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sexta-feira, 3 de março de 2017

Os melhores carecas da Serie A italiana

Colaboração de Felipe Portes, da Todo Futebol.


Discutir quem é melhor jogador, na maioria das vezes, é um porre. Cada um tem seu critério e a eleição acaba sendo bem subjetiva ou injusta. Mas não estamos aqui para comparar atleta x com y. Estamos aqui para eleger um grupo dos mais notáveis carecas que já passaram pela Serie A italiana. Eles, que compensam a falta de cabelos com charme e talento. Eles, que, por opção ou pelas vicissitudes da vida não precisam passar shampoo e podem cabecear sem medo da cabeleira amortecer a bola. Porque às vezes é melhor assumir a careca do que usar técnicas vergonhosas para continuar tendo algum fio no telhado.

Tommaso Rocchi 


Nove anos de Lazio fizeram dele um dos favoritos da torcida biancocelesti na década de 2000. Formado na Juventus, o atacante Tommaso Rocchi já tinha quase dez anos de carreira por clubes italianos quando desembarcou em Roma. Ficou de 2004 a 2013 na equipe romana e virou uma referência técnica. Encerrou sua passagem como o terceiro maior artilheiro da Lazio, com 83 gols.

Rodrigo Palacio 


Dono de uma “careca de Jedi”, Rodrigo Palacio até hoje ostenta a sua bizarra trancinha solitária na cabeça. Mesmo calvo ou com pouquíssimo cabelo, o argentino foi coerente com o estilo que lhe fez famoso. Teve grande fase no Boca Juniors de 2005 a 2009 e foi para o Genoa tentar ganhar a Europa. Contratado pela Inter em 2012, se mostrou muito importante na reformulação da equipe após a Era Mourinho. Mas mesmo com tantos gols, nunca venceu nenhuma taça com a camisa nerazzurra.

Wesley Sneijder 


Por outro lado, temos um carequinha que ganhou muita coisa com a Inter. É o holandês Wesley Sneijder, que deixou muita saudade na torcida. Chegou em 2009, vindo do Real Madrid, ganhou a Serie A, a Liga dos Campeões, duas Coppas e o Mundial de Clubes da Fifa. Foi o cérebro da última fase dourada dos nerazzurri, um criador nato e que cobrou um preço absurdo para continuar no clube. Hoje joga na Turquia e parece inacessível até mesmo para os mais ricos do mundo.

Attilio Lombardo 


Um gigante na história da Serie A. Campeão pela Sampdoria em 1991, foi um dos mais talentosos de um time que contava com vários craques. Attilio Lombardo assumiu a carequice muito cedo e fez dela uma marca registrada. Ao todo, o meia conquistou três scudetti, por Samp, Juventus e Lazio, já no fim da sua carreira. Exímio armador, marcou época em grandes times e sem ficar devendo a ninguém. É de carecas como Lombardo que elas (as taças) gostam mais: ele e Pietro Fanna (campeão italiano por Juve, Verona e Inter) são um dos poucos a terem vencido a Serie A com três camisas diferentes.

Gianluca Vialli 


Da mesma Samp que chegou ao topo da Itália em 1991 saiu Gianluca Vialli, um dos atacantes mais técnicos do futebol de seu país. Ele ganhou o scudetto ainda com alguns cabelos, mas raspou a cabeça meses depois de assinar com a Juventus. Aí simplesmente não dava mais para voltar atrás. Fez gol pra caramba e ainda tem quatro Coppas no currículo, dois scudetti, uma Liga dos Campeões, uma Copa Uefa, além dos títulos da Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa e Recopa Uefa pelo Chelsea. Um monstro sagrado da década de 90.

Gabriel Paletta 


Falamos tanto de carecas dignas e nos deparamos com o icônico Gabriel Paletta. Argentino naturalizado italiano, o zagueirão pode até ser firme nas divididas e nas bolas aéreas, mas o seu cabelo não transmite confiança. Há algum tempo, desde sua passagem pelo Parma, o defensor ostenta um penteado que oscila entre Maldini e Bobby Charlton. Aliás, Paleta está mais para Charlton do que qualquer outra coisa. A gente sabe que ele penteava os cabelos para o lado para disfarçar a calvície no meio da cachola. Depois de muito aparecer em eleições de “estilos mais feios de atletas”, ele resolveu assumir a sua condição capilar e ficou completamente careca. Já não era sem tempo. Ah, sim, faltou dizer que ele está no Milan e jogou a Copa do Mundo de 2014 pela Itália.

Massimo Maccarone 


É difícil ficar famoso jogando apenas por equipes pequenas, mas Massimo Maccarone rompeu esta lógica com uma carreira consistente fazendo gols. Formado no Milan, onde não teve muitas chances e era sempre emprestado, começou a se destacar pelo Empoli, em 2000. Contratado pelo Middlesbrough, pouco atuou em cinco anos pelos Reds, mas ainda é considerado cult entre os torcedores ingleses. Ambidestro, sabe marcar com as duas pernas e aos 37 anos, não pensa em parar. Voltou ao Empoli em 2014 e deve jogar mais uma ou duas temporadas. Uma lenda do futebol alternativo.

Jaap Stam 


Zagueiraço quase infalível, o careca Jaap Stam também foi um dos maiores defensores que a Holanda nos proporcionou. Ficou famoso com a camisa do PSV e depois fez grandes temporadas no Manchester United. Em 2001, a Lazio, em fase endinheirada, contratou os serviços do gigante de 1,91m e não se arrependeu. Por três temporadas ele foi um perseguidor implacável para vários oponentes na Itália e isso não mudou quando foi para o Milan, em 2004. Stam adorava um confronto físico e era muito temido pelos atacantes. Encerrou sua carreira pelo Ajax, em 2007.

Esteban Cambiasso 


Tem que respeitar Cambiasso. O cara saiu da base do Argentinos Juniors para o Real Madrid B nos anos 1990, assim como várias outras promessas da época. Com passagens por Independiente e River Plate, chegou outra vez ao Real com moral, em 2002. Foi multicampeão com a camisa dos merengues em apenas dois anos, faturando a Liga, o Mundial de Clubes, a Supercopa Uefa e a Supercopa da Espanha. Em 2004, assinou com a Inter e passou dez anos vestindo a camisa nerazzurra. Chegou cabeludo (ok, nem tanto), mas logo adotou um visual cascudo como o careca que era o cão de guarda da defesa interista. Ídolo e pilar defensivo de uma equipe que varreu a Itália, Cambiasso ficou uma temporada no Leicester, mas foi justamente a anterior à que o clube foi campeão inglês. A vida às vezes tem dessas. Aos 36 anos, o careca argentino está no Olympiacos.

Dino Sani 


Volantão de uma época clássica, Dino Sani fez história com a camisa do Milan nos anos 1960. Com cara de senhor desde os áureos tempos de juventude, Dino saiu do Palmeiras em 1951 para ganhar o mundo. Passou especialmente pelo São Paulo, pelo Boca Juniors e pelo Milan, onde foi campeão italiano e europeu em 1962 e 1963. Campeão do mundo em 1958, é uma das lendas vivas do primeiro título mundial do Brasil. Encerrou sua carreira no Corinthians, em 1968, já com aspecto de um sessentão enxuto.

Roberto Sensini 


É o Cambiasso dos anos 1990. Volante com forte poder de marcação, o argentino Roberto Sensini começou sua caminhada no futebol com a camisa do Newell’s Old Boys. Saiu da equipe leprosa em 1989 para escrever uma longuíssima história na Itália. Jogou por Udinese, Parma e Lazio de 1989 a 2006. Apelidado de “O Vovô” pela imprensa local, chamava atenção pela sua força física e cabelos escassos. Era um absurdo no desarme e também tinha muita versatilidade para subir ao ataque e para atuar em todas as posições da defesa. Roberto esteve em três Copas com a Argentina e é muito estimado pela torcida da Udinese, clube pelo qual teve duas longas passagens no início e no fim de sua trajetória como futebolista.

Zinédine Zidane 


Pensou que a gente ia esquecer do Ziza? Nananinanão. Ele encerra com classe a nossa lista. Foram cinco anos na Serie A, todos eles com a camisa da Juventus. Apenas isso foi necessário para colocar Zinédine no grupo dos maiores que já atuaram pela liga. Bicampeão italiano e vencedor do Mundial Interclubes, Zizou estava caminhando para construir uma história ainda mais vencedora pela Juve quando foi vendido ao Real Madrid em 2001. A frieza e o controle de bola faziam dele uma atração à parte. E ninguém esquece que ele parecia um padre franciscano com aquele penteado particular. Zidane é sem dúvida um dos maiores gênios que o futebol já viu. Sorte da Serie A que ele desembarcou pelas bandas italianas em 1996.

Quer saber sobre mais carecas de sucesso que passaram pela Serie A? Entre os calvos e o que já davam sinais de perda de cabelo, podemos citar também Pietro Fanna, Ernesto Cucchiaroni, Luís Vinício, Antonio Conte, Ezio Pascutti, Marco Ballotta, Pepe Reina, Emerson, Giorgio Chiellini, Francesco Graziani, Paulo Roberto Falcão, Francesco Rocca, Eugenio Corini, Goran Pandev, Marco Di Vaio, Carlo Mazzone, Luciano Spalletti e Giovanni Lodetti. Vale lembrar ainda de figuras ligadas ao futebol italiano e que ostentam testas lustrosas, como os árbitros Pierluigi Collina e Carmine Russo, os dirigentes Adriano Galliani, Luciano Moggi e Walter Sabatini, além do jornalista Claudio Carsughi.

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