu em pé: Napoli mais uma vez jogou bem, mas não superou o Real Madrid (Foto Mosca)
Infelizmente não deu. O placar no jogo de ida tornava a missão difícil, mas o Napoli fez o que estava a seu alcance para tentar passar pelo Real Madrid. Embora tenha tido bons momentos, a equipe da Campânia sucumbiu à força de Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos e companhia limitada e acabou eliminada da Liga dos Campeões. O agregado de 6 a 2 até dá a entender que houve desequilíbrio no confronto das oitavas de final, mas os azzurri foram capazes de fazer o seu jogo na ida e na volta, o que já é um enorme mérito.

Assim como no Santiago Bernabéu, a partida no San Paolo terminou 3 a 1 para os merengues. Tal qual na capital espanhola, começou com o Napoli na frente e propondo o jogo, colocando o Real Madrid na roda em diversas partes da primeira etapa. Algo digno do show proporcionado pela torcida partenopea, que lotou o estádio e fez ecoar em Fuorigrotta os gritos de incentivo à equipe. No entanto, havia Sergio Ramos no meio do caminho.

O Napoli conseguiu manter a vantagem no placar até o intervalo – por mais tempo do que foi capaz em Madrid. Na volta dos vestiários, porém, os madrilenhos chegaram decididos a fazer o gol de Mertens parecer obra do acaso. Em duas jogadas aéreas, aos 51 e aos 57 minutos, Ramos surgiu imperioso para anotar o que seria seu doblete – se a Uefa não tivesse atribuído o segundo tento a Mertens, que desviou a bola antes que ela ultrapassasse a meta de Reina. A missão, que era dificílima, tornou-se impossível – os azzurri precisariam de quatro gols – e Morata, aos 90, deu o golpe de misericórdia, provocando a torcida e lembrando do seu passado juventino.

O presidente De Laurentiis foi duro com Sarri após a partida do Bernabéu, mas elogiou a equipe dessa vez. Sem pedir desculpas ao treinador, se disse privilegiado por ver o Napoli poder jogar de forma tão bonita contra um time poderoso como o Real Madrid e se referiu à atuação como "lição de futebol". Com um elenco tão jovem e gabaritado, adequado à filosofia do seu mentor, os azzurri poderão dar mais e mais aulas ao longo dos próximos anos na Champions.

Roma chegou a ter vantagem na França, mas permitiu a virada e a tranquilidade ao Lyon (Reuters)
Se o futebol de Sarri parece um metrônomo, de tão calculado e com passes tão precisos, Lyon e Roma protagonizaram um verdadeiro caos criativo no Parc OL. O duelo entre duas das melhores equipes da Liga Europa aconteceu cedo, ainda nas oitavas de final, e cumpriu com o esperado: muita intensidade, qualidade técnica à toda e muitas chances criadas e concluídas a gol, em um confronto de duas viradas no placar. Ao todo, a rede balançou seis vezes na França, quatro a favor dos donos da casa e duas para os visitantes.

Logo no início, a Roma tentou colocar pressão para cima do goleiro Anthony Lopes, mas foi o Lyon que saiu na frente, aos 8 minutos. Em uma jogada de falta ensaiada, Diakhaby apareceu livre no segundo pau para aproveitar uma casquinha dada na bola na primeira trave. O jovem zagueiro, porém, passou de herói a vilão em 12 giros do relógio e escorregou bem na frente de Salah, quando tinha a jogada sob controle. O egípcio avançou com sua habitual velocidade e só deslocou Lopes para empatar a peleja. Lá e cá, o jogo acabou indo para o intervalo com a Roma em vantagem, graças a mais um gol de cabeça de Fazio nesta temporada.

No retorno para o intervalo, a equipe treinada por Bruno Génésio simplesmente dominou os comandados de Luciano Spalletti. Aos 47 minutos, com os times ainda frios, Lacazette e Tolisso tabelaram bonito e o volante acertou um bonito chute, sem chances para Alisson. O goleiro brasileiro ratificaria ao longo de todo o segundo tempo que não está fora de forma, com defesas fundamentais para manter o empate, negando Ghezzal, Lacazette e Valbuena. 

No entanto, Fékir, que entrou na segunda etapa, fez uma grande jogada pouco depois de substituir Mammana e acertou um chute de rara felicidade, virando o placar aos 74. A partida ganharia em intensidade e em nervosismo, com chances para os dois lados, mas com leve superioridade dos lioneses. Alisson garantia o 3 a 2, que não era o pior resultado do mundo para a Roma, já que um simples 1 a 0 na Cidade Eterna na próxima semana seria o suficiente para a classificação. Lacazette, porém, mostrou que está no auge do seu futebol e, no segundo minuto de acréscimo, acertou um petardo no ângulo e decretou o 4 a 2 como placar final da partida. 

O que sobra é um resultado bastante amargo para os romanos, que agora veem sua vida muito mais complicada para a volta. A frustração giallorossa nesta noite vai para a conta de Spalletti, que demorou para mexer na equipe (e foi mal nisso) e ainda morreu com uma substituição para fazer – El Shaarawy só entrou em campo após o gol do atacante francês. Com isso, a Roma chega a três derrotas seguidas, que podem comprometer o seu destino nas três competições que disputa: além do fracasso no Parc OL, a equipe caiu para a Lazio na ida das semifinais da Coppa Italia e perdeu em casa para o Napoli, vendo a Juventus abrir vantagem na Serie A. Te cuida, Luciano.

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